"Resistência Visual Generalizada”: algumas reflexões críticas para recordar o passado do século XX na luta contra o presente neo-liberal

"Resistência Visual Generalizada”: algumas reflexões críticas para recordar o passado do século XX na luta contra o presente neo-liberal Se outros sistemas económicos e sociais caíram no passado, porque é que o capitalismo não pode acabar, mais tarde ou mais cedo? Porque não levantar essas questões, geralmente declaradas como "impossíveis" de resolver? Por vezes, pensamos nas organizações económico-políticas das sociedades como estruturas imutáveis, as formações guerrilheiras não o fizeram, mesmo quando tudo podia parecer perdido. Sonhando e praticando sonhos, as utopias tornam-se realidade.

23.11.2022 | por Francesco Biagi

“Europa Oxalá”, tales of Europe

“Europa Oxalá”, tales of Europe Ao visitarmos a mostra coletiva Europa Oxalá ficamos, precisamente, com uma ideia mais vívida e premente sobre o poder criativo, as questões, preposições e desafios da contemporaneidade europeia. A noção de Europa afigura-se tanto mais coincidente com a sua realidade, como com os desejos e memórias diversas que a compõem. Na sala expositiva da Fundação Calouste Gulbenkian, percorremos as 60 obras em linguagens como pintura, desenho, escultura, filme, fotografia e instalação, de artistas cujos nomes não são uma mera lista mas fonte de conhecimento sobre identidades, descolonização, xenofobia, racismo, processos migratórios de pessoas, mundos e arte.

31.10.2022 | por Marta Lança

Afro Portugal 2022

Afro Portugal 2022 Este amplo programa insere-se nos debates atuais sobre memória colonial, o racismo, e coloca em destaque as vozes artísticas negras, africanas e afrodescendentes em Portugal, de várias gerações. Inclui performances, exposições, filmes, debates, literatura, música, workshops e ações socioeducativas, culminando na peça “Aurora Negra”.

14.10.2022 | por vários

Batalha Centro de Cinema inaugura a 9 de dezembro

Batalha Centro de Cinema inaugura a 9 de dezembro Com a missão de promover o conhecimento e a fruição cultural através do cinema e da imagem em movimento, o Batalha inclui no seu programa ciclos temáticos, retrospetivas e focos em práticas contemporâneas, bem como ligações entre o cinema e outras artes. Estimular a cinefilia e cultura fílmica através de projetos educativos, editoriais, formativos e de debate está no centro da atividade da nova instituição.

04.10.2022 | por vários

Matéria, Memória e Máquina: A Política e a Poética do Olhar em ‘Factory of Disposable Feelings’ de Edson Chagas

Matéria, Memória e Máquina: A Política e a Poética do Olhar em ‘Factory of Disposable Feelings’ de Edson Chagas Esta série dá continuidade às indagações que singularizam a obra de Chagas, nomeadamente a atenção às relações vivenciais e afetivas que os sujeitos estabelecem com objetos e espaços quotidianos, contrariando rápidos ritmos de consumo através de um olhar desacelerado que perscruta em proximidade matérias, formas e texturas descartadas. Contudo, a série marca simultaneamente uma espécie de viragem, na medida em que, ao contrário de séries anteriores realizadas em vários espaços públicos urbanos a Norte e a Sul, vagamente identificados (as ruas e praias de Luanda, Veneza, Londres e Newport, etc.), nesta série, pela primeira vez, o fotógrafo concentrou-se nos espaços interiores e exteriores de uma arquitetura específica.

29.09.2022 | por Ana Balona de Oliveira

Textos de Viagem. Casablanca, Eid al-Adha 1443 AH

Textos de Viagem. Casablanca, Eid al-Adha 1443 AH Acabamos por sair do souk sem encontrar os vendedores de arte, para umas ruas interiores diferentes do resto da cidade, onde percebo que se trata da antiga Medina, zona destruída pelo “nosso” terramoto de 1755 e reconstruída logo depois. Com os seus prédios baixos, contrasta com a Casablanca das grandes avenidas e prédios imponentes. As ruas labirínticas inspiram a familiaridade agradável dos bairros populares. Seguindo os cursos mais naturais afastamo-nos do mercado e do objetivo.

27.09.2022 | por Ricardo Falcão

"Margens Atlânticas" Espaço Espelho d'Água e Cinemateca

"Margens Atlânticas" Espaço Espelho d'Água e Cinemateca “Margens Atlânticas” nasce em Lisboa, do encontro entre Francisco Vidal, artista angolano-cabo-verdiano que explora as identidades africanas e diaspóricas, e Ariel de Bigault, autora e realizadora francesa cujos filmes focam culturas africanas, afro-lusófonas, afro-brasileiras e afro-europeias. Para além da exposição no Espaço Espelho D’Água, tem lugar na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, um ciclo com quase todos os filmes de Ariel de Bigault, entre 19 e 24 de setembro.

22.09.2022 | por Francisco Vidal e Ariel de Bigault

Francisco Vidal e Ariel de Bigault apresentam "Margens Atlânticas"

Francisco Vidal e Ariel de Bigault apresentam "Margens Atlânticas" “Margens Atlânticas” nasce em Lisboa, do encontro entre Francisco Vidal, artista angolano-cabo-verdiano que explora as identidades africanas e diaspóricas, e Ariel de Bigault, autora e realizadora francesa com um longo percurso em Portugal e nos países lusófonos. Na sequência de séries como “Black Mamba”, “Tempestade”, “Humans go Home” - variações a partir de temas e/ou figuras – “Margens Atlânticas” é a mais recente série de trabalhos de Francisco Vidal. Inspirado nos filmes de Ariel de Bigault, procura utilizar o desenho e a pintura para explorar momentos, como se de um storyboard “pós-filme” se tratasse. O seu objetivo é “perceber a fronteira entre o filme e o desenho (…) e como esta fronteira se torna uma ponte, uma ferramenta para acabar com os muros.”

13.09.2022 | por Francisco Vidal e Ariel de Bigault

Exposição Desvairar 22 I São Paulo

Exposição Desvairar 22 I São Paulo Esse jogo entre imaginação e história, que é a regra, se acirra quando o que está em questão é uma circunstância como a Semana de Arte Moderna de 1922, concebida por seus organizadores, desde o início, como parte dos festejos do centenário da Independência do Brasil, isto é, ela mesma já, em alguma medida, uma comemoração e, portanto, um exercício de imaginação histórica. A fábula básica era, então, de que, se 1822 representou a independência política, 1922 realizaria a independência cultural.

26.08.2022 | por Marta Mestre, Veronica Stigger e Eduardo Sterzi

Conferência Internacional Counter-Image 2022

Conferência Internacional Counter-Image 2022 A Conferência Internacional Counter-Image (CIIC22) prossegue o trabalho de desvelar as formas como as imagens operam nas estruturas de poder e saber e nos sistemas de verdade que tendem a constituir narrativas históricas hegemónicas e marginalizar ou apagar aquelas que são conflitantes ou minoritárias. Desta forma, originam-se não só “centros” e “margens”, mas também tende-se a silenciar vozes e a invisibilizar pessoas, tornando determinadas ideias impronunciáveis. Sendo um processo histórico, exige-se um criticismo contínuo em linha com os estudiosos/as e artistas que atuam nas tradições da Cultura Visual, dos Estudos de Género e dos Estudos Culturais nas diversas disciplinas. Estabelecer contra-narrativas, contra-arquivos e contra-imagens manifesta-se, então, como um desafio aos sistemas sociais, culturais e políticos hegemónicos e uma contribuição para um diálogo muito necessário em torno de temáticas difíceis e complexas, tendo em vista uma sociedade pluralista, diversa e equilibrada.

12.07.2022 | por vários

A Bienal de Cultura e Arte de São Tomé e Príncipe parte “à (re)Descoberta de nós”

A Bienal de Cultura e Arte de São Tomé e Príncipe parte “à (re)Descoberta de nós” “Como transformar São Tomé e Princípe, antigo entreposto de escravos, num território permanente de criação artística e de intercâmbios culturais, investigação científica, residências literárias e artísticas, cenário natural de produções audiovisuais, num destino de turismo cultural com especificidades únicas em África e no mundo?” É a esta complexa questão que o santomense João Carlos Silva pretende responder na XI edição da Bienal de Cultura e Arte de São Tomé e Príncipe.

27.06.2022 | por João Moreira da Silva

INART - Community Arts Festival 2022

INART - Community Arts Festival 2022 InArt - Community Art Festival apresenta propostas de programação que cruzam pessoas, linguagens, experiências de várias gerações, refletindo a arte como prática comunitária enquanto movimento impulsionador de novas paisagens artísticas e humanas. O InArt destaca o trabalho de artistas que desafiam o convencional através do conteúdo e da forma. Continua a descobrir projetos artísticos baseados na diversidade das comunidades e a descobrir artistas que fazem do seu trabalho uma ponte entre mundos e pessoas, numa arte plural e participativa.

27.06.2022 | por vários

PARTE traz a Portugal 12 curadores e organiza seminário internacional de arte

PARTE traz a Portugal 12 curadores e organiza seminário internacional de arte Andrea Lissoni, Bruna Roccasalva, Carolyn Christov-Bakargiev, Clara Kim, Daniel Baumann, Hendrik Folkerts, Kasia Redzisz, Neringa Bumblienė, Philippe-Alain Michaud, Sofía Hernández Chong Cuy, Vincenzo de Bellis e Zoé Whitley. Convidados pelos anfitriões Vicente Todolí e Isabel Carlos, estes profissionais destacam-se pela vasta experiência curatorial, sobretudo na direção de instituições artísticas de relevo, e viajam para Portugal, alguns pela primeira vez, vindos de dez países da Europa, nomeadamente da Alemanha, Bélgica, França, Itália, Lituânia, Países Baixos, Reino Unido, Suécia e Suíça.

15.06.2022 | por vários

FMM Sines - Festival músicas do mundo 2022

FMM Sines - Festival músicas do mundo 2022 A 22.ª edição do FMM Sines - Festival Músicas Mundo realiza-se de 22 a 30 de julho de 2022, com 46 concertos de músicos de quatro continentes a realizar na aldeia de Porto Covo (de 22 a 24 de julho) e na cidade de Sines (de 25 a 30 de julho). Depois de dois anos de paragem devido à pandemia, o festival regressa alinhado com os princípios de representatividade geográfica, estética e cultural que o orientam desde a sua origem, com artistas de 27 países e regiões e uma grande variedade de estilos e pontos de vista.

10.06.2022 | por vários

Anunciação — a mostra do duo de artistas brasileiros "Silêncio Coletivo"

Anunciação — a mostra do duo de artistas brasileiros "Silêncio Coletivo" Talvez o conteúdo, essa lembrança que se quer resgatar, esteja espelhada no espaço físico da galeria, no intenso vermelho como o sangue marcado, infligido, por qualquer uma daquelas figuras vangloriadas nos seus respetivos monumentos. No entanto, pretende-se resgatar uma lembrança que não temos, uma memória que não fora ainda construída – tal como a dupla, remetida a um Silêncio Coletivo. É este o anúncio que se pretende comunicar - a descolonização iminente, urgente, denunciando-se a criminosa normalização das suas pontas soltas. Mateus Nunes, no texto de acompanhamento da exposição, expõe-nos a operação desse drama, aqui, pelos artistas, de forma pertinente: “Uma das formas mais eficazes e provocativas de declarar a obsolescência de ideias e imagens não é descartá-las, mas virá-las do avesso”.

08.06.2022 | por Miguel Pinto

PARTE para levar a Arte de Portugal ao Mundo

PARTE para levar a Arte de Portugal ao Mundo PARTE Portugal Art Encounters é um programa anual e de continuidade que apoia a internacionalização do sistema da Arte Contemporânea em Portugal, reforçando a relação com o Turismo para afirmar o nosso País como um destino de referência no circuito artístico. O programa concretiza-se em dois circuitos consecutivos, designados PARTE Circuits, que culminam com a realização do seminário internacional PARTE Summit e o lançamento da publicação-roteiro PARTE Book. Cada circuito tem a duração de uma semana e acolhe um grupo de sete convidados: seis curadores, diretores de museus, bienais e outros grandes eventos de arte; e um crítico ou jornalista da imprensa especializada. A cada ano contam com a curadoria de anfitriões convidados pela organização e percorrem locais nas cinco regiões do território continental, com perspetivas de futuramente incluir os territórios insulares.

05.06.2022 | por vários

Hugo Canoilas, um artista luminoso que gosta das sombras

Hugo Canoilas, um artista luminoso que gosta das sombras Aos intrusos visitantes é pedido atenção e tempo. Para ouvir a história. Para sentir a vida que nos atravessa mas também nos transcende. Para compreender o lugar mais certo das coisas, como o próprio Hugo Canoilas faz com os seus materiais, muitos deles recolhidos em praias, no campo ou no estaleiro abandonado da obra inacabada. Sofrem a intempérie e o abandono, até conseguirem dizer o lugar de habitação. Essa espera não garante a escolha certa mas cria o espaço de receção da obra de arte e inicia um processo regrado, contido, que estabeleceu o compromisso da não violência, do diálogo produtivo e da mobilização dos sentidos para paisagens mais invisíveis.

25.05.2022 | por Carla Baptista

Bienal Anozero em Coimbra – a arte contemporânea que muda a cidade conservadora

Bienal Anozero em Coimbra – a arte contemporânea que muda a cidade conservadora Já se escreveu que é a Bienal mais feminista de sempre, pela presença maioritária de artistas mulheres, mas sobretudo pelos temas convocados: fortalecer as contra narrativas ao discurso neocolonial (predatório, racista, discriminatório), intensificar as metodologias colaborativas e a exploração criativa das relações simbióticas e fazer da arte uma ferramenta de emancipação e um recurso central para pensar e agir no mundo. Nada disto é radicalmente novo na história da Bienal que sempre se foi trilhando na abertura ao Outro (lado) das coisas e da própria cidade, mas talvez o caminho esteja mais sinalizado.

24.05.2022 | por Carla Baptista

Festa do projeto ReMapping Memories Lisboa - Hamburg: Lugares de Memória (Pós)Coloniais

Festa do projeto ReMapping Memories Lisboa - Hamburg: Lugares de Memória (Pós)Coloniais Com um passeio-áudio à cidade literária, uma festa com leituras visionárias e uma intervenção artística nos ferries entre Lisboa e a margem sul do Tejo, o Goethe-Institut Portugal, juntamente com muitos colaboradores e convidados, celebrará no dia 28 de Maio o fecho preliminar do projecto ReMapping Memories Lisboa - Hamburg: Lugares de Memória (Pós)Coloniais e convida à participação de todos.

04.05.2022 | por vários

O pavilhão Sami e o encontro Indígena "aabaakwad" ocupam a Bienal de Veneza

O pavilhão Sami e o encontro Indígena "aabaakwad" ocupam a Bienal de Veneza A 59ª edição da Exposição Internacional de Arte de Veneza verá o Pavilhão Nórdico (Noruega, Suécia e Finlândia) transformar-se no Pavilhão Sámi como reconhecimento ao movimento de soberania Sami ao qual pertencem os três artistas indígenas Pauliina Feodoroff, Máret Ánne Sara, e Anders Sunna. Originários do povo Sami, os três artistas vêm da região de Sápmi, comumente intitulada de Lapônia, da qual, com relutância, tomaram o seu nome. O território inclui agora territórios do norte da Noruega, Suécia, Finlândia e a maioria da Península de Kola na Rússia. Desde a sua estreia, em 1962, é a primeira vez que o Pavilhão Nórdico é inteiramente representado por povos originários, confirmando uma participação que se alastra no mundo da arte.

20.04.2022 | por Laura Burocco