Exposição Meta-Arquivo: 1964-1985: Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura

Exposição Meta-Arquivo: 1964-1985: Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura Reflexão acerca da documentação pública arquivada pelo Estado Brasileiro: como ler esses arquivos? Como construir memória a partir deles? Como aprender coletivamente sobre a história do país e de seu povo, a partir de sua análise? Como preservar esses acervos e, como consequência, a memória dos processos civilizatórios que alicerçam a sociedade atual?

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03.11.2019 | por vários

Amazona

Amazona Se a espécie humana se autodestruísse e desaparecesse do planeta, o Rio de Janeiro seria uma das primeiras cidades a recuperar o seu biótopo natural. Em poucos meses, a humidade racharia o cimento, permitindo a infiltração da água, e o tempo faria essas fendas se alargarem, favorecendo a irrupção de ervas. Se os esgotos fossem destruídos, antigos cursos de água reapareceriam e novos surgiriam. Não tardaria para que praças e ciclovias fossem invadidas por gambás, gaviões, cobras, capivaras e corujas. Em pouco tempo, a floresta ocuparia toda a região.

Cidade

29.10.2019 | por Rita Brás

Quando quebra queima, no Porto

Quando quebra queima, no Porto Fruto da primavera secundarista, 16 corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência que tiveram dentro das escolas ocupadas durante meses, criando uma narrativa coletiva e comum a partir da perspectiva de quem viveu o dia a dia dentro deste movimento que foi um dos grandes acontecimentos políticos dos últimos anos. A peça, que está na fronteira entre performance e teatro, é uma “dança-luta” coletiva construída a partir da experiência de luta e afeto de cada performer.

Palcos

12.09.2019 | por vários

Há mais de 20 dias que a Amazónia arde e o cheiro de morte é o de todxs nós

Há mais de 20 dias que a Amazónia arde e o cheiro de morte é o de todxs nós Exigimos um posicionamento do Governo Português perante estes crimes contra a humanidade e o planeta. Apelamos ao boicote de todos os produtos provenientes do agronegócio brasileiro e ao cancelamento da vinda de Jair Bolsonaro a Portugal no começo de 2020. Defendemos a entrega incondicional dos territórios indígenas aos seus povos, demarcando as suas terras e fiscalizando essas demarcações contra as invasões ilícitas de madeireiros, garimpeiros e tentativas de grilagem!

Mukanda

25.08.2019 | por Fórum Indígena de Lisboa

Marepe em paralaxe

Marepe em paralaxe "Cabeça acústica", construída com bacias de alumínio, catalisa uma experiência acústico-perceptiva que, diferentemente do material que a constitui, não tem nada de trivial. Instalada como uma espécie de epígrafe à mostra “Marepe: estranhamente comum”, com curadoria de Pedro Nery, a obra encarna aspectos da poética do artista

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10.08.2019 | por Icaro Ferraz Vidal Junior

guerra, choque, destruição: o Brasil no contexto do novo governo

guerra, choque, destruição: o Brasil no contexto do novo governo Do Haiti mobilizado esse semestre todo pela destituição do seu presidente às jovens do Extinction Rebellion interpelando a Europa rica. E nas lutas pela vida de corpos coletivos no Brasil, que sobrevivem à guerra colonial em curso (Canudos é reencenada desde sempre, clama Zé Celso no barco pirata em Paraty), lutando e criando, resistindo e construindo, em territórios livre e libertos, permanentes e fugazes.

Mukanda

23.07.2019 | por Jean Tible

Tecer redes à procura de um novo mapeamento cognitivo contrarracista

Tecer redes à procura de um novo mapeamento cognitivo contrarracista No presente, porém, essa população miscigenada de forma forçada e violenta não encontra respaldo, nem reconhecimento por parte da elite política e econômica do país, que ainda reproduz comportamentos enraizados de discriminação dos afro- descendentes, sem esquecer que o primeiro grande contingente de escravos trazido a Portugal

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11.07.2019 | por Miguel de Barros

Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil

Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil A Mostra Ameríndia integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. Nestes filmes, os coletivos indígenas atuam em diferentes níveis. São cineastas no sentido ocidental, apontam a câmera para a sociedade colonial, para o quotidiano da sua aldeia, para os seus rituais, ou ainda para os avanços do agronegócio. Também colaboram com não-indígenas na produção e realização dos seus filmes.

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09.03.2019 | por vários

Mangueira 2019: a noite em que o Carnaval mudou a História

Mangueira 2019: a noite em que o Carnaval mudou a História Éramos 3500 a desfilar na Mangueira “a história que a História não conta”. E connosco estava o país que resiste desde 1500 até Bolsonaro. A Mangueira não ganhou só o Carnaval. Deu uma nova bandeira ao Brasil. O morro desceu para a História.

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08.03.2019 | por Alexandra Lucas Coelho

Cara Fabiana, cara Denise,

Cara Fabiana, cara Denise, Fazia sentido focar numa dança que se originou no contexto colonial, através de um processo de troca e influência acomodado por um sensível engajamento físico, mas também dentro de um sistema de exploração global e local. Lundu é uma dança de sedução e prazer que se desenvolveu devido ao intercâmbio entre africanos, espanhóis e portugueses no Brasil dos séculos XVII e XVIII.

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16.01.2019 | por Camila Sposati e Falke Pisano

Os (re)usos do passado

Os (re)usos do passado uma necessária reflexão sobre os modos de absorção coletiva de fatos históricos traumáticos e de como revisões, inclusive bastante deformantes, podem acontecer através de releituras. Um reuso é uma reinscrição de uma imagem do passado na moldura de uma determinada, provavelmente outra, ideologia que tem interesse em evocar determinado passado para criar a sua contra imagem com pretensões hegemónicas e de impacto na opinião pública.

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19.12.2018 | por Roberto Vecchi

Estamos todos em perigo: razões e perspectivas da vitória eleitoral autoritária no Brasil

Estamos todos em perigo: razões e perspectivas da vitória eleitoral autoritária no Brasil Marchas, grupos, associações, festas, hortas, ocupações, ações e criações mil constituem a irrupção singular de novas subjetividades preta, LGBTQ+, trabalhadora, periférica, feminista, indígena, múltiplas que desperta medo (todos os levantes brasileiros foram seguidos de uma brutal repressão – a revolta do malês de 1835 como um dos inúmeros exemplos). O golpe (que segue) como uma peculiar contra-revolução, desencadeada pelo temor da exuberância vital dos corpos livres, insubmissos, descolonizados, não domesticados. Daí as reações identitárias (branca, masculina, heteronormativa) que pululam e os ataques constantes às principais esferas de atuação (cultura e educação) dessas emergências.

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12.12.2018 | por Jean Tible

Uma raiva tão surda

Uma raiva tão surda "No Intenso Agora" João Moreira Salles questiona a memória, seja ela pessoal ou coletiva, e fá-lo a partir da perspectiva da pós-memória. Uma das principais questões do filme é a busca do narrador para entender como sua mãe foi feliz e viveu intensamente num dado momento de sua vida, quando viajou para a China em 1966 integrada numa delegação variada, para testemunhar transformações produzidas pela Revolução Cultural. Em vez de constituir um "interlúdio", pode-se dizer que o foco naquela viagem e as filmagens que sua mãe trouxe consigo poderiam ser uma, ou a, parte central de todo o filme. Mas isso também seria impor uma estrutura que o filme recusa.

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01.12.2018 | por Paulo de Medeiros

Veio o tempo em que por todos os lados as luzes desta época foram acendidas

Veio o tempo em que por todos os lados as luzes desta época foram acendidas A luz negra, que havia encarnado em tudo com toda intensidade, foi aos poucos escorregando por entre os cantos do labirinto, banhando nosso corpo e se cravando outra vez no profundo. Estivemos ali por muito tempo, cozinhando junto com a terra. Pouco a pouco, à medida que nossos corpos foram recuperando o acesso às pernas, decidimos nos separar e mover pelo labirinto de túneis, a tentar captar as repercussões do nosso ataque, e estudar as implicações do que havíamos feito.

Corpo

26.11.2018 | por Jota Mombaça

“A esquerda tem mostrado uma maturidade enorme para engolir sapos.”

“A esquerda tem mostrado uma maturidade enorme para engolir sapos.” É perigoso porque toda a diferença é estigmatizada. Se eu me considero superior moralmente e penso que uma família é um homem e uma mulher, tenho toda a justificação para liquidar os homossexuais. É uma lógica repressiva. O Brasil, ao contrário de outros países da América Latina, tem uma sociedade civil bastante organizada, com muitos movimentos sociais. É evidente que vai haver resistência. Há uma sociedade civil que não está desarmada social e politicamente. Nas últimas semanas houve uma mobilização extraordinária, que não foi suficiente, mas mostra um apego à democracia que o Latinobarómetro não previa.

Cara a cara

06.11.2018 | por Boaventura de Sousa Santos

Irmãos de língua, a cultura brasileira ganha terreno em África

Irmãos de língua, a cultura brasileira ganha terreno em África No campo das artes procura-se atualizar as relações entre Brasil e África nesse olhar contemporâneo. E os artistas serão sem dúvida o maior veículo, como disruptores de uma mentalidade fechada, pouco descolonializada e preconceituosa, quebrando estereótipos e outra amarras, com a força criativa e resistente que se encontra em várias manifestações da cultura brasileira e africana.

Palcos

01.11.2018 | por Marta Lança

Eleger tiranos democraticamente

Eleger tiranos democraticamente Resistir à tentação de trocar humanidade por segurança, de trocar disparidade por homogeneidade, de trocar o desencanto da modernidade pela canção das sereias fascistas. E essa luta travamo-la na nossa cabeça todos os dias. Travamo-la quando sentimos a tentação de falar em deportar brasileiros que votaram Bolsonaro ou quando sentimos a tentação de o defender porque ganhou umas eleições democráticas.

Mukanda

31.10.2018 | por Simão Cortês

A dissociação entre a verdade e a memória

A dissociação entre a verdade e a memória Quando a história e o dever de memória não são tratados com o devido interesse, a verdade instala-se facilmente como escolha pessoal. Uma vez acomodadas no discurso do poder, as “verdades” tornam-se impunes; são muitas vezes relevadas e raramente condenadas, apesar de veicularem um discurso de ódio. O ódio foi normalizado e propulsionou um radicalismo onde o “bem” luta contra o “mal”. O mal sendo mais uma vez o diferente, o Outro. Um discurso que não humanize o Outro autoriza a barbárie.

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26.10.2018 | por Fernanda Vilar

Exposição '⌾'

Exposição '⌾' Todas as obras presentes na exposição possuem conotações alegóricas, míticas, intuitivas e se utilizam de símbolos para emanar novas ideias e propostas de existência e relação, ativando tanto cosmologias ancestrais quanto situações históricas de resistência, luta e ativismo.

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21.10.2018 | por Catarina Duncan

Jimmie Durham e a mentalidade colonial no Brasil

Jimmie Durham e a mentalidade colonial no Brasil Ao questionar a história, Durham questiona a própria ideia de passado, e traz a tarefa de tratarmos de nossos traumas no presente. Ele não faz comentários sobre a arte brasileira especificamente, muito menos sobre nossa antropofagia cultural. O artista está interessado nas características e consequências da mentalidade colonial da sociedade brasileira.

Cara a cara

18.10.2018 | por Maíra das Neves