Something Happened on the Way to Heaven

Something Happened on the Way to Heaven "Something Happened on the Way to Heaven" é formulada como uma observação sobre o mundo mediterrânico com duplo sentido – um idílio aparentemente paradisíaco que revela a presença do seu oposto. Com efeito, as obras de Kiluanji Kia Henda evidenciam a dialética contraditória entre um esplendor natural dotado de traços idealizados e um obscuro reverso de ameaças históricas e atuais.

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30.11.2020 | por Luigi Fassi Luigi Fassi e Kiluanji Kia Henda

Exposição de Kiluanji Kia Henda 'Something Happened on the Way to Heaven'

Exposição de Kiluanji Kia Henda 'Something Happened on the Way to Heaven' Nas novas peças do artista, a beleza idílica da paisagem mediterrânica contrasta com os traços arquitetónicos da Guerra Fria e com a história contemporânea dessa região entre a África e a Europa como lugar de migração e injustiça social. Something Happened on the Way to Heaven é formulada como uma observação sobre o mundo mediterrânico com duplo sentido – um idílio aparentemente paradisíaco que revela a presença do seu oposto. Com efeito, as obras de Kiluanji Kia Henda evidenciam a dialética contraditória entre um esplendor natural dotado de traços idealizados e um obscuro reverso de ameaças históricas e atuais.

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04.11.2020 | por Kiluanji Kia Henda

Conhecer e animar o arquivo de RDC: processos e resultados a partir de uma inventariação

Conhecer e animar o arquivo de RDC: processos e resultados a partir de uma inventariação Recorro aos materiais produzidos por Carvalho durante um longo período de tempo para mostrar algumas dimensões do seu processo criativo, procurando fornecer uma primeira interpretação destas em relação a algumas das suas obras. Uso livremente várias áreas exploradas pelo autor, concentrando-me, porém, sobretudo em dimensões gráficas e visualmente estimulantes. Combino essa discussão com a apreciação de alguns resultados do que chamo “animar” este arquivo obtidos através da inventariação e apresentados na exposição, e termino enquadrando um dos vídeos baseados em material de arquivo nela apresentado.

Ruy Duarte de Carvalho

08.10.2020 | por Inês Ponte

Como um relógio parado - sobre a exposição de Daniel Blaufuks

Como um relógio parado - sobre a exposição de Daniel Blaufuks Há uma suspensão da subjetividade e vontade na sua relação com o real. Como se ficássemos entre parênteses, descontextualizados. É um pouco da lógica proustiana, misturar o instante com a eternidade. Estar no tempo e ao mesmo tempo fora dele. Assistir ao espetáculo do mundo e ver que o seu fluxo não nos compromete, numa serena promiscuidade entre passado, presente e futuro.

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13.11.2019 | por Marta Rema

Plant Revolution! em Guimarães

Plant Revolution! em Guimarães Pensando a relação do humano com as plantas, esta exposição explora diferentes narrativas de mediação tecnológica do reino vegetal. O estudo das plantas como infraestrutura tem suscitado interesse entre a comunidade científica ao longo dos últimos séculos, inspirando gerações de investigadores, bem como o desenvolvimento de tecnocosmologias e sistemas cibernéticos.

Mukanda

14.10.2019 | por Margarida Mendes

Gentrilogy: Trilogia da Gentrificação

Gentrilogy: Trilogia da Gentrificação O projeto levantou uma discussão crítica sobre o papel de artistas, instituições culturais e seus operadores (trabalhadores do conhecimento) sobre a transformação urbana. O fenômeno da gentrificação está associado à difusão de economias em transformação, motores de capitalismo cognitivo, parte de um sistema econômico unificado de que nós mesmos, como trabalhadores do conhecimento, somos parte.

Cidade

12.09.2019 | por Laura Burocco

HISTÓRIAS DE ROSTOS: Variações Belting

HISTÓRIAS DE ROSTOS: Variações Belting Uma história do rosto, de Hans Belting, esta exposição, concebida como um ensaio visual, explora as dimensões antropológicas e artísticas do rosto, combinando uma seleção de obras das coleções Berardo, de outros acervos nacionais e internacionais e de diferentes âmbitos disciplinares. Artes gráficas, registos de arquivos, matérias científicas, formas comunicacionais e obras de arte compõem uma tessitura que busca exprimir — sem pretender esgotar — a «aventura» visual dos rostos.

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30.04.2019 | por vários

Da importância de bonecas negras, uma coleção de questões

Da importância de bonecas negras, uma coleção de questões Bonecas feitas por mulheres negras e destinadas, às suas próprias crianças: no intuito de marcar a presença de uma entidade negra nos braços de uma criança que estará na maior parte do tempo só – suprindo de alguma maneira a ausência da mãe, que trabalha para os brancos. Sobre a coleção de Deborah Neff, exposta na Maison Rouge, em Paris.

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22.03.2018 | por Fernanda Vilar

Elas Aqui, os Cinquenta Anos, o Renascimento, os Senhores do Vento e o James Brown, Ou Cinco Impressões de Luanda (Uma das quais em Lisboa)

Elas Aqui, os Cinquenta Anos, o Renascimento, os Senhores do Vento e o James Brown, Ou Cinco Impressões de Luanda (Uma das quais em Lisboa)   De uma viagem recente a Luanda, destaco uma exposição colectiva e três individuais: Being Her(e), comissariada por Paula Nascimento (Angola) e Violet Nantume (Uganda); 50 Anos Vivendo, Criando, de António Ole (Angola); Luvuvamo + Nzola | Paz + Amor, de Paulo Kapela (Angola); e Senhores do Vento, de Thó Simões (Angola). Em Lisboa, assinalo Fuck It’s Too Late!, a primeira individual de Binelde Hyrcan (Angola) em Portugal, com curadoria de Ana Cristina Cachola (Portugal).

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27.02.2018 | por Ana Balona de Oliveira

Ambundulando, tecendo biografias sobre o mapa da memória

Ambundulando, tecendo biografias sobre o mapa da memória Na mponda das avós moravam detalhes importantes, arquivos alheios, fotos de família e biografias situadas na linha da história de um tempo. A exposição resulta de uma seleção de alguns desses elementos; início de conversa para lá do conforto do interior de lã. Expostos, os detalhes importantes da mponda de família, cruzam-se no espaço e dialogam com as memórias e arquivos de outros indivíduos e famílias detentoras de pedaços da história, para assim preencherem os buracos, habitarem as casas e ocuparem os largos do mapa da memória colectiva.

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31.08.2017 | por Maria-Gracia Latedjou

"Aprender a viver com o inimigo" de Pedro Neves Marques

"Aprender a viver com o inimigo" de Pedro Neves Marques Permanecemos incapazes de escutar e compreender o diálogo entre uma androide ameríndia e o milho transgénico – a quem pertence a humanidade, afinal de contas? Para a coexistência destas diferentes cosmologias – modernas, animistas ou tecnofílicas – não existe sonho ou ficção capaz de as apreender num todo, apenas a perceção de que o mundo lhes dá lugar incessantemente e que a posição de inimigo, mais do que a natureza ou a cultura, marca as suas fronteiras.

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10.07.2017 | por Pedro Lapa

Protesto, coletividades e festa - cartazes do período 2010-2016

Protesto, coletividades e festa - cartazes do período 2010-2016 De uma primeira época de protestos vigorosos, até ao final 2012, com uma dimensão de massas e de transformação do quadro da correlação de forças na sociedade portuguesa, passa-se a uma fase de emudecimento, mas continuidade, que vem a ser por fim abandonada e substituída por formas de protesto significativamente diferentes. O protesto passa a estar ligado a causas pontuais e específicas, de menor presença nas ruas, com novas linguagens e as comunidades que o organizam perdem a transversalidade desenvolvida entre 2010 e 2012.

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21.03.2017 | por Catarina Leal e Miguel Carmo

In the Days of a Dark Safari

In the Days of a Dark Safari Diversas narrativas literárias e artísticas da época colonial refletem o trabalho do colonialista que coleta informações na floresta e as depõe em vitrinas de museus. O esforço para realizar um Museu de História Natural torna-se simétrico à narrativa hostil do olhar forasteiro, que coloniza mantendo-se à distância, remetendo um continente inteiro a Lugar das Trevas. A paisagem concebida pelo homem torna-se aqui ponto de partida para uma visão crítica que, para além de levantar questões sobre a narrativa histórica, rebate o discurso político que tem enorme impacto na construção de identidades modernas em África.

Mukanda

20.03.2017 | por Kiluanji Kia Henda e Lucas Parente

O Passado e o Presente

O Passado e o Presente Esta imagem, no presente século, representa uma reivindicação contra uma injustiça histórica: a negação de uma necessária autodeterminação. O título desta exposição não é uma repetição inconsequente. Revela que o tempo histórico da Nigéria, através da fotografia dos antigos e dos modernos, é tanto um eco do passado como o é do presente.

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03.05.2016 | por Joaquim Pedro Marques Pinto

Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho - painel VII Labores e diálogos

Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho - painel VII Labores e diálogos Durante os dias 10 e 11 de dezembro de 2015, teve lugar, na galeria Quadrum, o colóquio Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho, integrado no ciclo Paisagens Efémeras. Publicamos as comunicações, antecipando a futura publicação online dos artigos resultantes do colóquio. Painel VII "Labores e diálogos" com Inês Ponte e Ana Balona de Oliveira.

Ruy Duarte de Carvalho

28.01.2016 | por vários

Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho - colóquio

Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho - colóquio O colóquio DIÁLOGOS COM RUY DUARTE DE CARVALHO pretende revisitar a multiplicidade da sua obra, sempre ligada tanto à particularidade dos lugares que habitou quanto à transumância constante que caracterizou a sua biografia e pensamento. Menos homenagem do que ponto de partida para uma reflexão conjunta em torno de um pensamento eminentemente crítico, o encontro deverá também constituir um pretexto para a releitura de uma obra que questionou fronteiras entre lugares, géneros e saberes. Reúne investigadores e personalidades do Brasil, Angola e Portugal que trabalham a obra de Ruy Duarte de Carvalho e pensam temas afins. (ver programa).

Ruy Duarte de Carvalho

02.12.2015 | por vários

Ciclo Paisagens Efémeras I LISBOA

Ciclo Paisagens Efémeras I LISBOA A exposição desenha-se através de um vasto percurso: da África Austral ao Brasil, do pós-independência de Angola ao exílio interior, do deserto ao mar, das obsessões às hesitações, da família à exigente solidão, da longa guerra à análise das suas implicações, da minudência dos diários de campo ao jogo de espelho entre observador e observado. Seguimos as pistas da sua pesquisa, metódica e multiplicadora de sentidos e, à medida que fomos desdobrando o espólio de uma vida, foi a perplexidade com tantos caminhos percorridos aquilo que mais nos assaltou.

Ruy Duarte de Carvalho

25.11.2015 | por vários

Retornar - traços de memória

Retornar - traços de memória “Esta exposição pretende capturar traços da memória do movimento que ficou conhecido por retorno. Estes traços revelam-se através de testemunhos pessoais, da fotografia, de objectos e de fontes históricas, não procurando no conjunto fornecer uma interpretação fechada sobre este momento histórico, mas fazer um convite à discussão deste tema na sociedade portuguesa”,

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27.10.2015 | por vários

Do silêncio a um outro hino, artistas portugueses com discurso pós-colonial

Do silêncio a um outro hino, artistas portugueses com discurso pós-colonial Vídeos de artistas portugueses – Daniel Barroca, Jorge Santos, José Carlos Teixeira, Maria Lusitano, Monica de Miranda, Paulo Mendes e Rui Mourão – nascidos na década de 70 e descendentes de um país com um passado colonial do qual já não participaram, propõem-nos uma reflexão artística sobre certos mitos, marcas e percursos que um certo passado ligado a África deixou num certo Portugal pós-colonial.

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04.01.2013 | por Rui Mourão

Adriano Moreira reabriu o Tarrafal há 50 anos como ministro de Salazar

Adriano Moreira reabriu o Tarrafal há 50 anos como ministro de Salazar António Valdemar assinala em três dos painéis o papel de Adriano Moreira na manutenção do regime colonial, recordando o seu papel como subsecretário de Estado da Administração Ultramarina, entre 1960 e 1961, passando nesse ano a ministro do Ultramar, onde permaneceu em funções até 1963. Nesse período, recusadas as propostas de Nehru para uma entrega negociada do que o regime denominava de Estado da Índia, deu-se, em dezembro de 1961, a anexação dos territórios de Goa, Damão e Diu.

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05.04.2012 | por António Melo