20ª Edição DocLisboa

20ª Edição DocLisboa São conhecidos os prémios do 20º Doclisboa.

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18.10.2022 | por vários

Afro Portugal 2022

Afro Portugal 2022 Este amplo programa insere-se nos debates atuais sobre memória colonial, o racismo, e coloca em destaque as vozes artísticas negras, africanas e afrodescendentes em Portugal, de várias gerações. Inclui performances, exposições, filmes, debates, literatura, música, workshops e ações socioeducativas, culminando na peça “Aurora Negra”.

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14.10.2022 | por vários

Batalha Centro de Cinema inaugura a 9 de dezembro

Batalha Centro de Cinema inaugura a 9 de dezembro Com a missão de promover o conhecimento e a fruição cultural através do cinema e da imagem em movimento, o Batalha inclui no seu programa ciclos temáticos, retrospetivas e focos em práticas contemporâneas, bem como ligações entre o cinema e outras artes. Estimular a cinefilia e cultura fílmica através de projetos educativos, editoriais, formativos e de debate está no centro da atividade da nova instituição.

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04.10.2022 | por vários

Da luta, da perda, da caboverdianidade: entrevista com Flávia Gusmão

Da luta, da perda, da caboverdianidade: entrevista com Flávia Gusmão #4 MANGIFERA é a quarta de cinco partes de um projeto artístico transdisciplinar sobre a perda e o luto, criado por Flávia Gusmão no seguimento da morte prematura da produtora, gestora e ativista cultural cabo-verdiana Samira Pereira. A criação NA LUT@ organiza-se em torno de cinco partes, a primeira das quais estreada há cerca de um ano, no Festival Internacional de Teatro Mindelact, em Cabo Verde; e que terá o seu último capítulo apresentado no Teatro São Luiz, em Lisboa, em abril de 2023. Concebido como forma de processar a perda, NA LUT@ cria um jogo de palavras que, em crioulo, significa simultaneamente “na luta” e “no luto”, e introduz como temas as fases do luto — negação, raiva, negociação, depressão e aceitação —, assim como noções e questionamentos de identidade e pertença, o sincretismo das comunidades cabo-verdianas, e os seus conceitos históricos, políticos e culturais.

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26.09.2022 | por Flávia Gusmão, P.J. Marcellino e Helena Ales Pereira

Amigo secreto, o novo documentário de Maria Augusta Ramos desconstrói a encenação da operação judicial Lava Jato

Amigo secreto, o novo documentário de Maria Augusta Ramos desconstrói a encenação da operação judicial Lava Jato Desde o abalo provocado pelo Levante popular de junho de 2013, o Brasil vive uma crise política e social marcada por momentos históricos de grande complexidade, sobre os quais o cinema brasileiro tem elaborado diversas representações, especialmente na área do documentário, com um sentido de urgência próprio do trabalho jornalístico. Partindo de um olhar arrojado, dezenas de títulos trabalham a subjetividade da trajetória brasileira em direção a uma situação cada vez mais análoga ao estado de exceção. No seu conjunto, constituem um dos momentos mais produtivos e marcantes do documentário político na história do cinema brasileiro; são um registo para a memória histórica e coletiva.

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15.09.2022 | por Anabela Roque

O transe amazónico em diferentes tempos e lugares na cinematografia de Jorge Bodanzky

O transe amazónico em diferentes tempos e lugares na cinematografia de Jorge Bodanzky No início da década de 1970, quando Jorge Bodanzky começou a filmar o real nos territórios amazónicos, o Regime Militar brasileiro (1964-1985) promovia um imaginário irreal sobre Amazónia, com o fim de desmatar a floresta, explorar as suas terras, integrá-las num projeto colonizador megalómano. Para chamar os colonos de todo o Brasil, as campanhas da ditadura vendiam a Amazónia como uma “terra sem homens para homens sem terra” ou como “um deserto verde”. Oficialmente, a “Revolução chegava à selva” mas, de facto, o que se implementava era uma sanha destruidora que não se deteve até aos dias de hoje. Enquanto militares e empresários ampliavam fronteiras colonialistas, Bodanzky abria fronteiras através do cinema, com o registo da degradação social e ambiental em curso.

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12.07.2022 | por Anabela Roque

Documentário "Suzanne Daveau" de Luisa Homem estreia no dia 21 de julho nas salas de cinema portuguesas

Documentário "Suzanne Daveau" de Luisa Homem estreia no dia 21 de julho nas salas de cinema portuguesas Suzanne Daveau traça o esboço de uma mulher aventureira que atravessa o século xx, até aos dias de hoje, guiada pela paixão da investigação geográfica. O filme circula entre os inúmeros espaços-mundo percorridos pela geógrafa e os reservados espaços-casa que acolheram a sua vida privada. “Não há ciência, nem progresso no conhecimento, sem amor, sem paixão, sem identificação, mesmo quando se trata de um tema aparentemente desprovido de vida, como a evolução de uma vertente ou a génese de um aguaceiro. Pode-se, talvez, aplicar rotineiramente uma técnica com pura objectividade, não se pode com certeza, descobrir algo de novo sem que o investigador se implique por completo no tema que tenta elucidar”.

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01.07.2022 | por vários

Festival Política 2022

Festival Política 2022 Quatro dias de debate e combate à "Desinformação", com o humor de Hugo Van der Ding, a fotografia de Pauliana Valente Pimentel, a estreia do novo documentário de Tiago Pereira dedicado à música cigana, e mais de duas dezenas de propostas de filmes, debates, conversas e cara-a-cara com deputados.

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07.04.2022 | por vários

Nossa Senhora da Loja do Chinês

Nossa Senhora da Loja do Chinês Novo filme da Geração 80, NOSSA SENHORA DA LOJA DO CHINÊS, escrito e realizado por Ery Claver, terá sua Estreia Mundial em Janeiro de 2022, na 51ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão.

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22.12.2021 | por vários

Temos de Falar 5, à conversa com Gisela Casimiro

Temos de Falar 5, à conversa com Gisela Casimiro Gisela Casimiro conversa com Odete e Rafaela Jacinto: performers do teatro e do cinema, poetas, artistas premiadas e activistas pelos direitos LGBTQIA+, trans e queer, amigas e companheiras de palco, de lutas.

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14.12.2021 | por vários

Introdução a 'Dos Sonhos e das Imagens: a Guerra de Libertação na Guiné-Bissau'

Introdução a 'Dos Sonhos e das Imagens: a Guerra de Libertação na Guiné-Bissau' Procura-se então compreender como o cinema construiu políticas de representação definidores de modos de filmar a Luta que ocultaram mecanismos capazes de explicar a instabilidade política que, desde então, tem caracterizado o Estado guineense. É que se hoje o Estado guineense é rotulado de «falhado», não deixa de ser relevante que aquele que se estava a construir no decorrer da Luta seja a constante discursiva recorrente nas narrativas fílmicas. Torna-se então fundamental questionar o papel do Estado enquanto referencial político.

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16.11.2021 | por Catarina Laranjeiro

Novos passos de dança

Novos passos de dança Estou cansada de ver pessoas enaltecendo coisas que considero afetadas e pouco conscientes do mundo além-fronteira, ao mesmo tempo que assisto a pessoas talentosas e humildes serem maltratadas. Vejo o poder, em todas as suas formas de arrogância, em vez da potência, na sua forma de liberdade. Ando cansada dos egos dos artistas e sobretudo do meu, e a única coisa que me apetece é aquilo que ainda não sei fazer… cozinhar, plantar. Tratar de animais. Ver crescer coisas, tentar amar como deve ser.

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12.11.2021 | por Rita Brás

Que lugar para África na cena artística portuguesa? (2015)

Que lugar para África na cena artística portuguesa? (2015) Para começar não me parece que haja propriamente uma cena artística africana em Portugal. Há algumas intervenções, promovidas sobretudo por agentes culturais portugueses (e alguns africanos, sobretudo angolanos), na música, cinema, artes plástica, teatro, mas não consistiu nenhuma « cena artística ». Mas é uma aparição bastante recente e com um grande atraso em relação a outros países. Na década de 80 houve uma grande amnésia, não se falava muito sobre África, ainda na ressaca de descolonização.

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25.10.2021 | por Maud de la Chapelle e Marta Lança

Ai eu estive quase morta no deserto e o Porto aqui tão perto

Ai eu estive quase morta no deserto e o Porto aqui tão perto Desde que cheguei a Portugal há quase meio ano, vinda de um Rio de Janeiro suado e exausto da pandemia, sinto que a adaptação não tem sido fácil, por vários motivos, mas a única coisa que consigo perceber por entre o atordoamento dos contrastes, é que me falta pele, aqui. E que isso tem a ver com tantas coisas, impossíveis de explicar a quem não vive no abraço constante do calor, nesse estado de ânimo violento dos trópicos, na exuberância imprevisível das falas, o taxista que inventou um refrão que fala do amor safado, a atendente que ri das atribulações da paquera, o perfume forte do abricó-de-macaco, a água sendo abençoada nas cachoeiras do Horto e o dengo na fila do supermercado. Faz-me falta a doçura, tão concreta no Rio de Janeiro. Mesmo que ela conviva hoje com outros demónios. Faz-me falta a doçura.

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10.10.2021 | por Rita Brás

249 filmes, 51 estreias mundiais, 46 filmes portugueses e 62 países representados no 19º Doclisboa

249 filmes, 51 estreias mundiais, 46 filmes portugueses e 62 países representados no 19º Doclisboa Está anunciada a programação da 19ª edição do Doclisboa, que decorre entre 21 e 31 de Outubro, nas salas habituais do festival – Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema e Cinema Ideal, às que se juntam ainda o Cinema City Campo Pequeno, Museu do Oriente e Museu do Aljube.

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07.10.2021 | por vários

O fetichismo da marginalidade (I)

O fetichismo da marginalidade (I) O que diz sobre como o cinema antecipou, por exemplo, o Holocausto, também o podemos transferir para uma cenário mais próximo, como a Argentina nos anos 70, onde havia um cinema militante que se concentrava nos sectores marginalizados e avisava ou alertava, por assim dizer, sobre o neoliberalismo e a miséria planeada. Com o passar do tempo, este fio foi cortado ou não recebeu importância; houve um aviso, mas não foi atendido (ou, pior ainda, foi reprimido). É interessante porque, face a estas imagens antecipatórias, havia uma maquinaria que tinha de responder com outras imagens para as encobrir. Face a imagens que anteciparam, foi necessário criar imagens que serviram para fortalecer o neoliberalismo, que serviram para fazer as pessoas quererem este modelo de vida. Não se responde a imagens com um pedido de nulidade ou censura, responde-se a elas com outras imagens.

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20.09.2021 | por César González, Tomás Guarnaccia e Miguel Savransky

A travessia dos sertões e a promessa de um filme de Miguel Gomes

A travessia dos sertões e a promessa de um filme de Miguel Gomes Alimentando a fé e congregando os fiéis em grupos de seguidores, surgiram no Sertão todo o género de líderes que, com frequência, se transmutavam no processo: de conselheiros a pregadores, de padres a messias, de beatos a santos, todas as combinações eram possíveis. Quando as congregações assumiam dimensões políticas contestatárias, rapidamente passavam a ser consideradas uma ameaça à ordem estabelecida. Para as autoridades e representantes do catolicismo oficial, o líder religioso passava então à qualidade de impostor, revolucionário ou bandido. A polícia ou o exército ocupavam-se de reduzir os rebeldes - líder e seguidores.

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16.09.2021 | por Anabela Roque

Conexão Brasil-Portugal pelo cinema negro

Conexão Brasil-Portugal pelo cinema negro O cinema pode ser uma ferramenta privilegiada para combater e romper com esses modelos hegemônicos de ver, pensar e representar o outro dentro de uma lógica de opressão. Ver-se em outra perspectiva, imaginar-se, descrever-se e reinventar-se pelo cinema é uma forma de descolonizar imaginários, interrogar as matrizes de representação opressoras e criar estratégias para a construção de outras, que em vez de reduzir, multiplicam as possibilidades de existência na ideia de diversidade.

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15.09.2021 | por Fernanda Polacow

Sarah Maldoror, a poesia da imagem resistente

Sarah Maldoror, a poesia da imagem resistente Esta é uma retrospetiva praticamente integral da obra de Sarah Maldoror (1929-2020), realizadora conhecida sobretudo pela dimensão mais militante do seu cinema associada às lutas contra o colonialismo, e autora de uma obra multifacetada determinante para a afirmação de uma cultura negra, que, permanecendo em grande parte invisível, assume particular relevância no contexto português pela sua ligação ao nosso passado colonial.

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18.08.2021 | por Joana Ascensão

“Em nome da moral fazem-se guerras”, entrevista a Sarah Maldoror

“Em nome da moral fazem-se guerras”, entrevista a Sarah Maldoror A câmara de Sarah Maldoror captou os primórdios da luta pela libertação de países africanos, ao lado de nacionalistas como Mário Pinto de Andrade, seu marido, Amílcar Cabral ou Agostinho Neto. "Sempre convivi com este problema da mestiçagem. Um mestiço pode ser um africano que defende uma causa. Mas também aprendi com a minha experiência que não devemos lutar pela moral. Em nome da moral fazem-se guerras. Quando me falam de moral eu calo-me. O que é a moral? Há é que falar de respeito."

Cara a cara

17.08.2021 | por Pedro Cardoso