Organizações portuguesas e moçambicanas denunciam "The Navigator Company" quando chega a Portugal o primeiro carregamento de eucalipto moçambicano

Organizações portuguesas e moçambicanas denunciam "The Navigator Company" quando chega a Portugal o primeiro carregamento de eucalipto moçambicano O primeiro carregamento de toros de eucalipto que chegou a Aveiro proveniente do porto da Beira, em Moçambique, foi recebido com fortes críticas por grupos moçambicanos e portugueses, apoiados por coligações internacionais. A madeira provém de plantações de eucalipto exploradas pela Portucel Moçambique, subsidiária da empresa Navigator, e será utilizada nas fábricas de pasta e papel em Portugal.

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15.07.2021 | por vários

Restituição e Reparação na identidade pós-conflito

Restituição e Reparação na identidade pós-conflito Com base em estudos de caso e debates, a Associação Cultural Mbenga, em conjunto com a Oficina de História (Moçambique), pretendem reintroduzir conceitos de "restituição" e "reparação" no contexto contemporâneo da nossa história. Observando como estes conceitos emergem hoje em dia na cultura literária e artística, bem como na nossa investigação jornalística e académica, será desenvolvido um conjunto de temas em diversos formatos, tais como webinars, exposições e filmes. Com o objectivo de depurar a importância destes conceitos para uma identidade pós-conflito em Moçambique.

Mukanda

02.06.2021 | por vários

"A Spontaneous Tour of Some Monuments of African Architecture" de Ângela Ferreira

"A Spontaneous Tour of Some Monuments of African Architecture" de Ângela Ferreira "A Spontaneous Tour of Some Monuments of African Architecture" expressa a decisão de “trabalhar de forma intuitiva e cumulativa para construir uma série de experimentações escultóricas que constituem uma proposta de uma visão mais inclusiva de um todo na arquitetura africana. Em direção a uma arquitetura panafricana”.

Cidade

22.05.2021 | por vários

Cabo Delgado: “A prioridade tem de ser o povo, não os investimentos”

Cabo Delgado: “A prioridade tem de ser o povo, não os investimentos” Cídia Chissungo coordena a campanha nacional #CaboDelgado_também_é_Moçambique. A jovem ativista moçambicana falou sobre esta iniciativa e sobre as expetativas dos jovens em relação à resolução do conflito e ao desenvolvimento económico e social do país. Em entrevista, Cídia Chissungo explicou que, por mais que lhes ”contem a história da radicalização”, os jovens sabem “que este conflito tem a ver com o controlo das áreas em Cabo Delgado e com a questão da exploração dos recursos”.

Cara a cara

16.05.2021 | por Mariana Carneiro

Octopus e Miopia, de Ilídio Candja Candja

Octopus e Miopia, de Ilídio Candja Candja Face a uma degradação progressiva que representa a evolução das atitudes actuais mascaradas da globalização relativamente às culturas e, consequentemente, relativamente às religiões africanas e outras não europeias, tal culminou na negação absoluta da religiosidade das populações dessas imensas regiões ou no reconhecimento dessa religiosidade, embora seja um reconhecimento tímido, mesmo nos nossos dias.

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06.05.2021 | por Rafael Mouzinho

"A moçambicanidade está em construção", entrevista a José de Sousa Miguel Lopes

"A moçambicanidade está em construção", entrevista a José de Sousa Miguel Lopes Falar de moçambicanidade é ao mesmo tempo falar do Estado e da Nação, na medida em que ela constitui o seu complemento, vértice de suporte, enquanto estereótipo representativo de base hegemónica da diversidade étnica, racial, linguística, cultural, religiosa, identitária, etc., que foi construído para gerar o sentimento de semelhanças e a partir das quais se pode pensar Moçambique e sentir-se moçambicano. A moçambicanidade está em construção. Nesse sentido, afirmar a moçambicanidade no contexto contemporâneo equivale a afirmar, por identificação ou mapeamento, uma cultura que represente o mosaico nacional não apenas no seu elemento racial, como também nas dimensões multiculturais iniciadas pela empresa colonizadora e que constituem o Moçambique atual.

Cara a cara

04.05.2021 | por Alícia Gaspar

Diário de um etnólogo guineense na Europa (dia 7)

Diário de um etnólogo guineense na Europa (dia 7) É assim, os tugas disseram que o 25 de Abril de 1974, foi o dia da Revolução d’Escravos, que os capitães do Abril foram tomar o poder lá na Grândola da Vila Morena, porque o povo ordena. Na verdade, o povo nada ordena, o povo é ordenado, porque os tugas não conseguem fazer nada por si mesmos, precisam sempre e têm mania de capitães, os quais adoram e até lhes fazem estátuas. Quando chegaram ao Brasil tinham um capitão, à Guiné, outro capitão, ao Moçambique, mais um capitão, e na Madeira é o Cristão Ronaldo o capitão.

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26.04.2021 | por Marinho de Pina

O embarque do meu irmão para a guerra em Moçambique no ano de 1969

O embarque do meu irmão para a guerra em Moçambique no ano de 1969 Não existia muito diálogo entre nós, não discutíamos os nossos problemas comuns perante a tropa e a previsível mobilização para uma guerra que ambos detestávamos. Só assim se compreende que ele nunca me tenha falado sobre o assunto, ou tenha sequer esboçado uma tentativa de encontrar uma solução (uma eventual deserção?) para evitar a guerra, apesar de ele saber bem quais eram as minhas ideias sobre a guerra e sobre o regime fascista.

Jogos Sem Fronteiras

30.11.2020 | por Fernando Mariano Cardeira

Epidemias em Moçambique durante os tempos coloniais

Epidemias em Moçambique durante os tempos coloniais O caso do combate da pandemia de 1907, em Maputo, apresenta um exemplo de como a resposta a uma crise sanitária se transmuta – ou é usada como desculpa – para a consolidação de medidas de segregação e exclusão racial.

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17.06.2020 | por Matheus Pereira

José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem

José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem O filósofo Severino Ngoenha questiona em que momento teria surgido a arte e literatura moderna moçambicana e sugere influências do Movimento do Renascimento Negro. Este artigo dá seguimento a este exercício a partir da obra de José Craveirinha.

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15.04.2020 | por Leonel Matusse Jr.

Reinata Sadimba

Reinata Sadimba Reinata Sadimba, artista do povo, artista popular, artista tradicional, artista de elite, artista que se situa entre uma e outra categoria, artista sincrética, onde cabe a individualidade, a novidade e a vitalidade de Reinata? São precisas estas categorias para apreender as qualidades das formas expressivas do seu trabalho? Como interpretar a liberdade de que goza o trabalho de Reinata, a forma como combina diversos elementos culturais, do mundo rural e da cidade, ou dá resposta às profundas transformações sociais?

Cara a cara

27.02.2020 | por Alda Costa

Tufo: património cultural de Moçambique

Tufo: património cultural de Moçambique A dança foi Introduzida há vários séculos na costa de Moçambique por comerciantes arabes-swahili. Possui forte raízes religiosas. Na origem, era apenas praticada em rituais e momentos festivos associados à religião muçulmana, mas com o tempo a dança foi-se massificando.

Palcos

29.01.2020 | por Hélio Nguane

A Associação dos Músicos de Moçambique (AMMO) como zona libertada

A Associação dos Músicos de Moçambique (AMMO) como zona libertada Num Moçambique cada vez mais aberto para o capital internacional neoliberal, entendedor da cultura como entretenimento e empreendedorismo, o direito dos músicos de se reconhecerem como trabalhadores, se fortalecerem a partir de um coletivo e se expressarem da forma como consideram adequados é um caminho de resistência política e transformação social.

Palcos

28.01.2020 | por Priscila Dorella e Matheus Pereira

Filme moçambicano sobre juventude e raptos, entrevista a Mickey Fonseca e Pipas Forjaz

Filme moçambicano sobre juventude e raptos, entrevista a Mickey Fonseca e Pipas Forjaz "O modo como as personagens morrem tem muito a ver com a traição entre pessoas na vida real. A meu ver, a sociedade moçambicana tornou-se muito gananciosa. O tempo dos favores já se foi, em troca veio o tempo do refresco. A corrupção aumentou, a prostituição também. Hoje em dia vende-se crianças, albinos são cortados aos pedaços, assassinam-se indianos, rapta-se portugueses, ricos, pobres. Tudo em troca de dinheiro."

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05.08.2019 | por Marta Lança

No trilho de Malangatana – do legado à memória,

No trilho de Malangatana – do legado à memória, O eixo à volta do qual gravita toda a narrativa do documentário é o extraordinário conjunto escultórico “A Sagrada Casa dos Madjaha”, obra de Malangatana votada à degradação e ao esquecimento num subúrbio de Maputo. A partir deste exemplo particular, revisita-se vida e obra do criador moçambicano de modo a fundamentar a necessidade de preservar não só o conjunto escultórico, como a sua memória e o seu legado.

Afroscreen

22.03.2019 | por Lurdes Macedo

Ao encontro de Pancho

Ao encontro de Pancho Jorge Dias e Sónia Sultuane ‘encontraram’ Pancho e o seu mundo e trouxeram-no até nós. Trabalhando juntos em diversos projectos nos últimos anos, a partir das intervenções do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique (Muvart), decidiram voltar a fazê-lo. O contacto, um pouco por acaso, dos dois, com o mundo deste criador em Eugaria deu-lhes o mote.

Cara a cara

06.03.2019 | por Alda Costa

Bertina ou a arte de Bertina: mudar e permanecer

 Bertina ou a arte de Bertina: mudar e permanecer Bertina usou a arte como meio para expressar a sua subjectividade. Uma artista individual, uma artista moderna, nascida em Moçambique, portadora de uma experiência de vida particular, consciente da sua condição de meio-europeia, meio-africana (a dupla consciência), condição que assumiu em diferentes momentos e de diversas maneiras e que traduziu na sua criação mas, ao mesmo tempo, uma artista que assumiu a mudança permanente, uma artista igual aos artistas modernos de todo o mundo.

Cara a cara

04.03.2019 | por Alda Costa

Our Madness, de João Viana, em sala

Our Madness, de João Viana, em sala Lucy está internada num hospício em Moçambique. Sonha com o seu filho Zacaria e o marido Pak, soldado numa zona de guerra ao norte do país. Lucy toca um instrumento musical curioso: a própria cama. Aquela virtuosidade musical atrai a atenção das enfermeiras. Um dia a música passa num programa da Rádio Moçambique e Rosa Mário, pastora evangélica, vai ao hospital para conhecer a intérprete da canção.

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04.12.2018 | por vários

Moçambique - José Cabral

Moçambique - José Cabral Uma visão antológica do trabalho do fotógrafo moçambicano, apresentado em dois núcleos diferenciados, explorando os seus temas de eleição e o itinerário dos lugares que percorreu e onde vive. Dão-se a conhecer peças de referência do percurso de Cabral mas também imagens esquecidas, direcções experimentais ou fotografias inéditas.

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21.04.2018 | por Alexandre Pomar

As balas no dorso do crocodilo: escultura, memória e resistência em moçambique

As balas no dorso do crocodilo: escultura, memória e resistência em moçambique A partir da escultórico-performatividade de Hilário Nhatugueja abre-se um espaço de negociação de significados e mnemónicas associadas aos objectos da Guerra Civil, fazendo emergir contra-memórias coadas pela experiência traumática dos artistas que procuram provocar o dissenso tendo em vista a resistência e agência cultural.

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05.09.2017 | por Sílvia Raposo