Colóquio Memória, História, Esquecimento. O 27 de Maio de 1977 em Angola

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL),  26 de maio 2017 / 09h 30m   

Um colóquio multidisciplinar que assinala a passagem de 40 anos dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola, cujas consequências perduram até hoje na sociedade angolana. A necessidade de se criar um espaço de reflexão no meio académico serviram de mote aos organizadores para proporem a realização de um colóquio, no qual os investigadores pudessem partilhar e debater as suas pesquisas com a comunidade científica e a sociedade em geral.

A participação de investigadores de diferentes áreas do conhecimento permitirá uma abordagem multidisciplinar, para uma melhor compreensão deste fenómeno histórico angolano, através das suas múltiplas dimensões: política, social e cultural. Por isso, participam investigadores da história, da música, da antropologia, dos direitos humanos e da justiça.

Pretende-se que esta problemática saia da penumbra e do mujimbosocial em que tem estado confinada e reduzida até hoje na sociedade angolana, para que seja incluída como tema próprio nas discussões académicas das Ciências Sociais, nomeadamente dos Estudos Africanos, da História de África e, em particular, da História de Angola.

Comissão Organizadora: Myriam Taylor de Carvalho, Verónica Leite de Castro, Edson Vieira Dias Neto, Pedro Aires Oliveira

PROGRAMA 

9h 30m – Receção, inscrição, Venda de livros

10h / 10h 20m – Boas vindas e apresentação do evento

Pedro Aires Oliveira (IHC-FCSH-UNL)

Verónica Leite de Castro (Membro da Organização)

1º Painel – 10h 20m / 12h 20m  

Moderador Michel Cahen (CNRS / Casa Velazques)

Mabeko Tali (HUW)

O 27 de Maio, 40 anos depois: uma exégese do discurso nitista.

Margarida Paredes (UFBA)

Uma narrativa silenciada, a liderança das mulheres na revolta do 27 de   Maio de 1977. O caso do ‘Destacamento Feminino’ das FAPLA.

Leonor Figueiredo (Investigadora Independente)

A importância das fontes orais na abordagem ao «27 de Maio».

Francisco Júnior (FLUC)

Cânticos silenciados em 1977: Lembranças musicais de Artur Nunes, David Zé e Urbano de Castro.      

12h 20m / 13h 30m – Debate 

13h 30m / 15h – Almoço livre

2º Painel – 15h – 17h  

Moderador José Pedro Castanheira (Jornalista)

Marcolino Moco (Ex primeiro Ministro de Angola)

O 27 de Maio. Problema angolano no contexto africano. Que tipo de justiça?

Benja Satula (UCAN – UCP)

“Do processo ao não processo”, a irracionalidade dos“guerrilheiros da razão”.

Fernando Macedo (UCT)

A Barbárie do 27 de Maio e o Direito à Memória.

Joaquim Sequeira Carvalho (ISP-UKB)

“O 27 de Maio de 1977”

17h – 18h Debate

– Encerramento

- Venda livros, coffee break

19.05.2017 | por martalanca | 27 de maio 1977, Agostinho Neto, angola, colóquio, desaparecidos, fracionismo, genocídio, memória, política, trauma

Seminário: "Memória da guerra colonial em Angola"

3 Abril, 18:00 - 20:00

“Memória da guerra colonial em Angola”
Maria José Lobo Antunes (ICS-UL)

3 de abril de 2017, 18h-20h
Multiusos 2, Ed. ID, FCSH/NOVA


Resumo
Esta sessão centrar-se-á na apresentação de uma pesquisa de doutoramento, concluída em 2015, que teve como objetivo construir uma etnografia da memória da guerra colonial em Angola. Partindo da comissão de serviço de uma companhia de artilharia em Angola (1971-1973), a investigação articulou diferentes lugares e momentos do tempo. As memórias pessoais dos antigos militares desta unidade foram confrontadas com outras narrativas sobre o mesmo fragmento da guerra colonial (o relato institucional militar, a narrativa literária de António Lobo Antunes, antigo alferes médico da unidade) e com as retóricas públicas que, durante o Estado Novo e no Portugal contemporâneo, forneceram as ideias e as palavras com as quais o país e o mundo eram pensados. A apresentação do caminho percorrido pela investigação permitirá abordar questões teóricas e metodológicas que rodeiam o estudo da memória e, em particular, das ambiguidades e contradições geradas pela revisitação narrativa da guerra e do passado colonial português.


Nota biográfica
Doutorada em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2015), é autora do livro Regressos quase perfeitos. Memórias da guerra em Angola. Atualmente é investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com o projeto “Imagem, guerra e memória: fotografia da guerra colonial nas coleções pessoais e nos arquivos institucionais”.


03.04.2017 | por marianapinho | angola, Estado Novo, guerra colonial, memória, Portugal

A primeira grande investigação sobre a guerra civil angolana

Depois da independência, Angola ficou dividida por um conflito interno que havia de durar mais de um quarto de século e que veio a definir os contornos do poder político angolano até à actualidade.
A guerra civil teve de um lado a UNITA, do outro o MPLA, mas no meio ficou sempre a população, verdadeira protagonista deste livro. A partir de centenas de entrevistas, e sem tomar partido, Justin Pearce reconstituiu a vertente humana da mais mortífera e longa guerra civil africana.
«Ao invés de entrevistar apenas generais e políticos e de os questionar sobre a guerra, Pearce fala com os camponeses, os aldeãos, os professores e os meros militantes partidários, e procura compreender de que forma é que os angolanos se integraram em movimentos políticos rivais, e como é que a militância partidária determinou os seus actos e a sua vida.» — Rafael Marques, Prefácio

A GUERRA CIVIL EM ANGOLA 1975-2002, de Justin Pearce.

29.03.2017 | por martalanca | angola, guerra cívil, Justin Pearce, Rafale Marques

Daqui pra frente – Arte contemporânea em Angola I RIO DE JANEIRO

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 21 de março a 14 de maio de 2017, a exposição Daqui pra frente – Arte contemporânea em Angola, que exibe obras da produção recente de três artistas: Délio Jasse, Mónica de Miranda e Yonamine. Com a curadoria de Michelle Sales, a mostra exibe uma série de fotografias, vídeos e instalações, fazendo um mapeamento da fronteira estética entre a Angola de hoje e as imagens submersas e muitas vezes escondidas de um passado colonial recente.

“A representação da fronteira, excessivamente recorrente no pensamento atual, discute as trocas culturais que ocorrem na situação de pós-independência que muitas das ex-colônias vivem hoje. Na maioria das vezes, tais territórios são encarados como esquecidos, vigiados e vazios”, comenta a curadora Michelle Sales.

É justamente essa perspectiva que o trabalho dos artistas busca problematizar e questionar sob diferentes óticas. As obras de Délio Jasse, por exemplo, consistem, num embate direto de referências que fazem alusão à crise de todo o modelo colonial e seus desdobramentos contemporâneos: guerra, exílio, perdas. Através do retrato de rostos escavados numa antiga feira de antiguidades de Lisboa, Délio nos coloca frente a frente com aquilo que mais as práticas coloniais se ocuparam de apagar: as identidades. 

Já Mónica de Miranda mostra os pedaços de uma memória coletiva que resiste no tempo. Angolana da diáspora, seu trabalho atravessa diversas fronteiras e esboça uma paisagem de identidades plurais inspiradas pela própria existência e vivência de uma artista itinerante. Sua poética autoral e autorreferencial, inerente a uma geração que cresceu longe de casa, já lhe rendeu diversos prêmios internacionais. 

E o trabalho de Yonamine remete para a arte urbana, usando referências que vêm do grafite, da serigrafia e da pintura, num embate violento com o acúmulo cultural do caótico cenário político-econômico de Angola. A alusão ao tempo presente é recorrente na utilização de jornais como suporte. São muitas camadas históricas que se somam, produzindo imagens profundamente perturbadoras e desestabilizadoras. O artista fala de um país cujo passado foi sistematicamente apagado, seja pela Guerra Civil, pela ocupação russa, cubana e agora chinesa e coreana.

 

Entrada Franca

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 3

20.03.2017 | por martalanca | angola, arte contemporânea, fronteira

Conferência Internacional “Activismos em África”

ISCTE-IUL
11 a 13 janeiro 2017

O Centro de Estudos Internacionais (CEI-IUL) do ISCTE acolhe, nos próximos dias 11 a 13 de janeiro, a Conferência Internacional Ativismos em África. Evento inédito em Portugal, trata-se da primeira reunião de investigadores e ativistas dedicada ao debate sobre os movimentos sociais no continente africano.
A Conferência será iniciada no dia 11 de janeiro com o Fórum de Ativistas, no qual estarão presentes organizações e movimentos ativistas de Portugal e Angola, como a Plataforma de Afrodescentes em Portugal, o SOS Racismo e a Femafro, entre outras.
A mesa de abertura contará com as intervenções de Leo Igwe (ativista nigeriano pela liberdade religiosa), Juan Tomás Ávila (escritor e ativista da Guiné Equatorial pró-democracia) e Luaty Beirão (rapper e ativista angolano). O encerramento terá a presença dos investigadores Pedro Neto (CEI-ISCTE IUL) e Nancy Dantas (Universidade do Cabo – África do Sul) e do ativista angolano José Marcos Mavungo. Durante a conferência decorrerá uma feira do livro, lançamento dos livros: “My way from Congo to Europe: between resistance, flight and exile” de Emmanuel Mbolela; “Sou Eu Mais Livre, Então. Diário de um preso político angolano” de Luaty Beirão e “A Sociedade Civil e o Estado na Guiné-Bissau: dinâmicas, desafios e perspectivas” de Miguel de Barros, e ainda uma mostra de documentários.
A programação completa e outras informações estão disponíveis no site da Conferência: http://cei.iscte-iul.pt/activismsinafrica/pt/

Para mais informações, por favor contactar:
Magda Bialoborska, magdabi@gmail.com
Mojana Vargas mojanavargas@gmail.com

06.01.2017 | por marianapinho | angola, Ativismos em África, Femafro, Fórum de Ativistas, Plataforma de Afrodescentes em Portugal, Portugal, SOS Racismo

No Trilho dos Naturalistas | DocLisboa 2016

Durante o Doclisboa, terá lugar a apresentação do SCI DOC, Festival Europeu de Documentário Científico de Lisboa, organizado pela Ciência Viva e a EuroPAWS e produzido pela Apordoc. Neste contexto, serão apresentados os quatro filmes da série No Trilho dos Naturalistas, da autoria de cinco realizadores portugueses cujos filmes têm marcado presença no Doclisboa.

Moçambique
João Nicolau 
2016 • Portugal • 60’ 
O filme aborda quatro dos ecossistemas mais relevantes do território moçambicano – o mangal, os prados de ervas marinhas, os inselbergs e a floresta de miombo – e retraça o movimento da Missão Botânica de Angola e Moçambique de 1963/64. 
23 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Angola
André Godinho
2016 • Portugal • 58’
Em 1927, Luís Wittnich Carrisso, botânico e professor da Universidade de Coimbra, parte para Angola, para estudar a flora e recolher plantas para o Herbário de Coimbra. Em 1937, morre no deserto do Namibe. Cerca de 80 anos depois, retraçamos a sua viagem.
28 out / 11.00, São Jorge – Sala

São Tomé e Príncipe
Luísa homem, Tiago Hespanha 
2016 • Portugal • 59’ 
Há 15 milhões de anos, uma erupção vulcânica deu origem a uma nova ilha no Oceano Atlântico. Uma viagem a São Tomé, à descoberta do presente, retraçando a exploração botânica da ilha feita pelo naturalista Adolpho Frederico Möller, em 1885.
29 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Viagens Philosophicas
Susana Nobre 
2016 • Portugal • 50’
O filme enquadra o desenvolvimento da ciência moderna em Portugal, impulsionado pelo Marquês de Pombal e traduzido nas expedições filosóficas portuguesas, no final do séc. XVIII. Viajamos pelos arquivos, herbários e metodologias de estudo da botânica.
30 out / 19.00, São Jorge – Sala M. Oliveira 

24.10.2016 | por marianapinho | angola, DocLisboa, Moçambique, No Trilho dos Naturalistas, São Tomé e Príncipe, Viagens Philosophicas

Movimento Liberdade Já! no Lx Factory

No próximo dia 7 de maio, pelas 17h, na sala Balneário da Lx Factory, realiza-se a inauguração da exposição e debate focados na solidariedade para com os ativistas angolanos no âmbito do movimento “Liberdade Já”.

Para mais informações, ver aqui.

05.05.2016 | por claudiar | activistas, angola, debate, exposição, liberdade já

Exposição “Do Sul e dos povos”

Na próxima sexta-feira, dia 29 de Abril a partir das 18h na Galeria Tamar Golan, será a inauguração da Exposição Individual de nome “DO SUL E DOS POVOS”, do artista Thó Simões.

 

A Galeria Tamar Golan encontra-se situada na histórica Baixa de Luanda, no prédio da SICCAL, na Rua Rainha Ginga, nº187.

26.04.2016 | por claudiar | angola, exposição

13ª edição do WorldWide Instameet

Prepare-se para a 13ª edição do Worldwide InstaMeet (Encontro Mundial de Instagrammers), o encontro que vai reunir milhares de pessoas em todos os cantos do mundo no fim-de-semana dos dias 23 e 24 de Abril. A participação de Angola neste evento está sob a chancela do Views of Angola que convida os amantes de actividades ao ar livre, viagens de carro e aficionados por fotografia a participar do evento e aproveitar para partilhar dicas de fotografia, fazer muitas fotos e vídeos do lugar e interagir com a comunidade. Como calha no dia seguinte ao Dia da Terra (22 de abril), o município de Pungo Andongo e as suas magnificas Pedras Negras, na província de Malanje será o destino do #wwim13angola para celebrar a beleza daquele emblemático lugar e as suas misteriosas pedras.

A partida será as 5h30 da manhã, com chegada ao destino prevista para as 9h30, sem paragens. Para quem quiser passar o fim-de-semana deve preparar: Comida e bebida p/ 2 dias; Tenda; Saco-cama + lençóis; Itens de higiene pessoal; Lanterna; Telefone com câmara/Máquina de Fotografar e baterias carregadas

OBS: para quem não puder pernoitar, poderá regressar a Luanda, pois a primeira parte do nosso encontro está programada para terminar as 15h do dia 23.

Data: 23 e 24 de Abril de 2016

Local de Concentração: Av. Deolinda Rodrigues, frente ao Hipermercado JUMBO

Local de Destino: Pedras Negras de Pungo Andongo – Província de Malanje

Tempo estimado de viagem: 4h Horário de partida: 5h30

Informações de contacto: 924 909 620 / 923 88 22 47 / 923 61 09 94

Para mais informações:

Instagram

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Evento

 

21.04.2016 | por claudiar | angola, fotografia, worldwide instameet

1ª Edição de ´VIDRUL CONVIDA´ - 2016 / Mário Macilau

´ROSTOS E ESPAÇOS´ é o título da Exposição individual do Fotógrafo Moçambicano Mário Macilau, a sua primeira em Angola, enquadrada na 1ª Edição de ´VIDRUL CONVIDA,´ a inaugurar quinta-feira, dia 21 de Abril no Espaço Luanda Arte (ELA) pelas 19h com Curadoria da Angolana Keyezua.

“Há cinco anos que a ´VIDRUL - VIDREIRA DE ANGOLA, LDA´ apoia fotografia experimental em Angola de forma discreta, mas sólida. Como tal, a ´VIDRUL´ posiciona-se como um modelo a seguir pelo mundo corporativo nacional. ´VIDRUL CONVIDA´ é uma sequência natural e um complemento à plataforma ´VIDRUL FOTOGRAFIA´, e um agradecimento por parte da AM-ARTE pela parceria real desenvolvida. Anualmente, terá a responsabilidade e o privilégio de convidar e expôr o trabalho de um fotografo Pan-Africano.

Nesta 1ª Edição em 2016 o convite recaiu sobre Mário Macilau, um dos Artistas Africanos com mais exposição e louvor internacional nos seus (aparentes) poucos anos de trabalho, tendo desenvolvido a sua narrativa com fotografias socialmente fortes, engajadoras e provocantes, que não deixam qualquer espectador indiferente.

Por isso, é motivo de real orgulho podermos trazer trabalhos das séries ´The Price of Cement´ (2013) e ´Living on the Edge´ (2014) para Luanda. A primeira, mostra a trágica realidade de meninos e meninas que trabalham em operações ilegais de ensacamento de cimento em Moçambique. A segunda, retrata uma lixeira no Kenya - uma das maiores no continente - aonde a queimada e os resíduos não-tratados representam um risco grave para a saúde mas, ao mesmo tempo, uma fonte de renda (importante mas escassa) para milhares que vivem e trabalham na área. Infelizmente, são temas universais em África.”

Para mais informações:

AM-Arte  II  Direcção & Produção  II  912 02 47 25

20.04.2016 | por claudiar | angola, exposição de fotografia

Lançamento do livro "Os Reis do Kongo-Angola"

Decorrerá o lançamento do livro Os Reis do Kongo-Angola no dia 14 de Abril pelas 17 horas na sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, UCCLA. Pretende-se com esta iniciativa promover o livro em epígrafe cujos fundos revertem para o desenvolvimento de projetos nas áreas da saúde e cultura a favor das crianças em Portugal e África. O livro será apresentado pelo Professor Doutor Eugénio Costa Almeida, investigador do ISCTE-IUL. 

Local: UCCLA Morada: Rua de São Bento, 640, Lisboa

Telefone: 213 845 600

08.04.2016 | por claudiar | angola, lançamento livro, uccla

Liberdade para os presos políticos angolanos JÁ!

20.07.2015 | por martalanca | angola, Liberdade de expressão, presos políticos

Angola: homenagem ao 40 aniversário de independência

O FCAT 2015 presta homenagem a Angola, dedicando a secção não competitiva “Relatos do passado: Angola e África do Sul”

A independência de Angola estará presente na 12ª edição do Festival de Cinema Africano de Córdova (FCAT), que decorrerá de 21 a 28 de março em diferentes espaços dessa cidade da Andaluzia, Espanha. Trata-se do único evento cinematográfico do mundo hispânico especializado em cinema africano. No final de 2015, Angola comemora o 40 aniversário da independência de Portugal. Esta homenagem vai se concretizar com uma secção especial dedicada a Angola: “Relatos do passado: Angola e África do Sul”. A mostra realizará um percurso cinematográfico pela história desses dois países, prestando especial atenção a Angola e às consequências da Guerra Civil.

A situação política angolana será a temática principal da maioria dos filmes apresentados nesta secção. A primeira de todas, Sambizaga, da francesa (de origem de Guadalupe) Sarah Maldoror, faz referência a um bairro operário de Luanda onde se encontrava a prisão portuguesa onde foram encerrados numerosos militantes angolanos. O filme acompanha a vida de Maria, a esposa do líder revolucionário Domingos Xavier que vai de prisão em prisão em busca do marido, detido pelos oficiais portugueses. Maldoror é conhecida pelo cinema militante e pelas obras realizadas em África.

'Por aqui tudo bem', filme de Pocas Pascoal'Por aqui tudo bem', filme de Pocas Pascoal

Também será exibido o filme Por aqui tudo bem da realizadora angolana Pocas Pascoal, que fará parte do júri do festival. Esta obra reflete a integração na vida lisboeta de duas irmãs que fogem da Guerra. A longa-metragem tem sido reconhecida em festivais de relevo tais como o FESPACO 2013 (Prémio da União Europeia) ou o Festival de Cinema de Los Angeles, onde recebeu o prémio de melhor filme em 2012.

A franco-egipciana Jihan El Tahri oferece uma perspetiva diferente da história mais recente de Angola através do filme Cuba, uma odisseia africana, que salienta o papel de Cuba durante as guerras de libertação africanas e, mais concretamente, o envolvimento desse país na Guerra Civil de Angola. A obra foi premiada no FESPACO de 2007, assim como no Sunny Side of the Docs de Marselha em 2006 e no Festival Vues d’Afrique de Montreal em 2007.

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21.03.2015 | por martalanca | angola, cinema, Córdova

Nástio Mosquito, LISBOA e GUIMARÃES

Apresentação do álbum Se Eu Fosse Angolano

Nástio Mosquito apresenta o seu álbum de estreia Se Eu Fosse Angolano (S.E.F.A.) ao vivo no próximo dia 17 de Abril, quinta-feira, pelas 22h00, no Lux-Frágil em Lisboa.

A.F. Diaphra (Biru) será o primeiro a subir ao palco do Lux. O rapper, MC, poeta, edutainer (educador e entertainer) e beatmaker, depois da sua participação em vários projetos reconhecidos pelo público, apresenta-se agora a solo, mais focado na performance ao vivo na qual a particularidade dos instrumentais são os beats com um cariz ancestral Afro ascendente e um toque jazzístico experimental sob os quais a poesia é falada, rapada e entoada.

De seguida será a vez de Nástio Mosquito dando voz às letras e poemas que compõem o álbum Se Eu Fosse Angolano no seu estilo de interpretação muito próprio. Nástio será acompanhado em palco por A.F. Diaphra (Biru), assim como por João Gomes, teclista e companheiro de longa data no âmbito da música e por Vic Pereiró, co-responsável pelos vídeos e arte visual do álbum e autor da cenografia deste concerto que promete surpreender o público, envolvendo-o no imaginário de Se Eu Fosse Angolano.

O acesso a este espectáculo é feito exclusivamente através de um Fã Pack disponível na FNAC que inclui o CD Duplo Se Eu Fosse Angolano (S.E.F.A.) e um bilhete para o concerto no Lux-Frágil.

No dia 19 de Abril, Nástio Mosquito estará um Guimarães para um concerto no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor no âmbito do Westway Lab.

Dono de um formato inovador, original e distinto, o WestWay Lab Festival é uma plataforma colaborativa, um laboratório vivo e orgânico, de experimentação e estímulo à criatividade que pretende reunir, numa mesma cidade, artistas consagrados e emergentes, internacionais e nacionais, inovadores e puristas, durante duas semanas de criação musical, de vídeo, intervenção urbana, arquitetura e pensamento por via do desenvolvimento de atividades como residências artísticas, oficinas criativas, showcases, concertos, workshops, masterclasses e talks.

Está também confirmada para Julho a presença de Nástio Mosquito no FMM - Festival Músicas do Mundo em Sines.

17 de Abril | Lux-Frágil, Lisboa, 22h00. Disco-bilhete - €10,99 à venda na FNAC

19 de Abril | Westway Lab, Guimarães, 24h00. Bilhetes a 3€ via CCVF

http://www.nastiomosquito.com/    http://lamaquina.com.pt/

 

16.04.2014 | por franciscabagulho | angola

Nástio Mosquito @ Lux Frágil, 17 Abril, LISBOA

28.03.2014 | por franciscabagulho | angola, música