Um ciclo para reflectir o colonialismo português

Portugal: a mais longa ditadura fascista da Europa, estendendo-se 48 anos, e o mais duradouro império colonial do mundo, com permanência de quase 500 anos.
O jovem encenador e actor André Amálio/Hotel Europa dedica a sua tese de doutoramento em Teatro Documental ao fim do colonialismo português, aliando a investigação académica à criação artística. O seu trabalho combina elementos como pesquisa de arquivo, recolha de testemunhos, material autobiográfico e verbatim. Amálio interessa-se por “investigar histórias reais que se tornam memórias, herdadas com o tempo”, bem como por “situações onde pessoas reais contribuem para contestar e reconstruir identidades culturais”.
Com base na convicção que “o teatro pode contribuir para a reescrita da história, dando voz a um grupo silenciado, e trabalhando na transmissão da memória entre gerações”, Hotel Europa traz para palco desde 2015, em três partes, uma reflexão sobre o vasto período da história nacional e mundial que foi o colonialismo.
 
Pela primeira vez desde o seu início, vai ser possível assistir ao ciclo completo com a estreia de “Libertação”, entre 12 e 15 de Outubro no Teatro Maria Matos (com ante-estreia no dia 6 de Outubro em Almada), e a reposição de “Portugal não é um país pequeno” (2015) e “Passa-Porte” (2016), nos dias 22 e 29 de Setembro respectivamente, no Teatro Municipal Joaquim Benite.
 
Se o primeiro espectáculo se foca sobre a ditadura e a presença portuguesa em África, o segundo centra-se nas alterações de nacionalidade decorrentes dos processos de independência das antigas colónias de Angola e Moçambique, em particular na forma como a sociedade portuguesa recebe estes novos cidadãos.
 
Em “Libertação”, espectáculo que vem encerrar o ciclo, Amálio debruça-se sobre o mais traumático episódio da nossa história recente: a Guerra do Ultramar ou Guerra Colonial, como ficou conhecida em Portugal, ou as Guerras de Libertação ou de Independência, como são chamadas em Angola (1961-1975), Guiné-Bissau (1963-1975) e Moçambique (1964-1975). A partir da perspectiva de nacionalistas africanos, a peça descreve e analisa o movimento das independências em África, para melhor entender o caso do Colonialismo Português no contexto mundial, o impacto destas guerras em Portugal e a sua contribuição para a queda do Estado Novo.
 
“Libertação” é um espectáculo apoiado pela DGArtes com co-produção do Teatro Maria Matos e estreia neste Teatro no âmbito do ciclo “Descolonização” (12 a 28 de Outubro).
 
Criação de André Amálio em co-criação com Tereza Havlíčková, conta com interpretação do encenador, de Lucília Raimundo e de Nelson Makossa, com sonoplastia do último, cenografia e figurinos da autoria de Maria João Castelo e desenho de luz de Joaquim Madaíl. Uma produção Hotel Europa.

PORTUGAL NÃO É UM PAÍS PEQUENO
// 22.09, sexta-feira, às 21h30 [reposição]
Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada | 5-10€ | Dur: 90min
Bilhetes http://bit.ly/2wYYhDJ
Vídeo https://vimeo.com/171266021
 
PASSA-PORTE

// 29.09, sexta-feira, às 21h30 [reposição]
Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada | 5-10€ | Dur: 90min
Bilhetes http://bit.ly/2wb979T
 
LIBERTAÇÃO
// 6.10, sexta-feira, às 21h [ante-estreia]
Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada | 5-10€ | Dur. aprox.: 1h45
Bilhetes http://bit.ly/2f7kmcs
// 12.10 a 14.10, quinta-feira a sábado, às 21h30 e 15.10, domingo, às 18h30 [estreia]
Teatro Maria Matos, Lisboa | 6-12€; 5€ [menores 30]; 3€ [menores 18]
Dur. aprox.: 1h45
Bilhetes http://bit.ly/2wbNJ4y
 *no dia 13.10, sexta-feira, há conversa após o espectáculo a propósito dos movimentos de libertação africanos, com André Amálio (Hotel Europa), Miguel Cardina (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) e Beatriz Dias (Djass Associação de Afro-descendentes)

28.09.2017 | por martalanca | André Amálio, ciclo, colonialismo, teatro

Um homem chamado Romeu Correia -

Exposição comemorativa do centenário do nascimento (1917-2017)

A assinalar o centenário do nascimento de Romeu Correia, o Museu da Cidade, na Cova da Piedade, recebe uma exposição que celebra e divulga a sua obra enquanto escritor, desportista, cidadão, cinéfilo e dramaturgo. Inauguração: 8 de abril às 16h.«A exposição organiza-se numa linha de continuidade entre o espaço exterior do jardim e os dois pisos de exposições temporárias, numa abordagem biográfica referenciada ao seu universo literário: objetos, documentos, imagens, citações, que remetem os visitantes para as paisagens, quotidianos, espaços de trabalho, movimento associativo, prática desportiva, festa, resistência e ativismo cívico, organizando narrativas, contando, não “a História” de Romeu Correia, mas as suas “histórias”, que se cruzam com as de outros, em Almada, Portugal, ao longo de quase todo o século XX.
No primeiro piso evoca-se a obra literária, destacando oito títulos (romance, teatro e contos) e no segundo piso desenvolve-se a sua biografia, contextos de intervenção, redes de cumplicidades e afinidades em abordagens temáticas. O design museográfico é de José Manuel Castanheira, sublinhando a importância da experiência do teatro na obra de Romeu Correia e a cenografia como contexto narrativo.»

8 de abril a 31 de dezembro 2017  / Terça a sábado: 10h às 13h e das 14h às 18h / Museu da Cidade, Cova da Piedade

Sobre Romeu Correia
Com cerca de 41 títulos publicados – contos, novelas, romance, teatro, biografias e divulgação da história local –, colaborador regular de revistas como a Vértice, jornais como a República Jornal do Comércio, Diário Popular, Jornal de Almada, Jornal Record, entre outros.A obra de Romeu Correia é indissociável do imaginário de gerações de almadenses, reconstruindo e fixando paisagens, lugares, personagens e histórias quotidianas que marcam a identidade da cidade, afirmam valores e causas comuns.
Sobre José Manuel Castanheira
Pintor e cenógrafo, é autor de mais de 200 cenografias. Trabalhou com directores como Rogério de Carvalho, Serge Belbel, Jorge ListopadJoão Mota, Aderbal Freire-Filho, Artur Ramos,António FeioJoão Lourenço, Rui Mendes, Graziella Galvanni, Carlos Fernando, Juan Carlos Perez Fuente, João César MonteiroJoão Brites, José Luiz Gomez, Maria Ruiz, Rosário Ruiz Rodgers, Joaquim BeniteFernanda Lapa, Paulo Matos, José Sanchis Sinisterra, Gastão Cruz, Robert Quintana, Carlos Avilez, Rui Sena, Fernanda Lapa, Ricard Salvat, Yannis Kokkos, Paulo Filipe, Eugeni Amaya e Christiane Jatahy.

É autor de 6 livros: 2013 / Castanheira-Cenografia (edição quadrilingue com prefácios de Georges Banu, Marcel Freydefont e João Carneiro), 2014 / Desenhar Nuvens (Manual de sobrevivência de um cenógrafo I), Viriato Rey (edição bilingue), 2016 / O Tempo das Cerejas (Manual de sobrevivência de um cenógrafo II), Frei Luís de Sousa (prefácio de Alberto Pimenta) e 2015 - co-autor com Pedro Castanheira de Viagem a Itália (Edições Caleidoscópio).

09.04.2017 | por martalanca | Almada, José Manuel Castanheira, Rome Correia, teatro

Festival ImigrArte 2016 // 10ª Edição

O Festival ImigrArte vai celebrar a sua 10ª edição nos dias 12 e 13 de Novembro com a participação de organizações e artistas de 24 países. O resultado é uma ampla programação que consta de dois dias de espectáculos e eventos nas áreas da música, dança, teatro, literatura, cinema, artes, workshops, debates, gastronomia e muito mais. 

Organizado pela Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes, o ImigrArte envolve os imigrantes na organização deste evento, oferecendo-lhes a possibilidade de divulgarem as suas culturas, de debaterem as questões que mais os preocupam e de desenvolverem o sentimento de pertença ao nosso país.
A intenção do Festival não é a de ser uma mera mostra de culturas: o ImigrArte é fruto da partilha e solidariedade entre os povos e da interacção entre associações de imigrantes e portuguesas e pretende promover a cidadania activa e consciente. 
O Festival é uma ocasião para juntar países e culturas, mas sobretudo para dar espaço a debates e temas de importância central na vida dos imigrantes no nosso pais.
A 10ª edição do ImigrArte vai incluir uma manifestação que luta pela igualdade de direitos entre portugueses e imigrantes. A concentração terá lugar na Praça Martim Moniz no dia 13 de Novembro a partir das 14.00 horas, seguindo em marcha até ao Ateneu Comercial de Lisboa.
O Festival conta com a participação de cerca de 30 organizações que estarão presentes com bancas onde, além de informações sobre as suas actividades, se poderá encontrar artesanato e gastronomia dos quatro cantos do mundo. Entre as actividades oferecidas encontrarão workshops, exposições, debates e concertos, e também não faltará o divertimento para os mais pequenos que poderão desfrutar dum espaço lúdico com animadores e convidados especiais. 
Ao dispor do público estará também um serviço gratuito de rastreios de saúde. A entrada para o Festival e para todas as suas actividades é gratuita. 

10ª Edição do Festival ImigrArte
Onde: Ateneu Comercial de Lisboa (junto ao Coliseu dos Recreios), Rua das Portas de Santo Antão n.º 110, Lisboa.
Quando: 12 e 13 de Novembro 2016   Sábado das 14,30 às 2.00 ; Domingo das 17 às 00.00
Países participantes:  Angola, Bangladeche, Brasil, Bielo - Rússia, Cabo Verde, Costa do Marfim, 
Espanha, Guiné Bissau, Índia, Itália, México, Moçambique, Moldávia, Nepal, Paquistão, Perú, Portugal, Reino Unido, República Dominicana, Roménia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Ucrânia e Venezuela.

Toda a programação do evento disponível em www.festival-imigrarte.com ou www.facebook.com/festivalimigrarte.

Direção do Festival ImigrArte : Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos
Imigrantes,  Rua da Madalena nº8 – 2º , 1100-321 Lisboa
Telm: (00351) 96 89 89 720
Tel/Fax: (00351) 21 887 07 13
E-mail: comunicacaoimigrarte@gmail.com  

03.11.2016 | por marianapinho | artes, cinema, dança, debates, Festival ImigrArte 2016, gastronomia, literatura, música, Solidariedade Imigrante, teatro, workshops

Lançar Diálogos: Crítica de Artes do Espetáculo e Esfera Pública

O colóquio internacional de crítica de teatro, a decorrer nos dias 8 e 9 de junho, pretende lançar a crítica na esfera pública e contribuir para o diálogo entre quem cria, escreve e produz. Artistas, académicos, críticos profissionais e interessados poderão debater acerca da criação teatral contemporânea e as suas múltiplas manifestações.
Serão dois dias de encontro em Lisboa (8 e 9 de junho) e dois dias no Porto (10 e 11 de junho), durante os quais a substância dos trabalhos incluirá vários formatos, como conferências, comunicações, mesas redondas, masterclasses e vários espetáculos no âmbito da programação do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica).

Entrada livre.

Para mais informações, consulte o site.

 

29.05.2016 | por claudiar | artes performativas, colóquio, teatro

Teatro do Vestido - Espólios

De 5 a 15 de Maio, às 20h30, no Teatro Carlos Alberto.

O que é que as pessoas têm em casa? O que querem mostrar dessas coisas? De que objectos se rodeiam e para quê? Um espectáculo sobre a intimidade das casas a partir dos objectos que a preenchem.

Depois de andar pelas ruas em Esta é a minha cidade e eu quero viver nela, depois dos quartos vazios de Até Comprava o teu amor, lançamo-nos agora ao interior das casas e seus objectos, ao interior das pessoas e suas colecções, seus fetiches, seus despojamentos também. Este espectáculo tem lugar em casas de pessoas, porque é lá que os objectos estão.

“…uma apreciação mais profunda das coisas poderá levar a uma apreciação mais profunda das pessoas”
(Daniel Miller, Stuff).


Texto e direcção: Joana Craveiro
Co-criação e interpretação: Ainhoa Vidal, Estêvão Antunes, Miguel Bonneville, Rosa Quiroga, Rosinda Costa e Sara Barros Leitão
Música original: Isabelle Coelho
Movimento e figurinos: Ainhoa Vidal
Iluminação: João Cachulo
Produção: Cláudia Teixeira
Assistência de produção: Sara Adães
Co-produção: Teatro do Vestido, TNSJ

Duração: 2h30
M/12

Recomenda-se a utilização de calçado confortável, uma vez que o espectáculo implica deslocações a pé por diversas ruas da Baixa. O espectáculo é inadequado a pessoas com mobilidade reduzida.
Para mais informações, por favor consulte o site do TNSJ.

02.05.2016 | por claudiar | teatro

‘Mais um dia’ de Joaquim Horta

  • Depois de uma residência de criação de um mês no NEGÓCIO, estreia-se ‘Mais um dia’ , a mais recente criação de Joaquim Horta. 

    ‘Em 2012 perguntaram-me:

    – Se houver uma oportunidade de ires para Angola, aceitas?

    Eu aceitei.

    No verão de 75 perguntaram a Kapuściński:

    – Esta é a tua ultima oportunidade de ires para Angola, que dizes?

    Ele aceitou.’

    MAIS UM DIA é uma viagem a Angola, a de 1975 e a de 2013, entre o êxodo português, a independência e a grande onda de imigração de portugueses para Angola. O relato da minha viagem e de outras que li, que ouvi, que coleccionei sem grandes preocupações com a verdade, fascinado pela forma como Angola é um tema familiar, mesmo para quem nunca lá foi, e como as memórias podem “colorir” os factos. A memória tem uma relação curiosamente dúbia com a verdade.

    Este espectáculo/performance/documentário (não sei que nome dar) é o cruzar da minha experiência em Angola com a do Kapuściński, usando como base o seu livro –Mais Um Dia de Vida – Angola 1975.

    Ryszard Kapuściński é escritor e jornalista Polaco. Esteve em Angola no período conturbadíssimo entre o 25 de Abril de 1974 e a sua independência, em Novembro de 1975. O seu livro ‘Mais Um Dia de Vida – Angola 1975’ relata essa época, a saída dos Portugueses e a sangrenta guerra de guerrilha para decidir quem governará a nação libertada.

     foto de Joaquim Hortafoto de Joaquim Horta

    Criação e Interpretação: Joaquim Horta | A partir do livro: ‘Mais um dia de Vida – Angola 1975 de Ryszard Kapuściński | Espaço Cénico: Fernando Ribeiro | Desenho de Luz: Anaisa Guerreiro | Vídeo: Sérgio Graciano | Produção Executiva: Catarina FerreiraProdução: Truta | Co-Produção: Negócio/ZDB

    Joaquim Horta (Lisboa, 4 de Abril de 1974) é um actor português. Estudou Geografia e Planeamento Regional na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) acabando por ingressar na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa. Enquanto aluno da Universidade de Lisboa foi dirigido por Ávila Costa no teatro universitário. Em 1999 recebeu formação através do projecto da UNESCO Chair International Theatre Institute – International Workshops of Drama Schools, na Roménia.

    Trabalhou nas companhias Pogo Teatro, Companhia Absurda ou Depois da Uma…Teatro. Dirigido por Jorge Silva Melo interpretou integrou o elenco das peças A Queda do Egoísta Johan Fatzer (1998) e Na Selva das Cidades (1999), ambas do alemão Bertold Brecht.

    Criou e dirigiu o projecto Ruído (2000), participou e criou com João Meireles Mikado, um espectáculo baseado em textos de Álvaro Lapa, Alberto Cinza e William Burroughs (1999). Com Lúcia Sigalho na Companhia Sensurround, interpretou Dedicatórias (2000). Em 2001 esteve em cena no Teatro da Garagem Migalhas de um Deus Intratável, autoria e encenação de Carlos J. Pessoa. Em 2006, apresentou-se na Galeria Zé dos Bois com Da Felicidade.

    Actor regular em televisão, integrou o elenco dos telefilmes Só por Acaso de Rita Nunes (2003) e Cavaleiros de Água Doce de Tiago Guedes (2001) e destacou-se na ficção portuguesa através da participação em diversas novelas e séries. No cinema apareceu em António, Um Rapaz de Lisboa de Silva Melo em 1999, na curta-metragem de Gonçalo Galvão Teles Outro Lado do Arco-Íris (2004) e em Mouth to Mouth, co-produção internacional de Alison Murray(2004).

    Recentemente, fez parte do elenco da novela Mar Salgado (SIC), desempenhando o papel de Martim Vaz.

    Residência: de 9 de Novembro a 9 de  Dezembro de 2015

    Apresentações: De 9 a 19 de Dezembro – Quarta a Sábado às 21h30

    Entradas: 7,5€ Entrada estudantes em grupo: 5€

    reservas@zedosbois.org | Tel 213430205 | www.zedosbois.org

     

13.12.2015 | por martalanca | Joaquim Horta, kapuschinski, teatro, ‘Mais um dia’

"África fantasma", de João Samões

18 Abril I 21h30 no Teatro Municial de Almada

Nesta peça de teatro são criadas e manipuladas realidades e turbulências do domínio do exótico e do erótico, interpenetram-se memórias e reflexões sobre o colonialismo e o racismo. África transforma-se num lugar de representações imaginárias, um imenso território onde se projectam todas as fantasias e fantasmas.

In this play, realities and turbulences from the realm of the exotic and the erotic are created and manipulated, memories and reflections about colonialism and racism are mixed together. Africa is transformed into a place of imaginary representations, a huge territory in which all fantasies and ghosts can be projected.

Criação e encenação João Samões

Dramaturgia e espaço cénico João Samões Texto montagem e adaptação de João Samões a partir de Frantz Fanon, Aimé Césaire, Julião Quintinha, Louis-Ferdinand Céline, Langston Hughes Interpretação Joana Bárcia Produção João Samões Produção executiva Mónia Mota Registo fotografia Tatiana Macedo Registo vídeo João Dias Apoios DuplaCena, Instituto Franco-Português, Teatro Municipal São Luiz Ano 2010-2013 Duração 50’

Co-produção Fundação Calouste Gulbenkian/Próximo Futuro

02.04.2015 | por martalanca | África Fantasma, João Samões, teatro

Brett Bailey/Third World Bunfight Macbeth

“Bailey retrata o mundo africano de orgulho, pobreza e conflito. O compositor belga Fabrizio Cassol transformou a ópera de Verdi numa incomparável peça intimista para ensemble.” in NRC Handelsblad, maio 2014 Um grupo de artistas africanos, em fuga das atrocidades da guerra interminável no Congo oriental, encontra um baú com figurinos desgastados, um libreto amarelado e uma gravação antiga do Macbeth de Giuseppe Verdi. Decidem, então, repor esta história intemporal de paixão e ambição, no contexto das guerras civis e da exploração insaciável do continente africano. Nesta adaptação radical da história de Shakespeare sobre a fatal atração do poder, um senhor de guerra congolês e a sua ambiciosa mulher assassinam o seu líder e desencadeiam uma sucessão de atrocidades. Situando a ação na zona de conflito dos Grandes Lagos, Brett Bailey torna o Macbeth numa denúncia implacável dos fatores e intervenientes que alimentam as guerras intermináveis que fustigam a região há décadas: a sede do mundo industrializado pelas matérias-primas do subsolo africano, os negócios obscuros dos multinacionais, a ambição e a ganância dos senhores da guerra, a brutalidade das milícias armadas… “Ficha Artística

“conceção, desenho e direção: Brett Bailey música Fabrizio Cassol, a partir de Macbeth de Giuseppe Verdi maestro: Premil Petrovic com: Owen Metsileng, Nobulumko Mngxekeza, Otto Maidi e No Borders Orchestra desenho de luz: Felice Ross coreografia: Natalie Fisher cantores: Owen Metsileng (Macbeth), Nobulumko Mngxekeza (Lady Macbeth), Otto Maidi (Banquo), Sandile Kamle, Jacqueline Manciya, Monde Masimini, Siphesihle Mdena, Bulelani Madondile, Philisa Sibeko, Thomakazi Holland (coro) No Borders Orchestra: Mladen Drenic (primeiro violino), Jelena Dimitrijevic (segundo violino), Sasa Mirkovic (viola), Bozic Dejan (violoncelo), Goran Kostic (contrabaixo), Jasna Nadles (flauta), Aleksandar Tasic (clarinete), Ivan Jotic (oboé), Nenad Markovic (trompete), Viktor Ilieski (trombone), Cherilee Adams (percussão) e Dylan Tabisher (percussão) direção de produção e gestão: Barbara Mathers coprodutores: KunstenfestivaldesArts/KVS, Wiener Festwochen, Theaterformen Festival, Barbican, La Ferme du Buisson/Festival d’Automne apoio: Programa Cultura da União Europeia e Artscape fotografia: © Morne van Zyl e Brett Bailey Apresentação no âmbito da rede House on Fire, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia ”

Preços

  • Plateia 15€

13.10.2014 | por martalanca | Brett Bailey, teatro, Third World Bunfight Macbeth

Retornos, Exílios e Alguns que Ficaram

12 e 13 de Setembro às 21h no Festival TODOS, na Escola Superior de Dança, Lisboa

I.

Na sequência do processo de descolonização de 1974-75, milhares de pessoas regressaram das ex-colónias portuguesas. Mas o que quer exactamente dizer este ‘regressar’? Dentre essas pessoas há as histórias daqueles que pouca relação tinham com Portugal, considerando portanto que são exilados e não retornados; outros há que decidiram ficar lá e ajudar a construir um país novo; outros ainda que, embora retornando, não o tinham desejado. Chegados à ‘metrópole’, enfrentaram toda a forma de desafios e provações destinadas aos que começam do zero, num clima de acentuado preconceito para consigo, os “retornados”, os que “vinham ocupar os lugares dos que já cá estavam antes”, tudo isto aliado a imagens de um colonialismo de chibata na mão com que estas pessoas foram representadas no imaginário dos que habitavam a metrópole. Desta história complexa e contraditória localizada no contexto de um também complexo e contraditório processo revolucionário, estamos ainda hoje a tentar discernir os fios com que se entretecem as narrativas oficiais da história de Portugal desse período. Foi por desconfiarmos das narrativas oficiais e também por acreditarmos numa história construída a partir de testemunhos directos dos seus intervenientes - ou seja das pessoas - e talvez, mais fundamentalmente, por não sermos historiadores mas sim criadores teatrais, que fomos à procura dessas pessoas e das suas história e com elas construímos este espectáculo – que é uma viagem por vidas, por traumas, por livros de história, por pequenas e grandes memórias, e pelas nossas próprias perplexidades ante tudo isto.

“No IARN as secretárias eram velhas e sujas e as cadeiras onde os retornados se sentavam quando chegava a sua vez estavam desconjuntadas, tenho a certeza de que nem aguentariam um corpo pesado como o do pai. Estavam lá retornados de todos os cantos do império, o império estava ali, naquela sala, um império cansado, a precisar de casa e de comida…”
(Dulce Maria Cardoso, O Retorno)



II.

Construído a partir de uma aprofundada recolha de testemunhos e histórias de vida de pessoas que viviam nas ex-colónias portuguesas aquando do processo de Descolonização e de independência destas novas nações africanas, este espectáculo foi apresentado pela primeira vez em Janeiro de 2014 no Solar do Dão, em Viseu.
Agora na Escola Superior de Dança, e integrado no Festival Todos, revisitamos estes testemunhos, estas pessoas e fragmentos das suas histórias. sentimos que a missão primordial do Teatro do Vestido neste momento é a de abordar de forma performática fragmentos da história de Portugal que nos possam fazer melhor entender o nosso presente, desafiando aquilo que Eric Hobsbawn descreveu como este “presente permanente” em que todos vivemos. Os processos históricos traumáticos da Guerra Colonial, da Colonização e Descolonização são parte integrante desta tentativa de entendimento deste ‘País Possível’.

 

Direcção, Texto, Espaço Cénico: Joana Craveiro
Interpretação: André Amálio, Inês Rosado, Isabelle Coelho, Joana Craveiro
Iluminação: Cristóvão Cunha
Assistência: Sabine Delgado
Produção: Rosário Faria
Co-produção: Teatro do Vestido/ Teatro Viriato

10.09.2014 | por martalanca | Joana Craveiro, retornados, teatro, Teatro do Vestido

Mostra São Palco: de 31 de Maio a 9 de Junho

A companhia de teatro de Coimbra “O Teatrão” traz a vários espaços da cidade, pelo segundo ano consecutivo, peças teatrais de grupos de São Paulo, no âmbito da Mostra São Palco, que se realiza entre 31 de Maio e 9 de Junho. Este ano, a mostra estende-se também a outras cidades do país.

De acordo com a programação, o público poderá assistir a representações do Grupo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos que levará à cena as peças “Orfeu Mestiço - Uma Hip-Hópera Brasileira” e “Vai-te Catar!”, assim como do Grupo XIX de Teatro, que apresentará “Hygiene” e “Hysteria”. Estes espectáculos terão lugar na Oficina Municipal do Teatro, no Teatro Académico Gil Vicente, no Largo da Sé Velha e no Colégio das Artes.

Em colaboração com outras entidades e instituições, este ano os espectáculos da Mostra de São Palco poderão ser vistos em outras cidades, como em Santa Maria da Feira, no âmbito do Festival Imaginarius; no Porto, no âmbito do FITEI; em Torres Novas, no Teatro Virgínia; e em Torres Vedras, no Teatro-Cine.

Segundo informação publicada no 
site d’O Teatrão, “a primeira edição da mostra, realizada entre 29 de Maio e 8 de Junho de 2012, juntou em Coimbra cinco dos mais distinguidos trabalhos de teatro de São Paulo dos últimos anos. A adesão massiva do público e a qualidade da selecção dos trabalhos apresentados abriram caminho para que a edição deste ano tomasse lugar, que vê inclusive três dos seus quatro espectáculos serem integrados na programação oficial da Mostra de Artes Cénicas do Ano do Brasil em Portugal, validando assim a qualidade e o mérito da mostra São Palco”.

Programa completo.

web

31.05.2013 | por herminiobovino | Coimbra, mostra de teatro, são paulo, teatro

3º Festival Internacional de Teatro e Artes de Angola: de 16 a 30 de Maio

O Elinga Teatro organiza em Luanda, entre 16 e 30 de Maio, o III Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, que contará com a presença de grupos de teatro provenientes de Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Brasil e Portugal.

O festival abrirá no dia 16 de Maio na capital angolana, com a apresentação do espectáculo “Teorema do Silêncio”, peça de Caplan Neves, encenada pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, de Cabo Verde.

Para além da presença de vários grupos nacionais - Oásis, Elinga Teatro, HenriqueArtes, Miragens Teatro, Marado Teatro e o grupo Bismas das Acácias - a programação inclui as actuações das companhias portuguesas: CTB- Companhia de Teatro de Braga, com o espectáculo “Arte do Futuro / Último Acto”, no dia 18 de Maio; A Escola da Noite, que apresenta “Novas Diretrizes em tempos de paz”, de Bosco Brasil, no dia 23 de Maio; e a companhia de Teatro Griot com o espectáculo “Faz escuro nos olhos”, no dia 25 de Maio.

De São Tomé e Príncipe estará presente a companhia Parodiantes da Ilha com o espectáculo “O Rei do Obó” de Ayres Major, no dia 20 de Maio; e de Moçambique vêm as companhias Casa Velha, com “Curandeiros à força”, no dia 28, e Kucarachas com o espectáculo “Niketche”, de Paulina Chiziane, que encerra o festival no dia 30 de Maio.

Da programação consta ainda a participação das companhias brasileiras: Solo Colectivo, com “Paredes externas”, no dia 26; e Companhia de Teatro Gente, com uma peça de José Mena Abrantes “No outro lado do mar”, apresentada no dia 22 de Maio. De Cabo verde, além da actuação do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, o evento contará com a actuação da Companhia Solaris, com “Psycho”, de Valódia Monteiro, no dia 27 de Maio.

Todas os espectáculos terão lugar nas instalações do Elinga-Teatro e estão previstos  workshops e palestras sobre temas de interesse cultural.

O Festival Internacional de Teatro e Artes teve a sua primeira edição em 2008, celebrando o vigésimo aniversário do Elinga Teatro. Tem sido voz presença regular nos Encontros Internacionais sobre Políticas de Intercâmbio organizados pela Cena Lusófona e é um dos parceiros da associação no desenvolvimento do Projecto P-STAGE, cujas actividades iniciaram em 2012.

web
Programação

17.05.2013 | por herminiobovino | artes cénicas, artes performativas, teatro

“Namíbia, Não!” encerra temporada em Salvador e se prepara para 3 apresentações em Portugal

Próximo fim de semana traz a última oportunidade para baianos conferirem a peça que há 2 anos faz sucesso em todo o Brasil.

Está chegando ao fim a temporada de Namíbia, Não! em Salvador. A montagem faz seu último fim de semana no Teatro Sesc Casa do Comércio (Caminho das Árvores), sábado e  domingo, dias 30 e 31 de março, às 21h e 20h, respectivamente. No mês de maio, a convite da Funarte, segue para 3 apresentações na Cidade do Porto, pelas comemorações do “Ano do Brasil em Portugal”.

“Temos viajado pelo país com a peça, mas realizar a temporada de comemoração dos dois anos de em Salvador, cidade onde esse esptáculo nasceu, tem um sabor especial. O público baiano pôde rever a história, e aqueles que ainda não tinham prestigiado essa comédia reflexiva, têm uma nova oportunidade. A temporada ainda contou com a novidade de trazer o ator Sérgio Menezes,  amigo e parceiro de outros espetáculos, que entrou no projeto Namíbia, Não! com toda garra e talento. Que venha o terceiro ano, com as novidades que o tempo nos dará!”, declara Aldri Anunciação, ator e autor do texto do espetáculo.

Jamile Amine/Comunika PressJamile Amine/Comunika PressO argumento parte da seguinte situação hipotética: o ano é 2016 e o governo brasileiro decreta que todos os cidadãos de melanina acentuada sejam deportados para um país da África. Com humor e inteligência, a partir do confinamento de 2 primos em um apartamento por causa desta absurda Medida Provisória, o espetáculo provoca uma discussão sobre a situação do negro no Brasil atual.

Namíbia,Não! é dirigida por Lázaro Ramos, estreou em março de 2011 no Teatro Castro Alves, em Salvador, e já se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Brasília. Desde o seu lançamento contabiliza mais de 35 mil espectadores.

Desde sua estreia Namíbia,Não! tem acumulado importantes consagrações, validando sua qualidade artística. Contemplada com os Prêmios Braskem de Teatro 2011 e Myryam Muniz 2010, ambos na categoria Melhor Texto (autoria de Aldri Anunciação), recebeu recentemente o Prêmio Portal R7 de Melhor Texto de Teatro em 2012, escolha que deu-se através de votação popular, tendo mobilizado mais de 100 mil votantes.

O texto Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação, foi  tema de palestra em Colóquio Internacional Sobre Literatura Brasileira Contemporânea realizado em parceria pela Freie Universität de Berlin, Université Paris-Sorbonne (França) e Universidade de Brasília, em Berlim, dias 11 e 12 de março, na Alemanha. Neste evento, a dramaturgia negra brasileira foi objeto de estudo e teve destaque no exterior. Em breve, Namíbia, Não! poderá ser traduzida e publicada em alemão.

28.03.2013 | por martalanca | Brasil, Lázaro Ramos, racismo, teatro

Grupo de teatro do Centro Cultural Português do Mindelo celebra 20 anos

O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo – GTCCPM - está a preparar duas produções para assinalar o seu vigésimo aniversário: “A Escola de Mulheres”, de Molière, que sobe ao palco a 22 de Março; e “A Tempestade”, de Shakespeare, com estreia marcada para o mês de Setembro.

Estas novas peças vêm marcar os 20 anos do GTCCPM, considerado o mais produtivo e internacional da história do teatro cabo-verdiano, com 47 produções e mais de 40 actuações em festivais e eventos internacionais.

“O grupo mudou os paradigmas do teatro cabo-verdiano. A qualidade plástica das encenações, a ousadia experimental das montagens, a diversidade dramatúrgica na escolha das peças e a promoção do teatro cabo-verdiano além-fronteiras são apenas alguns dos aspectos que saliento”, avalia o director, João Branco, ao 
Jornal A Semana.

“O GTCCPM conquistou um público novo e exigente para o teatro cabo-verdiano e contribuiu para o aparecimento de novas companhias”, salienta ainda o actor e encenador.

O Grupo de Teatro do CCP do Mindelo nasceu em 1993, tendo imprimido uma forte dinâmica teatral em S. Vicente. Começou por ser um Curso de Iniciação Teatral, nasceu como grupo, sem nunca ter posto de parte a vertente da formação, que continua a ser ministrada no CCP do Instituto Camões em paralelo com as actividades do grupo teatral.

fonte

05.03.2013 | por herminiobovino | Mindelo, teatro, teatro caboverdiano

Apresentação de propostas de comunicações para o colóquio internacional “Teatro: Estética e poder”

Está aberto até 15 de Maio o prazo para a apresentação de propostas de comunicações para participar no colóquio internacional “Teatro: Estética e Poder”, organizado pelo Centro de Estudos de Teatro e o Centro de Estudos Clássicos da FLUL – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que terá lugar nos dias 21 e 22 de Novembro de 2013.

Este colóquio, organizado em sessões plenárias, com participantes convidados, e em sessões paralelas de comunicações por inscrição, pretende constituir ocasião propícia a uma reflexão sobre o teatro nas suas múltiplas dimensões performativa, literária, filosófica, histórica, ideológica, política e social e a sua relação com as outras artes.

As comunicações terão uma duração de 20 minutos e poderão ser apresentadas em várias línguas: português, inglês, francês, espanhol e italiano. Na sequência do colóquio, será publicado um volume com uma selecção dos textos apresentados.

Os interessados poderão obter mais informações aqui.

19.02.2013 | por herminiobovino | colóquio, lisboa, teatro

Rogério de Carvalho vence o Grande Prémio da Crítica (ACPT) de teatro, 2012

O encenador Rogério de Carvalho foi distinguido pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro pelas encenações “Devagar” e “O Doente Imaginário” que assinou em 2012. As companhias Teatro dos Aloés e Primeiros Sintomas, e o fotógrafo João Tuna foram também escolhidos pelo trabalho realizado no ano passado.

O encenador Rogério de Carvalho, que nasceu em Angola, em 1936, foi distinguido com o Prémio da Crítica 2012 pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT) pelo “trajecto artístico de invulgar excelência e rigor”, como referido no Jornal Público

Em 2012, Rogério de Carvalho assinou “Devagar”, para a companhia As Boas Raparigas, a partir de textos de Howard Barker. A companhia, da qual é director artístico, estreou a peça a 16 de Novembro no Teatro Carlos Alberto, no Porto. O encenador assinou ainda “O Doente Imaginário”, para o Ensemble, e que estreou no FITEI a 1 de Junho, também no Porto. 

O júri, constituído por Alexandra Moreira da Silva (dramaturgista, tradutora e investigadora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto), João Carneiro (crítico no jornal Expresso), Maria Helena Serôdio (que preside à APCT), Jorge Louraço Figueira (crítico de teatro no Jornal Público) e Rui Monteiro (crítico de teatro na revista Time Out), encontrou nestes dois trabalhos “uma singular intensidade no trabalho sobre a voz e sonoridades com o rigor da inscrição do corpo dos actores num espaço que um belíssimo jogo de luz e sombras transfigurava de forma audaciosa”, como refere ainda a notícia do Público.

Rogério de Carvalho é um colaborador regular da Cena Lusófona – dirigiu “O Mulato dos Prodígios”, de José Mena Abrantes (co-produção com o Elinga Teatro, de Angola, em 1997), “A Fronteira” (no âmbito do I Estágio Internacional de Actores, em 1997) e “Pedro Andrade, a Tartaruga e o Gigante” (co-produção com o Cena Só, de São Tomé, em 2003), para além de várias oficinas de interpretação.

A entrega dos prémios da APCT, que distinguiram ainda, com Menções Honrosas, o fotógrafo João Tuna e os espectáculos “juramentos indiscretos”, do Teatro dos Aloés, e “Salomé”, do grupo Primeiros Sintomas, decorrerá no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em data ainda a anunciar.

fonte

13.02.2013 | por herminiobovino | teatro, teatro angolano, teatro português

Faz Escuro nos Olhos - LISBOA

Faz Escuro nos Olhos, criação coletiva do Teatro Griot e do encenador Rogério de Carvalho, estará em cena no Teatro do Bairro de 14 a 23 de fevereiro, de quinta-feira a sábado, às 21h.

06.02.2013 | por martalanca | Rogério de Carvalho, teatro

"A Africana", projecto de Cão Solteiro e Vasco Araújo - LISBOA

Teatro Maria Matos 

qua 5 sex 7 e dom 9 dezembro

qua 12 sex 14 e dom 16 dezembro

qua e sex 21h30 dom 18h00

Sala Principal 

15€ / Descontos ciclo teatro|música (ver descontos aqui)

A Africana é o segundo projeto da companhia de teatro Cão Solteiro em parceria com o artista plástico Vasco Araújo. Estrearam no Teatro Maria Matos, em 2010, APortugueza, uma masterclass de canto tendo como objeto de análise o Hino Nacional.

“A: Cheguei ao país maravilhoso. Ao desconhecido. Não estou em mim. Estou do outro lado. Sou a invenção do mundo. Sou um Grande Ó. Regressei ao paraíso. O tempo é redondo como a terra. O princípio é igual ao fim. Sou Adão e Eva e descobri o que já foi descoberto. Sou a globalização. Sou a heterogeneidade. E a imortalidade. Olho em volta e é tudo tão… é tudo tão… é tão… é tão… é tão… diferente, exato, é essa a palavra: diferente.“

Neste espetáculo, tomam-se a música de L’Africaine de Meyerbeer e o libreto de Scribe, onde Vasco da Gama, navegador e descobridor, ambiciona um “país maravilhoso”. Partimos desta vontade para passar pelo inesgotável discurso da alteridade e do estrangeiro, pretextos para uma rescrita a pensar nas possibilidades de tais palavras nos tempos de hoje. Prossegue-se desta forma uma linha de trabalho que se centra no cruzamento da linguagem teatral com a linguagem musical e o canto.

 

autoria do projeto Cão Solteiro & Vasco Araújo texto original a partir do libreto José Maria Vieira Mendesadaptação, musica original e direção Nicholas McNair figurinos Mariana Sá Nogueira luz Daniel Worm cabelos e maquilhagem Sano de Perpessac mestra de costura Teresa Louro costureiras Maria José Baptista e Palmira Abranches assistentes de figurinos Catarina Soares e Miguel Morazzo produção e fotografia Joana Dilão atoresBernardo Rocha, Luís Magalhães, Noëlle Georg, Patrícia da Silva, Paula Sá Nogueira e Paulo Lages solistas Marina Pacheco, Sónia Alcobaça e Vasco Araújo coro gulbenkian Afonso Moreira, Ana Urbano, Anna Kássia, Bruno Almeida, Fátima Nunes,  Jaime Bacharel, Laura Lopes, Luís Pereira, Mariana Russo, Nuno Fidalgo, Pedro Cachado, Rita Marques, Rita Tavares, Rui Aleixo, Tiago Oliveira e Verónica Silva preparação do coro Clara Coelho ensemble do estúdio de ópera da ESML Catarina Távora (violoncelo) João Carvalheiro (clarinete) e Tatiana Rosa (flauta) coprodução Cão Solteiro, Maria Matos Teatro Municipal e Fundação Calouste Gulbenkian agradecimentos André e. Teodósio, André Godinho, Benjamim Araújo, Celeste Patarra, Culturgest,  João Brandão, Jochen Pasternacki, Lúcia Lemos, Maria Ana Bernauer . Maria do Céu Araújo . Miguel Vale de Almeida . Nuno Lopes . Paulo Carcavelos

Cão Solteiro é uma casa que habita o lugar interior de uma loja e várias cabeças. Há dez anos que é um lugar de permanência e retorno onde respiram algumas pessoas. Nesta casa fabricam-se ideias, futuros, objectos bonitos, objectos feios, frases, figuras, situações, outras casas imaginadas, segredos públicos, mapas pessoais, espelhos, lentes, lápis, linhas com que nos cosemos, nós cegos, saídas de emergência, dívidas, problemas. Cão solteiro é essencial na sua absoluta inutilidade pública. We Are Not Amused. E no entanto sorrimos perante a possibilidade de falhar para poder continuar. Cão Solteiro é um casaco que se veste e com que se atravessa o inverno.

Criações: Marie & Bruce (1997), Aguantar (1999), Furiosa Tempestade (2001), Tás senti ton pensier avancer um pas dans le silence? (2001), O Alfinete do Anestesista (2001), Pano de Muro (2002),Histórias Misóginas (2002), I . Sobre a Luz (2003), II . Obscuridade (2003), Nocturno Delirante (2004),Sobre a Mesa a Faca (2005), Vistas da Cidade (2005), Casa Cena (2006), Drama (2006), Michaux(2006), Cha Cha Cha (2006), A Carta Roubada (2007), 3 (2007), Strange Fruit (2008), Aqui Também(2008), ManPower (2008), Tink (2009), A Portugueza (2010). 

+ info caosolteiro.blogspot.pt/

Vasco Araújo, nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL., entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Desde então, tem participado em diversas exposições individuais e coletivas tanto nacional como internacionalmente, integrando ainda programas de residências, como Récollets (2005), Paris; Core Program (2003/04), Houston. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas.

Das exposições individuais destacam-se Eco Jeu de Paume, Paris (2008); Vasco Araújo: Per-Versions, the Boston Center for the Arts, Boston (2008); About being Different (2007), BALTIC Centre for Contemporary Art, U.K.; Pathos (2006), Domus Artium 2002, Salamanca; Dilemma (2005),S.M.A.K., Gent; L’inceste (2005), Museu do Azulejo Lisboa; The Girl of the Golden West (2005), The Suburban, Chicago; Dilema (2004), Museu de Serralves, Porto; Sabine/Brunilde (2003), SNBA, Lisboa.

Nas exposições coletivas destaque para a participação na Artes Mundi, Wales Internacional Visual Art Exhibition and Prize, National Museum Cardiff, Cardiff (2008); Kara Walker and Vasco Araújo:  Reconstruction, Museum of Fine Arts,  Houston, (2007); Drei Farben – Blau, XIII Rohkunstbau, Grobleuthen (2006); Experience of Art; La Biennale di Venezia. 51th International Exhibition of Art, Veneza; Dialectics of Hope, 1st Moscow Biennale of Contemporary Art, Moscovo, (ambas em 2005); Solo (For Two Voices), CCS, Bard College (2002), Nova Iorque; The World Maybe Fantastic Biennale of Sydney (2002), Sydney; Trans Sexual Express, Barcelona 2001, a classic for the Third millennium (2001), Centre d’Art Santa Mònica, Barcelona 

O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em várias coleções, públicas e privadas, como Centre Pompidou, Musée d’Art Modern (França);  Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Fundación Centro Ordóñez-Falcón de Fotografía – COFF (Espanha); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha);  Fundação de Serralves (Portugal); Museum of Fine Arts Houston (EUA).

 

 

08.12.2012 | por martalanca | teatro

O Teatro em Cabo Verde e a Crioulização: da antropologia para os palcos, de João Branco

Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção-Ceará-Brasil.

 

 

08.12.2012 | por martalanca | cabo verde, João Branco, teatro

Mulheres de Água, de Luís Carlos Patraquim na Comuna - LISBOA

Após a Digressão Internacional pela Venezuela (Festival Internacional de Teatro de Oriente) e Moçambique (Festival Internacional de Teatro Ahoje é Ahoje), o Bica Teatro traz ao Teatro da Comuna o espectáculo Mulheres de Água, com texto original do escritor Luís Carlos Patraquim e interpretação da actriz Paula Luiz. Serão apenas 8 apresentações, de 22 de Novembro a 02 de Dezembro - Qui a Sáb às 21h30 e Dom às 17h.

Depois da (dupla) homenagem a Sebastião Alba e Carneiro Gonçalves, intitulada Karingana (que estreou no Teatro da Trindade em 2000), Luís Carlos Patraquim cria, desta vez em monólogo teatral – o texto Mulheres de Água.
Monólogo de uma jovem mulher, hoje, na Europa, Portugal. Partir daqui, da circunstância de um corpo em situação. Ela está no palco, com o Ser da voz, a densidade dessa presença, do silêncio para a elocução, criação de mundo. Ela é a fonte, escreveu um poeta. Mas de que águas falará, inumeráveis, tingidas, lívidas, espumosas, agónicas, torrenciais? Jovem mulher aqui, em situação. Comentando-a, devaneando, sonâmbula e lucidamente acutilante. Ela é o dia com a noite dentro… o fio condutor é ela, jovem mulher, corpo e Ser, aqui, hoje, Portugal, em situação.”

Texto Original: Luís Carlos Patraquim
Encenação: Paulo Patraquim
Interpretação: Paula Luiz
Assistência Geral/ Produção: Neto Portela
Realização Plástica: Roberto Chichorro
Cenário Sonoro: Carlos Guerreiro
Apoio Vocal: Sara Belo
Operação de Luz, Som e Vídeo: Bica Teatro e Teatro Turim
Design Gráfico: Gonçalo Marto
Construção de Cena: Renato Godinho e Mário Correia

21.11.2012 | por martalanca | luís carlos patraquim, teatro

I Encontro das Culturas Negras

Dando sequência ao Encontro Iberoamericano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI), realizado em novembro de 2011, em Salvador, Bahia - que exortou governos, sociedade civil e movimentos sociais a promover maior conhecimento e respeito pela herança cultural diversificada das pessoas de ascendência africana -, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia realiza, no período de 08 a 12 de novembro, o I Encontro das Culturas Negras, evento que integra também às celebrações do Novembro Negro, iniciativa do Governo do Estado da Bahia.

I Encontro das Culturas Negras dá início à “Década Afrodescendente”, com o objetivo de sediar na Bahia um grande encontro anual das culturas negras do Brasil, das Américas e do mundo. Aqui, se reunirão criadores, artistas, intelectuais, profissionais da cultura, gestores culturais, pesquisadores, parlamentares, lideranças e representações do movimento cultural negro, ampliando o diálogo entre as culturas negras nacionais e internacionais.

Chico CésarChico CésarA programação compreende mesas temáticas e plenárias em Salvador (dias 08, 09 e 10) e em Santo Amaro (dia 12), para a discussão de temas que possibilitem um maior conhecimento das diversas culturas negras existentes no Brasil e no mundo, em especial na África e nas Américas, visando à criação de articulações, redes e trocas interculturais. Uma variada programação artística, com shows musicais e espetáculos de teatro, dança e exposições de artes visuais também vão acontecer durante todos os dias da programação, entendidas com base em uma noção ampliada de cultura.

web

09.11.2012 | por herminiobovino | Africa, Bahía, Brasil, dança, música, teatro