A Ilusão do Desenvolvimento. Cahora Bassa e a História de Moçambique

Seminário e lançamento do livro

A construção da barragem de Cahora Bassa marcou o último período da administração portuguesa em Moçambique, já durante a guerra colonial. Tratando da edificação deste grande projeto hidrográfico, este livro examina a história do Rio Zambeze, das suas populações envolventes e condições ecológicas, a experiência do colonialismo português em Moçambique no século XX e o impacto das grandes barragens sobre a vida social e ecológica. Este livro debate também as ideias de progresso e desenvolvimento e dos planos concretos que as tentaram colocar em prática, demonstrando como são noções disputadas, inúmeras vezes cooptadas pelos interesses de estados, empresas ou grupos sociais privilegiados.

Uma história social e ambiental, esta obra ganhou em 2014 o prémio da Associação Americana de História e da Associação de Estudos Africanos dos Estados Unidos (respectivamente os prémios Martin A. Kelin e Melville J. Herskovits.

18 Outubro 2019 – 17.30 – 19 horas Auditório – ICS–Lisboa Organização: GI Impérios, colonialismo e sociedades pós-coloniais & GI Identidades, Culturas, Vulnerabilidades

15.10.2019 | por martalanca | Cahora Bassa, Moçambique

"Sonhámos um país" de Camilo de Sousa e Isabel Noronha

No início dos anos 70, Camilo de Sousa saiu de Lourenço Marques, Moçambique, atravessou a Europa e juntou-se aos guerrilheiros da Frelimo. Primeiro na base de treino de Nachingwea e depois na luta de libertação nacional. Tinha na altura vinte anos.Hoje, a viver em Portugal, regressa a Moçambique para reencontrar dois camaradas de armas, que conheceu na guerrilha e com quem depois partilhou a direcção do partido em Cabo Delgado, até descer de novo à agora Maputo e integrar o novel Instituto de Cinema, tornando-se realizador. Com Aleixo Caindi e Julião Papalo ele rememora tempos antigos, quando a alegria da libertação deu lugar aos tempos negros em que a procura do ‘homem novo’ veio destruir os sonhos de um país para todos os moçambicanos…

co-produção Midas Filmes e Mocik, Cineastas Moçambicanos Associados, com o apoio do ICA, da RTP e do Centro de Estudos Sociais da Universidade Coimbra

Sábado,19 Outubro, 15:30, no DocLisboa, Culturgest Grande Auditório


14.10.2019 | por martalanca | Cinema Moçambicano, Moçambique

TRKZ no Festival Iminente 2019

É com grande alegria que anunciamos o regresso do músico moçambicano TRKZ a Portugal e ao Festival Iminente. 

TRKZ estreou-se em palcos nacionais em 2017, na segunda edição do Festival Iminente. Veja AQUI o vídeo.
O festival urbano de arte e música, co-organizado com a Câmara Municipal de Lisboa, decorre entre os dias 19 e 22 de Setembro no Panorâmico de Monsanto, em Lisboa, tem curadoria de Alexandre Farto aka Vhils e da plataforma Underdogs, e este ano com a especial colaboração de Shaka Lion na selecção musical. 
TRKZ - Festival Iminente Panorâmico de Monsanto, Lisboa 22 Setembro - Palco Cave - 17h30


 
         mais informação sobre TRKZ

 

05.09.2019 | por martalanca | Festival Iminente, Moçambique, música., TRKZ

Encontro com o escritor Amosse Mucavele - Feira do Livro

Conversa sobre o processo de criação literária em residência. A cultura e literatura moçambicanas. A lusofonia e a importância da leitura. A mobilidade da língua portuguesa. Moderado por Marta Lança (editora da revista Buala) I 89a Feira do Livro de Lisboa Stand BLX – Bibliotecas de Lisboa I 30 maio | 19h

Amosse Mucavele é o escritor vencedor da primeira edição da Residência Literária em Lisboa, criada ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Nota Biográfica: Amosse Mucavele nasceu em 1987 em Maputo, Moçambique, onde vive. Poeta e jornalista cultural, coordenador do projeto de divulgação literária “Esculpindo a Palavra com a Língua”, foi chefe de redação de “Literatas – Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona”, diretor editorial do Jornal O Telégrafo, Editor Chefe do Jornal Cultural Debate, Editor de Cultura no Jornal ExpressoMoz, Colaborador do Jornal Cultura de Angola e Palavra Comum da Galiza – Espanha. É membro do Conselho Editorial da Revista Mallarmargens (Brasil), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (Brasil) e da Internacional Writers Association (Ohio – USA). Representou Moçambique na Bienal de Poesia da Língua Portuguesa em Luanda (2012), nas Raias Poéticas, Vila Nova de Famalicão (2013), no Festival Internacional de Poesia de Córdoba (2016) e em 2017 participou numa série de atividades em Portugal, nomeadamente: IV Festival Literário da Gardunha, no Fundão; VI Encontro de Escritores Lusófonos no âmbito da Bienal de Culturas Lusófonas, Odivelas; Conversa sobre a poesia moçambicana, no Centro Intercultura Cidade, Lisboa; Palestra na Universidade de Lisboa, entre outras. Com textos publicados em diversos jornais do mundo lusófono, publicou os livros: “A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua – Antologia Poética”, Revista Literatas, 2013 (coordenação) e “Geografia do Olhar: Ensaio Fotográfico Sobre a Cidade” (editora Vento de Fondo, Córdoba, Argentina, 2016), livro premiado como Livro do Ano do Festival Internacional de Poesia de Córdoba; no Brasil (Dulcineia Catadora Edições, Rio do Janeiro, 2016); em Moçambique (Cavalo do Mar, Maputo, 2017).

24.05.2019 | por martalanca | Amosse Mucavele, literatura, Moçambique

Antropologia em Moçambique

19 de Junho, 17h Auditório Sedas Nunes (ICS-ULisboa)Entrada LivreMetro: ENTRECAMPOS

A projecção do documentário Junod, realizado por Camilo de Sousa, é o mote para discutir a história da antropologia em Moçambique. O documentário retrata a vida e obra do suíço Henri-Alexandre Junod (1863-1934), missionário protestante que desenvolveu múltipla actividade: foi antropólogo, linguista, fotógrafo, entomologista e escritor de ficção. Filmado em Moçambique e na África do Sul, países onde Junod viveu, acedemos ao seu retrato através de intelectuais, seguidores e descendentes deste pensador e pioneiro da botânica e entomologia, que situam a diversidade e especificidades do seu trabalho.
A projecção é seguida por uma conversa entre Camilo de Sousa, realizador, Matheus Serva Pereira, investigador especializado em História social da África e Paulo Granjo, antropólogo.
Junod foi produzido em 2006, Moçambique/África do Sul, 46 min. Ganhou o prémio FUNAC no DocKanema. Mais detalhes sobre o filme aqui.

Ciências Sociais e Audiovisual explora o valor analítico e metodológico das imagens em movimento para o trabalho desenvolvido por cientistas sociais. Mais informações sobre o ciclo aqui. Organização: Francesco Vacchiano, Inês Ponte, Mariana Liz, Pedro Figueiredo Neto, Paulo Granjo ICS-ULisboa: R. Prof. Anibal Bettencourt, 9

 

22.05.2019 | por martalanca | antropologia, Moçambique

"Nas Dobras da Capulana"

3ªf, 29 de Maio, pelas 17h30 no ICS - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a última sessão dedicada a Moçambique entre Cinema e Ciências Sociais, exibição com a presença dos realizadores de “Nas Dobras da Capulana”
Realização e Produção: Camilo de Sousa e Isabel Noronha
Moçambique 2014, 30 min, Doc

Viagem aos encantamentos da “capulana”. Uma viagem do presente para o passado, que nos revela um universo tipicamente feminino através de situações e narrativas de um grupo de mulheres que, tal como todas as mulheres moçambicanas, usam a capulana para diversos fins e lhe atribuem diversas significações. Ao longo desta viagem, somos levados a descobrir o sentido de ser mulher em diferentes épocas, ligadas entre si pelos traços, cores, padrões, desenhos, dizeres e nomes de cada capulana, na dobra da qual se esconde uma história única, singular…

A exibição do filme será complementada por uma pequena mostra e explicação acerca de outras capulanas: as dos curandeiros.

25.05.2018 | por martalanca | cinema, Moçambique

Moçambique – José Cabral

11 de abril | 18h00 | Camões – Centro Cultural Português em Maputo

A exposição Moçambique – José Cabral, uma apresentação antológica inédita do trabalho do fotógrafo moçambicano José Cabral, resulta de uma parceria entre o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Associação Kulungwana.

Com curadoria de Filipe Branquinho e Alexandre Pomar, a exposição Moçambique- José Cabral reúne um conjunto alargado de fotografias, entre provas de autor e novas impressões, apresentadas em dois espaços da cidade: o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Galeria da Associação Kulungwana, onde a segunda parte deste projeto inaugurará no dia 26 de abril.

A exposição é acompanhada do livro Moçambique – José Cabral, uma edição bilingue (português/inglês) da XYZ Books e da Associação Kulungwana, coordenada por Alexandre Pomar. O livro reúne mais de 100 fotografias de José Cabral e inclui textos do coordenador e de DrewThompson (Estados Unidos da América).

Nas palavras de Alexandre Pomar, «José Cabral é o outro mestre da fotografia moçambicana, localizável entre a dinâmica coletiva interrompida e a nova geração. Um mestre original, irreverente, individualista, indisciplinado. Por vezes revoltado e irascível, o que as suas fotografias não deixam adivinhar, na serenidade dos seus itinerários e na ternura com que olha as pessoas, todas elas, nos seus inúmeros retratos. (…) Fotógrafo culto, informado pela literatura e o convívio literário, viajado, (…) Cabral tem um perfil de exceção e de rutura original e crítico.

A exposição Moçambique – José Cabral conta com o apoio da Brand Lovers, Embaixada da Noruega, Embaixada da Tailândia, Fundação Calouste Gulbenkian, LOGOS, Nuno Lima e PWC. Para mais informação, por favor contactar:

Camões – Centro Cultural Português em Maputo:

Mariana Camarate de Campos - mariana.campos@mne.pt  (+258)21493892

 

Av. Julius Nyerere, nº 720 Maputo

06.04.2018 | por martalanca | fotografia, José Cabral, Moçambique

Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual” I Maputo

O projecto Museu do Cinema em Moçambique, uma iniciativa da Associação Amigos do Museu do Cinema em parceria com o INAC e uma série de outras instituições, apresentou-se pela primeira vez, em exposição e mesas redondas em 2016, e tem vindo a desenvolver actividades de pesquisa com vista a um plano de trabalho plurianual a médio prazo.  

Em 2017, desenvolvidos alguns contactos iniciais com instituições académicas e, reforçadas as parcerias do ano passado, vamos realizar o Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual”, de 26 a 29 de Setembro, em Maputo, e a Exposição Museu do Cinema 2017, com inauguração a 20 do mesmo mês, ambos no Centro Cultural Franco-moçambicano.

Para além de inúmeros parceiros de produção locais sem os quais não seira possível realizá-las, estas acções contam com o apoio financeiro da Cooperação da Flandres, que nos permite convidar o historiador belga Guido Convents - autor do livro que dá título ao seminário - para uma série de 3 aulas sobre os períodos de 1896 a 2010.

Este seminário é desenvolvido para um público de estudantes e docentes universitários, em colaboração com a UEM, a UP e o ISArC, e vai igualmente apresentar comunicações, artigos e projectos de investigação - cujo prazo de envio é 1 de Agosto – contando com uma Comissão Científica convidada, formada pelos Prof.ª Dra. Alda Costa (DC/UEM); Prof. Dr. Eduardo Lichuge (ECA/UEM); Prof.ª Dra. Ute Fendler (Universidade de Bayreuth) e Prof. Dr. Jorge Jairoce (Biblioteca Nacional).

Este seminário tem como principal objectivo estimular o uso do referido livro como material de apoio ao estudo – desenvolvendo, a partir dele e com pesquisa complementar, diversos objectos de aprendizagem - e motivar para a pesquisa em Cinema, para a qual a associação organizadora pretende encontrar os parceiros financeiros que viabilizem a criação de um fundo anual específico.

Na exposição deste ano será apresentado o protótipo da App Galeria de Retratos - Museu do Cinema mobile - desenvolvido em parceria com a MOZApp - e um espaço de homenagem ao cineasta José Cardoso, onde serão exibidos, para além das suas 3 curtas em 8mm, artefactos e equipamentos da colecção particular da família.

+ info www.museudocinemamocambique.org

Diana Manhiça – 828659000 e Ivan Zacarias – 843645554

seminário2017@museudocinemamocambique.org

03.07.2017 | por martalanca | cinema, Moçambique, seminário

Álbum de estreia de Nandele

Lançamento a 2 de Maio, no Centro Cultural Franco - Moçambicano 

Depois do aclamado Argolas Deliciosas, o beat maker e artista moçambicano Nandele lança o álbum Likumbi, onde explora “vértices, zonas obscuras que sempre existem”, como revelou numa entrevista.

O álbum cruza sonoridades diversas, influências do Trip hop ao Drum and bass, do
experimental ao Big beat, num percurso profissional de mais de 18 anos. Likumbi (ritos de iniciação no grupo étnico Makonde, em Mueda, de onde é originário o Nandele) é também, simbolicamente, uma iniciação na produção discográfica e uma emancipação numa trajectória que se foi impondo com singularidade no contexto moçambicano e regional. O álbum, que foi produzido nos últimos dois anos e será editado pela Kongoloti Records em Maputo, conta com os trabalhos de mistura e masterização de Grasspopers, participações de embrion e do sul-africano Dion Monti. Com doze faixas, a produção de Likumbi foi, como o ritual que designa, uma experiência com medos, hesitações e aprendizagem, e é também uma
sincera homenagem ao povo Makonde. Nandele diz ter “tido a certeza de que era este o caminho que seguiria ao fim de vários meses de dúvida”, não só pelos compassos que foi tomando como pela integração de elementos sonoros distintos em todo o processo. É, portanto, um álbum que oferece surpressa ao ouvinte,
da primeira à última faixa.
Likumbi, 2 de Maio, Centro Cultural Franco – Moçambicano, 19H30


Info: nandele.bandcamp.com

15.04.2017 | por martalanca | Moçambique, música, Nandele

Museu do Cinema em Moçambique

Os últimos dias da exposição Capítulo 2.o História(s) e Narrativas do projecto Museu do Cinema em Moçambique serão marcados pela exibição de 6 filmes moçambicdnos - 3 curtas/médias e 3 longas - cujo cenário e a cidade, comemorando mais um aniversário de Maputo.

17.11.2016 | por martalanca | Moçambique, Museu do Cinema

"O Massacre Português de Wiriamu - Moçambique, 1972" de Mustafah Dhada

O primeiro grande livro de investigação sobre um dos episódios mais sangrentos da história colonial portuguesa.

Neste estudo aprofundado e destemido, o investigador moçambicano Mustafah Dhada expõe as motivações por detrás do massacre, a forma como os eventos se desenrolaram, os riscos que membros da igreja correram para denunciar a chacina e para a trazer a público, e o enorme impacto, sobretudo para o império português, desta tragédia deliberadamente obliterada – e até hoje nunca abertamente reconhecida – pela narrativa oficial.

«Na manhã de 16 de Dezembro de 1972, tropas coloniais portuguesas reuniram os habitantes de Wiriamu, incluindo mulheres e crianças, no largo principal da povoação e ordenaram-lhes que batessem palmas e que cantassem para se despedirem da vida. Em seguida, os soldados abriram fogo. Os que escaparam às balas foram mortos por granadas. Incitados pelo brado “Matem-nos a todos”, os militares levaram o morticínio a quatro povoações vizinhas ao longo do Rio Zambeze, onde o território de Moçambique se estende para o Zimbabué (Rodésia, à data dos acontecimentos), a Zâmbia e o Malawi — uma região designada pelos missionários católicos como ‘a terra esquecida por Deus’. No final do dia, perto de 400 aldeãos tinham sido mortos, e os seus corpos eram lentamente consumidos pelas chamas em piras funerárias ateadas pelos soldados com o capim que cobria as palhotas.» — Peter Pringle, Prefácio - info

06.11.2016 | por martalanca | Moçambique, Mustafah Dhada

No Trilho dos Naturalistas | DocLisboa 2016

Durante o Doclisboa, terá lugar a apresentação do SCI DOC, Festival Europeu de Documentário Científico de Lisboa, organizado pela Ciência Viva e a EuroPAWS e produzido pela Apordoc. Neste contexto, serão apresentados os quatro filmes da série No Trilho dos Naturalistas, da autoria de cinco realizadores portugueses cujos filmes têm marcado presença no Doclisboa.

Moçambique
João Nicolau 
2016 • Portugal • 60’ 
O filme aborda quatro dos ecossistemas mais relevantes do território moçambicano – o mangal, os prados de ervas marinhas, os inselbergs e a floresta de miombo – e retraça o movimento da Missão Botânica de Angola e Moçambique de 1963/64. 
23 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Angola
André Godinho
2016 • Portugal • 58’
Em 1927, Luís Wittnich Carrisso, botânico e professor da Universidade de Coimbra, parte para Angola, para estudar a flora e recolher plantas para o Herbário de Coimbra. Em 1937, morre no deserto do Namibe. Cerca de 80 anos depois, retraçamos a sua viagem.
28 out / 11.00, São Jorge – Sala

São Tomé e Príncipe
Luísa homem, Tiago Hespanha 
2016 • Portugal • 59’ 
Há 15 milhões de anos, uma erupção vulcânica deu origem a uma nova ilha no Oceano Atlântico. Uma viagem a São Tomé, à descoberta do presente, retraçando a exploração botânica da ilha feita pelo naturalista Adolpho Frederico Möller, em 1885.
29 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Viagens Philosophicas
Susana Nobre 
2016 • Portugal • 50’
O filme enquadra o desenvolvimento da ciência moderna em Portugal, impulsionado pelo Marquês de Pombal e traduzido nas expedições filosóficas portuguesas, no final do séc. XVIII. Viajamos pelos arquivos, herbários e metodologias de estudo da botânica.
30 out / 19.00, São Jorge – Sala M. Oliveira 

24.10.2016 | por marianapinho | angola, DocLisboa, Moçambique, No Trilho dos Naturalistas, São Tomé e Príncipe, Viagens Philosophicas

II Semana da África: Encontros com Moçambique

Entre os dias 21 e 23 de março a PUC-RIO sediará um encontro voltado para os estudos das dinâmicas históricas e sociais de Moçambique. A programação diversificada abrange temas como formação do estado nação, direitos e justiça durante o colonialismo, expressões artísticas e culturais, conflitos e conexões nos espaços Índicos, entre outros. “II Semana da África: Encontros com Moçambique” é imperdível para interessados e estudiosos do tema.

Mais informações aqui

17.03.2016 | por claudiar | história, Moçambique

Catarina Simão apresenta "Effects of wording"

A convidada para a próxima sessão dos Seminários dos Estudos Artísticos de 9 de Março, pelas 18h00, no ID sala 1.06 da FCSH (UNL) é Catarina Simão que apresentará o seu filme Effects of wording (2014) e falará do seu projecto Mozambique Archive Series.


 

05.03.2016 | por claudiar | apresentação de filme, Moçambique, seminarios

4 fotógrafos nos 40 anos da independência de Moçambique

De 29 Out. a 28 Nov.Galeria Municipal de Almada
Mostra de livros e catálogos e projecção de «Sem Flash, Homenagem a Ricardo Rangel (1924-2009)”, filme de Bruno Z’Graggen e Angelo Sansonne
Sábado, 31 Out. às 15h - visita comentada por Alexandre Pomar

27.10.2015 | por martalanca | fotografia, Moçambique

Seminário CEsA 24 Out | Kamba Simango e os dilemas da nação em Moçambique | Lorenzo Macagno

18.10.2013 | por martalanca | Kamba Simango, Moçambique, nação

construção de 'makuti', folha de coqueiro tecida - um espaço comunitário de apoio à actividade cultural que povoa o território

um projecto de Pedro Blanc

a presença e detalhe da matéria são extenção da paisagem, humana, fisica e social à excepção de rede mosquiteira e lonas reutilizadas, é construído de coqueiro,  madeira e folha e outras ‘palhas’ sob um embasamento de terra batida. 

Makuti é nome para folha nas várias linguas do sul de Moçambique,  em terra de coqueiro dá o nome à peça feita ao trançar folha daquela palmeira para criar pequenos ‘painéis’ leves.  Faz cobertura, revestimento, sombra exterior ou vedação, na abundante construção de matéria local.

O projecto é o de um dos pontos de uma rede de espaços de encontro e de cultura na peninsula de inhambane.

Num tecido de caminhos, árvores, e estradas. Hábitos, oficios, bancas, comércio, casas e gente…É sombra. 

Já tradicionalmente o espaço de reunião é à sombra de uma árvore grande, e penso que é isso…

Conseguiu-se aqui pensar numa rede intermédia de espaços no tecido intra-cultural de uma capital  de província em Africa, que históricamente é polo inter cultural no Índico. Este espaço que se concretiza no projecto de arquitectura reflecte uma postura do estudo sobre a ‘cidade de cultura’ 

A ideia e seu projecto vêm do estudo de uma cidade, Inhambane, que compreende uma área rural e natural maior e mais povoada que a parte urbana do municipio. Baseado numa iniciativa vinda da capital, Maputo, o estudo pressupunha a descentralização cultural numa estratégia de potenciar Inhambane como capital de cultura.

Usando da sazonalidade do turismo e proximidade de outros polos maiores na região, estudar quais elementos poderiam, junto com uma produtora, e outros agentes culturais, ajudar a equipar este ‘programa’ de cidade de cultura. 

Uma das ferramentas que pretende operar no próprio uso da cidade é o caderno de campo, uma publicação A5  ao baixo reflete também as ideias do projecto, mas principalmente reflexões de cidade e cultura. Isso no inicio, bem como história e cartas geograficas, para mais tarde estender a reflexão ao próprio caderno, o uso, registo, interacção e troca de informação através do mesmo, numa ferramenta urbana de mapas e legenda.

Do processo inicial ao estudo da mobilidade da cidade e dos seus agentes intra culturais, fluxos e lugares de encontro, produziram-se as ferramentas para operar no território. o desenho, mais tarde, é o do ensaio perante um universo  culturalmente rico e de recursos simples. a inovação no pormenor é deixar de cortar e vincar na tecelagem, aumenta a resistência e rentabilidade em secções portantes que funcionam excepcionalmente bem à tracção.

O desenho desta estrutura que se apoia ao centro num degrau sobre uma cisterna e na periferia em pilares de madeira, foi revelado e experimentado em vários suportes e a mostra é sobre isso, os protótipos (.2) à escala real, maquetes (.3) em palha, ou cartão, ou pvc entrançado, registos gráficos (.4) e video, paginação e desenho de um caderno (6) de campo da cidade, e o complicado mas gratificante levantamento de imagem aerea (5). 

A ideia de exposição começa na realização de uma viga (.1) que no alto permanece direita apoiada em dois pontos na diagonal do espaço. O objecto é um prisma triangular, tecido e atado com matéria orgânica e aparelhado em pré esforço pelo seu interior (de modo a não ter flecha). Esta presença paira sobre a exposição que deve estar presente nos diferentes momentos do projecto, a apreciação da cidade, da rede de espaços, e edifício arquitectónico.

 

15.09.2013 | por martalanca | arquitectura, coqueiro, Moçambique

1º forum de diálogo sobre a capulana de Moçambique

A designer de Moda Sofia Vilarinho propõe no âmbito da sua investigação de Doutoramento em Design, o primeiro fórum de diálogo sobre a capulana de Moçambique. Identidade , cultura e moda vão ser os eixos para o desenvolvimento de um diálogo que convida à participação de todos e em especial de investigadores, designers de Moda , estilistas , alunos de design de moda, gráfico, belas artes e de antropologia, fotógrafos, comunidade africana,afro-descendente , portugueses que viveram em Moçambique. Em suma experts, leigos e curiosos,  na materia de panos que se habitam no outro lado do mundo. Lá, onde o Indico estampa histórias de encontros e (des)encontros. Este  evento que tem lugar dia 22 de Junho, no Museu Nacional do Traje, pelas 15 horas.

A participação no fórum requer uma inscrição prévia, pelo email vilarinho.sofia@gmail.com ou pelo telefone do museu : +351 217567620

 

14.06.2013 | por martalanca | capulana, Moçambique, moda

Festival Teatro de Inverno em Maputo, de 25 de Maio a 23 de Junho

Decorre de 25 de Maio a 23 de Junho a décima edição do Festival de Teatro de Inverno, em Maputo, onde irão participar grupos de teatro das cidades moçambicanas de Maputo, Matola e Beira, e ainda de Angola e do Brasil.

O festival, organizado pela Associação Cultural Girassol, conta com a participação de 19 grupos, amadores e profissionais, que irão actuar, até 23 de Junho, em vários espaços da cidade de Maputo: Teatro Mapiko, Teatro Avenida, Centro Cultural Franco-Moçambicano e Cine Teatro Gilberto Mendes.

O evento, que começou no dia 25 de Maio, prevê, até dia 2 de Junho, no Teatro Mapiko da Casa Velha, as apresentações das peças: “Sete Irmãos”, “Vinte Minutos da Verdade”, “Kuphanda”, “A Face do Beirense”, “Vinte e Zinco” e “Skhendla – Os Mucavel”, protagonizadas respectivamente, pelas colectividades ECA/Teatro, Nkhululeko, Makwerinho, Malua da Beira, Ximbitana e Gumula.

Nos dias 7 e 8 de Junho, os grupos Machava-Sede, Vana Va Ndleneni, Penumbra e Mundo do Teatro do Brasil actuarão no Centro Cultural Franco-Moçambicano e no dia 9 de Junho o Festival de Inverno volta ao Teatro Mapiko onde serão apresentadas as peças “Anjos e Demónios”, do grupo Makweru, e “Curandeiro à Força” do grupo Casa Velha.

Nos dias 14, 15 e 16 de Junho, o Grupo de Teatro Gungu exibe no Cine Teatro Gilberto Mendes a obra “Salve-se Quem Puder”, enquanto “Os Indeferidos” e “Lá na Morgue”, dos Grupos Chamauarianga da Beira e Mahamba de Maputo, actuarão no Teatro Mapiko da Casa Velha.

Para encerrar o evento, o Grupo Pitabel de Angola apresentará no dia 22 de Junho, o espectáculo “O Preço do Fato: I e II”, e o grupo Girassol de Maputo exibirá, no dia 23,  a peça “A Candidata”.

Programa completo.

web

31.05.2013 | por herminiobovino | angola, Brasil, festival de teatro, Maputo, Moçambique

MOÇAMBIQUE em Abril no Centro Interculturacidade

Histórias e Culturas do Índico
Programação de 16 a 21 de Abril
16 ABRIL (3ª feira)
18:00 – Exibição do documentário “Storytelling Man” (O Homem que Conta Histórias), de David Spaeth (em parceria com o escritor sueco Henning Mankell)

18 ABRIL (5ª feira)
18:30 – Travessias III- Malangatana
Sessões sobre autores que atravessaram a história e marcam a cultura de Moçambique.
Exibição do filme “Malangatana Contador de Histórias”, deKarin Monteiro, e colóquio. Apresentação de Filomena André.

19 ABRIL (6ª feira)
18:30 – Colóquio “Fotografias, de Santos Rufino a Filipe Branquinho”, com Alexandre Pomar

Noite Temática
20:30 – Jantar tradicional (sujeito a inscrição por email ou telefone até dia 18)
Contribuição: 13 moz  (jantar  + concerto: entrada, prato principal, sobremesa e 1 bebida)
22:30 – Música com Malenga e convidados(Entrada só concerto: 3 moz)

20 ABRIL (Sábado)
18:30 – Travessias IV – José Craveirinha
Sessões sobre autores que atravessaram a história e marcam a cultura de Moçambique. Filme. Apresentação de Luís Carlos Patraquim

Noite Temática
20:00 – Jantar tradicional (sujeito a inscrição por email ou telefone até dia 19)
Contribuição: 13 moz (jantar  + concerto: entrada, prato principal, sobremesa e 1 bebida)
22:30 – Música – Projeto Kundonde
Projeto intercultural dirigido pelo instrumentista e compositor moçambicano Malenga (Voz e guitarra), com a participação de Olivier Genevest (França – guitarra e trompete), Javi Mojave (Espanha – percussões) e Thibaut Dumas (França – violino) Entrada só concerto: 3 moz

21 de ABRIL (Domingo)
17:00 – 19:00 – Exposição de peças artesanais moçambicanas
19:30 -22:00 – Noite temática de Moçambique
Jantar tradicional (sujeito a inscrição por email ou telefone até dia 20)
Contos Moçambicanos: Nkaringana Wua Nkaringana, com Octávio Chamba
Contribuição: 12 moz (entrada, prato principal e sobremesa e 1 bebida)
––––––––––––—
*Este programa pode ser alterado por motivos imprevistos.

Centro Interculturacidade
Travessa do Convento de Jesus, 16 A, 1200-126 Lisboa
Tel.: 21 820 76 57
info.interculturacidade@gmail.com
http://interculturacidade.wordpress.com/

16.04.2013 | por martalanca | craveirinha, Moçambique