Nástio Mosquito, LISBOA e GUIMARÃES

Apresentação do álbum Se Eu Fosse Angolano

Nástio Mosquito apresenta o seu álbum de estreia Se Eu Fosse Angolano (S.E.F.A.) ao vivo no próximo dia 17 de Abril, quinta-feira, pelas 22h00, no Lux-Frágil em Lisboa.

A.F. Diaphra (Biru) será o primeiro a subir ao palco do Lux. O rapper, MC, poeta, edutainer (educador e entertainer) e beatmaker, depois da sua participação em vários projetos reconhecidos pelo público, apresenta-se agora a solo, mais focado na performance ao vivo na qual a particularidade dos instrumentais são os beats com um cariz ancestral Afro ascendente e um toque jazzístico experimental sob os quais a poesia é falada, rapada e entoada.

De seguida será a vez de Nástio Mosquito dando voz às letras e poemas que compõem o álbum Se Eu Fosse Angolano no seu estilo de interpretação muito próprio. Nástio será acompanhado em palco por A.F. Diaphra (Biru), assim como por João Gomes, teclista e companheiro de longa data no âmbito da música e por Vic Pereiró, co-responsável pelos vídeos e arte visual do álbum e autor da cenografia deste concerto que promete surpreender o público, envolvendo-o no imaginário de Se Eu Fosse Angolano.

O acesso a este espectáculo é feito exclusivamente através de um Fã Pack disponível na FNAC que inclui o CD Duplo Se Eu Fosse Angolano (S.E.F.A.) e um bilhete para o concerto no Lux-Frágil.

No dia 19 de Abril, Nástio Mosquito estará um Guimarães para um concerto no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor no âmbito do Westway Lab.

Dono de um formato inovador, original e distinto, o WestWay Lab Festival é uma plataforma colaborativa, um laboratório vivo e orgânico, de experimentação e estímulo à criatividade que pretende reunir, numa mesma cidade, artistas consagrados e emergentes, internacionais e nacionais, inovadores e puristas, durante duas semanas de criação musical, de vídeo, intervenção urbana, arquitetura e pensamento por via do desenvolvimento de atividades como residências artísticas, oficinas criativas, showcases, concertos, workshops, masterclasses e talks.

Está também confirmada para Julho a presença de Nástio Mosquito no FMM - Festival Músicas do Mundo em Sines.

17 de Abril | Lux-Frágil, Lisboa, 22h00. Disco-bilhete - €10,99 à venda na FNAC

19 de Abril | Westway Lab, Guimarães, 24h00. Bilhetes a 3€ via CCVF

http://www.nastiomosquito.com/    http://lamaquina.com.pt/

 

16.04.2014 | por franciscabagulho | angola | 0 comentários

Indépendance Cha Cha, Ângela Ferreira, LISBOA

No espaço Lumiar Cité, 15.04 - 01.06.2014

Inauguração Conferência “Divining the City: Urban Planning and Everyday Life in Central Africa” por Filip De Boeck Conversa com Ângela Ferreira, Jürgen Bock e Elvira Dyangani Ose

Ângela Ferreira apresenta uma nova obra, inspirada pela sua participação na Bienal de Lubumbashi 2013 (República Democrática do Congo), constituída por uma escultura que evoca a arquitetura colonial dos anos 50 presente no centro urbano de Lubumbashi, capital de Katanga, província rica em minerais do então denominado Congo Belga. A escultura é articulada com as condições arquitectónicas do local de apresentação – neste caso, na sua primeira apresentação, o espaço Lumiar Cité – e serve ainda como ecrã para dois vídeos. Um dos vídeos documenta a performance organizada pela artista para a Bienal de Lubumbashi, na qual dois cantores apresentam o poema/canção “Je vais entrer dans la mine”, cantado na antiga língua predominante na região, o Kibemba. A letra fala de um homem que escreve à mãe sobre os seus medos em relação à morte, por ter sido forçado a descer às minas. No segundo vídeo, que dá o título à obra, a banda do Park Hotel de Lubumbashi interpreta “Indépendance Cha Cha”, hino emblemático dos movimentos de independência dos países francófonos, nos anos 60, escrito pelo músico congolês Joseph Kabasele, em Bruxelas, na noite em que foi alcançado um acordo, entre o governo belga e a comitiva congolesa, quanto à data de independência do país africano.

Ângela Ferreira (Moçambique, 1958) vive e trabalha em Lisboa. Entre as suas exposições individuais destacam-se: “Political Cameras”, Stills (Edimburgo, 2013); “Ângela Ferreira– Stone Free”, Marlborough Contemporary (Londres, 2012); “Carlos Cardoso–Straight to the Point”, Galeria Filomena Soares (2011); “Werdmuller Centre and Other Works”, Stevenson (Cidade do Cabo, 2010); “Hard Rain Show”, Museu Coleção Berardo (2008) e La Criée (Rennes, 2008); “Maison Tropicale”, Pavilhão Português da 52a Bienal de Veneza (2007); e “Em Sítio Algum”, Museu do Chiado (2003). Das suas exposições coletivas recentes destacam-se: 3a Bienal de Lubumbashi (2013); “Between Walls and Windows”, Haus der Kulturen der Welt (Berlim, 2012); “Appropriated Landscapes”, The Walther Collection (Neu- Ulm, 2011); “Monument und Utopia II”, Steirischer Herbst Festival (Graz, 2010); “Modernologies”, Museum of Modern Art in Warsaw (Varsóvia, 2010) e MACBA (Barcelona, 2009).

Este projeto resulta de uma parceria com a Fundação EDP e em colaboração com o Africa.Cont. Um agradecimento também à Culturgest pelo amável apoio à produção da exposição.

Lumiar Cité é um espaço da Maumaus.

Tel.+351217551570/ 213521155 lumiarcite@mail.telepac.pt | www.maumaus.org

15.04.2014 | por franciscabagulho | arte contemporânea | 0 comentários

Precarious imaging: Visibility surrounding african queerness, Dakar

07 MAY 2014 - 18 JULY 2014 (Opening: Tuesday 6 May, 6:30–8:30pm)

Raw Material Company, Dakar, Senegal

This act is set within the Dakar Biennale OFF program. In 38 out of 54 African countries homosexuality is illegal. The exhibition, curated by Ato Malinda and Koyo Kouoh, will explore this reality in the work of artists from Algeria, Nigeria, South Africa, Egypt and Kenya respectively: Kader Attia, Andrew EsieboZanele Muholi, Amanda Kerdahi M. and Jim Chuchu.

Except for South Africa all countries have stringent laws against homosexuality, in which same-sex intercourse leads to incarceration. It is the history of activism that with visibility come human rights. But what is to be done when visibility incites violence against the minority? The shared condition of precariousness implies that there will be casualties. There has been evidence of pre-colonial homosexuality, although this is not the primary focus of this exhibition, it is no doubt of interest to many. The exhibition includes photography, video, installation and performance.

Seminar – “Our Bodies: Loving Self, Identity & Personal Liberties”  12–14 May

“Today I believe in the possibility of love; that is why I endeavour to trace its imperfections, its perversions.”   Frantz Fanon

Fanon, the father of what is considered postcolonial studies, traces the affects of colonialism not just on the mere physical geography of land and territory but rather, what is considered more damaging, the scares, traces and imprints of colonialism on the geographies of the physical body. Fanon’s statement about love is an invitation to embark on a journey of true liberation from the chains of colonialism to attain personal liberties. True liberation is embracing and loving our bodies and ourselves. “Our Bodies: Loving Self, Identity & Personal Liberties” is a three-day seminar of personal development and enrichment. Building on the primary subject of the exhibition Precarious Imaging through communal dialogue, personal narrative, and interpersonal exercises, we will engage with Fanon’s possibility of love.

14.04.2014 | por franciscabagulho | body, contemporary art, Identity | 0 comentários

Nástio Mosquito @ Lux Frágil, 17 Abril, LISBOA

28.03.2014 | por franciscabagulho | angola, música | 0 comentários

AfrikPlay, Abril 2014, Lisboa

Música no Quotidiano

A programação do Afrikplay | Filmes à Conversa de abril de 2014 é dedicada ao tema “Música no Quotidiano”, com documentários de três países diferentes (Angola, Tanzânia e Botswana).

São três filmes completamente díspares entre si, quer nos contextos sociais que captam quer nas técnicas de realização utilizadas. No entanto, a música e as musicalidades que caracterizam os quotidianos filmados são o seu elo em comum, quer tenham contornos mais contemporâneos, quer estejam enraizadas em tradições ancestrais.

Cada sessão conta com um convidado, que comentará o filme e conduzirá o debate com a audiência.
As sessões são de entrada livre e abertas ao público em geral.

+ infos

1 Abril: É Dreda Ser Angolano (Rádio Fazuma. 65′, 2007)

Com Marta Lança (Rede Angola)

ISCTE-IUL, Ed. I, Auditório J.J. Laginha, 18h00

Este documentário apresenta um dia passado na Luanda pós guerra, viajando num Kandongueiro sintonizado na rádio “Feita por gente, com gente e para toda a gente.” Uma Luanda que abana as ancas com os beats, que ri com as “historinhas” e que, de vez em quando, provoca murros no estômago. Com participações dos Ngonguenha, Mck, Shunnoz, Sbem, Fridolim, Turbantu, Afro e Laranja, entre muitos.

27.03.2014 | por franciscabagulho | angola, música | 0 comentários

'Nada Colonial é Inocente'

Na próxima sexta-feira, dia 21 de Março. Miguel Vale de Almeida dará uma aula aberta na Universidade de Coimbra, no âmbito do Doutoramento  ‘Patrimónios de Influência Portuguesa’ do CES, sob o título ‘Nada Colonial é Inocente’.

17.03.2014 | por martalanca | colonial | 0 comentários

New Maps for Africa?

Seminário “New Maps for Africa? Contextualising the ‘Chinese model’ within the Ethiopian and Kenyan paradigms of Development”, com Prof. Elsje Fourie

09.03.2014 | por martalanca | Africa, maps | 0 comentários

Infame projeto de lei homofóbica no Uganda

O infame projeto de lei “antigay” no Uganda acaba de ser assinado pelo presidente Yoweri Museveni. 

Assine e mostre aos líderes do Uganda que não nos vamos calar:

www.allout.org/pt/kill-the-bill

26.02.2014 | por franciscabagulho | homofobia, Uganda | 0 comentários

O Anticolonialismo da Imagem Militante à Guerra das Escritas. UNIPOP, Próximo Futuro I Gulbenkian I LISBOA

Maria-Benedita BastoMaria-Benedita BastoEsta comunicação estrutura-se em dois eixos que se cruzarão a dado momento da intervenção. No primeiro trata-se de apresentar uma reflexão sobre o cânone estético moçambicano elaborada durante a luta de libertação moçambicana e publicada em dois jornais de circulação internacionalista, Mozambique Revolution (1969) e Lotus/Afro-Asian Writings (1971), intitulada “The Role of Poetry in the Mozambican Revolution”. O segundo eixo procura analisar as dinâmicas das escritas dos guerrilheiros da Frelimo nos jornais que publicavam nas bases e campos de treino. Em ambos os casos, trata-se de material de arquivo, em parte inédito e/ou muito pouco estudado.

Por circulação internacionalista entendo (numa aparente tautologia) as circulações que visam criar laços desfazendo ao mesmo tempo identidades fixas nacionalistas. É como classificaria então o caso da circulação de ideias e pessoas nos anos 60/70, i.e., nos anos que correspondem ao início da formação dos movimentos anti-coloniais das colónias portuguesas e ao período das lutas de libertação. Iniciadas quando uma grande parte do continente africano já estava independente, estas lutas acabam por se inserir numa ordem mundial diferente sobretudo graças ao impacto que Cuba ( e a América latina) vai ter no conjunto dos modelos e representações da revolução e dos militantes revolucionários. Uma das suas contribuições é, sem dúvida, a sobreposição entre vanguarda estética e vanguarda revolucionária que se traduz, numa estetização acrescida da militância e assim, novas achegas para os temas centrais da arte desde a revolução de Outubro: os pares colectivo/indivíduo, forma/fundo, arte/real, nacional/internacional.

Numa primeira parte, “The Role of Poetry in the Mozambican Revolution”, estabelece uma periodização da literatura moçambicana partindo, sem citar, de Frantz Fanon (um autor incómodo dado o desencontro político ocorrido); na segunda parte apresenta o novo cânone, recorrendo de um modo bastante inesperado à noção situacionista/letrista de “détournement”. Não é assim o território “nacional” mas a circulação internacionalista das representações da luta que enfocam também esta proposição de cânone estético.

Quanto às escritas dos guerrilheiros, irá interessar-me sobretudo pôr aqui em perspectiva a antologia organizada pelas instâncias centrais da Frelimo, em 1971, e os poemas publicados pelos guerrilheiros nos seus jornais locais, poemas que serviram precisamente de material para essa publicação. O que aqui estará em jogo são então as possíveis maneiras de escrever o colectivo e por aqui se vem cruzar o primeiro eixo. Subjacente à antologia está a ideia de uma oposição colectivo/indivíduo que esta obra deveria resolver optando pelo primeiro termo. Nas experimentações estéticas dos jornais, as escritas fazem funcionar uma equivalência entre os dois termos da qual resulta uma outra dinâmica: uma prática revolucionária imprópria que ao mesmo tempo desorganiza e concretiza a militância anti-colonial, na postulação de uma utopia feliz de descolonização do saber. 

Maria-Benedita Basto, Paris Sorbonne/CRIMIC-IMAF

 

A segunda sessão do 4º Observatório de África, América Latina e Caraíbas tem lugar no próximo Sábado, dia 1 de Março, às 15h, no Aud.3 da Fundação Calouste Gulbenkian. O tema será A arte do comum e a produção da cultura: O Anticolonialismo da Imagem Militante à Guerra das Escritas. A entrada será livre, mediante inscrição prévia. Consultem a programação.

25.02.2014 | por martalanca | Anticolonialismo, imagem, unipop | 0 comentários

Diponível online | Seminário "Pós-Colonialismo - Um Percurso Teórico", com Prof. Ana Mafalda Leite

No dia 20 Fevereiro realizou-se mais uma sessão dos Seminários CEsA 2014, sobre Pós-Colonialismo - Um Percurso Teórico, com a Professora Ana Mafalda Leite.
A gravação áudio da conferência já se encontra disponível online para consulta, no canal YouTube do CEsA e napágina inicial do site do CEsA.
Para consultar o programa completo dos Seminários CEsA, clique aqui.

Ana Mafalda LeiteAna Mafalda Leite

22.02.2014 | por martalanca | Ana Mafalda Leite, estudos pós-coloniais | 0 comentários

Diponível online | Seminário "Pós-Colonialismo - Um Percurso Teórico", com Prof. Ana Mafalda Leite

Ana Mafalda LeiteAna Mafalda LeiteNo dia 20 Fevereiro realizou-se mais uma sessão dos Seminários CEsA 2014, sobre Pós-Colonialismo - Um Percurso Teórico, com a Professora Ana Mafalda Leite.
A gravação áudio da conferência já se encontra disponível online para consulta, no canal YouTube do CEsA e napágina inicial do site do CEsA.
Para consultar o programa completo dos Seminários CEsA, clique aqui.

22.02.2014 | por martalanca | Ana Mafalda Leite, estudos pós-coloniais | 0 comentários

Festa de Antropologia, Cinema e Arte, ZDB, LISBOA

Quinta, 6 de Março às 21h30 na ZDB

Festa de Antropologia, Cinema e Arte – Western: Sahara + Xupapoynãg

A ZDB associa-se ao Núcleo de Antropologia Visual e da Arte, do CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), na primeira edição da Festa de Antropologia, Cinema e Arte (FACA)

Desde meados do século passado que a antropologia tem sido questionada e se questiona sobre as representações que produz sobre o ‘outro’. A sessão de abertura da FACA centra-se nesta problemática, recorrendo a dois exemplos contemporâneos em que o ‘outro’ é responsável pela sua própria representação. O documentário ‘Xupapoynãg’ foi produzido por um professor e realizador indígena, do Brasil, que tem dedicado a sua vida a registar os diversos traços culturais do povo Maxakali. A segunda obra, ‘Western: Sahara’, acompanha o processo de produção de um trailer para um filme western imaginário. Recorrendo a este género cinematográfico um colectivo de realizadores saharaui reflecte sobre a sua cultura, história e luta contra a ocupação da sua terra por Marrocos.

A festa continua no 49 da ZDB com o colectivo de djs Golpe de Estado.

“WESTERN: SAHARA”

com a presença do Colectivo Left Hand Rotation

Doc. 2013, 45′, Espanha/Sáhara Ocidental, produção da Escola de Cinema Abidin Kaid Saleh, Pensart cultura, Colectivo Left Hand Rotation.

‘Western: Sahara’ documenta o processo de produção de um trabalho audiovisual participativo nos acampamentos de refugiados saharauis, em Tinduf (Argélia). Partindo da elaboração de um trailer como peça de difusão mediática, os participantes imaginam um filme western sobre a criação do estado Saharaui.O Saara Ocidental é a última colónia que falta libertar em África. Há mais de 37 anos, quando Espanha abandonou o povo saharaui, Marrocos ocupou o território perante a permissividade internacional. Actualmente, existem mais de 200.000 refugiados em terras argelinas. O povo saharaui debate-se entre continuar uma resistência pacifica ou voltar às armas. Abidin Kaid Saleh é a única escola de cinema localizada num acampamento de refugiados. A sua existência confirma a aposta do povo saharaui no cinema como ferramenta de criação de imagens auto-representativas. A capacidade desta arte para descrever o agora e para criar, de forma colectiva, o que em breve será história, torna-a na arma, por excelência, para a afirmação da auto-determinação e de luta contra o esquecimento mediático…

XUPAPOYNÃG de Isael Maxakali
Doc, 2012, 16′ Minas Gerais, Brasil, produção Pajé Filmes. As lontras invadem a aldeia para vingar a exploração e morte de seus parentes, caçados e devorados pelos humanos. Cabe às mulheres travar uma batalha para expulsar os invasores…

Sobre a FACA

Ao longo das últimas décadas, a antropologia e a arte têm explorado confluências e contaminações. Os antropólogos têm sentido uma necessidade crescente de utilizar suportes não verbais para dar corpo a um conhecimento fenomenológico que emana do seu objecto, enquanto que os artistas têm recorrido cada vez  mais a conceitos e sensibilidades etnográficas, na esteira do que Hal Foster denominou por “ethnographic turn”.

A FACA é um evento que pretende debater estas questões, apresentando, durante quatro dias, alguns dos trabalhos contemporâneos mais interessantes realizados em Portugal e e no estrangeiro. Esta festa apoia-se sobre dois eixos principais: antropologia & cinema e antropologia & arte, apontando para a transversalidade e para o encontro entre essas três áreas.

+info:  FACA | CRIA | Paje Films | Left Hand Rotation. Entrada: 2€  | reservas@zedosbois.org

20.02.2014 | por franciscabagulho | antropologia, cinema | 0 comentários

Re-Move, exposição de Sofia Pidwell e Yonamine, LISBOA

CURADORIA Natxo Checa

Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, de 25 Fevereiro a 27 de Abril. 

Não existindo um caminho lógico para a descoberta das leis do Universo, encontram-se Sofia e Yonamine para estabelecer uma realidade evidente, fruto da sua colaboração. Uma expressão
entendida como fluxo natural, radicada em processos intuitivos e actos espontâneos. É dos seus actos indispensáveis, que se trata este exercício, esta exposição na FASVS.
Como em todas as colaborações, a questão primordial consistiu no modo como duas entidades tão diferenciadas se podem relacionar sem que uma anule a outra. Neste caso, o método criativo de um dos autores, Yonamine, pela sua abordagem espacial disseminadora e cumulativa, revelou-se, naturalmente, como a plataforma de entendimento comum, e o exercício essencial residiu na aceitação do outro (na qualidade do que é diferente), para além desta constatação.
Numa recente exposição, Sofia Pidwell apresentava uma série de desenhos abstractos de formas orgânicas, onde se destacavam imagens fractais, pormenorizadas, que a natureza por vezes nos oferece. Se tentássemos estabelecer uma classificação taxonómica, atendendo ao carácter fractal dos desenhos, eles fariam parte do grupo estocástico: apesar de possuírem um
padrão, os pormenores não se replicam, são indeterminados e têm a sua origem num evento aleatório. São fruto do acaso, da espontaneidade e da intuição.
O trabalho de Yonamine pouco ou nada tem de abstracto. Porém, o seu manancial criativo radica na intuição, enquanto faculdade primordial. Partindo de uma leitura do mundo pós-
-capitalista, Yonamine construiu um arquivo pessoal aleatório de imagens e símbolos da cultura mass media globalizada.
A sua composição, como um mural cheio de história(s), revela, ao acaso, acontecimentos desportivos, logótipos, imagens – ora de sexo explícito, ora de personagens políticos, ora de
estereótipos culturais – junto a palavras de ordem, e outras, subvertendo leituras e sentidos que se manifestam e reorganizam para uma reflexão irónica numa prática artística contemporânea, descentrada dos cânones da cultura dominante.
Em RE-MOVE temos um cadáver esquisito escrito por desenho, pintura, colagem, imagens icónicas e populares, e matéria pictórica. A linguagem manifesta-se como afirmação gráfica
em sobreposições intervencionadas, corrigidas, acrescentadas, sobrepostas, num tira e retira, mostrando os frutos da complementaridade ou dos excessos dos universos criativos dos autores. Um lugar que a razão percebe mas não determina.
Natxo Checa, Fevereiro 2014.

19.02.2014 | por franciscabagulho | arte contemporânea | 0 comentários

Oficinas de Corpo e Voz, Jorge Parente, LISBOA

19.02.2014 | por franciscabagulho | corpo | 0 comentários

Noite PRÍNCIPE, 2º aniversário MUSICBOX, 21 de Fevereiro, LISBOA

Sexta-feira, 21 de Fevereiro, a Príncipe – a editora e promotora das Noites homónimas mensais acolhidas no aliado fundamental, desde o primeiro dia, Musicbox - celebra o seu segundo aniversário (com direito a bolo e tudo) numa epopeia nocturna recheada com o seu quadro de honra de artistas que tem vindo a produzir alguma da mais vibrante e inovadora música de dança alguma vez produzida em Portugal, para fruição do planeta, como se tem vindo a comprovar.

Nesta festa, DJ Marfox vs DJ Nervoso, Blacksea Não Maya DJs, DJ Nigga Fox, DJ Firmeza vs DJ Liofox, DJ Maboku vs DJ Lilocox e Niagara, todos subirão ao palco para a extravaganza mais certa a viver numa Noite. Agora, como quando brindamos ao primeiro aniversário, reiteramos o convite ainda mais convictos do seu valor: a todos os nossos amigos que resistem e sobrevivem na capital do outrora dito Império, a todos os curiosos e os de visita, seja qual for a vossa idade, cor de pele, orientação sexual, dinheiro na carteira, roupa no corpo: as Noites Príncipe são para todos os que vêm para dançar música daqui e agora noite adentro esquecendo o mundo lá fora. Saúde!

mais info: Musicbox 

17.02.2014 | por franciscabagulho | batida, Funáná, house, kizomba, kuduro, musica dança, techno | 0 comentários