Os vivos, o morto e o peixe frito, de Ondjaki

LIVRARIA DA TRAVESSA - BOTAFOGO I Rio de Janeiro

 4 de março, 19h
rua voluntários da pátria, 97
    […] Em Lisboa, no dia em que a selecção de futebol angolana defronta a selecção portuguesa, num minúsculo apartamento, irão juntar-se caboverdianos, angolanos, são-tomenses, guineenses, moçambicanos e portugueses, mais o bebé na barriga da futura noiva, as cervejas, a pistola, o futuro noivo, a comida, os diamantes na barriga do padrinho e o vizinho morto que ainda adora futebol.
    Portugal nunca tinha vivido um dia assim!
JJMOURARIA:Atendo pelo internacional nome de Jota Jota Mouraria, originário barrigalmente das terras de S. Tomé e Príncipe, mas já vindo ao mundo nesta capital lisboeta de frios e tanta africanidade. É verdade: Jota Jota Mouraria… (pausa) O “Jota Jota” é de raízes familiares, o “Mouraria” é de afinidades urbanas, muito prazer minha senhora…


03.03.2015 | por martalanca | o morto e o peixe frito, ondjaki, Os vivos | 0 comentários

A Construção de um Símbolo

03.03.2015 | por martalanca | império, Padrão dos Descobrimentos | 0 comentários

Arte e Feminismo & WikiD Edit a Thon Lisboa 2015

Encontro de edição colectiva na Wikipedia

7 de Março das 10h às19h

Local: Labart | Universidade Lusófona, Campo Grande

Entrada livre

Inscrições: editathonlx@gmail.com

Em 2011 a Wikimedia Foundation realizou um inquérito sobre quem editava  na Wikipédia e descobriu que menos de 10% dos seus contribuintes se identificava como feminino. Enquanto as razões para esta discrepância entre géneros pode ser um assunto de debate, o seu efeito prático é objectivo.  A falta de participação feminina na produção de artigos na Wikipedia gera uma distorção nos conteúdos disponíveis, o que representa uma ausência alarmante na construção deste repositório de partilha de conhecimento cuja importância é cada vez maior.  Os problemas de género na Wikimédia encontram-se bem documentados. (inquérito em + informação)

É neste contexto que surge Arte e Feminismo & WikiD | Edit a Thon Lisboa 2015, encontro que conjuga numa só 1ª edição os dois eventos que se realizam  em Nova Iorque dias 7 e 8 de Março: Art+Feminism Edit-a-Thon no Museum of Modern Art dia 7 e  WikiD –Women Wikipedia Design organizado por ArchiteXX dia 8.

Lisboa alia-se deste modo a mais de 30 cidades ao realizar este encontro global de edição na Wikipédia focada em assuntos relacionados com arte, arquitectura e feminismo. Queremos ajudar a mudar a situação. Quer colaborar e participar? Faça parte.

Haverá um workshop de inicio à edição na Wikipédia, materiais de referência, debate e uma sessão colectiva de edição. Traga o seu laptop, ficha para ligação à corrente, ideias e artigos para entradas na Wikipédia a precisar de edição ou para novas entradas a serem criadas. 


As inscrições estão abertas até dia 5 de Março. Todos os materiais e demais informações relacionadas com o evento serão enviados aos inscritos. 

+ informação:
a nossa página Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Encontro/Edicao/Lisboa/Artefeminismo                              Facebook: https://www.facebook.com/artefeminismolx/info?tab=page_info&edited=nameorganizadores: http://artandfeminism.tumblr.com/ e https://www.facebook.com/events/416274511860793/evento pelo mundo: http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Meetup/ArtAndFeminisminquérito 2011: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/76/Editor_Survey_Report_-_April_2011.pdf

26.02.2015 | por martalanca | arte, feminismo, WikiD | 0 comentários

Souls’ Landscapes, 27 Fev. (6ª Feira) às 21h30 no Espaço Espelho d’Água, LISBOA

O Espaço Espelho d’Água apresenta a ante-estreia da performance Souls’ Landscapes concebida e executada por Uriel Barthélémi em parceria com o artista plástico Rigo 23, a estrear em Março, na 12ª Bienal de Sharjah, Emiratos Árabes Unidos.

Souls’ Landscapes é uma performance concebida a partir da leitura de “Les Damnés de la Terre” de Frantz Fanon, que incorpora música, movimento, luz e texto. Nesta performance, junta-se a  Barthélémi o material literário de Fanon (figura maior do movimento dos povos Africanos rumo à autodeterminação) veiculado em forma de spoken word pelo actor oriundo do Benin Joel Lokossou, e o movimento de dois bailarinos de Popping (a linha mais minimalista da dança hip-hop) Entissar Al Hamdany e Fabrice Taraud.

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Souls’ Landscapes  (entrada gratuita)

Dia 27 de Fevereiro (6ª Feira), às 21h30 no Espaço Espelho d’Água, Lisboa  Av. Brasília, S/N (ao lado do Padrão dos Descobrimentos). 1400-038 |LISBOA  t: 21 301 0510

ler+

23.02.2015 | por franciscabagulho | ... | 0 comentários

Concentração: contra a violência policial

Luta contra a violência policial perpetuada há mais de 3 década nos bairros e contra a classe social desfavorecida. Questionamos o tipo de policia e a sua actuação; e exigimos direito a ter direitos, a não ser espancados, e a ocupar espaços públicos na nossa comunidade.

Não obstante a consciência colectiva negra de que nós, estudantes e trabalhadores negros e negras, somos as principais vítimas da brutalidade da Polícia nos bairros, sublinhamos que essa mesma violência é também infligida, de forma sádica e independentemente da cor, a todas e todos aqueles que percorrem esse espaço geográfico e sociológico denominado “ghetto”. Esta atitude indiscriminada de extrema violência da polícia para com estudantes e trabalhadores brancos e brancas nos bairros, tem como objectivo veicular a mensagem de que, quem quer que se aproxime do espaço ghetto – subentenda-se, o espaço natural dos negros −, será tratado tal e qual qualquer outro negro do ghetto! Esta violência é mais uma forma de fragmentar a sociedade pois só fortifica, entre os estudantes e trabalhadores brancos, uma tendência de apartheid, historicamente construída e reproduzida, e intrínseca a esta organização política e económica das sociedades onde vivemos. A constatação, leva-nos a considerar imperativo a unidade na acção de todas e todos aqueles que moram nos bairros e a solidariedade militante dos restantes trabalhadores para com esta luta.

 

Ler aqui a descrição do mais recente ataque ocorrido na Cova da Moura. 

10.02.2015 | por martalanca | concentração, Cova da Moura, Plataforma Guetto, repressão policial | 0 comentários

Tintin Akei Kongo (2015)

Tintim no Congo (1931) é o segundo álbum da famosa série de BD do autor belga Hergé. Foi-lhe encomendada pelo jornal conservador Le Vingtième Siècle e conta a história do jovem repórter Tintim e o seu cão Milú enviados para o então Congo belga para escrever sobre acontecimentos nesse território. Embora tenha reconhecido sucesso comercial e tornado-se derradeiro para definir a indústria de BD franco-belga, este álbum tem recebido duras críticas pela sua atitude racista e colonialista perante os congoleses, retratando-os como atrasados, preguiçosos e dependentes dos europeus. Hergé é sobretudo acusado de persistentemente alinhar a sua visão com o mais baixo denominador comum sem se questionar do racismo explícito ou das políticas coloniais que já eram criticadas por artistas e intelectuais francófonos do seu tempo. Ler aqui a crítica de Pedro Moura. 


Tintin Akei Kongo é uma tradução de Tintin au Congo em lingala, a língua oficial do Congo. A tradução foi comissariada por um artista e foi feita em colaboração com um tradutor oficial durante a sua residência artística na ilha de Ukerewe na Tanzânia. Esta tradução faz parte da linhagem de detournements como Katz [livro destruído por alterar o famoso Maus de Art Spiegelman], Noirs [os Estrumpfes Negros ficam todos azuis] ou Riki Fermier [em que o Petzi desaparece da sua própria BD], livros apontados de autoria provável ao grego Ilan Manouach. O artista, consciente das propriedades materiais da edição original, cheia dos seus potenciais significados, tornou explícitos os aspectos formais do objecto: o novo livro é um fac-simile da edição original e manteve os padrões de produção industriais das BDs “clássicas”. O objectivo desta aventura não é somente a reinterpretação do trabalho do autor para reinventar as intervenções possíveis sobre uma obra comissariando uma tradução, nem enfatizar a importância do discurso e da auto-referência para indicar a BD simultaneamente como linguagem e lógica de sistema. 
O objectivo é não só “reparar” um erro histórico tornando acessível este trabalho na língua daqueles que lhes interessa, os oprimidos, os insultados. Revela as escolhas tácticas de quem traduz obras. Não é de surpreender que afinal na África pós-colonial ainda se use o francês ou o inglês como línguas oficias para questões de Educação, Legislação, Justiça e Administração? Tintin au Congo reflecte as opinião da burguesia belga dos anos 30. Esta concepção do povo do Congo ou pura e simplesmente de qualquer negro visto como uma grande criança é uma parte da História do Congo tal como Os Protocolos dos Sábios de Sião fazem parte da falsa propaganda anti-semita na História dos Judeus. O Tintim no Congo tinha de ser traduzido para lingala!
Uma identidade nacional não é só criada por um processo interno de cristalização, de consolidação constante do que é a sua cultura nacional, mas também é definida pelas pressões oferecidas pelo exterior. Tintim no Congo, a versão original na língua francesa é ainda uma das BDs mais populares na África francófona. O facto de ainda não existir uma edição congolesa, fará lembrar ao leitor de Tintin Akei Kongo que a promoção cultural não é só governada por lucro ou outros valores de mercado. Ao juntar lingala às 112 línguas traduzidas no Império Tintim, Tintin Akei Kongo revela pontos cegos na expansão dos conglomerados da edição. 
Tintin Akei Kongo será apresentado no Festival de BD de Angoulême.

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05.02.2015 | por martalanca | 5eme Couche, BD, racismo, Tintim no Congo | 0 comentários

Congresso Luso Afro Brasileiro

O tema do XII CONLAB - “Imaginar e Repensar o Social: Desafios às Ciências Sociais em Língua Portuguesa, 25 anos depois”, o primeiro a realizar-se após a criação, em Salvador da Bahia, da AICSHLP, propõe ser um catalisador de uma reflexão que recupere a trajetória dos onze congressos realizados, apontando os ganhos que as ciências sociais e humanas dos Sete tiveram e as pontes construídas para a sua consolidação enquanto áreas de saber e a busca de um maior protagonismo no espaço global da produção conhecimento, ainda marcado por clivagens epistemológicas, teóricas e políticas condicionando, quando não subalternizando o fazer ciência em língua portuguesa.

Organização: CESNOVA e FCSH/NOVA - 1 a 5 de FEvereiro na FCSH - UNL. 

Site do CONLAB XII. 

 

30.01.2015 | por martalanca | Congresso luso-afro-brasileiro | 0 comentários

Complexo das Escolas de Arte em Luanda

 

O Complexo das Escolas de Arte (CEARTE), que foi inaugurado no passado dia 5 de Janeiro, em Luanda, abre 375 vagas nas áreas artísticas para o ano lectivo 2015. As candidaturas decorrem até 6 de Fevereiro.

O complexo que está localizado na zona de Camama, na cidade de Luanda, é a primeira academia de artes em Angola, e trata-se de uma infraestrutura com capacidade para receber 2500 alunos nas áreas de Artes Visuais e Plásticas, Dança, Música, Teatro e Cinema.

A nova instituição integra 20 salas de aulas, uma biblioteca, um internato, um auditório com 300 lugares, um pavilhão polidesportivo, um anfiteatro ao ar livre com 400 lugares, um laboratório de informática, um laboratório de física e um laboratório de química. 

O CEARTE destina-se à formação de profissionais – intérpretes, criadores e docentes –  em diversas áreas culturais, inserindo-se no domínio do ensino artístico especializado. A instituição é estruturada para compreender três níveis de ensino que se articulam e complementam, nomeadamente o elementar, médio e superior.

Para o ano lectivo 2015, abriram no total 375 vagas: 96 vagas para a área da dança, 60 para as artes visuais e plásticas, 119 para a música e 100 na área do teatro. O prazo para as inscrições começou no dia 26 de Janeiro e termina a 6 de Fevereiro.

30.01.2015 | por martalanca | Escola de Artes, Luanda | 0 comentários

Foreigners in the Maghreb and Maghreb abroad: health and social issues

El Mouradi Club Kantaoui – Sousse - Tunisia January 26-27-28, 2015

PROGRAM

Monday, January 26 

10:00 - 10:30 - Introduction session, Coordinator and Organizer Communication.

10:30 - 11:00 -  Cancer and Mental Diseases in Egypt, Mostafa Mohamed Mostafa Yosef, Department of Community Medicine, Faculty of Medicine, Ain Shams University.

 

11:00 - 11:30 - Coffee Break

11:30 - 12:00. Societal Dialogue process and results, Imen Jaouadi, University of Carthage-CERP.

 

12:00 - 12:30 - Epidemiological profile of chronic disease in North Africa, Sana Jaballah, University of Manar-CERP.

 

12:30 - 13:00 La réforme du système de santé au Maroc,  El Messaoudi Moulay Driss et Otmane Mourtada, Institut Pasteur – Casablanca, Maroc

13:00 - 14:15 - Lunch

14:30 - 15:00 - “Scopes and spectacles, comparing NA migrations situations in EU contries from National general population survey” Paul Dourgnon,IRDES- France.

15:00 - 15:30.  Health system reform in Egypt , Dalia Gaber Sos Boles Department of Community Medicine, Faculty of Medicine, Ain Shams University.

 

15:45 19:00 - Guided sightseeing Sousse - Monastir

21:00               Free Dinner

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22.01.2015 | por martalanca | Maghreb, Tunisia | 0 comentários

Configuracoes_(im)provaveis

Os escritores moçambicanos Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa marcam, de forma indelével, o panorama da literatura moçambicana e africana em língua portuguesa. Em 1987, Ungulani Ba Ka Khosa publicou “Ualalapi”, romance sobre o passado colonial e sobre Ngungunhane que foi considerado um dos 100 melhores livros da literatura africana do século XX. Paulina Chiziane é a primeira escritora moçambicana negra. Em obras como “Niketche - uma história de poligamia” retrata a vida das mulheres africanas.

A riqueza literária e cultural das obras destes autores incita não apenas à leitura das obras mas também ao estudo de relações entre a escrita literária e outras práticas artísticas.

Para esta exposição, produzida em Maputo, convidámos Filipe Branquinho e Mauro Pinto, fotógrafos com um percurso internacional, a trabalhar a obra de um deste escritores. Surgem, assim, duas séries de cinco fotografias: Mauro Pinto visita a obra de Paulina Chiziane, as mulheres moçambicanas e o seu papel em práticas tradicionais; Filipe Branquinho lê Ungulani Ba Ka Khosa, recria espaços a partir do ponto de vista de personagens e, no seu trabalho, evoca a história e a memória de Moçambique.

Cada série forma uma narrativa. E neste espaço de ficção, fotografia e texto entrelaçam-se de novo, pois cada fotografia coabita com um excerto literário que remete para possíveis leituras. Geram-se, assim, configurações que nos apontam novos caminhos, alguns dos quais aparentemente improváveis.

 

15.01.2015 | por martalanca | literatura moçambicana | 0 comentários

Desobediência Civil - Plataforma Gueto

07.01.2015 | por martalanca | Desobediência Civil, LBC, Plataforma Gueto, rap | 0 comentários

2nd International Conference Africa and the Indian Ocean:Call for Papers

ISCTE-IUL . Lisbon . 9-10 April 2015

 

Please, send an email with your name, proposed title and short abstract to
aioconference2015@gmail.com

 

Deadline for submission of abstracts – 31 January 2015

Notification of accepted paper proposals – 15 February 2015

 

Organizers:

Ian Walker, Oxford University

Manuel João Ramos, ISCTE-University Institute of Lisbon

Preben Kaarsholm, Roskilde University

Date and place

This 2nd Thematic Conference of the CRG-AIO will take place at ISCTE-IUL, Lisbon, in 9th-10th April 2014. It proposes to bring together the CRG members and non-CRG researchers working on Africa in the Indian Ocean and who are interested in bridging disciplinary and regional borders in this field of study.

The 2-day Conference will be divided in four panels (on history, anthropology, international relations and security/conflict studies), on the general theme of understanding the complex interactions between Fluid Networks and Hegemonic Powers in the Western Indian Ocean.

 

 

Description and outcomesAs with the 2013 1st International Conference on Africa and the Indian Ocean, we intend to publish the results in a Conference book. The Conference will be an important preparation for the already selected CGR-AIO panel at the coming ECAS 6 – Paris, in July 2015. It will also be an important opportunity to strengthen the existing ties between CRG members, and bring not only East African but also Turkish, Arab and Indian researchers and research centres into closer partnership with AEGIS.

 

Thematic outline

Fluid Networks and Hegemonic Powers in the Western Indian Ocean 2nd International Thematic Conference on Africa and the Indian Ocean ISCTE-IUL, Lisbon, 9-10 April 2015

The Indian Ocean and Arabian Sea, with its extensive trade and circulation networks, has been characterized as one of the major “inter-regional arenas” within broader studies of processes of globalisation. These seafaring networks are some of the oldest in the world, and through the centuries persistent and resilient forms of transnational and transcultural communication have developed in the regions touched by it, interlinking the Horn of Africa, the African Indian Ocean islands and Eastern and Southern Africa to the Arabian peninsula, the western parts of the Indian subcontinent and even meaningful parts of the Southern and Eastern Asian regions. It is also a particularly sensitive area in security terms, presently harbouring major naval and aerial surveillance capabilities of both intra- and extra-regional military and economic powers.

The western Indian Ocean has thus been both a fluid space of intense exchanges between various local communities and a much-coveted setting for successive projects of hegemonic appropriations of human and material resources. The substantial flow of goods and people across it has, from time immemorial, attracted predatory and clandestine activities, which are today the pretext for maintaining an impressive security presence by member countries of NATO and for a display of military-naval affirmation of emerging powers such as India and China.

A comprehensive understanding of the conditions and implications of this multiple presence requires a multidisciplinary effort that has to take into account the underlying, and generally silent, reality of the existence of family-based networks (African, Arab, Indian, Armenian, Iranian and South-east Asian) who, assuming an ancient heritage, have ensured the continuation of flows between the different countries connected by the Western Indian Ocean by resiliently adapting themselves to ever-changing balances of power, to the impositions of external interveners and to the bargaining vectors of local and regional predators.

The present Conference sets forth to analyse the deep-rooted immersion of the populations of the eastern coasts of Africa in the vast network of commercial, cultural and religious interactions that extend to the Middle-East and the Indian subcontinent, as well as the long-time involvement of various exogenous military, administrative and economic powers (Ottoman, Omani, Portuguese, Dutch, British, French and, more recently, European-Americans).

On the side-lines of an inward-looking vision of Africa shared by most African Union countries, which have only recently begun to develop a fledgling security policy and a strategy of development of the African coastline, various agents from East African countries have sought to manage and develop existing networks in a transnational logic supported by historical ties that come from the old triangular trade facilitated by the monsoon regime, linking these coastal regions to the Arabian Peninsula and South-east Asia.

07.01.2015 | por martalanca | 2nd International Conference Africa and the Indian Ocean | 0 comentários

Palestina: Colonialismo, Racismo e Resistência

Com intervenções de António Guerreiro, António Louçã, Boaventura Sousa Santos, Bruno Peixe Dias, Carlos Vidal, Inês Espírito Santo, Nuno Teles, Renato Teixeira, Shahd Wadi, Wissam Al-Haj.

Depois do acto falhado dos Acordos de Oslo de 1992 e dos recentes ataques a Gaza em Agosto de 2014, parece-nos que é tempo de voltar a pensar a situação Israelo-Palestiniana, com objectividade mas não, forçosamente, neutralidade. Procuraremos reflectir sobre o contexto histórico que resultou na criação do Estado de Israel nas suas dimensões, contraditórias e problemáticas, nacionalistas e colonialistas, as especificidade das formas de governo e administração que aí se foram desenvolvendo, bem como as estratégias de resistência a essas mesmas forma de governo.
Neste sentido, parece-nos importante trazer à discussão não apenas a actualidade que faz a agenda informativa dos noticiários, mas também os processos históricos que podem contribuir para uma análise crítica do presente; não apenas os aspectos militares do exercício do poder e da ocupação territorial, mas também os aspectos culturais mobilizados para a produção e naturalização de comunidades imaginadas. Daí seguiremos até à situação actual e à discussão das soluções que têm sido avançadas: dois povos dois estados ou um único estado multicultural e multinacional? Porquê e como?

Local: Atelier RE.AL
Rua Poço dos Negros 55, 1200-336 Lisboa
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Entrada Gratuita

05.01.2015 | por martalanca | colonialismo, palestina, racismo, Resistência | 0 comentários

Este corpo que me ocupa

Foi ontem lançada, no Atelier Real, em Lisboa, a publicação do BUALA intitulada ESTE CORPO QUE ME OCUPA. 

Contou com uma pequena introdução de Marta Lança, leituras de Cláudio da Silva, Clara Pinto Caldeira, e apresentações de António Brito Guterres (Rede Cidade) e Yuri Sousa (luz e sangue). 

A revista conta com a particiação de: 
Ana Bigotte Vieira/ Andrew Esiebo / António Brito Guterres / Ato Malinda / Bruno Lamas / Candela Varas / Clara Caldeira / Cláudio Da Silva / Edgar Oliveira / Egbert Alejandro Martina / Francisca Bagulho / Hélène Veiga Gomes / Isabel Lima / Maria Mire / Marta Lança / Miguel de Barros / Mónica Sofia Vaz / Patricia Schor / Pedro Moura / Rita Bras / Rita Natálio / Sara Rosa Espi / Simone Frangella / Simon Njami / Tiago Mesquita Carvalho / Yuri Sousa Lopes Pereira.

Custa 8 eur e pode encomendar por aqui: info@buala.org

 

A revista que nunca mais chegava… chegou por fim pela mão de Este corpo que me ocupa, nome que dava título em 2008 à performance de João Fiadeiro e que agora, casualmente ou não, coincide com a reposição da peça em Lisboa. Este corpo que me ocupa tem não só uma grande carga poética como contém, também, um passado, destino familiar e coletivo marcado pelo exílio e pela prisão, e profundamente trespassado pela morte de uma irmã. Um corpo com buracos que se esvazia até quase ao desaparecimento e que, por não poder desaparecer, tem de encher-se consigo próprio. Uma performance e uma nota biográfica de João Fiadeiro que, tal como esta revista, transita entre o poético, o político e o íntimo.

Continuar a ler o editorial.

 

 

17.12.2014 | por martalanca | corpo, Este corpo que me ocupa, revista | 0 comentários

solidariedade com os/as moradores/as dos bairros, 5ª feira, dia 18 de Dezembro, às 18.00 em frente a Câmara Municipal da Amadora

Na próxima 5ªfeira, dia 18 de Dezembro celebra-se o Dia Internacional do/a Migrante e este ano realiza-se uma acção de solidariedade com os/as moradores/as dos bairros auto-construídos da Amadora para denunciar os abusos dos seus direitos à habitação cometidos pela Câmara Municipal e forças policiais.

Esta acção está a ser organizada pelo SOS Racismo, em conjunto com os moradores dos bairros da Amadora (6 de Maio, Santa Filomena e Reboleira), Habita, activistas e outras organizações/colectivos.

É preciso mobilizar o maior número de pessoas para estarem presentes na 5ª feira, em frente à Câmara Municipal da Amadora, e os/as moradores/as destes bairros sentiram que não estão sós nesta luta.

A luta continua pelo Direito à Habitação e contamos com a tua presença.

Video de divulgação da acção do dia 18 de Dezembro 

Para mais informações sobre Santa Filomena e outros bairros.

17.12.2014 | por martalanca | bairros, Reboleira, santa filomena, SOS Racismo | 0 comentários