COMBATE DE NEGRO E DE CÃES, Teatro Griot

de Bernard-Marie Koltès I encenação de Zia Soares
produção Teatro GRIOTco-produção Teatro José Lúcio da Silva
Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)  27 de março | Dia Mundial do Teatro
Sex às 21h30 Bilhetes aqui
Combate de negro e de cães é uma tragédia noturna que se instala num território fechado: um enclave de brancos cercado por uma noite que não lhes pertence.
Nas torres de vigia, pressentem-se os guardas negros que vivem uma contradição estrutural: são servos e vigias, proteção e ameaça, interior e exterior ao mesmo tempo. São a fronteira sonora entre os mundos — as chamadas guturais que ecoam na noite mantêm o cerco, mas fazem-no vibrar, abrindo fendas.
A frágil normalidade do enclave é perturbada pela chegada de Alboury, um homem negro que atravessa o cerco para reclamar o corpo do irmão, Nuofia, morto no estaleiro dos brancos em circunstâncias suspeitas. Ele recusa-se a partir sem o corpo.
Entre as buganvílias e o limite da visibilidade, as explicações falham por excesso: palavras que desviam, justificam, omitem. O conflito adensa-se entre estratégias que se acumulam e se anulam.
Não há esperança: o corpo desapareceu e não será devolvido.
Alboury lidera e opera uma revolta que não se anuncia: o trágico é um assédio sonoro, territorial, imparável.


O Teatro GRIOT dá continuidade à sua investigação sobre como o poder se organiza, como a linguagem o sustenta e como a presença do outro o desestabiliza. Com Combate de negro e de cães, aprofunda a relação com o universo de Bernard-Marie Koltès, iniciada em 2024 com Na solidão dos campos de algodão.

Texto: Bernard-Marie Koltès
Tradução: Jorge Tomé
Revisão estilística: Thomas Coumans
Encenação: Zia Soares  
Interpretação: António Simão, Matamba Joaquim, São José Correia, Thomas Coumans  
Cenografia e Figurinos: Neusa Trovoada
Música e Design de Som: Xullaji
Design de Luz: Ricardo Campos
Tradução e elocução dos textos em Wolof: Mamadou Ba
Apoio à cenografia: Marco Peixoto
Confeção de figurinos: Fernanda Santos
Assistência: Anca Usurelu, Grazie Pacheco
Produção: Teatro GRIOT
Co-produção: Teatro José Lúcio da Silva
Apoios: Câmara Municipal de Leiria, Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga, Batoto Yetu, BANTUMEN, Polo Cultural Gaivotas Boavista, Teatro do Bairro
Projeto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Agradecimentos: A Barraca Teatro, Associação Passa Sabi, Gi Carvalho, Jorge Gonçalves, Junta de Freguesia da Misericórdia, Luís Gomes, Matheus de Alencar, Rui Pina Coelho
Classificação etária: 16+ | Duração: 120 minutos

26.03.2026 | por martalanca | teatro griot

FilmLab Moçambique,

A REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL, uma iniciativa da AAMCM - Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, em parceria com a EKRAN Eventos e a Parallax Produções (em Cabo Verde) e a Tela Digital Media Group (em São Tomé e Príncipe), com financiamento da Cooperação Portuguesa - Camões I.P. através do programa PROCERIS, e apoio do CCFM – Centro Cultural Franco-moçambicano, abriu candidaturas para o FilmLab Moçambique, em colaboração com o KUGOMA 2026, que terá lugar em Maputo, de 25 de Agosto a 5 de Setembro de 2026.

Este laboratório de cinema oferece uma oportunidade única de formação intensiva, onde seis participantes selecionados/as irão trabalhar diretamente com profissionais experientes do setor.

Durante o FilmLab, @s participantes irão adquirir ferramentas práticas para a preparação de pitch, fundraising e distribuição de cinema, aprender estratégias de apresentação de projetos a nível internacional, e explorar modelos empreendedores de divulgação e exibição dos seus conteúdos.

Com o compromisso da REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL com a igualdade de género e a valorização de vozes diversas, o FilmLab Moçambique privilegiará (pelo menos 50%) candidaturas de mulheres e pessoas não-binárias, contribuindo para um setor audiovisual mais inclusivo e representativo.

Os projetos selecionados terão ainda a oportunidade de ser escolhidos para integrar a Agência de Curtas-metragens PALOP, ampliando o seu alcance regional e internacional.

Se és um@ jovem cineasta ou videasta dos PALOP ou de Timor-Leste, tens um projeto em desenvolvimento ou um filme em pós-produção e queres levá-lo ao próximo nível. Se resides em Moçambique ou tens oportunidade de conseguir garantir a tua viagem, a REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL oferece alojamento e per diem durante estas duas semanas de capacitação e intercâmbio.

Candidaturas até 25 de Abril, através do formulário online, aqui: https://forms.gle/QgKJeKEeCxAqZjnq9

Regulamento: https://drive.google.com/file/d/1QWUNDTtzHm0yQvKVQpLYki7sSGhVey7e/view?usp=sharing

Gravação da Sessão de Esclarecimentos: https://youtu.be/d8VOvzQkzWE?si=z-CVa4U7MxvCgU39

FAQ: https://drive.google.com/file/d/1540_x1EqhpjkI8CL_6qwAOpsP-u5l-cW/view?usp=sharing

Mais informações: redecinemapaloptl@gmail.com

26.03.2026 | por martalanca | FilmLab Moçambique

Os Direitos Humanos numa imagem

A exposição “Direitos Humanos numa Imagem”, com curadoria do MEF (Movimento de Expressão Fotográfica), inaugura na NOVA FCSH no dia 8 de abril. Um total de 10 fotografias impressas em telas gigantes irão ficar suspensas no átrio da Torre B, convidando todos a refletirem sobre a experiência global dos direitos humanos. 

A sessão inaugural decorre dia 8 de abril às 15h30, no Auditório B1 da NOVA FCSH, com uma conversa entre a escritora Djaimilia Pereira de Almeida, a investigadora Teresa Flores da NOVA FCSH e os curadores Tânia Araújo e Luís Rocha. A entrada é livre e a conversa irá guiar-nos pelos sentidos e apropriações das imagens fotográficas.

A exposição nasce de um convite lançado ao MEF pela Mosaiko – Instituto para a Cidadania, em novembro de 2022. Na cidade de Luanda, em Angola, 18 jovens participaram na oficina “Direitos Humanos numa Imagem”, um espaço de aprendizagem e criação onde a fotografia foi utilizada como ferramenta de reflexão sobre os direitos humanos. A experiência reforçou o compromisso com a promoção de uma cultura de direitos humanos em diferentes contextos, criando uma ponte visual e simbólica entre jovens angolanos através da linguagem universal da imagem.

O MEF desenvolveu “Direitos Humanos numa Imagem” com o propósito de sensibilizar jovens para a importância dos direitos humanos através da prática artística da fotografia. Partindo da convicção de que a arte pode ser um instrumento de transformação pessoal e social, a iniciativa propôs um percurso de aprendizagem técnica e criativa, no qual os participantes construíram narrativas visuais inspiradas na sua interpretação dos princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Dos trabalhos resultantes, foram selecionadas 10 fotografias, que agora compõem a exposição que estará patente, até dia 5 de maio, na escadaria da Torre B da NOVA FCSH. As fotografias têm como autores/as: Lucas Kianeca, Graciana Chamba, Tavarosc Idalvares, Enoque Suvica, Likwasseno (Armindo Licuassa), Alone Kandongo Educador e Waldemar Muhongo.

De 8 Abr a 5 Mai 2026.

foto de Graciana Chambafoto de Graciana Chamba


25.03.2026 | por martalanca | fotografia

LIMBO / KUMINA - de Victor de Oliveira

Kumina, a peça mais recente, vai estar em cena no TBA, em Lisboa, entre 26 e 29 de Março.

Nas livrarias a  16 de Abril 

«Sou tudo isto, e mesmo que pareça estar a separar-me de uma parte de mim, 

sou tudo isto continuamente.»

LANÇAMENTO 29 de Março, 19h, no Teatro do Bairro Alto  (depois da apresentação da peça Kumina), Lisboa, com o autor, Francisco Frazão e Marta Lança.


22.03.2026 | por martalanca | Limbo, Victor de Oliveira

Úlcera, Útero | Incidências

«O livro, extraordinário, reúne as reflexões de um jornalista que sabe pensar o mundo, e o vai questionando, através das grandes questões do nosso tempo:  o estado das democracias, o futuro do jornalismo e o papel das redes sociais, o passado, o presente e o futuro da relação Europa-África, os direitos humanos… E isto numa ficção que, citando Calvino (“As Cidades Invisíveis”), tem simultaneamente em Lisboa o cenário e a personagem central, que vai moldando e sendo moldada pelos demais personagens que a habitam (alguns, hilariantes), ilustrando como o ambiente urbano fabrica e se reflecte nas experiências  e na vida de todas elas».

Teresa Pina, Profª Universitária (ISCTE).

Ex-Directora Amnistia Internacional.pt.

Ex-Jornalista Sic-Notícias (10 anos). 

continua…

 

Úlcera, Útero / Imprensa ( TV, Rádio ).

 

18.03.2026 | por martalanca | Brassalano Graça

Vislumbre – Residência de Criação Documental em Odemira

O Doc’s Kingdom e o Cinema Fulgor anunciam nova residência de criação documental em Odemira, programa que apoiará um/a cineasta ou artista residente em Portugal na realização de uma curta-metragem no concelho de Odemira. As candidaturas podem ser enviadas até ao dia 22 de março. Esta iniciativa, co-organizada por Doc’s Kingdom e Cinema Fulgor, com o apoio do programa Odemira Criativa, tem como objectivo promover a realização de uma curta-metragem de não-ficção no concelho de Odemira.

O programa compreende um período de residência de criação em Odemira, durante o mês de maio de 2026, com o acompanhamento das entidades organizadoras. É oferecido alojamento no centro da vila de Odemira e serão proporcionados encontros com pessoas guardiãs de histórias, experiências e saberes dos lugares e das comunidades de Odemira. Após o período de residência, a montagem e a pós-produção do filme serão realizadas de forma autónoma, de modo a apresentar o filme no Doc’s Kingdom 2026, em novembro.

Vislumbre visa estimular a criação artística e documental em Odemira, apoiando cineastas e artistas residentes em Portugal na produção de obras inovadoras que explorem questões contemporâneas e promovam novas narrativas sobre o território local. Podem candidatar-se artistas e cineastas de qualquer nacionalidade residentes em Portugal, sem restrições de idade, fase da carreira, desde que já tenham realizado pelo menos um filme com exibição pública. Será concedida uma bolsa no valor total de 8.000€, além das despesas de alojamento e deslocação associadas à presença em Odemira. Sempre que possível, as entidades organizadoras prestarão apoio à produção e pós-produção da obra, tanto a nível artístico como logístico. As candidaturas podem ser submetidas até 22 de Março de 2026.

O regulamento e mais informações podem ser consultados através do link


11.03.2026 | por martalanca | doc's Kingdom

Não são águas passadas

Neste sábado, 07/03/2026, a partir das 16h, acontece uma sessão super especial do Cineclube da Linha de Sintra. Será exibido NÃO SÃO ÁGUAS PASSADAS, filme da realizadora Viviane Rodrigues, em parceria com o produtor Brunno Constante, que aborda a ausência de reconhecimento do papel português no tráfico transatlântico.
A programação contará também com debate, livros, Black City Krew e Falas Afrikanas.
Esperamos por vocês!

Espaço Cultural Mbongi_67Praceta António Sérgio, 4AMonte Abraão, Queluz

06.03.2026 | por martalanca | colonialismo, lisboa

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental,

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental, revisitamos o seu legado político e simbólico; a resistência e ameaças a Cuba. Conversa com Raquel Ribeiro. Dia 7 março, às 15h, na Boutique da Cultura, em Carnide, no contexto das atividades do ATRIUM.moderação de Marta Lança 

06.03.2026 | por martalanca | Cuba, tricontinental

As Fugas de Hannah, NowHere Lisboa

07 de março, 19:00, Entrada livre
As Fugas de Hannah (2026, 12’), de Bárbara Bergamaschi e Nathalia Rech.
A partir de imagens de arquivo, o filme-ensaio imagina os três meses em que Hannah Arendt viveu em Lisboa antes de partir para o exílio nos Estados Unidos. Inspirado no poema “W.B.”, dedicado a Walter Benjamin, o filme cruza memória e fabulação para pensar a condição do imigrante, o deslocamento e os limites entre fronteiras e nação.
Lisboa surge como cidade de passagem, ontem e hoje, lugar de suspensão para quem vive a experiência do exílio e do “não-lugar”, onde um mundo se desfaz, mas pode sempre recomeçar.
A sessão contará com a presença da realizadora Bárbara Bergamaschi, cineasta, professora e crítica de cinema, cujos filmes foram exibidos em festivais no Brasil, Portugal, Índia e França. Doutorada em Literatura pela PUC-Rio, é associada da ABRACCINE e da FIPRESCI e integra a equipa de programação do Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde, qualificado para os Óscares. Após a exibição, terá lugar uma conversa com Pedro Duarte, Professor de Filosofia da PUC-Rio, investigador do CNPq, da Faperj e da FCT, tradutor de Hannah Arendt no Brasil e autor de diversos livros.
A apresentação conta ainda com a parceria dos vinhos Fictício e das comidinhas Delícias Valim, que acompanharão o encontro.
Entrada livre, sem restrição de idade.
NowHere Lisba / Estrada de Chelas 41A, Lisboa

06.03.2026 | por martalanca | Hannah Arendt, Walter Benjamin

Afro-Sul: feira do livro de África e sul global

Dia 24 de janeiro, dia mundial da cultura africana e afro descendentes, a Lulendo & Fábrica Braço de Prata lançaram “AFRO-SUL”, uma feira de livros de África e o Sul Global. Foi um pré-lançamento bem sucedido.
No 07 de março, em homenagem às mulheres, vamos oficialmente arrancar o projecto ” Afro-Sul” com uma feira de livros exclusivamente de mulheres.Vamos igualmente ter um concerto com a ” BANDA LULENDO” onde as vocalistas principais serão mulheres super talentosas. DJ SET, com uma mulher incrível.
A AFRO-SUL é um projecto que terá lugar uma vez por mês, ao longo do ano, na fábrica braço de prata. O foco são os livros, mas, teremos outras atividades culturais paralelas e complementares.
Vamos juntos construir um projeto sólido e duradouro. UBUNTU

Programa 07 de Março

 

Abertura para montagem: 11h

 

•⁠  ⁠Feira do livro

•  Feira de artesanato e design.

•⁠  ⁠Delícias da gastronomia local.

 

Abertura ao público: 12h00.

 

12h00-14h00: Delícias da ⁠gastronomia local : Moamba, Cachupa, Calulu, Kitutes e outras iguarias. A refeição será vendida até mais tarde.

 

Painel I: 14h00 - 15h00 História de mulheres e empoderamento.

Conversas, leituras e declamação de poemas com: Antonieta Rosa Gomes, Isabel Ferreira,  Mabel Cavalcante e Cida Barbosa.

 

Painel II: 15h00-16h00   Feminismos do Sul Global - práticas, narrativas e produções culturais de mulheres de contextos colonizados e pós-coloniais.

Inocência Mata, Luzia Moniz e Sandra Poulson

 

16h-16h30: pausa

 

Painel III: 16h30-17h30 Bárbara Veiga e Roselyn com Catarina

 

 

Painel IV: 17h30 -18h00 A questão da mulher no Islão - África e Sul Global

Conversa : Farhana Akter e  Catarina Pombo Nabais

 

Painel V: 18h00-18h30 Leitura e declamação de poemas com Regina Correia, Luísa Fresta e Alda Barros.

 

18h30: Inauguração da exposição com artista N’taluma e Dilia Fraguito

 

Painel VI: 19h-19h30 : “Eco-Elas”- Ouvir palavras de mulheres, leitura coletiva em voz alta. Com Déa Paulino

 

Painel VII: 19h30-20h30 Raízes e Rotas: Narrativas de Identidade e Memória na Diáspora.

●         Casas e Raízes - O Poder dos Espaços na Formação da Identidade.

●         Exploração do simbolismo do espaço físico e emocional, a Casa em “Casa 75” e Pousaflores como pontos de encontro entre passado e presente.

Conversa com Aida Gomes, Branca Clara das Neves com moderação de Marta Lança

 

21h30: Concerto BANDA LULENDO - Pry Antunes, Mukongo, Queen Suh , Ricardo Campos, Jery Bidan, Luís Vasco e Star no Beat.

 

23h00: DJ Set - INDI MATETA

03.03.2026 | por martalanca | AFRO-SUL

A Maldição do Açúcar

Sessão pública do primeiro episódio da série com a presença da realizadora Mathilde Damoisiel e do Historiador Miguel Bandeira Jerónimo, na Quarta-Feira dia 4 de Março às 18h no Museu do Aljube, em Lisboa. 

A série conta com 2 episódios de 52 mins é uma coprodução Wonder Maria Filmes (Portugal), Inicia Filmes (Espanha) e Hauteville (França), para a ARTE, RTP, Movistar+, RTS e está disponível no RTP Play.

SINOPSE 

Conhecemos os seus malefícios, mas não a sua história… Em cinco séculos, o açúcar construiu um império e moldou o nosso mundo. Escravatura, trabalho forçado, exploração da terra: nos lugares sacrificados à sua monocultura, ontem como hoje, esta investigação histórica revela o amargo preço da nossa dependência coletiva da sua doçura.

 

25.02.2026 | por martalanca | açúcar, escravatura

Mafolofolo

Artistas: MADEYOULOOK
Curadoria: Margarida Mendes

Abertura: 26 de fevereiro às 18h

Conversa com os artistas dia 26 de fevereiro às 17h
Patente até 23 de maio de 2026
Horário: de quarta a sábado das 15h às 19h

 

Inaugura a 26 de fevereiro, no Hangar - Centro de Investigação Artística, a exposição “Mafolofolo”, do colectivo MADEYOULOOK (Molemo Moiloa e Nare Mokgotho) oriundo de África do Sul, com curadoria de Margarida Mendes. A inauguração é precedida por uma conversa entre os artistas e a curadora.

“Mafolofolo” é uma instalação sonora, que surge após sete anos de investigação no Norte da África do Sul. O colectivo procurou compreender os múltiplos ciclos de perda e retorno relacionados com a terra, interessando-se pelas relações profundas e duradouras com o território que permanecem, apesar da longa duração da existência turbulenta e desestabilizadora da África do Sul. Narram a história particular deste lugar e o seu potencial procurando a intimidade, espiritualidade e a interdependência com a terra e a vida não humana. Através disto, descobrem um trajecto de cura que poderá salvaguardar as terras das quais encontramos sustento.

“Mafolofolo” oferece estratégias para a reparação, através do rastreio histórico da instalação sonora que faz referência a canções populares africanas de resistência pela libertação. Desta forma traça uma história de violência, racismo, exploração e desapropriação contínua, com urgências contemporâneas prementes, ao mesmo tempo que propõe uma oportunidade para fomentar diferentes imaginários de relação com o território.

O coletivo artístico MADEYOULOOK tem exposto, publicado e organizado programas em diversos contextos, incluindo como artistas representantes do Pavilhão da África do Sul na Bienal de Veneza em 2024. A instalação “Mafolofolo” exibida no Hangar  é uma iteração de uma comissão da documenta fifteen,  que contou com a curadoria de ruangrupa.

Esta exposição estará patente no espaço expositivo do Hangar até ao dia 23 de maio de 2026. A entrada é livre.

 

Sobre o coletivo


 

MADEYOULOOK é um coletivo artístico interdisciplinar sediado em Joanesburgo, formado por Molemo Moiloa e Nare Mokgotho. As obras de MADEYOULOOK partem de práticas quotidianas negras que foram historicamente negligenciadas ou consideradas inconsequentes. Estes trabalhos incentivam uma reobservação e um processo de desfamiliarização do quotidiano da vida urbana sul-africana. Ao retrabalhar e interromper as formas como observamos as experiências vividas negras e o quotidiano, somos “levados a olhar novamente” e a questionar as relações sociais.

Desde 2009, o trabalho de MADEYOULOOK tem abordado temas como modelos de memorialização de histórias e tradições orais, o amor negro e o espaço público urbano, as formas e hierarquias de criação e disseminação do conhecimento, bem como as socialidades da terra e as relações com a vida vegetal. O coletivo desenvolve diferentes abordagens centradas sobretudo em instalações intertextuais, encontros, programas discursivos, investigação e edição/publicação. Embora a prática de MADEYOULOOK esteja significativamente orientada para dinâmicas de sociabilidade e relacionalidade fora do espaço expositivo, estes projetos culminam frequentemente em exposições.

MADEYOULOOK tem exposto, publicado e organizado programas em diversos contextos, incluindo como artistas representantes do Pavilhão da África do Sul na Bienal de Veneza, como artistas do lumbung na documenta fifteen, bem como em colaboração com Njelele (Zimbabué), Frac Pays de la Loire (França), KAdE (Países Baixos), Primary (Reino Unido) e várias iniciativas na África do Sul. Em 2022, foram bolseiros do programa DAAD Artists-in-Berlin. Foram também nomeados para o Vera List Centre Prize for Art and Politics, da The New School, Nova Iorque, em 2017, e para o prémio MTN New Contemporaries, em 2012. 

 

Sobre a curadora
Margarida Mendes integrou na equipa curatorial da 11ª Gwangju Biennale, 4ª Istanbul Design Biennial, 11ª Liverpool Biennale, e 3ª Porto Design Biennale. Dirigiu diversas plataformas educacionais, como escuelita, uma escola informal do Centro de Arte Dos de Mayo - CA2M, Madrid; O espaço de projectos artísticos The Barber Shop em Lisboa dedicado à pesquisa transdisciplinar; e a plataforma de pesquisa ecológica Matter in Flux. Foi membro fundador do Laboratório da Torre, um laboratório de cinema independente dedicado ao cinema analógico realizado por artistas no Porto; e participou em vários coletivos artísticos, como o canal online de vídeo exploratório e reportagem documental Inhabitants-tv.org; e Natural Contract Lab, um coletivo que trabalha com justiça restaurativa e direitos fluviais em toda a Europa.

Margarida Mendes é Doutorada pelo Centre for Research Architecture, Goldsmiths University of London, Professora Convidada no Mestrado de Geo-Design na Design Academy Eindhoven, e investigadora afiliada ao ICNOVA. Programa no Hangar o laboratório de investigação artística ‘No Rasto do Lobo’ (2023-2026), e fez a curadoria da exposição ‘A Sphere Of Water Orbiting A Star’ de The Otolith Group (2023).

 
 

24.02.2026 | por martalanca | África do Sul, Mafolofolo

"Aqueçam-me para que eu possa partir para casa", Terra Batida 2025

Filme documental produzido pela plataforma Terra Batida com Lilly Baniwa, Olinda Yawar Tupinambá, Ziel Karapotó, Brisa Flow e Denilson Baniwa, 2025. Realização coletiva com imagens de Violena Ampudia e edição de Ian Capillé. Vídeo-documentário. Aprox. 6 min. Obra apresentada no contexto da exposição “Contra-feitiço”, de Denilson Baniwa, nas Galerias Municipais de Lisboa - Galeria Quadrum, instalada a partir do ciclo de performances “Nosso Wayuri”, em 15 de novembro de 2025. Todos os direitos reservados.

24.02.2026 | por martalanca | Terra batida

"Aqueçam-me para que eu possa partir para casa", Terra Batida 2025

Filme documental produzido pela plataforma Terra Batida com Lilly Baniwa, Olinda Yawar Tupinambá, Ziel Karapotó, Brisa Flow e Denilson Baniwa, 2025. Realização coletiva com imagens de Violena Ampudia e edição de Ian Capillé. Vídeo-documentário. Aprox. 6 min. Obra apresentada no contexto da exposição “Contra-feitiço”, de Denilson Baniwa, nas Galerias Municipais de Lisboa - Galeria Quadrum, instalada a partir do ciclo de performances “Nosso Wayuri”, em 15 de novembro de 2025. Todos os direitos reservados.

24.02.2026 | por martalanca | Terra batida

Episódios de fantasia e violência, p. feijó

Livraria Aberta e as edições Orfeu Negro convidam para a apresentação do livro EPISÓDIOS DE FANTASIA & VIOLÊNCIA, de p. feijó, no dia 27 de Fevereiro, sexta-feira, às 18h00, na Livraria Aberta, Porto. A autora p. feijó estará à conversa com Paulo Brás, livreiro e investigador em Literatura Comparada.

Os trovões lá fora tremem cá dentro. O retumbar está comigo, é eu.
Por um momento, o tempo pára na escuridão.

— p. feijó

Ensaio-poema autoteórico, EPISÓDIOS DE FANTASIA & VIOLÊNCIA estreou-se como leitura-performance em várias salas intimistas, entre Lisboa e Porto, e ganha nesta edição nova materialidade enquanto objecto-livro. p. feijó fala-nos de um mundo violento para com o que não é binário ou, em geral, não encaixa na experiência masculina dominante. Rememorando alguns episódios, tenta entender o papel e a natureza da fantasia pornográfica violenta, obscena, errada, e presta atenção ao corpo em metamorfose que incita a fantasia e a transformação noutros corpos. Esse processo contagioso de experimentação somática voluntária e involuntária é também uma monstruosidade que anuncia o fim deste mundo.
Sexta-feira, 27 de Fevereiro, apresentação de EPISÓDIOS DE FANTASIA & VIOLÊNCIA com p. feijó e Paulo Brás, às 18h, na Livraria Aberta, Porto.

**
Sábado, 28 de Fevereiro, p. feijó volta a apresentar a sua leitura-performance,
às 18h, no espaço do colectivo Asterisco, Rua de Pinto Bessa 409, Porto.

Ler um excerto do livro.

 

23.02.2026 | por martalanca | livro, p. feijó

Era das Repressões

Ciclo de conversas | Maneiras de Ver #11
Sexta-feira, 20 de Fevereiro, às 18h00
Conversa com António Brito Guterres, António Avelãs e Maria Grazia Rossi, com moderação de Fernando Ramalho
Livraria Tigre de Papel
Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa)

Liberdades de associação ou de reunião, sindicais ou universitárias, de consciência ou de expressão: há vários meses que o poder passou à ofensiva em toda a Europa. Em França, tem como alvo os habitantes dos bairros populares, que já lutam para fazer valer os seus direitos mais básicos. As autoridades britânicas prendem os defensores da Palestina, enquanto, na Nova Caledónia, Paris criminaliza qualquer forma de contestação. A exceção torna-se regra, o estado de emergência torna-se normal, sem que qualquer contrapoder realmente o impeça. Tudo isso em nome de uma segurança erigida como imperativo, mas reduzida às suas aceções militar e policial.

Nesta sessão partimos do dossiê «Era das Repressões», um conjunto de artigos publicados no número de janeiro da edição portuguesa do Le Monde diplomatique que procuram dar conta dessa ofensiva repressiva e autoritária contra movimentos políticos, sindicatos, ação coletiva, liberdades de associação, pensamento e expressão. Contaremos com a participação de António Brito Guterres, assistente social e militante da Vida Justa, António Avelãs, professor e dirigente sindical do SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, e Maria Grazia Rossi, académica e ativista da PUSP – Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina. A moderação ficará a cargo de Fernando Ramalho.

19.02.2026 | por martalanca | Le Monde diplomatique, repressão

A obra de Kamal Aljafari, no Batalha, Porto

A obra de Kamal Aljafari, realizador palestiniano e nome fundamental do cinema contemporâneo, debruça-se sobre a reconstituição da memória pessoal e coletiva, nomeadamente do povo palestiniano.

Nascido em Ramla, desenvolveu uma linguagem cinematográfica que expande os limites do cinema documental e ensaístico, transformando imagens de arquivo em ferramentas políticas e estéticas. Os seus filmes, exibidos em inúmeros festivais de cinema e celebrados pela crítica, centram-se em temas como a despossessão, a memória, o exílio e a importância material e simbólica do “arquivo”. É no contra-arquivo em construção — definido pelo realizador como “a câmara dos despossados” — que Aljafari permite a reiteração no mundo de histórias e de presenças que a ideologia sionista sistematicamente procura silenciar ou apagar — mas que sempre resistem.
No Batalha, recebemos o cineasta para a apresentação de uma masterclass e a exibição de uma seleção compreensiva da sua obra em cinema, incluindo a estreia no Porto do seu novo filme, With Hasan in Gaza.
Curadoria de Rita Morais

Rita Morais Realizadora e programadora. Mestre pelo Artists’ Film & Moving Image MA, na Goldsmiths, University of London, é membro da Cooperativa Laia, estrutura de apoio à criação artística, e do Laboratório da Torre, laboratório de cinema analógico gerido por artistas na cidade do Porto. Co-dirige a Miragem - arte cinemática na paisagem, na ilha do Pico, Açores. Os seus trabalhos têm sido exibidos nacional e internacionalmente em espaços e festivais como o Open City Docs (Londres, UK); Berwick Film & Media Arts Festival (Berwick, UK) Rockaway IFF (Nova Iorque, EUA), S8 - Mostra de Cinema Periferico (A Coruña, ES), SIM Gallery (Reykjavik, IS), A.P.T. Gallery (Londres, UK), entre outros.

Sessões

With Hasan in Gaza, Kamal Aljafari25fev202619:15FilmeMasterclass com Kamal Aljafari26fev202615:30MasterclassA Fidai Film, Kamal Aljafari14mar202619:15FilmeIt’s a Long Way from Amphioxus + An Unusual Summer20mar202619:15FilmeWith Hasan in Gaza, Kamal Aljafari25mar202615:15FilmeUNDR + Recollection26mar202619:15FilmeBalconies + The Roof29mar202617:15Filme

16.02.2026 | por martalanca | Kamal Aljafari

Arte, tecnologia e cosmologias contemporâneas em diálogo na nova programação da Escola das Artes

Curado por Joasia Krysa, com Nuno Crespo, Daniel Ribas e José Alberto Gomes

Artistas, tecnólogos criativos, curadores, escritores e pensadores reúnem contributos que atravessam múltiplas áreas temáticas: do espiritual e do mítico às infraestruturas sociotecnológicas e às lógicas (des)coloniais, projetando futuros especulativos. Entre fevereiro e maio de 2026, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa apresenta “Art + Tech x Cosmos =”, um ciclo que integra conferências, concertos, exposições e performances. A conferência de abertura realiza-se a 19 de fevereiro, com Joasia Krysa, curadora do programa, que estará à conversa com as curadoras de arte digital Val Ravaglia e Pita Arreola.

O programa “Art + Tech x Cosmos =” tem curadoria de Joasia Krysa com Nuno Crespo, Daniel Ribas e José Alberto Gomes, e explora como a arte e a tecnologia estão interligadas, como as práticas criativas respondem à crescente complexidade do mundo e como histórias e futuros diversos convergem para gerar novas formas. “Como o título sugere, o programa adota uma abordagem cosmológica, envolvendo-se com o pensamento tecnológico não ocidental e realidades multidimensionais partilhadas,” salientam os curadores.


“’Art + Tech x Cosmos =’ resulta do envolvimento da Escola das Artes com práticas artísticas experimentais no interior dos quais nascem diálogos e relações entre investigação, criação artística e os desafios sociais e culturais contemporâneos,” salienta Nuno Crespo, curador e diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa

Art + Tech x Cosmos = | Performances, Conferências, Concertos

Serão duas as performances ao longo do programa. A primeira realiza-se no dia 26 de fevereiro pelas 18h30. Danielle Brathwaite-Shirley apresenta uma performance imersiva e participativa que cruza o videojogo, a animação, o som e a narrativa ficcional. Através de tecnologias digitais interativas, a artista cria um espaço de confronto crítico e reflexão sobre identidade, poder e opressão sistémica. A 8 de abril é a vez de Günseli Yalcinkaya. Esta sessão propõe uma reflexão híbrida entre pensamento crítico e prática artística, cruzando investigação cultural, ficção especulativa e performance. Num formato que desafia as fronteiras entre conferência académica e acontecimento performativo, a artista convoca narrativas contemporâneas para questionar tecnologia, poder e imaginação coletiva, convidando o público a uma experiência simultaneamente intelectual e sensorial.

O programa de conferências de “Art + Tech x Cosmos =” reúne um conjunto de vozes de referência no cruzamento entre arte, tecnologia e pensamento crítico. Ao longo do ciclo, Legacy Russell, Diana Policarpo, Tabita Rezaire, o coletivo Keiken (representado por Hana E. Amori) e João Melo propõem reflexões que atravessam identidade, poder, espiritualidade, memória, ecologias digitais e futuros especulativos, explorando práticas artísticas e investigativas que questionam as infraestruturas tecnológicas e culturais contemporâneas. O programa encerra com uma conferência conjunta de Joasia Krysa e Libby Heany, que reúne perspetivas curatoriais e artísticas sobre arte, ciência e tecnologia, convidando à reflexão sobre práticas emergentes, investigação e imaginação de futuros possíveis.

A nova temporada dos Dashed Concerts prolonga-se até maio de 2026. O próximo concerto está agendado para dia 5 de março com Lime68k. A 16 de abril está confirmada a presença de Luca Argel, assim como João Pimenta Gomes (30 de abril) e Nuno Loureiro (14 de maio).

Até ao final do primeiro semestre de 2026, a Escola das Artes apresenta duas novas exposições integradas neste programa: uma dos Teatro Praga com inauguração em março e uma de Rodrigo Cass em maio.

De 29 de junho a 3 de julho, decorrerá a oitava edição da Porto Summer School on Art & Cinema, este ano em associação com XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture.  O tema em destaque será “Disobedience” enquanto prática artística e ideia, explorando as suas múltiplas formas, dinâmicas e limites.

Todos os momentos irão decorrer no Católica Art Center, estrutura que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea. O Católica Art Center integra a Sala de Exposições; o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.

Mais informações e programa disponíveis aqui: Art + Tech x Cosmos = Concertos, conferências, exposições e performances

09.02.2026 | por martalanca | escola das artes

Seminário: Diálogos Construtivos sobre o Património Colonial

Seminário 12 Fevereiro 2026 — 9h00 - 17h00Local Anfiteatro Manuel Valadares | Museu

Seminário do Projeto Contested Desires: Constructive Dialogues

Contested Desires: Constructive Dialogues (CDCD) é um projeto apoiado pela União Europeia que aborda os desafios atuais da Europa e do mundo. Reúne curadores de museus, artistas e investigadores que celebram a diversidade e promovem a inclusão, o diálogo e a colaboração criativa.

Este projeto visa sobretudo reunir artistas contemporâneos e comunidades locais que moldam e representam o património colonial europeu, através de um programa aprofundado de reinterpretação, acesso e reparação.
Este seminário apresentará algumas das residências artísticas realizadas no MUHNAC, promovendo simultaneamente a discussão e a reflexão crítica sobre o papel das artes na abordagem do legado colonial europeu.

PROGRAMA Program in english

09h00 - Acreditação

09h30 - Boas-vindas e introdução
Marta Lourenço | Diretora MUHNAC

10h00 - Projeto Contested Desires: Constructive Dialogues (CDCD) e o D6: Culture in Transit 
Clymene Christoforou | Diretora D6: Culture in Transit

10h30 - O Museu enquanto parceiro do projeto
Ana Godinho | Curadora da coleção de Etnografia, MUHNAC
Sofia Marçal | Coordenadora do Programa Arte, Natureza e Ciência, MUHNAC

10h45 - Pausa para café

11h00 - Legados invisíveis – O impacto da ciência colonial nas nossas perceções de beleza e identidade
Maya Louhichi | Artista Independente

11h30 - Residências artísticas no Museu: Partilha de experiências
Amaia Molinet | Espanha
Charmaine de Heij | Países Baixos
Claudio Beorgia | Itália
Paul Nataraj | Reino Unido

12h30 - Discussão 
Moderação: 
Catarina Simões | NOVA-FCSH / CHAM Centro de Humanidades
Sofia Marçal | Coordenadora do Programa Arte, Natureza e Ciência, MUHNAC

13h00 - Almoço

14h30 - O “Projeto Living Legacies”: Aproximar a coleção de instrumentos musicais coloniais do MUHNAC das comunidades de origem
Raquel Barata | Coordenadora do Núcleo Educativo e de Exposições, MUHNAC
Rocio Guerrero Marin | Artista
Letícia Brito | Coordenadora do projeto Heranças Vivas: Recontando a História

15h00 - Reflexões sobre o património colonial em Portugal e na Europa: Estado da Arte
Catarina Simões | NOVA FCSH / CHAM – Centro de Humanidades

15h30 - Pausa para café

15h45 - Património colonial e arte contemporânea
Marcio Carvalho | Investigador independente
Nuno Silas | Curador, IHC — UÉ / IN2PAST
Osias André | Artista visual

16h45 - Discussão final e sessão de encerramento
Moderação: Marta Lourenço | Diretora MUHNAC

18h00 - Inauguração das exposições das residências artísticas

Comunicações em inglês
Participação livre, com inscrição prévia obrigatória até 6 fevereiro
geral@museus.ulisboa.pt | 213 921 808

08.02.2026 | por martalanca | Património Colonial

PISA NO CHÃO DEVAGAR: Workshop com Joana Levi

Dias 14 e 15 de fevereiro / das 15h às 18h
Local: Espaço Parasita - Av. Infante Dom Henrique 334, Lisboa
Inscrições gratuitas: joana.levi@gmail.com
Este workshop está inserido no contexto da pesquisa de Joana Levi para sua nova criação “Câncer em Saturno”. A idéia de uma dramaturgia simbiótica será guia para experimentar e articular práticas e conceitos, poéticos e científicos. Exercícios que estimulam a simbiose entre corpo e voz, palavra e ação. Uma escrita performativa composta por pedaços de percursos, espaços, discursos que mobilizam afectos e contextos, que riscam, traçam, desdobram e dobram as palavras-sons de um corpo situado. Quando pensamos que corpos movemos?


JOANA LEVI (Rio de Janeiro, 1975) Criadora, performer e dramaturga, radicada em Lisboa desde 2017. É formada em Filosofia/ USP e mestra em Estética/ FCSH-Universidade Nova de Lisboa. Dedica-se a projetos experimentais e colaborativos que forjam uma cena atravessada por diferentes linguagens (da performance ao teatro, da dança ao pensamento filosófico) e que evocam relações de tensão, expressas em contextos e conflitos urbanos, coloniais e de género. Recentemente, criou as performances Primárias e Exóticas (2023) e Rasante (2020), e colaborou com Sónia Baptista, Ritó Natálio, Carlota Lagido, Gustavo Ciríaco, entre outres.  É artista integrante da PENHASCO Arte Cooperativa e da APNEIA COLECTIVA.
O projeto CÂNCER EM SATURNO conta com apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto I DGARTES – Direção-Geral das Artes e Fundação Calouste Gulbenkian. Coprodução: Teatro do Bairro Alto.

06.02.2026 | por martalanca | Joana Levi