MICARzinha

A MICARzinha é uma secção da MICAR - Mostra Internacional de Cinema Anti Racista, dedicada a crianças (+6 anos) e jovens (+12 anos), de entrada gratuita e de carácter não competitivo, que decorre na cidade do Porto, Portugal.

Encorajamos a submissão de filmes de todos os géneros (ficção, documentários, híbridos, animação e imagem real), que focam a temática do racismo, da imigração e das minorias étnicas. A Mostra é orientada para público escolar, dividindo-se em dois programas: +6 anos, para 1º e 2º ciclos, e +12 anos, para 3º ciclo e secundário.

Procuramos histórias que questionem estereótipos e que promovam valores de justiça social, contribuindo para a formação de um olhar crítico e consciente desde as idades mais jovens.

A MICARzinha acontece no Batalha Centro de Cinema, Porto, durante os dias da MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti Racista, a única mostra de cinema do género em Portugal.

O evento, com treze edições, é promovido pelo SOS Racismo com apoio da Câmara Municipal do Porto e o Batalha Centro de Cinema e o suporte de diversos parceiros institucionais. 

O Porto tem tradição de festivais de cinema de qualidade. Orgulhamo-nos de participar neste movimento e juntar o melhor dos diversos públicos, para debater a questão do racismo na sociedade e promover o acesso dos cidadãos e cidadãs aos espaços culturais da cidade.

Todos os filmes e eventos têm entrada gratuita.

//////

MICARzinha is a section of MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista (International Anti-Racist Film Festival), dedicated to children (+6 years) and young people (+12 years), free of charge and non-competitive, taking place in the city of Porto, Portugal.

We welcome submissions of films of all genres (fiction, documentaries, hybrid, animation and live action), focusing on the themes of racism, immigration and ethnic minorities. The Festival is aimed at school audiences and is divided into two programmes: +6 years, for primary school (Years 1–6), and +12 years, for lower and upper secondary school.

We are looking for stories that challenge stereotypes and promote values of social justice, helping to develop a critical and informed perspective from the earliest ages.

MICARzinha takes place at Batalha Centro de Cinema, Porto, during the days of MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, the only festival of its kind in Portugal.

Now in its thirteenth edition, the event is promoted by SOS Racismo with the support of Porto City Council, Batalha Centro de Cinema, and various institutional partners.

Porto has a strong tradition of quality film festivals. We are proud to be part of this movement, bringing together the widest possible audiences to discuss racism in society and promote access to the city’s cultural spaces for all.

All films and events are free of charge.

09.04.2026 | por martalanca | cinema, MICAR

Perve: três exposições e estreia ibérica de Mohamed Ahmed Ibrahim

Perve Galeria, em Alfama, assinala 26 anos de atividade com um programa expositivo especial distribuído por três espaços contíguos. As exposições “Sarab”“Ars Mater” e “2MM” ocupam, respetivamente, o n.º 19 da Perve Galeria, o n.º 17 — espaço original da galeria, onde há 26 anos funcionou o Art Café, primeiro núcleo do projeto — e a Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 13).

O principal destaque deste ciclo é a inauguração, no dia 14 de abril, entre as 17h00 e as 21h00, da exposição “Sarab”, na Perve Galeria (Porta 19), a primeira exposição individual do prioneiro artista emiradense, Mohamed Ahmed Ibrahim, em Portugal e na Península Ibérica

Com uma carreira amplamente reconhecida no contexto internacional, o artista representou por duas vezes os Emirados Árabes Unidos na Bienal de Veneza, nas edições de 2009 e 2022, afirmando-se como uma das figuras centrais da criação artística contemporânea do seu país. O artista estará presente na inauguração, bem como o curador Mo Reda, num momento de especial relevância para o panorama artístico contemporâneo em Portugal.

A exposição “Sarab” constitui a primeira parte do tríptico And Thus He Crossed Over, um projeto artístico desenvolvido colaborativamente por Mohamed Ahmed IbrahimMo Reda e a Perve Galeria. Inspirada na palavra árabe para “miragem”, a mostra propõe uma reflexão em torno da procura de um destino desejado, simultaneamente geográfico e metafórico, explorando as relações entre memória, perceção e ambiente. As obras apresentadas foram criadas entre 2023 e 2025, durante viagens por vários continentes, reunindo escultura, pintura e desenho.

No contexto deste novo ciclo, a mostra “Ars Mater”, dedicada aos 26 anos de atividade do Coletivo Multimédia Perve em Alfama, apresenta uma nova configuração, passando a instalar-se exclusivamente no espaço histórico do Art Café (Porta 17). Esta reorganização permite que cada exposição ocupe um espaço próprio neste conjunto arquitetónico singular do centro histórico de Lisboa. Reunindo obras de artistas fundamentais no percurso curatorial da galeria, “Ars Mater” propõe uma leitura das relações entre memória, tradição e contemporaneidade que têm marcado o seu programa ao longo de mais de duas décadas.

Completa este programa a exposição “2MM – Reinata Sadimba e Ernesto Shikhani”, patente na Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 19). Integrada nas celebrações dos 26 anos do Colectivo Multimédia Perve em Alfama, a mostra assinala também os 20 anos da primeira exposição que reuniu, na Perve Galeria, as obras destes dois mestres da arte moçambicana contemporânea. 

No âmbito desta celebração, a Perve Galeria assinala também a sua presença na plataforma internacional Artsy, passando a disponibilizar online as exposições atualmente patentes, oferecendo uma alternativa de visita para públicos que não possam deslocar-se presencialmente aos espaços em Lisboa. Entre os destaques desta nova presença digital encontra-se a mais recente exhibition Room dedicada a Mohamed Ahmed Ibrahim, criada no contexto da exposição “Sarab”, permitindo acompanhar a obra do artista e o enquadramento curatorial do projeto em ambiente digital.

Com este programa, a Perve Galeria celebra 26 anos de atividade através de três exposições, reafirmando a continuidade da sua missão de promover, em Portugal, práticas artísticas contemporâneas de forte relevância internacional e de fomentar o diálogo cultural entre diferentes geografias e contextos artísticos.

Para mais informações: www.pervegaleria.eu

08.04.2026 | por martalanca | exposição

Perve: três exposições e estreia ibérica de Mohamed Ahmed Ibrahim

Perve Galeria, em Alfama, assinala 26 anos de atividade com um programa expositivo especial distribuído por três espaços contíguos. As exposições “Sarab”“Ars Mater” e “2MM” ocupam, respetivamente, o n.º 19 da Perve Galeria, o n.º 17 — espaço original da galeria, onde há 26 anos funcionou o Art Café, primeiro núcleo do projeto — e a Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 13).

O principal destaque deste ciclo é a inauguração, no dia 14 de abril, entre as 17h00 e as 21h00, da exposição “Sarab”, na Perve Galeria (Porta 19), a primeira exposição individual do prioneiro artista emiradense, Mohamed Ahmed Ibrahim, em Portugal e na Península Ibérica

Com uma carreira amplamente reconhecida no contexto internacional, o artista representou por duas vezes os Emirados Árabes Unidos na Bienal de Veneza, nas edições de 2009 e 2022, afirmando-se como uma das figuras centrais da criação artística contemporânea do seu país. O artista estará presente na inauguração, bem como o curador Mo Reda, num momento de especial relevância para o panorama artístico contemporâneo em Portugal.

A exposição “Sarab” constitui a primeira parte do tríptico And Thus He Crossed Over, um projeto artístico desenvolvido colaborativamente por Mohamed Ahmed IbrahimMo Reda e a Perve Galeria. Inspirada na palavra árabe para “miragem”, a mostra propõe uma reflexão em torno da procura de um destino desejado, simultaneamente geográfico e metafórico, explorando as relações entre memória, perceção e ambiente. As obras apresentadas foram criadas entre 2023 e 2025, durante viagens por vários continentes, reunindo escultura, pintura e desenho.

No contexto deste novo ciclo, a mostra “Ars Mater”, dedicada aos 26 anos de atividade do Coletivo Multimédia Perve em Alfama, apresenta uma nova configuração, passando a instalar-se exclusivamente no espaço histórico do Art Café (Porta 17). Esta reorganização permite que cada exposição ocupe um espaço próprio neste conjunto arquitetónico singular do centro histórico de Lisboa. Reunindo obras de artistas fundamentais no percurso curatorial da galeria, “Ars Mater” propõe uma leitura das relações entre memória, tradição e contemporaneidade que têm marcado o seu programa ao longo de mais de duas décadas.

Completa este programa a exposição “2MM – Reinata Sadimba e Ernesto Shikhani”, patente na Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 19). Integrada nas celebrações dos 26 anos do Colectivo Multimédia Perve em Alfama, a mostra assinala também os 20 anos da primeira exposição que reuniu, na Perve Galeria, as obras destes dois mestres da arte moçambicana contemporânea. 

No âmbito desta celebração, a Perve Galeria assinala também a sua presença na plataforma internacional Artsy, passando a disponibilizar online as exposições atualmente patentes, oferecendo uma alternativa de visita para públicos que não possam deslocar-se presencialmente aos espaços em Lisboa. Entre os destaques desta nova presença digital encontra-se a mais recente exhibition Room dedicada a Mohamed Ahmed Ibrahim, criada no contexto da exposição “Sarab”, permitindo acompanhar a obra do artista e o enquadramento curatorial do projeto em ambiente digital.

Com este programa, a Perve Galeria celebra 26 anos de atividade através de três exposições, reafirmando a continuidade da sua missão de promover, em Portugal, práticas artísticas contemporâneas de forte relevância internacional e de fomentar o diálogo cultural entre diferentes geografias e contextos artísticos.

Para mais informações: www.pervegaleria.eu

08.04.2026 | por martalanca | exposição

Contos baralhados: doze micro-histórias para miúdos e graúdos

©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio

No dia 18 de abril, às 15h, na Casa Fernando Pessoa,  estreia em Lisboa Contos Baralhados.  

Trata-se do novo conto musicado das Histórias Magnéticas, com texto e música originais de Sérgio Pelágio, para a narração da atriz Isabel Gaivão. A sessão contempla também um ateliê e o lançamento do audiolivro. 

Serão ainda apresentados online doze filmes de vários artistas, criados a partir dos contos. 

Histórias Magnéticas é um projeto dirigido à infância, criado em 2009 por Sérgio Pelágio e que consiste na composição de bandas-sonoras para histórias infantis. O resultado é uma história-contada-concerto para guitarra elétrica (Sérgio Pelágio) e voz (Isabel Gaivão), à qual se segue um ateliê para o público participante. 

Até à data, o repertório das Histórias Magnéticas inclui oito contos de diferentes autores, tais como Umberto Eco, Isabel Minhós Martins, Miguel de Cervantes, Babette Cole, Alice Vieira e Clarice Lispector. E, desde 2019, também textos originais de Sérgio Pelágio, como é o caso deste Contos baralhados que agora vai ter estreia em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa.

Contos baralhados assenta numa estrutura diferente das Histórias Magnéticas anteriores, uma vez que esta é composta por doze micro-histórias sem aparente ligação entre si. São histórias muito pequeninas e muito rápidas de contar, com cerca de um minuto e meio cada. Sérgio Pelágio refere que “são uma espécie de apanhados. Situações em que às vezes somos apanhados no nosso dia a dia, mas que são muito divertidas e divertidas de contar também.” Baseadas em acontecimentos inverosímeis do quotidiano vividos pelo autor, estes momentos atravessam sonhos, pensamentos e situações que normalmente desvalorizamos, mas que se neles atentarmos, descobrimos um mundo paralelo muito divertido e surpreendente. Para habitar esse mundo são convocados nadadores-voadores, ciclo-poetas, otorrinolaringologistas e extraterrestres. 

A sessão é também um jogo com 12 cartas ilustradas e baralhadas que cada espectador(a) é desafiado(a) a ordenar enquanto escuta a narração. A sequência obtida será o ponto de partida para uma conversa-ateliê que termina com a montagem de um livro-harmónio.

Histórias Magnéticas é um projeto que se destaca pela sua forte componente pedagógica e pela eficácia junto de diversos públicos. Para além de Portugal, já teve apresentações em países como Espanha, França, Cabo Verde, Japão, Macau e Timor. Afirma Sérgio Pelágio: “Acredito que as crianças, mesmo não compreendendo o significado de todas as palavras que estão a escutar, podem lá chegar por outra via, nomeadamente a música. A presença da música pode ajudar as crianças a compreender o significado de um determinado texto. Pode ajudá-las a perceber, por exemplo, se se trata de um momento mais trágico, ou de um momento mais cómico.”

Contos baralhados é um espetáculo, com Sérgio Pelágio e Isabel Gaivão, que convida as crianças a uma experiência imersiva e que culmina num ateliê participativo, promovendo a imaginação, a expressão e o pensamento crítico. A apresentação de dia 18 de abril, na Casa Fernando Pessoa, integra o lançamento do audiolivro “Contos baralhados”, uma edição das Produções Real Pelágio, com design e ilustrações de Carlos Bártolo, e ainda a divulgação online de doze filmes da autoria de vários realizadores, videastas, artistas plásticos e animadores, que partiram destes contos para a imagem: Paulo Abreu, Sandra Rosa Dias, Diogo Salgado, Mariana Ramos, Patrícia Rego, Sofia Afonso, Gonçalo Pina e João Pedro Gomes. Toda a sessão terá interpretação em LGP. 

O álbum digital foi lançado em dezembro passado e encontra-se disponível na Bandcamp, neste link: https://spelagio.bandcamp.com/album/contos-baralhados.

Contos baralhados seguirá para Évora, em maio, no âmbito da programação regular da Companhia de Dança Contemporânea de Évora, onde será apresentado em duas sessões para escolas.

©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio

Sérgio Pelágio é um guitarrista conceituado, com um percurso entre o jazz e a música improvisada. 

Iniciou os seus estudos musicais em guitarra clássica aos 12 anos. Mais tarde, descobriu o Jazz e a música improvisada e tocou, entre outros, com David Liebman, Andy Sheppard, Norma Winston, John Abercrombie, Sylvia Cuenca, Bernardo Sassetti e Mário Laginha, com quem gravou o CD “Hoje” (1994). Em 1992, criou o grupo Idefix e editou o CD “Idefix live”. Compôs para os coreógrafos Paulo Ribeiro, Paula Massano, João Galante, Teresa Prima, entre outros. Em 1997, fundou com Sílvia Real as Produções Real Pelágio, e a dupla criou a trilogia Casio Tone, Subtone e Tritone. Apresentou-se em vários países na Europa, Brasil e EUA. Em 2002, editou “Bandas Sonoras para peças de Francisco Camacho e Vera Mantero 1993-97” (2002). Toca regularmente com o contrabaixista Mário Franco, com quem gravou o CD Our Door, Mário Franco Trio (2014) e “Rush”, Mário Franco Quinteto (2017). Editou, pela RP, o CD RIFF OUT (2022), e o CD “Para Gust 9723” (2023). Criou em 2009 o projeto para a infância Histórias Magnéticas, para o qual criou 9 contos musicados (apresentações em Portugal, Macau, Timor, Espanha, Cabo Verde, França e Japão), editou o CD “Histórias Magnéticas” (2018), e o livro e audiolivro “Não se deixem enganar! Um conto panfletário de 2019” (2023). Em dezembro de 2025, estreou “Contos baralhados”, a segunda história magnética com texto de sua autoria, no Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira. 

//

“O casamento” de Patrícia Rego

https://vimeo.com/1161138879?share=copy&fl=sv&fe=ci

“Sorte de uns” de João Pedro Gomes

https://vimeo.com/1156968782?share=copy&fl=sv&fe=ci

“O pica-pau” de Paulo Abreu

https://vimeo.com/1143033987?share=copy&fl=sv&fe=ci

CONTOS BARALHADOS

Sábado, 18 de abril, das 15h às 16h30

Casa Fernando Pessoa, Lisboa

M/6

Sessão com interpretação em LGP

Bilhetes: 5€ 

Ficha técnica 

Sérgio Pelágio :: texto original, composição, direção e guitarra elétrica

Isabel Gaivão :: narração

Carlos Bártolo :: design gráfico

Mariana Dias :: produção executiva

Susana Martins :: comunicação

Levina Valentim :: assessoria de imprensa

Apoios:: Antena 2, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Castelo Branco, SIB A Voz do Operário

PRODUÇÕES REAL PELÁGIO é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

MAIS INFORMAÇÕES

Website: https://www.realpelagio.org/hist%C3%B3rias-magn%C3%A9ticas

Facebook: https://www.facebook.com/ashistoriasmagneticas

Instagram: @real.pelagio

08.04.2026 | por martalanca | contos, infância

“Crepúsculo Moçambicano”

Celebração do 90º Aniversário de Malangatana arranca com a mostra “Crepúsculo Moçambicano” no Espaço Mira, no Porto

Exposição (pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, cinema e memorabília), lançamento de livro, leitura performativa, debate e colóquio

curadoria de Lurdes Macedo e Manuel Santos Maia

11 Abril a 23 Maio, de Quarta-feira a Sábado, 15h às 19h, Galerias MIRA (Espaço MIRA e MIRA Fórum)   Entrada livre 

PROGRAMA 

11 de Abril, 16h _ Inauguração da exposição “Crepúsculo Moçambicano” no Espaço Mira

15 de Abril, 15h _ Leitura performativa de poesia de autores de Moçambique 

9 de Maio, 16h _  Lançamento do livro “Malangatana: The Eye of the Crocodile”, de Richard Gray, MIRA Fórum 

6 de Junho, 16h _ Exibição do documentário “No Trilho de Malangatana: Do Legado à Memória” seguido de debate, no MIRA Fórum

30 de Junho, 16h _ Colóquio “Malangatana: Prática, Memória e Catarse”, no âmbito da II Escola de Verão de Estudos Africanos em Português 

ARTISTAS com obras em exposição: António Bronze; António Quadros; Alberto Chissano, Estevão Mucavele, Moira Forjaz; Malangatana; Reinata Sandimba, Rúben Zacarias, Shikhani, Titos Pelembe, Ulisses Oviedo, outros

AUTORES DE CRIAÇÕES DOCUMENTAIS: (Documentários Audiovisuais): José Paiva, Lurdes Macedo, Manuela Matos Monteiro e João Lafuente, Mutxhini Malangatana,  Simone Faresin 

Alberto ChissanoAlberto Chissano

EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA DE OBRAS HISTÓRICAS: Carneiro Gonçalves, Eugénio Lisboa, João Pedro Grabato Dias (pseudónimo de António Quadros), José Capela, José Craveirinha, Jorge de Sena, Luís Carlos Patraquim, Maria de Lourdes Cortez, Mia Couto, Mutimati Barnabé João (pseudónimo de António Quadros), Orlando Mendes, Paulina Chiziane, Sebastião Alba, outros

MEMORABÍLIA: Contributos de espólios e arquivos de Gracieta Valente Ngwenya, José Paiva, Lurdes Macedo, Manuela Matos Monteiro e João Lafuente, Manuela Bronze  

Malangatana visita uma Escola por Manuela Matos Monteiro Malangatana visita uma Escola por Manuela Matos Monteiro Malangatana por Manuela Matos MonteiroMalangatana por Manuela Matos Monteiro 

90º Aniversário de Malangatana comemorado com Prática, Memória e Catarse

A 6 de junho de 2026, o artista moçambicano Malangatana (Matalana, 1936 –Matosinhos, 2011) completaria 90 anos. A data é assinalada em Moçambique e em Portugal, em simultâneo, com o projeto “Malangatana, 90 anos – Prática, Memória e Catarse”. Promovido em parceria pela Fundação Malangatana Valente Ngwenya e pela Universidade Lusófona, através do seu Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT), o projeto propõe um vasto e diversificado programa de atividades nos dois países. 

Em Portugal, as comemorações do 90º aniversário do mestre contaram com uma pré-estreia no passado 19 de março, com uma sessão realizada no Cineteatro João Verde, em Monção, e arrancarão oficialmente com um conjunto de produções desenvolvidas em parceria com o Mira Galerias, no Porto. A primeira será a mostra “Crepúsculo Moçambicano”, com inauguração marcada para o dia 11 de abril, às 16h., no Espaço Mira. Com curadoria de Lurdes Macedo e Manuel Santos Maia, esta mostra parte da personalidade multifacetada de Malangatana para conduzir os visitantes pelos contextos e sociabilidades que inspiraram ou foram inspirados pelo artista nas diferentes etapas da sua vida. Para concretizar uma memória capaz de englobar a totalidade dinâmica do legado de Malangatana, a mostra terá em exibição obras do artista, de artistas com quem travou amizade, e de jovens artistas moçambicanos; peças de memorabília, de acervos documentais e de arte popular do sul de Moçambique, de onde o artista era natural; obras bibliográficas históricas e raras, que documentam os contextos sociais, culturais e políticos em que o artista participou ativamente; e, por fim, um documentário sobre a vida e a obra de Malangatana, que será apresentado em loop. A inauguração contará com intervenções de familiares, amigos e estudiosos de Malangatana, para além das intervenções dos curadores. Esta mostra estará patente ao público até 23 de maio, de quarta a sábado, entre as 15h. e as 19h.

Quatro dias após a inauguração da mostra, a 15 de abril, pelas 15h., os finalistas da licenciatura em Artes Dramáticas da Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto irão protagonizar uma sessão de leitura dramatizada de poesia de autores moçambicanos, no espaço onde decorrerá a mostra.

O programa prosseguirá com o Mira Fórum a acolher o lançamento e a apresentação do livro Malangatana: The Eye of the Crocodile, de Richard Gray, a 9 de maio, pelas 16h. A celebração do dia do 90º aniversário do artista, a 6 de junho, terá lugar no mesmo espaço, às 16h., com a exibição do documentário No Trilho de Malangatana: do Legado à Memória, de Lurdes Macedo, seguida de conversa da realizadora com os participantes.

A programação do primeiro semestre de 2026 ficará completa com a sessão Malangatana – Prática, Memória e Catarse, a realizar também no Mira Fórum, no âmbito da II Escola de Verão de Estudos Africanos em Português do CICANT (Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias) da Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto.

A programação para o segundo semestre de 2026, em preparação e a anunciar brevemente, passará pela XXIV Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira e por diversos espaços culturais em Lisboa, mantendo atividades no Porto.

O projeto “Malangatana, 90 anos – Prática, Memória e Catarse”, mais do que uma evocação simbólica, pretende constituir o primeiro marco de um programa estruturante que inclui práticas pedagógicas, investigação científica e artística, e divulgação e consolidação patrimonial, assumindo-se como laboratório de política e diplomacia culturais, com vista à projeção internacional da figura e da obra do artista moçambicano. Inaugurando um ciclo de uma década de trabalho contínuo com vista à preparação do Centenário de Malangatana, em 2036, o projeto organiza-se em seis eixos fundamentais — Audiovisual, Eventos, Expositivo, Investigação, Pedagógico e Performativo — articulados entre si por uma estratégia transversal de produção e difusão de conhecimento, salvaguarda patrimonial, mobilização de entidades da sociedade civil e captação de mecenato cultural.

Crepúsculo Moçambicano (do verso de Craveirinha “do nosso efervescente crepúsculo moçambicano”) 

ENTIDADES ENVOLVIDAS: Fundação Malangatana Valente Ngwenya (Moçambique); CICANT/LabCLIP (Portugal); Galerias Mira (Portugal); Colecção João de Almeida 

CONTACTOS 

Galerias MIRA (Espaço MIRA e MIRA Fórum), Rua de Miraflor n.º 159, 4300-334, Campanhã, Porto,   miragalerias@miragalerias. net (+351) 929 145 191 

Contactos em Portugal

Lurdes Macedo, Universidade Lusófona e CICANT: lurdes.macedo@ulusofona.pt / 966642899

Manuel Santos Maia, Espaço Mira: manuelsantosmaia@gmail.com / 933288141

Contacto em Moçambique

Mutxhini Malangatana Ngwenya:

mutxhini.ngwenya@icloud.com / +258 877885999

Contacto Geral das comemorações: info.90anos@malangatanangwenya.org

07.04.2026 | por martalanca | Malangatana

Arte e Revolução, por Centro de Estudos Operários – Memória Laboral e Galeria de Arte Urbana

11 abr | sáb | 15h00

Para celebrar os 52 anos da Revolução de Abril, convidámos o Centro de Estudos Operários - Memória Laboral e a Galeria de Arte Urbana do Departamento de Património Cultural a realizarem uma exposição sobre o muralismo do Processo Revolucionário em Curso (PREC) nas ruas de Lisboa. Num tempo em que as paredes da cidade deixaram de ser silêncio para serem grito, partidos, sindicatos, comissões de trabalhadores e moradores, cidadãos anónimos ou coletivos, transformaram as ruas numa tela de liberdade, num caderno de encargos revolucionário.

A mostra reúne material inédito, que documenta o processo de criação: do esboço à parede, destacando o trabalho de preparação e a estrutura teórica que sustentava a intervenção muralista. Apresenta-se ainda um conjunto de cartazes de diversos partidos políticos e associações cívicas, ilustrativo da diversidade e da profícua criação gráfica da época.

Contamos com a sua presença neste dia ou até 23 de maio, período em que a exposição estará patente ao público, ou ainda numa das diversas atividades da nossa programação de abril e maio.

Programação integral para os meses de abril e maio aqui.

07.04.2026 | por martalanca | exposição, PREC

Hermanipulación

Argumento e Curadoria: Leonardo Bertolossi
Ninguém solta a mão de ninguém, proclamamos face ao abismo recente no país que ainda agonizamos. Diante da morte, essa exposição quer tratar de irmandade, manejo, manipulação. De bruxaria e xamanismo, mãos-raízes ancestrais, mais de gozar o coletivo. Se trata de defender o direito à manufatura, da arte enquanto criação e partilha, em um mundo Black Friday, masturbatório, ultraprocessado. Contra a guerra digital, o algoritmo, a inteligência artificial e a massa dopamínica, mãos larvas que se entrelaçam trans-específicas e promíscuas por caminhos de fantasia e desejo, trans-humanas contra a captura produtivista e individualista.
Os artistas desta exposição se propõem a pensar o humano-hermano, bicho-cunhado ancestral nas múltiplas falanges demoníacas de nossa grande cebola cósmica, contra manadas e legiões de mãos-maças de guerra, fist-fucking sorrateiras, de luva e pelica, com dedos fálicos.

Jorge de León e Maria Raeder trazem mãos que destroem, hipnotizam, ludibriam. Mas também se rebelam, incendeiam, apontam direções. Seus trabalhos destacam o fogo como alimento e destruição contra fronteiras, fariseus e fascistas, as ilusões da fé e o Grande Irmão. Rafael Prado e María de los Vientos evocam a potência emaranhada das deidades e dos encantados amazônicos e latinos. Contra a auto-devoração neoliberal, um mundo com muitos mundos, entes geminados, transfigurações de sonhos e novas imaginações em corpos-transe. Sheyla Ayo e Julie Brasil narram um mundo uterino das águas que faz contornos, traz o fio da vida e a beleza yabá da existência, mas também a expropriação violenta do feminino, fantasmas misóginos ofertados como dádiva e dívida, de profanação e produção desenfreada, e vacas loucas. Alexandre Sá Ifákóládé se volta para o Aiê, planta e consagra o território-xirê espectral do genocídio aos pretos e lgbts como um aterro das violências, uma arqueologia e arquivo de memórias que se quer apagar, mas está sempre presente.
Hermanipulación e seus artistas despontam nessa mostra como alquimistas do gozo partilhado, anti-Igreja e antídoto do poder. Uma hermano-acción feminina, her, cis e trans, diferença não-fálica. Hermanipulación como mãos que cozinham, comensais, e não-canibais que devoram o outro. Que reconhecem que a arte de viver o mundo, seus prazeres e tormentos, alegrias e idiossincrasias, está em nossas mãos.

07.04.2026 | por martalanca | exposição, Rio de Janeiro

Apresentação do livro "Afroeuropeans: Identities, Racism, and Resistance"

Seminário Racismo em Portugal #12 

Nesta sessão do Seminário “Racismo em Portugal” vamos conversar com as editores do livro Afroeuropeans: Identities, Racism, and Resistances, uma obra que aborda as relações de dominação e os modos de exclusão racial, mas também as intervenções afro-europeias nas esferas política, social, cultural e artística, assim como os seus múltiplos processos de resistências, dando particular atenção ao sul da Europa, nomeadamente ao contexto português, ampliando a reflexão para além dos contextos dos EUA e do norte da Europa. Oradores: Cristina Roldão, Raquel Lima, Pedro Varela, Otávio Raposo e Ana Raquel Matias, Moderação de Miguel Vale de Almeida

02.04.2026 | por martalanca | Afroeuropeans

Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra

A exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965) inaugura no próximo dia 28 março, sábado, pelas 16h00, na Galeria Pedro Olayo (filho) do Convento São Francisco. Com curadoria dos historiadores Helena Wakim Moreno e Miguel Cardina, a exposição é uma coorganização do Município de Coimbra, através do Convento São Francisco, e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES).


Meridianos do Futuro procura dar a conhecer a importância da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império. A exposição reúne um conjunto de documentos, fotografias e recortes de imprensa provenientes de diversos arquivos como o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Associação Tchiweka de Documentação (ATD), o Centro de Documentação 25 de Abril e o Museu Académico da Universidade de Coimbra, entre outros. A exposição apresenta ainda recursos audiovisuais, compostos por filmes, depoimentos e registos áudio, que permitem explorar as dimensões política e cultural da atividade da Casa dos Estudantes do Império, com enfoque especial no caso da delegação de Coimbra.  

A exposição integra uma programação associada com projetos na área das artes performativas, da música, do cinema e da literatura, a realizar durante o período de apresentação da exposição ao público até 18 de outubro. Destaca-se a realização de um colóquio académico com a participação de estudiosos sobre as temáticas propostas pela exposição, no dia 1 de junho, no Convento São Francisco, bem como como o programa de mediação dirigido a públicos diversos, nomeadamente ao público escolar, com curadoria da artista e investigadora Raquel Lima. 

O programa de inauguração de Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965) inclui uma visita guiada pelos curadores. A exposição é de entrada gratuita e pode ser visitada até ao dia 18 de outubro, de quarta a segunda-feira, das 15h00 às 20h00 (última entrada às 19h30). 

A exposição Meridianos do Futuro busca dar a conhecer a importância da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império, que existiu na cidade entre 1945 e 1965. Dependente financeiramente da sede lisboeta, a Casa de Coimbra tinha especificidades e acolheu um conjunto importante de estudantes oriundos das então colónias, alguns deles com um papel relevante na produção cultural e depois no empenhamento político que conduziu às independências. Procura-se mostrar a atividade cultural e desportiva feita na Casa ou pelos seus associados; a forma como na época se foram definindo identidades africanas; a relação da CEI de Coimbra com outros espaços e estruturas da cidade; a perseguição e a vigilância política a alguns dos seus associados; e a forma singular como a Casa e os seus membros contribuíram para a politização de um meio estudantil em mudança. 

31.03.2026 | por martalanca | Casa dos Estudantes do Império

COMBATE DE NEGRO E DE CÃES, Teatro Griot

de Bernard-Marie Koltès I encenação de Zia Soares
produção Teatro GRIOTco-produção Teatro José Lúcio da Silva
Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)  27 de março | Dia Mundial do Teatro
Sex às 21h30 Bilhetes aqui
Combate de negro e de cães é uma tragédia noturna que se instala num território fechado: um enclave de brancos cercado por uma noite que não lhes pertence.
Nas torres de vigia, pressentem-se os guardas negros que vivem uma contradição estrutural: são servos e vigias, proteção e ameaça, interior e exterior ao mesmo tempo. São a fronteira sonora entre os mundos — as chamadas guturais que ecoam na noite mantêm o cerco, mas fazem-no vibrar, abrindo fendas.
A frágil normalidade do enclave é perturbada pela chegada de Alboury, um homem negro que atravessa o cerco para reclamar o corpo do irmão, Nuofia, morto no estaleiro dos brancos em circunstâncias suspeitas. Ele recusa-se a partir sem o corpo.
Entre as buganvílias e o limite da visibilidade, as explicações falham por excesso: palavras que desviam, justificam, omitem. O conflito adensa-se entre estratégias que se acumulam e se anulam.
Não há esperança: o corpo desapareceu e não será devolvido.
Alboury lidera e opera uma revolta que não se anuncia: o trágico é um assédio sonoro, territorial, imparável.


O Teatro GRIOT dá continuidade à sua investigação sobre como o poder se organiza, como a linguagem o sustenta e como a presença do outro o desestabiliza. Com Combate de negro e de cães, aprofunda a relação com o universo de Bernard-Marie Koltès, iniciada em 2024 com Na solidão dos campos de algodão.

Texto: Bernard-Marie Koltès
Tradução: Jorge Tomé
Revisão estilística: Thomas Coumans
Encenação: Zia Soares  
Interpretação: António Simão, Matamba Joaquim, São José Correia, Thomas Coumans  
Cenografia e Figurinos: Neusa Trovoada
Música e Design de Som: Xullaji
Design de Luz: Ricardo Campos
Tradução e elocução dos textos em Wolof: Mamadou Ba
Apoio à cenografia: Marco Peixoto
Confeção de figurinos: Fernanda Santos
Assistência: Anca Usurelu, Grazie Pacheco
Produção: Teatro GRIOT
Co-produção: Teatro José Lúcio da Silva
Apoios: Câmara Municipal de Leiria, Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga, Batoto Yetu, BANTUMEN, Polo Cultural Gaivotas Boavista, Teatro do Bairro
Projeto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Agradecimentos: A Barraca Teatro, Associação Passa Sabi, Gi Carvalho, Jorge Gonçalves, Junta de Freguesia da Misericórdia, Luís Gomes, Matheus de Alencar, Rui Pina Coelho
Classificação etária: 16+ | Duração: 120 minutos

26.03.2026 | por martalanca | teatro griot

FilmLab Moçambique,

A REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL, uma iniciativa da AAMCM - Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, em parceria com a EKRAN Eventos e a Parallax Produções (em Cabo Verde) e a Tela Digital Media Group (em São Tomé e Príncipe), com financiamento da Cooperação Portuguesa - Camões I.P. através do programa PROCERIS, e apoio do CCFM – Centro Cultural Franco-moçambicano, abriu candidaturas para o FilmLab Moçambique, em colaboração com o KUGOMA 2026, que terá lugar em Maputo, de 25 de Agosto a 5 de Setembro de 2026.

Este laboratório de cinema oferece uma oportunidade única de formação intensiva, onde seis participantes selecionados/as irão trabalhar diretamente com profissionais experientes do setor.

Durante o FilmLab, @s participantes irão adquirir ferramentas práticas para a preparação de pitch, fundraising e distribuição de cinema, aprender estratégias de apresentação de projetos a nível internacional, e explorar modelos empreendedores de divulgação e exibição dos seus conteúdos.

Com o compromisso da REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL com a igualdade de género e a valorização de vozes diversas, o FilmLab Moçambique privilegiará (pelo menos 50%) candidaturas de mulheres e pessoas não-binárias, contribuindo para um setor audiovisual mais inclusivo e representativo.

Os projetos selecionados terão ainda a oportunidade de ser escolhidos para integrar a Agência de Curtas-metragens PALOP, ampliando o seu alcance regional e internacional.

Se és um@ jovem cineasta ou videasta dos PALOP ou de Timor-Leste, tens um projeto em desenvolvimento ou um filme em pós-produção e queres levá-lo ao próximo nível. Se resides em Moçambique ou tens oportunidade de conseguir garantir a tua viagem, a REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL oferece alojamento e per diem durante estas duas semanas de capacitação e intercâmbio.

Candidaturas até 25 de Abril, através do formulário online, aqui: https://forms.gle/QgKJeKEeCxAqZjnq9

Regulamento: https://drive.google.com/file/d/1QWUNDTtzHm0yQvKVQpLYki7sSGhVey7e/view?usp=sharing

Gravação da Sessão de Esclarecimentos: https://youtu.be/d8VOvzQkzWE?si=z-CVa4U7MxvCgU39

FAQ: https://drive.google.com/file/d/1540_x1EqhpjkI8CL_6qwAOpsP-u5l-cW/view?usp=sharing

Mais informações: redecinemapaloptl@gmail.com

26.03.2026 | por martalanca | FilmLab Moçambique

Os Direitos Humanos numa imagem

A exposição “Direitos Humanos numa Imagem”, com curadoria do MEF (Movimento de Expressão Fotográfica), inaugura na NOVA FCSH no dia 8 de abril. Um total de 10 fotografias impressas em telas gigantes irão ficar suspensas no átrio da Torre B, convidando todos a refletirem sobre a experiência global dos direitos humanos. 

A sessão inaugural decorre dia 8 de abril às 15h30, no Auditório B1 da NOVA FCSH, com uma conversa entre a escritora Djaimilia Pereira de Almeida, a investigadora Teresa Flores da NOVA FCSH e os curadores Tânia Araújo e Luís Rocha. A entrada é livre e a conversa irá guiar-nos pelos sentidos e apropriações das imagens fotográficas.

A exposição nasce de um convite lançado ao MEF pela Mosaiko – Instituto para a Cidadania, em novembro de 2022. Na cidade de Luanda, em Angola, 18 jovens participaram na oficina “Direitos Humanos numa Imagem”, um espaço de aprendizagem e criação onde a fotografia foi utilizada como ferramenta de reflexão sobre os direitos humanos. A experiência reforçou o compromisso com a promoção de uma cultura de direitos humanos em diferentes contextos, criando uma ponte visual e simbólica entre jovens angolanos através da linguagem universal da imagem.

O MEF desenvolveu “Direitos Humanos numa Imagem” com o propósito de sensibilizar jovens para a importância dos direitos humanos através da prática artística da fotografia. Partindo da convicção de que a arte pode ser um instrumento de transformação pessoal e social, a iniciativa propôs um percurso de aprendizagem técnica e criativa, no qual os participantes construíram narrativas visuais inspiradas na sua interpretação dos princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Dos trabalhos resultantes, foram selecionadas 10 fotografias, que agora compõem a exposição que estará patente, até dia 5 de maio, na escadaria da Torre B da NOVA FCSH. As fotografias têm como autores/as: Lucas Kianeca, Graciana Chamba, Tavarosc Idalvares, Enoque Suvica, Likwasseno (Armindo Licuassa), Alone Kandongo Educador e Waldemar Muhongo.

De 8 Abr a 5 Mai 2026.

foto de Graciana Chambafoto de Graciana Chamba


25.03.2026 | por martalanca | fotografia

LIMBO / KUMINA - de Victor de Oliveira

Kumina, a peça mais recente, vai estar em cena no TBA, em Lisboa, entre 26 e 29 de Março.

Nas livrarias a  16 de Abril 

«Sou tudo isto, e mesmo que pareça estar a separar-me de uma parte de mim, 

sou tudo isto continuamente.»

LANÇAMENTO 29 de Março, 19h, no Teatro do Bairro Alto  (depois da apresentação da peça Kumina), Lisboa, com o autor, Francisco Frazão e Marta Lança.


22.03.2026 | por martalanca | Limbo, Victor de Oliveira

Úlcera, Útero | Incidências

«O livro, extraordinário, reúne as reflexões de um jornalista que sabe pensar o mundo, e o vai questionando, através das grandes questões do nosso tempo:  o estado das democracias, o futuro do jornalismo e o papel das redes sociais, o passado, o presente e o futuro da relação Europa-África, os direitos humanos… E isto numa ficção que, citando Calvino (“As Cidades Invisíveis”), tem simultaneamente em Lisboa o cenário e a personagem central, que vai moldando e sendo moldada pelos demais personagens que a habitam (alguns, hilariantes), ilustrando como o ambiente urbano fabrica e se reflecte nas experiências  e na vida de todas elas».

Teresa Pina, Profª Universitária (ISCTE).

Ex-Directora Amnistia Internacional.pt.

Ex-Jornalista Sic-Notícias (10 anos). 

continua…

 

Úlcera, Útero / Imprensa ( TV, Rádio ).

 

18.03.2026 | por martalanca | Brassalano Graça

Vislumbre – Residência de Criação Documental em Odemira

O Doc’s Kingdom e o Cinema Fulgor anunciam nova residência de criação documental em Odemira, programa que apoiará um/a cineasta ou artista residente em Portugal na realização de uma curta-metragem no concelho de Odemira. As candidaturas podem ser enviadas até ao dia 22 de março. Esta iniciativa, co-organizada por Doc’s Kingdom e Cinema Fulgor, com o apoio do programa Odemira Criativa, tem como objectivo promover a realização de uma curta-metragem de não-ficção no concelho de Odemira.

O programa compreende um período de residência de criação em Odemira, durante o mês de maio de 2026, com o acompanhamento das entidades organizadoras. É oferecido alojamento no centro da vila de Odemira e serão proporcionados encontros com pessoas guardiãs de histórias, experiências e saberes dos lugares e das comunidades de Odemira. Após o período de residência, a montagem e a pós-produção do filme serão realizadas de forma autónoma, de modo a apresentar o filme no Doc’s Kingdom 2026, em novembro.

Vislumbre visa estimular a criação artística e documental em Odemira, apoiando cineastas e artistas residentes em Portugal na produção de obras inovadoras que explorem questões contemporâneas e promovam novas narrativas sobre o território local. Podem candidatar-se artistas e cineastas de qualquer nacionalidade residentes em Portugal, sem restrições de idade, fase da carreira, desde que já tenham realizado pelo menos um filme com exibição pública. Será concedida uma bolsa no valor total de 8.000€, além das despesas de alojamento e deslocação associadas à presença em Odemira. Sempre que possível, as entidades organizadoras prestarão apoio à produção e pós-produção da obra, tanto a nível artístico como logístico. As candidaturas podem ser submetidas até 22 de Março de 2026.

O regulamento e mais informações podem ser consultados através do link


11.03.2026 | por martalanca | doc's Kingdom

Não são águas passadas

Neste sábado, 07/03/2026, a partir das 16h, acontece uma sessão super especial do Cineclube da Linha de Sintra. Será exibido NÃO SÃO ÁGUAS PASSADAS, filme da realizadora Viviane Rodrigues, em parceria com o produtor Brunno Constante, que aborda a ausência de reconhecimento do papel português no tráfico transatlântico.
A programação contará também com debate, livros, Black City Krew e Falas Afrikanas.
Esperamos por vocês!

Espaço Cultural Mbongi_67Praceta António Sérgio, 4AMonte Abraão, Queluz

06.03.2026 | por martalanca | colonialismo, lisboa

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental,

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental, revisitamos o seu legado político e simbólico; a resistência e ameaças a Cuba. Conversa com Raquel Ribeiro. Dia 7 março, às 15h, na Boutique da Cultura, em Carnide, no contexto das atividades do ATRIUM.moderação de Marta Lança 

06.03.2026 | por martalanca | Cuba, tricontinental

As Fugas de Hannah, NowHere Lisboa

07 de março, 19:00, Entrada livre
As Fugas de Hannah (2026, 12’), de Bárbara Bergamaschi e Nathalia Rech.
A partir de imagens de arquivo, o filme-ensaio imagina os três meses em que Hannah Arendt viveu em Lisboa antes de partir para o exílio nos Estados Unidos. Inspirado no poema “W.B.”, dedicado a Walter Benjamin, o filme cruza memória e fabulação para pensar a condição do imigrante, o deslocamento e os limites entre fronteiras e nação.
Lisboa surge como cidade de passagem, ontem e hoje, lugar de suspensão para quem vive a experiência do exílio e do “não-lugar”, onde um mundo se desfaz, mas pode sempre recomeçar.
A sessão contará com a presença da realizadora Bárbara Bergamaschi, cineasta, professora e crítica de cinema, cujos filmes foram exibidos em festivais no Brasil, Portugal, Índia e França. Doutorada em Literatura pela PUC-Rio, é associada da ABRACCINE e da FIPRESCI e integra a equipa de programação do Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde, qualificado para os Óscares. Após a exibição, terá lugar uma conversa com Pedro Duarte, Professor de Filosofia da PUC-Rio, investigador do CNPq, da Faperj e da FCT, tradutor de Hannah Arendt no Brasil e autor de diversos livros.
A apresentação conta ainda com a parceria dos vinhos Fictício e das comidinhas Delícias Valim, que acompanharão o encontro.
Entrada livre, sem restrição de idade.
NowHere Lisba / Estrada de Chelas 41A, Lisboa

06.03.2026 | por martalanca | Hannah Arendt, Walter Benjamin

Afro-Sul: feira do livro de África e sul global

Dia 24 de janeiro, dia mundial da cultura africana e afro descendentes, a Lulendo & Fábrica Braço de Prata lançaram “AFRO-SUL”, uma feira de livros de África e o Sul Global. Foi um pré-lançamento bem sucedido.
No 07 de março, em homenagem às mulheres, vamos oficialmente arrancar o projecto ” Afro-Sul” com uma feira de livros exclusivamente de mulheres.Vamos igualmente ter um concerto com a ” BANDA LULENDO” onde as vocalistas principais serão mulheres super talentosas. DJ SET, com uma mulher incrível.
A AFRO-SUL é um projecto que terá lugar uma vez por mês, ao longo do ano, na fábrica braço de prata. O foco são os livros, mas, teremos outras atividades culturais paralelas e complementares.
Vamos juntos construir um projeto sólido e duradouro. UBUNTU

Programa 07 de Março

 

Abertura para montagem: 11h

 

•⁠  ⁠Feira do livro

•  Feira de artesanato e design.

•⁠  ⁠Delícias da gastronomia local.

 

Abertura ao público: 12h00.

 

12h00-14h00: Delícias da ⁠gastronomia local : Moamba, Cachupa, Calulu, Kitutes e outras iguarias. A refeição será vendida até mais tarde.

 

Painel I: 14h00 - 15h00 História de mulheres e empoderamento.

Conversas, leituras e declamação de poemas com: Antonieta Rosa Gomes, Isabel Ferreira,  Mabel Cavalcante e Cida Barbosa.

 

Painel II: 15h00-16h00   Feminismos do Sul Global - práticas, narrativas e produções culturais de mulheres de contextos colonizados e pós-coloniais.

Inocência Mata, Luzia Moniz e Sandra Poulson

 

16h-16h30: pausa

 

Painel III: 16h30-17h30 Bárbara Veiga e Roselyn com Catarina

 

 

Painel IV: 17h30 -18h00 A questão da mulher no Islão - África e Sul Global

Conversa : Farhana Akter e  Catarina Pombo Nabais

 

Painel V: 18h00-18h30 Leitura e declamação de poemas com Regina Correia, Luísa Fresta e Alda Barros.

 

18h30: Inauguração da exposição com artista N’taluma e Dilia Fraguito

 

Painel VI: 19h-19h30 : “Eco-Elas”- Ouvir palavras de mulheres, leitura coletiva em voz alta. Com Déa Paulino

 

Painel VII: 19h30-20h30 Raízes e Rotas: Narrativas de Identidade e Memória na Diáspora.

●         Casas e Raízes - O Poder dos Espaços na Formação da Identidade.

●         Exploração do simbolismo do espaço físico e emocional, a Casa em “Casa 75” e Pousaflores como pontos de encontro entre passado e presente.

Conversa com Aida Gomes, Branca Clara das Neves com moderação de Marta Lança

 

21h30: Concerto BANDA LULENDO - Pry Antunes, Mukongo, Queen Suh , Ricardo Campos, Jery Bidan, Luís Vasco e Star no Beat.

 

23h00: DJ Set - INDI MATETA

03.03.2026 | por martalanca | AFRO-SUL

A Maldição do Açúcar

Sessão pública do primeiro episódio da série com a presença da realizadora Mathilde Damoisiel e do Historiador Miguel Bandeira Jerónimo, na Quarta-Feira dia 4 de Março às 18h no Museu do Aljube, em Lisboa. 

A série conta com 2 episódios de 52 mins é uma coprodução Wonder Maria Filmes (Portugal), Inicia Filmes (Espanha) e Hauteville (França), para a ARTE, RTP, Movistar+, RTS e está disponível no RTP Play.

SINOPSE 

Conhecemos os seus malefícios, mas não a sua história… Em cinco séculos, o açúcar construiu um império e moldou o nosso mundo. Escravatura, trabalho forçado, exploração da terra: nos lugares sacrificados à sua monocultura, ontem como hoje, esta investigação histórica revela o amargo preço da nossa dependência coletiva da sua doçura.

 

25.02.2026 | por martalanca | açúcar, escravatura