Curso Cinema: leituras e contextos 8 a 10 de abril

3 dias de reflexão e interacção com o universo do cinema: visita ao Arquivo Nacional da Imagem em Movimento da Cinemateca Portuguesa, à Videoteca de Lisboa e à Cinemateca Portuguesa, em articulação com sessões sobre literacia audiovisual, a investigação em ou através de arquivos, e contextos de exibição. Cada um dos 3 módulos consiste numa sessão de discussão com base em apresentações de pessoas ligadas a festivais e cineclubes, ao mundo das artes e à academia, e visita a uma instituição que desenvolve actividade na área. O curso tem a duração de 20 horas, decorrendo entre 8 e 10 de Abril.
Inscrições até 3 de Abril. Lugares limitados.Mais informação  sobre o programa e inscrições: ICS Evento Facebook.

12.03.2019 | por martalanca | cinema, curso, leituras

Problematizar a realizar - encontros entre cinema e arte

PROGRAMA 6 28.02.2019 | 18h30

Goethe-Institut, Auditório, Campo dos Mártires da Pátria 37, 1169-016 Lisboa Une jeunesse allemande (2015, 93 Min.) de Jean-Gabriel Périot
Discussão: Alain Brossat, Jean-Gabriel Périot

As obras de arte, nomeadamente aquelas que trabalham a partir de material documental, podem oferecer um apelo particularmente desafiante para refletir sobre a realidade. Enquanto a ligação indexante à realidade que abordam garante ao som e à imagem uma credibilidade especifica, a postura do artista, a sua escolha estética, temática e política, bem como a posição autorreflexiva, podem gerar uma avaliação critica sobre a constituição dessa realidade. É neste ponto que a arte encontra a filosofia. A reflexão sobre a relação entre o mundo factual e a sua apropriação subjetiva, questionando as reivindicações hegemónicas de objectividade e autoridade e problematizando as contradições inerentes à sociedade, são, por imanência, questões filosóficas. Problematizar a realidade – encontros entre arte, cinema e filosofia é um conjunto de programas que decorre de uma parceria entre IFILNOVA (CineLab) / FCSH / UNL, Goethe-Institut Portugal e Maumaus / Lumiar Cité e em colaboração com Apordoc / Doc’s Kingdom. Estes encontros internacionais entre artistas e investigadores focam-se no momento em que a arte, o cinema e a filosofia se entrelaçam num diálogo produtivo.
No sexto programa o encontro é entre o filósofo Alain Brossat e o cineasta Jean-Gabriel Périot, numa discussão em torno do filme Une jeunesse allemande (Jean-Gabriel Périot,

2015). Através de uma complexa montagem de diversos materiais audiovisuais - incluindo filmes experimentais de estudantes da DFFB (Deutsche Film - und Fernsehakademie Berlin), excertos de programas de televisão e de atualidades, e extratos de proeminentes filmes de autor das décadas de 1960 e 1970 -, Une jeunesse allemande procura traçar a politização das gerações mais jovens da então Alemanha Ocidental. Em última instância, esta politização levou à formação do grupo Baader-Meinhof e à sua luta armada, bem como à sua ligação com a política de representação e a produção de imagens. Imagens de protestos por movimentos de esquerda contra as duradouras estruturas fascistas da Alemanha capitalista, no período pós-nazi, são entrelaçadas com declarações de intelectuais e artistas. Estes, por sua vez, são colocados perante imagens que denotam o enviesamento ideológico da comunicação social e as reações das autoridades, invariavelmente exigindo um aumento da repressão estatal. A constelação resultante não só permite uma abordagem dialética do clima político tenso da época, como também convida a uma reflexão crítica sobre o uso político das imagens e a instrumentalização de noções como terrorismo, democracia, esfera pública e resistência.

Alain Brossat (1946) vive e trabalha em Paris. É Professor no Departamento de Filosofia da Université Paris VIII. O seu trabalho abrange os campos da topografia do terror, da deportação e internamento na Europa de Leste e na União Soviética, dos regimes terroristas e pessoas desaparecidas, bem como da estética e das políticas do cinema, com foco em autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Hannah Arendt, Walter Benjamin, Norbert Elias, Pierre Clastres, Zygmint Bauman, Jacques Rancière, Alain Badiou e Giorgio Agamben. As suas publicações mais recentes incluem: “Ce que peut le cinéma – conversation” (com Jean-Gabriel Périot, 2018), “Interroger l’actualité avec Michel Foucault, Téhéran 1978 / Paris 2015?” (com Alain Naze, 2018), “Le plébéien enragé. Une contre-histoire de la modernité de Rousseau à Losey” (2013), “Autochtone imaginaire, étranger imaginé : Retour sur la xénophobie ambiante” (2012), “Biopolitics, ethics and subjectivation” (editado com Yuan-Horng Chu, Rada Ivekovic and Joyce C.H. Liu, 2011).

Jean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local FilmsJean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local Films

Jean-Gabriel Périot (1974) vive e trabalha em Paris. Entre o documentário, a animação e o cinema experimental, a maioria do seu trabalho aborda a violência e a história. Realizou diversas curtas-metragens, desenvolvendo um estilo particular no trabalho de montagem a partir de arquivos. O seu trabalho de curta duração, incluindo Dies Irae (2005), Eût-elle été criminelle… (2006), Nijuman no norei (2007) e The Devil (2012), foi exibido em inúmeros festivais e homenageado com prémios. Une jeunesse allemande (2015), o seu primeiro documentário de longa-metragem, abriu a secção Panorama da Berlinale 2015, recebeu prémios em vários festivais e foi posteriormente lançado nas salas de cinema francesas, alemãs e suíças. Natsu no hikari (Summer Lights, 2016), a sua primeira longa-metragem de ficção, estreou no Festival de Cinema de San Sebastian, em 2016, e foi exibido noutros festivais antes de ser lançado nas salas de cinema francesas, em 2017.

Duração da sessão: 150 Min. | M/12 | Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

Para mais informações, por favor contactar:
Tel: +351 21 352 11 55 | info@problematisingreality.com | www.problematisingreality.com www.facebook.com/ProblematisingReality

18.02.2019 | por martalanca | arte, cinema, filosofia

Alda e Maria: por aqui tudo bem, de Pocas Pascoal

Sessão do ciclo Ciências Sociais e Audiovisual: consequências da Guerra 24 de Janeiro, 18h Auditório Sedas Nunes (ICS-ULisboa) I Entrada Livre

A projecção da longa de ficção realizada por Pocas Pascoal, Alda e Maria: por aqui tudo bem é o mote para debater o cruzamento entre consequências da guerra civil de Angola (1976-2002), género e migração. Situado na década de 1980, o filme narra a história de duas irmãs adolescentes que rumam até Lisboa, na esperança de um futuro mais promissor.

A projecção é seguida de debate, entre a realizadora de origem Angolana e Marzia Grassi, investigadora em estudos africanos, género, migração. 

Alda e Maria: por aqui tudo bem foi produzido em 2011, Portugal, 94 min. Teve distribuição comercial em Portugal, circulou em vários festivais (Brasil, Alemanha, Burkina Faso, Suíça, França, Emirados Árabes Unidos), tendo sido premiado tanto no IndieLisboa em 2012, como a Melhor Longa Metragem Portuguesa de Ficção, como no Festival FIC Luanda em 2011 como a melhor Longa Metragem Angolana. Mais detalhes sobre o filme aqui.

Pocas Pascoal nasceu em Luanda em 1963, tendo migrado para Portugal (Lisboa) em 1983 e mais tarde França (Paris), onde estudou cinema. Memórias de Infância (2000), Há sempre alguém que te ama (2003), Amanhã será diferente (2009) são outros filmes que realizou. 

O ciclo Ciências Sociais e Audiovisual explora o valor analítico e metodológico das imagens em movimento para o trabalho desenvolvido por cientistas sociais. Mais informações sobre o ciclo aqui. Organização: Inês Ponte, Mariana Liz, Pedro Figueiredo Neto, Paulo Granjo; ICS-ULisboa: Rua Prof. Anibal Bettencourt 9, Lisboa. Metro: ENTRECAMPOS.

16.01.2019 | por martalanca | angola, cinema, Pocas Pascoal

Pele de Luz/ Skin of Light de André Guiomar

2018 • Moçambique, Portugal • 19’

Anifa sobrevive a um rapto. Isa cresce envolta no medo. No coração de Maputo, em Moçambique, as duas irmãs enfrentam juntas um lugar onde a crença na magia negra ainda persegue pessoas albinas.


20.11.2018 | por martalanca | albinos, cinema, Pele de Luz

Filmes africanos no Doclisboa 2018

Entre eu e Deus de Yara CostaMoçambique, 2018, 60’

Karen é uma mulher jovem e independente que defende a lei canónica muçulmana na Ilha de Moçambique, mas está cheia de dúvidas e contradições em relação à sua identidade e a comunidade multicultural em que vive, num local histórico de confluência de culturas. 
Link 28 Out (dom), 16h15, 60’

 

La Vie Sur Terre de Abderrahmane SissakoMali, Mauritânia, 1998, 61’Em vésperas do ano 2000, Abderrahmane Sissako, cineasta mauritano a viver em França, decide regressar a Sokolo, uma pequena aldeia do Mali, para se encontrar com o pai. Chega à aldeia, muda de roupa, monta numa bicicleta e vagueia pelas ruas e pelos campos. É então que se cruza com Nana, também ela de passagem. Estabelece-se algo de impalpável e lúdico entre eles, enquanto a vida na aldeia continua.
Link 21 Out (dom), 17h, Cinema São Jorge

La vie sur terre de Abderrahmane Sissako 1999La vie sur terre de Abderrahmane Sissako 1999
 

 


Fahavalo, Madagascar 1947 de Marie-Clémence, Andriamonta-PaesMadagáscar, Franca, 2018, 91’

Chamavam-lhes fahavalo (inimigos), porque se revoltaram contra as autoridades coloniais francesas em Madagáscar, em 1947. Hoje, a cineasta Marie-Clémence Andriamonta-Paes leva-nos ao local onde os acontecimentos tiveram lugar, numa viagem ao encontro das últimas testemunhas. Falam-nas da sua luta pela independência e dos longos meses de resistência na selva, armados apenas com lanças e talismãs.
Link 22 Out (seg), 19.00, Culturgest24 Out (qua), 14.00, Cinema São Jorge

O festival aceita reservas de grupos, ficando o bilhete a 1 euro por pessoa no caso do grupo perfazer 10 ou mais elementos.Só é necessária marcação para projecto.educativo@doclisboa.org ou através do número +351 910 951 160, ou até respondendo directamente a este email.  

17.10.2018 | por martalanca | cinema, DocLisboa

Mostra internacional de cinema na Cova da Moura

Organizada pelo Coletivo Nêga Filmes & Produções, em parceria com a Associação CulturalMoinho da Juventude, acontece, desde 2016, e durante o KOVA M FESTIVAL.

Indo para a sua terceira edição em 2018, a nossa intenção com a MOSTRA DE CINEMA NA COVA édar visibilidade a uma produção audiovisual que não alcança as salas comerciais de cinema em Portugal, realizada por cineastas negras e negros da contemporaneidade, tanto de África, quanto dasdiásporas.Temos como objetivo principal, disponibilizar este cinema à população que vive e frequenta a Covada Moura, bairro cuja população é majoritariamente negra, a fim também de estimular a produção denovos filmes e mais debates por artistas e estudiosas/estudiosos de cinema, que vivem no bairro, nacidade e que descendem de populações africanas.

Em clima de festival de bairro, o KOVA M FESTIVAL, que recebe a MOSTRA DE CINEMA NACOVA, foi criado em 2012, por jovens moradoras e moradores da Cova da Moura, a fim de incentivara produção cultural e a inclusão social na região, através da arte e do desporto, à população africanae afrodescendente que vive em Portugal e demais interessadas e interessados.Ao final de cada sessão de filme na MOSTRA DE CINEMA NA COVA, temos um espaço paraconversa sobre as obras exibidas, com profissionais das artes da cidade de Lisboa e arredores.

Desde a sua primeira edição, a MOSTRA DE CINEMA NA COVA tem possibilitado um interessante encontro entre África, Europa e Américas, trazendo para a Cova da Moura temas importantespara/sobre África e suas diásporas, através de filmes de diferentes origens, como Brasil, Cabo Verde,Gana, Moçambique, Portugal, Burkina Faso, Guiné Bissau, Kenya, Angola e Costa do Marfim.A programação da MOSTRA DE CINEMA NA COVA é totalmente gratuita para as pessoas queacompanham as atividades do Festival, algo que somente é possível graças ao trabalho comunitárioe de mutirão de moradoras e moradores do bairro.EQUIPE
Curadoria Geral: Maíra ZenunProdução: Flávio Almada e Luzia Gomes- Nêga Filmes https://www.facebook.com/negafilmes/.- Kova M Festival https://www.facebook.com/kovamfestival/.- I Mostra Internacional de Cinema na Cova https://www.facebook.com/events/637256526443894/.- II Mostra Internacional de Cinema na Cova https://www.facebook.com/events/1961063184182644/.- Moinho da Juventudehttps://www.facebook.com/pages/Associação-Cultural-Moinho-Da-Juventude/420091851427591.

23.07.2018 | por martalanca | cinema, Couva da Moura, negro

"Nas Dobras da Capulana"

3ªf, 29 de Maio, pelas 17h30 no ICS - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a última sessão dedicada a Moçambique entre Cinema e Ciências Sociais, exibição com a presença dos realizadores de “Nas Dobras da Capulana”
Realização e Produção: Camilo de Sousa e Isabel Noronha
Moçambique 2014, 30 min, Doc

Viagem aos encantamentos da “capulana”. Uma viagem do presente para o passado, que nos revela um universo tipicamente feminino através de situações e narrativas de um grupo de mulheres que, tal como todas as mulheres moçambicanas, usam a capulana para diversos fins e lhe atribuem diversas significações. Ao longo desta viagem, somos levados a descobrir o sentido de ser mulher em diferentes épocas, ligadas entre si pelos traços, cores, padrões, desenhos, dizeres e nomes de cada capulana, na dobra da qual se esconde uma história única, singular…

A exibição do filme será complementada por uma pequena mostra e explicação acerca de outras capulanas: as dos curandeiros.

25.05.2018 | por martalanca | cinema, Moçambique

Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual” I Maputo

O projecto Museu do Cinema em Moçambique, uma iniciativa da Associação Amigos do Museu do Cinema em parceria com o INAC e uma série de outras instituições, apresentou-se pela primeira vez, em exposição e mesas redondas em 2016, e tem vindo a desenvolver actividades de pesquisa com vista a um plano de trabalho plurianual a médio prazo.  

Em 2017, desenvolvidos alguns contactos iniciais com instituições académicas e, reforçadas as parcerias do ano passado, vamos realizar o Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual”, de 26 a 29 de Setembro, em Maputo, e a Exposição Museu do Cinema 2017, com inauguração a 20 do mesmo mês, ambos no Centro Cultural Franco-moçambicano.

Para além de inúmeros parceiros de produção locais sem os quais não seira possível realizá-las, estas acções contam com o apoio financeiro da Cooperação da Flandres, que nos permite convidar o historiador belga Guido Convents - autor do livro que dá título ao seminário - para uma série de 3 aulas sobre os períodos de 1896 a 2010.

Este seminário é desenvolvido para um público de estudantes e docentes universitários, em colaboração com a UEM, a UP e o ISArC, e vai igualmente apresentar comunicações, artigos e projectos de investigação - cujo prazo de envio é 1 de Agosto – contando com uma Comissão Científica convidada, formada pelos Prof.ª Dra. Alda Costa (DC/UEM); Prof. Dr. Eduardo Lichuge (ECA/UEM); Prof.ª Dra. Ute Fendler (Universidade de Bayreuth) e Prof. Dr. Jorge Jairoce (Biblioteca Nacional).

Este seminário tem como principal objectivo estimular o uso do referido livro como material de apoio ao estudo – desenvolvendo, a partir dele e com pesquisa complementar, diversos objectos de aprendizagem - e motivar para a pesquisa em Cinema, para a qual a associação organizadora pretende encontrar os parceiros financeiros que viabilizem a criação de um fundo anual específico.

Na exposição deste ano será apresentado o protótipo da App Galeria de Retratos - Museu do Cinema mobile - desenvolvido em parceria com a MOZApp - e um espaço de homenagem ao cineasta José Cardoso, onde serão exibidos, para além das suas 3 curtas em 8mm, artefactos e equipamentos da colecção particular da família.

+ info www.museudocinemamocambique.org

Diana Manhiça – 828659000 e Ivan Zacarias – 843645554

seminário2017@museudocinemamocambique.org

03.07.2017 | por martalanca | cinema, Moçambique, seminário

Africa is / in The Future I Bruxelles 19.05 > 20.05.2017

Deux journées interdisciplinaires qui portent un regard nouveau et décomplexé sur l’Afrique et sa diaspora.

 PointCulture Bruxelles, rue Royale 145 I  Cinéma Nova, rue d’Arenberg 3                    VENDREDI 19 MAI

  • 15h-16h : Fabio Vanin “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” (PointCulture Bruxelles)
  • 16h30-17h30 : Rebel Up ! et NGHE “Afrika Sound” (PointCulture Bruxelles)
  • 18h-19h : Performance OZFERTI (PointCulture Bruxelles)
  • 20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)
  • 22h : Projection « The Tower » (Cinéma Nova)

SAMEDI 20 MAI

  • 14h-15h : Pascale Obolo et Gato Preto « L’afrofuturisme, terrain d’expérimentation esthétique ou outil de déconstruction et d’émancipation ? » (PointCulture Bruxelles - en français/ anglais)
  • 15h30-16h30 : Oulimata Gueye « La science-fiction, une technique d’adaptation » (PointCulture Bruxelles)
  • 17h-18h : Jean-Christophe Servant « L’Afrique, entre futur et avenir » (PointCulture Bruxelles)
  • 19h30 : Table d’hôtes et microboutiek (Cinéma Nova)
  • 20h : Projection « I love kuduro » et « Woza taxi » (Cinéma Nova)
  • 22h : Concert Gato Preto (Cinéma Nova)
  • 00h00 : Rebel Up djset (Cinéma Nova)

PROGRAMME DÉTAILLÉ

VENDREDI 19 MAI

·         15h00 – 16h00 Conférence “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” de Fabio Vanin

Quels sont les défis environnementaux et sociaux auxquels les villes de Luanda et Nairobi sont confrontées ? Comment ces deux villes traitent l’idée d’avenir ? Comment les arts et l’utilisation de différents récits nous projettent vers le futur ?

Fabio Vanin est professeur d’urbanisme paysager à la VUB et cofondateur et directeur de LATITUDE Platform for Urban Research and Design. Ses recherches actuelles portent sur les menaces environnementales dans les zones urbaines, en particulier sur l’eau, et sur les modèles urbains émergents en fonction des problèmes de sécurité. Il a également un fort intérêt dans la recherche de la croissance des villes africaines, en particulier dans les pays lusophones.

·         16h30 – 17h30 Conférence “Afrika Sound ” de Rebel Up ! + Médiathèque NGHE

Rebel Up! & la NGHE Mediatheque proposent un voyage personnel et subjectif à travers les sons, ceux du passé et ceux de la musique électronique contemporaine en constante évolution, issus d’Afrique et de la diaspora. À partir de leur expérience et de leur travail singulier, Ils esquisseront les contours de plusieurs mouvements, styles, labels musicaux et autres manifestations culturelles de l’ère numérique, aidés d’une sélection de musiques et de vidéos YouTube. Attendez-vous à une session passionnée alliant faits musicaux et histoires personnelles à une énergie débordante.

NGHE est un espace de découverte et de partage de la musique localisé à Molenbeek. Sous forme d’une médiathèque subjective et ouverte à tous, nous voulons mettre en valeur la singularité musicale de certaines régions du monde et promouvoir le réseaux des labels indépendants.

Rebel Up ! est un collectif bruxellois diffusant des sons innovants, il s’est rapidement imposé comme expert en musique « du monde » folk et urban et en culture alternative globale. En 2010, Rebel Up! insuffle son concept « global » dans la vie culturelle bruxelloise à travers soirées, concerts et festivals.

·         18h00 - 19h00 Performance OZFERTI

Début 2016, après des mois de recherches graphiques et musicales, Florian Doucet se lance en solo et crée OZFERTI son alias venu de la planète NUBIA NOVA. En Mars 2016, il sort l’album ADDIS ABOUMBAP, un mélange envoûtant de Tezeta Ethiopien et de Beats Electronique. Suivrons les albums AFROGRIME vol.I & vol.II, mashups où la puissance de l’Afrobeat Nigérian rencontre le fracas du Grime Britanique. Ozferti accompagne son live de projections vidéo où s’entremêlent les images des légendes de l’Afrique de l’Ouest et des motifs géométriques psychédéliques.

https://soundcloud.com/ozferti

·         20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)

> Kin Kiesse

Mwezé Ngangura, 1983, CD, 16mm, vo ang st fr, 28’

Ce film “classique” réalisé par Mweze Ngangura, considéré comme le père du cinéma congolais, est un portrait de “Kin la belle quand elle était encore capitale du Zaïre. Tourné en pellicule, couleurs chaudes et superbes, la ville se découvre à travers les yeux de Chéri Samba, peintre populaire, aujourd’hui mondialement reconnu, alors à ses débuts. Quartiers animés, coiffeurs, immeubles, ambiance, on découvre une ville au rythme endiablé dans laquelle la musique, quelles que soient ses formes et ses origines, fait le lien entre des éléments disparates mais vivants. Et tout ceci à l’apogée d’une dictature…

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04.05.2017 | por martalanca | Africa, cinema, Future

B.leza Doc's em Abril

Em Abril, o cinema documental voltará a ocupar a sala de concertos do B.leza
B.leza Doc’s é uma iniciativa da associação B.leza, em colaboração com a cooperativa cultural Zebra (responsável pela organização da Mostra de Cinema e Culturas Africanas - África Mostra-se), que conjuga, no mesmo espaço, música e cinema.
A programação do ciclo foi pensada de forma integrada, tendo como foco central temáticas sociais, culturais e históricas relevantes sobre os países africanos representados bem como as suas comunidades.
Pretendemos, assim, reeditar a experiência anterior de exibição de filmes no B.leza, ainda na sua anterior morada, e que nos anos 90 foi marcante para os/as lisboetas. Mais tarde voltou a repetir-se mas desta vez através do África Mostra-se, já no atual espaço do B.leza.
Todas as quartas-feiras, pelas 19h00, ao pôr-do-sol, iremos mostrar ao público novas imagens e sons, num ambiente intimista e privilegiado pela paisagem sobre o Tejo. Acreditamos que o encontro de artistas e o intercâmbio de experiências saem favorecidos com a criação de um ciclo com estas características.


Organização e programação B.leza e Zebra – cooperativa cultural
Apoios RTP África, Apordoc – Associação pelo Documentário, Atera Filmes, Geração 80, Rádio AfroLis, Taluma Filmes

10.04.2017 | por marianapinho | B.Leza, cinema, Mostra de Cinema e Culturas Africanas - África Mostra-se

Colonialismo do Colonialismo: Um novo ciclo de cinema

2 de março / quinta-feira / 21h
Zona Franca dos Anjos (Rua de Moçambique, 52)

Colonialismo do Colonialismo:
Um novo Ciclo de Cinema na Zona Franca Nos Anjos desta vez focado no tema do Colonialismo e da “Descolonização”. O ciclo será composto por quatro filmes que decorrerão todas as quintas-feiras de Março.

O primeiro filme será “El Abrazo de la Serpiente” de Ciro Guerra, esta quinta-feira às 21h00. A cantina estará fechada para o evento mas teremos petiscos e bar aberto.

Entrada livre

Sinopse:
Theo (Jan Bijvoet) é um explorador alemão que, em 1909, procura a ajuda do xamã Karamakate (Nilbio Torres/Antonio Bolivar), o último sobrevivente conhecido da tribo dos Cohiuanos, para servir de guia no percurso do rio Amazonas. Gravemente doente, Theo busca a yakruna, uma planta sagrada com poderes curativos. Quase quatro décadas depois, o norte-americano Evans (Brionne Davis) lê os diários de Theo e resolve percorrer o mesmo trilho, de forma a descobrir e estudar a planta medicinal. Para isso, encontra-se com Karamakate. Durante todos estes anos, muita coisa mudou na paisagem amazónica e mais ainda no coração do velho índio…
Realizado pelo colombiano Ciro Guerra (“La Sombra del Caminante”, “Los Viajes del Viento”), um filme a preto e branco que se baseia nos diários de Theodor Koch-Grunberg (1872-1924), um explorador alemão que contribuiu para o estudo da mitologia, etnologia e antropologia dos povos indígenas da América do Sul (em particular dos Pemon, da Venezuela, e dos índios brasileiros da região da Amazónia). “O Abraço da Serpente” foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (Colombia).

27.02.2017 | por marianapinho | cinema, Ciro Guerra, colonialismo, Descolonização, El Abrazo de la Serpiente, zona franca dos anjos

Festival ImigrArte 2016 // 10ª Edição

O Festival ImigrArte vai celebrar a sua 10ª edição nos dias 12 e 13 de Novembro com a participação de organizações e artistas de 24 países. O resultado é uma ampla programação que consta de dois dias de espectáculos e eventos nas áreas da música, dança, teatro, literatura, cinema, artes, workshops, debates, gastronomia e muito mais. 

Organizado pela Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes, o ImigrArte envolve os imigrantes na organização deste evento, oferecendo-lhes a possibilidade de divulgarem as suas culturas, de debaterem as questões que mais os preocupam e de desenvolverem o sentimento de pertença ao nosso país.
A intenção do Festival não é a de ser uma mera mostra de culturas: o ImigrArte é fruto da partilha e solidariedade entre os povos e da interacção entre associações de imigrantes e portuguesas e pretende promover a cidadania activa e consciente. 
O Festival é uma ocasião para juntar países e culturas, mas sobretudo para dar espaço a debates e temas de importância central na vida dos imigrantes no nosso pais.
A 10ª edição do ImigrArte vai incluir uma manifestação que luta pela igualdade de direitos entre portugueses e imigrantes. A concentração terá lugar na Praça Martim Moniz no dia 13 de Novembro a partir das 14.00 horas, seguindo em marcha até ao Ateneu Comercial de Lisboa.
O Festival conta com a participação de cerca de 30 organizações que estarão presentes com bancas onde, além de informações sobre as suas actividades, se poderá encontrar artesanato e gastronomia dos quatro cantos do mundo. Entre as actividades oferecidas encontrarão workshops, exposições, debates e concertos, e também não faltará o divertimento para os mais pequenos que poderão desfrutar dum espaço lúdico com animadores e convidados especiais. 
Ao dispor do público estará também um serviço gratuito de rastreios de saúde. A entrada para o Festival e para todas as suas actividades é gratuita. 

10ª Edição do Festival ImigrArte
Onde: Ateneu Comercial de Lisboa (junto ao Coliseu dos Recreios), Rua das Portas de Santo Antão n.º 110, Lisboa.
Quando: 12 e 13 de Novembro 2016   Sábado das 14,30 às 2.00 ; Domingo das 17 às 00.00
Países participantes:  Angola, Bangladeche, Brasil, Bielo - Rússia, Cabo Verde, Costa do Marfim, 
Espanha, Guiné Bissau, Índia, Itália, México, Moçambique, Moldávia, Nepal, Paquistão, Perú, Portugal, Reino Unido, República Dominicana, Roménia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Ucrânia e Venezuela.

Toda a programação do evento disponível em www.festival-imigrarte.com ou www.facebook.com/festivalimigrarte.

Direção do Festival ImigrArte : Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos
Imigrantes,  Rua da Madalena nº8 – 2º , 1100-321 Lisboa
Telm: (00351) 96 89 89 720
Tel/Fax: (00351) 21 887 07 13
E-mail: comunicacaoimigrarte@gmail.com  

03.11.2016 | por marianapinho | artes, cinema, dança, debates, Festival ImigrArte 2016, gastronomia, literatura, música, Solidariedade Imigrante, teatro, workshops

Zeka Santiago, um projeto de filme

Aqui fica o apelo de Ana Lisboa, realizadora  cabo-verdiana residente em Paris, para levar a termo o seu projecto de filme em Cabo Verde. O filme conta a história de um polícia que se apaixona por um traficante. Os dois vão viver uma história de amor apaixonante. Embora um deles esteja doente… Uma história que aborda temas como a homossexualidade, sida, droga e tráfico de órgãos.


Apenas através de um financiamento participativo será possível dar vida a este projecto, para tal, está a decorrer um crowdfunding.

Ver mais informações sobre o projeto de filme Zeka Santiago, aqui.

03.05.2016 | por claudiar | Cabo-verde, cinema, crowdfunding

FESTin 2016 - 7ª Edição

O FESTin 2016 realizar-se-á de 4 a 11 de Maio, no cinema São Jorge, com produções dos países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde, Moçambique e Timor-Leste).
Para além das competições de longas, curtas-metragens e documentários, contamos também com mais seis mostras bem distintas que fazem parte da não-competição.

Os bilhetes para o festival estarão à venda na Ticketline e na bilheteira do Cinema São Jorge a partir de quarta-feira, dia 13 de abril.
Locais De Venda:

www.ticketline.sapo.pt, Fnac, Worten, El Corte Inglés , C. C. Dolce Vita, Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, A.B.E.P., MMM Ticket e C. c. Mundicenter, Fórum Aveiro, U-Ticketline, C.C.B, Time Out Mercado da Ribeira, Shopping Cidade do Porto, Lojas NOTE, SuperCor – Supermercados e ASK ME Lisboa.

Para mais informações:

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02.05.2016 | por claudiar | cinema, FESTin 2016, lisboa, PALOP

Workshop “Cinéma et Récits d´Exil”

O Observatório da Emigração (CIES-IUL), a Rede Migra e os Mestrados do ISCTE-IUL “Empreendedorismo e Estudos da Cultura” e  “História Moderna e Contemporânea” divulgam o workshop “Cinéma et Récits d´Exil”, a realizar dia 21 de Abril no auditório J.J. Laginha no ISCTE, das 14h às 18h30.

O Workshop é realizado pelo Professor Abel Carlier (IHECS, Bruxelas). A língua será o francês com a possibilidade de haver ocasionalmente tradução em português. Os presentes receberão um certificado de participação. O Workshop é gratuito, com inscrição obrigatória até dia 20 de Abril para o seguinte mail: observatorioemigracao@iscte.pt.


Após inscrição, os participantes receberão por mail um documento com as referências dos filmes a visionar (em acesso livre) e a trabalhar no Workshop.

13.04.2016 | por claudiar | cinema, workshop

FACA - Festa de Antropologia, Cinema e Arte

A edição da FACA 2016 irá decorrer nos entre os dias 10, 11 e 12 de Março de 2016, onde os eventos culturais estarão em destaque.

  • Sessões de cinema 
  • Performance “Corps Archivés” de Claire Buisson
  • Encontro sobre “Cadernos, observação e cumplicidades: entre a antropologia e o desenho”
  • Conferência com Arnd Schneider (Universidade de Oslo) e Angela Torresan (Granada Centre for Visual Anthropology)

Arquivo 237 | Carpe Diem Arte e Pesquisa | Cinemateca Portuguesa

A programação encontra-se disponível em:
Blog: https://faca2016.wordpress.com/
Facebook: https://www.facebook.com/facalisboa

01.03.2016 | por claudiar | cinema, conferência, FACA

*Liberation struggles, the ‘falling of the empire’ and the birth [through images] of African nations*

INTERNATIONAL CONFERENCE CALL FOR PAPERS
Centre for Film Aesthetics and Cultures, University of Reading, Reading
27th January 2016
Camões Centre for Portuguese Language and Culture, King’s College, London
28th January 2016
Coordinator: Maria do Carmo Piçarra

Agostinho Neto, Frente Leste, Angola 1968. © Augusta ConchigliaAgostinho Neto, Frente Leste, Angola 1968. © Augusta ConchigliaThe fortieth anniversary of Portuguese decolonisation of Africa has acted as a catalyst in discussing how Portugal ‘imagined’ colonial politics through moving images and how these propagandist portrayals began to be questioned by the Portuguese ‘Novo Cinema’.  This can be seen in works that were censured and prohibited. Portuguese colonial cinematographic representations were later challenged by films made in
the context of the liberation movements and by images that emerged out of the national cinematographic projection (Frodon) of the new Portuguese-speaking African countries.
This conference intends to go some way in highlighting common aspects in the emergence of cinema in Angola, Mozambique and Guinea-Bissau, which have all been studied individually. In addition, it will provide a reflection on the roots of the emergence of the ‘New Cinema’ from the militancy that uses film as a means of changing society and focussing on the birth [in images] of new nations, being projected by the programs of the Marxist parties that assumed power. The aim of the conference is
also to analyse how, through ‘Third Cinema’, the ‘Cinema Novo’ of Brazil and Cuban Cinema, more specifically, in addition to the authors of the French ‘Rive Gauche da Nouvelle Vague’, all played a role in questioning and rupturing the colonial representations of the Portuguese dictatorship and, most of all, in the formation of the projects and cinematographic archives of emerging African nations.
This conference also intends to question, apart from the reasoning of nationalist propaganda, how did these new countries tell the story of their own history through film and cinema (Godard/Ishaghpour)?  Finally, it will be discussed how, given the ‘urgency of the present’, the redemption of the past (Benjamin) is realised through a ‘cinema of
resistance’ (Deleuze), such as that of Pedro Costa, and by other moving images artistic practises?
Communication proposals (of up to 300 words) will be received until the *21th November* 2015 through the conference email address (alephconferencia@gmail.com <mailto:alephconferencia@gmail.com>).
Proposals will be reviewed and decisions communicated early *December*.
Examples of topics can be found below:
- Internationalist cinema and the filmed emergence of nations
-  “Imagined” colonialisms. From colonial and militant propaganda
cinema to a “cinema of resistance” (Deleuze)
-   Contributions towards a genealogy of New Cinema(s). From nations
to people
-   (Post-)Colonial representations
-  Intermediality on colonial and post-colonial representations and
decolonization of the moving images
-   From censorship processes to images “in spite of everything” (Didi-Huberman).
-       (Post)colonial genre(s)
-       Artistic practices and investigations regarding the “colonial archive”
-       Neocolonialism in moving images
*Organising committee *
Lúcia Nagib, director of the Centre for Film Aesthetics and Cultures, University of Reading
João Paulo Silvestre, Camões Centre for Portuguese Language and Culture, King’s College London

Rosa Cabecinhas, Head of the PhD Program in Cultural Studies (University of Minho and University of Aveiro) and Associate Professor at the Social Sciences Institute, University of Minho
Maria do Carmo Piçarra, postdoctoral researcher, Centre for Film
Aesthetics and Cultures, University of Reading / Communication and
Society Research Centre, University of Minho / CEC – FLUL / University
of Lisbon
Abdoolkarim Vakil, Department of Spanish, Portuguese and Latin American Studies & Department of History, King’s College London
José da Costa Ramos, Professor at ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
*Specialists and invited artists*
Ana Balona de Oliveira, postdoctoral researcher, CEC – FLUL / University of Lisbon / Institute for Art History of the New University of Lisbon
Catarina Laranjeiro, filmmaker and doctoral researcher, CES – University of Coimbra
Daniel Barroca, artist
Filipa César, artist
José Manuel Costa, director of Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
Lee Grieveson, director of the Graduate Programme in Film Studies at University College London and co-principal investigator of  ‘Colonial Cinema: Moving Images of the British Empire’
Maria Benedita Basto, professor, Université Sorbonne Nouvelle - Paris 8
Paulo Cunha, researcher, CEISXX – Universidade de Coimbra
Pedro Costa, filmmaker
Raquel Schefer, artist and professor, Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3
Robert Stock, professor, University of Konstanz
Ros Gray, theorist and lecturer in Fine Art (Critical Studies),
Goldsmiths College, University of London
Teresa Castro, art historian and professor, Université Sorbonne Nouvelle– Paris 3
*Supporting institutions *
Centre for Film Aesthetics and Cultures, University of Reading
Camões Centre for Portuguese Language and Culture, King’s College
Communication and Society Research Centre, University of Minho
Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
Aleph - Rede de investigação e conhecimento crítico da imagem colonial

22.10.2015 | por martalanca | cinema

Os Cinemas das Independências Africanas

28.05.2015 | por martalanca | cinema

Pã, não chora não, de Gabriel Abrantes, no Cinema Ideal, LISBOA

Pã, não chora não, 3 contos de Gabriel Abrantes
LIBERDADE ~ TAPROBANA ~ ENNUI ENNUI
Distribuição Galeria Zé dos Bois www.zedosbois.org
Cinema Ideal ~ Estreia 4 de Junho, c/ presença de Gabriel Abrantes

Pã, Não Chora Não junta 3 filmes - “Liberdade”, “Taprobana” “Ennui Ennui” - três contos que interagem uns com os outros pelo leitmotif comum ao trabalho de Abrantes – o pós-colonialismo, a mistura cultural e sexual, a globalização e a ascensão do fundamentalismo religioso.

Liberdade
Realizado em colaboração com Benjamin Crotty, Ficção, Portugal/Angola 2011, 17’, S16
 
Liberdade é jovem e sonha com o futuro. A seu lado está uma bela chinesa. Mas falta uma coisa para tudo ser eternamente perfeito. Gabriel Abrantes, de novo com Benjamin Crotty, explora irónica e poeticamente um universo abatido, em que os barcos que jazem no mar não são mais do que as ossadas da actual civilização. (Miguel Valverde)

Taprobana
Ficção, Portugal/Sri-Lanka /Dinamarca 2014, 24’, S16
Nesta pequena comédia, Luís Vaz de Camões debate-se criativamente ao engrenar num estilo de vida hedonístico, coprófago e baralhado pelo consumo de drogas. O filme acompanha o poeta, e a sua amante Dinamene, na altura em que escreve Os Lusíadas. Viaja desde a cacofonia das selvas índicas, rodeado de elefantes alegóricos e macacos que rimam, até à fronteira entre o Céu e o Inferno, onde é confrontado com a sua fantasia: a fama e a imortalidade.

Ennui Ennui
Ficção, Portugal/França 2013, 33’, HD
Ennui Ennui é um filme em três línguas que mistura drones, o presidente dos Estados Unidos, a troca de noivas tribal e o voluntariado ocidental, numa paródia de Gabriel Abrantes sobre o conflito militar no Afeganistão.

Pã, não chora não, 3 contos de Gabriel Abrantes
LIBERDADE ~ TAPROBANA ~ ENNUI ENNUI. 
Distribuição Galeria Zé dos Bois www.zedosbois.org
Cinema Ideal ~ Estreia 4 de Junho, c/ presença de Gabriel Abrantes
Exibições 4 a 10 de Junho 2015. diariamente às 19h. 

27.05.2015 | por franciscabagulho | cinema

«ANGOLA CINEMAS — Uma Ficção da Liberdade»

O Goethe-Institut de Luanda editou um livro de fotografias sobre a história da

arquitectura das salas de cinema em Angola, que irá ser lançado a 14 de Abril de 2015, pela editora alemã Steidl. O volume intitula-se «Angola Cinemas — Uma Ficção da Liberdade» e é da autoria de Walter Fernandes e Miguel Hurst. A obra constitui um trabalho documental abrangente, que se concentra numa das componentes da arquitectura angolana, em grande medida desconhecida: os cinemas construídos entre 1930 e o final do período colonial português em 1975, construções dotadas de um cunho futurista e de um espírito experimental únicos. Este livro pretende contribuir para a redescoberta, não só destas construções ameaçadas pela ruína e pela demolição, como também desta era esquecida e dos seus arquitectos desconhecidos.

As imagens do fotógrafo angolano Walter Fernandes, cujo estúdio se situa em Luanda, não se limitam a documentar a história arquitectónica destas salas; elas testemunham também o modo como estes edifícios constituíam um enquadramento elegante que sublinhava uma simples ida ao cinema. Dos cinemas que inicialmente foram concebidos como salas com espaços fechados evoluiu-se, na década de 1960, para espaços ao ar livre com bares e esplanadas – um modo de construção que se adaptava melhor ao clima tropical do país. O que ressalta nesta obra, não são só as imagens de uma arquitectura invulgar, capaz de manifestar o prazer em experimentar novas soluções que animava os seus ambiciosos e visionários criadores, mas também os ensaios e o capítulo dedicado à pesquisa, que lançam uma luz sobre o modo como estas construções espelhavam a imagem da vida moderna e da construção arquitectónica nos trópicos.

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28.04.2015 | por martalanca | ANGOLA CINEMAS — Uma Ficção da Liberdade, cinema