Lançamento da REVISTA 'Jeux Sans Frontières #2 – espaços de resistência

Lançamento da REVISTA 'Jeux Sans Frontières #2 – espaços de resistência A revista será apresentada por Maria Alice Samara e Luhuna Carvalho, seguindo-se uma conversa com os editores Sandra Lang, Ana Bigotte Vieira e Nuno Leão onde se procurará abordar especificamente a ligação entre o território metropolitano e uma série de formas de resistência contemporâneas que passam pelo habitar colectivo comum de espaços concretos. Lançamento no âmbito do ciclo 'Tomar Posição, o político e o lugar', em organização da plataforma baldio. Dia 12 de Setembro às 18.30 no Pólo Cultural Gaivotas | Boavista, Escola das Gaivotas, 8.

11.09.2016 | por vários

O que não se resume à face fria da “massa”

O  que não se resume à face fria da “massa” Mas este processo de mobilização é um processo que, na verdade, ninguém sabe ainda onde vai parar, apenas sabemos que vai demorar anos. Não se vai resolver rapidamente, tipo em 2016! É um processo dos brasileiros, é um processo de consciencialização política. Hoje, por exemplo, pela primeira vez eu vou a um bar qualquer e vejo os meus amigos a falar de política. JOGOS SEM FRONTEIRAS #2

08.04.2016 | por Rita Natálio

Força e poder. Re-imaginar a revolução

Força e poder. Re-imaginar a revolução Portanto, a guerra de posições, diferentemente da guerra de movimento, é uma infiltração, mais do que um assalto. Um deslocamento lento, mais do que uma acumulação de forças. Um movimento colectivo e anónimo, mais do que uma operação minoritária e centralizada. Uma forma de pressão indirecta, quotidiana e difusa, mais do que uma insurreição concentrada e simultânea (mas atenção: Gramsci não exclui em nenhum momento o recurso à insurreição, apenas a subordina à construção da hegemonia). JOGOS SEM FRONTEIRAS #2

28.03.2016 | por Amador Fernández-Savater

Protestos Sociais em Marrocos e a dita “primavera” dita “árabe”

Protestos Sociais em Marrocos e a dita “primavera” dita “árabe” No caso de Marrocos, o que não falta são ações de protesto, tais como “greves e manifestações do movimento sindical, protestos contra o encarecimento da vida, movimentos de mulheres pelo acesso à terra e direitos específicos, protestos contra os concessionários de transportes públicos” (Hibou 2012), dos serviços de saneamento — que em várias cidades foram privatizados resultando no aumento do preço da água e eletricidade —, sem esquecer os constantes protestos organizados pelos licenciados desempregados e que já haviam começado no início dos anos 90, ou ainda os protestos na pequena cidade oriental Bouarfa exigindo a gratuitidade da água (que será concedida, apesar de só durante alguns meses). JOGOS SEM FRONTEIRAS #2

24.03.2016 | por Hugo Maia

A Cultura da Colonialidade

A Cultura da Colonialidade Talvez alguém se questione o que tem toda esta estrutura burocrática abusiva estabelecida por um sistema de controlo migratório a ver com descolonizar o museu. É que a colonialidade é um dos elementos centrais no que há de comum entre a burocracia e o museu. E o museu, assim entendido, é um dos espaços centrais para a construção do eurocentrismo, como o sistema de controlo migratório é a estrutura principal da colonialidade na Europa. É a cultura que permite aprender e assumir o migrante e, por sua vez, são os museus que supostamente estabelecem marcos de legitimação do que é ou não cultura, de como é compreendida e difundida. Publicado em "Decolonizing Museums", L’Internationale Online.

22.03.2016 | por Daniela Ortiz

Jogos sem Fronteiras #2 - Editorial

Jogos sem Fronteiras #2 - Editorial Luta-se hoje contra a pobreza crescente, contra formas mutantes e disfarçadas de exploração capitalista administrada sob o véu das “políticas de austeridade” na Europa e outros lugares. Mas resistir – re/existir, numa etimologia de algum modo ficcional – também significa inventar modos de existência. Inventar não é criar algo a partir do nada, mas agregar forças já presentes (sociais, espaciais, materiais e simbólicas) – invenção, neste sentido, corresponde a uma recomposição de forças. REVISTA JSF#2

08.03.2016 | por Sandra Lang

Jogos Sem Fronteiras #2 – espaços de resistência e práticas de invenção

Jogos Sem Fronteiras #2 – espaços de resistência e práticas de invenção Devendo o seu nome ao programa de televisão Jeux Sans Frontières, a mais longa co-produção da história da televisão Europeia, a acção desta plataforma – sem fronteiras de linguagens – tem-se pautado pelo seu carácter situado e relacional, em articulação estreita com o contexto e o momento histórico em que ocorre. Neste quadro, tem vindo a privilegiar uma abordagem curatorial e de convite/encomenda à realização de trabalhos artísticos e teóricos (que por vezes se traduz numa abordagem editorial) temática, agrupando sob conjuntos de ideias-chave uma série propostas que incluem muitas vezes a criação de conteúdos originais, em diversos suportes – e sua posterior tradução e itinerância. REVISTA JSF#2

07.03.2016 | por Ana Bigotte Vieira, Nuno Leão e Sandra Lang

A Migração do Norte de África para a Europa: da Líbia rumo à Europa

A Migração do Norte de África para a Europa: da Líbia rumo à Europa Num mundo em constante transformação, continuar a considerar as migrações apenas com base no seu carácter espacial, na sua duração e até mesmo no seu controlo tem vindo a tornar-se um pouco vago. Os fluxos migratórios são, atualmente, muito mais amplos, diversificados e muitas vezes dramáticos, movidos por fatores económicos, étnicos, ambientais, religiosos, políticos e bélicos.

01.03.2016 | por Cláudia Rodrigues

Jogos Sem Fronteiras: it's a knockout!

Jogos Sem Fronteiras: it's a knockout! O mundo rebenta pelas costuras, tomando a expressão em sentido literal: hipótese que não pretende ser sociológica nem crítica mas prática, imediata e evidente. A essas costuras, que rebentam permanentemente e à vista desarmada, JSF chama “fronteiras”. Não apenas aquelas que repudiam o estranho e o estrangeiro que esperamos manter afastado do nosso espaço exclusivo e territorial; mas ainda as que definem uma única crise, de tudo e por todo o lado.

29.10.2015 | por vários

Tomada de posição de um grupo de cientistas sociais da área das migrações

Tomada de posição de um grupo de cientistas sociais da área das migrações recusamos legitimar qualquer política de confinamento das pessoas que impeça o exercício do direito fundamental a procurar algures um presente e um futuro melhor. Recusamos compactuar com a instrumentalização do medo e da emoção assente num racismo culturalista dirigido a imigrantes/refugiados que são classificados como «perigosos» com base em critérios de diferença racial ou religiosa. Recusamos a falsificação histórica que representa a Europa como marcada por uma identidade homogénea e todas as narrativas artificiais que inventam e propagam valores exclusivos. Recusamos assistir passivamente a discursos que reforçam a necessidade de medidas securitárias, levando à legitimação de instrumentos desumanos e violentos como as rusgas de imigrantes, os centros de expulsão e as deportações.

10.10.2015 | por vários

O que se passa no mar Egeu? Olhar a brutalidade da Europa a partir das ilhas gregas

O que se passa no mar Egeu? Olhar a brutalidade da Europa a partir das ilhas gregas A Europa é um mundo duplo, se não mesmo triplo, formado por seres e espaços diversamente trabalhados pela história. E o Mediterrâneo, que influencia fortemente o Sul do continente, contrariou bastante a unidade da Europa, que procurou atrair para a sua esfera de influência, provocando movimentos de diversão que lhe fossem favoráveis.

05.10.2015 | por vários

Lágrimas de Crocodilo

Lágrimas de Crocodilo De repente, a Alemanha é a campeã dos migrantes e refugiados. O cinismo pessimista tende a ver nestes pronunciamentos mais propaganda do que pragmatismo. A Alemanha sabe que a crise grega a fez ficar mal aos olhos do mundo e tem a oportunidade histórica, a sra. Merkel tem-na, de se reabilitar. E de forçar o resto dos europeus. A Alemanha tem a única liderança forte numa Europa fraca e tem a capacidade industrial para absorver mão de obra barata porque ainda precisa dela.

07.09.2015 | por CLara Ferreira Alves

Jogos Sem Fronteiras

Jogos Sem Fronteiras Entendemos a fronteira não como um sulco mas como um programa “cujo funcionamento investe e percorre todo o conjunto das relações sociais”, como uma polícia especializada em separar quem é de quem não é, como uma operação que está permanentemente a ser reactualizada no espaço, nas disciplinas, nos saberes e nos nossos próprios actos, como uma linha que nos atravessa a todos e de que é importante falar.

30.12.2013 | por Ana Bigotte Vieira

Somos todos migrantes

Somos todos migrantes Tu que passas e te esqueces de que todos nós aqui estamos de passagem, tu que segues em frente sem te virar para trás porque essa é a ordem que te gritam, tu, meu conterrâneo, meu contemporâneo, deves ser, podes decerto ser, filho, pai, neto, avô, vizinho, amigo, de um, dois, dez ou mais migrantes. És descendente ou progenitor, serás porventura antepassado, de alguém que, ao olhar o monte, ao olhar o oceano, quis, quer e quererá ir ver do outro lado. A terra portuguesa que pisas sempre foi terra de partidas. E de partidas dolorosas. Porque o pão-nosso de cada dia, implorado em rezas, conquistado pelo suor do rosto, aqui amiúde escasseou, aqui tem sido mal repartido. Porque fomos ilha orgulhosamente só e submissa, governada por tiranos de toda a sorte. Porque fomos desgovernados com o nosso cobarde consentimento.

04.10.2013 | por Regina Guimarães

Que resta das fronteiras africanas?

Que resta das fronteiras africanas? «Somos favoráveis a negociações e a que se encontre uma solução definitiva neste conflito entre o Mali e o Azawad», declarou em 16 de Novembro Bilal Ag Achérif, porta-voz dos rebeldes em Uagadugu (Burquina Faso), onde foi organizada uma mediação internacional. Por seu turno, as Nações Unidas discutem a possibilidade de uma intervenção militar. A divisão do Mali ilustra a fragilidade das fronteiras africanas, patente desde o fim da Guerra Fria.

08.01.2013 | por Anne-Cécile Robert