"Visita Guiada" de Tiago Hespanha, filme+conversa, hoje no Bartô‏

Tertúlia: projecção do documentário Visita Guiada, de Tiago Hespanha (Terratreme) com a presença do realizador e comentado por Ricardo Ventura sobre o tema “Como se reinventa um país?”.

Todos os anos vêm a Portugal milhões de turistas à descoberta de um país, um povo e uma cultura. Muitos contactam com guias-intérpretes para os guiarem nessa descoberta. Estes guias transmitem uma história e uma identidade nacional. A forma como constroem essa narrativa, recorrendo a elementos e conhecimentos das mais diversas origens, aponta, antes de mais, para a ideia que temos de nós mesmos e para como nos queremos apresentar aos outros. Este filme toma como ponto de partida a construção dessa identidade e a sua leitura.

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04.07.2012 | por herminiobovino | documentário, Portugal, tertúlia

16 de Maio, Tertúlia Buala: “O que significa ser quilombola?”

“O que significa ser quilombola no Brasil contemporâneo? Quais os limites e desafios para a representação documental de uma identidade em fluxo?”…
Estreia do documentário Kilombos de Paulo Nuno Vicente – 4ª feira, dia 16 de maio, às 21h no Zona Franca do Bartô (Chapitô) - costa do castelo.
Conversa com o autor e convidados: o escritor José Eduardo Agualusa e a jornalista Margarida Santos Lopes.

Kilombos, DocumentárioKilombos, Documentário

Documentário KILOMBOS
Um homem desenha os limites da sua terra. Com um pequeno ramo de sapucaia, tenta um mapa de traços intuitivos, irregulares, mas mentalmente exatos. Clack! Quebra-o em duas porções imperfeitas para apresentar, neste chão de terra ocre, uma cartografia coletiva. Almeida é esse homem. É-o aqui e agora em Matões dos Moreira, no estado do Maranhão. Ligando vértices granulados, o retângulo é agora de pó e com isso, acreditar-se-ia à primeira impressão, vago e composto de matéria volúvel. Mas os seus traços são precisos: na exata medida em que reconstrói pelo traço uma comunidade que é, antes de mais, mental – Benedict Anderson chamar-lhe-ia “imaginada” – a sua cartografia é uma extensão caligráfica da sua identidade. Ou como diz Emília: «Nós não sabemos onde está Matões de acordo com o conflito. Mas na nossa cabeça, na nossa memória, na nossa história nós sabemos onde estamos». O sentido de pertença a uma identidade extravasa a fronteira do medo. Ser quilombola é estar para lá do lugar. Uma imagem perdura para lá do que representa. «Kilombos» é uma tentativa de cartografia antropológica para os antagonismos do Brasil contemporâneo, metonímia oral do globalizante e do ancestral em fluxo.

15.05.2012 | por joanapereira | buala, quilombola, tertúlia

fotografias BUALA

tertúlia BUALA no Chapitô  9 de fevereiro de 2011

 

18.02.2011 | por martalanca | buala, tertúlia