600 quilómetros

600 quilómetros Depois de algumas idas e voltas Lisboa-Madrid-Lisboa, e de outras idas e voltas Maputo-Joanesburgo-Maputo comecei a encontrar pontos de encontro entre a viagem no Sudoeste europeu e a viagem no Sudeste africano. Os dois percursos têm cerca de seiscentos quilómetros, de país para país, de capital para capital; sintonizar noutro idioma ao passar a fronteira, cambiar as notas por outras - actualmente já se salta este passo na Península Ibérica. São viagens em longitude, para Oriente: Madrid e Maputo; para Ocidente: Lisboa e Joanesburgo.

17.12.2010 | por Nuno Milagre

Foroyaa liberdade! repressão na Gâmbia

Foroyaa liberdade! repressão na Gâmbia Na Gâmbia, as liberdades e direitos básicos são reprimidos por um regime autocrático liderado há 15 anos por Yahya Jammeh. A constatação, feita por organismos como a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, não tem eco na sociedade gambiana. Há uma barreira de silêncio que apenas os jornalistas ousam quebrar.

13.12.2010 | por Pedro Cardoso

Feira de Arte de Marraqueche

Feira de Arte de Marraqueche O Museu de Marrakech, situado no coração da antiga Medina, acolheu exposição "resonnance", apresentando uma série de obras de artistas de origem marroquina. Pintura, fotografia, video-arte, design gráfico, todas as formas artísticas reunidas nesta exposição coletiva para comemorar a herança cultural que trouxe todos eles para a cena artística: Mounir Fatmi, Aziza Alaoui, Chourouk Hriech, Mohamed El Baz, Lalla Essaydi, Malik Nejmi e outros.

10.12.2010 | por Hasnae Fathi

Filhos da Independência angolana

Filhos da Independência angolana São uma geração de “transição”. Cresceram ainda sob influência de uma geração educada em regime colonial, a Guerra civil faz parte das suas memórias de infância e juventude, e hoje têm praticamente a mesma idade de Angola, enquanto país livre e soberano. Passados 35 anos da Independência de Angola, e oito anos da chegada da Paz, como olham para o país os jovens angolanos que nasceram na década de 1970?

26.11.2010 | por Joana Simões Piedade

Sobre a exposição "Angola Figuras de Poder"

Sobre a exposição "Angola Figuras de Poder" Se o escritor e poeta francês Paul Valéry fosse vivo, ele só teria de atravessar a rua: aquela que foi a sua casa está mesmo defronte do museu Dapper. Durante meses, poderia entrar, visitar minuciosamente a exposição, compreender como é que o poder político, o poder mágico-religioso e o poder artistico e cultural estão representados. Antes de sair do museu, Paul Valéry poderia ir ainda ao restaurante e comer um “calulu à la française”: e essa hoje muito provavelmente já nem seria até uma hipótese, mas sim um facto, porque a exposição “Angola, figuras de poder” é um acontecimento.

23.11.2010 | por Adriano Mixinge

Safari de Táxi

Safari de Táxi Uma palavra suaíli viria a viajar para se integrar em inúmeras outras línguas. Safari, que significa viagem. Turcos, chilenos, indonésios, suecos, australianos, lituanos e muitos outros habitantes dos cinco continentes, todos entendem esta palavra, porque faz parte do seu vocabulário, embora no sentido mais restrito de viagem para observação de animais selvagens.

14.11.2010 | por Nuno Milagre

Festival Cultural Cacheu, Caminho de Escravos

Festival Cultural Cacheu, Caminho de Escravos Há pouco mais de 100 anos, em 1850, foi abolido oficialmente o tráfico negreiro a nível mundial e, hoje, 500 anos depois, os descendentes dos resistentes dos Quilombos, os quilombolas, regressam à sua terra de origem, ao seu ponto de partida, para testemunharem as suas raízes culturais e conviverem com aqueles que, tendo também feito o seu próprio percurso, são agora, desde há 37 anos, donos do seu destino, pensam pelas suas próprias cabeças e vivem a sua própria vida.

13.11.2010 | por AD - Acção para o Desenvolvimento

CACAU – Casa das Artes Criação Ambiente Utopias

CACAU – Casa das Artes Criação Ambiente Utopias A CACAU – Casa das Artes Criação Ambiente Utopias – é um projecto assente numa filosofia particular, cujo lema é “(trans).formar o local.com” tendo como eixo central os jovens, os recursos naturais e a cultura de São Tomé e Príncipe, a CACAU intervém com a população e não para a população.

27.10.2010 | por CACAU

Dockanema – O documentário como acto de resistência e guardião da memória

Dockanema – O documentário como acto de resistência e guardião da memória Pelo quinto ano consecutivo o Festival do Filme Documentário, Dockanema 2010, realizou-se em Maputo para continuar a trazer às sala de cinema moçambicanas realidades do mundo que, de outra forma, correm o risco de ficar no esquecimento. Em relação às nossas estórias e à nossa História, como sociedade, temos a obrigação de exercer constantemente esse dever de memória. Somos a nossa memória, sem memória passamos a não saber para onde caminhamos, sem rumo, como zombies”, defende Pedro Pimenta.

27.09.2010 | por Joana Simões Piedade

Sobre o 7º Congresso Ibérico de Estudos Africanos

Sobre o 7º Congresso Ibérico de Estudos Africanos O congresso iniciou-se com um murro na mesa. Depois das habituais formalidades inaugurais com as figuras competentes, a conferência de abertura, de Aminata Traoré, quebrou imediatamente o tom retórico das politicas ocidentais relativamente ao continente africano.

22.09.2010 | por Francisca Bagulho

AFRICA: see you, see me!

AFRICA: see you, see me! AFRICA: SEE YOU, SEE ME! retrata a história da fotografia africana e a sua influência em imaginários não-africanos de África e nos imaginários da diáspora africana em toda a sua diversidade. Juntas, as fotografias são textos de subjectividades africanas, arquivos de história e sociedades, que na sua elaboração e métodos ajudam a compreender de que forma as imagens contribuem para a emancipação.

17.09.2010 | por Awam Amkpa

Encontros PICHA Bienal de Lubumbashi

Encontros PICHA Bienal de Lubumbashi Celebrar o centenário de Lubumbashi leva, por isso, a lembrar meio século de expansão colonial e industrial que andou de mãos dadas com uma forte segregação cujas marcas se encontram no urbanismo (vejam-se os trabalhos de Johan Lagae) e nas convulsões sociais que surgiram imediatamente após a segunda guerra mundial. Mas os últimos cinquenta anos marcam igualmente a “nacionalização”, depois das independências, da cidade pelos congoleses.

15.09.2010 | por association PICHA

Back2black - celebração de África no Brasil

Back2black - celebração de África no Brasil Um Seun Kuti cheio de atitude e o ritmo forte e contagiante da banda “Egypt 80” (o conjunto dos anos 80 do seu pai, grande Fela) mostraram o que é animação. Seun herdou o jeito leopardo de se mover e a expressividade de Fela. E o Afrobeat é aquela mistura bombástica: jazz com rock psicadélico, música yorubá com funk, percussão africana e vários estilos vocais, uma batida energética com movimentos repetitivos, letras num acentuado pidgin inglês. Tudo isso encheu o público carioca de boas vibrações!

02.09.2010 | por Marta Lança

O poder da autoridade tradicional em Benguela - duas realidades etno-históricas na mesma perspectiva

O poder da autoridade tradicional em Benguela - duas realidades etno-históricas na mesma perspectiva Estas identificáveis manifestações de identidade são traduzidas através do poder das autoridades endógenas, cujas Ekula ndombe e Akokoto ovimbundu constituem os potenciais instrumentos de suporte ideológico dos quais pretendemos abordar, por se achar que um conhecimento mais aturado de estruturas, sistemas, funcionamento e influências das instituições do poder político endógeno, permite desenvolver uma análise mais realista.

01.09.2010 | por Armindo Jaime Gomes

A via do martírio

A via do martírio A guerra é suja e o conflito entre o Sahara e Marrocos não é excepção. Marrocos acusa também a Frente Polisário e as autoridades argelinas de terem torturado prisioneiros marroquinos e de reprimirem os saharauis que se opõem à independência.

25.08.2010 | por Nuno Ramos de Almeida

Perdidos no deserto - Sahara Ocidental

Perdidos no deserto - Sahara Ocidental São pedras a perder de vista. Lápides irregulares espalham-se sobre a areia por centenas de metros. O cemitério domina o campo de refugiados de Smara. As tendas e as casas de cor da terra estão lá em baixo, ocupam o horizonte, confundem-se com o deserto. Cada pedra assinala alguém que morreu. A maioria dos habitantes fugiu aos bombardeamentos marroquinos em 1976, mas muitos já nasceram, viveram e terminaram aqui para todo o sempre. São a prova que o conflito do Sahara Ocidental dura há tempo de mais.

13.08.2010 | por Nuno Ramos de Almeida

Andanças – uma comunidade de voluntários

Andanças – uma comunidade de voluntários Esta foi a 15ª edição do Andanças que teve como tema a Comunidade. Segundo Diana Mira, da PédeXumbo, o essencial do festival não mudou desde o remoto 1995 em Évora, onde estiveram 200 participantes. “Continua a ser um festival que é um espaço de encontro onde se pode vir dançar e também um espaço de partilha onde se dá as mãos e se olha”.

12.08.2010 | por Maria Prata

O traço enigmático das gravuras rupestres de Tchitundo-hulo

O traço enigmático das gravuras rupestres de Tchitundo-hulo O Tchitundo-hulo constitui uma das mais importantes estações arqueológicas do sudoeste de Angola. Situa-se na faixa semi-árida que orla o deserto do Namibe. É um complexo formado por um grande morro granítico, o Tchitundo-hulo Mulume e por três elevações muito próximas dele: o Tchitundo-hulo Mucai, a Pedra da Lagoa e a Pedra das Zebras, igualmente com gravuras rupestres esculpidas na superfície rochosa.

05.08.2010 | por Dario Melo

Pacto com o diabo no bairro Buenavista

Pacto com o diabo no bairro Buenavista A Regla Conga é uma prática tribal e animista, e uma das religiões secretas que se praticam em Cuba. Guiada por um dos tatas mais respeitados do bairro Buenavista, Carla Isidoro viveu a experiência da religião maldita, também conhecida por Palo Monte.

19.07.2010 | por Carla Isidoro

Os artistas africanos não são uma espécie diferente

Os artistas africanos não são uma espécie diferente Na África do Sul, por esta altura, não se joga apenas futebol. Joga-se uma oportunidade única para chamar a atenção para um país e um continente. De 16 a 20 de Junho, enquanto na África do Sul se jogava à bola, do outro lado do mundo, na Suíça, decorria a mais importante feira de arte mundial – a Art Basel – e discutia-se, numa sessão com a dupla de artistas sul-africanas, Rosenclaire, e a directora da galeria sul-africana Goodman, Liza Essers, a arte da África do Sul e o mercado emergente africano.

29.06.2010 | por Susana Moreira Marques