Medo e controle em Angola

Medo e controle em Angola Conhecemos familiares e amigos dos 15 jovens acusados de planejar uma rebelião que vão a julgamento a partir de hoje no Tribunal de Luanda. Eles participavam de um grupo de estudos baseado no livro “Da Ditadura à Democracia”, do americano Gene Sharp, com dicas práticas para realizar protestos pacíficos contra governos autoritários. Também conhecemos e conversamos com jornalistas, acadêmicos, diplomatas, empresários, diretores e funcionários de empresas brasileiras. Mas, na Angola do presidente José Eduardo dos Santos há pessoas com quem se pode e pessoas com quem não se pode falar.

16.11.2015 | por Eliza Capai e Natalia Viana

Daqui a nada: um olhar sobre a cooperação e os investimentos brasileiros no Corredor de Nacala

Daqui a nada: um olhar sobre a cooperação e os investimentos brasileiros no Corredor de Nacala Quando se trata de investimentos e cooperação brasileira na África, é impossível não ouvir falar do Corredor de Nacala, em Moçambique. É lá que estão duas das maiores empreitadas internacionais do país no campo da mineração e da cooperação para o desenvolvimento. A companhia Vale está presente na região desde 2004, explorando uma das maiores reservas de carvão de alta qualidade do mundo, a mina de Moatize. E

11.11.2015 | por Mariana Santarelli

Oh as casas as casas as casas as casas

 Oh as casas as casas as casas as casas E as pessoas andam de um lado para o outro e repete-se sem cessar: onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar? onde vamos morar?

03.11.2015 | por Ana Bigotte Vieira

A verdadeira mudança acaba de começar, entrevista com o galerista Jimmy Saruchera

A verdadeira mudança acaba de começar, entrevista com o galerista Jimmy Saruchera Para outros media, como a arte sonora e a vídeo arte, ganharem força em África, acho que precisam ser levados para fora do ambiente da galeria ou do museu e colocadas no ambiente móvel onde as pessoas estão. Isso implica modificar o modelo de coleccionismo, onde os modelos comerciais alternativos mais adequados para o consumo de conteúdo móvel vêm à tona. A responsabilidade recai sobre essas novas plataformas de arte em África em olharem profundamente para dentro das suas culturas e sociedades e inovar os media eles próprios para tornar a arte mais relevante para as suas comunidades.

01.11.2015 | por Inês Valle

Conversa sobre Colonialismo Invertido I Porto

Conversa sobre Colonialismo Invertido I Porto "A hipótese da imagem do “colonialismo invertido” se ter transformado numa ideia-feita partilhada por muitos é relevante em si mesma. Mas esta concepção, mais do que resultar de um pensamento espontâneo, tem origem na imposição de formas de ver o mundo cuja origem se encontra na própria linguagem do poder colonial." Nuno Domingos

29.10.2015 | por vários

Retornar - traços de memória

Retornar - traços de memória “Esta exposição pretende capturar traços da memória do movimento que ficou conhecido por retorno. Estes traços revelam-se através de testemunhos pessoais, da fotografia, de objectos e de fontes históricas, não procurando no conjunto fornecer uma interpretação fechada sobre este momento histórico, mas fazer um convite à discussão deste tema na sociedade portuguesa”,

27.10.2015 | por vários

Periferias, de Carlos No

Periferias, de Carlos No O trabalho de Carlos No tem uma forte componente de crítica e denúncia social, mas as esculturas que agora se mostram não pertencem à linha panfletária que se limita e enumerar problemas, elencando os podres de que o mundo é feito. Pelo contrário, a denúncia, aqui, é um gesto de reflexão, dando ao visitante os elementos e as ferramentas para olhar de frente temas como a pobreza, a exploração, as diferenças sociais reflectidas em aspectos como a habitação ou a vivência do espaço público, sempre de um modo capaz de fazer pensar.

10.10.2015 | por Sara Figueiredo Costa

A descolonização continua

A descolonização continua Nos anos 90, solitária e, por vezes, incompreendida, a actividade de Ângela Ferreira foi decisiva para que os artistas portugueses se confrontassem com a memória do passado colonial. Depois da literatura e do cinema, a arte contemporânea portuguesa parecia disposta a interrogar a memória e o conhecimento que os cidadãos tinham do seu passado colectivo mais recente.

02.10.2015 | por José Marmeleira

Esse novo arquipélago chamado desejo

Esse novo arquipélago chamado desejo Todos estamos implicados. Todos estamos diante de um minotauro ressurgido sob a forma de leis de mercado, exclusões, dívidas não contraídas que somos forçados a pagar. Da miséria e da fome que alastram por via das incursões pós-coloniais, às guerras fratricidas, tudo explica parcialmente o desespero que conduz milhões de pessoas a arriscarem o seu bem mais precioso, a própria vida, em busca de um porto que lhes foi sendo vendido como seguro mas não o é, antes pelo contrário.

05.09.2015 | por Carlos Cabral Nunes

Um Museu no Bom Retiro

Um Museu no Bom Retiro “Museu do Estrangeiro” de Ícaro Lira, projeto que, à semelhança de grande parte dos seus trabalhos, combina formas de conhecimento temporalmente distintas e politicamente contraditórias, tem a potência remissiva da enciclopédia e a deriva da montagem surrealista, um work in progress que articula ao longo do tempo vários tipos de agenciamentos de pessoas, objetos, e afetos.

24.04.2015 | por Marta Mestre

Terra Prometida

Terra Prometida Conscientes ou não da sua condição de “escravos”, relacionavam-se entre si como membros da mesma comunidade. Fossem essas relações de entreajuda, dependência ou poder; fossem violentas ou pacíficas; fossem práticas voluntárias ou involuntárias, existiam e tinham lugar dentro de uma prisão colectiva. Dado que não se estava perante a terra prometida, a possibilidade desse mito ser alcançado só podia ter lugar fora dessa jaula; um pouco como o escravo de outrora só poderia alcançar a verdadeira terra de origem deslocando-se para fora da comunidade em que estava enjaulado.

15.04.2015 | por Ana Rita Canhão

Um Marquês de Pombal mestiço

Um Marquês de Pombal mestiço Artista luso-angolano reencenou figura histórica portuguesa para falar de racismo. uma imagem de Lisboa que quase nunca vemos: a visão de uma cidade que nunca foi só branca e que foi sempre um lugar onde se reflectia quer a beleza quer o grotesco da vida das colónias.

10.03.2015 | por Susana Moreira Marques

O devir-cabo verde: Repúblika, 2014, de César Schofield Cardoso e a arte como renovadora da utopia e da identidade

O devir-cabo verde: Repúblika, 2014, de César Schofield Cardoso e a arte como renovadora da utopia e da identidade Em 'Repúblika, 20142', César Schofield Cardoso foca as questões de identidade cabo-verdiana, o seu posicionamento no mundo, a liberdade e poesia, como utopias orientadoras da autodeterminação de um povo.

26.02.2015 | por Ana Nolasco

De mar a mar, maré

De mar a mar, maré O sentimento não era o de viver uma experiência limite de Rio de Janeiro, zero vontade de adrenalina na ‘expedição’ à favela. Era antes conhecer outra potência de criação, novos modelos artísticos, assim como a convivência humana nos perímetros de periferia como força geradora de novos repertórios da construção de identidade na comunidade.

06.01.2015 | por Ana Teresa Ascensão

De Re Vegetalia (desdobramentos e deslocações da tropicalidade em e além da pós-colonialidade)

De Re Vegetalia (desdobramentos e deslocações da tropicalidade em e além da pós-colonialidade) O potencial das obras apresentadas em 'Arquipélago' consiste em entender a paisagem tropical como algo construível; não como um reflexo de imaginários políticos determinados, mas como espaço da potencialidade de ação, da prática de 'environmental citizenship'. Essas “paisagens” evocam a participação e a vontade, a capacidade transformativa do humano e “das coisas”, no caráter processual, matizado e azarento que subjaz às grandes configurações de sentido.

18.12.2014 | por Carlos Garrido Castellano

"Angola nos Trilhos da Independência"

"Angola nos Trilhos da Independência" 57 meses, 900 horas de material audiovisual recolhido em território angolano e internacional, com cerca de 700 depoimentos de protagonistas da luta anticolonial. Muitas viagens, epopeias, adversidades, poeira e entusiasmo. Tudo isto destinado a preservar a memória de um período na História que diz respeito a Angola e à luta de todos os povos sob ocupação colonial cujas memórias padecem ainda de ser registadas e pensadas. Um projecto de grande fôlego da Geração 80.

26.11.2014 | por Marta Lança

9ª Maravilha

9ª Maravilha Direcção Sul, pela estrada que liga ao Namibe sem se passar pelo Lubango. Pouco utilizada porque depois do Dombe Grande acaba o asfalto e assim se mantém por muitos quilómetros. A natureza começa a ocupar mais espaço e a colonização humana é menos notória. A natureza nua, quase como veio ao mundo.

04.11.2014 | por Nuno Milagre

Papá em África

Papá em África O que é que choca mais a um puritano do que uma imagem pornográfica? Um negro a foder uma branca! Os Public Enemy “rapavam” isso no LP 'Fear of a Black Planet' (1990), onde aliás, o sul-africano Anton Kennemeyer (n.1967) foi roubar o título para uma exposição de pintura em 2008.

11.10.2014 | por vários

O Andanças fala sempre muitas línguas

O Andanças fala sempre muitas línguas Culturas não coincidem com linhas de nações e continentes. Culturas são formas vivas, mutáveis e transcedem fronteiras fazendo encontros. No Andanças sente-se África entre a Europa, a América, a Oceânia, a Ásia. A integração de ritmos, danças e instrumentos de origem africana é feita por pessoas que se ligam a África, não se centrando exclusivamente em identidades de cores da pele e heranças familiares, mas também nas vivências pessoais, nas dedicações ao estudo e à pesquisa, por vontade de mergulhar numa cultura, de descobrir e encontrar o outro.

16.09.2014 | por Maria Prata

Mella Center Lisboa, conversa com General D

Mella Center Lisboa, conversa com General D É utopia pensar que podemos fazer essas coisas sem pensar como vamos financiar os nossos projectos. E nós temos de desenvolver essas ideias para financiarmos os nossos próprios projetos, porque se não acontece o que tem acontecido até aqui,que é nós queremos fazer projetos, mas depois estamos dependentes daquelas pessoas com as quais não nos identificamos.

26.08.2014 | por Carla Fernandes