Património Fotográfico: Quem é Dono da Memória do "Antes"?

Património Fotográfico: Quem é Dono da Memória do "Antes"? Um pouco por todo o continente africano assiste-se ao renascer de uma indústria da cultura e da memória, mesmo de um culto da memória. E talvez seja uma boa novidade.

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10.05.2012 | por Pedro F Marcelino

Arquétipos e caricaturas do negro no cinema brasileiro

Arquétipos e caricaturas do negro no cinema brasileiro É um tipo recente, mas que veio para ficar. Trata-se do cidadão brasileiro de pele negra, que procura ressaltar seus traços culturais africanos (ou que acredita ser africano) nas roupas, penteados etc. Os exemplos mais evidentes encontram-se na música popular (os blocos afro do carnaval de Salvador, Gilberto Gil, Carlinhos Brown), já ironizados em programas humorísticos da televisão (Arnaud Rodrigues e Chico Anísio fazendo Baiano e os Novos Caetanos, ou as charges do programa Casseta e Planeta).

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20.03.2012 | por João Carlos Rodrigues

O cinema africano entre sonho e realidade

O cinema africano entre sonho e realidade Os festivais de cinema africanos nasceram nos anos sessenta, num ambiente de revolução cultural e independências políticas, e foram em parte fruto de iniciativas privadas, que foram mais tarde institucionalizadas pelo estado. Ao longo dos anos, o cinema africano foi ganhando cada vez mais visibilidade internacional.

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22.11.2011 | por Inês Thomas Almeida

Da tradição oral à cópia standard, a experiência de Nelisita

Da tradição oral à cópia standard, a experiência de Nelisita estamos cientes de que qualquer filme angolano, partindo de elementos culturais muito diferentes daqueles que normalmente alimentam os mercados do cinema, de uma maneira geral afectos a configurações sociais mais ou menos próximas de quadros ocidentalizados, tem que se haver com problemas muito específicos de leitura, da ordem pelo menos dos que ocorrem com outras cinematografias regionalizadas, africana sou não.

Ruy Duarte de Carvalho

10.09.2011 | por Ruy Duarte de Carvalho

Salazar vai ao cinema - A “Política do Espírito” no Jornal Português

Salazar vai ao cinema - A “Política  do Espírito” no Jornal Português Os temas que o Jornal Português – produzido de 1938 a 1951 com patrocínio do Estado Novo – abordou clarificam como o regime quis projectar a nação e pensou a relação do cinema com o público. Salazar vai ao cinema - O Jornal Português de actualidades filmadas não pôde desenvolver a análise desses temas nem tão pouco dar conta do caso de intercâmbio noticioso com o congénere espanhol, NO-DO. Salazar vai ao cinema - A “Política do Espírito” no Jornal Português propõe-se complementar, assim, a abordagem a essa colecção de actualidades cinematográficas.

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08.07.2011 | por Maria do Carmo Piçarra

Cinema guineense: referências a Amílcar Cabral

Cinema guineense: referências a Amílcar Cabral O artigo apresenta uma análise comparativa da figura do líder pró-independência de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, Amílcar Cabral (1924-1973), presente na comédia musical Nha Fala (2001) e na comédia dramática Udju azul di Yonta (1992), ambas do cineasta guineense Flora Gomes. Objetiva-se demonstrar a complexidade que é conferida à sua atuação e aos rumos tomados por seus seguidores.

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21.06.2011 | por Kelly Mendes Lima

Ruy Guerra

Ruy Guerra Foi assim parte de uma geração que, nos anos 60, queria mudar o mundo, por sua ideologia mas também – alguns deles e Ruy entre esses – por sua prática de vida. Para ele a estética é sempre política, pois traz necessariamente embutida uma visão de mundo, ancorando-se em valores que apresenta, defende ou condena. Se apresentado como cineasta político, orgulha-se de ser esta sua marca maior. Nunca foi ligado a partido, mas acredita que ser político é estar envolvido com as problemáticas de sua época: “Tenho um olhar político sobre a realidade, de um ponto de vista cultural”.

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30.04.2011 | por Vavy Pacheco Borges

"20 Navios” de Ruy Guerra, DA CRÓNICA E SUA MELANCOLIA

"20 Navios” de Ruy Guerra, DA CRÓNICA E SUA MELANCOLIA Da crónica e sua melancolia nos fala este "20 Navios", abrindo logo com “Esta Janela” (indiscreta?) onde interroga suas identitárias pertenças – o tal triângulo: “Daqui desta janela, quando a noite chega e Lisboa se pulveriza nas suas luzes anónimas de cidade grande ainda que possa me imaginar em Maputo, Havana, Rio, ou qualquer outro ventre, sei agora que não posso mais me enganar porque estou inexoravelmente só com a minha esquizofrénica latino-africanidade.

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30.04.2011 | por Luís Carlos Patraquim

Lugar de mulher é no cinema... uma reflexão sobre a “retomada” no Brasil

Lugar de mulher é no cinema... uma reflexão sobre a “retomada” no Brasil Não dizemos que foi a partir do cinema da retomada que se fez filmes no Brasil sobre mulheres e suas questões inerentes. Na verdade, se intensificaram. Todavia não haja uma classificação clara de um cinema de/para mulheres no Brasil, é notável o aumento de argumentos que abordam claramente o universo feminino atualmente. Filmes que misturam dados não-ficcionais e ficção, colocam papéis femininos no foco da narrativa e concedem espaço para interpretarem, a seu modo, lacunas da História sobre a participação das mulheres na vida social e política, bem como sobre a cultura dos costumes na vida privada.

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01.03.2011 | por Sumaya Machado Lima

Cinema dos tempos que já lá vão...

Cinema dos tempos que já lá vão... As casas de cinema em Angola são referências das cidades que as acolhem. E são muitas, já que aquele tipo de infra-estruturas está espalhado um pouco por todo o país, tendo surgido muito antes ainda da independência do país, o que permitia às autoridades coloniais portuguesas levar entretenimento, mas sobretudo propaganda do regime, às diferentes regiões. Da história ficam os marcos arquitectónicos, o gosto pelo espectáculo e as salas multi-usos.

Cidade

13.12.2010 | por Miguel Gomes

Cine-Teatro Monumental - Palco de memórias

Cine-Teatro Monumental - Palco de memórias Durante largos anos, o Monumental é o único cinema a funcionar em Benguela. Só mais tarde surgem o Cine-Benguela e o Kalunga. Na altura da independência, passa a ser propriedade do Estado e após décadas a marcar gerações, entra em decadência durante a guerra. Em 2004 volta a abrir as portas. O primeiro filme projectado, em DVD, é “Matrix”. A casa enche com bilhetes a 50 kz, mas o preço é incomportável e a afluência diminui.

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25.11.2010 | por Maria João Falé

"Deixem-me ao menos subir às palmeiras…": um filme da 'frente de guerrilha'

"Deixem-me ao menos subir às palmeiras…": um filme da 'frente de guerrilha' Entrevista ao realizador Joaquim Lopes Barbosa, autor de "Deixem-me ao menos subir às palmeiras…", filme rodado em Moçambique, proibido antes do 25 de Abril de 1974, que nunca teve estreia comercial, só raramente foi projectado, permanecendo quase desconhecido e pouco referenciado em termos de história do cinema. Um cineasta para quem “o cinema deve ser uma frente de guerrilha, actuando o mais positivamente possível, contra os tabus, as morais duvidosas e os lugares-comuns bafientos e anacrónicos”.

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03.10.2010 | por Maria do Carmo Piçarra

Os Mestres Loucos, 1955

Os Mestres Loucos, 1955 Neste seu trabalho, onde se alicerça todo um programa de prática e pesquisa, Rouch alia o lado brutal de uma arte em busca de empatia com as técnicas do gesto, à vocação de construir, acabar e inacabar – a montagem e a sonorização constituem aqui um verdadeiro tratado de acabamento.

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09.09.2010 | por Regina Guimarães

Ver e fazer filmes, a partir de Cataguases

Ver e fazer filmes, a partir de Cataguases Emídio Jossine, Amâncio Mondlane e Nelson Mondlane vieram “do outro lado do oceano”, de Maputo, directamente para Cataguases. Vamos encontrá-los na “base”, nome de guerra para o galpão onde se aprende, se testa, se erra, se trocam ideias, e se “respira cinema”. Estão a aguardar pelo genérico que finalizará a edição do seu doc “A Espera no Quintal" e, enquanto não chega, falamos sobre o Festival e o cinema do seu país.

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22.08.2010 | por Marta Mestre

O último voo do flamingo, de João Ribeiro

O último voo do flamingo, de João Ribeiro Será, pois, necessário ter tempo para se tornar um país. É uma tarefa longa, mas outros flamingos virão. São tão numerosos como naquele primeiro plano do filme. Eles guiam os vivos. Na região de Tizangara, os pescadores chamam-lhes “salva-vida”: basta seguir a sua voz para alcançar a terra quando se está perdido. A doce e bela música de Omar Sosa convida a dar tempo ao tempo.

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06.07.2010 | por Olivier Barlet