Marta Rema

(Torres Novas, 1976) é escritora, curadora, produtora e tradutora. É licenciada em Filosofia e pós-graduada em Estudos Curatoriais, pela Universidade de Lisboa. Da sua formação fazem parte vários Seminários sobre arte contemporânea, curadoria e comunicação. A partir de 1997, assumiu no seu percurso académico a inquietação com o silêncio na relação com a escrita, expandido o seu campo de investigação e produção a outras relações, nomeadamente a relação do silêncio com o corpo, com o tempo, com a linguagem, a música, o cinema e com as artes plásticas. Esta reformulação constante está espelhada no seu mais recente projeto de curadoria “Muitas vezes marquei encontro comigo próprio no ponto zero”, exposição que obteve o prémio Júlio Pomar (edição 2018-19). Comissariou três exposições na galeria Round the Corner (2012) dos designers João Machado, O efeito de um livro expandido para além da forma; Margarida Garcia, Wintering; Sara Lamúrias, The Birdwatchers. Inventariou e catalogou o acervo documental e bibliográfico do espólio de Agostinho da Silva (1997) para a Associação Agostinho da Silva em Lisboa.

No âmbito literário, publicou a peça de teatro Como um quarto sem telhado (Coleção de Textos de Teatro do Teatro D. Maria II), apresentada ao público no mesmo local no Festival de Leituras Encenadas, (2016), com encenação de Paula Diogo. Escreve desde 2010 no seu blogue Fogos Locais. Escreveu e publicou textos para a revista V-Ludo e sobre a obra de diversos artistas, tais como Sandro Resende, Sara Lamúrias, Rui Pedro Jorge e o pintor Urbano.

O seu percurso nas artes performativas inclui a participação enquanto intérprete em Drifting/Em Deriva de António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco (Negócio/ZDB, 2012); no âmbito do Estúdio de Criação Clara Andermatt criou Jacarandá que interpretou com Jonas Lopes (Teatro do Bairro, 2013); Bardo, vídeo-performance com Sofia Borges na Galeria da Boavista (Demimonde 2012, Galeria da Boavista) e a sua estreia a solo com Arlequina  (Demimonde, 2013, Galeria da Boavista).

Fez diversos trabalhos de produção, coordenação e comunicação entre 2009 e 2018, nomeadamente nas associações Artéria – Humanizing Architecture, Artes e Engenhos, Máquina Agradável e AADK Portugal; na produtora Terratreme Filmes com dois filmes de Susana Nobre, Vida Activa (2014) e Provas e Exorcismos (2015), este último selecionado para a Quinzaine des Réalisateurs do Festival de Cannes.

 

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