Meridiano Pacífico

Meridiano Pacífico Linha abstracta que atravessa o globo de um polo ao outro, canal onde a energia flui através do corpo, o meridiano cria conexões entre pontos longínquos e, ao mesmo tempo, determina divisões entre hemisférios diferentes. Meridiano significa também, em sentido figurado, transparente, luminoso. «Meridiano Pacífico», de Eugénia Mussa, explora esta irresolução semântica entre as possibilidades da linha e a qualidade da luz, entre imaginários geográficos e mapas da emoção.

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18.01.2017 | por Giulia Lamoni

Esse novo arquipélago chamado desejo

Esse novo arquipélago chamado desejo Todos estamos implicados. Todos estamos diante de um minotauro ressurgido sob a forma de leis de mercado, exclusões, dívidas não contraídas que somos forçados a pagar. Da miséria e da fome que alastram por via das incursões pós-coloniais, às guerras fratricidas, tudo explica parcialmente o desespero que conduz milhões de pessoas a arriscarem o seu bem mais precioso, a própria vida, em busca de um porto que lhes foi sendo vendido como seguro mas não o é, antes pelo contrário.

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05.09.2015 | por Carlos Cabral Nunes

Retrospectiva de Eugénia Mussa

Retrospectiva de Eugénia Mussa Tudo isto seria mais ou menos evidente não fosse o caso das pinturas mais recentes de Eugénia Mussa não serem abstratas (lugares, sensações, ideias – ou a sua recusa – encontrados no ato da pintura). Em rigor são paisagens localizáveis (ainda que apenas situadas decorrido o processo de pintura). O lugar representado foi de facto encontrado pela artista primeiro na pintura e depois na paisagem; invertendo assim a lógica da ilusão ótica da miragem: a referência da realidade passa a ser a da placa sensível.

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28.05.2013 | por Maria do Mar Fazenda

Lino Damião dá forma ao projecto Paragens

Lino Damião dá forma ao projecto Paragens O projecto Paragens começou em Angola: uma sociedade de arquitectos apoia através de espaços artistas que contribuem também para a decoração dos seus edifícios levando artistas a lugares onde possue escritórios. As exposições são o resultado da liberdade de criação nessa residência artística. Lino Damião foi um dos escolhidos, juntamente com o Nelo Teixeira, o Hamílton, o Sabby, a Zizi. Pudemos ver a “Primeira paragem: Lisboa” até ao final de Janeiro, sendo a próxima paragem Maputo e com um desvio em direcção a Macau onde Lino se dirigiu a convite do festival de literatura.

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29.02.2012 | por Marta Lança

Arte e Artistas em Moçambique: falam diferentes gerações e modernidades (Parte 2)

Arte e Artistas em Moçambique: falam diferentes gerações e modernidades (Parte 2) O que se conhece ou se imagina, em 2011, sobre a arte e os artistas de Moçambique? Quantos coleccionadores, curadores ou investigadores se interessam pela arte e pelos artistas deste país da África Austral? O que reflecte o trabalho dos seus artistas? Que artistas são conhecidos? Quantos artistas de Moçambique ambicionam mostrar o seu trabalho fora de Moçambique?

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11.01.2012 | por Alda Costa

Marlene Dumas: Uma pintora da vida moderna

Marlene Dumas: Uma pintora da vida moderna Marlene Dumas viveu e estudou na África do Sul até 1976, contornando como podia as limitações impostas pela censura, nomeadamente no meio estudantil britânico da Michaelis School of Fine Arts da University of Cape Town. A relação com pintura era, entretanto, vivida de forma dolorosa, confusa. "Vivia inserida numa sociedade que não valorizava a pintura ou que a submetia a um ensino caduco. Não respondia aos meus desejos e aspirações. Chegava a sentir-me culpada por ser uma pintora, actividade que na África do Sul todos achavam insignificante e não tinha modelos. Vivia um conflito com aquilo de que gostava. Por isso, criei a minha própria história pessoal com o suporte."

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26.03.2011 | por José Marmeleira

A Beleza da Arquitectura Elusiva –exposição de António Ole “Na pele da cidade”

A Beleza da Arquitectura Elusiva –exposição de António Ole “Na pele da cidade” A exposição "Na pele da cidade", de António Ole, fala sobre espaço. É a sua cidade natal Luanda, mas poderia ser sobre qualquer outra cidade, um local onde ele parou, numa das suas muitas viagens, para absorver as suas particularidades; para absorvê-las e permitir que se entranhem na sua própria pele.

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26.11.2010 | por Nadine Siegert

Luanda's dream e a desfiguração da realidade

Luanda's dream e a desfiguração da realidade Na tentativa de estetizar o banal e de pintar aquelas que ele denomina de “superfícies menos convencionais”, o artista apropria-se de um conjunto de “acessórios” que são necessários para que os “novos heróis urbanos” evitem as agruras da vida do dia-a-dia, em Luanda: o banco da kinguila, a caixa do engraxador e o carro do roboteiro são (re)decorados à sua maneira, alterando as suas funções de origem

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08.10.2010 | por Adriano Mixinge

René Tavares: "(In)acabado"

René Tavares: "(In)acabado" René Tavares traduz em traços, linhas e manchas uma síntese pessoal da sua própria identidade, sempre em processo (“inacabado”), posicionando-se em constante movimento entre referências passadas e presentes. A última exposição do artista santomense na Galeria Bozart (Lisboa).

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07.10.2010 | por Lúcia Marques

Da resistência e da fantasia, entrevista a Luísa Queirós

Da resistência e da fantasia, entrevista a Luísa Queirós Gosto de me ligar à palavra e à música como fontes de inspiração. Histórias contadas por mulheres de Santo Antão sobre mulheres-gatos-feiticeiras e parteiras de sereias que vão ao fundo do mar, ao palácio dos “encantados” prestar os seus serviços recebendo três pedrinhas que se transformarão em ouro. Gosto imenso deste universo e aproveito para criar personagens para a minha arte.

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15.06.2010 | por Marta Lança