Marta Lança

Lisboa (1976). Licenciou-se em Estudos Portugueses, pós-graduação em Literatura Comparada e em Edição de Texto na FCSH-UNL onde atualmente é doutoranda em Estudos Artísticos com bolsa da FCT. Os temas de pesquisa passam pelo debate pós-colonial, programação cultural, processos de memorialização, cultura digital e estudos africanos.  

Tem trabalhado como jornalista, programadora, tradutora, pesquisadora e editora. Criou as publicações V-ludoDá FalaJogos Sem Fronteiras (co-ed) e, desde 2010, é editora da plataforma BUALA, lançada na Bienal de São Paulo. Escreveu para várias publicações em Portugal (Público, DN, LER e Le monde Diplomatique, Sinais de Cena) e em Angola (Revista Austral, Novo Jornal e Rede Angola - do qual foi editora). Traduziu do francês para a edição portuguesa do Le monde Diplomatique, revista Manifesto, catálogos para a bienal de Veneza e outros eventos artísticos e livros de Maxence Fermine, Jacques-Pierre Amettea (Quetzal), Asger Jorn e Achille Mbembe (Antígona). 

Viaja e passa longas temporadas em vários países de língua portuguesa: em Luanda (2005-8) lecionou na Universidade Agostinho Neto, colaborou com a I Trienal de Luanda e com o Festival Internacional de Cinema e no estudo Futuros Criativos (ACEP 2018), no Dockanema (Maputo, 2009), vários projetos na Guiné Bissau e no Brasil.  

Como programadora: Roça Língua, encontro de escritores lusófonos do qual resultou um livro de contos (S. Tomé e Príncipe, 2011); dedicado a Ruy Duarte de Carvalho o ciclo “E agora… vamos fazer mais como?” em Maputo e o ciclo Paisagens Efémeras (Colóquio, Exposição e mostra de Cinema, Galeria Quadrum, Lisboa, 2015); com Rita Natálio, concebeu o programa Expats, para o FITEI (2015); o programa Vozes do Sul para o Festival do Silêncio (2017); as conferências do projeto NAU com o Teatro Experimental do Porto (2018); com Raquel Lima o ciclo “Para nós, por nós”: produção cultural africana e afrodiaspórica em debate (2018). 

Trabalhou em pesquisa e produção nas séries Eu Sou África (RTP2 - 2010), Triângulo (co-produção Portugal, Brasil e Angola - 2012), No Trilho dos Naturalistas: expedições botânicas em África (Terratreme 2012-16), colaborou na escrita de Amanhã, filme do Pedro Pinho, entra nos filmes Tempo Comum de Susana Nobre (2018) e A Arte que faz mal à vista, de Pedro Neves Marques (2018). 

Faz parte do grupo de consultores para o Memorial às Pessoas Escravizadas, projeto da DJASS associação de afro-descendentes.

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