Ariel de Bigault

França. Percorre as rotas da lusofonia entre Portugal, Brasil e África. Iniciou o seu percurso cinematográfico em Lisboa na realização de documentários. O encontro com o Brasil dá-se na pesquisa sobre a imagem do Negro, especialmente no cinema. A série documental Eclats Noirs du Samba (1987), com Grande Othelo, Martinho da Vila, Gilberto Gil, Zézé Motta, Paulo Moura, projetou, numa época difícil, interrogações sobre a criação afro-brasileira. Pequisou sobre músicas africanas contemporâneas, com a produção da Antologia das Músicas de Cabo Verde (1995) e a história das Músicas urbanas de Angola em 5 Cds (2000). Os seus documentários Afro Lisboa (1996) e Margem Atlântica (2006) abordam a imigração e a criação africanas em Lisboa. Em Angola, realizou os documentários Canta Angola e A Televisão dos Angolanos e dirigiu Oficinas de documentários. Os trabalhos em curso são dedicados às culturas afro-brasileiras e às rotas atlânticas entre África e Brasil.

Em 2014-2015 iniciou a longa-metragem sobre o cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos, O Brasil de Nelson, a fllmar em 2016. Em 2015 fez uma residência artística na Fundação Sacatar, Ilha de Itaparica, Bahia, continuando os seus trabalhos sobre relações entre Angola e Bahia, e a filmagem de video documentário: Gente do Pelô (em edição). 

 

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