Retrospectiva de Eugénia Mussa

Retrospectiva de Eugénia Mussa Tudo isto seria mais ou menos evidente não fosse o caso das pinturas mais recentes de Eugénia Mussa não serem abstratas (lugares, sensações, ideias – ou a sua recusa – encontrados no ato da pintura). Em rigor são paisagens localizáveis (ainda que apenas situadas decorrido o processo de pintura). O lugar representado foi de facto encontrado pela artista primeiro na pintura e depois na paisagem; invertendo assim a lógica da ilusão ótica da miragem: a referência da realidade passa a ser a da placa sensível.

28.05.2013 | por Maria do Mar Fazenda

Luanda: Exposição-Feira de Angola 1938

Luanda: Exposição-Feira de Angola 1938 Dois anos antes da Exposição de Mundo Português, realizou-se em Luanda uma muito grande Exposição-Feira que não ficou para a história colonial. Teve por objectivo exibir o desenvolvimento económico de Angola num “documentário expressivo e completo”, em lugar de encarecer o programa historicista e a mística imperial do regime, como era norma das exposições coloniais e ocorrera por exemplo em 1937 na Exposição Histórica da Ocupação, em Lisboa no Parque Eduardo VII.

18.03.2013 | por Alexandre Pomar

Encontradas vacas sagradas de cinco mil anos em Laas Geel, na Somália

Encontradas vacas sagradas de cinco mil anos em Laas Geel, na Somália O lugar, no cruzamento de dois uádis, é conhecido pelos pastores nómadas de Laas Geel como “os poços dos camelos”. Foi ali que arqueólogos estupefactos descobriram uma constelação de pinturas, em cerca de vinte grutas. Dezenas de vacas, homens, cães e até mesmo uma girafa.

15.02.2013 | por Marie Wolfrom

Casa dos Estudantes do Império: berço de líderes africanos em Lisboa

Casa dos Estudantes do Império: berço de líderes africanos em Lisboa O regime do Estado Novo criou a Casa dos Estudantes do Império com o objetivo de fortalecer a mentalidade imperial e o sentimento da portugalidade entre os estudantes das colónias. No entanto, desde cedo, a Casa despertou neles uma consciência crítica sobre a ditadura e o sistema colonial, mas também a vontade de descobrir e valorizar as culturas dos povos colonizados.

26.01.2013 | por João Carlos

Barbearias de Bissau - anúncios

Barbearias de Bissau - anúncios Há um verdadeiro mercado de especialistas em pintura de anúncios de parede, e há pátios cheios de chapas de madeira e metal com anúncios de corte de cabelo e venda de unhas de gel prontos a colocar. Entrar num centro de implantação de dentes postiços na penumbra e perceber que está forrado de pinturas do tecto ao chão pode ser um espanto.

07.01.2013 | por Manuel Bivar

VELA 6911 - uma nova composição de Victor Gama

VELA 6911 - uma nova composição de Victor Gama Vela 691 baseia-se no diário de bordo de uma oficial da Marinha Sul-Africana, a tenente Lindsey Rooke, que participou num teste nuclear atmosférico realizado secretamente em 1979 próximo da costa do continente Antártico. O teste validou o programa de armas nucleares e o poderio militar desenvolvidos pelo regime de apartheid sul africano que desestabilizou toda a África Austral durante mais de uma década.

07.01.2013 | por vários

tectonik:TOMBWA - geografias em colisão de Victor Gama

tectonik:TOMBWA - geografias em colisão de Victor Gama Em Setembro de 1979 a África do Sul realizou secretamente um teste nuclear atmosférico entre a ilha Marion no Índico Sul e a costa da Antártida. O teste validou o programa de armas nucleares e poderio militar desenvolvidos pelo regime de apartheid sul africano que desestabilizou toda a África Austral durante mais de uma década. Um desconhecido antropólogo angolano e uma oficial da marinha sul-africana que participou no teste, nunca se encontraram, mas os seus registos, descobertos anos após a morte de ambos, deram origem a uma incessante reconstrução que Victor Gama levou a cabo entre o deserto do Namibe e a Antártida.

07.01.2013 | por vários

Do silêncio a um outro hino, artistas portugueses com discurso pós-colonial

Do silêncio a um outro hino, artistas portugueses com discurso pós-colonial Vídeos de artistas portugueses – Daniel Barroca, Jorge Santos, José Carlos Teixeira, Maria Lusitano, Monica de Miranda, Paulo Mendes e Rui Mourão – nascidos na década de 70 e descendentes de um país com um passado colonial do qual já não participaram, propõem-nos uma reflexão artística sobre certos mitos, marcas e percursos que um certo passado ligado a África deixou num certo Portugal pós-colonial.

04.01.2013 | por Rui Mourão

Coffee-break na branca do Lucapa

Coffee-break na branca do Lucapa O complexo da De Beers é apenas uma coordenada ilusória; à parte do mundo lunda-tchokwe que ali se edificou, entre as paredes que falam em inglês, hesitam em falar português e onde o tchokwé ficou soterrado, longe dos lençóis luzentes de pedras preciosas. A fronteira com o Congo oferece apenas a alusão à famosa vida das fronteiras, dos contrabandos, dos kilapes, da iminência da sobrevivência, dos idiomas que se fusionam em dialetos de notas musicais quase intocáveis, dos filhos feitos à sombra do camião de carga que espera voltar à estrada e das incontáveis gasosas.

20.12.2012 | por Sílvia Norte

Um itinerário de ocupações

Um itinerário de ocupações Desde 6 de Dezembro, Maputo está temporariamente ocupada por seis intervenções artísticas de igual número de artistas, tendo como mote a palavra “Estrangeiros”.

17.12.2012 | por colectivo

À descoberta de Angola

À descoberta de Angola Cada um dos percursos deste guia corresponde a uma aventura, mas também a uma prova de que é possível viajar de maneira segura e descontraído pelo imenso território de Angola. As dicas e informações que recolhi e compilei para este livro são uma boa ajuda para reduzir os imprevistos e aumentar o prazer de uma viagem por este país intenso e inesquecível, tanto nos seus paradoxos como nas suas gentes e paisagens.

05.12.2012 | por Joost De Raeymaeker

Once upon a time…an Ocean between us…and nevermore…

Once upon a time…an Ocean between us…and nevermore… A identidade terá a nacionalidade que seja o eu. E o eu será esse empastamento, camadas sobrepostas que não correspondem à cronologia ou à soma dos meses, das décadas e da dissolução… Camadas de existência que residem em locais detectados, mapeados e circunscritos. Mónica de Miranda dá continuidade a uma pesquisa que visa o conhecimento aprofundado das suas matrizes culturais, a retoma da ancestralidade, fruto de uma lucidez e rigor que vai do sociológico e antropológico para o estético.

29.11.2012 | por Fatima Lambert

Ligações transatlânticas: mares, memórias e lugares no trabalho de Mónica de Miranda

Ligações transatlânticas: mares, memórias e lugares no trabalho de Mónica de Miranda Viagens no imaginário de Monica de Miranda torna-se uma metáfora para o que Walter Mignolo chama de "ferida colonial": como uma maneira de explorar seus múltiplos movimentos e da sua família entre lugares ligados por uma matriz colonial comum, onde ela constrói o seu próprio mapa emocional em uma variedade dos mediums. Pode-se argumentar que os lugares escolhidos para o seu trânsito sugerem uma reflexão sobre a descolonização que nos termos dos zapatistas nos levaria a um mundo que se encaixa em muitos mundos: uma proposta pluriversal- em oposição ao universal - à leitura da realidade.

27.11.2012 | por Gabriela Salgado

O tratamento dado à informação sobre África pelos Media

O tratamento dado à informação sobre África pelos Media Por um lado Kapuschinsky é um jornalista 'em campo', um jornalista 'no terreno' e, por isso ou apesar disso, o seu legado é também o de um olhar europeu a descrever um continente a arruinar-se no final do século passado. Mas uma frase como «Acima de tudo salta à vista a luminosidade. Luz por toda a parte. Claridade por toda a parte. Sol por toda a parte», com que inicia a sua obra Ébano, é um modo único de afirmar África.

21.11.2012 | por António Pinto Ribeiro

O espaço enquanto ‘contentor’ de elementos díspares

O espaço enquanto ‘contentor’ de elementos díspares Da prática de Filipe Branquinho o júri do BesPhoto 2013 refere que “incide na forma como o espaço funciona enquanto ‘contentor’ de elementos díspares que se aglutinam” – “usando Maputo como ponto de partida, e o retrato como ímpeto, Filipe Branquinho capta o tecido urbano e a forma como os seus espaços são habitados, não apenas pelas pessoas, mas também através de sua arquitectura”.

21.11.2012 | por Filipe Branquinho