Libertação

Libertação Este trabalho contribui para uma re-escrita da nossa história colonial e ajudar à discussão de problemas actuais que advêm de questões coloniais não debatidas. Faz parte de um movimento atravessa a sociedade portuguesa pelas universidades, as artes, os jornais, associações e que olha para o passado porque quer alterar o presente e a forma como se conta esse passado.

Palcos

26.10.2017 | por André Amálio

O pós-colonialismo e as instituições culturais portuguesas: o caso do programa Gulbenkian Próximo Futuro e do projeto Africa.cont

O pós-colonialismo e as instituições culturais portuguesas: o caso do programa Gulbenkian Próximo Futuro e do projeto Africa.cont Tratando-se de um paradigma que tem sido amplamente discutido em várias áreas disciplinares, procurar-se-á analisar de que forma algumas instituições portugueses se têm posicionado (deliberadamente ou não) perante as ideias principais que informam o paradigma pós-colonial e de que forma essas ideias se manifestam nas práticas dessas instituições. Serão analisados em detalhe dois projetos: o programa Próximo Futuro da Fundação Calouste Gulbenkian e o projeto do Centro Cultural Africa.cont. Estes dois projetos foram escolhidos por se considerar que são os projetos que mais diretamente abordaram a temática pós-colonial em Portugal e as suas questões fundamentais.

A ler

17.06.2017 | por Maria Manuela Restivo

"Somos todos pós-coloniais"

"Somos todos pós-coloniais" sei que não nomear e / ou reivindicar o ponto de vista possibilita que se abra espaço para que essa posição seja infiltrada por pessoas, instituições e ideias que só pensam nas nossas subjetividades como metáforas para outra coisa. É tão necessário salvaguardar termos como "o Sul" como ser vigilante sobre a forma como são usados ​​para descrever e/ou discriminar.

Cara a cara

31.01.2017 | por Gabi Ngcobo e Katerina Valdivia Bruch

Modernidade vs. Epistemodiversidade

Modernidade vs. Epistemodiversidade A arte sempre foi capaz de reunir ferramentas críticas de acção de diferentes contextos de conhecimento de modo a intervir em instituições, em políticas e em problemas sociais. Isto faz dela um local privilegiado para encontrar novas estratégias para a epistemodiversidade. Ao mesmo tempo, a arte sempre manteve uma fronteira estrita entre si mesma e a cultura popular, para assegurar que a arte está ao mesmo nível das ciências ocidentais. E se esta fronteira desaparecesse? Como é que construimos uma nova linguagem que utiliza conhecimento popular não para um tema de arte contemporânea, mas como uma faísca para criar novos regimes de representação e novas estruturas de pensamento? Como pode a arte contemporânea contribuir para a aprendizagem da epistemodiversidade?

A ler

11.10.2016 | por María Iñigo Clavo

A pertinência de se ler Fanon, hoje - parte 1

A pertinência de se ler Fanon, hoje - parte 1 Fanon diagnostica, como resultado dessa violência política, económica, social e cultural do opressor – que resulta em massiva horda de marginalizados com ódio ao outro (também decorrente do «medo ao outro») –, uma reacção incontrolada do oprimido: violência gerada pelo recurso às regressões identitárias e étnicas. Esta é uma das evidências da actualidade da sua obra se pensarmos que esta é a situação que (ainda) vivemos hoje.

Mukanda

07.10.2015 | por Inocência Mata

A descolonização continua

A descolonização continua Nos anos 90, solitária e, por vezes, incompreendida, a actividade de Ângela Ferreira foi decisiva para que os artistas portugueses se confrontassem com a memória do passado colonial. Depois da literatura e do cinema, a arte contemporânea portuguesa parecia disposta a interrogar a memória e o conhecimento que os cidadãos tinham do seu passado colectivo mais recente.

Vou lá visitar

02.10.2015 | por José Marmeleira

“Façam uso de mim para valorizar o nosso património que é do mundo”

“Façam uso de mim para valorizar o nosso património que é do mundo” Abordando a música como um ponto de conexão social numa cidade pós-colonial onde empreendedores culturais utilizam o termo político de lusofonia, busco compreender como alguns músicos migrantes oriundos de países ‘lusófonos’ em Lisboa interagem neste processo, aos níveis de comunidade, associações voluntárias e instituições governamentais. De maneira geral, a minha pesquisa mostra uma falta de reconhecimento pela contribuição de músicos migrantes de língua portuguesa à cultura expressiva de Lisboa.

Palcos

16.01.2013 | por Bart Paul Vanspauwen

“A radiação silenciosa" no norte do Níger: o escândalo de Arlit

“A radiação silenciosa" no norte do Níger: o escândalo de Arlit No norte do Níger, mais precisamente nas cidades mineiras de Arlit e Akokan, o urânio é explorado pelas sociedades SOMAIR e COMINAK, ambas filiais da multinacional AREVA, o 2º maior produtor de urânio a nível mundial,cuja produção maioritária vem do Níger onde o grupo está estabelecido há mais de 40 anos.

A ler

07.02.2012 | por Rita Damásio

A Tropa do Indivíduo: Nástio Mosquito e os Ghostbusters

A Tropa do Indivíduo: Nástio Mosquito e os Ghostbusters Quem quiser ter uma ideia do que de novo se está a fazer em Angola, está no local certo. A exposição Ghostbusters, patente até dia 1 de Outubro de 2011 na Galeria Savvy em Berlim-Neukölln, trata da metáfora da memória enquanto fantasma na sociedade angolana pós-colonialista, pós-socialista e do pós-guerra.

Cara a cara

23.09.2011 | por Inês Thomas Almeida

"Terceira Metade": Novos horizontes – Arte africana contemporânea e política pós-colonial

"Terceira Metade": Novos horizontes – Arte africana contemporânea e política pós-colonial A pós-independência na África é um espaço de ambivalência, em que as aspirações de seu povo vão, frequentemente, em oposição a seus líderes e às influências externas. Sua riqueza é aleijada pelo controle financeiro ocidental que visa uso próprio dos recursos do continente. Nos últimos anos, o rápido crescimento da influência econômica da China sobre a África se tornou mais um aviso do novo agente fomentado pela globalização e da resultante expansão política e econômica. Ainda não há indícios de uma mudança, onde os tentáculos dessas influências alcançam cada vez mais áreas afetadas por conflitos e governos fracos. Neste conflito terreno, nós devemos carregar conosco as palavras de Walter Benjamin “A tradição dos oprimidos nos ensina que o ‘estado de emergência’ em que nós vivemos não é uma exceção, mas sim uma regra.”

A ler

25.04.2011 | por Stina Edblom