3 actores à procura de um papel

3 actores à procura de um papel Numa curta série de espectáculos em Lisboa, “ 3 Actores à Procura de um Papel”, com João Cabral, Oceana Basílio e Ângelo Torres. O texto de Joaquim Paulo Nogueira traz-nos cinco pequenos contos teatrais onde sobressaem temas como a morte, a política, a identidade de género, a música, a crise financeira e social, que se interligam através da história de 3 actores que se encontram para fazerem um casting público.

13.01.2012 | por vários

Onde está Suleiman? Rabih Mroué, Looking for a missing employee

Onde está Suleiman? Rabih Mroué, Looking for a missing employee Através da história de Suleiman, Rabih Mroué, este ano artista convidado da DOCUMENTA e pela primeira vez em tournée nos Estados Unidos traça, com uma enorme seriedade e uma não menos grande ironia, um excelente retrato do Líbano e do mundo em que vivemos.

11.01.2012 | por Ana Bigotte Vieira

Luanda é bonita

Luanda é bonita A peça “Tanta Asneira Para Dizer Luanda É Bonita” foi recebida com uma chuva de aplausos durante a primeira temporada no Nacional Cine-Teatro. Em palco, tudo começa com um assalto. Na vida real Orlando Sérgio, actor, Nuno Milagre, autor e Miguel Hurst, encenador, são cúmplices neste crime.

10.01.2012 | por Joana Simões Piedade

A globalização do hip-hop: homogeneização e diferenciação cultural

A globalização do hip-hop: homogeneização e diferenciação cultural Pode ouvir-se uma música ecoar de forma ubíqua em vários pontos do planeta, consumir-se alimentos idênticos, ver-se exactamente os mesmos filmes, assistir-se diariamente aos mesmos programas de televisão, acompanhar-se as mesmas notícias, entre muitos outros exemplos que poderíamos aqui evocar, mas tudo isto não significa que se tenha anulado a diversidade cultural e que se viva hoje num mundo necessariamente homogéneo.

28.12.2011 | por José Alberto Simões

“Canta mais alto, por detrás do lamento…”, sobre Maiúca

 “Canta mais alto, por detrás do lamento…”, sobre Maiúca à espera de outros fazendo coro e “cantando mais alto por detrás do lamento” celebrando a vida, pausadamente, lucidamente, convocando as mulheres e os homens de boa vontade, cabeça limpa e bom coração para outro modelo, nesta existência trôpega, agressiva, cada vez mais sem razões que lhe dêem um sentido; à espera que exemplos como o teu frutifiquem e que as gerações seguintes saibam que, mesmo num tempo cinzento, às vezes bafiento e triste, houve gente a cantar, a encantar, a trabalhar, a amar, a viver, plena e inteiramente

20.12.2011 | por Carlos Ferreira (Cassé)

Observar o Tchiloli do grupo Boa Ventura

Observar o Tchiloli do grupo Boa Ventura "Quis dar-lhes [ao grupo Boa Ventura do bairro da Boa Morte] a conhecer alguns exercícios ocidentais de teatro sobre a preparação do actor, proporcionando-lhes ferramentas válidas para o seu trabalho como intérpretes. São, basicamente, exercícios de aquecimento e de concentração: para aquecer o corpo e a voz, seguindo a técnica de Augusto Boal, do Teatro do Oprimido."

07.12.2011 | por Íris Toivola Cayatte

A produção cultural vive de relações humanas, entrevista a Irlando Ferreira

A produção cultural vive de relações humanas, entrevista a Irlando Ferreira  Saiu de Cabo Verde há uns anos para se formar em Lisboa em produção cultural. Estagiou no Teatro Nacional e trabalhou no Teatro Trindade como produtor (2009 – 2011) e fez acontecer muitos espectáculos. Encontra-se neste momento a fazer um estágio nos Estados Unidos de seis meses, pelo programa Inovartes, onde vive na pele a exigência de uma grande companhia de teatro. Mas foi com as associações em Cabo Verde que começou a ganhar gosto pela ideia de ajudar a materializar aspectos artísticos e pela dinâmica de equipa

26.08.2011 | por Marta Lança

Hip Hop da Diáspora: Malcriado, Chullage e Bandidos

Hip Hop da Diáspora: Malcriado, Chullage e Bandidos La Mc Malcriado em Paris; Chullage em Lisboa; Jay na Noruega. Trata-se de nomes que tornam visíveis uma dupla margem, traduzindo a contestação tanto no arquipélago como na diáspora. Na diáspora, estes jovens cumprem extraordinariamente a função de mediação cultural.

10.08.2011 | por Eurídice Monteiro

Festival de Sines: uma explosão à última noite

Festival de Sines: uma explosão à última noite Pelo que o grande dia acabou por ser a noite de sexta-feira, única em que aquela mistura geracional e de classes típica de Sines se fez sentir, em que a electricidade fluiu no ar. Ajudou ter tido Mário Lúcio, o ex-líder dos Simentera a abrir a noite. Apostado numa carreira a solo, Lúcio, senhor de uma grande voz, foi o primeiro a pôr as gentes a darem-se ao abanico, mercê dos tremendos ritmos que saltavam da sua guitarra. Lúcio tem vindo a dar a conhecer géneros cabo-verdianos que têm permanecido à sombra das mornas e das coladeras e foi curioso verificar a boa recepção que aquela música mais rude teve.

06.08.2011 | por João Bonifácio

Passa a bloody bola!

Passa a bloody bola! A meta-narrativa de "Filhos de Assassinos" ecoa na nossa história de país pós-colonialista que teve uma ditadura de quase cinquenta anos. E nisso (a meu ver) as suas encenações foram tanto mais interessantes quanto a dramaturgia se orientou para o comum, para a linguagem simples, para a vida de todos os dias, e não em direcção a uma ideia exoticizada de África e do Outro, ou a uma melodramatização de pendor trágico dos acontecimentos retratados.

09.07.2011 | por Ana Bigotte Vieira

Filhos de Assassinos

Filhos de Assassinos O presidente do Ruanda está a libertar os assassinos. Anos depois do genocídio tutsi, os perpetradores começam a regressar ao campo a conta-gotas, de volta às suas aldeias. Três amigos – nascidos durante o rescaldo sangrento do genocídio – preparam-se para conhecer os homens que lhes deram vida. Mas à medida que o dia do regresso se aproxima os rapazes são assombrados pelos crimes dos pais. Quem nos podemos tornar quando a violência é a nossa herança?

09.07.2011 | por Katori Hall

Hip hop: breve história e introdução ao mundo do rap crioulo

Hip hop: breve história e introdução ao mundo do rap crioulo Olhando para trás, para a história do hip hop, iniciada nos States nos anos sessenta, da herança dos griots - os contadores de histórias, da tradição africana da oralidade - muita coisa mudou. É normal. Vivemos hoje na era alter-moderna, parafraseando Nicolas Bourriaud.

07.07.2011 | por Redy Wilson Lima

Encontros imediatos: Carlos Moore e Fela Kuti

Encontros imediatos: Carlos Moore e Fela Kuti O etnólogo/historiador cubano Carlos Moore conheceu Fela Kuti e travaram uma relação para além da música. Em 1981, Moore escreveu a biografia do rei do afrobeat, que irá ser lançada no Brasil por esses dias, pela editora Nandyalla. Goli Guerreiro fala sobre a relação biografo/ biografado e aproxima-nos a estes dois homens. Actualmente Carlos Moore habita na Bahia onde está há cerca de dez anos.

22.06.2011 | por Goli Guerreiro

O Homem que chorava sumo de tomates

O Homem que chorava sumo de tomates A Companhia de Dança Contemporânea, mais uma vez, escolhe, porque vai radicalizando na forma e no conteúdo consoante nós vamos atingindo níveis cada vez mais altos de degradação moral e física, os pequenos pormenores, os ínfimos detalhes que passarão despercebidos aos homens a quem sobrou apenas o sumo dos tomates para chorarem, mas que a nós, simples mortais e sempre culpados de qualquer coisa há mais de 30 anos, nos agridem, nos apequenam, nos destroem. As grandes e pequenas manifestações de arrogância.

13.06.2011 | por Carlos Ferreira (Cassé)

Chiquinho (1947), de Baltazar Lopes, em audiolivro

Chiquinho (1947), de Baltazar Lopes, em audiolivro Transformar o romance Chiquinho (1947), de Baltazar Lopes, em audiolivro foi até agora a tarefa mais ambiciosa da Boca. Desde logo pela grandeza da obra, fundadora da moderna literatura caboverdiana, e do seu autor, um dos mentores da revista Claridade e do movimento de emancipação cultural de que esta foi o órgão difusor e agremiador.

08.04.2011 | por BOCA

“África de ida y vuelta”: uma viagem musical por Isabela Aranzadi

“África de ida y vuelta”: uma viagem musical por Isabela Aranzadi Partindo do livro de Isabela Aranzadi, Instrumentos Musicales de las Etnias de Guinea Ecuatorial, publicado em 2009, em Espanha, numa edição da Apadena, empreendemos uma viagem com a autora que nos leva não só pelas tradições musicais equatoguineenses como nos mostra como as possibilidades de contacto acabaram por traçar novos rumos culturais. É importante referir, ainda, que este livro nasce em coordenação com um projecto museológico que se traduziu na mais completa exposição até hoje realizada sobre o tema, daí as diversas abordagens que introduz e as diferentes perspectivas pelas quais pode ser lido.

05.04.2011 | por Cátia Miriam Costa

Brasilin, Cabo-Verdão

Brasilin, Cabo-Verdão Na música, o que faz sucesso no Brasil também faz em Cabo Verde. Basta entrar num autocarro na cidade da Praia para comprovar que, não fosse o zouk, a hegemonia seria verde-amarela, em várias rádios crioulas. Das letras melodramáticas do que no Brasil se chama “brega” (irmão do “pimba” português), aos alegres pagodes cariocas e axés baianos, jamais esquecendo “o rei” Roberto Carlos nem os temas da novela do momento, música brasileira é o que não falta.

05.04.2011 | por Gláucia Nogueira

Cheny Wa Gune

Cheny Wa Gune Cheny Wa Gune toca a m'bira, a m'bila e o xitende, sendo acompanhado por um grupo, que integra guitarra baixo, bateria e percussões.

04.04.2011 | por vários

Mamadou Sene Bhour Guewel do Senegal para Cabo Verde

Mamadou Sene Bhour Guewel do Senegal para Cabo Verde A sonoridade única da banda continua enraizada no intercâmbio musical de fusão histórica entre Cabo Verde e Senegal e na exploração de novos horizontes, com um som cada vez mais influenciado pelo afro-jazz, por vezes prestando homenagem à mazurka caboverdiana, mas ancorado nos ritmos quentes do Senegal e na tradição griot. Cantando em wolof e crioulo, numa voz peculiar, Mamadou dá cor à música acústica de fusão com letras que contam histórias, como um griot canta o passado. Como dizia a avó N’Gom, “uma canção que não conta uma história, que não transmite conhecimento e amor não é uma canção, é uma brincadeira”.

18.03.2011 | por Pedro F Marcelino

A necessidade do Teatro em Moçambique

A necessidade do Teatro em Moçambique Em Moçambique as pessoas necessitam do mais básico para viver: o teatro! O teatro em Moçambique faz-se com as ruas (o palco) e os outros (interlocutores). As ruas estão ao rubro, o teatro é por todo o lado, algazarra, desorganização organizada, dança, constante representação. Tudo razões para uma actuação gloriosa.

08.03.2011 | por Frederico Bustorff Madeira