A Peregrinação cabo-verdiana de José Luís Hopffer Almada

A Peregrinação cabo-verdiana de José Luís Hopffer Almada é partindo desta componente africana que José Luís Hopffer Almada projecta no universal a luta e história do povo cabo-verdiano enquadrando-as nas lutas dos povos africanos contra a opressão colonial e pela liberdade.

A ler

31.08.2019 | por Adolfo Maria

átimo de criação e tempo no museu-trabalho-e-trabalha-44h-semanais-e-

átimo de criação e tempo no museu-trabalho-e-trabalha-44h-semanais-e- Museu de Arte do Rio. uma teoria: depois do museu e durante ele, a noção de tempo alterou-se e nos alterou, tanto individualmente como trabalhando em dupla. Não que estejamos demarcades pelo museu, mas existe uma mudança na percepção do quanto algo pode durar. E de ficar uma hora revirando os olhos. Ou de olhos fechados. Mordendo algo. Nos faltou dizer, então, e fazer a memória da criação nesse lugar fechado.

Cidade

28.08.2019 | por Jandir Jr e max wíllà morais

Festival Fuso

Festival Fuso O FUSO regressa a Lisboa entre os dias 27 de Agosto e 1 de Setembro com os trabalhos de dois artistas convidados, Antoni Muntadas e Pedro Barateiro, e sessões de videoarte programadas por curadores portugueses e internacionais. A 11ª edição do único festival de vídeo ao ar livre em Lisboa, apresenta assim seis noite de verão, com sessões gratuitas, em espaços únicos, como os jardins e claustros dos principais museus de Lisboa. Artistas convidados: Pedro Barateiro e Antoni Muntadas Programas dos curadores: Tom Van Vliet (Holanda), Sandra Vieira Jürgens (Portugal), Moacir dos Anjos (Brasil), Margarida Mendes (Portugal), Lori Zippay (EUA)

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26.08.2019 | por vários

Há mais de 20 dias que a Amazónia arde e o cheiro de morte é o de todxs nós

Há mais de 20 dias que a Amazónia arde e o cheiro de morte é o de todxs nós Exigimos um posicionamento do Governo Português perante estes crimes contra a humanidade e o planeta. Apelamos ao boicote de todos os produtos provenientes do agronegócio brasileiro e ao cancelamento da vinda de Jair Bolsonaro a Portugal no começo de 2020. Defendemos a entrega incondicional dos territórios indígenas aos seus povos, demarcando as suas terras e fiscalizando essas demarcações contra as invasões ilícitas de madeireiros, garimpeiros e tentativas de grilagem!

Mukanda

25.08.2019 | por Fórum Indígena de Lisboa

Estórias de pastores: duas perspectivas angolanas sobre a identidade nacional e as outras

Estórias de pastores: duas perspectivas angolanas sobre a identidade nacional e as outras A descoberta de um pequeno conto da década de 1970 abriu-me a possibilidade de estabelecer uma comparação com outro escritor angolano da mesma geração, Pepetela, cuja obra analisara em detalhe para a minha tese de doutoramento (Santos 2011). A coincidência de ambos terem escrito, com um intervalo de quase 30 anos, sobre o mesmo tema, facilitou um exercício comparativo cujo objetivo é salientar a originalidade e pertinência das ideias de Ruy Duarte de Carvalho (RDC) a respeito das identidades coletivas parcelares.

Ruy Duarte de Carvalho

23.08.2019 | por Alexandra Santos

Apresentação de Ana Paula Tavares no Lisbon Revisited 2019

 Apresentação de Ana Paula Tavares no Lisbon Revisited 2019 No Kwanza-Sul percebeu os vários ritmos e a imponência de um país que cultiva o riso e a memória curta para se defender dos dramas que o desumanizam: a escravatura, o colonialismo, a dominação, os pequenos e grandes poderes, os oportunismos e a ignorância. De como é vertiginoso o urdir da história no quotidiano. A geração à qual pertence preocupou-se em recuperar a memória cultural perdida nessas e noutras violências, também com o olhar vívido e intrigante das ingenuidades e militâncias da independência.

Cara a cara

21.08.2019 | por Marta Lança

Fogo e Vida

Fogo e Vida A formulação crítica que aqui proponho nasce em francês porque provem do jogo do termo de Didi-Huberman (soulevement) e do entendimento de Butler do por vir (la venir) derridiano e do acontecimento (evénement) de Alain Badiou.

Corpo

21.08.2019 | por Allende Renck

O Comum em tempos de confusão

O Comum em tempos de confusão O convite para MEXER em “comum”, durante uma semana, convoca-nos a questionar as lógicas de vida rígidas normativas que nos são apresentadas como caminhos únicos para os impasses que vivemos enquanto coletivo humano. O nosso foco é “o comum”, a forma de o construir numa lógica participada gerando alternativas, por agora aparentemente “impossíveis”, mas que se tornam possíveis perante a respiração e o decidir dissipar a confusão.

Mukanda

20.08.2019 | por Hugo Cruz

Pode a arte mudar a sociedade? - Introdução

Pode a arte mudar a sociedade? - Introdução Porquê um livro sobre arte socialmente comprometida no final da segunda década do século XXI? que tipo de relações entre domínios aparentemente estanques como as práticas artísticas, as práticas sociais e as práticas políticas pretendem ser explicitadas aqui? que fluxos ontológicos e analíticos entre arte e política se convocam? que respostas podemos obter no cruzamento de tradições e disciplinas para estas inquietações? E que linguagens e contextos têm vindo a cruzar artistas, activistas e académicos para melhor compreendermos o cenário que conforma, na contemporaneidade, práticas artísticas de questionamento político e intervenção social?

A ler

19.08.2019 | por Carlos Garrido Castellano e Paulo Raposo

Breve reflexão sobre a exposição “the portuguese prison photo project”
no Museu do Aljube - resistência e liberdade

Breve reflexão sobre a exposição “the portuguese prison photo project”
no Museu do Aljube - resistência e liberdade O Aljube funcionava sobretudo como plataforma de trânsito, uma espécie de depósito de detidos que vinham de esquadras espalhadas pelo país e que depois, caso se considerasse necessário, eram trasladados para a sede da PIDE para serem interrogados ou/e eram transferidos para outras prisões. Assim, este Museu acaba por representar um dos processos mais marcantes da ditadura portuguesa: a detenção por delitos de opinião, a tortura e a morte de tantos defensores da liberdade. Deste modo é que constitui um espaço cuja carga simbólica é muito forte para receber esta exposição sobre prisões contemporâneas, e por isso mesmo importa que as duas narrativas não sejam confundidas.

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18.08.2019 | por Fátima da Cruz Rodrigues

Piraeus Atenas

Piraeus Atenas Estamos no mês em que todas as gaivotas que erram pelo mundo e seus marinheiros voltam para arrumar, cultivar o sonho de um retorno digno e justo a um país que só existe nos seus sonhos, agosto e Portugal, mas que importantes são precisamente por o imaginarem em tão graça e idílica visão. Os da babilónia têm em si mais amor pelo céu que seus habitantes.

Corpo

16.08.2019 | por Adin Manuel

Grandma Cane

Grandma Cane Ouvi um ruído e, assim que abri os olhos, percebi que estava rasgando os lençóis. Acordei o meu marido e ele disse: ‘não se preocupe, deve estar na sua cama’. Então eu disse-lhe: ‘não estou assustada, mas todos os lençóis estão estragados e rasgados.'

Cara a cara

14.08.2019 | por Sinem Taş

O corpo contra o Capital: uma breve estória da Itália de hoje

O corpo contra o Capital: uma breve estória da Itália de hoje Cattelan questiona, a partir da inserção do corpo na política de elisão corporal do capitalismo financeiro, justamente a possibilidade de democracia frente ao sistema que vive bem ali na Piazza Affari em Milão: A sociedade de controle por si. Um questionamento da possibilidade de concretização da concepção agambeniana de que o nomos de nossa sociedade contemporânea é o campo de concentração.

Corpo

14.08.2019 | por Allende Renck

Marepe em paralaxe

Marepe em paralaxe "Cabeça acústica", construída com bacias de alumínio, catalisa uma experiência acústico-perceptiva que, diferentemente do material que a constitui, não tem nada de trivial. Instalada como uma espécie de epígrafe à mostra “Marepe: estranhamente comum”, com curadoria de Pedro Nery, a obra encarna aspectos da poética do artista

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10.08.2019 | por Icaro Ferraz Vidal Junior

Meninos negros vão ao cinema: a marginalidade como estética para um outro sonho de liberdade

Meninos negros vão ao cinema: a marginalidade como estética para um outro sonho de liberdade Tornar as masculinidades negras como categoria nas teorias de gênero, não de forma isolada ou contrária à ascensão dos movimentos feministas negros ou LGBT, mas como mais uma particularidade do discurso que põe em causa o patriarcado branco. A hegemoneidade das masculinidades brancas são uma das principais facetas do conjunto de dominação, controle e repressão do aparato colonial que funda as sociedades ocidentais da contemporaneidade.

Afroscreen

08.08.2019 | por Marco Aurélio

Filme moçambicano sobre juventude e raptos, entrevista a Mickey Fonseca e Pipas Forjaz

Filme moçambicano sobre juventude e raptos, entrevista a Mickey Fonseca e Pipas Forjaz "O modo como as personagens morrem tem muito a ver com a traição entre pessoas na vida real. A meu ver, a sociedade moçambicana tornou-se muito gananciosa. O tempo dos favores já se foi, em troca veio o tempo do refresco. A corrupção aumentou, a prostituição também. Hoje em dia vende-se crianças, albinos são cortados aos pedaços, assassinam-se indianos, rapta-se portugueses, ricos, pobres. Tudo em troca de dinheiro."

Afroscreen

05.08.2019 | por Marta Lança