Quase-manifesto ante o irreparável (2019)

Quase-manifesto ante o irreparável (2019) O IRREPARÁVEL, por fim, e sobretudo, aquele que funciona como estruturante do mundo-como-É, assente na irremediável e incompensável operação da usurpação/colonização, que faz do trauma o modo quase unívoco da individuação, assente, no limite, numa proliferação de variadas versões de uma mesma cisão, que separa sujeitos e sujeitades, pervertendo o ciclo da dádiva

Mukanda

13.12.2019 | por Fernanda Eugénio

Reflexões sobre discurso e linguagem numa perspectiva decolonial

Reflexões sobre discurso e linguagem numa perspectiva decolonial A voz indígena, nesse sentido, se apropria do imaginário colonial que um dia chamou seus antepassados de selvagens, indolentes e sem alma. Agora é a nossa vez de propagar um diagnóstico sobre esses outros corpos. Maria Pastora/Thinya, ao tomar posse de registros escritos entre o século XVI e XVIII, os quais convergem com uma série de textos produzidos pelos portugueses no mesmo período histórico, é de uma violência simbólica, no mínimo, atraente.

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12.12.2019 | por Lorenna Rocha

Xmas in Lesbos, pessoas ou coisas?

Xmas in Lesbos, pessoas ou coisas? Afinal descobri que sou uma lésbica que nasceu com corpo de um homem. Isto de identidade e desejo é muito estranho. Faz todo o sentido, tive anos para me preparar para isto, não foi fácil tinha tudo a perder o meu trabalho, a minha reputação, a minha família talvez, a minha conta bancária do Novo Banco, o Visa da American Express e pronto o resto dos lobbies que não vou divulgar aqui. Ganhei dinheiro indevidamente, pois sim, confesso que sim. Tenho um Off Shore na Island of Man (ela há coisas fantásticas) e hoje acho que ganha o Boris, por isso está seguro.

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12.12.2019 | por Adin Manuel

Rodrigo é despojado dos seus uniformes

Rodrigo é despojado dos seus uniformes A figura quer conhecer-se ou receia fazê-lo? Resistência e tensão palpáveis. Mais um paralelismo com uma versão adulta mas que resume bem os anos de opressão capilar: Rodrigo ao espelho, máquina de cortar cabelo em riste, domando e inibindo, uma vez mais, o cabelo que não se permite conhecer. Ao ver o seu portfólio, encontro uma figura feminina de costas voltadas para um espelho.

Corpo

10.12.2019 | por Gisela Casimiro

El baile de los que sobran

El baile de los que sobran O contraste entre dois discursos sobre o continente sul-americano, num deles o levante progressista é instrumentalizado para a desorganização do estado democrático em benefício das elites conservadoras e autoritárias, noutro o levante reaccionário não é senão o ritual da sua queda, uma espécie de último estertor do conservadorismo - a verdade, como o futuro, é um terreno em disputa.

Jogos Sem Fronteiras

09.12.2019 | por Bruno Caracol

Mobilidades contemporâneas no contexto pós-colonial: Mbembe, Glissant e Mattelart

Mobilidades contemporâneas no contexto pós-colonial: Mbembe, Glissant e Mattelart Uma das questões que tensiona os campo dos direitos humanos é justamente a restrição contemporânea do direito ao universalismo, a pertencer ao mundo, a viajar por ele e deixar a sua marca como humano. Passaremos por algumas leituras da contemporaneidade que explicitam a questão do outro e o caráter universal dos direitos.

Jogos Sem Fronteiras

08.12.2019 | por Iolanda Évora, Daniele Kowalewski, Giovanna Modé Magalhães e Flávia Schilling

Deus é uma mulher preta e poeta

Deus é uma mulher preta e poeta Sou muito pequena, e sinto que vivo numa ilha sem país, tentando contato apenas com o mar. Platão dizia que existem três tipos de pessoas: as mortas, as vivas, e as que vão para o mar... Encho o copo de vinho, e penso que me identifico com a terceira estirpe, enquanto os meus amigos estão convencidos que o povo brasileiro é o próximo a ir para as ruas partir tudo.

A ler

07.12.2019 | por Rita Brás

Vida e morte de uma Baleia-Minke no interior do Pará e outras histórias da Amazônia

Vida e morte de uma Baleia-Minke no interior do Pará e outras histórias da Amazônia Durante uma de suas mais recentes estadias junto aos indígenas Wari’, em 2014, Aparecida Vilaça conta que ficou impressionada com aquilo que então considerava ser uma novidade: viu diversas fotografias de seus amigos e parentes Wari’ que preenchiam na parede lateral de um quarto. Era o quarto de Paletó, seu pai indígena, de quem Aparecida foi se aproximando e criando essa relação de parentesco a partir de 1986.

Mukanda

07.12.2019 | por Fábio Zuker

Topografias rurais

Topografias rurais  Estas obras, em conjunto, criam uma rede de diferentes abordagens do rural, ao mesmo tempo que chamam a atenção para preocupações ecológicas. Estas obras constituem poderosos significantes num discurso global sobre o regionalismo, constituindo, igualmente, um apelo (poético) à ação no âmbito do nosso ambiente natural.

Mukanda

04.12.2019 | por vários

Cinema afro-futurista - programa

Cinema afro-futurista - programa Movimento interdisciplinar, o Afro-futurismo combina fundamentos tecno-científicos com elementos das cosmologias africanas para forjar uma estética singular e inventiva e interpelar criticamente a história de África e as suas construções distópicas.

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04.12.2019 | por Raquel Schefer

Escritas e imagens para uma epistemologia nómada. ruy duarte de carvalho e james c. scott entre resistências subalternas, oralidades e cinema não etnográfico 

Escritas e imagens para uma epistemologia nómada. ruy duarte de carvalho e james c. scott entre resistências subalternas, oralidades e cinema não etnográfico  Vimos no cruzamento das obras de Ruy Duarte de Carvalho e de James C. Scott a problemática de uma construção não dominadora do saber. Estamos aqui num terreno que é também comum a E.P. Thompson e aos subaltern studies assim como ao pensamento descolonial de W. Mignolo e de outros pensadores latino-americanos, nos seus combates contra a desqualificação e invisibilidade das resistências locais subalternas.

Ruy Duarte de Carvalho

02.12.2019 | por Maria-Benedita Basto

Acha que minto? - exposição de Jimmie Durham

Acha que minto? - exposição de Jimmie Durham Jimmie Durham traz à superfície a verdade da obra de arte, provavelmente um dos temas mais relevantes num mundo que esquece permanentemente a natureza ficcional da arte – o que não implica que não inscreva, na sua materialidade e no caráter representacional, uma intrínseca verdade paradoxal. A fragilidade e aparente vernacularidade das obras que integram a exposição joga, portanto, com a fina linha entre a produção do real e a recolha de objetos do mundo, num palimpsesto de sentidos que gera uma tensão entre o que nos é dado e o que construímos.

Vou lá visitar

02.12.2019 | por Delfim Sardo