TEM GRAÇA – Festival Internacional de Mulheres Palhaças | Entrevista a Susana Cecílio

TEM GRAÇA – Festival Internacional de Mulheres Palhaças | Entrevista a Susana Cecílio O clown faz parte do nosso ADN. Todas temos formação como palhaças, somos todas palhaças. Mas somos palhaças por loucura, investigamos uma comicidade a partir da nossa própria biografia, da exposição ridícula e escancarada dos problemas que todos imaginamos nas nossas cabeças e a comicidade parte daí. É um trabalho de proximidade, muito mais ligado à comunidade. É um trabalho de utilização de espaços não tão evidentes para apresentações performáticas, como um jardim, um lavadouro, lugares que são património da freguesia. Chamamos os públicos, os vizinhos, as associações, para participarem e para serem público. A narração oral tem esta proximidade, porque é um trabalho sem quarta parede, de olhos nos olhos, de tentar que o público seja testemunha daquilo que está a acontecer, um aqui e agora.

Palcos

20.05.2022 | por Levina Valentim

Opaco | ɔˈpaku, fotografias de Lubanzadyo Mpemba Bula

Opaco | ɔˈpaku, fotografias de Lubanzadyo Mpemba Bula As doze performances pensadas para a câmara fotográfica habitam a tensão entre duas dimensões de representação - a cidade como espaço e o mundo como corpo - uma vez que a cidade é-nos apresentada pelo seu betão anónimo e o mundo é tido como a experiência acumulada e materializada do indivíduo através do seu corpo.

Cidade

15.11.2019 | por Raquel Lima

'Partituras para ir', de Joana Braga

'Partituras para ir', de Joana Braga Partindo das formas existentes no percurso estabelecido e do imprevisto provocado pelos sujeitos, 'Partituras para ir' procurou instaurar relações de movimento e de repouso, de velocidade e de lentidão, através das quais se instaura o devir, um devir entendido enquanto processo de desejo.

Cidade

30.06.2019 | por Marta Rema

Do nomadismo

Do nomadismo Os nómadas podem ser entendidos em diversos contextos, nómadas na acepção antropológica, nómadas como um novo conceito na filosofia e nómadas como um conceito real e metafórico para novas práticas artísticas, tanto no sentido real como metafórico. Na acepção real refere-se à arte existente entre os povos nómadas, ao passo que o uso metafórico diz respeito à apropriação do nomadismo em novas criações artísticas e teatrais.

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11.01.2019 | por Knut OveArntzen

Porquê Antropoceno? - projeto ANTROPOCENAS

Porquê Antropoceno? - projeto ANTROPOCENAS Politizar o Antropoceno implica resignificar a noção de humano e fazer uma reflexão mais abrangente sobre as relações entre humanidade e poder, humanidade e natureza, ecologia e política. Implica mudar as palavras. E começar a reflexão a partir de uma escuta de posições não vistas.

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22.10.2017 | por Rita Natálio

Reflexões Pós-Parto. Uma crítica a Parto Rosa de Renata Torres

Reflexões Pós-Parto. Uma crítica a Parto Rosa de Renata Torres O presente texto debruça-se sobre a peça Parto-Rosa, da qual Renata Torres é autora e intérprete. A encenação é de Torres e Matamba Joaquim. Parto Rosa estreou em Luanda, no Centro Cultural Brasil Angola, no dia 31 de Março, numa apresentação única. O que trazemos aqui não é um resumo da peça com citações transcritas, mas uma curta análise do trabalho da autora, cuja visão crítica interessa reflectir um pouco.

Palcos

20.04.2017 | por Maria-Gracia Latedjou

Claire Fontaine: em vista de uma prática ready-made

Claire Fontaine: em vista de uma prática ready-made Lançamento do livro + Conversa + Performance // O título do livro dá nome a este encontro que parte do conceito de "greve humana" do coletivo Claire Fontaine para pensar a intervenção estética como prática política de um "artista ready-made".

Palcos

12.01.2017 | por vários

Papagaios ao espelho do colonialismo

Papagaios ao espelho do colonialismo Essa relação entre papagaio e espelho, autoritária e inevitavelmente falha, habita os materiais da performance e da exposição final do Museu Encantador. Numa tentativa de desmanchar esta relação de autoridade platônica da imitação, muitos dos vídeos da exposição torcem o sentido desta autoridade, misturando os elementos luso-brasileiros até sua indistinção, ou propagando o sentido das imitações até outras esferas, misturando níveis de realidades classicamente separados.

Vou lá visitar

17.11.2016 | por Rita Natálio

Os hóspedes do Globo: (des-)mapeando a memória da cidade vertical com a horizontalidade do corpo

Os hóspedes do Globo: (des-)mapeando a memória da cidade vertical com a horizontalidade do corpo O mapa ou a cartografia resultante não pode, então, constituir-se senão como um desmapear, um descartografar, um baralhar das coordenadas actuais a partir dos três andares do Globo, das várias camadas de história e memória – colectiva e individual; colonial, anti-colonial, pós-colonial, pós-Marxista, pós-guerra civil – que estes albergam e que o relato sonoro de Almeida, contíguo à instalação vídeo, convoca em permanência. Este desmapear só pode compreender-se, também, a partir do desejo de inscrição de memória no presente e para o futuro que o projecto de requalificação e restauro nunca concretizado, posicionado diante do vídeo, evoca.

Vou lá visitar

08.11.2016 | por Ana Balona de Oliveira

Souls’ Landscapes

Souls’ Landscapes Souls’ Landscapes é uma performance concebida a partir da leitura de “Les Damnés de la Terre” de Frantz Fanon, que incorpora música, movimento, luz e texto.

Palcos

23.02.2015 | por vários

Se fossemos ainda mais angolanos...

Se fossemos ainda mais angolanos... Ouço novamente o álbum. Todo. E é como se o Nástio me perguntasse: e se fossemos ainda mais angolanos? Se ouvíssemos mais a voz da sabedoria dos poucos que ainda a têm. Se nos autorizássemos a ter uma voz mais plural, e portanto a aceitar melhor a voz dos outros. Se nos sentássemos mais vezes a falar de outras coisas que não o carro, os dólares, as discotecas, as amantes, os whisky's. Seriamos menos angolanos? Seremos menos angolanos?

Palcos

14.08.2013 | por Ondjaki

Breves considerações acerca da performance de géneros musicais, literários e coreográficos cabo-verdianos

Breves considerações acerca da performance de géneros musicais, literários e coreográficos cabo-verdianos O conceito de identidade, tem uma operacionalidade escassa, quase nula, e o seu uso implica o permanente confronto com a inevitabilidade da sua indefinição, mas é irrefutável de que quando o estudamos ou abordamos no campo da actividade humana ou cultural (e a música ou expressão musical nessa cultura) ele se torna dado adquirido.

Mukanda

16.05.2012 | por Soraia Simões

Onde está Suleiman? Rabih Mroué, Looking for a missing employee

Onde está Suleiman? Rabih Mroué, Looking for a missing employee Através da história de Suleiman, Rabih Mroué, este ano artista convidado da DOCUMENTA e pela primeira vez em tournée nos Estados Unidos traça, com uma enorme seriedade e uma não menos grande ironia, um excelente retrato do Líbano e do mundo em que vivemos.

Palcos

11.01.2012 | por Ana Bigotte Vieira

Literatura oral, performance, memória, multimédia e internet: que relação?

Literatura oral, performance, memória, multimédia e internet: que relação? Dados à estampa em 2010 e referindo-se ao ano de 2008, os Cahiers de Littérature Orale dedicam os seus números 63 e 64 a estas questões: performance, memória, multimédia e internet. Coordenados por Brunhilde Biebuyck, Sandra Bonard e Cécile Leguy e dirigidos por Geneviève Calame-Griaule, estes cadernos têm-se afirmado como uma das mais importantes revistas dentro do panorama da literatura oral, convidando especialistas de várias áreas, com especial ênfase para a literatura, a linguística e a antropologia, com o objectivo de reflectir sobre os desafios que esta disciplina em geral tem vindo a enfrentar.

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27.09.2010 | por Cátia Miriam Costa