Topografias rurais

Topografias rurais  Estas obras, em conjunto, criam uma rede de diferentes abordagens do rural, ao mesmo tempo que chamam a atenção para preocupações ecológicas. Estas obras constituem poderosos significantes num discurso global sobre o regionalismo, constituindo, igualmente, um apelo (poético) à ação no âmbito do nosso ambiente natural.

Mukanda

04.12.2019 | por vários

Cinema afro-futurista - programa

Cinema afro-futurista - programa Movimento interdisciplinar, o Afro-futurismo combina fundamentos tecno-científicos com elementos das cosmologias africanas para forjar uma estética singular e inventiva e interpelar criticamente a história de África e as suas construções distópicas.

Afroscreen

04.12.2019 | por Raquel Schefer

Escritas e imagens para uma epistemologia nómada. ruy duarte de carvalho e james c. scott entre resistências subalternas, oralidades e cinema não etnográfico 

Escritas e imagens para uma epistemologia nómada. ruy duarte de carvalho e james c. scott entre resistências subalternas, oralidades e cinema não etnográfico  Vimos no cruzamento das obras de Ruy Duarte de Carvalho e de James C. Scott a problemática de uma construção não dominadora do saber. Estamos aqui num terreno que é também comum a E.P. Thompson e aos subaltern studies assim como ao pensamento descolonial de W. Mignolo e de outros pensadores latino-americanos, nos seus combates contra a desqualificação e invisibilidade das resistências locais subalternas.

Ruy Duarte de Carvalho

02.12.2019 | por Maria-Benedita Basto

Acha que minto? - exposição de Jimmie Durham

Acha que minto? - exposição de Jimmie Durham Jimmie Durham traz à superfície a verdade da obra de arte, provavelmente um dos temas mais relevantes num mundo que esquece permanentemente a natureza ficcional da arte – o que não implica que não inscreva, na sua materialidade e no caráter representacional, uma intrínseca verdade paradoxal. A fragilidade e aparente vernacularidade das obras que integram a exposição joga, portanto, com a fina linha entre a produção do real e a recolha de objetos do mundo, num palimpsesto de sentidos que gera uma tensão entre o que nos é dado e o que construímos.

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02.12.2019 | por Delfim Sardo

Meteorizações: uma leitura da Agronomia da Libertação de Amílcar Cabral

Meteorizações: uma leitura da Agronomia da Libertação de Amílcar Cabral Este artigo faz uma leitura dos textos agronómicos de Cabral (1948 a 1960), publicados no livro Estudos Agrários de Amílcar Cabral, juntamente com os seus discursos e escritos políticos mais traduzidos e publicados. O contexto desta leitura é um engajamento contínuo com o pensamento de Cabral que incluiu a elaboração de filmes, o ativismo artístico através da digitalização do cinema militante da Guiné-Bissau, e o trabalho com cineastas guineenses como Sana na N’Hada e Flora Gomes, entre outros.

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30.11.2019 | por Filipa César

Pós-memória e ressentimento

Pós-memória e ressentimento No plano deste ressentimento da vítima perante o perpetrador, a impossibilidade do perdão é inseparável da recusa do esquecimento. Não tem, pois, que ver com uma fixação paralisante no passado, significa, sim, a definição de uma posição moral que permite à vítima, justamente, recusar a fixação neste estatuto e constituir-se como sujeito. O sujeito ressentido é, deste ponto de vista, o sujeito que se constitui através da afirmação da permanência da memória. Mas pode, legitimamente, perguntar-se: se este processo tem contornos claros quando existe uma definição inequívoca do objecto do ressentimento, a figura inconfundível do perpetrador, o que acontece em contextos em que essa definição não é tão clara, sendo movida, por exemplo, por uma lógica de vitimação de contornos problemáticos?

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27.11.2019 | por António Sousa Ribeiro

até para dizer as palavras podem ser precisas as mãos, sobre a apresentação de 'Ingenuidade Inocência Ignorância' de raquellima

até para dizer as palavras podem ser precisas as mãos, sobre a apresentação de 'Ingenuidade Inocência Ignorância' de raquellima O que aconteceu nesta sessão de poesia e, acredito, em todas as outras sessões de trabalho e discussão, foram actos políticos, emaranhamento de colaborações dentro e fora daquelas salas, todos imbricados e contaminados por uma (ou muitas) subjectividade(s), e isso é uma coisa bem boa.

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25.11.2019 | por Patrícia Azevedo da Silva

Prefácio ao livro "Angola na imprensa portuguesa"

Prefácio ao livro "Angola na imprensa portuguesa" Se a descolonização impactou sensivelmente o imaginário e obrigou a uma reelaboração de dimensões da identidade nacional portuguesa, também incidiu diretamente sobre a vida quotidiana nacional, com a chegada de milhares de retornados das agora ex-colónias, sobretudo de Moçambique e Angola.(...) O livro de Carlos Alberto Alves é, também, um material valioso para compreender a conformação da memória pública acerca da colonização e da descolonização de Angola no distrito de Leiria e em Portugal.

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25.11.2019 | por Helena Wakim Moreno

O corpo e os seus percalços

O corpo e os seus percalços apesar de hoje tantos de nós escreverem ao computador, anestesiados em relação à sujidade, logo esquecidos das emendas, escrever é mais parecido com andar, nadar, dançar e carregar sacos de compras do que com as coisas que não envolvem o corpo e os seus percalços: e é uma pena que corramos o risco de o esquecer, nos nossos escritórios arrumados, diante de ecrãs em branco, sem sombra do nosso rasto de papéis.

Corpo

25.11.2019 | por Djaimilia Pereira de Almeida

::Diário do Futuro:: ou como repensar o(s) passado(s) colonialista(s)

::Diário do Futuro:: ou como repensar o(s) passado(s) colonialista(s) Eu venho do futuro. Estive nele durante sete dias. Levei o gravador, o bloco de notas, a caneta. Ouvi vozes: todas disparam premências, discursos de preocupação do hoje que serão futuro durante muitos anos. Viajei pelos continentes europeu, americano, asiático e africano, sobretudo. Trago coordenadas que podem ajudar a pensar. Trago muitas urgências. Vai ser assim: tem feminismos, um exército de mosquitos a espalhar febre amarela, curadores a tentar mudar narrativas históricas dominantes, resistência indígena, sociologias da urgência, conferências-performance. E até uma arte depois do fim do mundo, psicadélica.

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19.11.2019 | por Vanessa Ribeiro Rodrigues

Marianne Keating

Marianne Keating Keating acumula vestígios da presença irlandesa na Jamaica negligenciados pela historiografia ou desconsiderados pela memória coletiva, inserindo novas vozes na instância arquivística, até agora silenciosas. Ao fazer isto, a artista critica as construções de nacionalidade, colonialismo e identidade dominantes no Ocidente, produzindo uma alternativa às grandes narrativas que moldam a visão do mundo.

Mukanda

18.11.2019 | por Miguel Amado

Where I (we) Stand - encontro internacional

Where I (we) Stand - encontro internacional os Encontros convocam os lugares da história colonial, com enfoque no passado colonial português, ao mesmo tempo que se ancora no presente para pensar os lugares a partir dos quais defendemos a construção de outras narrativas e ampliamos as possibilidades para outras «imaginações». Nesse sentido, é também o lugar de um posicionamento ativo em relação a estas questões.

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18.11.2019 | por vários

Suores frios e escuta furtiva em Angola

Suores frios e escuta furtiva em Angola 'Poderosas Frequências' captura cuidadosamente todas as experiências sensoriais que se acumularam, à medida que a radiodifusão e o poder estatal se expandiram e se foram redefinindo na Angola colonial e pós-colonial. Os leitores que lerem o livro em busca de uma experiência auditiva rapidamente se apercebem que Moorman reúne variadíssimos modos de percepção.

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15.11.2019 | por Jesse Bucher

Opaco | ɔˈpaku, fotografias de Lubanzadyo Mpemba Bula

Opaco | ɔˈpaku, fotografias de Lubanzadyo Mpemba Bula As doze performances pensadas para a câmara fotográfica habitam a tensão entre duas dimensões de representação - a cidade como espaço e o mundo como corpo - uma vez que a cidade é-nos apresentada pelo seu betão anónimo e o mundo é tido como a experiência acumulada e materializada do indivíduo através do seu corpo.

Cidade

15.11.2019 | por raquellima

Shannon

Shannon “A minha mãe tinha uma energia incrível. Sabe que a ciência diz ‘a energia não pode ser criada nem destruída’. O fato de o corpo dela ter partido não significa que ela não esteja connosco. Ela está em todos os lugares. É por isso que fiz essa tatuagem. Ela diz: ‘a morte não pode matar’. Apesar de ter partido deste lugar, ainda continua a ensinar-me muito”.

Cara a cara

15.11.2019 | por Sinem Taş

Como um relógio parado - sobre a exposição de Daniel Blaufuks

Como um relógio parado - sobre a exposição de Daniel Blaufuks Há uma suspensão da subjetividade e vontade na sua relação com o real. Como se ficássemos entre parênteses, descontextualizados. É um pouco da lógica proustiana, misturar o instante com a eternidade. Estar no tempo e ao mesmo tempo fora dele. Assistir ao espetáculo do mundo e ver que o seu fluxo não nos compromete, numa serena promiscuidade entre passado, presente e futuro.

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13.11.2019 | por Marta Rema

Nós, eles, porquê? (a propósito de Paulo Faria)

Nós, eles, porquê? (a propósito de Paulo Faria) “O rosto que falta” é um pungente texto sobre a guerra, mas sobretudo sobre a titularidade da experiência das situações traumáticas ligadas ao conflito armado, e nomeadamente ao fim do colonialismo português em África.

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12.11.2019 | por Felipe Cammaert

Centros de Gravidade

Centros de Gravidade Numa Europa que deixou de ser o centro de gravidade do mundo, mas que permanece infraestrutural na globalização de regimes de poder neoliberal, patriarcal e (neo)colonial, e que condiciona não só geopolíticas epistemológicas e ontológicas, como a própria sustentabilidade do planeta, convocamos outras forças de gravidade para um olhar crítico sobre algumas estruturas que perpetuam estes mesmos regimes.

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12.11.2019 | por Alexandra Balona

Privilégio Negro

Privilégio Negro Poderia ter-se referido ao bronze, que é o mais comum, aquele encostar de braços para comparação, enquanto se anuncia que se vai ficar “da tua cor” ou “mais preta que tu”. Sem contextualização imediata, porém, certas frases podem e irão gerar desconforto. Por vezes mesmo se contextualizadas. Ela poderia, por exemplo, ter referido que, quando alguém nos anuncia e define ora em prol da nossa naturalidade ora da nossa nacionalidade, conforme precisa, isso é privilégio negro.

Mukanda

12.11.2019 | por Gisela Casimiro

Para criar espaços de escuta

Para criar espaços de escuta Resgatar a memória, inscrever novas memórias na História comum, criar histórias cruzadas ou em arquipélago, não é somente clamar por uma aceitação numa História oficial e alargada ou abrir espaços políticos no presente imediato. É conservar e exigir a possibilidade de existência e de acção futura.

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10.11.2019 | por Liliana Coutinho