Arquiteto e artista guineense Marinho de Pina debate descolonizar a descolonização na Católica

Dia 27 de maio, às 18h30, na Universidade Católica no Porto

“Até onde vão os limites da descolonização e da colonização? Como podemos descolonizar a descolonização, quando os donos do poder são quem controla o discurso?” Estas e outras questões serão temas em debate com Marinho de Pina, arquiteto e artista guineense, que irá encerrar o ciclo de aulas abertas 2022 da Escola das Artes. A sessão vai decorrer no dia 27 de maio, às 19h00, no FabLab do Edifício do Restauro da Universidade Católica, no Porto. A entrada é aberta a toda a comunidade.


O artista convidado pela Escola das Artes, Marinho de Pina, assinou um conjunto de projetos arquitetónicos como a modelação tridimensional e renderização de projeto artístico “Namibia Today” de Kasper König & Laura Horelli para o Pavilhão Alvar Aalto em Veneza (2018), e o projeto da Casa Pina em Bissau, na Guiné-Bissau (2017). Em 2017, venceu o Poetry Slam Lisboa (2017), o Concurso de Ensaios sobre Arquitetura do Departamento da Arquitetura da Universidade Lusófona (2009), entre outros. Assina também duas curtas-metragens: “A Minha Escola” e “Kankuran”, ambos de 2016. Nesta sessão, serão discutidas as possibilidades de considerar factos históricos e presentes moldam os discursos descolonizantes ou que deviam moldar os discursos descolonizantes mas não são considerados.

O programa das Aulas Abertas 2022 da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto integra artistas, investigadores e ativistas de áreas e contextos distintos. Os encontros têm como objetivo contribuir para os debates contemporâneos que circundam as práticas artísticas e o pensamento crítico. Entre fevereiro e maio, realizaram-se aulas abertas com Luiz Camillo Osorio, Ângela Ferreira, Ulrich Baer, Manthia Diawara, Rosangela Rennó e Jessica Sarah Rinland.

Entrada Livre

Escola das Artes

Universidade Católica Portuguesa no Porto

Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto

Para mais informações sobre todos as sessões e artistas convidados, aceda aqui.

24.05.2022 | por Alícia Gaspar | aula aberta, Descolonização, marinho de pina, universidade católica

Lançamento do livro "Quem tem medo das emoções?" de Ana Pais

Escrito, na sua maioria, num lugar sensível, à flor da pele, este livro é uma espécie de abraço. Uma viagem sobre emoções e afectos, que circulam no espaço público, na qual conhecimentos especializados se tornam acessíveis.

Ana Pais é investigadora em artes performativas, dramaturgista e curadora. Nos últimos anos, tem vindo a trabalhar, no contexto das artes performativas, as atmosferas afectivas geradas no espaço público que condicionam a nossa experiência íntima. Nesse âmbito, destacam-se o seu livro Ritmos Afectivos nas Artes Performativas (Colibri, 2018) e os encontros Em Fluxo: sentimentos públicos e práticas de reconhecimento (2019) que comissariou.

A pandemia Covid-19 provocou um choque emocional em todo o mundo, convulsionando a vida como a conhecíamos e contaminando a nossa experiência íntima. Ainda não falámos o bastante sobre ela. Ainda não ganhámos uma maior consciência colectiva sobre como a nossa vida privada é determinada por condicionantes políticas, mediáticas, sociais ou culturais. O livro de Ana Pais Quem tem medo das emoções? reúne episódios em que esses condicionamentos são evidentes fazendo uma ponte com abordagens teóricas contemporâneas, numa perspectiva não de um relato do passado, mas de construção de futuro.

“Parece-me cada vez mais fundamental encontrar formas de lidar com os sentimentos públicos de forma ética e socialmente responsável”, afirma Ana Pais. Nos 16 breves capítulos que constituem este livro, viaja por temas de natureza muito diferente: atmosferas de medo, varandas, Marcelo Rebelo de Sousa, 25 de Abril, mãos, transmissão, abraço, espectáculos… Cada tema é abordado a partir de experiências concretas e situadas com que o leitor se pode imediatamente identificar.

Quem tem medo das emoções? procura tornar conhecimentos especializados sobre emoções e afectos acessíveis a todos. Mostrar a relação determinante entre os afectos que circulam no espaço público e a experiência afectiva privada. É um livro que fala de como o vírus nos mostrou que o outro é vital para a nossa sobrevivência.

Excertos

“Escrevi a maior parte destes textos de um lugar que todos, cada um à sua maneira, habitámos durante a pandemia do Covid-19: um lugar sensível, à flor da pele. Limitado o nosso movimento, a nossa pele expandiu, intensificando emoções. A pele é o lugar de manifestação de sensibilidades para com o outro e para connosco em contexto de alta tensão – contacto e fronteira com o exterior e com o interior. À flor da pele, os nossos nervos explodem face ao que nos surpreende a cada momento: o medo de ficarmos (ou de os nossos ficarem) doentes, o pânico do contágio que se infiltra pelos poros na circulação sanguínea, a irrupção súbita de um soluço quando vemos um vídeo, lemos uma notícia ou escrevemos uma mensagem, a saudade de todos os que amamos. Pequenas explosões que rebentam na pele, diariamente. Esta outra casa agigantou-se à medida que fomos sendo privados do nosso quotidiano habitual, destacando reacções e sentimentos contra o pano de fundo do isolamento ou do cumprimento de funções essenciais. Como uma espécie de tela onde se inscrevem as marcas de um processo individual e colectivo, a pele é a caixa preta deste período nas nossas vidas.” (capítulo Pele)

“Acredito que todos consigamos evocar uma situação em que a impressão da atmosfera foi palpável, desde o impacto de multidões, num estádio de futebol cheio de adeptos, num discurso político em plena campanha ou num concerto de música pop ao vivo, em que as forças do entusiasmo competem, o empenho ideológico vibra ou a admiração pelos músicos se expressa em gritos e ondas de aplausos, até situações do quotidiano em que uma subtil tensão ou, pelo contrário, descontração, pode contaminar o tom emocional de uma reunião de trabalho, de uma palestra ou de um jantar de família ou entre amigos. Estamos, pois, sintonizados com o ambiente afectivo que nos envolve e afecta. Sendo mais ou menos claras, mais ou menos palpáveis, as atmosferas exercem o seu poder sobre nós, sobre os corpos individuais. É esse o poder do contágio.” (cap. Atmosferas Afectivas)

“Ontem o Marcelo falou, mas não percebi nada”, dizia um trabalhador na esplanada do café da esquina, no último dia em que esteve aberto, ou seja, o dia após o anúncio do Estado de Emergência (iniciado a 18 de Março de 2020). E acrescentou: “Só percebi que temos um inimigo e que ele é invisível”. Muito provavelmente, esta foi a ideia que a maior parte da população fixou do discurso do Presidente da República. A outra ideia foi, seguramente, a de estarmos a viver uma guerra, metáfora amplamente utilizada pelos governos para mobilizar as populações, o que, aos olhos da Europa dos nossos dias, parece uma profecia ou uma piada de mau gosto.” (cap. Marcelo)

“Um pensamento é suficiente para envenenar o sangue. É como um pacotinho de chá mergulhado na água a ferver. Inerte e aparentemente inofensivo, o seu conteúdo contamina o ambiente onde submerge. O aroma das plantas vai-se diluindo, serpenteando suavemente em pequenas ondas até que toda a água fica tingida. Em apenas alguns minutos todo o bule fica da mesma cor. O mesmo acontece com os pensamentos, que transformam o tom emocional do nosso corpo. Imaginemos que um pensamento negativo pipoca na nossa mente, dilui-se silenciosamente e mergulha no nosso sistema sanguíneo, sem nos darmos conta. De repente, todo o organismo fica tingido pelas cargas afectivas que esse pensamento transporta e, como um filtro, permeiam todos os nossos comportamentos e acções dali em diante. Adquirimos o tom emocional desse pensamento, mesmo que não estejamos conscientes dele. De que cor está o nosso sangue depois de meses de pensamentos sobre a morte, a doença ou o contágio em infusão constante na mente? E, mais recentemente, em que cor se transmutou ele depois de semanas de exposição a imagens de guerra non-stop? Será que a nossa inquietação vem não só do facto de o conflito estar a acontecer na Europa, mas também da repetição incessante das mesmas imagens, uma e outra vez?” (cap. Varandas)

© Vitorino Coragem© Vitorino Coragem

Ana Pais (Lisboa, 1974) é investigadora em artes performativas (Centro Estudos de Teatro, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), dramaturgista e curadora. É autora do livro O Discurso da Cumplicidade. Dramaturgias Contemporâneas (Colibri, 2004) e de Ritmos Afectivos nas Artes Performativas (Colibri, 2018). Organizou ainda a antologia Performance na Esfera Pública (Orfeu Negro, 2017) e a sua versão em inglês disponível para download gratuito em www.performativa.pt. Foi crítica de teatro no Público (2003) e no Expresso (2004). Como dramaturgista, colaborou com criadores de teatro e dança em Portugal (João Brites, Tiago Rodrigues, Sara de Castro, Rui Horta e Miguel Pereira) e, como curadora, concebeu, coordenou e produziu vários eventos de curadoria discursiva, dos quais destaca o Projecto P! Performance na Esfera Pública (Lisboa, 10 > 14 Abril de 2017) e Em Fluxo: sentimentos públicos e práticas de reconhecimento (Lisboa, 3 > 5 Abril de 2019).

Ação de divulgação

TBA – Teatro do Bairro Alto Lisboa, Rua Tenente Raul Cascais, 1A 4 de Junho

16h

Lançamento em Lisboa precedido de workshop das 10h às 13h.

Conversa dinamizada por Sílvia Pinto Coelho e Manuel Loff.

24.05.2022 | por Alícia Gaspar | Ana Pais, lançamento de livro, literatura, quem tem medo das emoções?

Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André e Tita Maravilha trazem Outra Língua ao D. Maria II

Uma criação de Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André e Tita Maravilha, o espetáculo Outra Língua chega ao Teatro Nacional D. Maria II nesta semana, para ser apresentado na Sala Estúdio de 26 de maio a 12 de junho.

©Carlos Fernandes©Carlos Fernandes

A língua é portuguesa? Que língua falamos afinal? E a(s) nossa(s) língua(s), o que diz(em) sobre nós? Outra Língua é uma performance-conferência criada por mulheres de Angola, Brasil e Portugal onde, a partir da experiência de falantes de português de diferentes países, se procura questionar se a nossa língua mãe é a mesma e se, intervindo sobre ela, podemos alterar a realidade que a mesma descreve.

Uma criação conjunta de Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André e Tita Maravilha, com texto de Keli Freitas e direção da mesma e de Raquel André, todas as sessões de Outra Língua contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, audiodescrição e legendagem para pessoas surdas integradas no espetáculo. No dia 5 de junho, domingo, haverá ainda uma conversa com as artistas após o espetáculo.

Uma coprodução do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Viriato e d’O Espaço do Tempo, o espetáculo teve estreia nacional na passada sexta-feira, dia 20 de maio, no Teatro Viriato, em Viseu. Esta semana chega a Lisboa, para três semanas de apresentações no D. Maria II, a partir de quinta-feira, dia 26 de maio.

Informações aqui.

24.05.2022 | por Alícia Gaspar | cultura, Keli Freitas, língua, Nádia Yracema, Raquel André, teatro, Teatro Nacional D. Maria II, Tita Maravilha

Panamérica, lavro e dou fé!

Panamérica, lavro e dou fé! Ato 1 – Haiti o Ayiti

Cecilia Lisa Eliceche e Leandro Nerefuh

BANDEIRAS, templo sagrado Na-Ri-VéH, Porto-Príncipe, 2019; @Libidiunga CommonsBANDEIRAS, templo sagrado Na-Ri-VéH, Porto-Príncipe, 2019; @Libidiunga Commons

Ato 1, a começar pelo começo. Haiti, ou melhor, Ayiti, que quer dizer “terra elevada“, foi por milhares de anos uma Meca, território sagrado, lugar de carregos e descarregos cósmicos para os povos Taino, Arawak, Marien, Magua, Maguana, Higuey, Xaragua, Ciboney, Lokono, Inwiti, Lucumi, entre tantes outres.

Foi lá também que tribos européias invadiram, em 1492, dando inicio a hecatombe da colonização e Maafa. Entre as multitudinárias e continuas revoltas que marcaram esses últimos 530 anos, destaca-se Bwa Kayiman, um congresso, conselho de guerra, encontro de dança e cerimônia Vodou, múltiplo no espaço e no tempo, convocado por uma sacerdotisa africana, que deu início à vitoriosa Revolução do Haiti, em 1791.

Com a Revolução Haitiana, projetos e fantasias de emancipação, mistè, e resistência anticolonial convergiram em uma ilha. Mas a abrangência desse imaginário ressoa para muito além desde então. As lutas por liberdade do Rio de la Plata a Nova Orleans também tiveram sua gênese no Haiti. Esse programa ambiental presta homenagem à história de resistência e à riqueza cósmica da ilha do AYITI. AYIBOBO!

Data: 21.05.2022 – 18.09.2022

Horário: Terça a domingo: 10h - 13h e 14h - 18h

Local: Galeria da Boavista

24.05.2022 | por Alícia Gaspar | Cecilia Lisa Eliceche, colonização, exposição, lavro e dou fé!, Leandro Nerefuh, Panamérica, pós-colonização

Apresentação do livro “Olhar de Maldoror: singularidades de um cinema político.”

No próximo dia 23, às 18h, no Museu do Aljube, será lançado um pequeno livro-ensaio, da autoria de Maria do Carmo Piçarra, sobre a realizadora Sarah Maldoror, editado pela Húmus. A propósito, a autora estará à conversa com a realizadora angolana Pocas Pascoal - que está a desenvolver um projecto de filme sobre o Des fusils pour Banta, filme perdido da Sarah Maldoror.

Sinopse

Neste livro, editado pela Húmus, através da análise dos filmes que realizou sobre as lutas de libertação e independências nos países africanos de língua oficial portuguesa, Maria do Carmo Piçarra evidencia as especificidades do olhar da realizadora Sarah Maldoror. Entre os cineastas engajados politicamente, distinguiu-se pela singularidade de usar a ficção para retratar as guerras de libertação nas ex-colónias portuguesas. Simultaneamente, e noutro registo cinematográfico, o do documentário, procurou documentar o processo de consciencialização política e luta armada na Guiné-Bissau através da fixação da importância das mulheres no maquis.

Após as independências africanas, os filmes que fez em Cabo Verde e na Guiné-Bissau mostram o envolvimento das pessoas nos processos de descolonização, sem deixar de relevar, desassombradamente, a hibridez cultural gerada no âmbito do colonialismo. A invisibilidade da sua obra para compor uma filmografia de sobrevivência, em que recorre formalmente à poesia, à música jazz e à pintura, apoiando-se frequentemente numa estética surrealista, deve-se tanto à sua condição de mulher como a nunca se ter sujeitado às pressões exercidas durante o processo de realização dos seus filmes.

Mais informações.

20.05.2022 | por Alícia Gaspar | cinema político, maria do carmo piçarra, museu do aljube, Sarah Maldoror

Exposição - “Para uma história do movimento negro em Portugal, 1911-1933”

A exposição “Para uma história do movimento negro em Portugal, 1911-1933” pretende resgatar a memória sobre uma geração de afrodescendentes, que no início do século XX, constituiu o primeiro movimento panafricanista da cidade de Lisboa. Esta é uma história dos portugueses negros, esta é uma história silenciada de Portugal.

Da autoria de Cristina Roldão, José Pereira e Pedro Varela, a exposição é uma iniciativa do Roteiro para uma Educação Antirracista, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Em parceria com a Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Beatriz Gomes Dias, a exposição estará pela primeira vez na cidade de Lisboa, de 25/05 a 26/05 na Biblioteca do Palácio Galveias.

Entrada Livre 

Mais informações

20.05.2022 | por Alícia Gaspar | afrodescendentes, Beatriz Gomes Dias, cristina roldão, educação antirracista, josé pereira, movimento negro, movimento panafricanista, negritude, pedro varela, Portugal

Noites Brancas - 27 e 28 maio - Teatro Meridional

Noites Brancas 

de Fiódor Dostoiévski 
113ª Criação

Sob as noites claras de verão, um Sonhador perpétuo caminha solitariamente pelas ruas desertas de S. Petersburgo, alimentando, incessantemente, o seu imaginário com a energia que encontra na inanidade do que o rodeia. Esta comunhão onírica é subitamente interrompida quando, certa noite, este se depara com Nástenka, uma jovem rapariga que chora sob a ponte do rio Nieva. Depois de a salvar, oportunamente, de uma tentativa de abordagem por parte de um transeunte suspeito, ambos estabelecem uma ligação amistosa que descortina as estórias de duas vivências tão díspares, mas que ascendem numa atração mútua. Une-os uma espera inquietante, que virá a definir os seguintes encontros noturnos, carregados de revelações, ansiedades, sonhos, medos, e um confronto enigmático de paixões.

Dois actores, Flávio Hamilton (Sonhador) e Carina Ferrão (Nástenka), interpretam, assim, um jogo de suspensão, que coloca signos oníricos de uma dimensão poética em confronto com os cânones realistas da comunicação pragmática. Daqui, emerge, simultaneamente, a contracena com uma ausência de desígnios incertos, que traz uma sombra à brancura destas longas noites de verão.

Ficha Técnica        

Texto: Fiódor Dostoiévski 

Tradução: Nina Guerra e Filipe Guerra 

Dramaturgia e Encenação: Pedro Carvalho 

Assistência de Encenação: Samuel Pascoal 

Interpretação: Carina Ferrão e Flávio Hamilton 

Cenografia, Figurinos e Imagem de Cartaz: Marta Silva 

Criação Musical e Sonoplastia: Carlos Adolfo 

Desenho de Luz: Pedro Carvalho 

Execução Cenográfica: Marta Silva e José Lopes 

Costureira: Alexandra Barbosa 

Apoio ao Programa: Fundo Teatral Art’Imagem/C.M.M Micaela Barbosa e José Pedro Pereira 

Fotografia: Nuno Ribeiro 

Vídeo: André Rabaça 

Design Gráfico: Tiago Dias 

Produção: Sofia Leal e Daniela Pêgo 

Direção Artística do Teatro Art’Imagem: José Leitão

M/12
80M

20.05.2022 | por Alícia Gaspar | cultura, Fiódor Dostoiévski, noites brancas, teatro, Teatro Meridional

Mũkoma wa Ngũgĩ, The Rise of the African Novel in English and accompanying costs

«My lecture will center around the 1962 Makerere University “Conference of African Writers of English Expression” and how and why colonially educated African writers and critics privileged the English-language African novel. And how in the course of doing so created an African literary aesthetic that erased early writing in African languages while celebrating an English only consensus. This is therefore also a lecture on the accompanying costs to the African literary tradition as subsequent generations of writers and critics worked mostly from the African Novel in English Only consensus.

The African novel was also central in cementing a much-needed Pan-African identity in decolonization. As Simon Gikandi argued in his essay “Chinua Achebe and the Invention of African Culture” there was a “consensus that Things Fall Apart was important for the marking and making of that exciting first decade of decolonization” (4) and it gave symbol and substance to a Pan-African identity. While recognizing the importance of the Achebe generation in the African literary tradition, I will challenge that narrowing of the identities of both the African novel and writer in what I call the Makerere consensus. I will call for both an African literary criticism and tradition that embraces its history of writing in African languages and for a broader African identity that is historically diasporic and presently transnational.»

 

Conferência Internacional

20 de Maio de 2022

17h-19h

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

sala C250 

International Conference

May 20th, 2022

5-7pm

School of Arts and Humanities

University of Lisbon

room C250

Plataforma9

19.05.2022 | por arimildesoares | conferência, FLUL, he Rise of the African Novel in English and accompanying costs, Mukoma Wa Ngugi

TEM GRAÇA – Festival Internacional de Mulheres Palhaças

A segunda edição do TEM GRAÇA – Festival Internacional de Mulheres Palhaças vai decorrer a partir de 28 de Maio 2022. Apresenta um programa que considera a multiplicidade do universo das mulheres palhaças e que se foca na intergeracionalidade.

No dia 28 de Maio, o Festival começa em Setúbal, com a palhaça Jay Toor no espectáculo “Holiday on Delay”.

O TEM GRAÇA é um festival que pretende dar a ver mulheres artistas que procuram no humor e na ironia a sua forma de expressão. Procura, especialmente, o trabalho artístico de mulheres que criam a partir de uma dramaturgia autoral e com um olhar horizontal sobre o humor. Consideramos que, em Portugal, a representatividade do que é a comicidade feita por mulheres tem sido descurada. Sabemos que a capacidade de rir sobre temas fracturantes – e ainda estruturantes – provoca uma reflexão do ponto de vista das emoções. Por isso, é tão importante dar palco, voz e, sobretudo, rir sobre práticas sexistas, micromachismos e a naturalização da violência sobre a mulher. O humor tem a capacidade de trazer à consciência colectiva discussões importantíssimas para a evolução das sociedades contemporâneas.

O TEM GRAÇA comporta uma dimensão de descentralização territorial. Para além de Lisboa, as suas cidades parceiras localizam-se no Alentejo (Setúbal, Castelo de Vide, Évora e Mértola). A sua inscrição no território passa também por documentar, preservar a memória e registar. É um festival abrangente e diversificado, que se dirige a vários públicos: desde o público que é surpreendido na rua, ao público assíduo, passando pelo artístico e o académico.

Setúbal

O TEM GRAÇA – Festival Internacional de Mulheres Palhaças em parceria com o Município de Setúbal, apresentam:

ESPECTÁCULO “Holiday on Delay”, com Jay Toor (Israel/Alemanha)

Data: 28 de Maio, sábado

Horários: 11h e 15h

Local: Praça de Bocage, Setúbal

Bilhetes: Gratuitos.

Espectáculo aberto a todos os públicos.

Sinopse

Giselle la Pearl, a nossa personagem, está prestes a encontrar o cenário perfeito para descansar e relaxar. Mas nem sempre as coisas acontecem como planeamos e tudo parece desmoronar-se. O que a princípio seria um dia calmo de praia transforma-se num dia clownesco. Após o sucesso de Jay Toor, aka Fire Fingers, com “Ms. Flames”, a sua digressão mundial , aqui está ela de volta como Giselle la Pearl em “Holiday on Delay“, espectáculo orientado por Joanna Bassi. Orientadora/encenadora de produções de circo internacionais, Joanna é irmã do famoso palhaço Leo Bassi e faz parte da quarta geração de uma família circense.

Sobre Jay Toor

Jay Toor nasceu em Israel, onde cumpriu o serviço militar entre 1997 e 1999. Iniciou sua carreira artística em meados dos anos 2000, como artista do fogo. Com os espectáculos “Fire Fingers” e “Ms. Flames” apresenta-se em diferentes eventos e festivais do seu país. Em 2004, chega à Europa com os objectivos de se profissionalizar e de colaborar com outros artistas do fogo. Vive na Alemanha. “Fire Fingers” esteve em festivais como o Sziget Festival, na Hungria, Edinburgh Fringe Festival, na Escócia e Pflasterspektakel, na Áustria. Em 2009, Jay Toor passa a viver oficialmente na Alemanha. “Holiday on Delay”, estreado em 2013 no Vevey – Artistes de Rue (Suíça), tem sido apresentado em diversos festivais pelo mundo, nomeadamente na Alemanha, Croácia, Holanda, Itália, México, Polónia, Portugal, República Checa, Romênia, Sérvia, Suíça e Tailândia.

Sobre o TEM GRAÇA

O TEM GRAÇA – Festival Internacional de Mulheres Palhaças 2022 apresenta na sua segunda edição um programa que considera a multiplicidade do universo das mulheres palhaças. O programa deste ano dá foco à intergeracionalidade, no que diz respeito à importância e à valorização das relações entre palhaças de várias gerações e na potencialidade de captação de novos públicos, a partir de nichos geracionais distintos, potenciada também pela rede de parcerias regulares estabelecidas com diversas entidades nacionais e internacionais.

Reafirma-se como um dos poucos festivais em Portugal a dar voz ao movimento de expansão da actuação feminina no clown, na criação e na comicidade. Além de reunir apresentações artísticas na área geográfica em que intervém, o TEM GRAÇA alia a programação de espectáculos, a reflexão teórica sobre a comicidade no feminino, com formações ministradas por grandes mestras da arte clownesca, contribuindo de forma directa para o desenvolvimento da comunidade de artistas que trabalham em Portugal, e firma-se como referência portuguesa para estas artistas, nacionais e internacionais, que têm a comicidade como forma de vida.

Reforça-se como um projecto artístico-político – seguindo a natureza interventiva da Algures – que visa o fortalecimento, a visibilidade e a representatividade do que é a comicidade feita por mulheres no cenário artístico nacional, nomeadamente no que se pode denominar de espetáculos de repertório de autor. A actuação conduzida por palhaças na luta das mulheres, representa uma maneira de denunciar práticas abusivas e sexistas, nocivas à sociedade, produzindo discursos e acções que as enfrentem.

A 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, foi lançada a primeira acção do festival: a abertura da candidatura pública para uma bolsa de investigação. Aliar a programação de espectáculos, à reflexão teórica sobre a comicidade no feminino é um dos pilares do TEM GRAÇA. Com o suporte científico do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, esta bolsa, voltada para mulheres e pessoas não binárias, é de 2 mil euros destinados à produção de um artigo.

Entre 31 candidaturas, foi seleccionada Melissa Lima Caminha. Licenciada em Artes Cénicas (2006) pelo IFCE, Brasil, tem mestrado (2011) e doutoramento (2016) em Artes e Educação, pela Universidade de Barcelona. Autora da tese “Palhaças: Histórias, corpos e formas de representar a comicidade a partir de uma perspectiva de género”, que foi qualificada como excelente e tem vindo a ser mencionada em diversas obras a nível internacional. Além dos seus estudos académicos, Melissa tem uma vasta formação complementar com diversas palhaças e palhaços do Brasil e do mundo. Actualmente, continua a trabalhar como investigadora e é professora na licenciatura em Artes Cénicas da Escola Universitária ERAM (UdG), Espanha.

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Ficha Técnica e Artística TEM GRAÇA 2022

Realização: Algures – Colectivo de Criação

Direção artística e coordenação geral: Susana Cecílio

Assistência de direção e coordenação de comunicação: Poliana Tuchia

Produção: Thalita Araújo

Artistas participantes: Gardi Hutter, Jay Toor, Maria Simões, Mireia Miracle, Susana Cecílio, Dulce Margarido, Rita Sales

Identidade visual: Cristina Viana

Fotografia, audiovisual e documentarista: Patrícia Poção

Assessoria de imprensa: Levina Valentim

Marketing digital: Lívia Rangel (Agência Lira)

Contabilidade: Sílvia Guerra

Apoios à divulgação: Antena 1, Antena 2, Coffeepaste, Gerador

Apoios: Município de Setúbal, Câmara Municipal de Castelo de Vide, Câmara Municipal de Évora, Câmara Municipal de Mértola, Embaixada da Suíça em Portugal, Junta de Freguesia do Lumiar, Maria D’Alegria, Descalças, CET – Centro de estudos de Teatro – FLUL, Colectivo Metafísico.

A ALGURES é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes @dg.artes

18.05.2022 | por Alícia Gaspar | espectáculos, Festival Internacional de Mulheres Palhaças, formações, tem graça, tertúlias

Ciclo Visualidades Negras - Ruth Wilson Gilmore

Fotografia © Amaal SaidFotografia © Amaal Said

Ver: O Problema

E se imagens fotográficas estáticas e em movimento mostrarem coisas que nunca deveriam ter acontecido? Esta palestra explorará a representação no contexto conjuntural, traçando tecnologias e ideologias como co-constitutivas, embora não sejam transparentes nem fechadas.

Ruth Wilson Gilmore é professora de Ciências da Terra e Ambientais e diretora do Center for Place, Culture, and Politics da City University of New York Graduate Center. A geógrafa escreve sobre abolição, geografias prisionais, capitalismo racial, violência organizada, movimentos laborais e sociais e políticas e estética da visão. “Académica militante”, como se define, é ainda co-fundadora de várias organizações relacionadas com justiça racial e abolicionismo prisional. O seu primeiro livro foi Golden Gulag: Prisons, Surplus, Crisis, and Opposition in Globalizing California (2007). Abolition Geography: Essays Towards Liberation é o seu livro mais recente e acaba de ser publicado em Londres pela Verso (maio 1922).

Esta é a última conferência do ciclo Visualidades Negras, com curadoria e moderação de Filipa Lowndes Vicente (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), que ao longo de cinco semanas propôs várias reflexões sobre a relação entre visualidade e negritude.

Com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

17.05.2022 | por Alícia Gaspar | CCB, ciclo visualidades negras, geografia, justiça racial, Ruth Wilson Gilmore

Fuga e Refúgio - Dénètem Touam Bona


“O que está em causa não é tanto a fuga, mas sim o racismo sistémico. (…) O que está a acontecer nas fronteiras da Ucrânia, onde estudantes negros terão sido impedidos de atravessar a fronteira por funcionários aduaneiros húngaros ou polacos, para mim, não é diferente do que aconteceu no início de 2017, em Itália, quando um jovem refugiado da Gâmbia se afogou em águas venezianas sob o olhar indiferente e sob os insultos de alguns locais.”

— Dénètem Touam Bona, maio 2022

Biografia de Dénètem Touam

Nascido em Paris, de pai centro-africano e mãe francesa, Dénètem Touam Bona faz parte dos autores afropeus, de identidade fronteiriça, que procuram lançar passarelas entre mundos distorcidos, anda hoje, pela “linha de cor”.  Nas suas obras e projetos, a “marronnage” (a fuga e as artes de se esquivar dos escravos) torna-se um objeto filosófico por si só, uma experiência utópica a partir da qual pensar sobre o mundo contemporâneo. Colaborador regular do Institut du Tout-Monde (dedicado à obra de Edouard Glissant), curador e autor de três livros: Fugitif, où cours-tu? (2016), Cosmopoéticas do Refúgio (2020, Brasil) e Sagesse des lianes. Cosmopoétique du refuge (2021), nos últimos anos, tem colaborado regularmente em projetos criativos, principalmente como dramaturgo. Entre essas colaborações, destacam-se dois filmes com os realizadores Elisabeth Perceval e Nicolas Klotz: “L’héroïque lande” [a terra heroica] (3:45, Shellac, 2017) e “Fugitif, où cours-tu ?” [Fugitivo, para onde corres?] (84 ‘, Arte, 2018), dedicado à “selva” de Calais. Com o seu trabalho dramatúrgico junto do diretor martinicano Patrice Le Namouric (2019), Dénètem propôs uma leitura afrofuturista e distópica (antropoceno / fascista) de Calígula, a peça de Albert Camus (https://tropiques-atrium.fr/spectacle/caligula/) Em 2020, Dénètem abordou novamente a questão do Antropoceno e o sentido da vida através de uma colaboração com a coreógrafa da Ilha da Reunião, Florence Boyer. Através do seu trabalho dramatúrgico, mobilizou figuras como a trepadeira, a sombra, a aranha, garantindo que toda a peça se entrelaça-se num jogo de cordas acionado por corpos transfigurados (http://www.artmayage.fr/album/demaye/) No seu último projeto de criação, “A sabedoria das lianas”, uma exposição coletiva (19 de setembro de 2021 - 9 de janeiro de 2022) no Centre Internationale d’Art et du Paysage de Vassivière, da qual foi curador, Dénètem procurou implementar um “refúgio cosmopoético”.

Num mundo que continua a erguer fronteiras, em que a atual situação ecológica se extrema e em que fluxo de pessoas não cessa, Dénètem Touam Bona reflete sobre a necessidade de fuga e refúgio, na perspetiva de todos os viventes, e não só dos humanos

Nesta composição em fuga em modo menor - a expressão que Dénètem prefere para se referir às suas intervenções - o foco estará na necessidade de repensar o que é o refúgio num mundo que continua a erguer muros e a controlar movimentos de formas cada vez mais sofisticadas. 

Dénètem Touam Bona é um pensador com identidade fronteiriça que procura construir pontes entre mundos. Colaborador regular do Institut du Tout-Monde (dedicado à obra de Edouard Glissant), curador e autor, Dénètem faz da “marronnage” (a fuga e as artes da esquiva dos escravos) um objeto filosófico, uma experiência utópica a partir da qual pensar sobre o mundo contemporâneo. 

Pequeno Auditório

Entrada gratuita - com levantamento de bilhete 30 min. antes do início da sessão (sujeito à lotação da sala)

Duração 2h

Em francês com tradução simultânea para português

19 MAI 2022
QUI 18:30

Culturgest

16.05.2022 | por arimildesoares | conferência, Culturgest, dénètem touam bona, fuga e refúgio

ReMapping Memories Lisboa-Hamburg | Cidade Igualitária: Lisboa por vir

No 28 de maio venham celebrar a cidade igualitária connosco! Conheçam programa do dia:

 

16.05.2022 | por Alícia Gaspar | 28 maio, cidade igualitária, festa do projeto remapping, lisboa por vir, memórias pós coloniais, ReMappingMemories

Lançamento do livro "O que temos a ver com isto? O papel político das organizações culturais"

O novo livro de Maria Vlachou O que temos a ver com isto? O papel político das organizações culturais, um dos temas sobre o qual a autora mais tem reflectido nos últimos anos, será lançado nesta segunda-feira, 16 de maio, às 18h30, na Biblioteca Palácio Galveias (Lisboa)

O livro reúne textos de Maria Vlachou, que estavam dispersos no blog, de comunicações em conferências e artigos de jornal. Esta é uma edição Tigre de Papel (à qual o BUALA se junta), com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. 

O prefácio foi escrito por Tiago Rodrigues, ex-Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II e próximo director artístico do Festival de Avignon.

16.05.2022 | por Alícia Gaspar | Biblioteca Palácio Galveias, cultura, Fundação Calouste Gulbenkian, lançamento de livro, Maria Vlachou, política

Mental Jovem M-CINEMA 1ª sessão

A partir desta edição do Festival Mental, acolhemos uma nova programação com o objetivo de trazer o cinema aos jovens. Falar sobre saúde mental deve ser algo dirigido a todas as idades, de uma forma simples e clara.

Neste M-Cinema, direcionado ao público a partir dos 12 anos de idade, serão exibidas curtas-metragens incluídas nos últimos dois anos do Festival Mental, assim como da seleção do ano presente, que abordam esta temática de uma maneira divertida, leve e que refletem sobre obstáculos e situações do dia-a-dia.

Duração aproximada de 90 minutos.

Cinema São Jorge sala 3
Valor Bilhete: 2€ p/sessão

19/05/2022 10:30-12:00

Cinema São Jorge

Av. da Liberdade 175, 1250-144 Lisboa

Mais informações

16.05.2022 | por arimildesoares | cinema são jorge, curtas-metragens, Festival mental, situações do dia a dia

Unlimited Creations

Em Unlimited Creations, o artista é apresentado como um ser criador de múltiplas e complexas realidades.

Aaron Scheer aplica métodos clássicos da pintura para retratar temas digitais na arte.

As peças de Banz & Bowinkel antecipam dinâmicas do futuro.

Can Büyükberber usa a potencialidade da arte imersiva para questionar o papel do espetador.

Error-43 dão vida à máquina construída à imagem humana.

Martina Menegon caricatura um mundo descartável de estátuas digitais feitas à sua própria imagem.

6 maio a 8 julho 2022

Ficha técnica:

Artistas:

Aaron Scheer

Banz & Bowinkel

Can Büyükberber

Error-43 

Martina Menegon

Co-curadoria de Marlies Wirth

DIREÇÕESArtemis Gallery

Avenida João Crisóstomo, 65

Artemis Gallery - Lisbon (artemis-gallery.net)

16.05.2022 | por arimildesoares | artemis gallery, exposição, marlies wirth, unlimited creations

Ciclo Horizontes da Ciência | Portugueses em África

Na sessão de 18 de maio, Pedro Rabaçal fala sobre o tema “Portugueses em África“.

A presença portuguesa em África contém uma história bastante colorida, nem sempre bem conhecida.
A história nacional ao longo de 560 anos, as vitórias e as derrotas, as relações com as diversas nações ao longo dos séculos, as ideias visionárias (e outras nem tanto) dos nossos governantes.
Da coexistência pacífica ao imperar da violência, o tráfico negro e a escravatura, os avanços e os recuos no território, a corrida a África e o mapa cor-de-rosa e também a organização da sociedade portuguesa colonial.

Biblioteca de Alcântara, no dia 18 de maio, às 18h00.

Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

16.05.2022 | por arimildesoares | biblioteca de alcântara, corrida a África, mapa cor de rosa, pedro rabaçal, portugueses em áfrica

Feminismo e o Combate à Extrema-Direita

O Observatório da Extrema-Direita, com o apoio da Cultra, promove a conferência internacional “Feminismo e o Combate à Extrema-Direita”. A iniciativa integra a programação ABRIL É AGORA, associando-nos às comemorações do cinquentenário do 25 de Abril e da Revolução portuguesa de 1974/1975. 

O debate que se deseja rigoroso, plural, crítico e informativo será promovido por investigadoras em várias áreas e ativistas sociais feministas.

A sessão de abertura será protagonizada pela socióloga e teórica política Sara R. Farris (Goldsmiths, University of London), cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, em particular, o seu estudo original publicado em 2017, intitulado In The Name Of Women’s Rights: The Rise Of Femonationalism

A entrada é livre. Poderás inscrever-te na conferência aqui e encontras mais informação na página de internet do Observatório de Extrema-Direita e no evento de facebook da iniciativa.

LOCAL: Anfiteatro 9 do Edifício Novo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.  Para aceder basta contornar o edifício principal, pelo caminho pedonal.
Ver mapa. Transportes públicos Metro - Estação Cidade Universitária; Autocarros  - 731 - 735 - 738 - 755

PROGRAMA:

10h-11h30 | SESSÃO DE ABERTURA*

Sofia Roque (investigadora em Filosofia, OED)

O que é o Femonacionalismo?

SARA R. FARRIS (Socióloga, Goldsmiths, University of London)

11h30-13h | Portugal: entre o passado e o futuro

Cecília Honório (professora e investigadora, OED)

Kitty Furtado (investigadora, CES/UC)

Bárbara Reis (jornalista, Público)

Moderação: Sofia Lopes (estudante universitária)

***

| 14h30-16h30 | Nem recatadas, nem fadas do lar: a quem serve a ‘ideologia de género’, o antifeminismo e o racismo?

Teresa Joaquim  (antropóloga, Universidade Aberta /CEMRI)

Tainara Machado (investigadora e ativista d’A Coletiva)

Sílvia Roque (investigadora, CES/UC)

Moderação: Dina Nunes (psicóloga)

***

| 16h30-18h | Brasil e Estado Espanhol: exemplos de ascensão e resistência

Samara Azevedo (Coletivo Andorinha - Frente Democrática Brasileira de Lisboa)

Amelia Martínez-Lobo (jornalista e ativista da Fundação Rosa Luxemburgo)

ModeraçãoTeresa Fonseca (estudante universitária)

 

*Sessão em inglês com tradução em simultâneo.

13.05.2022 | por martalanca | Extrema-direita, feminismo

Paulina Chiziane conversa com alunos da FLUL

No âmbito da sua deslocação a Portugal, a escritora moçambicana Paulina Chiziane, Prémio CAMÕES 2021, disponibilizou-se a ter uma conversa com os alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), onde a sua obra é muito estudada em diferentes unidades curriculares. Essa sessão é organizada em conformidade com a sua editora, a Editorial Caminho/Leya, no âmbito do GENORE – Género, Normatividade, Representações, um projecto sediado no CEComp que visa discutir género em diferentes campos do conhecimento, com especial ênfase nos países africanos.

13.05.2022 | por Alícia Gaspar | Africa, CEComp, FLUL, literatura, paulina chiziane, prémio Camões

II Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África

II EJICPLP África | 25.26.27 maio de 22 |Evento Híbrido


As inscrições já se encontram abertas para a 2ª edição do Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África, que irá decorrer nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2022 em formato híbrido (presencial - ISEG em Lisboa e online – streaming), com entrada livre, mas mediante registo, disponível aqui. 

Neste 2º ano, o EJICPLP sobre África consolida-se como um espaço de promoção e divulgação de trabalhos de jovens investigadores na área de Estudos Africanos em Língua Portuguesa para debaterem a ciência numa perspetiva multidisciplinar relativamente a África.

Celebrando o Dia Internacional de África, que se comemora a 25 de maio, a 2ª edição do Encontro tem como temática a INOVAÇÃO, tendo como objetivo debater o papel da ciência na inovação em África. Visa-se aprofundar e saber até que ponto a investigação científica sobre África tem produzido ou trazido inovação ao continente Africano, bem como debater a possível necessidade de se reformular questões e metodologias de investigação científica, numa perspetiva inovadora e pragmática, que permita a apropriação dos resultados destes estudos no quotidiano das sociedades africanas.

O programa conta diariamente com dois momentos demarcados, sendo as manhãs dedicadas a especialistas de renome nas geografias onde se fala a língua portuguesa, num debate de ideias ao mais alto nível e as tardes destinadas à apresentação de trabalhos científicos por investigadores dos vários países da CPLP dando voz e promovendo novos estudos de investigação.

Destacamos a presença de personalidades distintas de toda a CPLP, como Filomeno Forte (Angola), Marina Alkatir (Timor-Leste), Leila Leite Hernandéz (Brasil), Miguel de Barros (Guiné Bissau), Fernando Jorge Cardoso (Portugal) e Isabel Castro Henriques (Portugal), entre várias outras, reforçando os princípios da diversidade, inclusão e representatividade de todos os países de expressão de língua portuguesa.

Os temas em análise são multidisciplinares e abordam questões como:
 

Empoderamento da mulher africana. (25 maio)

Aproximação da investigação científica à agenda de decisores políticos. (25 maio)

Inovação financeira e energética na investigação em África. (26 maio)

Inovação com a tradição. (26 maio)

Enquadramento científico da Rota da Lisboa Africana. (27 maio)

O Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África é um projeto fundado por Cristina Molares d’Abril, contando ainda com uma Comissão Organizadora e um Conselho Científico multinacional e multidisciplinar.

Programa

12.05.2022 | por Alícia Gaspar | Africa, CPLP, cultura, evento híbrido, iseg, lisboa

Entre Ideias e Reflexões — Alice Miceli

No episódio de maio, Alícia Gaspar, conversa com Alice Miceli a propósito da sua mais recente exposição “Campos Minados”. A artista explica-nos em que consiste a sua obra, o que podemos esperar ao visitá-la, e os literais passos que teve de dar para conseguir tirar as fotografias que podemos agora observar na exposição patente na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto até ao dia 23 de junho.

Biografia

A obra de Alice Miceli (Rio de Janeiro, 1980) caracteriza-se por alternar entre vídeo e fotografia, muitas vezes partindo da investigação de eventos históricos e viagens exploratórias, por meio das quais a artista reconstitui traços culturais e físicos de traumas passados infligidos em paisagens sociais e naturais. O seu trabalho faz parte de coleções importantes a nível internacional como as do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), Cisneros Fontanals Art Foundation (EUA) e Moscow Biennale Art Foundation (Rússia). Recentemente, realizou exposições a solo na Americas Society, em Nova York, e no Instituto PIPA, no Rio de Janeiro, assim como diversas mostras coletivas e feiras de arte nos Estados Unidos, Brasil e Europa. Em 2022, o seu trabalho será apresentado na próxima edição da 17ª Bienal de Istambul.

10.05.2022 | por Alícia Gaspar | Alice Miceli, campos minados, comunidade, conflito armado, Escola de Artes, fotografia, guerra, universidade católica