Ecologias de Cura e do Bem Viver: Plantas, Imagem e Processos Participativos de Pesquisa em Saúde

DATE

15/06/2026 - 17/06/2026

LOCALIZATION

Iscte, Ed.4 sala 202

WITH

Emiliano Dantas (FMUSP/CRIA Iscte) 

paula roush (msdm)

ORGANIZATION

Paulo Raposo (CRIA Iscte) | Laboratório de Audiovisual - LAV | CRIA 

INGRESS

Atividade sujeita a inscrição

Esta oficina/curso nasce de um encontro entre práticas artísticas, saberes populares, pedagogias de saúde coletiva e reflexão académica. Em vez de introduzir conhecimento de forma vertical, a proposta ativa aquilo que já existe — memórias, práticas domésticas, relações com plantas que atravessam geografias, culturas e histórias de cuidado. O encontro entre imagem e planta é aqui entendido como um espaço de mediação: não se trata de ilustrar o mundo vegetal, mas de tornar visível uma relação.

Inscrição: www.cria.org.pt/pt/cursos-cria

Programa:

15 de junho

09h30 – 12h30 Abertura e apresentações — paula roush “Imagem, publicação e herbário expandido” — Emiliano Dantas Círculo cultural e pedagogia da prevenção

14h00 – 18h00 Oficina Herbário Metabólico Facilitação: paula roush

16 de junho

09h30 – 12h30 Oficina Herbário Metabólico Facilitação: paula roush

14h00 – 17h00 Oficina Herbário Metabólico + Círculo Cultural Facilitação: paula roush e Emiliano Dantas

17 de junho

09h30 – 12h30 Oficina Círculo Cultural Facilitação: Emiliano Dantas

14h00 – 17h00 Oficina Círculo Cultural Facilitação: Emiliano Dantas

17h00 – 18h00 Debate final e sistematização Encerramento

18h30 Projeção de Céu Vermelho

19h30 Conversa com equipe de diretoras Marina Thomé e Marcia Mansur

27.05.2026 | por martalanca | CRIA, plantas

MEXTO e WAAU reforçam presença na ARCOlisboa 2026 com programação dedicada à arte africana contemporânea

Entre os dias 28 e 31 de maio, a MEXTO e a WAAU (World African Artists United) integram a programação da ARCOlisboa 2026, reforçando a ligação que ambas têm vindo a construir com a Feira Internacional de Arte Contemporânea.

Fundadas pelo curador e filantropo Elson Angélico, a MEXTO e a WAAU assumem papéis distintos no contexto da feira. A MEXTO participa pelo quinto ano consecutivo como patrocinadora oficial da ARCOlisboa, enquanto a WAAU, associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da arte africana contemporânea, volta a integrar a programação cultural da edição deste ano.

A exposição apresentada pela WAAU propõe uma reflexão sobre perspetivas afro-atlânticas através de práticas artísticas contemporâneas marcadas pela memória, transformação e intercâmbio cultural. Desenvolvida em colaboração com a ABLAKASSA e a THIS IS NOT A WHITE CUBE, a apresentação reúne obras de Aristide Kouamé, Gonçalo Mabunda, Nelo Teixeira, Ricardo Piedade aka Blac Dwelle e Yvanovitch Mbaya.

Com recurso a diferentes linguagens visuais e abordagens materiais, os artistas exploram temas como identidade, pertença, resiliência e memória coletiva, propondo novas leituras sobre as narrativas culturais africanas e afrodescendentes contemporâneas.

 Fragmentos da Chicala, 2021 Fragmentos da Chicala, 2021

Além da exposição, a WAAU integra também a programação paralela da ARCOlisboa com a mesa-redonda “Memória Decolonial e Educação Artística”, que terá lugar no dia 29 de maio. Moderada por Ana Balona de Oliveira, a conversa contará com a participação da artista Ângela Ferreira, de Amanda de la Garza, vice-diretora do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, da curadora Cindy Sissokho e do curador Kwasi Ohene-Ayeh. A sessão propõe uma reflexão sobre os legados coloniais na educação artística e sobre a construção de narrativas mais plurais, inclusivas e representativas na arte contemporânea.

Através da sua ligação à ARCOlisboa e do apoio a projetos culturais e artísticos, como a WAAU, a MEXTO reforça o seu envolvimento com iniciativas que promovem o diálogo entre arte, arquitetura, cidade e comunidade.

“Continuamos a investir em iniciativas que aproximam arte, comunidade e cidade, promovendo experiências criativas com impacto cultural no espaço urbano. A participação na ARCOlisboa reforça a nossa missão de criar pontes entre artistas africanos, instituições culturais e públicos internacionais, promovendo uma maior visibilidade para práticas artísticas ainda sub-representadas nos circuitos tradicionais da arte contemporânea”, afirma Elson Angélico, fundador da MEXTO e da WAAU e membro do Comité de Honra da ARCOlisboa.

Num momento em que arte, arquitetura e lifestyle se cruzam de forma cada vez mais natural, a criação artística assume um papel cada vez mais relevante na forma como experienciamos os espaços, contribuindo para a valorização cultural e identitária de projetos urbanos e imobiliários.

Organizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa, a ARCOlisboa, que decorre na Cordoaria Nacional, volta a transformar Lisboa num dos principais pontos de encontro da arte contemporânea europeia, reunindo galerias, artistas, colecionadores e profissionais do setor de diferentes partes do mundo.

A MEXTO é uma promotora imobiliária focada no desenvolvimento de projetos que combinam inovação, identidade e impacto urbano. Com uma abordagem orientada para a criação de espaços contemporâneos e sustentáveis, a MEXTO tem vindo a afirmar-se através de projetos que valorizam a ligação entre arquitetura, cidade e experiência humana.

Paralelamente à sua atividade principal no setor imobiliário, a MEXTO desenvolve iniciativas ligadas à cultura, criatividade e lifestyle, entendendo a arte e a cultura como elementos fundamentais na valorização dos espaços e na construção de comunidades mais dinâmicas e inspiradoras. 

A WAAU é uma associação sem fins lucrativos fundada por Elson Angélico, dedicada à promoção da arte contemporânea africana e das suas diásporas. Através de exposições, conversas e projetos culturais, a associação cria plataformas de encontro entre artistas, curadores, instituições e públicos internacionais.

Com uma abordagem centrada na representatividade e no pensamento contemporâneo, a WAAU desenvolve iniciativas que cruzam arte, educação e comunidade, contribuindo para uma maior visibilidade de narrativas africanas e afrodescendentes no panorama cultural internacional.

PARA MAIS INFORMAÇÕES, CONTACTE:

LLYC Portugal | 21 923 97 00 

Cristina Girão | cgirao@llyc.global

Francisca Rodrigues | frodrigues@llyc.global

Beatriz Freitas-Branco | beatriz.branco@llyc.global

26.05.2026 | por martalanca | WAAU

A Festa do Pensamento — FesThink

A Festa do Pensamento — FesThink é uma iniciativa da Kees Eijrond Foundation Portugal que reúne mais de 20 vozes, entre filósofos, artistas, investigadores e arquitetos, para pensarmos juntos novas formas de habitar a cidade.
O evento integra o New European Bauhaus Festival, NEB Festival, e chega à sua terceira edição com o apoio do Centro Português de Fundações.
Venha pensar connosco. Nesta festa, só é proibido não questionar e, sobretudo, não nos questionarmos a nós próprios. Uma ideia contrária à nossa pode provocar um azedume figadal, mas também pode ser divertida.
Dia 13 de junho, em Lisboa.
Consulte a programação completa aqui.

26.05.2026 | por martalanca | FesThink

Lançamento do livro de Álvaro Vasconcelos, volume 3

Uma conversa importante sobre a banalidade do mal colonial, a hospitalidade, o brutalismo que ameaça a democracia e como prevenir o apocalipse climático, da guerra e da IA.

25.05.2026 | por martalanca | memórias de amnésia

Legado Cultural e Político de Mário Pinto de Andrade - Colóquio

EXPOSIÇÃO ARQUIVÍSTICA, CONFERÊNCIAS, PAINÉIS TEMÁTICOS E MESAS-REDONDAS, SESSÃO CULTURAL, BANCAS DE LIVROS 

 Datas: 25, 28, 29 e 30 de Maio de 2026

LocaisCentro de Intervenção para Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC) – Rua Tomás Ribeiro, nº 3 a 9, Lisboa (Picoas); Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), Auditório 1 – Cidade Universitária e Espaço Cultural Mbongi 67 – Praceta António Sérgio 4A, Monte Abraão

Organização: Casa da Cultura da Guiné-Bissau (CCGB), Associação de Amigos de Sarah Maldoror e Mário de Andrade, Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC), Fundação Bienal MoAC Biss, Centro de Estudos Internacionais-ISCTE e Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEA-FDL). Apoios: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), Falas Afrikanas, Mbongi 67, TuduTicket, LDA


PROGRAMA

** Bancas de livros: Durante os dias das conferências e mesas-redondas na FDUL e da Sessão Cultural no Mbongi 67, a editora Falas Afrikanas organiza bancas de livros de autores e temáticas africanos, incluindo obras de Mário Pinto de Andrade.

25-29 de Maio – Exposição arquivística: Mário Pinto de Andrade, Memória no papel 

Esta exposição permitirá aos/às visitantes mergulhar nos bastidores da luta anticolonial, a partir do acervo do CIDAC, com livros, publicações periódicas, comunicações em conferências, artigos de e sobre Mário Pinto de Andrade, ilustrando a sua trajetória política, cultural e literária.

no CIDAC – Rua Tomás Ribeiro, nº 3 a 9, Lisboa (Picoas), das 10:30 às 18:00 (de 25 a 29 de Maio)

25 de Maio | 17:00 – Abertura da exposição

Roda de conversa: Da memória no papel ao papel da memória – os arquivos e o anti-colonialismo em discussão 

Moderadora: Cristina Cruz (CIDAC)

Oradoras: Ângela Coutinho, Livia Apa e Luísa Teotónio Pereira

CONFERÊNCIAS E MESAS-REDONDAS

Mestre do evento: Edson Incopté (CCGB)

28 de Maio

Local: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – Auditório 1

Manhã: 09:00-12:30

Mesa de abertura: 09:30-10:00

Mote: Evocar o legado e praticar os ensinamentos

Intervenções: Prof. Dr. Eduardo Vera-Cruz Pinto (Diretor da FDUL), Henda Ducados (Associação de Amigos de Sarah Maldoror e Mário de Andrade), Ana Lúcia Sá (CEI-ISCTE), Stéphane Laurent (CIDAC) e Sumaila Jaló (CCGB) 

Pausa-café: 10:00-10:30

Conferência de abertura: 10:30-12:00 

Moderadora: Ana Lúcia Sá (CEI-ISCTE)

Mário de Andrade e o lugar do intelectual na luta armada anticolonial – Jean-Michel Mabeko Tali (Universidade de Howard)

Esta intervenção propõese oferecer uma abordagem de carácter geral sobre a questão do lugar do intelectual no contexto da luta armada anticolonial, tomando o caso de Mário Pinto de Andrade como ponto de observação privilegiado para compreender os dilemas, responsabilidades e vulnerabilidades que atravessaram esse papel histórico

Almoço: 12:30-15:00

Tarde: 15:00-18:30

Mesa-redonda I: 15:00-16:30

Mário – o Homem, o governante e um dinamizador cultural em exílio

Nesta mesa-redonda, duas pessoas que conviveram com Mário Pinto de Andrade em contextos familiar, de governação e de dinamização cultural partilham connosco os seus testemunhos, como convite para olharmos para outras faces do Homem.    

Moderador: Amadu Dafé (CCGB)

Palestrantes: Henda Ducados (ISCTE-IUL) e Tony Tcheka (escritor e jornalista)

Painel I: 16:30-18:30

Mário Pinto de Andrade: intelectual militante, pensamento crítico e ação anticolonial 

Moderador: Luca Fazzini (CEComp/FLUL)

Este painel acolhe comunicações que analisam o percurso intelectual e político de Mário Pinto de Andrade enquanto figura central do pensamento anticolonial africano, destacando a articulação entre reflexão teórica, militância revolucionária e intervenção histórica nos processos de libertação das colónias portuguesas em África. 

Comunicações:

Mário Pinto de Andrade: Um intelectual engajado ao serviço das lutas de libertação nacional – Julião Soares Sousa (Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade Coimbra – CEIS20)

Mário Pinto de Andrade e Amílcar Cabral: uma amizade intelectual e política – Ângela Coutinho (IPRI – Universidade Nova de Lisboa)

Mário Pinto de Andrade na Frente Leste: Etnógrafo do seu próprio país – Elisa Scaraggi (Instituto de História Contemporânea – Universidade Nova de Lisboa)

29 de Maio

Local: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – Auditório 1

Manhã: 09:00-12:30

Painel II: 09:00-10:30  

O tecelão de redes transnacionais de luta e cultura

Moderador: Miguel de Barros (CESAC)

Esta mesa integra comunicações sobre a inserção de Mário Pinto de Andrade nos movimentos pan-africanos e de negritude, bem como sobre as redes intelectuais, culturais e políticas transcontinentais que atravessaram África, Europa e as diásporas negras, com particular atenção à Présence Africaine e aos congressos internacionais de escritores e artistas negros. 

Comunicações:

Mário Pinto de Andrade: entre Portugal e França (1954-1955) Miguel Cardina (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra)

Mário Pinto de Andrade: Exílio e solidariedade anticolonial – Lívia Apa (Investigadora independente)

Contributo Teórico e Político de Mário Pinto de Andrade para as Redes Transnacionais de Solidariedade Anticolonial e Anti-imperialista – Víctor Barros (Instituto de História Contemporânea — NOVA FCSH)

Mário Pinto de Andrade e o seu “interlúdio africano”. Redes políticas e intelectuais a partir de Conakry (1960-1961) – Helena Wakim Moreno (FCHS-UNESP/IHC-FCSH-UnL)

Pausa-café: 10:30-11:00

Mesa-redonda II: 11:00-12:30

“As Origens” – Mário Pinto de Andrade e os estudos sobre o movimento negro-africano de Lisboa do início do século XX – Cristina Roldão (Iscte-IUL e ESSE/IPS), José Augusto Pereira (Gabinete de Estudos Olissiponenses) e Pedro Varela é (Cies-Iscte – Instituto Universitário de Lisboa)

Esta mesa-redonda propõe revisitar os itinerários de pesquisa e reflexão que Mário Pinto de Andrade nos legou, a partir do seu contributo pioneiro para a compreensão da luta pela emancipação dos povos negros ao longo do século XX.

Almoço: 12:30-14:30

Tarde: 14:30-18:30

Painel III: 15:00-16:30

Cultura, literatura e política nas lutas de libertação africanas

Moderadora: Marissa Moorman (Universidade de Wisconsin-Madison)

As comunicações neste painel propõem-se a refletir sobre o papel da cultura e da literatura como instrumentos de resistência, mobilização e emancipação, analisando a obra crítica e editorial de Mário Pinto de Andrade – nomeadamente as antologias poéticas – e a sua conceção da palavra como força histórica e política. 

Comunicações: 

Mário Pinto de Andrade: um impulsionador das literaturas africanas escritas em português – Salvador B. D. Tito (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Mário Pinto de Andrade e a internacionalização da luta anticolonial, entre ensaio e trabalho editorial – Noemi Alfieri (CHAM – Centro de Humanidade, NOVA-FCSH)

Cultura e política no trabalho editorial de Mário Pinto de Andrade – Jessica Falconi (CEsA-ISEG, Universidade de Lisboa)

Conferência de encerramento: 16:30-18:00

Moderadora: Marta Lança (BUALA)

Mário Pinto de Andrade e a Cultura enquanto Campo de Libertação – Inocência Mata (FLUL/CEComp)

Esta intervenção propõe uma leitura da obra de Mário Pinto de Andrade a partir da centralidade da Cultura enquanto espaço estratégico da libertação. Mais do que celebrar uma figura histórica, trata-se de reinscrever no presente uma tradição intelectual africana que pensou a liberdade como tarefa crítica permanente.

30 de Maio

Manhã: 09:00-12:30

Itinerários de Mário Pinto de Andrade em Lisboa 

Neste evento coorganizado com a Associação Batoto Yetu e orientado por historiadora Ângela Coutinho, realiza-se um passeio por lugares que marcaram a vivência e militância de Mário Pinto de Andrade em Lisboa, enquanto estudante do Ensino Superior. Para mais informações sobre como participar nesta actividade, visite os sites da Batoto Yetu e da CCGB.  

Tarde: 16:00-20:30

Local: Espaço Cultural Mbongi 67 (Praceta António Sérgio, nº 4 A, Queluz)

SESSÃO CULTURAL

Mote: Cultura como instrumento de libertação dos povos

Moderação: Rita Ié (CCGB) 

16:00-16:10 | Boas-vindas: um representante do Mbongi 67 e outro da comissão organizadora

16:10-16:20 | Animação cultural: Ibrahima Galissa

16:20-17:50 | Roda de conversa

Pensar o nacionalismo africano e o pan-africanismo desde as “origens”: uma conversa a partir do livro “Origens do Nacionalismo Africano”

Orador: Apolo de Carvalho (militante pan-africanista) 

17:50-18:30 | Ler através do Mário (sessão de leitura ao ritmo de korá)

Leitura e comentário de três fábulas de Angola, adaptadas e/ou traduzidas por Mário Pinto de Andrade: O Galo e a Raposa; A Perdiz e o Cágado; O Homem e o Cágado

Leitura do poema “Muimbu ua Sabalu” ou “Canção do Sabalu” 

18:30-20:30 | “Sambizanga” – exibição do filme realizado por Sarah Maldoror, com a co-argumentação de Mário Pinto de Andrade, seguida de debate

Oradores: Annouchka de Andrade (especialista em audiovisuais, património cultural e produção), Ruth Wilson Gilmore (geógrafa e académica-militante) e Manuel dos Santos (sociólogo, historiador e ativista)

 

 

25.05.2026 | por martalanca | Mário Pinto de Andrade

Novos nacionalismos e a negação da história

10 jul 2026 sexta, 18:00 Local Auditório 3Fundação Calouste Gulbenkian

Entrada livre

Nesta conferência, Orlando Serrano e Marta Lança vão debater acerca da crescente emergência de movimentos nacionalistas e do seu papel na negação de episódios da história que põem em causa visões celebratórias e panegíricas do passado.

Nos últimos anos, temos assistido a uma crescente polarização e radicalização do debate político e público sobre a história, o que inviabiliza a criação de um entendimento comum sobre o passado, relativizando a violência verbal e física e legitimando o uso da força contra posições diferentes daquela que se pretende normativa.

Estes extremismos são frequentemente acompanhados por visões nacionalistas que defendem narrativas históricas celebratórias que apagam ou negam determinados episódios do passado. É o caso das negações do Holocausto, das relativizações da história do tráfico transatlântico de escravizados ou da celebração da “missão civilizadora” dos impérios coloniais europeus.

Embora estas visões distorcidas do passado não sejam novidade no espaço público, a sua disseminação tem vindo a acelerar com o impacto das redes sociais. Como resultado, são cada vez mais mobilizadas para legitimar determinados discursos políticos, propostas legislativas e, em casos extremos, iniciativas violentas que colocam em causa as instituições democráticas e a própria democracia.

A Fundação Calouste Gulbenkian e o Slave Wrecks Project convidam Orlando Serrano (Museu Smithsonian de História Norte-Americana) e Marta Lança (Buala) para uma conversa que cruza as realidades norte-americana e portuguesa, e na qual se vai refletir sobre a  emergência de novos nacionalismos que põem em causa direitos que há muito se julgavam cimentados nas sociedades democráticas ocidentais.

23.05.2026 | por martalanca | história, nacionalismos

"Meridianos do Futuro. A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)"

No âmbito da exposição “Meridianos do Futuro. A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)”, acontece o evento homônimo que visa a debater um conjunto de aspectos em torno da associação e sua época. O evento terá lugar na Sala Sofia, no Convento São Francisco (Coimbra), no dia 1 de junho.
A entrada é gratuita, mas solicitamos a inscrição a quem deseja assistir. Link aqui para inscrições: https://www.ces.uc.pt/pt/agenda-noticias/agenda-de-eventos/2026/meridianos-do-futuro-a-casa-de-estudantes/inscricao

22.05.2026 | por martalanca | Casa dos Estudantes do Império, colóquio

O legado cultural e político de Mário Pinto de Andrade

Um encontro em torno do legado intelectual, político e cultural de Mário Pinto de Andrade — figura central do pensamento anticolonial africano, fundador do MPLA, ensaísta, etnógrafo, tecelão de redes transnacionais entre África, Europa e as diásporas negras. O colóquio reúne, em Lisboa, investigadores, militantes, escritores, cineastas e familiares para revisitar a obra de Mário Pinto de Andrade. Articula uma exposição arquivística, conferências, painéis temáticos, mesas-redondas, uma sessão cultural e bancas de livros ao longo de quatro dias — 25, 28, 29 e 30 de Maio de 2026 — distribuídos por três locais: o CIDAC em Picoas, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e o Espaço Cultural Mbongi 67 em Monte Abraão.

Organização: Casa da Cultura da Guiné-Bissau (CCGB), Associação de Amigos de Sarah Maldoror e Mário de Andrade, Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC), Fundação Bienal MoAC Biss, Centro de Estudos Internacionais–ISCTE e Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEA-FDL). 

Apoios: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), Falas Afrikanas, Mbongi 67, TuduTicket, LDA. Durante os dias das conferências e mesas-redondas na FDUL e da Sessão Cultural no Mbongi 67, a editora Falas Afrikanas organiza bancas de livros de autores e temáticas africanos, incluindo obras de Mário Pinto de Andrade. Datas: 25, 28, 29 e 30 de Maio de 2026 Locais: CIDAC, FDUL e MBONGI 67 (Lisboa)

Destaques:• Conferência de Abertura: Jean-Michel Mabeko Tali (Howard University)• Conferência de Encerramento: Inocência Mata (CEComp/FLUL)

Acede ao programa completo no seguinte link: https://casadaculturagb.org/doc/programa-coloquio-mpa

Realizar a necessária síntese entre o engajamento político e a necessidade inelutável de dizer o verdadeiro, o justo, o belo. — Mário Pinto de Andrade, 1966.


 

22.05.2026 | por martalanca | colóquio, Mário Pinto de Andrade

Homenagem a Adolfo Gutkin e ¡Que viva Cuba!

Nesta sessão especial do FITEI e homenageamos – e agradecemos a - Adolfo Gutkin (Buenos Aires, 1936 — Lisboa, 2025), a quem o teatro tanto deve.

E aproveitamos para conversar sobre as renovadas ameaças que assolam Cuba hoje, passadas mais de seis décadas de resistência, revisitando o seu legado político, social e simbólico. ¡Que Viva Cuba!

Organização: FITEI Curadoria: Ana Bigotte Vieira, no âmbito do projecto RESONANCE*

O projeto RESONANCE é apoiado pelo Programa Regional Lisboa 2030, Portugal 2030 e a União Europeia (LISBOA2030-FEDER-00914500), e pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.Preferência 2023.17624.ICDT, DOI https://doi.org/10.54499/2023.17624.ICDT

Homenagem a Adolfo Gutkin  Adolfo Gutkin é é uma figura chave na renovação da prática teatral em Cuba, Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique, contribuindo como pedagogo para o surgimento de várias geração de actores em diversos países. Impulsionado pelas suas convicções estéticas e sociais a sua vida e a sua obra, entre as décadas de 1960 e 1980, abarcaram a América Latina, a Europa e a África. Examinar sua trajetória permite revisitar as redes teatrais e artísticas entre os três continentes.  Gutkin foi um dos encenadores “estrangeiros” que chegaram a Portugal nos idos de 70 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e infiltraram o teatro que se fazia nas universidades com experiências de trabalho de criação baseada no corpo e na visão plástica da cena.

17h | Adolfo Gutkin: um experimentalismo que se desdobra entre a Argentina, Cuba, Portugal, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe , Angola e Guiné Bissau por Ana Bigotte Vieira (PT)

17h20 | Breve Historia de un Teatrista Argentino en Santiago de Cuba por Carlos Padrón Montoya (CUBA)

17h30 | Recital de guitarra por Carlos Gutkin (CUBA-PT)

18h ¡Que viva Cuba! 

Não obstante a actual intensificação do bloqueio, José António Cerejo e Raquel Ribeiro estiveram recentemente em Cuba (Raquel Ribeiro integrou mesmo a flotilha humanitária que recentemente se deslocou ao país), e partilham connosco a situação do país, a mais de seis décadas da Revolução Cubana, por ocasião dos sessenta anos da Conferência Tricontinental, discutindo o seu legado, bem como a resistência e as ameaças que Cuba hoje enfrenta.

José António Cerejo (lido por Pedro Cerejo) Raquel Ribeiro 

BIOGRAFIAS

José António Cerejo foi durante quase 30 anos, José António Cerejo foi grande repórter no jornal “Público”. É conhecido pelo trabalho na área da investigação, na qual tratou casos como o do Freeport e escândalos na política

Raquel Ribeiro tem uma Licenciatura em Ciências da Comunicação na NOVA FCSH e um Doutoramento em Estudos Hispânicos na Universidade de Liverpool, Reino Unido (2009). Obteve uma bolsa de Pós-doutoramento – Nottingham Advanced Research Fellowship (Universidade de Nottingham, Reino Unido, 2010-2012), para desenvolver um projecto sobre a memória da presença de Cuba na guerra civil de Angola. Foi Visiting Fellow de St Peter’s College, Universidade de Oxford (2013-2014) onde leccionou Literatura Brasileira, e docente de Estudos Portugueses na Universidade de Edimburgo (Prof. Auxiliar e Prof. Associada, entre 2014-2021). Em Edimburgo, desenvolveu vários projectos colaborativos financiados pelo AHRC: “Afro-Latin (in)visibility and the UN Decade: Cultural politics in motion in Nicaragua, Colombia and the UK” e “Visibilizing Afro Cultural Connections and Geopolitical Dynamics in Nicaragua, Colombia, San Andrés and Providencia“; e “Ixchel: Building understanding of the physical, cultural and socio-economic drivers of risk for strengthening resilience in the Guatemalan cordillera” (financiado pelo National Environment Research Council/NERC). Em 2021, foi Fellow do Leverhulme Trust (Reino Unido). Regressou a Portugal para um contrato de Investigadora Júnior no Instituto de História Contemporânea (2022), antes de vencer um Concurso de Estímulo ao Emprego Científico (CEEC) da FCT, como Investigadora Principal também no Instituto de História Contemporânea (2023-2025). Desde Novembro de 2025 é Professora Auxiliar de História Ibero-Americana no Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas da NOVA FCSH.

 Como escritora e jornalista freelance publicou em vários media (Portugal, Reino Unido, Luxemburgo e na América Latina). Foi bolseira de Gabriel García Márquez de Periodismo Cultural, atribuída pela Fundación Nuevo Periodismo Latinoamericano (Colômbia) e é membro do Cuba Research Forum (Nottingham).

Ana Bigotte Vieira é co-Investigadora Responsável do projeto FCT Archiving Theatre e, juntamente com Maria João Brilhante, ajudou a desenhar e implementar a linha de apoio em parceria CET-DGARTES Arquivos das Artes de Performativas. Presentemente é investigadora associada dos projectos  LISBOA2030-FEDER-00914500: “Epistemologias da Documentação de Formas de Afeto e Devir nas Manifestações Culturais em Performance (1969-1979)”* and “Performance y curadoría: transformaciones performativas del comisariado, el coleccionismo y la espectaduría desde una perspectiva comparada: España, Portugal, Brasil y Argentina, 2003-2028” (PID2024-156472NB-I00). Publicou A Caixa Preta e Outros Mal Entendidos - Histórias do Experimental (Sistema Solar 2025), Uma Curadoria da Falta - ACARTE 1984-1989 (Sistema Solar 2022) e Dança Não Dança – arqueologias da nova dança em Portugal (FCG-IN) com João dos Santos Martins, Ana Dinger e Carlos Manuel Oliveira, com quem organizou recentemente o programa, ciclo de (re)performances e exposição do mesmo nome, VII edição do projeto Para Uma Timeline a Haver, que coordena com João dos Santos Martins. 

Em 2011 recebeu uma menção honrosa PSi Dwight Conquergood em 2011 e, em 2016, a sua tese de Doutoramento recebeu Menção Honrosa Prémio Mário Soares. Foi Visiting Scholar no departamento de Performance Studies da NYU entre 2009 e 2012. Investigadora do IHC e colaboradora do CET, a sua investigação tem incidido sobre a relação entre experimentalismo nas artes e as transformações culturais e urbanas. Licenciou-se em História Moderna e Contemporânea (ISCTE), especializando-se em Ciências da Comunicação - Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias (UNL-FCSH), e em Estudos de Teatro (UL). Iniciou recentemente BRINCAR, um projecto colectivo de investigação histórica e artística que procura trabalhar sobre – e a partir de – experiências artísticas e sociais radicais ocorridos com – e para – a infância nos anos que rodeiam a Revolução de Abril de 1974 e o final do séc. XX. Traduz teatro e filosofia. Entre 2018 e 2023 fez parte da equipa de programação do Teatro do Bairro Alto. Integra a Associação BUALA e o IRI - Institute of Radical Imagination

Carlos Padrón Montoya (Santiago de Cuba, 1947) é um actor, encenador, dramaturgo, argumentista e realizador cubano. Licenciado em História (Universidade de Oriente, 1980), iniciou a sua carreira no Conjunto Dramático de Oriente. É fundador da Tele Rebelde (1967), do Cabildo Teatral Santiago (1965) e do Calibán Teatro (1986).  Desde 1989 trabalha no teatro, rádio e televisão em Havana. Participou em 41 filmes em Cuba, Canadá, Venezuela, Espanha, Estados Unidos, Suíça, União Soviética e França. Entre 1993 e 2014 foi presidente da Associação de Artistas de Cena da UNEAC - União de Escritores e Artistas de Cuba. É professor de História do Teatro Cubano e Latino-Americano na Escola Nacional de Teatro e na Faculdade de Teatro da Universidade das Artes.

Carlos Gutkin é professor de Guitarra na Escola de Música do Conservatório Nacional. Estudou em Cuba sob a orientação de Flores Chaviano, prosseguindo os seus estudos com Demetrio Ballesteros no Real Conservatório Superior de Música de Madrid, onde obteve os títulos de concertista e professor superior. Tem actuado como solista e em conjuntos de Cuba, Espanha e Portugal.

19.05.2026 | por martalanca | Adolfo Gutkin, Cuba

ENSAIO DIRIGIDO A... de Andresa Soares

 

 

 
 

- ciclo completo nos Jardins do Bombarda -  30 DE MAIO.12H ÀS 22H.

pretende explorar esse espaço reticente relativo ao interlocutor através de um ensaio performativo instruído por uma voz pré-concebida e dançado pelo público que escolhe participar. Uma voz dirige, à semelhança de um ensaio a que um performer se propõe e no qual é dirigido pelo coreógrafo ou ensaiador. Mas aqui o discurso que orienta, explora lugares em que se evidenciam os determinismos a que os “corpos” ou “certos corpos” estão, recorrentemente, sujeitos, atravessando várias formas de domínio da palavra sobre o corpo

Este projecto, desenvolvido entre 2024/2025, é composto por cinco versões para público geral e uma para a infância. 

Neste evento serão realizadas as seis performances contando com a participação dos seguintes músicos convidados:

12h - # 6 (versão para a infância)

com MÁRIO PITA e DAVID MARQUES (alunos da EMARTE)

14h30 - #1

com HELENA ESPVALL

16H - #2

com BRUNO PERNADAS

15h - #3

com MARCO SANTOS

19h30 - #4

com PATRÍCIA RELVAS

21h - #5

com VAN AYRES

 

––––––––––––––––––––—

Será ainda lançada a publicação ENSAIO DIRIGIDO A… que reúne todos os textos/partituras que constituem o projeto, com design e paginação de Filipe Pinto.

 

FICHA…

 

Direção artística, pesquisa, escrita e voz: Andresa Soares

Direção técnica e criação do dispositivo sonoro: Artur Pispalhas

Apoio técnico: Maria Kadhija

Desenho de luz: Gabriela Claveria

Tradução: Miguel Cardoso

Design e paginação: Filipe Pinto

Imagem: Von Calhau

Registo vídeo: James Newitt

Gestão de projeto: Daniela Ribeiro

Produção e comunicação: Margot Silva e Marta Sarmento

Colaboração ensaios e dramaturgia: Julia Salem, Vanessa Garcia, Carolina Zingler, Marta Lança, Elizabete Francisca, Sek Sar, Joana Gomes e Yael Karavan

Oficinas de pesquisa: “As Marias” - Outurela, Oeiras; 1º ano do Curso Profissional Técnico de Massagem, Estética e Bem-Estar da ESCO, Torres Vedras; CRIT - Torres Novas e GANG - Grupo Animação Natureza e Ginástica, Associação de moradores PER11, Lisboa

Produção: Cotão Associação Cultural

Coprodução: Artemrede e Municípios de Alcanena, Lisboa, Oeiras e Torres Vedras

Parceiro Institucional: República Portuguesa -  Cultura, Juventude e Desporto/Fundo de Fomento Cultural

Apoios: DeVIR/CAPa, Pólo Cultural das Gaivotas/CML, Lugar do Meio, PenhaSco Arte Cooperativa, Bóia AC e Largo Residências

Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto/Direção Geral das Artes


19.05.2026 | por martalanca | ensaio

Essas pessoas na sala de jantar

“Cada um se arranca do silêncio para virar narrativa”, escreve Eliane Brum em ‘Os meus desacontecimentos’. Então, encontrei no fio condutor das mudanças de casa, a matéria a partir da qual virar narrativa. É que experimentei demasiadas vezes a sensação de entrar num espaço vazio e projetar algo novo naquelas duas ou três assoalhadas, subir malas e caixotes ou aninhar-me no território de outras pessoas. Mudar de casa implicou reduções de contrato e separações. Foi preciso refazer caminhos, desprender-me de objetos, desapegos afetivos, para dar lugar ao que viria: novos parceiros de refeições, outros cartazes na sala e lavatórios para esfregar, renovados entusiasmos e dores. Nódoas negras ao embater nos móveis, como quem reaprende a andar. Dessa sucessão de mudanças, nasceu a vontade de encapsular temporadas em certos lugares e circunstâncias…. Textos ambientados em vários bairros de Lisboa, e no Faial, Paris, Mindelo, Luanda, Rio de Janeiro, São Paulo, Maputo, Ourique, e em várias almofadas… Publicado pela editora Tigre de Papel. Lançamento na Feira do Livro de Lisboa com a Golgona Anghel.

14.05.2026 | por martalanca | crónicas, livro

Restaurar o Futuro, conferência de David Scott

Moderação: Liliana Coutinho

Como as práticas de restituição de objetos, memórias e histórias se podem tornar gestos de reconfiguração de futuros? Scott propõe uma crítica pós-colonial que vai para além da reparação. Ao articular ética, crítica e imaginação, Scott convida-nos a pensar na restituição não como um mero retorno, mas como um movimento criativo, um fundamento para futuros plurais, ou seja, não como a restauração de um passado perdido, mas como novas formas de coexistência e de responsabilidade partilhada. 

David Scott leciona no departamento de Antropologia da Universidade de Columbia. É autor de vários livros, entre os quais Refashioning Futures: Criticism after Postcoloniality (1999), Stuart Hall’s Voice: Intimations of an Ethics of Receptive Generosity (2017) e The Paradox of Freedom: A Biographical Dialogue (2023). Foi também curador da Bienal de Kingston de 2022, com o tema “Pressure”, bem como das exposições Caribbean Queer Visualities (Belfast 2016, Glasgow 2017) e The Visual Life of Social Affliction (Nassau e Miami, 2019 e Roterdão, 2020). 

19 MAI 2026 TER 19:00 - Culturgest 

14.05.2026 | por martalanca | David Scott

Festival Panos

22 - 24 MAICentro Cultural de Paredes

O PANOS — palcos novos palavras novas é um projeto onde se lê, faz e apresenta teatro de e para jovens, dos 12 aos 19 anos.
Ao longo de quase um ano, num processo composto por várias fases, o PANOS promove e valoriza o teatro juvenil em Portugal e as novas dramaturgias, a partir da criação artística em conjunto com dezenas de grupos de norte a sul do país. Grupos de jovens, de escolas, associações, teatros e grupos municipais escolhem e encenam um de três textos, ensaiam e apresentam o espetáculo nas suas cidades, vilas ou aldeias e os palcos descentralizam-se. Seis criações são depois selecionadas por um júri para apresentação no Festival PANOS, uma celebração coletiva e intensa da experiência teatral, que decorre durante três dias, em Paredes.
Conheça os grupos participantes na edição 2026 do PANOS – palcos novos palavras novas, aqui.
Festival PANOS – Centro Cultural de Paredes
22 MAIO ESPETÁCULOS 

O Meu Pai Carlitos de Joaquim Arena pelo grupo Outros Trevos (Portalegre)

Pequeno Auditório > 18h  

Carlitos, 40 anos, pai de Pedro, Joana e Luís (falecido aos 15 anos), desaparece. A família desespera: a mulher Maria Teresa e a mãe; bem como a D. Bia Zé, os vizinhos e amigos. O tempo passa e as autoridades não têm sucesso nas buscas que vão fazendo na região. Em O Meu Pai Carlitos, de Joaquim Arena, percorremos em revista, durante a investigação, o passado de Carlitos. Porque afinal Carlitos desapareceu? Por causa da morte do filho Luís? Porque a vida lhe é insuportável? Que homem é afinal Carlitos?


Insegura – Uma Tragédia de Enganos de Ana Markl pelo grupo de teatro infanto juvenil RecreArte (Marinha Grande) Grande Auditório > 21h  

23 MAIO LANÇAMENTO DO LIVRO PANOS 2025coordenação Sandro William Junqueira edição TNDMII Foyer > 16h ESPETÁCULOS

Insegura – Uma Tragédia de Enganos de Ana Markl pelo grupo Sol d’Alma – Associação de Teatro (Ovar) Pequeno Auditório > 18h Olívia de Mariana Jones pelo grupo Art´J - Escola Profissional de Artes Performativas da Jobra (Branca) Grande Auditório > 21h

Festa PANOS
Arena > 22h30
  24 MAIO ESPETÁCULOSOlíviade Mariana Jonespelo grupo Ateatra (Vila Nova de Santo André)Pequeno Auditório > 18h Insegura – Uma Tragédia de Enganosde Ana Marklpelo grupo Escola Secundária Dr. Ginestal Machado (Santarém)Grande Auditório > 21h

14.05.2026 | por martalanca | Joaquim Arena, panos

Ceci n’est Pas Francisco, de Marta Pinto Machado

De 22 de maio a 27 de junho 2026 no Centro Cultural Cabo Verde, Lisboa.

Na continuidade da exposição apresentada no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Ceci n’est Pas Francisco expande-se no CCCV – Centro Cultural Cabo Verde. É um novo momento do projecto de Marta Pinto Machado em torno de Francisco Mendonça, das ausências do arquivo e das histórias que ficaram por contar. Entre 1961 e 1962, não existe um registo claro sobre Francisco Mendonça. Esse intervalo coincide com o período da sua tentativa falhada de fuga, no contexto das lutas anticoloniais e da Casa dos Estudantes do Império. É a partir desse vazio que a artista desenvolve uma investigação feita de imagens, documentos, vídeo e instalação.

No CCCV, a exposição ganha outra presença no espaço. O filme apresentado no MNAC é agora acompanhado por novos elementos, propondo uma leitura mais fragmentada desta história. Francisco surge entre vestígios, perguntas e imagens possíveis, não como uma figura totalmente recuperada, mas como uma presença marcada por uma ausência que continua activa.

A exposição aproxima-se do arquivo como lugar incompleto, onde a memória se constrói também a partir de falhas, silêncios e restos. Ao trazer este trabalho para o CCCV – Centro Cultural Cabo Verde, reforça-se a relação com histórias comuns, atravessadas tambem por cabo-verdianos atravessadas pela circulação, pela resistência e pela dificuldade de inscrição nos relatos oficiais.

Ceci n’est Pas Francisco permanece nesse ponto instável entre documento, imagem e memória, procurando dar forma a uma história interrompida.

Curadoria: Filipa Oliveira e Ricardo Barbosa Vicente

Marta Pinto Machado é portuguesa-caboverdiana. É doutoranda em História pela Universidade NOVA de Lisboa, mestre em Fotografia pela Universidade Católica do Porto. O seu trabalho fotográfico analisa as ambiguidades da História e a sua relação com as narrativas ditas oficiais do mundo ocidental, centrando-se nas temáticas do colonialismo, identidade e território e está em coleções privadas e na coleção do Estado Português (Museu da Presidência). Expõe frequentemente. Durante os últimos cinco anos expôs em Dublin, Utrecht, Budapeste, Novi Sad, Braga, Lamego, Lisboa e Guimarães. No campo académico, publicou artigos nas revistas “Interact: Revista Online de Arte, Cultura e Tecnologia”, “Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento” e “JSTA - Journal of Science and Technology of the Arts”. Durante o ano 2026, o seu trabalho figurará na revista Zum do Instituto Moreira e Salles de São Paulo, Brazil. O projeto “Nos Txôn”, foi publicado em livro pela editora Pierrot Le Fou. É membro da UNA - União Negra das Artes. O seu trabalho tem sido referenciado em diversos jornais de referência por autores como Filipa Lowndes Vicente e Djaimilia Pereira de Almeida. 

Abertura da exposição a 22 de maio

18h00 - Conversa com Inês Vieira Gomes, investigadora, e Marta Pinto Machado, artista

19h00 - Abertura da exposição

3ª a 5 ª feira, das 12h00 às 19h00 | 6ª e Sab, das 13h00 às 20:00

13.05.2026 | por martalanca | Casa dos Estudantes do Império

Como falar com(o) a terra? IV CONFERÊNCIA INTERNACIONAL COUNTER-IMAGE

18, 19 e 20 de novembro Universidade do Algarve (Faro, Portugal)

Conhecimentos situados, métodos para desnomear e visões do umbral

“Eu não podia tagarelar como costumava fazer, tomando tudo por garantido. As minhas palavras agora devem ser tão lentas, novas e hesitantes quanto os passos que dei descendo o caminho para longe de casa…”

Ursula K. Le Guin, Ela Tira-lhes os Nomes, 1985/2025 [trad. Liliana Coutinho]

A pergunta “Como falar com(o) a terra?” não é uma metáfora, mas uma urgência política, ontológica e epistémica diante do colapso ecológico, do esgotamento das gramáticas antropocêntricas e dos modelos de representação do regime colonial-capitalista e o seu paradigma de expansão e ocupação da terra – a plantação, cuja lógica de extração, objetificação e extinção perdura (Le Petitcorps et al. 2023; Bastos 2020; Thomas 2019; Haraway 2015; Tsing 2015, McKittrick 2013; Mirzoeff 2011; Stoler 2008, 2016; Hartman 2007). Os Pós com que insistimos em nomear um mundo (ainda) não superado – pós-colonialismo, pós-modernismo, pós-humanismo – estão a ser substituídos pelo prefixo Geo (Pratt 2025, 2022; Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019, 2026; Latour 2018; Povinelli 2016). O “advento do Geo”, esclarece Mary Louise Pratt (2025), marca uma mudança de escala (do global para o planetário), de imaginário (do político para o ecológico) e de tempo (do histórico para o “tempo profundo” geológico). Esta condição requer o questionamento do que tomamos por garantido e formas outras de pensar e produzir conhecimento que Gabriela Milone e Franca Maccioni, em “The Land of Language, the Language of the Earth” (2025), iluminaram como “geo-logia” (a linguagem da terra) e “geo-grafia” (a escrita da terra).

Tal implica “falar com a terra” em vez de “sobre a terra” e em termos de “semelhança” em vez de “diferença” – um “trabalho de imaginação” e “experimentação”. De subjetivação em vez de objetificação (Kopenawa 2010). De fusão em vez de ocupação (Krenak 2022).

“Como falar com(o) a terra” é então inseparável da questão de como a terra foi constituída como objeto, recurso e imagem e disso nos fala o conto de Ursula K. Le Guin, Ela tira-lhes os nomes (1985). Sobre o impulso colonial de nomear e identificar sem cuidado, criando fronteiras artificiais, ao mesmo tempo que nos exorta a encontrar formas de falar com outras criaturas. Falar “com” ou “como” em vez de “sobre” sinaliza

um deslocamento epistemológico e exige-nos repensar a sua nomeação, mediação e representação. E se a terra não fosse o referente do discurso, mas a sua condição? E se a possibilidade de falar com(o) ela abrisse um espaço entre o individual e o múltiplo, entre o território situado e a totalidade planetária? Esta dialética é metodológica: uma prática de “desnomeação” – de erosão da semântica objetificante, extrativista e extintora. Se a terra foi mapeada, renomeada e cercada (e a propriedade privada criada), ela é também resistência, cosmopercepção e ritual.

A IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme. Não a linguagem universal e logocêntrica (que teima em separar o sujeito do objeto), mas antes conhecimentos situados, enraizados nos territórios, corpos e relações que habitam as frestas da colónia e do capital. Não a semântica antropocêntrica da ciência positivista e da sua fictícia objetividade, mas antes métodos para desnomear

que suspendam as taxonomias coloniais e permitam que o solo, o fóssil, o animal, a planta, a pedra, a árvore, o rio, a montanha, o líquen, o fungo se apresentem na sua singularidade irredutível e também em proximidade. Não a pseudo “visão de lugar -2-Submissões até 25 de Maio nenhum”, mas antes as visões do umbral, aquelas fabricadas a partir do pial das casas das nossas avós ou nas horas crepusculares, em imagens dialéticas e incandescentes de sínteses impossíveis.

Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image pergunta: o que significa pensar com(o) a terra em vez de sobre ela? É possível traduzir a linguagem da terra, dos animais, das plantas, dos minerais? É a “desnomeação” um método filosófico-estético? Como é que as visões do umbral suspendem os regimes extrativos de representação? Que práticas artísticas resistem, reconfiguram ou perturbam os regimes coloniais sobre a terra? Como dar vida a formas de pertença, cuidado e reparação com vista a um mundo pós-extrativista? Ancorada no território do Algarve, mas expandindo ligações a outros territórios, convidamos investigadores, artistas, ativistas e ensaístas a submeterem propostas que dialoguem com os seguintes eixos temáticos:

1. Conhecimentos Situados

Como e o que é que a terra lembra? Este eixo acolhe trabalhos ancorados em composições relacionais e geo-subjectividades que desafiam a “visão de lugar nenhum”, bem como a incerteza, a falha e a contradição, encorajando a conexão entre pesquisa e experiência vivida.

• “Terricidio” (Millán 2024) e buen vivir
• Epistemologias artesanais (Farago et al 2025) e epistemologias do Sul
• Ecologias decoloniais, anti-extrativistas, ecofeministas, queer e trans
• “Ecologias exílicas” (Marder 2023)
• Cosmopolíticas indígenas e afro-diaspóricas
• O baldio e o quilombo/quilombismo (B. Nascimento 1977, A. Nascimento 1980)
• “Arquivos Insurgentes” (Biehl 2022) e contra-cartografias
• Lutas ambientais, os seus lutos e justiça multiespécie
• Crítica às taxonomias Lineanas e biopolíticas
• Histórias ambientais, políticas da paisagem e “piropolítica” (Marder 2020)

2. Métodos para Desnomear

Se nomear é colonizar, como podemos desnomear para aproximar? Este eixo acolhe trabalhos sobre geo-semânticas e experimentações metodológicas e pedagógicas que erodam o olhar extrativista e especista.

• Desnomear como método filosófico-estético

• Poéticas do silêncio e escuta profunda

• Caminhar como método e “ver com o corpo todo” (Cusicanqui 2015)

• Ontologias fósseis (Castro 2023), minerais e animais

• Geo-estéticas (Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019), incluindo

vulcânicas e das ervas ditas daninhas

• Estéticas e “alianças líquidas” (Mendes & Garcia-Antón 2026)

• Narrativas de relacionalidade e métodos multiespécie

• Contracolonizar (Nêgo Bispo 2015)

• Arte como laboratório de pensamento (e não como representação)

• Cinema animista e montagens visuais anti-extrativistas e anti-especistas

3. Visões do Umbral

Como habitar o umbral e mover-se entre mundos? Neste eixo acolhemos as formas que excedem os preceitos dualistas do Plantationoceno/Capitaloceno – as geo-coreografias que nos conduzem ao alargamento de afinidades e alianças.

• Epistemologias do umbral

• “Dark ecology” (Morton 2016), deep time e temporalidades submersas

• Ecologia popular

• Agência não-humana e a redistribuição do sensível

• “Ruínas do Plantationoceno/Capitaloceno” (Tsing 2015)

• “Zonas intersticiais” (Gomez-Barris 2017), conhecimentos ribeirinhos e da beira-mar

• Imagens dialéticas (Benjamin 1940) e “peles de imagens” (Kopenawa 2010)

• Visões “ch’ixi” (Cusicanqui 2015)

• “Alianças afetivas” (Krenak 2022)

• “Florestania” (Krenak 2022) e “lutas com a floresta” (Milanez 2024)

+DATAS IMPORTANTES

25 de maio | envio de propostas

30 de junho | notificação de aceitação

18-20 de novembro | conferência

Formatos de submissão:

1. Comunicações (pesquisas teóricas ou empíricas): sumário até 300 palavras

2. Intervenções artísticas (performances, leituras poéticas): memória descritiva até 300 palavras

3. Rodas de conversa, oficinas, caminhadas de escuta, cartografias afetivas: memória descritiva até 300 palavras

O sumário (em português, espanhol ou inglês) deve fazer-se acompanhar de uma biografia breve (até 100 palavras) para: counterimageconference@fcsh.unl.pt

Oradores principais: Gabriela Milone e Franca Maccioni (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina) e Felipe Milanez (Universidade Federal da Bahia, Brasil)

Organização:

Inês Beleza Barreiros (ICNOVA, NOVA FCSH / CIAC, Universidade do Algarve)

Liliana Coutinho (IHC, NOVA FCSH)

Maria do Carmo Piçarra (ICNOVA, NOVA FCSH)

Salomé Lopes Coelho (ICON, Utrecht University / ICNOVA, NOVA FCSH)

Sílvia Leiria Viegas (CIAC, Universidade do Algarve)

Teresa Castro (IRCAV, Sorbonne Nouvelle / ICNOVA, NOVA FCSH)

Teresa Mendes Flores (ICNOVA, NOVA FCSH)

-4-Submissões até 25 de Maio

Comité Científico:

Ana Lúcia Marsillac (Universidade Federal de Santa Catarina)

Bruno Mendes da Silva (CIAC, Universidade do Algarve)

Cristiana Bastos (Instituto de Ciências Sociais)

Filippo Di Tomasi (ICNOVA, NOVA FCSH)

Iacã Macerata (Universidade Federal de Santa Catarina)

Isabel Stein (ICNOVA, NOVA FCSH)

Leila Lehnen (Brown University)

Luís Trindade (IHC, NOVA FCSH)

Margarida Brito Alves (IHA, NOVA FCSH)

Margarida Mendes (ICNOVA, NOVA FCSH)

María Gloria Robalino (Washington University St. Louis)

Maria Teresa Cruz (ICNOVA, NOVA FCSH)

Marita Sturken (New York University)

Maura Castanheira Grimaldi (ICNOVA, NOVA FCSH)

Mirian Nogueira Tavares (CIAC, Universidade do Algarve)

Patrícia Martins Marcos (University of Oklahoma)

Patrícia Martinho Ferreira (Brown University)

Paulo Nuno Vicente (ICNOVA, NOVA FCSH)

Romy Castro (ICNOVA, NOVA FCSH)

Rui Gomes Coelho (Durham University)

Susanne Knittel (ICON, Utrecht University)

Organização institucional:

ICNOVA, FCSH, Universidade Nova de Lisboa

CIAC, Universidade do Algarve

Coordenação do CIAC:

Bruno Mendes da Silva

Mirian Tavares

Comissão de Comunicação e Logística do CIAC:

João Paulo dos Reis e Cunha (Gestão)

Juan Manuel Escribano Loza

Cobertura Fotográfica e Audiovisual:

João Paulo dos Reis e Cunha

Desenho gráfico:

Maura Grimaldi

Apoio institucional:

IHC, FCSH, Universidade Nova de Lisboa

ICON-Institute for Cultural Inquiry, Utrecht University

 

12.05.2026 | por martalanca | conferência

Lançamento Crânio Impromptu, Brassalano Graça

19/6/2026 na ZDB

11.05.2026 | por martalanca | Brassalano Graça

MEG STUART - SULPHUR EDGES

13 MAY 2026
WED 19:00 Culturgest Moderation: Liliana Coutinho 


Sulphur Edges is a choreographic encounter shaped with and through place. Created during Forum Dança’s PACAP 8 / Mystery School residency, the 60-minute film unfolds across São Miguel’s thermal sites, oceanfront pools, traces of a mine, and the shell of an abandoned hotel. These places act as co-agents in a process of sensing and transmission. Guided by Meg Stuart’s direction, the performers respond to the elemental conditions of each site. Movement arises from relation — to temperature, texture, invisible forces, and to one another. The camera moves as a choreographic partner, tracing tensions between body, place, and atmosphere. Before the film screening, a conversation with Meg Stuart, about project Mystery School will explore modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate through the work.

Following the screening of the film, there will be a conversation with Meg Stuart about the Mystery School project, exploring modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate throughout the work.

10.05.2026 | por martalanca | MEG STUART

MEG STUART - SULPHUR EDGES

13 MAY 2026
WED 19:00 Culturgest Moderation: Liliana Coutinho 


Sulphur Edges is a choreographic encounter shaped with and through place. Created during Forum Dança’s PACAP 8 / Mystery School residency, the 60-minute film unfolds across São Miguel’s thermal sites, oceanfront pools, traces of a mine, and the shell of an abandoned hotel. These places act as co-agents in a process of sensing and transmission. Guided by Meg Stuart’s direction, the performers respond to the elemental conditions of each site. Movement arises from relation — to temperature, texture, invisible forces, and to one another. The camera moves as a choreographic partner, tracing tensions between body, place, and atmosphere. Before the film screening, a conversation with Meg Stuart, about project Mystery School will explore modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate through the work.

Following the screening of the film, there will be a conversation with Meg Stuart about the Mystery School project, exploring modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate throughout the work.

10.05.2026 | por martalanca | MEG STUART

1001 Noites – Irmã Santomense

estreia a 8 de maio, em Palmela 

 1001  NOITES – IRMÃ SANTOMENSE estreia em Palmela no próximo dia 8 de maio. Com dramaturgia e encenação de Miguel  Jesus e cenografia de João Brites, será o último espetáculo da tetralogia que  o Teatro O Bando tem vindo a traçar desde 2023, a partir d’ As Mil e Uma  Noites. No elenco, Rita Brito (Xerazade), Fabian Bravo (Xariar), Adozia Cristo  (Dinarzade) – atriz consagrada em São Tomé e Príncipe pela sua histórica personagem Saco de Boxe –, Nicolas Brites (Bacbaca), Diogo Rocha (Silencioso),  aos quais se junta a percussão de Mick Trovoada (Zantune) e as batidas de DJ  Marfox. Um espetáculo ao ar livre, de 8 a 31 de maio junto ao Cine-Teatro São João, em Palmela. Nos dias 5 e 6 de junho na Quinta do Anjo - Sociedade de Instrução Musical e 12 e 13 de junho no Pinhal Novo - Edifício Santa Rosa.

Um Demónio que quer conhecer a voz dos Anjos, um Barbeiro que fala mais do que corta cabelo, um Jovem apaixonado que diz ter aversão pelas mulheres, um Pobre cheio de fome que come comida invisível, um Alfaiate que trabalha por amor até à exaustão e à humilhação, enfim, muitas são as personagens que Xerazade evoca para tentar apaziguar o coração de Xariar. Mas será que ele vai conseguir controlar os seus impulsos destrutivos? Poderá ainda ser levado a sonhar, a rir, a aceitar as falhas dos outros e as suas? E se o fizer, poderemos ainda assim perdoá-lo, ou teremos de nos vingar? Qual a responsabilidade de cada um de nós face àqueles que nos oprimem?

 

Venham, venham. Venham ver e ouvir como é tão boa esta história. Soia se sa fina. 8 de maio junto ao Cine-Teatro São João, em Palmela.

Ficha Artística

 

1001 NOITES – IRMàSANTOMENSE

texto a partir de As Mil e Uma Noites (tradução de Hugo Maia)

 

dramaturgia e encenação Miguel Jesus

elenco Adozia Cristo, Diogo Rocha, Fabian Bravo, Mick Trovoada, Nicolas Brites e Rita Brito

cenografia João Brites

música Mick Trovoada e DJ Marfox

figurinos Clara Bento

pintura cenográfica Emerson Quinda

apoio à dramaturgia Susana Mateus

apoio à corporalidade Juliana Pinho

desenho Maria Taborda

produção Inês Gregório

apoio à produção Isabel Mota

execução de figurinos Inês Reis e Rosa Silva

montagem Vitor Santos

apoio a ensaios Beatriz Oliveira e Viviana Nicolau

 

 Sobre O Teatro o Bando

Fundado em 1974 e constituindo-se como uma das mais antigas cooperativas culturais do país, o Teatro O Bando assume-se como um coletivo que elege a transfiguração estética enquanto modo de participação cívica e comunitária. Na génese do Bando encontram-se o teatro de rua e as atividades de animação para a infância, em escolas e associações culturais, integradas em projetos de descentralização. O Bando continua a procurar o singularismo das suas criações, na medida em que pretende alcançar obras de arte mais acutilantes e inesperadas. Estas são resultado duma metodologia coletivista onde uma direção artística alargada procura a diferença, a interferência, a rutura, a colisão dos pontos de vista, até que essa intersecção revele o seu potencial ao exprimir-se para além do controlo e da capacidade de previsão dos criadores envolvidos. 

06.05.2026 | por martalanca | BAndo

3ª Edição do Festival Literário L.O.V.E AFRICA

LER OUVIR VER E EXPRESSAR! Data: 15, 16 e 17 de maio Local: Palácio Baldaya, um espaço da Junta de Freguesia de Benfica. Este ano, o festival acontece na semana do Dia de África e, como sempre, trazemos uma programação rica e diversificada!  Além da literatura, preparem-se para uma explosão de culturas africanas com: Música ao vivo; Artes plásticas; Artesanato; Capoeira; Gastronomia típica africana … e muito mais!
“Ler, Ouvir, Ver e Expressar” — o nosso lema L.O.V.E. representa a essência do projeto da Livraria Lulendo, uma livraria africana que celebra a literatura africana, afrodescendentes e os conteúdos sobre África, independentemente da origem do autor/a. É uma livraria diversificada e inclusiva. 
Venham celebrar connosco a identidade e o orgulho africano!  Preparem-se para ouvir contos, romances, poesia, ensaios, história e muito mais nos dias 15, 16 e 17 de maio no jardim do Palácio Baldaya.
Não percam! Vamos juntos fazer desta festa um momento inesquecível! 
#LOVEEAFRICA #FestivalLiterário #IdentidadeAfricana #Cultura #LiteraturaAfricana 

05.05.2026 | por martalanca | L.O.V.E AFRICA