Não são águas passadas

Neste sábado, 07/03/2026, a partir das 16h, acontece uma sessão super especial do Cineclube da Linha de Sintra. Será exibido NÃO SÃO ÁGUAS PASSADAS, filme da realizadora Viviane Rodrigues, em parceria com o produtor Brunno Constante, que aborda a ausência de reconhecimento do papel português no tráfico transatlântico.
A programação contará também com debate, livros, Black City Krew e Falas Afrikanas.
Esperamos por vocês!

Espaço Cultural Mbongi_67Praceta António Sérgio, 4AMonte Abraão, Queluz

06.03.2026 | por martalanca | colonialismo, lisboa

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental,

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental, revisitamos o seu legado político e simbólico; a resistência e ameaças a Cuba. Conversa com Raquel Ribeiro. Dia 7 março, às 15h, na Boutique da Cultura, em Carnide, no contexto das atividades do ATRIUM.moderação de Marta Lança 

06.03.2026 | por martalanca | Cuba, tricontinental

As Fugas de Hannah, NowHere Lisboa

07 de março, 19:00, Entrada livre
As Fugas de Hannah (2026, 12’), de Bárbara Bergamaschi e Nathalia Rech.
A partir de imagens de arquivo, o filme-ensaio imagina os três meses em que Hannah Arendt viveu em Lisboa antes de partir para o exílio nos Estados Unidos. Inspirado no poema “W.B.”, dedicado a Walter Benjamin, o filme cruza memória e fabulação para pensar a condição do imigrante, o deslocamento e os limites entre fronteiras e nação.
Lisboa surge como cidade de passagem, ontem e hoje, lugar de suspensão para quem vive a experiência do exílio e do “não-lugar”, onde um mundo se desfaz, mas pode sempre recomeçar.
A sessão contará com a presença da realizadora Bárbara Bergamaschi, cineasta, professora e crítica de cinema, cujos filmes foram exibidos em festivais no Brasil, Portugal, Índia e França. Doutorada em Literatura pela PUC-Rio, é associada da ABRACCINE e da FIPRESCI e integra a equipa de programação do Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde, qualificado para os Óscares. Após a exibição, terá lugar uma conversa com Pedro Duarte, Professor de Filosofia da PUC-Rio, investigador do CNPq, da Faperj e da FCT, tradutor de Hannah Arendt no Brasil e autor de diversos livros.
A apresentação conta ainda com a parceria dos vinhos Fictício e das comidinhas Delícias Valim, que acompanharão o encontro.
Entrada livre, sem restrição de idade.
NowHere Lisba / Estrada de Chelas 41A, Lisboa

06.03.2026 | por martalanca | Hannah Arendt, Walter Benjamin

Afro-Sul: feira do livro de África e sul global

Dia 24 de janeiro, dia mundial da cultura africana e afro descendentes, a Lulendo & Fábrica Braço de Prata lançaram “AFRO-SUL”, uma feira de livros de África e o Sul Global. Foi um pré-lançamento bem sucedido.
No 07 de março, em homenagem às mulheres, vamos oficialmente arrancar o projecto ” Afro-Sul” com uma feira de livros exclusivamente de mulheres.Vamos igualmente ter um concerto com a ” BANDA LULENDO” onde as vocalistas principais serão mulheres super talentosas. DJ SET, com uma mulher incrível.
A AFRO-SUL é um projecto que terá lugar uma vez por mês, ao longo do ano, na fábrica braço de prata. O foco são os livros, mas, teremos outras atividades culturais paralelas e complementares.
Vamos juntos construir um projeto sólido e duradouro. UBUNTU

Programa 07 de Março

 

Abertura para montagem: 11h

 

•⁠  ⁠Feira do livro

•  Feira de artesanato e design.

•⁠  ⁠Delícias da gastronomia local.

 

Abertura ao público: 12h00.

 

12h00-14h00: Delícias da ⁠gastronomia local : Moamba, Cachupa, Calulu, Kitutes e outras iguarias. A refeição será vendida até mais tarde.

 

Painel I: 14h00 - 15h00 História de mulheres e empoderamento.

Conversas, leituras e declamação de poemas com: Antonieta Rosa Gomes, Isabel Ferreira,  Mabel Cavalcante e Cida Barbosa.

 

Painel II: 15h00-16h00   Feminismos do Sul Global - práticas, narrativas e produções culturais de mulheres de contextos colonizados e pós-coloniais.

Inocência Mata, Luzia Moniz e Sandra Poulson

 

16h-16h30: pausa

 

Painel III: 16h30-17h30 Bárbara Veiga e Roselyn com Catarina

 

 

Painel IV: 17h30 -18h00 A questão da mulher no Islão - África e Sul Global

Conversa : Farhana Akter e  Catarina Pombo Nabais

 

Painel V: 18h00-18h30 Leitura e declamação de poemas com Regina Correia, Luísa Fresta e Alda Barros.

 

18h30: Inauguração da exposição com artista N’taluma e Dilia Fraguito

 

Painel VI: 19h-19h30 : “Eco-Elas”- Ouvir palavras de mulheres, leitura coletiva em voz alta. Com Déa Paulino

 

Painel VII: 19h30-20h30 Raízes e Rotas: Narrativas de Identidade e Memória na Diáspora.

●         Casas e Raízes - O Poder dos Espaços na Formação da Identidade.

●         Exploração do simbolismo do espaço físico e emocional, a Casa em “Casa 75” e Pousaflores como pontos de encontro entre passado e presente.

Conversa com Aida Gomes, Branca Clara das Neves com moderação de Marta Lança

 

21h30: Concerto BANDA LULENDO - Pry Antunes, Mukongo, Queen Suh , Ricardo Campos, Jery Bidan, Luís Vasco e Star no Beat.

 

23h00: DJ Set - INDI MATETA

03.03.2026 | por martalanca | AFRO-SUL

A Maldição do Açúcar

Sessão pública do primeiro episódio da série com a presença da realizadora Mathilde Damoisiel e do Historiador Miguel Bandeira Jerónimo, na Quarta-Feira dia 4 de Março às 18h no Museu do Aljube, em Lisboa. 

A série conta com 2 episódios de 52 mins é uma coprodução Wonder Maria Filmes (Portugal), Inicia Filmes (Espanha) e Hauteville (França), para a ARTE, RTP, Movistar+, RTS e está disponível no RTP Play.

SINOPSE 

Conhecemos os seus malefícios, mas não a sua história… Em cinco séculos, o açúcar construiu um império e moldou o nosso mundo. Escravatura, trabalho forçado, exploração da terra: nos lugares sacrificados à sua monocultura, ontem como hoje, esta investigação histórica revela o amargo preço da nossa dependência coletiva da sua doçura.

 

25.02.2026 | por martalanca | açúcar, escravatura

Mafolofolo

Artistas: MADEYOULOOK
Curadoria: Margarida Mendes

Abertura: 26 de fevereiro às 18h

Conversa com os artistas dia 26 de fevereiro às 17h
Patente até 23 de maio de 2026
Horário: de quarta a sábado das 15h às 19h

 

Inaugura a 26 de fevereiro, no Hangar - Centro de Investigação Artística, a exposição “Mafolofolo”, do colectivo MADEYOULOOK (Molemo Moiloa e Nare Mokgotho) oriundo de África do Sul, com curadoria de Margarida Mendes. A inauguração é precedida por uma conversa entre os artistas e a curadora.

“Mafolofolo” é uma instalação sonora, que surge após sete anos de investigação no Norte da África do Sul. O colectivo procurou compreender os múltiplos ciclos de perda e retorno relacionados com a terra, interessando-se pelas relações profundas e duradouras com o território que permanecem, apesar da longa duração da existência turbulenta e desestabilizadora da África do Sul. Narram a história particular deste lugar e o seu potencial procurando a intimidade, espiritualidade e a interdependência com a terra e a vida não humana. Através disto, descobrem um trajecto de cura que poderá salvaguardar as terras das quais encontramos sustento.

“Mafolofolo” oferece estratégias para a reparação, através do rastreio histórico da instalação sonora que faz referência a canções populares africanas de resistência pela libertação. Desta forma traça uma história de violência, racismo, exploração e desapropriação contínua, com urgências contemporâneas prementes, ao mesmo tempo que propõe uma oportunidade para fomentar diferentes imaginários de relação com o território.

O coletivo artístico MADEYOULOOK tem exposto, publicado e organizado programas em diversos contextos, incluindo como artistas representantes do Pavilhão da África do Sul na Bienal de Veneza em 2024. A instalação “Mafolofolo” exibida no Hangar  é uma iteração de uma comissão da documenta fifteen,  que contou com a curadoria de ruangrupa.

Esta exposição estará patente no espaço expositivo do Hangar até ao dia 23 de maio de 2026. A entrada é livre.

 

Sobre o coletivo


 

MADEYOULOOK é um coletivo artístico interdisciplinar sediado em Joanesburgo, formado por Molemo Moiloa e Nare Mokgotho. As obras de MADEYOULOOK partem de práticas quotidianas negras que foram historicamente negligenciadas ou consideradas inconsequentes. Estes trabalhos incentivam uma reobservação e um processo de desfamiliarização do quotidiano da vida urbana sul-africana. Ao retrabalhar e interromper as formas como observamos as experiências vividas negras e o quotidiano, somos “levados a olhar novamente” e a questionar as relações sociais.

Desde 2009, o trabalho de MADEYOULOOK tem abordado temas como modelos de memorialização de histórias e tradições orais, o amor negro e o espaço público urbano, as formas e hierarquias de criação e disseminação do conhecimento, bem como as socialidades da terra e as relações com a vida vegetal. O coletivo desenvolve diferentes abordagens centradas sobretudo em instalações intertextuais, encontros, programas discursivos, investigação e edição/publicação. Embora a prática de MADEYOULOOK esteja significativamente orientada para dinâmicas de sociabilidade e relacionalidade fora do espaço expositivo, estes projetos culminam frequentemente em exposições.

MADEYOULOOK tem exposto, publicado e organizado programas em diversos contextos, incluindo como artistas representantes do Pavilhão da África do Sul na Bienal de Veneza, como artistas do lumbung na documenta fifteen, bem como em colaboração com Njelele (Zimbabué), Frac Pays de la Loire (França), KAdE (Países Baixos), Primary (Reino Unido) e várias iniciativas na África do Sul. Em 2022, foram bolseiros do programa DAAD Artists-in-Berlin. Foram também nomeados para o Vera List Centre Prize for Art and Politics, da The New School, Nova Iorque, em 2017, e para o prémio MTN New Contemporaries, em 2012. 

 

Sobre a curadora
Margarida Mendes integrou na equipa curatorial da 11ª Gwangju Biennale, 4ª Istanbul Design Biennial, 11ª Liverpool Biennale, e 3ª Porto Design Biennale. Dirigiu diversas plataformas educacionais, como escuelita, uma escola informal do Centro de Arte Dos de Mayo - CA2M, Madrid; O espaço de projectos artísticos The Barber Shop em Lisboa dedicado à pesquisa transdisciplinar; e a plataforma de pesquisa ecológica Matter in Flux. Foi membro fundador do Laboratório da Torre, um laboratório de cinema independente dedicado ao cinema analógico realizado por artistas no Porto; e participou em vários coletivos artísticos, como o canal online de vídeo exploratório e reportagem documental Inhabitants-tv.org; e Natural Contract Lab, um coletivo que trabalha com justiça restaurativa e direitos fluviais em toda a Europa.

Margarida Mendes é Doutorada pelo Centre for Research Architecture, Goldsmiths University of London, Professora Convidada no Mestrado de Geo-Design na Design Academy Eindhoven, e investigadora afiliada ao ICNOVA. Programa no Hangar o laboratório de investigação artística ‘No Rasto do Lobo’ (2023-2026), e fez a curadoria da exposição ‘A Sphere Of Water Orbiting A Star’ de The Otolith Group (2023).

 
 

24.02.2026 | por martalanca | África do Sul, Mafolofolo

"Aqueçam-me para que eu possa partir para casa", Terra Batida 2025

Filme documental produzido pela plataforma Terra Batida com Lilly Baniwa, Olinda Yawar Tupinambá, Ziel Karapotó, Brisa Flow e Denilson Baniwa, 2025. Realização coletiva com imagens de Violena Ampudia e edição de Ian Capillé. Vídeo-documentário. Aprox. 6 min. Obra apresentada no contexto da exposição “Contra-feitiço”, de Denilson Baniwa, nas Galerias Municipais de Lisboa - Galeria Quadrum, instalada a partir do ciclo de performances “Nosso Wayuri”, em 15 de novembro de 2025. Todos os direitos reservados.

24.02.2026 | por martalanca | Terra batida

"Aqueçam-me para que eu possa partir para casa", Terra Batida 2025

Filme documental produzido pela plataforma Terra Batida com Lilly Baniwa, Olinda Yawar Tupinambá, Ziel Karapotó, Brisa Flow e Denilson Baniwa, 2025. Realização coletiva com imagens de Violena Ampudia e edição de Ian Capillé. Vídeo-documentário. Aprox. 6 min. Obra apresentada no contexto da exposição “Contra-feitiço”, de Denilson Baniwa, nas Galerias Municipais de Lisboa - Galeria Quadrum, instalada a partir do ciclo de performances “Nosso Wayuri”, em 15 de novembro de 2025. Todos os direitos reservados.

24.02.2026 | por martalanca | Terra batida

Episódios de fantasia e violência, p. feijó

Livraria Aberta e as edições Orfeu Negro convidam para a apresentação do livro EPISÓDIOS DE FANTASIA & VIOLÊNCIA, de p. feijó, no dia 27 de Fevereiro, sexta-feira, às 18h00, na Livraria Aberta, Porto. A autora p. feijó estará à conversa com Paulo Brás, livreiro e investigador em Literatura Comparada.

Os trovões lá fora tremem cá dentro. O retumbar está comigo, é eu.
Por um momento, o tempo pára na escuridão.

— p. feijó

Ensaio-poema autoteórico, EPISÓDIOS DE FANTASIA & VIOLÊNCIA estreou-se como leitura-performance em várias salas intimistas, entre Lisboa e Porto, e ganha nesta edição nova materialidade enquanto objecto-livro. p. feijó fala-nos de um mundo violento para com o que não é binário ou, em geral, não encaixa na experiência masculina dominante. Rememorando alguns episódios, tenta entender o papel e a natureza da fantasia pornográfica violenta, obscena, errada, e presta atenção ao corpo em metamorfose que incita a fantasia e a transformação noutros corpos. Esse processo contagioso de experimentação somática voluntária e involuntária é também uma monstruosidade que anuncia o fim deste mundo.
Sexta-feira, 27 de Fevereiro, apresentação de EPISÓDIOS DE FANTASIA & VIOLÊNCIA com p. feijó e Paulo Brás, às 18h, na Livraria Aberta, Porto.

**
Sábado, 28 de Fevereiro, p. feijó volta a apresentar a sua leitura-performance,
às 18h, no espaço do colectivo Asterisco, Rua de Pinto Bessa 409, Porto.

Ler um excerto do livro.

 

23.02.2026 | por martalanca | livro, p. feijó

Era das Repressões

Ciclo de conversas | Maneiras de Ver #11
Sexta-feira, 20 de Fevereiro, às 18h00
Conversa com António Brito Guterres, António Avelãs e Maria Grazia Rossi, com moderação de Fernando Ramalho
Livraria Tigre de Papel
Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa)

Liberdades de associação ou de reunião, sindicais ou universitárias, de consciência ou de expressão: há vários meses que o poder passou à ofensiva em toda a Europa. Em França, tem como alvo os habitantes dos bairros populares, que já lutam para fazer valer os seus direitos mais básicos. As autoridades britânicas prendem os defensores da Palestina, enquanto, na Nova Caledónia, Paris criminaliza qualquer forma de contestação. A exceção torna-se regra, o estado de emergência torna-se normal, sem que qualquer contrapoder realmente o impeça. Tudo isso em nome de uma segurança erigida como imperativo, mas reduzida às suas aceções militar e policial.

Nesta sessão partimos do dossiê «Era das Repressões», um conjunto de artigos publicados no número de janeiro da edição portuguesa do Le Monde diplomatique que procuram dar conta dessa ofensiva repressiva e autoritária contra movimentos políticos, sindicatos, ação coletiva, liberdades de associação, pensamento e expressão. Contaremos com a participação de António Brito Guterres, assistente social e militante da Vida Justa, António Avelãs, professor e dirigente sindical do SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, e Maria Grazia Rossi, académica e ativista da PUSP – Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina. A moderação ficará a cargo de Fernando Ramalho.

19.02.2026 | por martalanca | Le Monde diplomatique, repressão

A obra de Kamal Aljafari, no Batalha, Porto

A obra de Kamal Aljafari, realizador palestiniano e nome fundamental do cinema contemporâneo, debruça-se sobre a reconstituição da memória pessoal e coletiva, nomeadamente do povo palestiniano.

Nascido em Ramla, desenvolveu uma linguagem cinematográfica que expande os limites do cinema documental e ensaístico, transformando imagens de arquivo em ferramentas políticas e estéticas. Os seus filmes, exibidos em inúmeros festivais de cinema e celebrados pela crítica, centram-se em temas como a despossessão, a memória, o exílio e a importância material e simbólica do “arquivo”. É no contra-arquivo em construção — definido pelo realizador como “a câmara dos despossados” — que Aljafari permite a reiteração no mundo de histórias e de presenças que a ideologia sionista sistematicamente procura silenciar ou apagar — mas que sempre resistem.
No Batalha, recebemos o cineasta para a apresentação de uma masterclass e a exibição de uma seleção compreensiva da sua obra em cinema, incluindo a estreia no Porto do seu novo filme, With Hasan in Gaza.
Curadoria de Rita Morais

Rita Morais Realizadora e programadora. Mestre pelo Artists’ Film & Moving Image MA, na Goldsmiths, University of London, é membro da Cooperativa Laia, estrutura de apoio à criação artística, e do Laboratório da Torre, laboratório de cinema analógico gerido por artistas na cidade do Porto. Co-dirige a Miragem - arte cinemática na paisagem, na ilha do Pico, Açores. Os seus trabalhos têm sido exibidos nacional e internacionalmente em espaços e festivais como o Open City Docs (Londres, UK); Berwick Film & Media Arts Festival (Berwick, UK) Rockaway IFF (Nova Iorque, EUA), S8 - Mostra de Cinema Periferico (A Coruña, ES), SIM Gallery (Reykjavik, IS), A.P.T. Gallery (Londres, UK), entre outros.

Sessões

With Hasan in Gaza, Kamal Aljafari25fev202619:15FilmeMasterclass com Kamal Aljafari26fev202615:30MasterclassA Fidai Film, Kamal Aljafari14mar202619:15FilmeIt’s a Long Way from Amphioxus + An Unusual Summer20mar202619:15FilmeWith Hasan in Gaza, Kamal Aljafari25mar202615:15FilmeUNDR + Recollection26mar202619:15FilmeBalconies + The Roof29mar202617:15Filme

16.02.2026 | por martalanca | Kamal Aljafari

Arte, tecnologia e cosmologias contemporâneas em diálogo na nova programação da Escola das Artes

Curado por Joasia Krysa, com Nuno Crespo, Daniel Ribas e José Alberto Gomes

Artistas, tecnólogos criativos, curadores, escritores e pensadores reúnem contributos que atravessam múltiplas áreas temáticas: do espiritual e do mítico às infraestruturas sociotecnológicas e às lógicas (des)coloniais, projetando futuros especulativos. Entre fevereiro e maio de 2026, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa apresenta “Art + Tech x Cosmos =”, um ciclo que integra conferências, concertos, exposições e performances. A conferência de abertura realiza-se a 19 de fevereiro, com Joasia Krysa, curadora do programa, que estará à conversa com as curadoras de arte digital Val Ravaglia e Pita Arreola.

O programa “Art + Tech x Cosmos =” tem curadoria de Joasia Krysa com Nuno Crespo, Daniel Ribas e José Alberto Gomes, e explora como a arte e a tecnologia estão interligadas, como as práticas criativas respondem à crescente complexidade do mundo e como histórias e futuros diversos convergem para gerar novas formas. “Como o título sugere, o programa adota uma abordagem cosmológica, envolvendo-se com o pensamento tecnológico não ocidental e realidades multidimensionais partilhadas,” salientam os curadores.


“’Art + Tech x Cosmos =’ resulta do envolvimento da Escola das Artes com práticas artísticas experimentais no interior dos quais nascem diálogos e relações entre investigação, criação artística e os desafios sociais e culturais contemporâneos,” salienta Nuno Crespo, curador e diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa

Art + Tech x Cosmos = | Performances, Conferências, Concertos

Serão duas as performances ao longo do programa. A primeira realiza-se no dia 26 de fevereiro pelas 18h30. Danielle Brathwaite-Shirley apresenta uma performance imersiva e participativa que cruza o videojogo, a animação, o som e a narrativa ficcional. Através de tecnologias digitais interativas, a artista cria um espaço de confronto crítico e reflexão sobre identidade, poder e opressão sistémica. A 8 de abril é a vez de Günseli Yalcinkaya. Esta sessão propõe uma reflexão híbrida entre pensamento crítico e prática artística, cruzando investigação cultural, ficção especulativa e performance. Num formato que desafia as fronteiras entre conferência académica e acontecimento performativo, a artista convoca narrativas contemporâneas para questionar tecnologia, poder e imaginação coletiva, convidando o público a uma experiência simultaneamente intelectual e sensorial.

O programa de conferências de “Art + Tech x Cosmos =” reúne um conjunto de vozes de referência no cruzamento entre arte, tecnologia e pensamento crítico. Ao longo do ciclo, Legacy Russell, Diana Policarpo, Tabita Rezaire, o coletivo Keiken (representado por Hana E. Amori) e João Melo propõem reflexões que atravessam identidade, poder, espiritualidade, memória, ecologias digitais e futuros especulativos, explorando práticas artísticas e investigativas que questionam as infraestruturas tecnológicas e culturais contemporâneas. O programa encerra com uma conferência conjunta de Joasia Krysa e Libby Heany, que reúne perspetivas curatoriais e artísticas sobre arte, ciência e tecnologia, convidando à reflexão sobre práticas emergentes, investigação e imaginação de futuros possíveis.

A nova temporada dos Dashed Concerts prolonga-se até maio de 2026. O próximo concerto está agendado para dia 5 de março com Lime68k. A 16 de abril está confirmada a presença de Luca Argel, assim como João Pimenta Gomes (30 de abril) e Nuno Loureiro (14 de maio).

Até ao final do primeiro semestre de 2026, a Escola das Artes apresenta duas novas exposições integradas neste programa: uma dos Teatro Praga com inauguração em março e uma de Rodrigo Cass em maio.

De 29 de junho a 3 de julho, decorrerá a oitava edição da Porto Summer School on Art & Cinema, este ano em associação com XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture.  O tema em destaque será “Disobedience” enquanto prática artística e ideia, explorando as suas múltiplas formas, dinâmicas e limites.

Todos os momentos irão decorrer no Católica Art Center, estrutura que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea. O Católica Art Center integra a Sala de Exposições; o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.

Mais informações e programa disponíveis aqui: Art + Tech x Cosmos = Concertos, conferências, exposições e performances

09.02.2026 | por martalanca | escola das artes

Seminário: Diálogos Construtivos sobre o Património Colonial

Seminário 12 Fevereiro 2026 — 9h00 - 17h00Local Anfiteatro Manuel Valadares | Museu

Seminário do Projeto Contested Desires: Constructive Dialogues

Contested Desires: Constructive Dialogues (CDCD) é um projeto apoiado pela União Europeia que aborda os desafios atuais da Europa e do mundo. Reúne curadores de museus, artistas e investigadores que celebram a diversidade e promovem a inclusão, o diálogo e a colaboração criativa.

Este projeto visa sobretudo reunir artistas contemporâneos e comunidades locais que moldam e representam o património colonial europeu, através de um programa aprofundado de reinterpretação, acesso e reparação.
Este seminário apresentará algumas das residências artísticas realizadas no MUHNAC, promovendo simultaneamente a discussão e a reflexão crítica sobre o papel das artes na abordagem do legado colonial europeu.

PROGRAMA Program in english

09h00 - Acreditação

09h30 - Boas-vindas e introdução
Marta Lourenço | Diretora MUHNAC

10h00 - Projeto Contested Desires: Constructive Dialogues (CDCD) e o D6: Culture in Transit 
Clymene Christoforou | Diretora D6: Culture in Transit

10h30 - O Museu enquanto parceiro do projeto
Ana Godinho | Curadora da coleção de Etnografia, MUHNAC
Sofia Marçal | Coordenadora do Programa Arte, Natureza e Ciência, MUHNAC

10h45 - Pausa para café

11h00 - Legados invisíveis – O impacto da ciência colonial nas nossas perceções de beleza e identidade
Maya Louhichi | Artista Independente

11h30 - Residências artísticas no Museu: Partilha de experiências
Amaia Molinet | Espanha
Charmaine de Heij | Países Baixos
Claudio Beorgia | Itália
Paul Nataraj | Reino Unido

12h30 - Discussão 
Moderação: 
Catarina Simões | NOVA-FCSH / CHAM Centro de Humanidades
Sofia Marçal | Coordenadora do Programa Arte, Natureza e Ciência, MUHNAC

13h00 - Almoço

14h30 - O “Projeto Living Legacies”: Aproximar a coleção de instrumentos musicais coloniais do MUHNAC das comunidades de origem
Raquel Barata | Coordenadora do Núcleo Educativo e de Exposições, MUHNAC
Rocio Guerrero Marin | Artista
Letícia Brito | Coordenadora do projeto Heranças Vivas: Recontando a História

15h00 - Reflexões sobre o património colonial em Portugal e na Europa: Estado da Arte
Catarina Simões | NOVA FCSH / CHAM – Centro de Humanidades

15h30 - Pausa para café

15h45 - Património colonial e arte contemporânea
Marcio Carvalho | Investigador independente
Nuno Silas | Curador, IHC — UÉ / IN2PAST
Osias André | Artista visual

16h45 - Discussão final e sessão de encerramento
Moderação: Marta Lourenço | Diretora MUHNAC

18h00 - Inauguração das exposições das residências artísticas

Comunicações em inglês
Participação livre, com inscrição prévia obrigatória até 6 fevereiro
geral@museus.ulisboa.pt | 213 921 808

08.02.2026 | por martalanca | Património Colonial

PISA NO CHÃO DEVAGAR: Workshop com Joana Levi

Dias 14 e 15 de fevereiro / das 15h às 18h
Local: Espaço Parasita - Av. Infante Dom Henrique 334, Lisboa
Inscrições gratuitas: joana.levi@gmail.com
Este workshop está inserido no contexto da pesquisa de Joana Levi para sua nova criação “Câncer em Saturno”. A idéia de uma dramaturgia simbiótica será guia para experimentar e articular práticas e conceitos, poéticos e científicos. Exercícios que estimulam a simbiose entre corpo e voz, palavra e ação. Uma escrita performativa composta por pedaços de percursos, espaços, discursos que mobilizam afectos e contextos, que riscam, traçam, desdobram e dobram as palavras-sons de um corpo situado. Quando pensamos que corpos movemos?


JOANA LEVI (Rio de Janeiro, 1975) Criadora, performer e dramaturga, radicada em Lisboa desde 2017. É formada em Filosofia/ USP e mestra em Estética/ FCSH-Universidade Nova de Lisboa. Dedica-se a projetos experimentais e colaborativos que forjam uma cena atravessada por diferentes linguagens (da performance ao teatro, da dança ao pensamento filosófico) e que evocam relações de tensão, expressas em contextos e conflitos urbanos, coloniais e de género. Recentemente, criou as performances Primárias e Exóticas (2023) e Rasante (2020), e colaborou com Sónia Baptista, Ritó Natálio, Carlota Lagido, Gustavo Ciríaco, entre outres.  É artista integrante da PENHASCO Arte Cooperativa e da APNEIA COLECTIVA.
O projeto CÂNCER EM SATURNO conta com apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto I DGARTES – Direção-Geral das Artes e Fundação Calouste Gulbenkian. Coprodução: Teatro do Bairro Alto.

06.02.2026 | por martalanca | Joana Levi

Historiador apresenta livro sobre o 25 de Novembro em Faro

Ricardo Noronha vai apresentar o seu livro “A Ordem reina sobre Lisboa. Uma história do 25 de Novembro” esta sexta-feira, 6 de Fevereiro, no auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), em Faro. A sessão é organizada pela CÍVIS – associação para o aprofundamento da cidadania.


Em 2025 cumpriram-se 50 anos do 25 de Novembro de 1975. No seu livro, editado pela Tigre de Papel, o historiador reflete sobre o que descreve como «mito fundador» deste marco histórico na consolidação da democracia e de como «o esforço para o converter numa data fundadora do regime democrático é um logro a vários títulos».

Ricardo Noronha (1979) é doutorado em História Económica e Social Contemporânea (2011), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

É investigador do Instituto de História Contemporânea (NOVA FCSH). Entre os seus tópicos de investigação encontram-se a conflituosidade social, a história intelectual e as transformações da economia política durante a segunda metade do Século XX.

Está neste momento a conduzir uma investigação sobre o planeamento económico em Portugal, desde o Estado Novo até aos primeiros anos da democracia. 

A entrada é livre.

05.02.2026 | por martalanca | 25 de Novembro, história, Ricardo Noronha

Nós Estamos Contigo na Casa

Encontro “Nós Estamos Contigo na Casa” acolhe múltiplos ângulos da presença histórica, lutas e barreiras sempre impostas às trabalhadoras domésticas. Investigadores, ativistas, coletivos, escritores e cineastas, o resultado de um trabalho incrível de curadoria da Inês Brasão e Mafalda Araújo, com o apoio do Nuno Dias e do José Soeiro, além de muit@s outr@s que ajudaram a concretizar este Encontro. No dia 6, às 11h, a Conferência Inaugural será proferida pela Leopoldina Fortunati e Alessandra Mezzadri para discutir “THe Arcane of Reproduction”. À noite, na Casa do Comum, a realizadora Coline Grando vai passar o seu filem “Le Balai Liberé”. Vamos estar na Nova FCSH, na Casa do Comum, e no Centro Cultural de Cabo Verde. Na sexta à noite, antes do filme, a cachupa será servida pela Associação Moinho da Juventude. O CiCS_Nova e o IHC são os Centros de Investigação que nos apoiaram. 

 

 

03.02.2026 | por martalanca | casa

Visitas Participadas | Coletivo Tributo aos Ancestrais PT | janeiro a junho 2026

Convite — Visitas Participadas às Reservas Etnográficas Africanas do Museu Nacional de Etnologia

 

Coletivo Tributo aos Ancestrais PT, em parceria com o Museu Nacional de Etnologia (MNE), em Belém, Lisboa, tem a honra de convidá-lo(a) a participar nas visitas participadas às reservas etnográficas africanas do Museu.

Esta iniciativa proporciona uma oportunidade exclusiva de acesso a uma das maiores reservas de artefactos africanos existentes em Portugal, composta por aproximadamente 8.000 objetos provenientes de 28 países: África do Sul, Angola, Botsuana, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egito, Eritreia, Etiópia, Gabão, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mali, Marrocos, Madagáscar, Moçambique, Quénia, Nigéria, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe, Senegal, Sudão, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.

A visita inclui a observação de artefactos, tais como:

* Máscaras, esculturas e trajes cerimoniais de iniciação e de sociedades de caráter reservado: Mwelo (Bayaka, África Central); Ge Gon (pássaro cerimonial Dan, Costa do Marfim); Bakama (sociedade secreta de Cabinda).

* Instrumentos musicais tradicionais: cimboa (Cabo Verde); pwita (tambor de fricção); kora (corá); hungu (arco musical); kisanji/mbira; ocisumba (lira); marimba/balafon; trompetes de chifre.

* Tronos de banco de madeira (Ashanti/Asante, Cokwe).

* Cestos de adivinhação (ngombo).

* Chapéus e insígnias de autoridade real.

* Divindades vinculadas à natureza e ao culto aos espíritos ancestrais (nkisi, egungun).

* Amuletos de fecundidade e de realização da maternidade (Nyaneka, Owambo, Herero).

Para além da observação do acervo, estas visitas são também momentos de reflexão crítica sobre a história colonial, a presença africana em Portugal, os silêncios institucionais e as vozes que se pretende recuperar e dignificar. Trata-se, assim, de um convite ao diálogo, à escuta crítica e à co-construção de memórias partilhadas.

Contamos consigo para fazer parte deste momento histórico. Venha connosco resgatar histórias e honrar o nosso legado.

Inscrições ou mais informações: tributoaosancestraispt@gmail.com

O projeto vai até junho!

02.02.2026 | por martalanca | Tributo aos Ancestrais

A língua portuguesa em Angola

A língua portuguesa em Angola - Isced - Huíla

01.02.2026 | por martalanca | Isced - Huíla

ESTREIA DE OURO NEGRO

5 FEVEREIRO / CINEMATECA PORTUGUESA

“No sul profundo da Índia, um gesto íntimo — pentear, cortar, oferecer cabelo — liga fé, corpo e economia global. OURO NEGRO, de Takashi Sugimoto, acompanha Saraswathi num acto de devoção que revela uma cadeia invisível onde alguém, algures no mundo, lucra sempre. O misticismo do filme não foi indiferente na sua passagem pelos festivais de Tallin Black Nights e Cinema Etnográfico de Belgrado, onde arrecadou o Prémio do Júri e o Grand Prix, respectivamente.

Takashi conduz-nos numa viagem onde o sagrado se agarra às fibras de cada ser e convida-nos a testemunhar o percurso de cada fio de cabelo. O livro SPIRITUS, que será apresentado num formato de double bill, encarrega-se de compilar estas provas da convivência e intimidade feitas entre 2017 e 2022, durante o processo de pesquisa e rodagem do filme.

SINOPSE

Numa zona rural do sul profundo da Índia, a poderosa divindade hindu Balaji exerce uma forte influência sobre Saraswathi. Como muitas mulheres da sua aldeia, ela penteia os longos cabelos escuros das suas jovens filhas num ritual diário. O excesso de cabelo ganha valor monetário quando os Narikurava, uma tribo marginal de caçadores de pássaros, visitam as aldeias para recolher cabelo em troca de objectos domésticos.

OURO NEGRO é cabelo humano. Um dia, Saraswathi decide oferecer o seu precioso cabelo comprido à divindade Balaji, num templo, para realizar um desejo. Uma vez mais, alguém, algures no mundo, lucra com o seu ato espiritual.

DATA DE ESTREIA  5 de Fevereiro  19:00 - Apresentação livro - SPIRITUS 21:30 - Estreia filme OURO NEGRO  Cinemateca Portuguesa (R. Barata Salgueiro, nº39, 1269-059 Lisboa)
 

27.01.2026 | por martalanca | Ouro Preto

"Colonialismo vs. Descolonização", de Maria Clara Anacleto e Raquel Ascensão

A partir da Coleção Folhetos Políticos, do Fundo José Neves Águas, à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa apresenta-se uma seleção de documentos datados en-tre as décadas de 1950 e 1980 que incidem sobre a questão colonial. Estes documentos permitem obser-var a intensificação da oposição à política colonial do Estado Novo e as suas repercussões na propaganda oficial do regime. O corpus abrange ainda o período revolucionário subsequente, marcado pelo processo de transição democrática e pela rutura do sistema co-lonial português, bem como os ecos da descolonização que permanecem no regime democrático.

Colonialismo vs. Descolonização: A questão colonial na Coleção Folhetos Políticos de José Neves Águas (1951-1985)“Colonialismo vs. Descolonização: A questão colonial na Coleção Folhetos Políticos de José Neves Águas (1951-1985)”, de Maria Clara Anacleto e Raquel Ascensão

Ler aqui o artigo completo..

N.º 24 (2025): Colonizar e descolonizar: Relações Europa-África nos séculos XIX e XX

Coordenação científica:
Isabel Castro Henriques
Universidade de Lisboa, Portugal

Imagem de capa: Alfredo Cunha

Publicado: 16-07-2025

 

27.01.2026 | por martalanca | colonialismo, Descolonização