Só China de Yonamine

Só China de Yonamine Texto sobre a exposição “SÓ CHINA” de Yonamine, na Galeria Cristina Guerra.

18.03.2012 | por João Silvério

Lisboa nas ruas, entrevista com o rapper Chullage

Lisboa nas ruas, entrevista com o rapper Chullage  O rap é só mais uma tradição oral africana como o spoken ou as finasons cabo-verdeanas. O meu rap leva cada vez mais com samples de CV e a minha métrica, fonética e cosmovisão têm sempre também coisas que a minha terra me deixou ou que ando a resgatar.

13.03.2012 | por Luca Fazzini

O contributo africano: entrevista a Jean-Yves Loude

O contributo africano: entrevista a Jean-Yves Loude O etnólogo francês Jean-Yves Loude regressou à “cidade negra” para um workshop sobre a figura de Lisboa na literatura, e insiste em contrariar a manipulação dos factos que rasura o contributo africano dos grandes feitos do mundo.

04.03.2012 | por Marta Lança

Kalaf Angelo, músico e escritor

Kalaf Angelo, músico e escritor Kalaf Angelo, um dos entusiastas do projeto Buraka Som Sistema, um dos responsáveis pela expansão além fronteiras do ritmo kuduro, lançou recentemente o seu primeiro livro, Estórias de Amor para Meninos de Cor. Com este ensaio, o músico angolano desafia a escrita em homenagem a Lisboa, cidade mulata que o fascinou desde que nela aterrou, depois de ter deixado Luanda nos anos 90. O autor prepara já o seu próximo título: um romance.

29.02.2012 | por João Carlos

Lino Damião dá forma ao projecto Paragens

Lino Damião dá forma ao projecto Paragens O projecto Paragens começou em Angola: uma sociedade de arquitectos apoia através de espaços artistas que contribuem também para a decoração dos seus edifícios levando artistas a lugares onde possue escritórios. As exposições são o resultado da liberdade de criação nessa residência artística. Lino Damião foi um dos escolhidos, juntamente com o Nelo Teixeira, o Hamílton, o Sabby, a Zizi. Pudemos ver a “Primeira paragem: Lisboa” até ao final de Janeiro, sendo a próxima paragem Maputo e com um desvio em direcção a Macau onde Lino se dirigiu a convite do festival de literatura.

29.02.2012 | por Marta Lança

“Não se festeja a morte de ninguém”, entrevista a Pepetela

“Não se festeja a morte de ninguém”, entrevista a Pepetela Filho de portugueses, não suportava o racismo e esteve cinco anos na luta armada pelo MPLA, combatendo os próprios primos. Começou a ensinar, trocou a arma pela caneta e tornou-se um dos grandes escritores angolanos, vencedor do Prémio Camões.

16.01.2012 | por Pepetela

"Lembro-me que ele saiu da prisão com um sorriso"

"Lembro-me que ele saiu da prisão com um sorriso" Durante os anos em que Nelson Mandela esteve preso, a sua imagem estava interdita ou tinha sido diabolizada. Da prisão, surge um homem alto, de expressão digna, andar lento e sorriso sereno. Um gigante mas não no sentido que o apartheid lhe tinha querido dar.

11.11.2011 | por Ana Dias Cordeiro

O mundo está cheio de estórias, basta estar atenta - entrevista a Aline Frazão

O mundo está cheio de estórias, basta estar atenta - entrevista a Aline Frazão Muitos lhe admiram o profissionalismo e a consistência com uma idade tão jovem. Uma voz doce e firmeza na guitarra, alma de poeta e convicção no sonho de uma Angola com maior horizonte e igualdade, Aline Frazão já conquistou o coração de muitos ouvintes. Fala de uma particular forma de sentir e criar, da qual resulta o seu primeiro disco "Clave Bantu", cujo lançamento está em curso nas suas várias geografias afectivas.

09.11.2011 | por Marta Lança

Samir Amin sobre a Primavera Árabe: "Este é um movimento duradouro"

Samir Amin sobre a Primavera Árabe: "Este é um movimento duradouro" Não é apenas a derrocada de ditadores reinantes, mas também é um movimento de protesto duradouro desafiando, ao mesmo tempo, várias dimensões da ordem social interna, especialmente evidenciando as desigualdades na distribuição de renda, e a ordem internacional, o lugar dos países árabes na ordem econômica global.

10.10.2011 | por Samir Amin

Aristides Pereira nos Trilhos da História

Aristides Pereira nos Trilhos da História Ali estava Aristides Pereira, nos seus 87 anos de idade, já transformado em símbolo. O projecto Angola – Nos Trilhos da Independência estava diante de um dos fundadores do PAIGC, precisamente aquele que, depois do assassinato de Amílcar Cabral em 1973, o haveria de substituir na direcção da luta de libertação nacional, que não tardaria em triunfar pouco depois. Tornar-se-ia, a partir de 1975, o primeiro Presidente de Cabo Verde.

02.10.2011 | por Associação Tchiweka de Documentação

A Tropa do Indivíduo: Nástio Mosquito e os Ghostbusters

A Tropa do Indivíduo: Nástio Mosquito e os Ghostbusters Quem quiser ter uma ideia do que de novo se está a fazer em Angola, está no local certo. A exposição Ghostbusters, patente até dia 1 de Outubro de 2011 na Galeria Savvy em Berlim-Neukölln, trata da metáfora da memória enquanto fantasma na sociedade angolana pós-colonialista, pós-socialista e do pós-guerra.

23.09.2011 | por Inês Thomas Almeida

Entrevista a Pepetela

Entrevista a Pepetela As relações [entre Brasil e Angola] estão mais desenvolvidas do ponto de vista político e económico, e também no trânsito de pessoas de um lado para o outro. A parte cultural é onde há menos relacionamento, e deveria ser mais intenso. É verdade que alguns escritores (angolanos) vêm ao Brasil, e escritores brasileiros vão a Angola, ainda que raramente. Às vezes vai um músico, sai um livro, aparecem algumas coisas. Mas é muito pouco, tinha que ser muito mais.

14.09.2011 | por Pepetela

Dor de Mar de Tcheka

Dor de Mar de Tcheka Tcheka descreve sua música como sendo “música tradicional de Cabo Verde com influência erudita e do jazz”. O seu novo trabalho “Dor de Mar” surge após quatro anos de pausa em que o músico amadureceu a sua experiência profissional. “Dor de Mar” é um álbum “mais Tcheka”.

02.09.2011 | por Carla Fernandes

Onze perguntas para Mia Couto, uma entrevista inspiradora

Onze perguntas para Mia Couto, uma entrevista inspiradora Essa África que eu conheço sobrevive por um espírito de solidariedade, de abertura e de respeito com os outros. A forma que os africanos têm de se abordar, de saber um dos outros é uma coisa genuinamente autêntica. Quando eu estou cumprimentando alguém, quando estou falando com alguém, eu dou espaço para o outro. Então há uma lição de escutar os outros. Eu nunca falo quando o outro está falando, dou espaço, não tenho medo do silêncio, que é uma coisa que acontece aqui. As pessoas estão conversando, de repente há um silêncio, e isso é um peso, é uma coisa da qual temos que nos libertar, é uma ausência. Na África, essa ausência não existe. Nesse silêncio, há sempre alguém que fala. São os mortos. Por exemplo, a relação com o corpo.

01.09.2011 | por Mia Couto

Quando a palavra fere mais que a lança, entrevista a Azagaia

Quando a palavra fere mais que a lança, entrevista a Azagaia Já foi acusado de incitar à violência. Processado pela Procuradoria Geral da República. Preso horas antes de um concerto para o lançamento de um novo vídeo clipe, há cerca de 20 dias. Chamado de Edson Mandela, difamado na capa dos jornais, aclamado pelo povo. Com músicas provocadoras e políticas, Azagaia, o principal nome do hip hop moçambicano, tornou-se herói para o povo e ameaça para o governo.

24.08.2011 | por Juliana Borges