Consciência de Humanidade

Consciência de Humanidade Desfrisos, chapinhas, mises, tranças, postiços, aplicações fio fio ou bainha… Perucas a x euros. Entrei. Recebo um sorriso caloroso. Tirava todos os “protocolos”, sentia-me em casa. Matava ali as saudades. Um cabeleireiro africano em qualquer outro continente é uma "embaixada de abraços e confraternizações". Um abraço periférico.

Cidade

29.07.2019 | por Indira Grandê

'Partituras para ir', de Joana Braga

'Partituras para ir', de Joana Braga Partindo das formas existentes no percurso estabelecido e do imprevisto provocado pelos sujeitos, 'Partituras para ir' procurou instaurar relações de movimento e de repouso, de velocidade e de lentidão, através das quais se instaura o devir, um devir entendido enquanto processo de desejo.

Cidade

30.06.2019 | por Marta Rema

Programa da ARCOlisboa 2019 e a arte e os seus públicos

Programa da ARCOlisboa 2019 e a arte e os seus públicos A ARCOlisboa 2019 acolhe a participação de mais de 70 galerias de 17 países. A secção inédita ÁFRICA EM FOCO, organizada pela curadora Paula Nascimento, reúne 6 galerias de Angola, Uganda, Moçambique e África do Sul, e apresenta uma série de conversas temáticas sobre as artes e as culturas contemporâneas do continente africano.

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24.04.2019 | por vários

A Descida do Triunfo

A Descida do Triunfo Sem o envolvimento de nenhum partido político, movimento partidário ou social. As pessoas, maioritariamente jovens, mobilizaram-se pela luta contra os atos de violência da polícia e em solidariedade pela Família Negra do Bairro da Jamaica.

Mukanda

30.01.2019 | por Son Ibr Jiobardjan

Mudanças na percepção do kuduro

Mudanças na percepção do kuduro O kuduro em Angola é intervenção urbana e social. Além da música e dança tão potentes que não deixam ninguém indiferente, é “forma” de contar uma estória. Se repararmos na questão linguística, a linguagem kudurista reveste-se de grande criatividade, absorve qualquer gesto do quotidiano, ironias e falas de rua, inventando até idiolectos como o "burguês", performatizando uma certa loucura da vida urbana.

Palcos

02.01.2019 | por Marta Lança

Uma implosiva geografia exílica

Uma implosiva geografia exílica O que escreve Djaimilia Pereira de Almeida pode entender-se como poderosa ferramenta de transformação da visão da paisagem humana portuguesa, não se rasurando - antes reunindo-os um curativa convivência - os fragmentos dolorosos de uma história feita de frustrações e desilusões , de fracturas e distanciamentos e de ambíguos sentimentos.

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21.12.2018 | por Inocência Mata

A cidade o tornou reticente e sombrio

A cidade o tornou reticente e sombrio a história deles se torna a história habitual de muitos imigrantes que vieram das antigas colônias em busca de um tratamento médico ou de uma vida melhor. Em Angola, Cartola era parteiro. Em Lisboa, virou servente de obra, e a cidade o tornou reticente e sombrio. Aquiles, que ainda era adolescente ao mudar de país, deixou de se sentir angolano: “Esse olhar de quem vê o mundo da cama, contrariado, a morder-se de raiva porque ninguém o ouve, ninguém acode, foi a sua nacionalidade assim que pisou em Lisboa.”

A ler

29.11.2018 | por Tatiana Salem Levy

Agentes culturais contra a designação e missão do "Museu da Descoberta"

Agentes culturais contra a designação e missão do "Museu da Descoberta" Perderemos uma oportunidade histórica (e ética) se mantivermos uma nomenclatura de “descoberta” a propósito deste período histórico e não pensarmos uma metodologia adequada para este museu que esteja à altura de abrir um espaço novo capaz de articular crítica e criativamente, de forma informada, inclusiva e respeitadora da legitimidade das várias perspetivas e experiências que são a realidade da cidade de Lisboa e do país.

Mukanda

21.05.2018 | por vários

Quem vai poder morar em Lisboa?

Quem vai poder morar em Lisboa? Um grupo informal de habitantes da cidade de Lisboa juntou-se à volta de uma preocupação comum: a percepção de uma abrupta alteração das dinâmicas da cidade e sobretudo da grande subida do preço da habitação. Começaram por conversar casualmente sobre o que os preocupava. Essas conversas tornaram-se mais regulares. As inquietações comuns tornaram-se mote para a organização de um debate à volta do tema. Das conversas e de alguma pesquisa foi escrito, a várias mãos, este texto. Qual é o problema do preço da habitação subir em Lisboa?

Cidade

13.06.2016 | por vários

Lisboa(s) escondida(s)

Lisboa(s) escondida(s) Nestas comunidades de afrodescendentes há uma ansiedade de mudança. Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo, reconhece que, após mais de duas décadas de luta pelos direitos das minorias, “ficou muito por fazer. Não se entende porque, no século XXI, nós ainda, por exemplo, estejamos a discutir se a lei da nacionalidade, em Portugal, tinha de ser na base do direito de sangue ou no direito de solo”, afirma.

Cidade

19.04.2016 | por Carla Fernandes

Entrevista a Faustin Linyekula

Entrevista a Faustin Linyekula Faustin Linyekula haveria em 2006 de fazer o percurso contrário ao desejo de muitos congoleses democráticos, completou o círculo e regressou a casa, a Kisangani, capital da Província Oriental (onde fica a cidade onde nasceu, Ubundu) da República Democrática do Congo, terra de Patrice Lumumba, o primeiro chefe de governo do Congo independente que Mobutu Sese Seseko conseguiu que os separatistas do Katanga mandassem fuzilar. Conversa com o coreógrafo e bailarino que dirige em Kisangani (RD Congo) os Studios Kabako e durante um ano vai ser o artista na cidade de Lisboa.

Palcos

23.02.2016 | por António Rodrigues

Noite passada em B.Leza

Noite passada em B.Leza A quizomba é a música que está na berra, fala de amor e paixão nas suas letras, e tem diferentes passos, desde os mais básicos até às passadas mais profissionais. “Para dançar bem quizomba é preciso deixá-la entrar dentro de nós”, diz um amigo que anda a aprender o ritmo africano. O funaná é de origem cabo-verdiana, fácil e rápido de dançar, tem muito do folclore português, sobretudo do corridinho.

Palcos

05.10.2015 | por Catarina Andresen Bouça

Indígenas, imigrantes, pobres: o afropolitanismo no rap crioulo - parte 1

Indígenas, imigrantes, pobres: o afropolitanismo no rap crioulo - parte 1 O rap crioulo rompe com o grafocentrismo em primeiro lugar, depois com o imaginário da lusofonia e, finalmente, com a perspectiva canônica de tradução. Por tal relação epistêmica que tem como único aporte a oralidade e o nomadismo da palavra e da voz, o rap crioulo se engaja ao enlace comunitário afropolitano e fundante de sua própria crioulidade.

Palcos

24.08.2015 | por Susan de Oliveira

are you for real?

are you for real? Retomamos a visita pelos cinemas queer africanos, prolongando o ciclo Queer Focus on Africa integrado no festival Queer Lisboa do ano passado. Desta vez saímos de África para o mundo americano e britânico, reiterando, assim, uma das premissas da extensão que “o africano”, a “africanidade”, ocupam no AFRICA.CONT – uma força cultural que anda pelo mundo como uma corrente marítima num oceano: faz parte dele mas tem os seus próprios movimentos e temperaturas, na bela imagem de Achille Mbembe. Ficamos certamente com vontade de conhecer as configurações que essa corrente toma nas suas diásporas centro e sul-americanas, europeias e asiáticas.

Afroscreen

25.06.2015 | por José António Fernandes Dias

Um Marquês de Pombal mestiço

Um Marquês de Pombal mestiço Artista luso-angolano reencenou figura histórica portuguesa para falar de racismo. uma imagem de Lisboa que quase nunca vemos: a visão de uma cidade que nunca foi só branca e que foi sempre um lugar onde se reflectia quer a beleza quer o grotesco da vida das colónias.

Vou lá visitar

10.03.2015 | por Susana Moreira Marques

A Cidade e o Pós-colonial - parte II

A Cidade e o Pós-colonial - parte II Os passados coloniais continuam pre­sentes nos contextos pós-coloniais de várias formas, as quais podem ser encontradas quer na cultura pública, quer em luga­res inesperados do quotidiano e na esfera do mundano, mostrando que os entendimentos comuns em relação ao Império, no período pós-descolonizações, se articulam com uma grande variedade de canais e instituições

Cidade

18.11.2013 | por Nuno Domingos e Elsa Peralta

Zé da Guiné - Lisboa

Zé da Guiné - Lisboa Se soubesse uma palavra em Português para designar “aquele que lida vivaz com a vida” dizíamos, se fosse capaz de ouvir uma só língua Bantu a fundo, escrevíamos. Assim fica só combatente. Mas com os és abertos. O negro grande e belo e vivaz que se fez sozinho cidadão de Lisboa, obedecendo a uma remota linhagem sua. Chão Papel. Fértil demais. Para o tempo.

Cara a cara

01.11.2013 | por Branca Clara das Neves

Interações reflexivas sobre o novo plano MARTIM MONIZ

Interações reflexivas sobre o novo plano MARTIM MONIZ No campo das liberdades parece-nos que, em relação a este projecto de requalificação, as comunidades locais estão privadas de algumas liberdades instrumentais de Sen. Nomeadamente a das liberdade políticas, dispositivos económicos, oportunidades sociais e garantias de transparência. A Câmara Municipal de Lisboa optou por uma estratégia que poderá ser válida, mas que parece contraditória com o seu discurso oficial. A história recente da Praça do Martim Moniz conta-nos que a artificialidade do seu uso comercial face ao seu quotidiano deriva em falência, embora tenhamos que expectar pela inauguração e ocupação dos novos edifícios da EPUL para melhor validar a viabilidade económica do novo projecto.

Cidade

07.10.2012 | por António Guterres

Lisboa Mestiça, de José Manuel de S. Lopes, João Vilhena e Vitor Belanciano

Lisboa Mestiça, de José Manuel de S. Lopes, João Vilhena e Vitor Belanciano Um dia na cidade de Lisboa. Do nascer do dia à noite e os lugares mágicos da cidade, cheios de história e prontos a receber novas memórias. O nascimento, o casamento, a refeição, a morte, actos principais e comuns à humanidade, aqui observados nas várias comunidades imigrantes de Lisboa, fragmentos da história diária.

Afroscreen

20.06.2012 | por José Manuel de S. Lopes

Ser Escravo. Quadros de um quotidiano: dos trabalhos e dos dias

Ser Escravo. Quadros de um quotidiano: dos trabalhos e dos dias Os escravos não eram contudo apenas elementos de ostentação ou serviçais da casa do senhor. A maior parte das vezes, constituíam ainda uma fonte de rendimento ao desempenharem tarefas remuneradas; eram os chamados «escravos de ganho». Havia proprietários que, propositadamente, lhes faziam aprender um ofício para alugarem os seus serviços. Neste caso, o escravo recebia um salário como o trabalhador livre, com a diferença de que revertia na íntegra ou na maior parte para o senhor. Podiam encontrar‑se nos trabalhos domésticos, mas era, sobretudo, nas oficinas artesanais, nas embarcações ou nos serviços públicos que se utilizavam.

A ler

23.03.2012 | por Maria do Rosário Pimentel