Em Maputo, um homem penteia-se como Batman e vários homens vagueiam nus. Arminda acabou nas ruas da Baixa, com todo o seu enxoval. No caniço, Bitula vende feitiços debaixo de uma árvore. Além do fotógrafo Mauro Pinto, sucessor do mítico Ricardo Rangel, ninguém parece vê-los. Um percurso pela capital de Moçambique, onde hoje há eleições autárquicas.
21.10.2010 | por Alexandra Lucas Coelho
Cantor e compositor, Paulo Flores é uma voz inconfundível na música em Angola. Com 22 anos de carreira e 11 discos editados, percorrendo e inovando a cultura angolana, prestando homenagem ao seu patrimônio bem enraizado e às suas expressões mais vanguardistas. Apresenta agora em Portugal o espectáculo "Raiz da Alma", dia 24 em Lisboa e 26 no Porto. Esta conversa refere-se à sua trilogia “Ex-Combatentes” (“Viagem”, “Sembas” e “Ilhas”), que navega em águas poéticas e documentais da vida angolana.
21.10.2010 | por Marta Lança
A passagem de Barthélémy Toguo por Lisboa em 2009 foi pretexto para a conversa que se segue. Apresentou no espaço Carpe Diem a instalação "Road for Exile" integrada numa programação sobre a ideia de viagem, exílio, solidão, medos urbanos e barbárie.
A conversa que tivemos é uma ocasião para revisitar os seus projectos anteriores, as suas origens camaronesas e as viagens.
Barthélémy Toguo é um dos mais importantes artistas internacionais da sua geração, e tem uma obra que organiza o mundo como um ciclo de vida e de morte.
19.10.2010 | por Marta Mestre
Os Kronos Quartet apresentarão a peça “Rio Cunene” de Victor Gama no Grande Auditório do CCB, em Lisboa, já em Novembro, depois de o terem feito no Carnegie Hall, Nova Iorque. A pesquisa e construção de instrumentos continua em Angola, uma fonte inesgotável de projectos, onde Victor Gama nasceu e cresceu, dividindo também o seu trabalho com Portugal e Colômbia. Este compositor e performer, formado em Engenharia Electrónica, conta o porquê de instrumentos musicais inovadores.
18.10.2010 | por Marta Lança
Entrevista com o artista plástico e curador brasileiro Emanoel Araújo, em 2003, o início do projecto que deu origem ao Museu Afro Brasil em S.Paulo.
15.10.2010 | por Anelito de Oliveira
No Carpe Diem - Arte e Pesquisa em Lisboa o artista franco-camaronês Barthélémy Toguo expôs a instalação Road for Exile, uma vasta narrativa sobre tráfico, trânsito e morte, mas também a beleza que tudo isto pode conter.
Actualmente, Barthélémy Toguo trabalha com a prestigiada galeria Robert Miller (NY), e continua o seu percurso consolidado, acrescentando imagens belas e grotescas ao seu universo. Vimos a sua participação no projecto “Carpe Diem - Arte e Pesquisa”.
14.10.2010 | por Marta Mestre
A diferença é que o negro no Brasil sente-se brasileiro e em Portugal sente-se imigrante, fazem-nos sentir assim. O governo português diz que está a promover a integração, mas de que forma, se somos excluídos de todos os sectores da sociedade? Mas há também o reverso da moeda: o que é que os actores negros fazem para contrapor esta situação? - reflecte o actor angolano, sediado em Portugal.
11.10.2010 | por Marta Lança
Na tentativa de estetizar o banal e de pintar aquelas que ele denomina de “superfícies menos convencionais”, o artista apropria-se de um conjunto de “acessórios” que são necessários para que os “novos heróis urbanos” evitem as agruras da vida do dia-a-dia, em Luanda: o banco da kinguila, a caixa do engraxador e o carro do roboteiro são (re)decorados à sua maneira, alterando as suas funções de origem
08.10.2010 | por Adriano Mixinge
René Tavares traduz em traços, linhas e manchas uma síntese pessoal da sua própria identidade, sempre em processo (“inacabado”), posicionando-se em constante movimento entre referências passadas e presentes.
A última exposição do artista santomense na Galeria Bozart (Lisboa).
07.10.2010 | por Lúcia Marques
Entrevista a Admas Habteslasie a propósito do seu apaixonante “Limbo”: um trabalho fotográfico de grande fôlego que explora as paisagens e certos aspectos da história recente da Eritreia através de três capítulos sucessivos: Passado, Futuro e Presente. Na tradição da fotografia documental, Habteslasie constrói uma obra sensível e vigorosa sobre um país mal conhecido.
07.10.2010 | por Marian Nur Goni
Guerra Manuel foi um dos primeiros jornalistas negros em Moçambique. Entrevistou Malagantana, Ricardo Chibanga e Lindo Lhongo na década de 60. Todos eles jovens no início das carreiras. Ao entrevistar estes jovens pretendia dar a conhecer ao mundo o talento e a capacidade artística dos moçambicanos, numa época em que estes não eram valorizados e nem havia espaço na imprensa colonial.
30.09.2010 | por Rui Guerra Laranjeira
A vida e obra de Mestre Paulo Kapela têm um lugar de excepção no contexto artístico no boom da capital de Angola. O artista é um fugitivo no seu próprio país, um Mukongo do Uige que veio para Luanda em 1996. Tornou-se um mestre artístico e espiritual para a nova geração de artistas, apesar de mal falar português, expressando-se mais em francês. É um personagem carismático pelo seu modo pouco ortodoxo de viver e o seu universo muito pessoal.
24.09.2010 | por Nadine Siegert
António Tomás acolhia os elogios nesse momento de grande realização pessoal depois de tanta luta e sacrifício para um livro exigente como este dar à estampa. "O Fazedor de Utopias" mostrou novas facetas de um pensador e combatente africano.
18.09.2010 | por Marta Lança
Amílcar Cabral, a nossa maior referência política, parecia adivinhar os efeitos que Bissau iria provocar nas convicções dos dirigentes políticos do Partido que havia liderado a luta pela independência, o PAIGC. Analisou como ninguém as falsas partidas das independências concedidas pelas potências colonizadoras europeias às suas colónias, nos anos 60. Seguiu e apercebeu-se em directo das atribulações de Sekou Turé na construção de um país que resvalou rapidamente para o autoritarismo, a repressão popular e as divisões étnicas.
18.09.2010 | por Carlos Schwarz da Silva
A professora brasileira Carmen Tindó Secco entrevista o historiador moçambicano João Paulo Borges Coelho. "Actualmente, conquistamos a paz, e o valor desta é incalculável. Com ela veio um certo desenvolvimento material, mas também todos os problemas que normalmente andam associados àquilo que referimos como neo-liberalismo."
17.09.2010 | por Carmen Lucia Tindó Secco