Apresentação do livro “Mulheres em Cabo Verde. Experiências e perspectivas”

Apresentação do livro “Mulheres em Cabo Verde. Experiências e perspectivas” Entendemos como as mulheres se tornam agentes da sua emancipação e confirma-se a necessidade de tratarmos da reconfiguração das relações no espaço privado, nas relações amorosas e, em particular, a reconfiguração das relações sob o ponto de vista masculino. Quais as controvérsias que o processo de emancipação feminina engendra em Cabo Verde? Que transformações radicais foram operadas? Que efeitos concretos foram trazidos pela entrada maciça das mulheres na vida pública?

Corpo

29.01.2019 | por Iolanda Évora

A esquerda portuguesa e a luta contra o racismo – a propósito de um artigo de José Pacheco Pereira

A esquerda portuguesa e a luta contra o racismo – a propósito de um artigo de José Pacheco Pereira ontem como hoje, não é difícil encontrar exemplos que mostram que a esquerda e o marxismo foram tanto mais transformadores quando articularam uma crítica de classe e uma crítica antirracista do mundo em que vivemos. Se o PCP ainda hoje insiste na necessidade de ler Marx com Lenine, é também porque a memória positiva do encontro entre movimento operário e movimento anticolonial subjaz tanto à história da disseminação mundial do comunismo como à Revolução de Abril de 1974.

A ler

27.01.2019 | por José Neves

Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos

Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos A actual geração de activistas, que já nasceu em Portugal ou cá cresceu, coloca novas questões na agenda do movimento negro feminino em Portugal. Recuamos no tempo... recuamos séculos... falta contar esta história.

A ler

21.01.2019 | por Cristina Roldão

Um lugar à mesa, por favor!

Um lugar à mesa, por favor! Proponho-vos um feminismo onde a palavra solidariedade não seja um ponto de comunhão das nossas semelhanças, mas sim um ponto de entendimento das nossas diferenças. Tal como nos propõe Awino Oktech no livro Queer African Reader, quando discute solidariedade como substituto de irmandade.

Corpo

11.12.2018 | por Paula Sebastião

Não serei eu mulher? As mulheres negras e o feminismo - PRÉ-PUBLICAÇÃO

Não serei eu mulher? As mulheres negras e o feminismo - PRÉ-PUBLICAÇÃO O meu intenso empenho na crescente consciência feminista levou‑me a confrontar a realidade das diferenças de raça, de classe social e de género. Tal como me tinha revoltado contra as ideias sexistas acerca do lugar de uma mulher, também contestava o lugar e a identidade das mulheres no seio dos círculos de emancipação feminina; não conseguia encontrar lugar para mim no movimento. A minha experiência enquanto jovem e negra não era reconhecida.

Mukanda

17.09.2018 | por bell hooks

De uma vagabunda para outra: um convite para se sentar à mesa

De uma vagabunda para outra: um convite para se sentar à mesa Temos em comum fazermos parte de contextos que asfixiam as nossas liberdades de ser e sentir; sermos violentadas supostamente por causa da roupa que vestimos e ainda termos de ouvir “puta, assanhada, vagabunda”.

Corpo

10.08.2018 | por Leopoldina Fekayamãle

Rama em Flor 2018 - festival comunitário, feminista, queer

Rama em Flor 2018 - festival comunitário, feminista, queer Este festival de cariz comunitário, feminista e queer procura a criação de uma esfera de ideias e relações entre os vários intervenientes no festival com efeito directo na comunidade local de Lisboa, através da discussão de temáticas de cariz social de inclusão, acesso, representação, expressão ou identidade.

Vou lá visitar

23.06.2018 | por vários

Carta de um homem trans ao Antigo Regime sexual

Carta de um homem trans ao Antigo Regime sexual A masculinidade se define necropoliticamente (pelo direito dos homens de dar a morte), ao passo que a feminilidade se define biopoliticamente (pela obrigação das mulheres de dar a vida). Pode-se dizer que a heterossexualidade necropolítica é algo como a utopia da erotização do acoplamento entre Robocop e Alien, pensando que, com um pouco de sorte, um dos dois se satisfaça.

Mukanda

18.01.2018 | por Paul B. Preciado

Diretoras Negras do Cinema Brasileiro

Diretoras Negras do Cinema Brasileiro “Falar das trajetórias das mulheres negras no cinema brasileiro é remontar uma história de invisibilidade e apagamentos. Até por isso, o que é impactante na produção atual é a sua coletividade e a pluralidade de projetos e obras. Uma série de iniciativas das próprias cineastas marcam esse cenário de transformação e afirmação, propondo novas formas de viabilizar e divulgar o cinema feito pelas mulheres negras.

Afroscreen

27.11.2017 | por vários

If Truth Was a Woman… entrevista a Eurídice Kala

If Truth Was a Woman… entrevista a Eurídice Kala "E se a verdade fosse mulher_ porque não?" faz conexões entre a escravatura e tempos coloniais, pretende desafiar a construção da brancura como a ideia de pureza, criando imagens que revelam vários recursos do continente que são todos brancos - marfim, algodão, pó, etc. Mas também chega ao tempo presente e olha para os heróis africanos - a construção do herói de forma individual - e as possibilidades que o acervo tem de incluir outros parceiros, e eu reflito apresentando nomes dos seus cônjuges na conversa, no entanto, aberta a outras acrescentos e a sermos os autores das nossas histórias.

Cara a cara

31.05.2016 | por Euridice Kala

Os anjos de Deus são brancos até hoje, entrevista a Paulina Chiziane

Os anjos de Deus são brancos até hoje, entrevista a Paulina Chiziane Uma das mais eminentes figuras da atual literatura moçambicana, ponto de referência incontornável para as lutas feministas desse país e uma mulher que abordou na sua literatura, com uma intensidade inusitada, aspetos especialmente conflituosos do tecido cultural africano. São temas silenciados, tabus, assuntos particularmente dolorosos, pendentes, irresolutos, como a guerra civil moçambicana, os direitos da mulher no sistema poligâmico, a magia negra, o curandeirismo tradicional, o racismo e outras formas de discriminação.

Cara a cara

26.11.2014 | por Doris Wieser

Feminismo e tradução cultural: sobre a colonialidade do gênero e a descolonização do saber

Feminismo e tradução cultural: sobre a colonialidade do gênero e a descolonização do saber De que forma as teorias feministas no contexto latino-americano “traduzem” e descolonizam a crítica pós-colonial? Que tipos de mediação são necessários nessas traduções feministas e latino-americanas do pós-colonial? Quais são seus limites? Estas são algumas indagações a respeito das tendências teóricas contemporâneas dentro do feminismo que explorarei a seguir na tentativa de mapear – necessariamente de forma abreviada – possíveis rumos para os estudos de gênero e feminismo no contexto latino-americano/brasileiro.

A ler

08.10.2013 | por Cláudia de Lima Costa