A profunda vinculação com a experiência humana das literaturas africanas

A profunda vinculação com a experiência humana das literaturas africanas Entrevista à professora Simone Schimidt: "estas literaturas começam a ganhar mais relevância, a se difundir para fora do círculo restrito da academia, e a conquistar um público leitor efetivo. O que mais cativa esse novo público, creio, é a vitalidade, a força, a profunda vinculação com a experiência humana que essas literaturas trazem para seus leitores."

17.01.2012 | por Cláudio Fortuna

A literatura angolana é das mais consolidadas

A literatura angolana é das mais consolidadas Jéssica Falconi está a fazer um pós-doutoramento em literaturas africanas. A professora italiana apresenta-nos aqui argumentos de força em torno da literatura e crítica literária em Angola, do papel que deve desempenhar as Universidade para o fomento da qualidade literária em Angola

13.01.2012 | por Cláudio Fortuna

Votar no ilegível?

Votar no ilegível? A casa já não é um abrigo: é um refúgio. Lá fora, prevalece um ambiente dominado por monstros e ameaças. Não há voto, não há eleição que altere este clima. O cerco é total e os muros que foram erguidos roubam-nos a visão de qualquer alternativa. Não vivemos apenas num mundo com mais velhos. O nosso mundo envelheceu, tem vergonha e medo de mostrar a sua idade. O nosso mundo já não tem que mudar. Tem apenas que sobreviver.

06.01.2012 | por Mia Couto

Para não esquecer o passado – Breve História Colonial em África, pinturas de Tchalê Figueira

Para não esquecer o passado – Breve História Colonial em África, pinturas de Tchalê Figueira A sangrenta experiência colonial em África consolidada durante a Conferência de Berlim (1884-1885) é retratada de forma corrosiva nas pinturas da série “Breve História Colonial em África”, do artista plástico Tchalê Figueira, que objetiva não deixar que esse triste passado seja revisto de forma branda ou rasurado da História.

06.01.2012 | por Ricardo Riso

A nova literatura africana - uma geração de 
escritores livres 
que almeja ser
 universal

A nova literatura africana - uma geração de 
escritores livres 
que almeja ser
 universal A nova geração de romancistas francófonos, cujos nomes de maior destaque são Abdourahman Waberi, Kossi Effoui, Alain Mabanckou e Jean-Luc Raharimanana, vai ainda mais longe negando-se a limitar-se aos assuntos afro-africanos. Eles reivindicam a liberdade de escrever como autor e de inscrever suas obras em filiações eletivas que desprezem a origem. Buscam ser universais e afirmam que “a literatura africana não existe”!

20.12.2011 | por Tirthankar Chanda

polémica acerca de literatura negra brasileira

polémica acerca de literatura negra brasileira Pode ser que os que falam em literatura negra pretendam valorizar a contribuição do negro à literatura brasileira. A intenção é boa, mas causa estranheza, já que o Brasil inteiro reconhece Machado de Assis como o maior escritor brasileiro de todos os tempos, Pelé como um gênio do futebol e Pixinguinha, um gênio da música. Contra toda evidência, afirmam que só quando se formar no Brasil um grande público afrodescendente os escritores negros serão reconhecidos, como se só quem é negro tivesse isenção para gostar de literatura escrita por negros.

10.12.2011 | por vários

A lusofonia como retrato de família numa casa mítica comum

A lusofonia como retrato de família numa casa mítica comum O discurso colonial hegemónico da ditadura do Estado Novo não desassociou a língua da representação e da narrativa do processo de construção imperial. Partindo da análise de um dos órgãos mais importantes da propaganda colonial Salazarista, inquirimos sobre as formas de representação apoteótica da língua como expressão do “sentido colonizador” português e a consequente sacralização da ideia de atrelar as então colónias à esfera de uma “tradição” expressa pela cultura da língua.

05.12.2011 | por Victor Barros

Expressões de Angola

Expressões de Angola Glossário de palavras e expressões comummente utilizadas em Angola.

28.11.2011 | por vários

A propósito das “línguas nacionais”

Deveria ser elaborada uma política linguística abrangente e articulada, de modo a fazer da diversidade nesse domínio uma mais-valia efectiva, o que pressupõe superar conceitos subjectivos, emocionais e equivocados, assim como eliminar os factores que apenas dificultam a desejada e necessária cooperação entre as línguas africanas e a língua portuguesa, como a dupla grafia.

25.11.2011 | por João Melo

Amor em tempos de cólera - recensão a "O Planalto e a Estepe" de Pepetela

Amor em tempos de cólera - recensão a "O Planalto e a Estepe" de Pepetela “A minha vida se resume a uma larga e sinuosa curva para o amor”, assim começa a viagem do livro O Planalto e a Estepe de Pepetela. Na infância prodigiosa na Huíla, onde um protagonista angolano de nome Júlio, branco e de olhos azuis, descendente de colonos madeirenses, começa a aperceber-se das estranhas categorias que sustentavam as mentalidades do tempo colonial.

22.11.2011 | por Marta Lança

Defesa da ‘correcção política’ em tempos de penúria económica e intelectual

Defesa da ‘correcção política’  em tempos de penúria económica e intelectual A recente crise mundial e os seus efeitos na Europa têm vindo a silenciar questões relativas ao modo como os portugueses se auto-representam, atolados que se vêem em sucessivos anúncios de medidas de excepção, sobrepondo-se a premência económica à não menos complexa tarefa de se repensar a forma como nos definimos em tempos pós-coloniais.

14.11.2011 | por Manuela Ribeiro Sanches

O horror também tem infância, notas sobre "Bestas de Lugar Nenhum" de Uzodinma Iweala

O horror também tem infância, notas sobre "Bestas de Lugar Nenhum" de Uzodinma Iweala "Bestas de Lugar Nenhum" é o primeiro romance de Uzodinma Iweala. É-nos dado a conhecer o universo dos pensamentos de uma criança, Agu, forçada a combater sem qualquer razão, por interesses de governantes dos quais nunca alcançará o entendimento.

20.10.2011 | por Marta Lança

Uma leitura de "O quase fim do mundo", de Pepetela

Uma leitura de "O quase fim do mundo", de Pepetela A trama aborda como seria a vida dos indivíduos sobreviventes em um mundo em que muitas das regras anteriores não fazem mais sentido. Há reflexões constantes acerca do futuro da humanidade a partir daquele reduzido grupo e suas novas condições de vida.

13.10.2011 | por Kelly Mendes Lima

Origem angolana

Origem angolana Minha preocupação não é dizer quem é ou quem não é angolano. Em Angola, como em qualquer outra sociedade moderna, o ser angolano é definido pela lei da nacionalidade. Portugal começou por nacionalizar todos os naturais das colónias durante a guerra colonial. Desnacionalizá-los foi um dos primeiros actos políticos do governo saído da revolução de Abril.

09.10.2011 | por António Tomás

Resenha a "Caderno de memórias coloniais", de Isabela Figueiredo

Resenha a "Caderno de memórias coloniais", de Isabela Figueiredo Trata-se de elaborar, pela narrativa, uma nova posição diante do passado, consolidando uma perspectiva singular (para além dos discursos prontos dos grupos envolvidos na ordem colonial; para além do silêncio e da vergonha paralisantes). Ao fazê-lo, Isabela demanda o reposicionamento dos outros, leitores. O caráter literário de sua escrita, que sabe imbricar esfera pessoal e coletiva, responde pela força dessa demanda.

08.10.2011 | por Anita Martins de Moraes

Torpor da nova poética cabo-verdiana

Torpor da nova poética cabo-verdiana E será com esta nova gente que nos alinhamos na nova África, na renascença de uma Africanidade diferente, outra e emancipada, que não tem pejos, nem esteios de colonizados, nem complexos encravados de identidade; será com esta gente de liberto pensamento e de discurso livre, enquanto África múlplica e plural, ao tempo que assume suas especificidades, que nos assumimos, transculturais e mestiços, prontos para a intermediação do diálogo entre todos os mundos, inclusive com aquele que também nos é de pertença, que é o da Cultura de matriz Ocidental, pela sua vertente também da lusofonia,

02.10.2011 | por Filinto Elísio

Corpo Voluntário Angolano de Assistência aos Refugiados

Corpo Voluntário Angolano de Assistência aos Refugiados No início do CVAAR, eram nove os postos de trabalho. Na sua trajectória, a organização chegaria a ter um total de 27 postos, distribuídos em quatro zonas geográficas. Estruturas criadas para apoio logístico à luta armada de libertação nacional em território de Angola e aos refugiados angolanos.

24.09.2011 | por Associação Tchiweka de Documentação

Febre Amarela e Vermelha

Febre Amarela e Vermelha Desde 20 de Setembro de 2011 que uma certa febre amarela e vermelha tomou conta da rede social Facebook. Várias pessoas de várias idades e nacionalidades, maioritariamente cidadãos moçambicanos partilham a mesma fotografia de perfil: Um flyer amarelo e vermelho com um gigantesco número 30 em destaque.

23.09.2011 | por Hindhyra Mateta

A África na literatura para crianças: por uma estética do cabelo

A África na literatura para crianças: por uma estética do cabelo Há uma literatura que tem abordado a África e tudo o que pode se atribuir a ela: a diversidade, a multiculturalidade, as etnias, as tradições milenares, as artes, a culinária, os rituais... Mas para falar da África não podemos esquecer que falamos de um continente antigo, com extensões gigantescas, de tradições culturais variadas, de muitos países, povos, línguas, dialetos, tribos, religiões.

17.09.2011 | por Letra Falante

Os porquês da fome em África

Os porquês da fome em África A emergência alimentar que afecta mais de 10 milhões de pessoas no Corno de África voltou a colocar na actualidade a fatalidade de uma catástrofe que não tem nada de natural. Secas, inundações, conflitos bélicos… contribuem para agudizar uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, mas não são os únicos factores que a explicam.

16.09.2011 | por Esther Vivas