Exposição "Desvairar 22"

27 de Agosto, a partir das 11h30, no SESC-Pinheiros, em São Paulo.

Curadoria: Marta Mestre, Eduardo Sterzi, Veronica Stigger

Sinopse:
“Desvairar 22” é uma exposição que interroga a imaginação do tempo no modernismo brasileiro e na “Semana de Arte Moderna” (1922). Esta interrogação surge através de uma “trama” de imagens, acontecimentos e produção literária ancorada numa imagem inesperada e extemporânea: o Egipto. Desvairando com os modernistas daquela época, a exposição constitui-se a partir de mais de 250 obras e de uma montagem “desierarquizada” que procura desordenar, com delírio, o modo como percepcionamos a história. “Desvairar 22” é uma contribuição especulativa para as leituras possíveis do modernismo, da modernidade e da modernização, desdobrando-se num prólogo e capítulos (1. Saudades do Egito; 2. Ossos do Mundo; 3. Meios de Transporte; 4. “Índios Errantes”).

Artistas:

Tarsila do AmaralVicente do Rego Monteiro
Flávio de Carvalho
Laerte
Haroldo Lobo e Antônio Nássara
V. Penansson
Lygia Pape
Vivian Caccuri
Graça Aranha
Menotti del Picchia
J. Pascal Sébah
Antonio BeatoFernando PessoaPagu
H. Délié & E. Béchard
Angelo Agostini
Antonio Garcia Moya
Marcel Gautherot
Glauber RochaPedro Neves Marques
Mário de Andrade
Alex CervenyJoão Modé
Blaise Cendrars
Cristiano Lenhardt
Ana Prata
Joãozinho da Goméia como Ramsés
Jorge de Lima
Gabriel Haddad e Leonardo Bora
Abdias do Nascimento
Luiz Gonzaga de Sousa
Darks Miranda & Pedro França
Claudia Andujar
Bernard Bouts
Johann Baptiste von Spix e Carl von Martius
Leonilson
Rosana Paulino
Regina Parra
Fernando Lindote
Denilson Baniwa
Fernand Léger

etc…

22.08.2022 | par Alícia Gaspar | Brasil, cultura, desvairar, eduardo sterzi, exposição, marta mestre, são paulo, veronica stigger

Arquivos BUALA: as incríveis reportagens de Pedro Cardoso, rubrica Palenque

Pedro Cardoso é um jornalista luso-angolano. Estudou Jornalismo e Ciências da Comunicação na Universidade do Porto. Trabalhou como repórter (2005, 6), no jornal A Semana, na Cidade da Praia, Cabo Verde. Vive no México desde 2011, onde é jornalista freelancer. Colabora com meios de comunicação de Portugal, México e Angola. No BUALA, mantem há dois anos a rubrica Palenque. Na América Latina, palenque significa palco, lugar cercado. As comunidades fortificadas de escravos rebeldes no México chamavam-se palenques. É, por isso, uma tribuna de onde se contam histórias latino-americanas. E onde se recorda também o legado dos africanos que vieram para estas terras. 

 Missão Encoberta, o Toucado de MoctezumaMissão Encoberta, o Toucado de MoctezumaAção de Graças, o luto do povo da Primeira LuzAção de Graças, o luto do povo da Primeira Luz

 

Convidamos os leitores do BUALA a percorrerem alguns dos seus artigos e reportagens que visam as temáticas da identidade, política, religião, LGBTQI, migração, guerra, direitos humanos, povos indígenas, Américas e Angola.


e muitas outras.

A fuga dos alemães
A Sacerdotisa e os Meninos Santos
Ação de Graças, o luto do povo da Primeira Luz
Angolanos ilegais a caminho dos Estados Unidos - os afogados
Angolanos ilegais a caminho dos Estados Unidos: os ilegais
Angolanos ilegais a caminho dos Estados Unidos: os passageiros
Aruká, o último guerreiro
As três mortes de Marisela Escobedo
Como história de amor e piratas: os 50 anos de “As Veias Abertas da América Latina”
Contos de Mar: resistências cruzadas
Contratados, colonos e emigrantes cabo-verdianos
De Colombo, raças e pedestais
E o muro o vento levou
Foroyaa liberdade! repressão na Gâmbia
Grita Colômbia
Guiné-Bissau: se um barco atracasse
Haiti. “O horizonte foi embora, ficou sozinho no mundo”
Lesther
Los Cabos Russos
Luta, Sangue e Liberdade
Mário Pinto de Andrade: a lucidez é um sorriso triste
Mascogos. Os índios africanos cantam blues
Missão Encoberta: o Toucado de Moctezuma
Na cidade somos quase predadores
Ñucanchick allpa: Mamã Dulu, terra e educação
O Caminho da Anaconda
O terceiro género - Muxes de Juchitán, México
Os enigmas das monjas
Os invisíveis: migração de angolanos para os Estados Unidos
Os ninguéns
Os perdidos: angolanos ilegais a caminho dos Estados Unidos
Os saltos altos de Zapata
Os versos de Cardenal
Perdão? Que perdão?
Piratas das Caraíbas, a frota dos EUA ao largo da Venezuela
Por quem os tambores chamam
Se morro longe de ti
Senhor dos Milagres Escravo de Angola, Cristo do Mundo
Uma América sem América
Violência contra comunidade LGBT+ na América Central

 

11.08.2022 | par Alícia Gaspar | América, angola, Brasil, direitos humanos, guerra, jornalista, México, migração, Palenque, pedro cardoso, Portugal, povos indígenas, religiao

CALL FOR PAPERS "BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA: REFLEXÕES E PERSPETIVAS"

Call for Papers para Encontro de Jovens Investigadores

Iscte – Instituto Universitário de Lisboa  11 de novembro de 2022

Celebram-se este ano os 200 anos da Independência do Brasil. Aproveitando esta efeméride, o  Centro de Estudos Internacionais (CEI-Iscte) e o Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES-Iscte) do Iscte-Instituto Universitário de Lisboa, com o apoio do Doutoramento em História Moderna e Contemporânea e do Doutoramento em Estudos Internacionais, organizam um colóquio subordinado ao tema “Bicentenário da Independência brasileira: reflexões e perspetivas”, que será um espaço de reflexão e debate sobre temas relativos à independência e evolução histórica do Brasil desde 1822 até ao presente.

No âmbito deste evento, iremos organizar a 11 de novembro de 2022, um encontro destinado à participação de jovens investigadores (doutorandos ou recém-doutorados), onde pretendemos debater as problemáticas que envolvem os 200 anos do Brasil independente, tendo como base uma perspetiva no âmbito da História e das Relações Internacionais do Brasil.

Convidamos todos os interessados a apresentar propostas de comunicação considerando três áreas temáticas:

As diferentes independências do Brasil” – neste tópico incluímos as diferentes perspetivas acerca da independência do Brasil, como foi percecionada, quer no momento, quer também no impacto que teve ao longo do tempo, em termos de grupos sociais particulares (mulheres, indígenas, negros, grupos profissionais ou grupos políticos, etc.).

O Brasil e as suas relações atlânticas” – um dos objetivos do encontro é enquadrar a independência brasileira no seu contexto regional e analisar o seu impacto, no tempo e no espaço. Este painel poderá abordar questões como o impacto das independências das restantes colónias ibero-americanas ao longo do século XIX, as relações que se estabeleceram entre si, as relações pós-coloniais com os países ibéricos, entre outros.

O Brasil como ator global” – esta é uma temática que procura sobretudo refletir o papel do Brasil como ator internacional, não só do ponto de vista regional, mas também global. Como se irá comportar internacionalmente o Brasil, depois de ser claramente identificado como uma das potências emergentes do início do séc. XXI? Qual o impacto que a mudança na liderança política e o resultado eleitoral de outubro de 2022 poderá ter na política externa brasileira? O que poderemos esperar do Brasil como potência regional? Estes serão alguns dos temas deste painel.

As propostas, indicando claramente o painel em que desejam participar, devem ser enviadas até ao dia 31 de agosto de 2022 para bicentenariobrasil.iscte@gmail.com, contendo um resumo com até 300 palavras, um CV resumido (até 100 palavras) do/a autor/a e até quatro palavras-chave. Serão aceites propostas em português, espanhol, inglês e francês.

Os resultados de aceitação das propostas serão enviados aos autores até o dia 20 de setembro de 2022.

Comissão científica:

Prof. Doutora Ana Mónica Fonseca, CEI-Iscte

Prof. Doutora Maria João Vaz, CIES-Iscte

Prof. Doutor Luís Miguel Carolino, CIES-Iscte

Prof. Doutor Luís Nuno Rodrigues, CEI-Iscte              

Prof. Doutor Paulo Teodoro de Matos, CIES-Iscte

01.08.2022 | par martalanca | Brasil, independência

Género, domesticação e imigração contados por uma empregada de mesa em "Um Fado Atlântico"

A editora Urutau apresenta Um Fado Atlântico, novo livro da brasileira radicada em Portugal, Manuella Bezerra de Melo. O livro, publicado em Portugal e Brasil com distribuição para toda Europa, deve gerar algumas polêmicas em território português. Isto porque, a partir de uma personagem comum, uma empregada de mesa, o conto trata sobre questões espinhosas da imigração em Portugal. 


No prefácio que escreveu para o volume de poesia da antologia Volta para tua terra, Manuella Bezerra de Melo afirma que “A imigração é um labirinto”. Esta é a primeira pista para uma possível leitura de Um fado Atlântico, que conta a história de uma mulher imigrante presa neste labirinto. Empregada de mesa precarizada, esta personagem sem nome deixa sua cidade do outro lado do oceano para viver num país que, logo percebe, é muito diferente daquilo que imaginava. O que encontra é o subemprego e o preconceito, e passa por uma dificultosa adaptação onde é preciso muito esforço emocional para reconstruir seu lugar no mundo. 

Um Fado Atlântico é sobre a dimensão de gênero da imigração, principalmente para as mulheres brasileiras, mas também sobre a domesticação e a assimilação a que são submetidas as pessoas imigradas, evidenciando o sofrimento psíquico de alguém que se esforça para tornar-se aquilo que nunca poderá ser por uma tentativa inútil de se encaixar, de ser aceita, ou de minimamente não ser violentamente ferida. 

A autora delimita o livro a um tipo de ficção autobiográfica, género literário que tem sido explorado na produção contemporânea, principalmente no que tange a produzida por mulheres. E para Manuella, literatura e política são impossíveis de se distanciar. “Tudo na vida de uma mulher é político, não há uma fronteira que delimita o que é uma coisa e o que é outra”, explica. 

Segundo antecipa, a personagem do conto tem muito de si: a imigração, o trajeto que percorre, algumas experiências da vida prática. Entretanto a história é ficcional, e não há como ter certeza do que foi inventado e do que é real. “Neste livro, meu pacto com o leitor é deixá-lo livre para imaginar o que disto tudo pode ser da autora e o que pode ser somente dela, da personagem que também narra esta história, mas principalmente o que pode ser de todas nós, mulheres imigradas”, finaliza.

 A ilustração de capa é da artista eslovaca Zuzana Brakociová, e o livro está em venda no site da editora Urutau.

“há os poucos que perguntam de onde sou, o que faço aqui, normalmente as mulheres que, vez por outra, vem a seus papéis de esposa a constranger a imigrante da colônia que serve pratos aos maridos todos os dias. Respondo com educação, sucinta, calada, econômica. Quem era ela, econômica nas palavras. Evito olhar nos olhos para não ser mal interpretada. Respondo olhando para o chão, porque é para o chão olham as empregadas de mesa, e para onde devem olhar, é assim que rege o estatuto internacional deste ofício, principalmente o estatuto das imigrantes que servem mesas em tascas.” 

(Um fado Atlântico, IX, página 28 e 29) 

Minibiografia

Autora de Pés Pequenos pra Tanto Corpo (Urutau, 2019), Pra que roam os cães nessa hecatombe (Macabea,2020) e Um Fado Atlântico (Urutau,2022), Manuella Bezerra de Melo organizou a coleção de antologias VOLTA Para Tua Terra (Urutau, 2021; 2022). Participou de antologias poéticas, entre elas a Um Brasil ainda em chamas (Contracapa, 2022), e tem poemas e contos publicados em revistas literárias no Brasil, Portugal, Argentina, Colômbia, México, Equador e EUA. Para 2022 está previsto também seu primeiro livro de ensaio sobre a nova poesia brasileira no ciclo do Golpe de 2016 pela editora Zouk. É graduada em Comunicação Social com especialização em Literatura Brasileira, mestre em Teoria da Literatura e Literaturas Lusófonas e frequenta o Programa Doutoral em Modernidades Comparadas da Universidade do Minho, no norte de Portugal, onde vive desde 2017.

28.07.2022 | par Alícia Gaspar | Brasil, domesticação, editora urutau, género, imigração, livro, manuella bezerra de melo, Portugal, um fado atlântico

Black Brazil Art abre inscrições para Residência Artística Virtual Compartilhada

Com o tema Fluxos(In)Fluxo: Transitoriedade, evento aceita trabalhos até 15 de agosto de 2022

A Black Brazil Art anuncia chamada para a segunda edição da Residência Artística Virtual Compartilhada (RAVC). Em uma parceria com a Njabala Foundation, fundação voltada para a difusão e experimentação de trabalhos artísticos de mulheres com o tema Fluxos(In)Fluxo: Transitoriedade.

A residência conta com mentores do Brasil, França, Uganda, Reino Unido, Portugal e Estados Unidos.

Inscrição: As inscrições acontecem até 15 de agosto de 2022 pelo site blackbrazilart.com.br/ravc2.

A segunda edição está organizada em um contexto de mundo abalado pela crise do Covid-19 que ainda persiste e pelos processos migratórios forçados no mundo por guerras e conflitos. “A Covid-19 nos lembrou, inversamente, o quanto o ecossistema das artes, e em particular as trocas via residências, estão ligadas a um bem comum crucial, a liberdade de deslocamento - os fluxos que fazemos”, aponta a curadora Patricia Brito.

A residência abre espaços criativos para conscientização sobre o “êxodo” contemporâneo e desenvolverá reflexões teórico-práticas do ponto de vista artístico para pensar coletivamente sobre práticas artísticas socialmente engajadas e relacionais ao mesmo tempo.

As inscrições custam entre R$ 65,00 (individual) e R$ 150,00 (coletivos de até cinco pessoas) e são abertas para artistas, curadores, pesquisadores, educadores, ativistas, entre outros. As vagas são limitadas e a residência tem duração de três meses.

A atividade vai explorar e abordar a noção de “transitoriedade ou senso de lugar e pertencimento” através da representação visual na história, na memória e na arte dos residentes. Uma das grandes atrações da residência será a aula inaugural que conta com a participação do Dr. Antonio Cuyler, fundador da Curley Consulting LLG. e Diretor do Programa de Mestrado e Professor Associado de Administração de Artes da Florida State University (FSU) e da Ugandense Martha Kazungu, fundadora da Njabala Foundation, curadora e historiadora de arte. Ela é mestre em artes verbais e visuais africanas com foco em curadoria e mídia na África pela Universidade de Bayreuth, Alemanha.

O que é:

(RAVC) é um programa de experimentação artística teórico-prático de três meses projetado para focar no processo de criação de novos trabalhos e desenvolvimento coletivo e cooperativo de artistas.

O que faz:

Explora um modelo alternativo de residência no espaço digital, promovendo um espaço criativo para os artistas experimentarem, trocarem ideias e habilidades, colaborarem em projetos, compartilharem recursos para dialogar com outros artistas, fornecer feedback e responsabilizar uns aos outros no cumprimento de prazos e oportunidades.

Como será:

Repensar as práticas artísticas além dos limites geográficos com a organização digital implementada na prática diária dos artistas. Totalmente online terá mentores fixos e convidados.

Quanto tempo: Serão três meses divididos em 13 semanas - o que dará de seis a oito horas por semana.

Aulas:

Serão três encontros por semana e um sábado a cada mês, 30 horas por mês e 90 horas totais de curso-residência.

Requisitos para Participar:

Não há. Diferentes de outros processos de residência artística, essa chamada, busca democratizar acesso e produção incluindo novos protagonistas em criações coletivas.

Chamada para:

Artistas, curadores, pesquisadores, coletivos, educadores, ativistas, entre outros.

Tem custo:

O curso-residência será ofertado de forma totalmente gratuita, mas existe uma taxa de inscrição.

Taxa de Inscrição:

Individual R$ 65,00 Coletivo (até cinco pessoas) R$ 150,00

Como será a Seleção:

Serão 100 vagas. A seleção se dará por análise do formulário, taxa de inscrição paga e a entrevista por vídeo.

E o Resultado:

Projetos serão selecionados para ingressar na 3a edição da Bienal Black; terão participação híbrida em exposição na rede internacional de museus femininos (International Association of Women’s Museums) e poderão receber cedência em espaço físico para a criação do projeto desenvolvido na residência.

Serviço:

2ª Residência Artística Virtual Compartilhada (RAVC-2) | Fluxos(in)Fluxo: Transitoriedade

Inscrição:

Até 15 de agosto de 2022

Programação:

blackbrazilart.com.br/ravc2

Black Brazil Art Site oficial:

blackbrazilart.com.br | Facebook: /BlackBrazilArt Instagram: @bienalblackbrazilart | Twitter: @blackbrasilart | YouTube: /BlackBrazilArt

Sobre a Black Brazil Art

A Black Brazil Art (BBA) tem a missão de promover a diversidade cultural nas artes e na cultura, promovendo o reconhecimento e a inclusão de todos os artistas e práticas artísticas, dando uma atenção especial às mulheres, cuja história absteu-se durante tempos. A BBA procura manter uma presença vigilante e crítica em relação às políticas e ações dos corpos artísticos e cultural, com o objetivo de melhor reconhecer os artistas e oportunizar espaço de reflexão e troca. A BBA trabalha para conscientizar a comunidade cultural sobre os obstáculos sistêmicos que impedem o desenvolvimento equitativo de artistas e das chamadas organizações de diversidade.

Sobre a Curadoria

Patrícia Brito

Curadora independente, museóloga, mãe, comunicóloga, empreendedora e pesquisadora de gênero e raça nas artes. É consultora na Enciclopédia do Itaú Cultural, membro da Associação de Curadores de Museus de Arte de Nova York e da Associação Internacional de Museus Femininos.

Sobre Njabala Foundation

Njabala é uma campanha multifacetada que se inspira em um mito popular de Njabala de Uganda para facilitar conversas sobre feminilidade. Nossa responsabilidade é fazer a curadoria de exposições periódicas, bem como organizar um programa público de atividades destinadas a criar espaços seguros para que artistas femininas prosperem e floresçam.

Créditos

Curadoria: Patrícia Brito (RS)

Apoio: Association of Art Museum Curators (AAMC), International Association of Women’s Museums (IAWM)

Parceria: Njabala Foundation

08.07.2022 | par Alícia Gaspar | black brazil art, Brasil, cultura, fluxos(In)Fluxo: Transitoriedade, njabala foundation, open call, patrícia brito, residência artística virtual, residência online, workshop

Porto Summer School - 4 a 8 julho

Escola das Artes organiza semana internacional dedicada ao Brasil e à sua diversidade 


A 4ª edição da Porto Summer School of Art & Cinema, organizada pela Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, regressa de 4 a 8 de julho. O evento, este ano em parceria com a Kebraku (associação cultural sediada em Portugal que fomenta a diversidade da cultura brasileira), contará com a presença de Ana Vaz, João Salaviza, Renée Nader Messora, Kaê Guajajara, Kleber Mendonça Filho, Lilia Moritz Schwarcz, e de Susana de Sousa Dias. Tem como tema “Brasil – Dinâmicas Cruzadas de Alteridade”. 

“É muito importante para a Escola das Artes organizar anualmente uma Summer School internacional, permitindo uma maior exposição dos seus estudantes e docentes ao que de melhor se faz a nível nacional e internacional,” explica Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. “É uma oportunidade única onde os participantes estarão imersos em discussões sobre o Brasil e as suas dinâmicas culturais, entre práticas artísticas, atmosferas criativas e um mergulho histórico e contemporâneo nas epistemologias do Sul,” refere ainda.  

A 4ª edição da Porto Summer School on Art & Cinema contará com a presença de um grupo de convidados relevantes como historiadores, realizadores e cantores. Kaê Guajajara (compositora, atriz, fundadora do coletivo Azuruhu e autora do livro Descomplicando com Kaê Guajajara – O que você precisa saber sobre os povos originários e como ajudar na luta antirracista); Kleber Mendonça Filho (um dos mais importantes realizadores do cinema brasileiro contemporâneo); Ana Vaz (artista e cineasta brasileira cujo filmes, instalações e performances constroem relações entre o Brasil modernista e as comunidades indígenas) e João Salaviza + Renée Nader Messora (dupla de cineastas que se dedicou a documentar a comunidade indígena Krahô, dando origem ao filme “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”) serão alguns dos artistas presentes nesta semana dedicada à arte e ao cinema. Contará também com a presença de Lilia Moritz Schwarcz, uma académica que se tornou referência fundamental para pensar o Brasil de hoje. 

A Porto Summer School on Art & Cinema é organizada pela Escola das Artes e pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes, da Universidade Católica Portuguesa. Decorrerá em parceria com a Kebraku, a associação cultural baseada em Portugal que promove a diversidade da cultura brasileira. Este evento terá também um programa público, a divulgar em breve, e que será composto principalmente por sessões de cinema e abertura de exposições, nas quais participarão os realizadores/artistas.  

Mais informações.

01.06.2022 | par Alícia Gaspar | Brasil, cultura, escola das artes, porto, summer school

6º MEXE - Herbanário Anticolonial

O MEXE assume-se como um espaços incontornáveis no contexto das práticas artísticas comunitárias, tendo como base quatro pilares estruturais. O MEXE tem como objectivo final reforçar o papel da Arte enquanto espaço de participação, de encontro, de diálogo, de reflexão e de transformação. Este desafio amplia-se a cada edição com um aumento do número de ações, de participantes e de público. 

Herbário Anticolonial

No rasto das encruzilhadas atlânticas, a imersão envolve botânica, memória e a performance como mediação do sensível, emaranhado pedagogias de terra, fogo, ar e água. Durante a vivência de dois dias, serão trocadas com plantas segredos, rasgos e costuras da História, em práticas de manutenção por uma perspectiva negre-originarie numa partilha de diálogo e rompimento do mundo como o conhecemos.

Duração aprox: 180 min

PORTO • 20 a 21 SET.2021 - 10:00 

Dyó Potyguara é artista multilinguagem com formação em design gráfico e educação ambiental. Sua pesquisa investiga cosmotecnologias afropindoramicas, orientadas pelo desejo de uma outra iconografia y futuro na semente que plantamos hoje. Através do user ‘rastros de diógenes’ desenvolve performances e esquemas pedagógicos e/ou visuais, na presença e virtualidade. É curadora da plataforma Gira. Originária de Mamanguape, Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil.

13.09.2021 | par Alícia Gaspar | Anticolonialismo, arte, Brasil, dyó potyguara, herbário anticolonial, MEXE, Portugal

“O Abecedário” junta livrarias de Portugal, Cabo Verde e Brasil

De 10 a 12 de setembro, o Abecedário - Festival da Palavra vai invadir seis livrarias em Portugal, Cabo Verde e Brasil. Com a participação de escritores, jornalistas, artistas e outras personalidades o objetivo da iniciativa é partilhar experiências acerca das múltiplas vertentes da palavra proximidade. 

Com base numa programação de tertúlias centrada no tema da proximidade e destinada a promover as livrarias de rua, este ano, o Festival da Palavra decorrerá na livraria Barata, na Stolen Books e na livraria Tinta nos Nervos, em Lisboa, na livraria Gigões e Anantes (Aveiro), e ainda na livraria Pedro Cardoso, na cidade da Praia, Cabo Verde, e na livraria Zaccara, em São Paulo, Brasil.

Entre os convidados desta edição estão a dramaturga Cláudia Lucas Chéu, a escritora Patrícia Portela, o escritor brasileiro Lira Neto, a artista visual Vanessa Teodoro e o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente.

As tertúlias terão público nas livrarias, mas sempre dependentes do cumprimento das regras de distanciamento face à chegada da covid-19. Como forma de solução do limite, serão, igualmente, transmitidas online.

O festival é promovido pelo projeto Cabine de Leitura, uma rede de micro-bibliotecas em antigas cabines telefónicas, criada em 2014, e tem curadoria do gestor cultural Carlos Moura-Carvalho.

Texto de Isabel Marques e Lusa, originalmente publicado por Gerador a 26.08.2021

27.08.2021 | par Alícia Gaspar | abecedário festival da palavra, Brasil, cabo verde, Portugal, projeto cabine de leitura

Ciclo Mundos 2021 - 27 de Abril

LUCA ARGEL | Samba de Guerrilha


 Cantor e compositor brasileiro vem para Portugal em 2012. É mestre em Literatura pela Universidade do Porto. Divide o tempo entre os palcos e outros projectos, como trilhas sonoras para dança e cinema, programas de rádio e podcasts dedicados à música brasileira. Tem livros de poesia publicados no Brasil, Espanha e em Portugal. Um deles foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2017, considerado um dos prêmios literários mais importantes entre os países de língua portuguesa. 

Samba de Guerrilha que vai apresentar pela primeira vez ao vivo no Teatro da Trindade é o seu quarto disco. Um álbum conceptual em que o músico radicado no Porto traça a história política do samba, lembrando os “protagonistas esquecidos” da luta contra a escravatura e a ditadura militar e onde presta homenagem aos intérpretes que tentaram fazer frente ao racismo estrutural do país.

 

20.04.2021 | par Alícia Gaspar | Brasil, ciclo mundos 2021, concerto, luca argel, Portugal, samba de guerrilha

Teatro Estúdio Fontenova

“Cerco” 

Apresentação online a 21 de Março

A performance “Cerco”, do Teatro Estúdio Fontenova, estreada em 2020, será apresentada online no Festival Mátria Amada, no dia 21 de Março de 2021, numa sessão entre as 20h e as 23h (hora de Portugal), aproximadamente às 22h.

Ocupámos as terras, delimitámo-las, fechámo-las cada vez mais, até para quem sempre viveu delas. E como reagiu o nosso corpo a estes “cercos”? Foi-se fechando também, nele mesmo, e na sua ligação à terra. Corpo e Terra, dois lugares que habitamos, como não pensar neles de forma intrinsecamente ligada? Olhamos para o Alentejo, para Setúbal, para movimentos indígenas que questionam a violência para com terra e a violência para com o corpo da mulher, questionámos mulheres à volta do mundo na sua ligação corpo-terra, questionámos as nossas próprias ligações, bebemos das investigações académicas de Silvia Federici e do conceito de Marx de “cercamento”. Assim, cercámos corpos, palavras, memórias e movimentos descobrindo que precisamos de os devolver, mais livres e mais abertos.

“Dizemos Mãe Terra… é a nossa mãe, e nós somos os filhos, e tudo entre nós e a terra é o nosso cordão umbilical. Então… se violarmos a terra, violamos estas coisas… envenenamo-nos.” — Laura Red Elk (Pueblo Pintado)

Em memória da(s) (histórias) da avó Guilhermina.
Em memória da Acácia que era meu avô.

Criação: Eduardo Dias e Patrícia Paixão | Interpretação: Fábio Nóbrega Vaz e Patrícia Paixão | A partir de: Silvia Federici, Relatório “Violence on the Land, Violence on our Bodies”; Textos de Amala Oliveira, Anna Luňaková, Bitasta Das, Iliana Martinez, Shahd Wadi, Silvia Floresta, Tatiana Zalla, Guida Brito (Blog “Navegantes de Ideias”) | Música: Accordzéâm (Tema “Des Hauts Débats”) e Tio Rex / Miguel Reis (Tema “BOM DIA! e Outros Pensamentos”) | Voz-Off:Carlos Pereira, Graziela Dias, Ricardo Gaete, Ricardo Guerreiro Campos, Sara Túbio Costa | Design, Vídeo e Operação Técnica: Leonardo Silva | Agradecimentos: Inês Monteiro Pires, Luís Junqueira | Apoio à Produção: Tomás Barão | Fotografia: Helena Tomás

Ficha Técnica Vídeo Integral: Realização, Câmara e Montagem: Leonardo Silva | Assistentes de Câmara: Helena Tomás e Tomás Barão | Captação e Pós-Produção Áudio: João Mota | Anotação: Helena Tomás

Produção: Graziela Dias | Direção Artística: José Maria Dias | Co-Produção: Casa Da Cultura | Setúbal | Produção Executiva: Teatro Estúdio Fontenova | Estrutura financiada: Governo de Portugal – Direção-Geral das Artes e Município de Setúbal

Promovido pelo Grupo Manuí (Brasil) e coordenado pela Tati Zalla e pelo Leandro Pfeifer, o Festival Mátria Amada vai reunir músicos, escritores, artistas, atores, lideranças indígenas e quilombolas e promover reflexões acerca dos cuidados com o meio ambiente e preservação dos ecossistemas através de intervenções artísticas e um espetáculo a cada evento.

Decorre em quatro dias, das 20h às 23h (hora de Portugal), no canal de YouTube do Grupo Manuí:

21 de Março — O cuidado com a Terra como inspiração artística
28 de Março — Mestres tradicionais e os cuidados com a Terra
4 de Abril — O caipira e os cuidados com a Terra
11 de Abril — Povos Originários e os cuidados com a Terra


18.03.2021 | par Alícia Gaspar | Brasil, evento, festival, mátria amada, parcerias, Portugal, teatro, teatro estúdio fonte nova

Dossiê “O contemporâneo visto pelo ecrã: Políticas, culturas, memórias e identidades”

Organizadores: Carlos Alberto Máximo Pimenta-Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI- Brasil); Edson Capoano, Pedro Rodrigues Costa e Vítor de Sousa-CECS-Universidade do Minho (Portugal)

Prazo de submissão: 30 de março de 2021

Data prevista de publicação: a partir de abril de 2021

Critérios: - Os textos devem ser escritos dentro das exigências da RCH, conforme diretrizes indicados no endereço: https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/about/submissions

Idiomas: Português (Brasil)/English

Envio de propostas: https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/announcement/view/10?fbclid=IwAR04PpLLC_EGrm9DrwpvLBAgtS78JJT5m7PPvf_yO79xsv3UWY0fE4RDIdc

 

 

Call for papers

 Trata-se de chamada pública de textos para compor o dossiê “O contemporâneo visto pelo ecrã: políticas, culturas, memórias e identidades”, a ser publicado na RCH–Revista Ciências Humanas (e-ISSN 2179-1120) dos Programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Humano e em Educação da Universidade de Taubaté. Portanto, este dossiê se propõem reunir reflexões que discutam as inseguranças de nossos tempos que “colocam em xeque” a ordem política, econômica, social, cultural, moral, ética, intelectual, simbólica e subjetiva estabelecida a partir de um consenso cêntrico “ditado” pela cultura ocidental que desfila nos ecrãs (entendido como “tela” de cinema, televisão, computador, celular, tablet, etc.), mas traz, consigo, o fortalecimento do debate sobre a condição humana.

Dessa premissa, impõe leituras distintas da realidade, em que se abrem perspectivas para outros e novos conhecimentos “abafados”, “calados”, “omitidos”, “desprivilegiados”, “subalternizados”, “colonizados” ou para “novas” e “outras” interpretações de distintas formatações de linguagem e comunicação social, diante de um modelo hegemônico de desenvolvimento, crescimento, ordem e progresso aplicados, com maior ou menor grau, a todos, em escala mundial. Abrem-se, por isso mesmo, face às “imposições” dos tempos informacionais e tecnológicos que experimentamos, amplos campos de disputa “dos”, “nos” e “pelos” sistemas de linguagens e de comunicações sociais que “afetam”, para o bem e para o mau, questões de políticas, culturas, memórias e identidades.

Do quadro enunciado, esperamos que este dossiê aglutine um conjunto de textos, pesquisas e pesquisadores que trabalhem temáticas contemporâneas, de caráter interdisciplinar, teórico e empírico, tendo questões e interfaces entre “políticas”, “culturas”, “memórias” e “identidades” vividas e experienciadas que aglutinem preocupações que percebam as disputas no campo das comunicações e linguagens sociais no sentido de constituir outras plataformas de desenvolvimento social, ambiental e econômico, tais como:
(1) problemáticas, desafios e consequências da era digital (participação, formação, educação, ética, violências, subjetividades);

(2) políticas e (bio)diversidades culturais;

(3) inovações, manifestações e processos populares de geração de renda;

(4) Trajetos e trajetórias descolonizadoras do sul ao norte, do “centro” à “periferia”; 

(5) Relações migratórias–travessias, dinâmicas interculturais, identidades transculturais e “artivismo curatorial”.

09.02.2021 | par Alícia Gaspar | Brasil, call for papers, culturas, divulgação, identidades, memórias, política, Portugal, RCH, Revista ciências humanas

Conexões FESTin no Porto discute a Amazônia

Hoje, 20 de outubro, a partir das 14h, o FESTin retorna ao Porto na segunda etapa de sua itinerância, em mais uma parceria com o Espaço Cultural Tropical Hub e o Instituto Amigos da Amazônia (iAMA), para a realização de sua actividade de debates, o CONEXÕES FESTin. O seminário “A Amazônia e o Futuro da Humanidade” discutirá temas fundamentais, evidenciando a importância da Amazônia como ativo ambiental, social, econômico e cultural.

Durante a programação será exibida a longa-metragem documentário “Amazônia, O despertar da Florestania”, que tem como um de seus realizadores a actriz brasileira Christiane Torloni, que estará presente na sessão prevista para ter início às 19h30.

Christiane Torloni durante as gravações do documentário “Amazônia, o Despertar da Florestania”Christiane Torloni durante as gravações do documentário “Amazônia, o Despertar da Florestania”

Com a proposta de abordar como o meio ambiente vem sendo tratado desde o início do séc. XX, o documentário, realizado por Christiane Torloni e Miguel Przewodowski, resgata personagens históricos e reúne depoimentos de representantes de diversos segmentos ligados ao tema – indígenas, ambientalistas, jornalistas, artistas e intelectuais, entre outras pessoas que vêm lutando para preservar esse legado. A “Florestania”, palavra que sintetiza os conceitos de cidadania e direitos florestais, é o código genético de nossa identidade.

Programação

14h – Conferência de abertura, com Prof. Virgílio Viana (Superintendente da Fundação Amazônia Sustentável - FAS e Diretor Executivo do Instituto Amigos da Amazônia - iAMA)
16h – Painel: Perspectivas para os fundos patrimoniais relacionados
com cultura e meio ambiente no Brasil, com Ricardo Levisky (Presidente
Legado Levisky)
17h – Painel: Bem Viver e Felicidade na visão dos Índios Baniwas, com
Profª. Alíria Noronha (Conselheira do iAMA)
17h45 – Coffee break
18h15 – Mesa redonda: Amazônia Sustentável | Participantes: Christiane Torloni (actriz e realizadora), Eng. Aurélio Tavares (Energias Renováveis e Sócio Fundador do iAMA), Prof. Jorge Bento (Ex-Reitor da Faculdade de Desportos da Univ. do Porto e Sócio Fundador do iAMA), Prof. Efrem de Aguiar Maranhão (Membro Titular da Academia Brasileira de Educação), Profª. Gisele Lins (Reitora da Univ. Nilton Lins e Sócia Fundadora do iAMA) | Mediador: Alexei Waichenberg (Curador e Diretor Executivo do Tropical Hub)
19h30 – Exibição do filme “Amazônia, o Despertar da Florestania”
21h30 – Coquetel de inauguração DO iAMA

Alguns trechos do seminário poderão ser vistos, ao vivo, no Instagram @tropicalhub.pt. Mas as inscrições para participar presencialmente, gratuitas, ainda podem ser feitas aqui.

O Tropical Hub

FESTin Porto, em setembro, exibiu 5 longas nos jardins do Tropical HubFESTin Porto, em setembro, exibiu 5 longas nos jardins do Tropical Hub

A convite dos organizadores, o FESTin teve a honra de inaugurar a programação do novo espaço cultural do Porto, no mês passado. O Tropical Hub conta com uma galeria de arte e um espaço a céu aberto de música, teatro e cinema, e sediará o Instituto Amigos da Amazônia (iAMA). O espaço fica na Avenida de Montevidéu, 196, Foz do Douro – Porto.

FESTin em Lisboa em dezembro

Após as incertezas do primeiro semestre, que levaram ao seu adiamento em abril. o Festival retorna a Lisboa para a realização de sua 11a edição. No tradicional Cinema São Jorge e em parceria com a Mostra de Cinema da América Latina, reunirá realizadores, produtores, artistas e o público do cinema falado em português.

20.10.2020 | par martalanca | amazônia, amazônia sustentável, Brasil, christiane torloni, festin, índios baniwas

Doutoranda da Universidade de Coimbra vence 3.ª edição do Prémio Internacional de Investigação Histórica «Agostinho Neto»

Cristina Sá Valentim acaba de vencer a 3.ª edição do Prémio Internacional de Investigação Histórica «Agostinho Neto» – Edição 2019-2020, com a obra «Sons do Império, Vozes do cipale. Canções Cokwe, Poder e Trabalho durante o colonialismo tardio na Lunda, Angola». A distinção deste estudo contempla a sua publicação em Angola e no Brasil, a atribuição de um diploma e de um troféu, bem como a quantia de 50 mil dólares.

Cristina Sá ValentimCristina Sá Valentim

No trabalho agora reconhecido, a autora procurou expor as complexidades das relações coloniais de dominação e resistência a partir de práticas que tiveram como denominador comum a música africana e o trabalho forçado no nordeste angolano. Trata-se da tese de doutoramento orientada por Catarina Isabel Martins (CES/FLUC) e Ricardo Roque (ICS-ULisboa), desenvolvida no âmbito do programa doutoral «Pós-Colonialismos e Cidadania Global», ministrado no Centro de Estudos Sociais (CES) e na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Na ata de divulgação do/a vencedor do Prémio, pode ler-se que a obra eleita se carateriza como «um trabalho assaz importante, pluridisciplinar, inovador, que usa fontes diversificadas e cruza as fontes escritas com fontes orais e as fontes musicais e, nesse aspecto, é não só inovador como praticamente único, tratando de um grupo muito significativo na história de Angola, os Cokwe, população marcada pela adesão à novidade, pelo dinamismo e pela capacidade criativa e de mudança».

O objeto de estudo foram as canções coletadas pela «Missão de Recolha de Folclore Musical» (1950-1960) da ex-Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), com particular ênfase nas canções evocativas do cipale (designação local africana para o trabalho forçado ou contratado) gravadas durante a década de 1950 no seio do povo Cokwe. Essas canções, interpretadas por africanos/as, incluindo trabalhadores contratados, foram integradas nos repertórios dos chamados “Grupos Folclóricos Indígenas” organizados pelo Museu do Dundo. Na forma de discos e bobinas em coleções de “Folclore Musical de Angola”, essas canções africanas foram divulgadas a nível nacional e internacional entre África, Europa e América através de exposições, concertos, conferências, estudos musicológicos, programas na rádio e notícias na imprensa e na televisão. A autora sugere que parte dessas canções gravadas, e o processo de folclorização de que foram alvo, serviram tanto propósitos de dominação colonial como responderam a vários interesses das comunidades africanas. Essas canções não só funcionaram como ferramentas complexas de dominação úteis ao projeto colonial português, como também foram instrumentos de expressão cultural autónoma e, até, de crítica ao poder colonial, para os/as africanos/as.

Na elaboração deste trabalho, Cristina Sá Valentim recorreu a uma metodologia interdisciplinar combinando uma interpretação antropológica orientada por pesquisa etnográfica com fontes arquivísticas escritas, visuais e sonoras, e com testemunhos orais de atores angolanos e portugueses.

Promovido de dois em dois anos pela Fundação António Agostinho Neto (FAAN) e o Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior (IABES), representado pela Faculdade Zumbi dos Palmares (FZP), o galardão destina-se a destacar as obras de investigação ― da autoria de investigadores/as angolanos/as, brasileiros/as ou de outras nacionalidades ― escritas sobre Agostinho Neto, Angola, África, Brasil, a Diáspora e Afrodescendentes que contribuam para o melhor conhecimento da história de Angola, do Brasil e de África.

Na edição deste ano do Prémio, o júri foi composto por Isabel de Castro Henriques (Professora Associada com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Aposentada), Vanicléia Silva Santos (Professora Associada da História de África Pré-colonial na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Membro do Comité Científico da UNESCO para o IX volume da História Geral de África e Editora do III Volume), Maria da Conceição Neto – (Professora Auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto), Maria Alexandra Miranda Aparício (Diretora-Geral do Arquivo Nacional de Angola), Roquinaldo Amaral Ferreira (Henry Charles Lea Professor de História na Universidade da Pensilvânia, Filadélfia), Thomas Patrick Wilkinson (Investigador integrado do CITCEM de Universidade do Porto), Ivair Augusto Alves dos Santos (Professor na Universidade de Brasília), José Vicente (Presidente do Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior) e Irene Alexandra da Silva Neto (PCA da FAAN).

O Prémio Internacional de Investigação Histórica «Agostinho Neto» foi constituído, em 2014, pela FAAN, em parceria com o IABES, ao qual se juntou a UNESCO em 2016.

 

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Contacto para mais informações:
Cristina Sá Valentim | cristina.valentim@gmail.com // 933.733.561

20.10.2020 | par martalanca | angola, Brasil, Cristina Sá Valentim, Portugal, Prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto

O Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra, celebrado ontem (20), em frente da estátua de Zumbi dos Palmares, na Praça XI, Riode Janeiro, foi festejado com grupos culturais, religiosos, ativistas, políticos, roda de capoeira e outros. Zumbi dos Palameres - líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão, foi reverenciado com roda de samba, grupo Afoxé Filhos de Gandhi, lavagem do busto, cantorias de baianas, desfile de moda e várias outras atividades em frente à estátua de Zumbi. “Zumbi é um herói nacional e o único da história do Brasil que foi construído de baixo para cima, pelo povo, pela comunidade negra. Ele não é herói dos negros, pura e simplesmente, como se quer caracterizar, mas um herói da pátria. Ele está inscrito no Panteão da República e ainda não tem a reverência que deveria ter do Estado brasileiro”, afirmou o Prof. Dr. Babalawô  Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e da  Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP).


Organizado por Luiz Eduardo Oliveira Negrogun, Presidente do Conselho estadual dos Direitos do Negro - A Festa no busto de Zumbi, acontece há 34 anos, na Praça XI, traz os festejos como forma de chamar atenção para a causa - “A questão básica é passarmos para essa juventude que ainda existe uma esperança e um caminho. Se nós estivermos unidos e conscientes, vamos avançar e ser vitoriosos. Temos que combater o racismo. Porque ele está entranhado de tal forma na sociedade que, somente com a união, nós vamos conseguir exterminá-lo. Sempre com muito orgulho com nossas raízes”, alegou Negrogun.  
Zumbi é símbolo da resistência negra ao escravismo e da luta dos afrobrasileiros contra o racismo, a discriminação e a exclusão social. O feriado é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, a data contou ainda com outras comemorações espalhadas pelo Rio, como no Dida Bar e Restaurante, na Praça da Bandeira, hoje, a casa é reconhecida como um reduto da comunidade negra. No dia da consciência negra, recebeu o Restaurante do Quilombo do Campinho de Paraty, para uma viagem gastronômica aos quilombos e ancestralidades. A data também foi comemorada como reverência para outro líder, foi promulgada no dia 19, no Diário oficial do Estado do Rio de Janeiro, a Lei 8623/2019, dos deputados André Ceciliano e Waldeck Carneiro (PT), que inscreve o nome do marinheiro negro João Cândido Felisberto no Livro dos Herois e Heroinas do Estado do Rio. O “Almirante Negro” foi líder da chamada “Revolta da Chibata” na historiografia brasileira, no início do século XX.   

21.11.2019 | par martalanca | Brasil, consciência negra

LULA a vida é Luta e a Luta é LIVRE

Exposição Fotográfica de Lutacom fotografias de Ricardo StuckertInaugurou a 27 de outubro, às 18h, no dia do aniversário de 74 anos de Luís Inácio Lula da Silva, na Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário (R. da Voz do Operário, 13, Graça) em Lisboa. Até 3 de novembro. A série de 18 fotografias de Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial do ex-presidente, apresenta imagens sensíveis sob uma perspectiva otimista dos períodos da presidência de Lula (2003-2010) até as caravanas recentes em sua última campanha eleitoral para a presidência do Brasil em 2018. Os momentos escolhidos pelo toque, pelo olhar, pelo respeito, pelos abraços endereçados àqueles e àquelas que interagiram com o presidente revelam a grandeza do líder popular que Lula foi e ainda é.


Lula está preso político. Mas suas ideias, como o próprio disse em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista em São Bernardo do Campo - São Paulo antes de sua prisão arbitrária, já estão pairando no ar e não tem como prendê-las. Estão difundidas pelo Brasil e pelo mundo, espalhadas por aqueles que acreditam em sociedades mais justas e inclusivas.

Lula está preso político. Mas não por muito tempo. Num processo viciado pelo desejo de ascensão política assentado na promessa rasteira de cargos, convicções — ao  invés de provas — levaram o ex-presidente a uma condenação injusta. Condenação esta que já foi revelada em seu caráter parcial e eleitoreiro através dos vazamentos de mensagens e áudios dos procuradores do processo em conluio com o Juiz do caso, hoje Ministro do seu principal oponente na corrida para a eleição presidencial. Importante se faz lembrar que o presidente em exercício no Brasil só foi eleito pelo impedimento de Lula de ser candidato, já que o ex-presidente era favorito em todas as pesquisas de intenções de voto.

Em meio ao desastre político, ao empoderamento do mal, à amplitude da depressão cívica, ao desespero e ao desamparo que assolam o Brasil, o aniversário de Lula, que passeia entre a data oficial da certidão de nascimento no dia 6 de outubro e a data real confirmada pelo próprio, 27 de outubro, pode surgir como um momento de reconcentração das forças da luta e da resistência dos brasileiros e brasileiras que enfrentam cotidianamente as mazelas que se abatem cruelmente em todos os setores da sociedade naquele país. 

“Os poderosos podem matar uma, duas ou cem rosas.
Mas jamais conseguirão deter a chegada da primavera.”

(Che Guevara citado por Lula em 7 de abril de 2018.)

Agradecimentos: Cidolli, Igor Sardinha, Luiza Beloti Abi Saab, Lurian da Silva, Magnum Amado, Ricardo Stuckert, Rita Morais e a todos os brasileiros e brasileiras que se mantém em estado de constante denúncia, mesmo morando fora do Brasil | Arte: Mauricio Moura | Curadoria: Samara Azevedo | Fotografia: Ricardo Stuckert | Montagem: Kuka C. Clifford | Produção: Fátima de Carvalho e Miriam Andrade Guimarães | Apoio: Instituto Lula, Diálogo e Ação Petista - Lisboa, Partido dos Trabalhadores - Núcleo Lisboa, Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário e Vozes no Mundo - Frente Pela Democracia no Brasil - Coimbra | Organização: Coletivo Andorinha - Frente Democrática Brasileira de Lisboa+ INFO: +351 926 637 752 Fátima de Carvalho +351 932 081 104 Samara Azevedo https://www.facebook.com/events/742767532817178/  

28.10.2019 | par martalanca | Brasil, fotografia, Lula

Kalunga Project lança "Muxima" e "Monami"

Kalunga Project nasce de um sonho do músico e compositor Galiano Neto, nativo da ilha de Luanda, que compõe e toca com a alma e tem em suas mãos um talento singular.  Juntou uma família de amigos, Carlos Sanches, Jorge Kaipas e Salima Gulamali que consigo criaram um projecto que tem como objectivo preservar, difundir e eternizar a música de raíz de Angola. 

Desde o Semba, à Rebita, ao Kilapanga, entre outros, o Kalunga Project pretende manter vivos estes ritmos e musicalidade, almejando divulgá-los pelo mundo.

O EP “Muxima”, que seu nome significa coração em kimbundo (uma língua falada em Angola), é o primeiro trabalho que apresentam e conta com diversos temas, todos eles interpretados de uma forma única, criativa e original. 

Utilizam como símbolo deste projeto um Ovo, que representa a criação, o nascimento e a transformação, uma nova forma de vida. O símbolo foi pintado por Eleutério Sanches, a quem é feita uma homenagem especial neste EP. 

São também homenageadas as eternas vozes femininas de Angola, Lurdes Van Dunen e Lilly Tchiumba.

Juntamente ao lançamento do EP vem também o single “Monami”, um clássico da música Angolana. Tema de Lurdes Van Dunen e que significa “Meu Filho”. Relembra a dor de uma mãe que perde os seus filhos, onde a força, a musicalidade e os instrumentos tradicionais como a Dikanza, transmitem este lamento e sofrimento ao ouvido e coração de quem o ouve e sente.

O EP físico “Muxima” e o 2º single “Monami” foram lançados hoje, 4 de julho, e estão também disponíveis em todas as plataformas digitais.

10.07.2019 | par martalanca | angola, Brasil, Festival de Músicas do Mundo, kalunga

Herói Independente: Brasil em Transe

No rescaldo do carnaval, da vitória da Mangueira com a face de Marielle e do #goldenshowerbolsonaro, todo o Brasil treme entre forças tectónicas opostas: apressemo-nos a ajudar a lançar um foco sobre as trevas do oportunismo. Todo o cinema é político, ora veja-se a programação deste Herói Independente do IndieLisboa 2019, o cinema amado vindo do Brasil.
Há 25 anos o cinema brasileiro vivia a sua retomada. O ano de 1994 marcava o regresso à produção nacional, depois do período de interregno em que Collor de Mello dissipara todos os apoios e incentivos à criação cinematográfica. Em 2019 o país e o seu cinema vivem de novo tempos turbulentos, uma conjuntura que escolhemos não ignorar.
Depois dos filmes brasileiros terem arrecadado os principais prémios do IndieLisboa em 2018, é tempo de celebrar a criatividade, de apoiar uma comunidade que vive um período particularmente auspicioso. Neste programa mostraremos filmes muito recentes e inéditos em Portugal, espelhando uma produção audaciosa e politicamente desperta. Seremos (também) a voz e o espaço deste cinema, contribuiremos activamente para a sua continuidade.
Uma carta de amor do IndieLisboa ao último ano em filmes brasileiros, este programa reflecte a proximidade entre o festival e um cinema atento, revelador, destemido, original, que tem estado no radar IndieLisboa desde a primeira edição. É tempo de homenagear esta longa relação num período em que o mundo pede que estejamos atentos, que  façamos a nossa parte.
Juntamente com as longas metragens apresentadas, poderão ser vistas mais um conjunto de curtas metragens recentes, que revelaremos em breve. O programa terá também ecos nas secções Competição Internacional, Competição Nacional, Silvestre e Boca do Inferno, numa selecção que será revelada integralmente no dia 2 de Abril. Os convidados do programa estarão em Lisboa para uma conversa sobre o presente e o futuro do cinema brasileiro (e do Brasil) durante o festival.Programa (em construção):
A Noite Amarela, Ramon Porto Mota
A Rosa Azul de Novalis, Gustavo Vinagre, Rodrigo Carneiro
Divino Amor, Gabriel Mascaro
Domingo, Clara Linhart, Fellipe Barbosa
Fabiana, Brunna Laboissière
No Coração do Mundo, Gabriel Martins, Maurilio Martins
Os Jovens Baumann, Bruna Carvalho Almeida
Querência, Helvécio Marins Jr
Seus Ossos e Seus Olhos, Caetano Gotardo
Temporada, André Novais Oliveira
 

12.03.2019 | par martalanca | Brasil

Mostra Ameríndia, Percursos do Cinema Indígena no Brasil

13 a 17 março 2019  

A produção cinematográfica indígena no Brasil tem contribuído de um modo decisivo para a emergência de novos instrumentos de conhecimento indígena e intervenção no mundo.  Em Portugal, esta mostra de cinema emergiu do interesse de um grupo de pesquisadores/as, programadores/as culturais e ativistas em aprofundar o contributo do pensamento e cinema ameríndios, especificamente dos povos indígenas que vivem no Brasil, para a sociedade contemporânea. 

É neste sentido que a Apordoc, em conjunto com os centros de investigação CHAM, CRIA, ICS,  IHA, e o Museu Calouste Gulbenkian, apresenta a Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil.

Pensado de forma colaborativa com projetos envolvidos na produção e difusão desta cinematografia no Brasil, como a Mostra Aldeia SP, o programa integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. 

A Mostra apresenta uma seleção de filmes em que os coletivos indígenas actuam em diferentes níveis. Por vezes, são cineastas no sentido ocidental e direcionam a câmara para o quotidiano da sua aldeia, rituais ou a sociedade colonial.  Outras vezes colaboram com não-indígenas na produção de obras. As propostas, selecionadas de diferentes momentos históricos e produzidas por diferentes povos indígenas em diversos contextos de produção, dão forma a uma real multiplicidade nas suas escolhas formais e temáticas.

Still 'Já me transformei em imagem'Still 'Já me transformei em imagem'

A presença inédita de quatro cineastas indígenas, Zezinho YubeMaria Dalva Manduca Mateus Kaxinawá (Ayani)Patrícia Ferreira, Alberto Álvares, assim como a vinda do curador e ativista Ailton Krenak e da artista plástica e ativista Daiara Tukano, oferecem ao programa uma singularidade na comunicação com o público. 

A Mostra terá ainda um ciclo de debates e uma publicação que funciona como instrumento de difusão do conhecimento sobre os povos ameríndios, o seu cinema, cosmovisões e lutas na atualidade. 
A sessão de abertura será no dia 13 de Março, com o filme Já Me Transformei em Imagem de Zezinho Yube e haverá um cocktail a partir das 20h00. 

Datas: 13 - 17 de Março de 2019 Local: Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna – Sala Polivalente

R. Dr. Nicolau Bettencourt, 1050-078 Lisboa Sessões: 13 sessões (16h00 | 19h00 | 21h00) + oficina infantil (16 Março - 11h00) 

Preço:  3 euros
Conheça a programação completa AQUIImagens da Mostra
Mais informações em:  www.doclisboa.org    www.gulbenkian.pt

Evento FB.

19.02.2019 | par martalanca | Brasil, Cinema Indígena, Mostra Ameríndia

Não Ceder Ao Medo

Mostra retrata a violência do ponto de vista de estudantes e professores, no CMAHO

O Centro Cultural Municipal de Arte Hélio Oiticica apresenta do dia 1º de dezembro de 2018 a 28 de janeiro de 2019 a exposição Não Ceder Ao Medo, o mais recente trabalho da artista Elisa Castro. Serão expostas quarenta bandeiras brancas bordadas por estudantes que retratam as suas experiências com a violência diária. 

Para esta exposição,  a artista que também é professora, escutou e coletou histórias sobre medos de crianças e professores de uma comunidade violenta em Niterói, ao longo do ano de 2017. Elisa criou dispositivos para  envolver toda a escola e seu entorno, mobilizando o espaço público através de uma urna com a qual coletava medos escritos e com uma grande faixa na entrada da escola. Abrindo lugar para que alunos pudessem verbalizar seus temores mais particulares no espaço escolar, transformando esse material em bandeiras a partir do desenho e do bordado.

Não Ceder Ao Medo tem como questão central a problemática da conexão com o outro nos espaços de violência social, propondo a análise e o diálogo entre arte e educação, como possibilidades de pensar a história, a sociedade, a política e as relações entre sujeito e espaço. A mostra é fruto de um intenso processo de escuta, como é particular em sua obra.

“A mostra é fruto de intervenções artísticas realizadas durante um ano em uma escola pública localizada em uma comunidade violenta em Niterói, na qual frequentemente estudantes sofrem com intervenções policiais justificadas pelo poder público como “combate” à venda e ao tráfico de drogas. Para iniciar o projeto instalei  uma grande faixa com a frase “Não Ceder Ao Medo”na entrada da escola e  uma urna para que crianças e professores pudessem depositar seus medos. Desta forma, desenvolvi um projeto de escuta, no qual os alunos tinham espaço para falar sobre sua experiência com a violência. Durante as aulas, enquanto se escutavam, cada estudante representava seu medo,  através  de  desenhos bordados sobre tecido. A proposta dessa  exposição é que, como uma criança, pulemos o muro do medo que silencia a violência e produz a inércia. Para “Não Ceder ao Medo” devemos levantar nossa bandeira e mostrar nela o que é mais íntimo em nós, avançando sem temer o porvir”, afirma Elisa Castro.

Elisa Castro é artista, tem como eixo de principal de seu trabalho a escuta como possibilidade poética e prática artística.Desde 2007, participa de exposições nacionais e internacionais, entre elas estão: a 17 Bienal de Cerveira(Portugal), IV Bienal Internacional da Bolívia (La Paz), 7 Bienal deArte do Mercosul: Grito e Escuta (Porto Alegre-BR). Suas obras estão nas coleções permanentes do Museu de Arte do Rio (MAR), Museu de ArteModerna (MAM-RJ) e Fundação Bienal de Cerveira.

Serviço: Exposição Não Ceder Ao Medo

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica – Galerias 1 e 2

Rua Luís de Camões, 68 – Centro – Rio de Janeiro, RJ Cep: 20060-040

Telefone: +55 21 2242 1012

Abertura: 1º de dezembro de 2018, a partir das 14h.

Visitação: de 1º de dezembro a 28 de janeiro de 2019

Funcionamento: de segunda a sábado, das 12h às 18h. Fechado aos domingos e feriados

Email: cmaho.cultura@gmail.com

Facebook: facebook.com/cma.heliooiticica

Instagram: instagram.com/cma.heliooiticica

 

27.11.2018 | par martalanca | Brasil, Medo, secundaristas

Ameaça despejo de 450 famílias que vivem há 20 anos numa área em Minas gerais.

Nós, familias do mst do Sul de MG, do Quilombo Campo Grande, queremos denunciar a ação fascista contra a nossa luta de 20 anos.

Aqui, as famílias, depois de tantos anos, já contam com infraestrutura de energia elétrica, casas de alvenaria e produzem uma grande diversidade de produção agroecológica, como café, muitas variedades de milho, feijão, hortaliças, frutas, sementes orgânicas gado, galinhas, porcos. Essas famílias geram, com seu trabalho, soberania alimentar, não apenas para quem produz e vive na terra, mais para milhares de pessoas que passaram a ter acesso a um alimento saudável, sem veneno e de qualidade.

Os acampamentos também geram distribuição de renda. A terra, que era apenas de um dono, agora traz dignidade para quase 450 famílias mais de 2.000 pessoas que estavam quase tendo seu sonho de ter a posse da terra realizado com um decreto estadual.

Mas agora, através de um conluio jurídico entre os grandes fazendeiros, deputados da bancada ruralista e empresas do agronegócio da região, estão organizando um processo de despejo para as famílias que moram e resistem ao longo desses 20 anos de luta.

Inaceitável a situação!

Há 2 meses atrás as famílias quase tinham sido assentadas e agora podem perder tudo o que construíram ao longo desses anos.

Esse é um dos conflitos agrários mais antigos do país.

Pedimos a todas as organizações, apoiadores que enviem o e-mail abaixo para os endereços:

bhe.vagraria@tjmg.jus.br (vara Agrária)
contato@crdhsulmg.com.br (entidade que está acompanhando o caso)

Aos cuidados do Dr. Sr. Juiz Walter Ziwicker Esbaille Junior,

Venho através deste declarar sobre ação de reintegração de posse N° 0024.11.188.917-6 ajuizada em 17.06/2011, meu pedido de indeferimento de ação de reintegração de posse, que estão de acordo com os artigos 22 a 20 da DUDH consubstancia os direitos sociais, o direito ao trabalho, à escolha do trabalho, pois as 450 famílias, mais de 2000 pessoas já estão em posse velha da área a mais de 20 anos, tem suas casas, produção e reprodução da vida neste local.

Pela resolução do conflito e pela permanência das famílias, fazemos esse apelo

Sem mais a declara

Nome / Organização, Estado, país, data

Somos resistência!

A luta pela Adrianópolis é a Luta pela democracia

01.11.2018 | par martalanca | Brasil, MST, quilombolas, terra