ESTREIA DE OURO NEGRO

5 FEVEREIRO / CINEMATECA PORTUGUESA

“No sul profundo da Índia, um gesto íntimo — pentear, cortar, oferecer cabelo — liga fé, corpo e economia global. OURO NEGRO, de Takashi Sugimoto, acompanha Saraswathi num acto de devoção que revela uma cadeia invisível onde alguém, algures no mundo, lucra sempre. O misticismo do filme não foi indiferente na sua passagem pelos festivais de Tallin Black Nights e Cinema Etnográfico de Belgrado, onde arrecadou o Prémio do Júri e o Grand Prix, respectivamente.

Takashi conduz-nos numa viagem onde o sagrado se agarra às fibras de cada ser e convida-nos a testemunhar o percurso de cada fio de cabelo. O livro SPIRITUS, que será apresentado num formato de double bill, encarrega-se de compilar estas provas da convivência e intimidade feitas entre 2017 e 2022, durante o processo de pesquisa e rodagem do filme.

SINOPSE

Numa zona rural do sul profundo da Índia, a poderosa divindade hindu Balaji exerce uma forte influência sobre Saraswathi. Como muitas mulheres da sua aldeia, ela penteia os longos cabelos escuros das suas jovens filhas num ritual diário. O excesso de cabelo ganha valor monetário quando os Narikurava, uma tribo marginal de caçadores de pássaros, visitam as aldeias para recolher cabelo em troca de objectos domésticos.

OURO NEGRO é cabelo humano. Um dia, Saraswathi decide oferecer o seu precioso cabelo comprido à divindade Balaji, num templo, para realizar um desejo. Uma vez mais, alguém, algures no mundo, lucra com o seu ato espiritual.

DATA DE ESTREIA  5 de Fevereiro  19:00 - Apresentação livro - SPIRITUS 21:30 - Estreia filme OURO NEGRO  Cinemateca Portuguesa (R. Barata Salgueiro, nº39, 1269-059 Lisboa)
 

27.01.2026 | par martalanca | Ouro Preto

"Colonialismo vs. Descolonização", de Maria Clara Anacleto e Raquel Ascensão

A partir da Coleção Folhetos Políticos, do Fundo José Neves Águas, à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa apresenta-se uma seleção de documentos datados en-tre as décadas de 1950 e 1980 que incidem sobre a questão colonial. Estes documentos permitem obser-var a intensificação da oposição à política colonial do Estado Novo e as suas repercussões na propaganda oficial do regime. O corpus abrange ainda o período revolucionário subsequente, marcado pelo processo de transição democrática e pela rutura do sistema co-lonial português, bem como os ecos da descolonização que permanecem no regime democrático.

Colonialismo vs. Descolonização: A questão colonial na Coleção Folhetos Políticos de José Neves Águas (1951-1985)“Colonialismo vs. Descolonização: A questão colonial na Coleção Folhetos Políticos de José Neves Águas (1951-1985)”, de Maria Clara Anacleto e Raquel Ascensão

Ler aqui o artigo completo..

N.º 24 (2025): Colonizar e descolonizar: Relações Europa-África nos séculos XIX e XX

Coordenação científica:
Isabel Castro Henriques
Universidade de Lisboa, Portugal

Imagem de capa: Alfredo Cunha

Publicado: 16-07-2025

 

27.01.2026 | par martalanca | colonialismo, Descolonização

Set-up: Podcast sobre dança contemporânea portuguesa anuncia terceira temporada

O podcast Set-up, dedicado à dança contemporânea portuguesa, regressa com a sua terceira temporada, a 18 de fevereiro de 2026. Criado pela Sekoia – Artes Performativas, o projeto continua a afirmar-se como um espaço de memória, reflexão e partilha em torno dos percursos artísticos e humanos de criadores fundamentais da dança em Portugal. O podcast estará disponível no YouTube, no Spotify e Apple Podcasts. 

Lançado em 2023, o Set-up tem como missão a construção de um arquivo sonoro e visual que documenta histórias de vida, processos criativos e trajetórias profissionais de diferentes gerações e linguagens artísticas. A nova temporada aprofunda esse objetivo, reunindo onze nomes cujos trabalhos têm marcado de forma significativa o panorama da dança contemporânea.

À semelhança das edições anteriores, as conversas são moderadas por Ana Rocha e estarão disponíveis em formato áudio no Spotify e Apple Podcasts, bem como em vídeo no YouTube, com tradução para inglês e interpretação em Língua Gestual Portuguesa, reforçando o compromisso do projeto com a acessibilidade e a internacionalização.

A terceira temporada contará com a participação de: Ângela Guerreiro, Aurora Pinho, Diana Niepce, Flávio Rodrigues, Henrique Furtado, Inês Campos, Marta Cerqueira, Né Barros, Paulo Ribeiro, São Castro e Teresa Silva. Um conjunto diverso de artistas que representa diferentes visões, práticas e gerações da dança contemporânea portuguesa.

Com duas temporadas já lançadas, o Set-up consolidou-se como uma plataforma de encontro entre criadores, público e investigadores, promovendo o diálogo intergeracional e dando visibilidade à pluralidade de percursos que constroem este campo artístico.

 

26.01.2026 | par martalanca | dança

Ateliê Mutamba, Luanda

É com grande alegria que anunciamos esta chamada aberta, para 5• edição do Ateliê Mutamba.

És artista emergente(entre 18 e 29 anos), vive em Angola, Moçambique ou São Tomé e Príncipe e deseja participar de uma imersão artística de 45 dias na capital Luandense?

A Residência acontecerá entre 06/03 e 08/04.

* É importante que haja disponibilidade presencial a partir do dia 28/02.

* Leia o regulamento.

Para dúvidas ou informações:associacaokinoyetu@gmail.com.

A 5• edição do Ateliê Mutamba é uma realização KinoYetu, com financiamento Fundação Calouste Gulbenkian e apoio da Geração80.

 

25.01.2026 | par martalanca | Luanda, Mutamba

Palestras na Nova FCSH

organização Inês Beleza Barreiros (ICNOVA) e Margarida Rendeiro (CHAM).

Pensado os sentidos do desvario antropocêntrico a partir de uma imaginação sensorial multiespécies

No livro The Great Derangement, Amitav Ghosh argumenta que a ficção de tradição realista se revela incapaz de imaginar adequadamente as transformações desencadeadas pelo Antropoceno. Essa insuficiência decorre, em grande medida, da centralidade conferida ao humano nesse modelo narrativo — a mesma centralidade que está na raiz da própria crise antropocênica. Ao observar esta “nova era geológica”, Ghosh destaca a emergência de vozes que desafiam não apenas a primazia humana, mas também o apagamento de coletividades que incluem modos de existência não humanos. Partindo da noção de um sensorium relacional e interespécies, esta palestra investiga como a literatura contemporânea e as artes visuais têm respondido às limitações apontadas por Ghosh. Propõe-se, assim, refletir sobre a ideia de um sensorium multiespécies como possível horizonte estético e epistemológico capaz de tensionar a imaginação hegemônica do Antropoceno. A partir da leitura de textos e obras de escritores e artistas indígenas e afrodescendentes, buscarei rastrear como certas formas de sensorialidade — que atravessam distintos modos de ser e perceber e imaginar/criar — instituem outras maneiras de imaginar o mundo, desestabilizando a supremacia do humano e abrindo caminho para contranarrativas ao paradigma antropocênico.

Leila Lehnen é Professora Associada no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University (EUA). É especialista em literatura e cultura contemporâneas do Brasil e da América Latina, com interesses de pesquisa que abrangem as humanidades ambientais, o extrativismo, as práticas textuais e visuais contracoloniais, além de literaturas e produções culturais indígenas. Sua obra analisa, de modo crítico, o papel da literatura e das artes na expansão de imaginários democráticos, na contestação às formações autoritárias e no enfrentamento dos legados persistentes da colonialidade. Seu livro, Citizenship and Crisis in Contemporary Brazilian Literature, examina como a literatura brasileira contemporânea representa e problematiza formas diferenciadas de cidadania. Seu segundo livro investiga as interseções entre a literatura brasileira e a vida democrática, examinando como textos culturais articulam e reconfiguram imaginários democráticos, especialmente no tocante aos direitos ambientais e indígenas. Publicou textos acadêmicos sobre ecocrítica, literatura indígena, decolonialidade, literatura afro-brasileira, cidadania e direitos humanos em contextos brasileiros e latino-americanos. Permanecendo com o problema: possibilidades trans*amazônicas líquidas

Frente a atual crise ecológica e ontológica mundial, esta apresentação argumenta que as performances du Uyra (Emerson Pontes) posicionam a comunidade trans* como permanecendo com a Amazônia, encarnando um compromisso de reimaginar as possibilidades do agora. Uyra nas suas performances evita o discurso da futuridade para “permanecer com o problema” (Haraway), recusando a paralisia tanto do desespero quanto do otimismo ingênuo. Esta recusa é estratégica. Uyra posiciona-se para fora e além da oposição binária entre a não-futuridade queer e o futurismo hetero-reprodutivo (Edelman) ou entre um porvir distópico inevitável e um futuro technotopia que salve a sociedade, o mundo. Em vez disso, Uyra (re)imagina um presente fluido, molhado queer como simultaneamente imbuído do desejo de Julio Esteban Muñoz por novas formas de ser, fazer e relacionar-se, isto é, cuir como possibilidade. Ao mesmo tempo, o filme não ignora a realidade material da perda. Nas performances, Uyra reconhece o que foi, é, e será a destruição (Halberstam, Pratt), fluindo pela tensão entre possibilidade e perda, entre esses dois polos, essas forças contraditórias. Através da interconexão / intercalação de comunidades humanas e além-humanas, ecossistemas trans* e amazônicos, Uyra convida os espectadores a “permanecer com o problema”, “dwell in the dissolve” (Alaimo) a re-imaginar possibilidades líquidas no agora, não num futuro distante ou abstrato.

Jeremy Lehnen é diretor da Brazil Initiative no Watson Institute e diretor do Center for Language Studies na Brown University. Atuou como diretor interino do programa de Estudos de Gênero e Sexualidade e diretor associado interino do Centro de Pembroke para Ensino e Pesquisa sobre Mulheres, também na Brown U. Atualmente, é editor executivo do Journal of Lusophone Studies. O seu livro Neo-authoritarian Masculinity in Brazilian Crime Film foi publicado pela University of Florida Press em 2022. Fez seu doutorado na University of New Mexico em estudos latino-americanos e lecionou na University of New Mexico, no Macalester College e na University of Colorado, Boulder. Tem ensaios publicados na Luso-Brazilian Review, Journal of Lusophone Studies, e Mexican Studies, entre outras revistas acadêmicas. Seus principais interesses de pesquisa abordam questões de gênero e sexualidade, particularmente a construção da masculinidade, no cinema latino-americano contemporâneo, produção cultural, e humanidades digitais.

23.01.2026 | par martalanca | CHAM, palestras

METEORIZAÇÕES, Filipa César et al

JAN – MAI 2026 Fundação Serralves, Porto 

Meteorizações, a primeira exposição antológica da artista Filipa César em Portugal, reúne mais de quinze anos de pesquisa, produção e colaborações com cineastas, artistas e investigadores como Sana na N’Hada, Sónia Vaz Borges, Marinho de Pina, Louis Henderson, et al.  A mostra apresenta filmes, objetos e documentos que evocam eventos históricos como a desobdiência antifascista portuguesa e a resistência anticolonial guineense, atravessando os arquivos audiovisuais do período das lutas de libertação, reflexões sobre o mangal, políticas da ótica e da tecelagem, e o pensamento agropoético de Amílcar Cabral.
O título remete para um conceito geológico usado por Cabral para pensar a relação entre território, história e transformação, orientando o percurso da exposição e a forma como são apresentados imagens, sons e memórias. Meteorizações articula diferentes épocas e materiais, convidando o público a refletir sobre processos e poéticas de resistência e a sua utilidade no presente.
A exposição é organizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, com curadoria de Inês Grosso, curadora-chefe do Museu de Serralves, e de Paula Nascimento, curadora convidada. A arquitetura da exposição, concebida em colaboração com o atelier Barbosa Mateus Arquitetos, recorre a materiais naturais e integra uma paisagem sonora criada por João Polido Gomes.


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Meteorisations, Filipa César’s first anthological exhibition in Portugal, brings together more than fifteen years of research, production and collaborations with filmmakers, artists and researchers such as Sana na N’Hada, Sónia Vaz Borges, Marinho de Pina, Louis Henderson, et al..The exhibition presents films, objects and documents that evoke historical events such as Portuguese anti-fascist disobedience and Guinean anti-colonial resistance, drawing on audiovisual archives from the period of liberation struggles, reflections on the mangrove, the politics of optics and weaving, and the agropoetic thinking of Amílcar Cabral.
The title refers to a geological concept used by Cabral to think about the relationship between territory, history, and transformation, guiding the exhibition’s trajectory and the way images, sounds, and memories are presented. Meteorisations articulates different times and materials, inviting the public to reflect on processes and poetics of resistance and their use in the present.
The exhibition is organised by the Serralves Foundation — Museum of Contemporary Art, curated by Inês Grosso, chief curator of the Serralves Museum, and Paula Nascimento, guest curator. The exhibition’s architecture - designed in collaboration with Barbosa Mateus Arquitetos - uses natural materials and incorporates a soundscape created by João Polido Gomes.

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Filipa César (Porto, 1975) desenvolve uma prática multidisciplinar que habita o território entre o cinema e as artes visuais. O seu trabalho explora os aspetos ficcionais do documentário e as políticas e poéticas da imagem em movimento, questionando as fronteiras entre realidade e representação. Integrada numa geração que utiliza o vídeo como ferramenta de registo e de expressão, César constrói narrativas deliberadamente ambíguas, onde a perceção se torna um campo de investigação estética e política.
Desde 2011, a artista dedica-se à investigação do cinema militante da Guiné-Bissau através do projeto coletivo Luta ca caba inda (A luta ainda não acabou), que examina o legado visual e político desse movimento. Este trabalho afirma-se como uma plataforma crítica sobre o passado colonial português e as suas reverberações contemporâneas, consolidando Filipa César como uma das vozes mais relevantes na reflexão pós-colonial em Portugal.
A exposição — a sua primeira grande antologia — marca o regresso da artista ao Museu de Serralves e apresenta um percurso abrangente da sua obra, funcionando também como ponto de partida para uma retrospetiva dedicada ao seu trabalho fílmico.

 

mais infos 

 

07.01.2026 | par martalanca | filipa césar

Memory Activism Across the Lusophone World: (Im)Possibilities of Decolonial Practice (Special Issue - Portuguese Studies Review)

Call for Papers 

Focusing on the past decade – particularly the summer of 2020 and its aftermath, which witnessed an unprecedented wave of iconoclastic acts against monuments and statues linked to colonialism, white supremacy, and slavery, alongside renewed calls for the decolonisation of museums and urban toponyms – much of the subsequent scholarly attention in English has centred on developments in the Anglophone world. Although these incidents, including but not limited to removals, renaming, and other symbolic transformations are not new and have long been part of political and cultural strategies of regimes and societies throughout history, their contemporary resurgence invites renewed reflection on how tangible and intangible forms of commemorations continue to affect national memory and collective identities. Against this backdrop, this special issue seeks to bring together new studies on parallel and emerging developments within the Lusophone (Portuguese-speaking) world.

By situating Lusophone case studies within a broader and longer historical pattern of memory contestations, and drawing on postcolonial memory scholarship – among them, Sites of Imperial Memory (Geppert and Müller, 2015) and Postcolonial Realms of Memory (Achille et al., 2020), which extend Pierre Nora’s (1984–1992) concept of lieux de mémoire (‘sites of memory’) to include imperialism and colonialism in national memory – the special issue aims to contribute to the expanding, though still comparatively limited, English-language scholarship on memory activism involving present-day commemorations and spaces connected with Portuguese colonial history. It will examine decolonial practices and explore the (im)possibilities of these efforts, whether through overt acts of iconoclasm or through subtler interventions – such as artistic or media-based engagements with ‘sites’. At the same time, it will recognise that such acts, in seeking either to erase entirely commemorations associated with Portuguese colonialism or to open space alongside commemorations for marginalised voices and silenced histories, simultaneously provoke retaliatory responses from those who criticise these (decolonial) actions.                                                            We seek contributions that engage with this outline, and while we welcome all studies addressing memory activism in relation to colonial memory sites of Portuguese provenance within Lusophone spaces, submissions should focus on events from the past decade (2015–2025), or revisit incidents before 2015 if they are examined in light of recent developments concerning ‘sites’, and relate to one or more of the themes listed below.


 

Commemoration, memory, and resistance in Lusophone contexts:

  • Analyses of commemorative and memory politics, including critiques of preservation, erasure, and (re)interpretation by government bodies, cultural institutions, or museums, particularly in relation to enduring colonial heritage and objects associated with colonialism.
  • Resistance to decolonisation initiatives, including political, institutional, or social defences of colonial sites, as well as responses from far-right movements, nationalist groups, or other actors opposing changes to public commemorative memory.
  • Public debates, controversies, or media coverage surrounding the maintenance, removal, or reinterpretation of colonial monuments and spaces.

Decolonisation, activist interventions, and cultural engagements in Lusophone contexts:

  • Acts of iconoclasm, vandalism, and other physical interventions which directly target colonial sites.
  • Popular and grassroots activist-led initiatives confronting or transforming Portuguese colonial sites, including protests, guided tours, and pedagogical interventions to decolonise sites.
  • Artistic and cultural interventions in any medium – literature, theatre, film, television, photography, or modern artworks – that challenge or reframe colonial sites and their associated narratives.
  • Collaborative or participatory projects that amplify marginalised voices, interrogate historical silences, or foster new forms of collective remembrance.

The chosen selection of the articles will be submitted to the journal Portuguese Studies Review for a special issue, with publication anticipated sometime in 2027. Please note that the journal is not open access and is freely available only to members of the Lusophone Studies Association (LSA). Contributors should be aware that the readership is therefore primarily academic and association-affiliated.

Initially, we seek abstracts of 350–500 words from potential contributors, along with a short bio (including institutional affiliation if any) of no more than 250 words. Please note that abstracts that are accepted will likely be included in the special issue following the contents page(s), under the title of contributors. As such, please ensure high-quality abstract submissions.

Abstracts, titles, and short bios must be sent by 31 March 2026 to both editors of the special issue: Andrew Nunes (studies.andrewnunes@gmail.com) and Leonor Rosas (leosrosas@gmail.com)

The goal is to incorporate nine articles with an introduction by the editors, resulting in the special issue consisting of ten articles. Once authors are informed if their abstract has been accepted (first in the special issue proposal to be sent to Portuguese Studies Review, and then in the final issue if it is accepted by the journal) authors will be required to submit their article of no more than 7,000–8,000 words, including footnotes, by 30 October 2026. Please note to NOT include images in your submissions, so please best describe anything that would otherwise have been done so using visual figures. Moreover, submissions must be in English and follow British spelling and the Chicago Manual of Style (footnote referencing with no bibliography at the end of the article). After receiving feedback from both the editors and anonymous reviewers, authors will revise their articles and send their finalised version in accordance with the provisional timeline below:

UNDERTAKINGS AND DUE DATES:

‘Call for Papers’ published online to solicit potential contributors. Dec. 2025

Potential contributors submit title, abstract (350–500 words, excluding references), and short bio (250 words). 31 Mar 2026

Editors review abstracts and notify contributors of acceptance or rejection. Apr. 2026

Submission of full special issue proposal to Portuguese Studies Review. May 2026

Contributors notified of acceptance of the full proposal and invited to submit full articles. May 2026

Submission of full articles (7,000–8,000 words, including footnotes; no images; English – British spelling; Chicago Manual of Style). 30 Oct. 2026

Full paper review by editors and anonymous peer reviewers. Nov. 2026 – Jan. 2027

Contributors submit revised papers based on reviewer/editor feedback. Feb. – Mar. 2027

Finalisation of special issue for journal editorial board review. Apr. – Jun. 2027

Target publication of special issue in Portuguese Studies Review. Q3–4 2027

We thank you for your interest in this special issue and look forward to receiving your submissions.

WORKS CITED:

Achille, Etienne, Charles Forsdick and Lydie Moudileno (eds.), Postcolonial Realms of Memory: Sites and Symbols in Modern France (Liverpool: Liverpool University Press, 2020).

Geppert, Dominik and Frank Lorenz Müller (eds.), Sites of Imperial Memory: Commemorating Colonial Rule in the Nineteenth and Twentieth Centuries (Manchester: Manchester University Press, 2015).

Nora, Pierre (ed.), Les Lieux de Mémoire, 7 volumes (Paris: Gallimard, 1984–1992). 

SELECT FURTHER READINGS:

Bethencourt, Francisco, ‘A Memória da Expansão’, in Francisco Bethencourt and Kirti Chaudhuri (eds.), História da Expansão Portuguesa: Ultimo Imperio e Recentramento (1930–1998), vol. 5 (Lisbon: Circulo de Leitores, 1999), pp. 442–80.

Cardina, Miguel, O Atrito da Memória: Colonialismo, Guerra e Descolonização no Portugal Contemporâneo (Lisbon: Tinta da China, 2023).

Gensburger, Sarah and Jenny Wüstenberg (eds.), De-Commemoration: Removing Statues and Renaming Places (Oxford: Berghahn Books, 2023).

Gutman, Yifat and Jenny Wüstenberg et al. (eds.), The Routledge Handbook of Memory Activism (Abingdon: Routledge, 2023).

Jerónimo, Miguel Bandeira and Walter Rossa (eds.), Patrimónios Contestados (Lisbon: Público, 2021).

Nunes, Andrew, ‘Decolonising Difficult Heritage Through Political Graffiti: (Re)Interpreting the Commemoration of Pedro Álvares Cabral in Santarém, Portugal’, Patrimônio e Memória, vol. 21, no. 1 (2025), 1–29.

Peralta, Elsa, Lisboa e a Memória do Império: Património, Museus e Espaço Público (Lisbon: Outro Modo and Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa, 2017). 

Ribeiro, Carla, ‘Wars of Memory and Identity Narratives in a Post-colonial World: The Case of the Monument to the Discoveries in Lisbon’, in Rodrigo Christofoletti (ed.), Heritage in Eight Acts: International Themes (Cham: Springer, 2024), pp. 1–22.

Rosas, Leonor, De quem se esqueceu Lisboa? - A luta pela inscrição da memória anticolonial e antirracista no espaço público (Vila Nova de Famalicão: Húmus, 2023).

Sousa, Vítor de, ‘Memory as an Interculturality Booster in Maputo, Through the Preservation of the Colonial Statuary’, Comunicação e Sociedade, special issue (2019), 269–86. 

05.01.2026 | par martalanca | call for papers

"Úlcera, Útero", de Brassalano Graça

Lançamento de Úlcera, Úteroromance de Brassalano Graça.

Apresentação por Teresa Pina, Professora universitária (ISCTE ), Ex-Directora da Amnistia Internacional.pt, Ex-Jornalista Sic-Notícias.

Revisitação de – Ofertório de Pragas – (contos) idemIntervenção por Abílio Neto, apresentador RTP-África, comentador RDP-África.

23 de Janeiro, 17h (chegada) UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa,

Avenida da Índia, n.º 110 1300-300 Lisboa.

Brassalano Graça Português, natural de São Tomé, tendo-se licenciado em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1995 ( com especialização em Televisão e Cinema ), laborou seguidamente na Rádio Paris-Lisboa / Radio France Internationale durante oito ( 8 ) anos, onde para além de incumbências jornalísticas várias deteve um referencial programa de Jazz intitulado ‘Até Jazz’, e foi condutor da série de Entrevistas ‘Geração 2000’. Colaborou com reportagens para o jornal Público, e com crónicas para o jornal Diário de Notícias, a título cívico. Foi colaborador e curador da Culturgest. Efectuou um mestrado na FCSH e ocupou a função de Gestor de Informação do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. É um entusiasta de Fotografia e Teatro, Tradutor, tem publicados um livro de poemas intitulado Súbito, e um livro de contos intitulado Ofertório de Pragas. Tem também publicado o romance Úlcera, Útero. É Autor do programa de rádio «Paixões Privadas» ( marca ) - https://www.rtp.pt/programa/radio/p7267 , e fundador do projecto ‘Odo’ ( iniciativa cultural para o Sul).

info lançamento aqui.

05.01.2026 | par martalanca | Brassalano Graça, literatura