Apresentação do livro "Fotografia Impressa e Propaganda em Portugal no Estado Novo"

A publicação é um estudo sobre a imagem fotográfica impressa produzida como instrumento de propaganda pelo Estado Novo português. Uma referência para historiadores, investigadores, colecionadores e fotógrafos. 

Através da montagem e da fotomontagem, a fotografia impressa durante o Estado Novo em Portugal explorou as possibilidades narrativas e conotativas da imagem em diferentes media, tornando-se relevante tanto na propaganda oficial como nos discursos de oposição ao regime.

Coordenado por Filomena Serra, o livro inclui 238 reproduções de 50 publicações históricas que vão de 1928 até ao fim da ditadura em 1974 (livros, revistas ilustradas e catálogos), organizadas em quatro capítulos temáticos e acompanhadas por comentários que resumem e contextualizam cada uma das publicações referidas. 

A apresentação terá lugar no sábado 25 de setembro pelas 16 horas no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. No debate  intervirão Emília Tavares, conservadora e curadora para a área da Fotografia e dos Novos Media do Museu Nacional de Arte Contemporânea; Jacinto Godinho, jornalista da RTP e Professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens; bem como Filomena Serra, historiadora da arte e investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea da NOVA/FCSH; e Leo Simoes, co-director da Editora Muga.

Fotografia impressa e Propaganda en Portugal no Estado Novo já está à venda na web da editora


15.09.2021 | par Alícia Gaspar | arte, Estado Novo, fotografia, fotomontagem, história, livro, Portugal

Eu nem sabia que Marvila existia

O livro Eu nem sabia que Marvila existia reúne dois anos de diferentes encontros em Marvila.

Com a participação de moradores e de investigadores de diversas áreas de trabalho (como o urbanismo, a arquitectura, a filosofia ou a história), o livro propõe um trajecto pela maior mas também das mais desconhecidas freguesias de Lisboa, Marvila.

O texto remonta às conversas entre estes diversos intervenientes, que tiveram lugar ao longo de dois anos em diversos bairros da freguesia, como se de uma única conversa, sem princípio nem fim, se tratasse. Uma conversa que projecta na paisagem do presente os múltiplos e complexos passados, e os futuros possíveis, de Marvila.

Com organização e montagem de texto de Maria do Mar em colaboração com Fátima Tomé e Inês Sapeta Dias (Arquivo Municipal de Lisboa), uma co-edição da CML com a DOCUMENTA e STET.  

Quinta-feira, dia 2, pelas 18h30 no Espaço BLX (Bibliotecas de Lisboa) da Feira do Livro de Lisboa.

31.08.2021 | par martalanca | livro, Marvila

LANÇAMENTO DO LIVRO - Lugares inCORPOrados

No âmbito das comemoracões do seu 30o Aniversário, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola, em parceria com a Associação Kalu e a consultoria da Arquitecta Isabel Martins, apresenta o livro “Lugares InCORPOrados”.

Com fotografias de Rui Tavares, coordenação e direcção artística de Ana Clara Guerra- Marques, pesquisa e textos de Isabel Martins e Cristina Pinto, figurinos de Nuno Guimarães e produção executiva de Jorge António, este livro faz parte do projecto que inclui também uma exposição itinerante que teve início em Abril e terminará em Dezembro.

Neste projecto, 16 bailarinos de 4 gerações da Companhia de Dança Contemporânea de Angola foram fotografados em conjunto com 16 edifícios e lugares da cidade de Luanda, evocando a multiplicidade de laços sociais e afectivos que se estabelecem entre as pessoas e os lugares que habitam.


As fotografias dão relevo a um património de importância fundamental para a caracterização, história e memórias da cidade capital de Angola, numa abordagem às afinidades entre a dança e a arquitectura, enquanto linguagens que espelham, na sua tridimensionalidade, as relações entre o corpo, o movimento e o espaço.

Investindo num olhar que privilegia o estético e o artístico este projecto quer alertar e participar na sensibilização da sociedade para o risco que corre parte fundamental deste património edificado, na esperança de que o mesmo possa ser resgatado, recuperado e devolvido à sociedade luandense.

O livro será brevemente apresentado ao público no dia 27 de Agosto, sexta-feira, às 17.00 Horas na União dos Escritores Angolanos. A entrada é livre.


Lugares inCORPOrados é um projecto – livro e exposição itinerante – que alerta para o risco que corre parte fundamental do património edificado da cidade de Luanda, na esperança de que o mesmo possa ser resgatado, recuperado e devolvido à sociedade. Dezasseis bailarinos de 4 gerações da Companhia de Dança Contemporâneade Angola foram fotografados em conjunto com 16 edifícios e lugares da capital, evocando a multiplicidade de laços sociais e afectivos que se estabelecem entre as pessoas e os lugares que habitam.

Numa abordagem às afinidades entre a dança e a arquitectura, as fotografias de Rui Tavares revisitam a história e as memórias da cidade, através das relações entre o corpo, o movimento e o espaço.
Fotografia | Rui Tavares

Coordenação e Direcção Artística | Ana Clara Guerra Marques

Pesquisa e Textos | Isabel Martins e Cristina Pinto

Bailarinos | Afonso Feliciano | Ana Clara G.M. | André Baptista | António Sande |Armando Mavo | Benjamin Curti | Carlos Silva | Dalton Francisco | David Godinez |João Paulo Amaro | Marcos Silva | Mónica Anapaz | Nuno Guimarães | Rita Oliveira |Rossana Monteiro | Samuel Curti

Figurino | Nuno Guimarães

Produção | Jorge António e Cristina Pinto

23.08.2021 | par Alícia Gaspar | angola, associação Kalu, Companhia de dança contemporânea de Angola, convite, dança, fotografia, lançamento, livro, Luanda, lugares incorporados

Dublinense lança aguardado novo romance de Cristina Judar, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura

”Elas marchavam sob o sol”, lançado 4 anos depois de seu último romance, apresenta narrativa sobre aprisionamentos relacionados ao feminino e a corpos dissidentes.

Em continuidade à trajetória iniciada pela autora em seus lançamentos anteriores, Elas marchavam sob o sol, segundo romance de Cristina Judar (ganhadora do Prêmio São Paulo de Literatura 2018 e finalista do Prêmio Jabuti) baseia-se em um extenso trabalho sobre o que é ser mulher no Brasil e no mundo, hoje e nas últimas décadas. 

“Neste romance, eu quis trazer à tona questionamentos sobre os mecanismos de exploração e de produção do corpo-capital, assim como sobre a estigmatização e o aprisionamento dos corpos do ser mulher (sejam elas cisgênero ou transgênero) e de uma infinidade de corpos dissidentes que são, há tempos, usados pelo sistema como território de contínuas invasões e aprisionamento”, declara a autora. 

 

SINOPSE

Elas marchavam sob o sol traz as trajetórias de duas jovens, Ana e Joan, que completarão 18 anos de idade em doze meses. Suas vozes e vivências são apresentadas em paralelo, a cada mês, até a data de aniversário.

Ana é diurna e contemporânea, é a mulher bombardeada por anúncios, pelo consumismo, pelas pressões de ordem estética e comportamental dos nossos dias. Joan é noturna, traz referências da ancestralidade, dos ritos de passagem e do entendimento sobre os ciclos da vida e da morte, do inconsciente e do imaginário popular. 

No decorrer da narrativa, são apresentadas as vozes de outras personagens relacionadas às protagonistas, assim como à vivência do cárcere e a tortura em diferentes níveis, inclusive com referência às experiências de prisioneiras políticas durante o período da ditadura militar no Brasil. Elas marchavam sob o sol é um romance sobre violência, perseguição religiosa, perda de liberdade e direitos, além de ser um libelo sobre a necessidade dos ritos, dos sonhos e da ressignificação dos corpos, questionando papeis sociais através da linguagem vibrante e singular de sua autora.

SOBRE A AUTORA

Cristina Judar nasceu em São Paulo, é escritora e jornalista, autora do romance Oito do Sete, ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura 2018 e finalista do Prêmio Jabuti do mesmo ano. Escreveu o livro de contos Roteiros para uma vida curta (Menção Honrosa no Prêmio SESC de Literatura 2014) e as HQs Lina e Vermelho, vivo. Seus textos curtos também figuraram em diversas antologias publicadas no Brasil e no exterior. Elas marchavam sob o sol é o seu segundo romance.

OPINIÕES SOBRE O LIVRO

“Em Elas marchavam sob o sol, Cristina Judar construiu uma narrativa poética e pungente, numa linguagem-punhal que entra na pele, que tudo desfaz e reordena. Não há como fugir ou sair incólume. Um belíssimo romance, para se ler como quem sonha.” – Carola Saavedra

“Escritoras do porte de Cristina Judar são necessárias pela capacidade de imprimir uma identidade, pela busca de caminhos sem facilidades para desconcertar o leitor, pela coragem de experimentar e envolver com ficção temas cuja natureza a sociedade ainda não conseguiu assimilar.” – Sérgio Tavares

“Com ‘Elas marchavam sob o sol’, Cristina Judar executa na sua ficção o que o filósofo Paul Preciado sugeriu ao refletir sobre produções artísticas, que é preciso pensar produções de contraficções capazes de questionar modos dominantes de vermos a norma e o desvio. Nesse romance, Judar arquiteta – retorce, flameja, dança – nomes e significados não descobertos (ou redescobertos) e corpos falantes que se reinventam. Mas se trata de uma arquitetura de existências fluidas. As medidas de tempo localizadas no livro são, na minha leitura, um derramar sonoro da imaginação da escritora.” – Raimundo Neto

10.05.2021 | par Alícia Gaspar | corpos dissidentes, Cristina judar, feminismo, livro, mulher, romance

"Formação de professores Primários e Identidade Nacional: Moçambique em tempos de mudança"

Novo livro do autor José de Sousa Miguel Lopes — Formação de professores Primários e Identidade Nacional: Moçambique em tempos de mudança


Inúmeros processos no campo político e educacional que se apresentam em Moçambique e com os quais o autor se viu confrontado mergulham suas raízes em acontecimentos da primeira década de independência (1975-1985), acontecimentos nos quais teve o privilégio histórico de participar ativamente. Vivenciou a agonia e queda do colonialismo, por força de uma luta armada de libertação nacional. Acompanhou in loco o processo que conduziu à independência de Moçambique, bem como as profundas transformações que se seguiram e que levaram o país a se envolver num projeto de construção do socialismo. Encontrou-se, pois, colocado face a face a um processo de ruptura política, econômica e social que vai fazer emergir uma nova nação, atravessada por divisionismos de todo o tipo, como o racismo, o tribalismo, o regionalismo, a opressão da mulher e pelo choque de valores culturais da sociedade tradicional feudal, da sociedade colonial e da nova sociedade socialista que se pretendia implantar.

Na década que precedeu a independência, foi professor primário em várias escolas da Região Sul do país. É nesse período que, progressivamente e de forma muitas vezes contraditória, vão avolumando-se discordâncias em relação ao ensino colonial, quer ao nível de seus pressupostos político-ideológicos, quer no campo pedagógico. Sua experiência de trabalho docente forjou-se, pois, no contato cotidiano com a perversidade do colonialismo, que discriminava a presença de negros, sempre uma minoria nas escolas, e que impunha programas de ensino completamente desligados da realidade.

Contudo, foi no ano de independência de Moçambique (1975) que o autor teve a possibilidade de iniciar, a outro nível, um processo de trabalho no campo de formação de professores primários. Com efeito, nesse ano foi chamado para trabalhar no Ministério da Educação e Cultura, tendo desenvolvido atividades durante cinco anos na Comissão de Formação de Quadros[1], estrutura que tinha por tarefa dirigir a formação inicial e em exercício dos professores do ensino primário (1ª a 4ª classes) em todo o país. Nesse período, foram criados 10 centros de formação de professores primários (um por província), os formadores de professores (instrutores) foram preparados, elaboraram-se os currículos, os programas de ensino, os textos de apoio, selecionaram-se livros didáticos, definiram-se critérios de seleção de alunos, foi elaborado o sistema de avaliação, o regimento do estágio, o regimento interno dos centros de formação de professores primários, definiu-se a articulação com a escola anexa e com a comunidade.

Em 1979, um novo ciclo se abre ao autor, quando foi indicado como Diretor Provincial de Educação e Cultura de Maputo (província que englobava a capital do país), tarefa que foi desempenhada pelo período de cinco anos. Nesse período, intensificou-se a guerra em Moçambique: primeiro, mediante a agressão do regime racista da Rodésia do Sul e, depois, por meio de ação armadas do regime sul-africano. Num contexto de guerra, novos desafios se apresentavam. Como fazer funcionar a educação e todos os outros setores de atividade econômica e social? Como garantir que a nação que estava emergindo não caísse sob novas tutelas, perdendo uma soberania tão duramente conquistada?

Em 1984, foi chamado, de novo, a trabalhar no Ministério da Educação, onde passou a trabalhar por um período de cinco anos, na Direção Nacional de Formação de Quadros de Educação. Essa estrutura passou a dirigir a administração unitária do Subsistema de Formação de Professores e a formação e aperfeiçoamento dos técnicos de educação. Assistiu-se, nesse período, a uma intensificação sem precedentes da guerra de agressão movida pelo regime do apartheid. De novo, emergiram reflexões sobre a edificação do homem moçambicano e da sociedade pluricultural em que ele se encontrava inserido. Eram várias as etnias, várias as línguas, em suma, várias culturas num mesmo espaço geográfico chamado Moçambique.

Todas essas questões acabaram por fazer emergir novos desafios no sentido de definir o que configura a identidade nacional e sua relação com a educação. É todo o envolvimento com o processo descrito que incitou o autor a penetrar de forma mais profunda e elaborada nas inúmeras facetas que estão presentes no binômio formação de professores primários/identidade nacional nos primeiros 10 anos de independência de Moçambique.

Como enfrentar, no campo social, o ressurgimento de antigos divisionismos (de ordem tribal, racial e de gênero) que poderiam pôr em causa o projeto de construção da nação moçambicana? Qual papel cabe à educação e, em particular, aos educadores?

Este livro, de 336 páginas, vai, por um lado, procurar cobrir a exiguidade de estudos que abordem essa problemática no caso moçambicano e, por outro, vai tentar oferecer subsídios para aqueles que acreditaram/acreditam na construção de uma sociedade livre, justa e soberana, onde, entre outras coisas, a educação e, em particular, a formação de professores primários, possam, de algum modo, contribuir para a formação da cidadania, sem prejuízo da diversidade cultural presente no tecido social moçambicano.

Ao analisar o caso moçambicano, procurou priorizar, no campo educativo, a vertente da formação de professores primários, pois é essa vertente que é decisiva para a formação da identidade nacional.

Nenhuma medida política para o problema da formação da identidade nacional será bem-sucedida se ela não conduzir a uma clara emancipação econômica para a maioria dos seus habitantes, se não assegurar um desenvolvimento nacional equilibrado. Na persecução desse princípio, a formação de professores primários, ainda que de forma modesta, poderá dar o seu contributo.

28.04.2021 | par Alícia Gaspar | educação, identidade nacional, José de Sousa Miguel Lopes, livro, moçambicanidade, Moçambique, professores, sistema educativo

"Crónica de uma deserção, Retrato de um país", livro de Fernando Mariano Cardeira

Fernando Mariano CardeiraFernando Mariano CardeiraFernando Mariano Cardeira nasceu em Fanhais, freguesia da Nazaré, a 11 de Outubro de 1943. 

Frequenta o Liceu da Figueira da Foz, 1954-59, e o Liceu de Leiria, 1959-61. Ingressa na Academia Militar (AM) em Outubro de 1961. Em 1965 ingressa no Instituto Superior Técnico como oficial-aluno da AM. Em 1968 requere o abate ao efectivo da AM por discordar da política colonial do governo. Reclassificado em Tenente-miliciano de Infantaria em Mafra, Abril de 1969. Interrupção do curso de Engenharia, que vem a completar em 1977.

Mobilizado para a Guerra Colonial em Maio de 1970. Em 23 Agosto de 1970 deserta a salto pela Serra do Gerês, e pede asilo político na Suécia.

Regressa a Portugal em Junho de 1974. Reintregado no Exército é convidado para Director de Informação da RTP, onde fica de Abril de 1975 a Abril de 1976. Funcionário dos Serviços de Apoio do Conselho da Revolução até Agosto de 1979. 

Completa o Curso de Engenharia Nuclear no Instituto National des Sciences et Techniques Nucléaires de Saclay, França, em Setembro de 1980. 

Em 1986 ingressa no Reactor Português de Investigação como Supervisor.

Aposenta-se em 2004. Representou Portugal em vários comités científicos da OCDE e da União Europeia.

Foi um dos fundadores da Associação de Exilados Políticos Portugueses (AEP61/74) em 2015. É actualmente Presidente da Direção da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória- NAM. 

27.03.2021 | par Alícia Gaspar | Africa, crónica de uma deserção retrato de um país, Fernando mariano cardeira, guerra colonial, lançamento de livro, livro, Portugal

África, os quatro rios, de António Pinto Ribeiro

22.05.2017 | par martalanca | Africa, antónio pinto ribeiro, livro

Lançamento de Choriro, último livro do Ungulani Ba Ka Khosa, a 17 de Junho em Lisboa

Por ocasião da publicação da sua última obra, Choriro, o escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa e a Sextante Editora estarão presentes a partir das 18h30 na livraria Bertrand, no bairro do Chiado (Rua Garett n°73-75, Lisboa). A apresentação da obra será realizada pela romancista portuguesa Lídia Jorge.

 

A escrita do Ungulani Ba Ka Khosa está repleta de imagens, é poética e metafórica mas, também, sob uma aparente inocência ou ligeireiza, impiedosa e muitas vezes onerosa (uma escrita que não poupa os leitores!). Entre os escritores moçambicanos, Ungulani Ba Ka Khosa é o mais reconhecido da sua geração. Autor de sete romances, recebeu algumas honrosas distinções: a sua primeira obra, Ualalapi (1987), obteve o Grande Prémio de Ficção Moçambicana em 1990, Os sobreviventes da Noite (2007), o prémio José Craveirinha de Literatura en 2007.

 

Recomenda-se vivamente a leitura das suas obras… Venham encontrar o autor e o seu livro!

 

 

 

13.06.2015 | par camillediard | Choriro, lançamento, literatura, livro, Ungulani Ba Ka Khosa

19 Maio| Apresentação do Livro de Soraia Simões: Passado-Presente Uma Viagem Ao Universo de Paulo de Carvalho

05.05.2013 | par joanapereira | apresentação, lançamento livro, livro, música, universo

Livro: Mandela - A construção de um Homem, segunda versão

Mandela - A construção de um Homem, cuja segunda versão, lançada no aniversario de Nelson Mandela, acrescenta depoimentos de três figuras determinantes na história da África do Sul os períodos pré e pós apartheid.
O livro narra a vida de Mandela através de uma sucessão de reportagens uma por cada ano que o jornalista António Mateus passou na África do Sul como correspondente da agência Lusa (10 anos), uma oportunidade que permitiu viver intensamente os acontecimentos até ao momento crucial das primeiras eleições livres. A segunda versão do livro, com três capítulos adicionais: depoimentos do melhor amigo de Mandela que mostra como era o líder dentro da prisão, do juiz do tribunal constitucional que foi vítima de atentado bombista em Maputo (onde estava exilado na década de 80) e por último do negociador chefe do último governo branco.

Editora Oficina do Livro

19.07.2012 | par candela | António Mateus, livro, Mandela - A construção de um Homem

23 Maio| Lançamento do livro "A bicicleta que tinha bigodes" de ONDJAKI, Brasil

Para mais informações consulte: www.kazukuta.com.

21.05.2012 | par joanapereira | Brasil, literatura, livro

Lançamento do livro 'A bicicleta que tinha bigodes', de ONDJAKI

” Quando ouvi a notícia na rádio, que iam dar uma bicicleta bem bonita, amarela, vermelha e preta, lembrei-me logo de falar com o tio Rui. Era um concurso nacional com primeiro prémio de uma bicicleta colorida que já apareceu na televisão, mas nesse dia na nossa rua não havia luz.
De noite, a falar com a minha almofada, eu até já prometi bem as coisas: “se eu ganhar a bicicleta colorida, vou deixar todos da minha rua andarem sem pedir nada, nem gelados nem xuínga.”
Essa promessa assim bem dura de fazer é que me fazia acreditar que eu ia mesmo ganhar a bicicleta.
Mas eu não tenho jeito nenhum para essa coisa das estórias. Falei com outros miúdos, para saber quem tinha ideias, quem queria participar no concurso nacional da bicicleta colorida, mas todos me gozam a dizer que essa bicicleta já deve ter dono, que já sabem quem é que vai ganhar.
Não entendi aquilo, mas não desisti. Fui ainda falar com o CamaradaMudo.
– É verdade que essa bicicleta que estão a anunciar na rádio não é de verdade?
– Claro que é de verdade – o CamaradaMudo respondeu. – Tu tens uma boa estória?
– Eu só tenho uma boa vontade de ganhar essa bicicleta.
– Mas para ganhares tens de inventar uma estória.
– Tou masé a pensar que devíamos pedir patrocínio no tio Rui, aquele que escreve bué de poemas.
– Isso não é batota?
– Batota porquê?
– E as outras crianças?
– Quero lá saber, não tenho culpa que o tio Rui vive aqui na minha rua. Eles que descubram também o escritor da rua deles. (…) ”

 

http://www.kazukuta.com/ondjaki/a_bicicleta.html

20.01.2012 | par joanapires | lançamento livro, livro, ondjaki

Lançamento do livro 'Guerra Colonial e Guerra de Libertação Nacional 1950-1974: o caso da Guiné-Bissau' de Leopoldo Amado

A apresentação estará a cargo de Maciel Santos, do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, e realizar-se-á na terça-feira, dia 24 de Janeiro, pelas 18h30, no Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza, Rua do Viriato 13).

 

Resumo

Guerra Colonial & Guerra de Libertação Nacional (1950-1974): o caso da Guiné-Bissau é um exercício historiográfico que teve por escopo essencial o incremento do estado atual do conhecimento da temática, tanto pela via de confrontação de visões, de documentação vária e de leituras advenientes das duas realidades da mesma guerra, como pela assunção deliberada de uma postura metodológica de permanente dissecação diacrónica, estrutural e conjuntural, dos vários contextos que conferem a esta guerra particularidades próprias e únicas, quando comparada, por exemplo, com as que ocorreram em Angola ou Moçambique.
A obra condensa um esforço de compreensão dos meandros históricos que, por um lado, quase levaram o Exército português a um colapso militar na Guiné-Bissau, e, por outro, quase catapultaram o PAIGC para a galeria histórica dos movimentos de libertação nacional do chamado Terceiro Mundo que se destacaram na luta anticolonial.

Trata-se de uma adaptação para o grande público da tese de doutoramento que, em 2007, Leopoldo Amado apresentou à Universidade de Lisboa.

Nota biográfica
Leopoldo Amado licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, concluiu o curso de Pós-graduação em Relações Internacionais (Estudos Islâmicos) pela extinta Universidade Internacional de Lisboa, e frequentou o curso de Mestrado em Estudos Africanos no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Concluiu em 2007 o Doutoramento em História Contemporânea pela Universidade de Lisboa e atualmente, além da atividade de docência na Uni-CV, em Cabo Verde, conduz um projeto de pós-doutoramento no CES.

17.01.2012 | par joanapires | guerra colonial, guerra libertação nacional, Guiné Bissau, lançamento livro, livro

"Henrique Galvão - Um Herói Português" de Francisco Teixeira da Mota

A história de um homem corajoso, sem medo dos poderes instalados que atravessou de forma desassombrada o século XX.

Sobre o Livro
A vida de Henrique Galvão é a de um herói português desassombrado que lutou sempre, com inalterável firmeza e fidelidade, por aquilo em que acreditava. 
Em 1961, Portugal e o mundo foram surpreendidos com o desvio do paquete de luxo Santa Maria, que navegava a caminho de Miami. O comandante dos revoltosos era Henrique Galvão. O que leva um capitão do Exército, antigo defensor de Salazar, a um gesto desta natureza?
Apoiante convicto do Estado Novo, que ajudou a criar ao participar na revolução de 28 de Maio de 1926, Henrique Galvão foi passando de salazarista fervoroso a desiludido pelo rumo da política nacional, até se tornar num acérrimo oposicionista. Como se operou esta transformação, quais os motivos e as circunstâncias  que lhe estão subjacentes? Estas e outras interrogações encontram neste livro uma resposta assente em factos comprovados e política e socialmente enquadrados.
Obra emocionante, baseada em inúmeros documentos inéditos e fotografias nunca reveladas ao público, Henrique Galvão – Um herói português, mais do que uma biografia de uma personalidade singular, é, em definitivo, o livro que faltava para compreender melhor um dos intervenientes mais notáveis da vida política nacional do último século e da História Contemporânea de Portugal.

Sobre o Autor
Francisco Teixeira da Mota é advogado. Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pós-graduado pelo Instituto da Comunicação Social da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Colunista do jornal Público desde a sua fundação, foi co-autor, com Paula Moura Pinheiro, de “Falatório”, programa da RTP 2 dedicado à justiça, e participou em “A Torto e a Direito”, programa semanal na TVI 24. É autor das obras Escrever Direito e Faça-se Justiça!, que reúnem crónicas de temática jurídica e Alves Reis – Uma história portuguesa.

21.11.2011 | par joanapires | história, livro

Sessão de apresentação do novo romance de Miguel Real, "A Guerra dos Mascates"

07.11.2011 | par joanapires | livro, romance

AFRICA: la política de sufrir y reír

NOVEDAD EDITORIAL
África: la política de sufrir y reír
Patrick Chabal
oozebap
285 pp. PVP: 16 euros

 

“Una importante reflexión sobre aquellos profundos aspectos de la vida africana que la mayoría de las ciencias políticas encuentra demasiado complicados de analizar. Chabal propone respuestas sencillas ante cuestiones muy complejas.”
John Lonsdale, Universidad de Cambridge
 
“En este apasionante libro, escrito con elegancia, Patrick Chabal sostiene que la ciencia política mayoritaria, así como las teorías políticas y económicas ortodoxas, no logran hacer justicia a las complejidades de la vida social africana. En su lugar, nos ofrece una sensitiva comprensión de las realidades políticas desde el punto de vista de la gente que las sufre, pero que también las utiliza en su lucha por una vida digna.”
Tim Kelsall, editor, African Affairs

Texto de la contraportada
Ante el exceso de simplificación de las ciencias sociales, Patrick Chabal utiliza una metodología que no se basa en la teoría política africanista tal y como se ejerce desde las últimas décadas. Es en los matices revelados de la vida, en las inconsistencias del comportamiento individual y colectivo, donde encontramos una visión más iluminadora de los acontecimientos y los procesos. Asimismo, se trata de un acercamiento igual de válido para África que para cualquier otra parte del mundo y rehuye, todo lo posible, el sesgo particularista basado en la suposición de que la realidad del continente africano desafía cualquier clasificación.
La reflexión política debe basarse en la inmediatez de la vida (y la muerte) cotidiana. ¿Cómo se define la gente a sí misma? ¿Dónde pertenece? ¿En qué cree? ¿Cómo lucha para sobrevivir y mejorar su condición? ¿Cuál es el impacto político de la enfermedad y la pobreza?
¿Cuándo se rompió el vínculo entre poder y autoridad? ¿Existen mecanismos de responsabilidad social? ¿Son realmente necesarios los partidos políticos? ¿Cómo interaccionan modernidad y tradición?
El libro nos ofrece una forma radicalmente diferente de analizar la política en África. Al centrarse en la inmensa mayoría de la población, y no en sus élites o en los análisis macroeconómicos convencionales, saca a la luz los modos en que los africanos «sufren y ríen».

Información sobre el autor
Patrick Chabal es uno de los teóricos sobre África más renombrados en todo el mundo. Profesor en el King’s College de Londres, se ha formado en las universidades de Harvard, Columbia y Cambridge. Residente durante un curso en el Instituto de Estudios Avanzados de Princeton, donde se forjó el presente libro, ha impartido clases en facultades de África, Estados Unidos y Europa. Ha escrito extensamente sobre historia, política y cultura de los países africanos y, de forma más general, sobre teoría política. Entre sus publicaciones, encontramos ‘Culture Troubles: Politics and the Interpretation of Meaning’ (2006) y ‘África camina: el desorden como instrumento político’ (1999) ambos con J.-P. Daloz; ‘Power in Africa’ (1992 y 1994) y ‘Amilcar Cabral:
Revolutionary Leadership and People’s War’ (1982 y 2003).

 

Descarga dos capítulos íntegros en PDF:

-Introducción

-La política de ser

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04.11.2011 | par joanapires | Africa, livro

O BARULHAMENTO DO MUNDO: Para além da tolerância

PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL | 25 outubro | 19h00-23h00

No panorama atual do mundo, a questão capital é saber-se como ser um eu mesmo sem sufocar o outro, e como abrir-se ao outro sem asfixiar o eu mesmo.”

(E. Glissant, Introduction à une Poétique du Divers, 1996)

Prosseguindo com o projeto editorial que integra o programa do AFRICA.CONT, publica-se agora o livro Poética da Relação de Édouard Glissant, inaugurando assim a nossa primeira incursão nos domínios da ensaística e das ciências sociais e humanas. O lançamento é acompanhado da estreia nacional de um filme documentário de Manthia Diawara - “Édouard Glissant, Um Mundo em Relação”, que co-financiamos; de um debate e de uma performance que o tomaram como ponto de partida.

Pretendemos assim chamar a atenção para uma obra e um autor muito pouco conhecidos entre nós, mas que têm um lugar cimeiro nos debates recentes, e nunca tão politicamente atuais, sobre o estudo crítico dos processos coloniais, dos seus efeitos e legados culturais nas sociedades e culturas colonizadas e colonizadoras, e sobre a interpenetrabilidade cultural que caracteriza o nosso mundo globalizado.

Ao procurarmos situá-lo, não podemos deixar de notar como as diferentes filiações nesse campo de estudos coincidem amplamente com as zonas de influência dos antigos, e resilientes, impérios coloniais – os mundos anglófono, francófono, hispanófono, e lusófono.

Apesar das suas proximidades, surgiram com diferentes designações: “estudos póscoloniais” dominantes, “crioulidade e crioulização”, “modernidade/colonialidade”, “mestiçagem”, e outras. Em qualquer dos casos se questionam se os respectivos pressupostos e desenvolvimentos têm um valor geral, ou se ficam circunscritos a particularismos históricos; com defensores de um ou outro ponto de vista. Mas curiosamente, os diálogos entre as diferentes correntes são inexistentes ou quase; e se os anglófonos partem exclusivamente das experiências coloniais e pós-coloniais anglosaxónicas, o mesmo pode ser observado nos restantes casos; na América hispânica e no Brasil os estudos das relações interculturais coincidem com os processos de construção e definição das respectivas identidades nacionais; os espaços da francofonia (negritude, crioulidade, etc), ao contrário dos outros casos, mantêm o seu centro de gravidade em França; e entre nós, vive-se privilegiadamente na paróquia lusófona.

No lugar das indiferenças mútuas, às vezes só relativamente indiferentes, parece-nos que seguir as pisadas de Glissant pode levar-nos por um caminho mais interessante e fecundo.

Se abordarmos o conjunto destas correntes como um arquipélago, seguindo o modelo de pensamento arquipelágico que propõe, será certamente possível reconhecer e proporcionar ligações litorais e de horizontes, sem que cada uma das ilhas abandone as suas especificidades, e idiossincrasias. Parafraseando Édouard Glissant, uma forma de pensamento mais intuitivo, mais frágil, exposto mas também disposto ao caos do mundo e aos seus imprevistos e desenvolvimentos.

Este livro abre a passagem para um arquipélago interpretativo cujos mares o Africa.Cont pretende continuar a navegar. www.edouardglissant.fr

19h00 POÉTICA DA RELAÇÃO, de Édouard Glissant

Lançamento do livro. Edição portuguesa pela Sextante/Porto Editora

Projecto co-financiado pelo AFRICA.CONT/CML

ÉDOUARD GLISSANT, UM MUNDO EM RELAÇÃO, de Manthia Diawara

Documentário, 2010, 51min | [estreia nacional]

Projecto co-financiado pelo AFRICA.CONT/CML

Manthia Diawara acompanhou Édouard Glissant no Queen Mary II, para uma travessia do Atlântico entre South Hampton (Reino Unido) e Brooklyn (Nova Iorque), uma rota que tantos escravos atravessaram. Uma viagem também pelo pensamento de

Édouard Glissant, dividida em temáticas diferentes, que traz uma nova luz ao seu trabalho.

Poeta, filósofo e romancista Édouard Glissant (1928-2011), francês nascido na

Martinica, é um dos principais pensadores contemporâneos no universo da crioulização, da diversidade e da identidade cultural. Desenvolve as teorias da Poética da Relação e de Todo-Mundo (Tout-Monde), nas quais o conceito de “relação” vem desconstruir a ideia de identidades fixas e unitárias, na defesa de uma nova dimensão da identidade na relação, um processo aberto interdependente, um sistema relacional que produz novas identidades, que acredita e valoriza a diferença e o direito à opacidade, sua e dos outros, reverso da mundialização uniformizante, um encontro onde despertamos o imaginário do mundo no outro.

Édouard Glissant é uma daquelas vozes excecionais que iluminam ou perturbam o trabalho e o pensamento daqueles que o cruzam pelo livro ou pela poesia. Nesta biografia intelectual, Manthia Diawara traça o perfil de Édouard Glissant e do seu conceito de Todo-Mundo. Uma voz que irá marcar o século XXI.

TRAILER 


Realização Manthia Diawara | Câmara Karim Akadiri Soumaila | Som Didier Brudell, Karim

Akadiri Soumaila | Montagem Laurence Attali | Assistentes Daman Diawara, Edgardo Parades

| Assistente de Produção na Martinica Danielle Nollet | Música Jacques Coursil | Tradução

Christopher Winks

A RELAÇÃO PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

Mesa Redonda com Manthia Diawara, Miguel Vale de Almeida,

Manuela Ribeiro Sanches e José António Fernandes Dias

22h00 CAIXA PRETA, um espectáculo de André e. Teodósio com Diogo Bento

Performance

“Tem o tempo a sua ordem já sabida; O mundo, não.” Camões

É com frequência que quem se dedica à aventura acabe por ir de encontro ao pior da experimentação.

Que afinal de contas o tempo dispendido em construção poderia ser inversamente calculado como anos andados à deriva.

Foi o que aconteceu a este ‘descobri dor’ que deu à costa na pior das manifestações do homem: uma caixa preta só comparável ao mercado dos escravos de Lagos. A convite do AFRICA.CONT, eis a minha homenagem a Édouard Glissant.

Porque a caixa preta é também a caixa negra onde se visualizam os acidentes do percurso da humanização.

Um espectáculo de André e. Teodósio | Interpretação Diogo Bento | Produção

Cristina Correia | Co-Produção AFRICA.CONT/CML e Teatro Praga

PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

[BEYOND TOLERANCE]

INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL | 25th October | 7 pm – 11 pm

In the current panorama of the world, the main question is to know how to be oneself without suffocating

the other, and how to open oneself up to the other without asphyxiating oneself.”

(E. Glissant, Introduction à une Poétique du Divers, 1996)

Continuez à lire "O BARULHAMENTO DO MUNDO: Para além da tolerância"

24.10.2011 | par joanapires | documentário, Édouard Glissant, livro, mesa redonda, o barulhamento do mundo

Apresentação do livro "Porque prevaleceu a paz - Moçambicanos respondem"

No 19º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz que pôs termo à guerra civil em Moçambique, o CEA – ISCTE-IUL associa-se à AWEPA, para apresentar em Portugal o livro Porque prevaleceu a paz – Moçambicanos respondem, da autoria de Lucia van den Bergh.

O livro foca os temas da construção da paz e dos processos de democratização em países africanos, neste caso específico o processo de paz em Moçambique.

Lucia van den Bergh foi representante da AWEPA em Moçambique na década de 90 e foi responsável por diversos programas de educação cívica. Em 2008, regressou ao país e entrevistou mais de 50 pessoas que estiveram directamente envolvidas no processo de transição para compulsar o modo como, passada mais de uma década, este era entendido e avaliado pelos que nele intervieram. Trata-se, portanto, de um documento reflexivo e de um instrumento importante para a análise dos processos de paz e transição para a democracia.  

A apresentação deste livro tem lugar no dia 4 de Outubro, pelas 18h30, na sala C101 do edifício II do ISCTE-IUL, em Lisboa.

Lucia van den Bergh fará uma palestra sobre «Moçambique: A passagem da guerra para a paz e a democracia num país pobre – Um caso único ou um exemplo para outros? E o que pensam os moçambicanos hoje?»

O livro será apresentado pelo Professor Doutor Luís Moita (Universidade Autónoma de Lisboa).

27.09.2011 | par joanapires | AWEPA, democratização, livro, Moçambique

O BARULHAMENTO DO MUNDO

27.09.2011 | par joanapires | cinema, livro, o barulhamento do mundo, performance

Aldeia Literária -Moçambique

Lançamento do livro “Antologia Poética II” Projecto Aldeia Literária. Escola Secundária Eduardo Mondlane. 14h. Gratuito.

Sexta-Feira, dia 6 de Maio, lança-se o livro Antologia poética II do projecto Aldeia LiteráriaAntologia Poética II é um labor literário produzido inteiramente pelos alunos das Escolas Secundarias do Distrito KaMavota, orientados pelo objectivo visado pelo projecto Aldeia Literária de fomentar a apreciação do texto.

A Aldeia Literária prepara, mais uma vez, uma festa de palavras onde as vozes vão entoar através de declamações e de uma peça teatral o seu modo de ver o mundo. Também haverá uma exposição e venda de livros (Aldeia Literária em parceria com AEMO).

 As actividades estão a ser promovidas pela Aldeia Literária em parceria com a Direcção de Educação e Cultura do Distrito Municipal de KaMavota. A edição deste livro em cartão foi também apoiada pela Embaixada de Espanha em Moçambique.

 

+ INFORMAÇAO

A Aldeia Literária é um movimento que está a ter lugar nas 8 Escolas Secundárias do Distrito Municipal de KaMavota, nas quais mais de 300 alunos se reúnem cada sábado com a finalidade de produzir textos literários, declamar poemas e discutir em volta dos textos por eles produzidos.

Este movimento teve o seu ponto início no ano passado, a partir de uma experiência piloto em que os alunos da Escola Secundária Eduardo Mondlane, juntaram-se para escrever e publicar a sua primeira antologia de poemas sob a orientação de Ivo da Costa e Francisco Chaúze. O resultado: “Entre nós e as palavras”, livro que foi possível de editar graças ao trabalho desenvolvido pela Editora “cartonera” Kutsemba Cartão.

04.05.2011 | par martalanca | livro