Guizef expõe “Figuras E Cores” na Galeria Artistas De Angola

Guizef “, artista plástico angolano, volta a Lisboa para apresentar o seu mais recente conjunto de trabalhos na exposição individual “Figuras e Cores”, que estará patente na Galeria Artistas de Angola, de 23 de junho a 24 de julho.

Giuzef 2022Giuzef 2022

Serão 20 obras, todas em acrílico sobre tela, onde os rostos, olhares e expressões angolanas estarão em destaque, com todos os seus detalhes, emoções e manifestações. A curadoria é do próprio Guizef, com apoio do Fotógrafo António Silva e do Arquitecto João Paixão Salvado.

A Galeria Artistas de Angola é em Lisboa, na Rua Sousa Lopes, N.º 12A.

Nas palavras de Guizef, “Figuras e Cores é o meu texto artístico, onde falo do meu povo, dos seus valores, das cores culturais e das suas evoluções e onde procuro apresentar o notável do “Made in África” dentro da máquina da globalização”.

Em todas as peças expostas é evidente a riqueza e variedade do povo angolano, as suas cores, vestes, adereços, manifestações e envolvência cultural. A expressão artística de Guizef traduz de forma perfeita a ancestralidade e a riqueza etnográfica das suas gentes. Não é fotografia, mas é como se fosse. O Realismo é puro, percetível e intrigante.

Augusto Zeferino Guilherme (Guizef), nasceu em Ambriz na província de Bengo (Angola), a 12 de janeiro de 1969, é autodidata e é talvez o pintor contemporâneo angolano mais entusiasmante e com maior expressão e crescimento. É membro da UNAP (União Nacional dos Artistas Plásticos), na sua visão artística a cultura africana incorpora uma fonte inesgotável de inspiração para cada uma das suas criações, tanto na pintura como na escultura. Guizef já realizou diversas exposições individuais e coletivas.

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Em dezembro de 2018 doou uma obra à princesa Charlene do Mónaco que posteriormente foi leiloada em Monte Carlo, na presença de sua alteza o Príncipe Albert II, para beneficência de crianças desfavorecidas no Líbano. Em 2020 foi o autor da peça q o Sr. Presidente da República Angolana ofereceu ao Papa Francisco no Vaticano. As suas obras já foram expostas em vários países, nomeadamente: Angola, Portugal, Itália, Noruega, Suécia e Emirados Árabes Unidos.

Convida-se os apreciadores e público a visitarem.

27.06.2022 | par Alícia Gaspar | arte, exposição, Galeria Artistas de Angola, Giuzef, realismo

Simpósio Internacional AfroLab 2022 | Chamada de trabalhos

O projecto de investigação AfroLab – A Construção das Literaturas Africanas. Instituições e Consagração dentro e fora do Espaço de Língua Portuguesa 1960-2020 (PTDC/LLT-OUT/6210/2020) convida a comunidade académica a enviar propostas de trabalhos para o Simpósio Internacional AfroLab 2022 (10 e 11 de Novembro).

A chamada acolhe propostas de comunicação que se foquem nas literaturas africanas de língua portuguesa, com abordagem teórica centrada no conceito de instituição enquanto entidade reguladora (agente) responsável pelo processo de consagração de um corpo literário, aplicado às literaturas africanas de língua portuguesa em perspectivas fundamentadas pela Literatura-Mundo (Moretti 2000 e 2003, Casanova 1999, Warwick Research Collective 2015, e mais imediatamente vinculado ao projecto: Helgesson e Vermeulen 2016).

Comunicações com abordagens comparatistas são especialmente bem-vindas. Os resumos podem ser submetidos em língua portuguesa ou inglesa.

Os tópicos de interesse do Simpósio são:

– A instituição das literaturas africanas em língua portuguesa dentro do espaço da língua portuguesa, em países africanos de língua portuguesa, em Portugal e no Brasil, com especial atenção aos agentes responsáveis por os levar ao primeiro plano do campo literário, como editores, académicos e instituições públicas;

– Publicações sobre factos e histórias das literaturas africanas de língua portuguesa nos mercados editoriais portugueses, brasileiros e africanos, com ênfase particular nas condições de desigualdade entre as diferentes áreas;

– Instituições públicas e privadas que contribuíram para a construção do cânone literário das literaturas africanas de língua portuguesa, como corpos governamentais, agências literárias, instituições culturais, associações de escritores etc.;

– A dimensão académica da construção do cânone no mundo em língua portuguesa, considerando o protagonismo de alguns destacados estudiosos e outros intelectuais no aparecimento de tais literaturas.

Calendário

Resumos em português ou inglês com não mais do que 300 palavras devem ser enviados através do formulário disponibilizado em https://forms.gle/EhAyvnb6fNHdFBox8 até 15 de Julho de 2022.

Notificações de aceitação serão enviadas até 31 de Julho de 2022.

O Simpósio ocorrerá em 10 e 11 de Novembro de 2022 em forma híbrida (presencial e online), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

É pedido a cada proponente que indique a modalidade preferida (presencial ou online) aquando do envio da proposta.

Valor de inscrição

Em breve, a comissão organizadora dará informações relativas à inscrição e ao pagamento.

A equipa do projecto AFROLAB

27.06.2022 | par Alícia Gaspar | afrolab, língua portuguesa, literatura africana, open call, simpósio internacional

Lisbon Revisited – Dias de Poesia 2022

Durante três dias, poetas e leitores de poesia conversam sobre livros publicados e por publicar, percursos na escrita, ressonâncias poéticas, o que cabe e o que sobra nos poemas.

Lisbon Revisited – Dias de Poesia é o encontro internacional de poetas que a Casa Fernando Pessoa organiza desde 2018 e que procura ser uma ocasião de convívio à volta da leitura. Este ano, os poemas conjugam-se em português e em espanhol. 

As sessões com os poetas serão transmitidas em direto nos canais digitais da Casa e ficarão disponíveis nesta página.

Programa

24 de junho 

19h às 21h - Abertura

Apresentação e leituras com todos os poetas:

Ana Martins Marques (Brasil), Felipe Benítez Reyes (Espanha), Hirondina Joshua (Moçambique), João Paulo Esteves da Silva (Portugal), Manuel Rivas (Espanha), Maria do Rosário Pedreira (Portugal), Miguel Cardoso (Portugal), Tatiana Faia (Portugal).

25 de junho

15h às 16h - Maria do Rosário Pedreira

Moderação: Aldina Duarte

16h30 às 17h30 - Manuel Rivas e Miguel Cardoso

Moderação: Susana Moreira Marques

18h às 19h - Tatiana Faia e João Paulo Esteves da Silva

Moderação: José Luís Costa

26 de junho

15h às 16h - Felipe Benítez Reyes

Moderação: Vasco Gato

Conversa em castelhano

16h30 às 17h30 - Ana Martins Marques e Hirondina Joshua

Moderação: Paola D’Agostino

18h30 às 19h30 – Encerramento

Luca Argel: Acima da rima a nota da canção

Performance de poesia e música

Bilhetes.

22.06.2022 | par Alícia Gaspar | casa fernando pessoa, EGEAC, lisbon revisited, literatura, poesia

Seeing Being Seen: Territories, Frontiers, Circulations 2022 – IV — María Rojas Arias

Hangar - Centro de Investigação Artística (Rua Damasceno Monteiro 12, 1170-108 Lisboa), sexta-feira, 24.06.22, 19h

Entrada livre

Projecção do filme “Abrir Monte” (Colômbia-Portugal, 2021, 25’, 16 mm. Transfer 4K) seguida de uma conversa entre María Rojas Arias e Raquel Schefer.

Uma programação de Raquel Schefer.

Still do filme 'Abrir Monte'Still do filme 'Abrir Monte'

Iniciado em 2020, o programa “Seeing Being Seen: Territories, Frontiers, Circulations”, uma proposta de Raquel Schefer, procura indagar as questões que atravessam a produção cinematográfica e artística latino-americana contemporânea. Através de formas cinematográficas experimentais, os filmes do programa figuram situações sensoriais de exposição do observador ao olhar do outro, um “ver sendo visto”, experiências de co- presença próximas de um modelo de co-representação que excede o binarismo sujeito/objecto. Os processos de activação, agenciamento e circulação de pontos de vista (humanos e não-humanos: maquínicos, animais, vegetais, minerais) atravessam as obras do programa. Todas elas superam as representações coloniais da paisagem, da natureza e da figura humana, num quadro de reciprocidade e de desantropocentrização, aspecto fundamental num período de catástrofe ecológica iminente — e de ameaça aos povos ameríndios.

Sinopse

A 19 de Julho de 1929, numa aldeia da Colômbia, um grupo de sapateiros planeou uma revolução para transformar as relações de classe e propriedade no país – auto- intitulavam-se “Os Bolcheviques do Líbano Tolima”. Não há registo dessa tentativa revolucionária que durou um só dia. As mulheres da vereda encontram-se com Aura, uma anciã anarquista, com a convicção de que a rebelião se encontra ainda em curso.

Biografias

María Rojas Arias (Bogotá) é uma artista visual e cineasta, formada na Escola de Artes KASK de Gante. O seu trabalho artístico foca-se na imagem em movimento em contextos audiovisuais e instalativos. Trabalha com material de arquivo oficial e não-oficial, procurando articular de maneira expandida as relações com acontecimentos específicos do passado que constituíram, entre outros aspectos, discursos nacionais, políticas de guerra, fundação e colonização de espaços. É co-fundadora de La Vulcanizadora, Laboratorio de Creación en Cine, Artes Visuales y Teatro Expandido.
Recebeu o prémio Next Generation da Fundação Príncipe Claus (Holanda) pelo seu trabalho audiovisual relacionado com a memória da primeira guerrilha da América Latina. O filme Abrir Monte foi exibido em diferentes festivais, tais como Documenta Madrid, Ji.lhava, Beijing, FICUNAM, Oberhausen, Bogoshorts, MIDBO, FICValdivia e Kinoforum. Abrir Monte foi galardoado com o Prémio Short Joy do Ji.hlava International Documentary Film Festival e com o Prémio para a Melhor Curta-Metragem Latino-Americana do Festival Internacional de Cine de Valdivia.

Raquel Schefer é investigadora, realizadora, programadora e docente na Universidade Sorbonne Nouvelle — Paris 3. Doutorada em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Universidade Sorbonne Nouvelle com uma tese dedicada ao cinema revolucionário moçambicano, é mestre em Cinema Documental pela Universidad del Cine de Buenos Aires e licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Publicou a obra El Autorretrato en el Documental na Argentina, bem como diversos capítulos de livros e artigos em Portugal e no estrangeiro. Foi Professora Assistente na Universidade Grenoble Alpes, docente nas Universidades Paris Est — Marne-la-Vallée, Rennes 2, na Universidad del Cine de Buenos Aires e na Universidad de la Comunicación, na Cidade do México, e investigadora convidada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. É bolseira de pós-doutoramento da FCT no CEC/Universidade de Lisboa, no IHC/Universidade Nova de Lisboa e na Universidade do Western Cape e co-editora da revista de teoria e história do cinema La Furia Umana. No CEC, é coordenadora do grupo “Visual Culture, Migration, Globalization and Decolonization” e, no IHC, da Oficina de História e Imagem. É conselheira de programação do International Documentary Film Festival Amsterdam (IDFA).

22.06.2022 | par Alícia Gaspar | abrir monte, cinema, exibição de filme, fronteiras, HANGAR, maría rojas arias, Raquel Schefer, seeing being seen, territórios

“É Noite na América”, nova exposição de Ana Vaz

4 julho a 7 outubro 2022   

Curadoria de Daniel Ribas

Entrada Livre · de terça a sexta · 14H00 – 19H00

Sala de Exposições da Escola das Artes da Católica

Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto

“É Noite na América” é o nome da mais recente exposição da artista brasileira Ana Vaz, com curadoria de Daniel Ribas, que estará patente na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. A inauguração da exposição está agendada para o dia 4 de julho, às 19h30, e integra o Programa Público da Porto Summer School on Art & Cinema 2022. “É Noite na América” é uma comissão e produção da Fondazione in Between Art Film e coproduzida pela Pivô Arte e Pesquisa e Spectre Productions. A exposição teve estreia mundial no prestigiado Jeu de Paume, em Paris, tendo seguido depois para Veneza. Chega, agora, ao Porto.

“Nesta exposição, a partir de materiais filmados em Brasília, Ana Vaz adensa a sua pesquisa sobre o confronto entre a utopia modernista da cidade com os animais, ditos ‘selvagens’, numa espécie de filme de terror experimental, questionando as nossas preconceções sobre cidade, natureza, humano ou ecologia”, refere Daniel Ribas, coordenador do mestrado em Cinema e curador da exposição da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto.

Ana Vaz é uma das mais relevantes artistas e cineastas contemporâneas, tendo os seus filmes e exposições circulado por diversos museus, festivais e cinematecas. O seu trabalho é marcado por um constante desafio experimental sobre as formas poéticas do cinema contemporâneo, ressaltando as profundas contradições do nosso tempo, sobretudo com as práticas destruidoras das instituições.

“Azul meio-dia. Sol de verão. Um corpo morto no meio da calçada. Nenhum ruído a não ser o zunido dos carros. Os passos desaceleram enquanto me aproximo do corpo: pelos ásperos, compridos, rajados de preto e rosa, patas em arco, unhas compridas como se congelado em pleno movimento, focinho longo de quem a terra quer comer. O corpo do filhote desgarrado de uma mãe em luto, atropelou-me. Na estrada da cidade-avião, Necrópole transformada em oásis pelos arquitetos, milhares de vidas acurraladas buscam refúgio nos seus jardins. Como velar por este morto? O filhote de tamanduá a quem não encontro nome a não ser Fuga, atropelado pela ferocidade dos carros, envenenado pelas peçonhentas plantações, morto pela expansiva cidade que acurrala qualquer vida que não se adapte a ela. 55 milhões de anos, neste instante. Azul meia-noite. Os bichos retornam à cidade. Fazem ninhos nos parques de estacionamento. Celebram o lixo de seus habitantes num festim noturno que foge à tirania do sol, dos monumentos, das estradas, dos palanques. Feitiço animalesco contra o império da morte na calada da noite americana: tempo que faz do dia noite. Também tempo do bicho-cinema que tenta acompanhar Fuga através de sua própria pele de flme vencido, em vias de extinção. Analógica pele escamando o fm de um século marcado pela sua maior característica: o lixo. Analógico lixo resgatado como testemunha desta fauna em fuga da extinção” – É assim que a artista Ana Vaz retrata através de uma visão muito própria as criaturas da noite do jardim, ao mesmo tempo que faz o paralelismo com a vida na cidade e as suas inquietudes.

“É Noite na América” é uma exposição em formato de instalação fílmica gravada no jardim zoológico de Brasília, habitat de centenas de espécies resgatadas na cidade. Tamanduás, lobos-guará, corujas, cachorros-do-mato, capivaras, carcarás se encontram com biólogos, veterinárias, cuidadores e a polícia ambiental, que através de uma trama soturna onde os desafios da preservação da vida tecem uma trama de perspetivas cruzadas. Nesta iteração, a exposição expande-se de forma poética, assim como de arquivo, contos e conversas num diorama ilusionista onde é possível observar e sermos observados. No final de contas, quem são os verdadeiros cativos? As criaturas, ou nós? Uma exposição a não perder, patente na Escola das Artes da Universidade Católica no Porto até 7 de outubro. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

Sobre a artista:

Ana Vaz nasceu no planalto central brasileiro habitada pelos fantasmas enterrados pela capital federal modernista Brasília. Cerratense de origem e andarilha por escolha, Ana viveu nas terras áridas do Brasil central e do sul da Austrália, nos pântanos do norte Francês e nas margens orientais do Atlântico Norte em Portugal. Atualmente, traça a sua caminhada entre Paris e Brasília. Nos seus trabalhos questiona o cinema enquanto arte do (in)visível e como instrumento capaz de desumanizar o humano, expandindo as suas conexões e devires com outras formas de vida — tanto humanas, como espectrais.

Consequências ou expansões da sua cinematografia, as suas atividades incorporam-se também na escrita, na pedagogia crítica, em instalações ou caminhadas coletivas.

Os seus filmes foram apresentados em festivais de cinema, seminários e instituições tais como a Tate Modern, Palais de Tokyo, Jeu de Paume, Berlinale Forum Expanded, New York Film Festival, TIFF Wavelengths, Cinéma du Réel, Courtisane, entre outros. Destacam-se algumas das suas exposições recentes: “Penumbra” exposição coletiva no Complesso dell’Ospedaletto (Veneza), “É Noite na América” exposição individual no Jeu de Paume (Paris), “Os filmes de Ana Vaz” exposição individual no Dazibao (Montréal), 36º Panorama de Arte Brasileira “Sertão” exposição coletiva no MAM (São Paulo), “Meta-Arquivo 1964-1985: Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura” exposição coletiva no Sesc-Belenzinho (São Paulo) e “Profundidad de Campo” exposição individual no Matadero (Madrid). Em 2015, recebeu o Kazuko Trust Award concedido pela Film Society of Lincoln Center em reconhecimento da excelência artística e da inovação do seu trabalho em imagem em movimento. Em 2019, recebeu o apoio do Sundance Documentary Film Fund para completar o seu primeiro longa-metragem.

Ana Vaz é também integrante e fundadora do coletivo COYOTE, juntamente com Tristan Bera, Nuno da Luz, Elida Hoëg e Clémence Seurat, um grupo interdisciplinar que trabalha nos campos da ecologia e ciência política através de formas experimentais (conversas, derivas, publicações, eventos e performances).

22.06.2022 | par Alícia Gaspar | ana vaz, arte, cultura, daniel ribas, é noite na américa, Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, porto

Hápax: uma exposição de Mattia Denisse

Inauguração: Culturgest Lisboa, 24 de junho, entre as 22:00 e as 00:00. Curadoria: Bruno Marchand

Mattia Denisse, (…) que vai de mundo a mundo (…) 2021 (da série Húmus)Mattia Denisse, (…) que vai de mundo a mundo (…) 2021 (da série Húmus)Hápax é a mais extensa apresentação do trabalho de Mattia Denisse (Blois, França, 1967) até à data.

Distribuídos por sete núcleos, os desenhos e as serigrafias reunidas na exposição permitem conhecer os grandes eixos de produção que o artista desenvolveu nos últimos quinze anos e através dos quais se desvenda um universo tão singular na sua identidade quanto múltiplo nos seus interesses. Tudo o que é da ordem da realidade, mas também da surrealidade, do sonho, da especulação, do fantasma, do espanto e dos fenómenos subtis, tem cabimento à luz da atenção do artista.

Um certo apreço pelo estudo e pelos métodos científicos detém, contudo, maior peso na sua obra. É por isso que nela abundam noções como ensaio, tratado, história, compêndio, ou alusões a ramos da ciência como a geometria, a ótica, a física ou a patafísica: todos eles instrumentos para a observação e reificação de um mundo interior caleidoscópico.

22.06.2022 | par Alícia Gaspar | Culturgest, desenho, hápax, inauguração, mattia denisse, serigrafia

Jantar CBA

“Chá de Beleza Afro: Empoderando a mulher a cada dia”

Hoje, dia 15 de Junho às 20:00H, realizar-se-á um Jantar de networking no Espaço Espelho d’ Água, que pretende dar continuidade 6ª edição do “Chá de Beleza afro”, ocorrida a 4 de Junho no Fórum Lisboa.

CBA tem como objetivo criar espaços de partilha de experiências pessoais, profissionais e ligadas ao empreendedorismo. É um evento de networking e afroempreendedorismo onde uma série de oradores que abordam temas inclusivos e representativos da mulher negra, dando-lhes assim uma voz e um espaço de discussão de muitas realidades partilhadas entre si. A mais recente edição teve como tema “Vive o teu sucesso”, com testemunhos e dinâmicas que procuraram motivar os seus participantes em direção ao sucesso.

O jantar que vai suceder este evento, pretende dar seguimento a este tema, de modo a aprofundar a conversa sobre o que é o sucesso nas suas diferentes possibilidades e ambivalências. Vai contar ainda com a presença de personalidades como a ex-ministra da justiça Francisca Van-Dunem, a atriz e apresentadora Nádia Silva, a historiadora Joacine Katar Moreira, o jornalista Conceição Queiroz, a deputada Romualda Fernandes e muitas mais.

Sobre CBA

CBA é um evento que visa promover o afroempreendedorismo e networking, através de palestras e testemunhos de personalidades que inspiram e são fonte de inspiração. Conta também com momentos musicais de artistas afrodescendentes e com uma homenagem a uma figura de destaque.

O evento decorreu no passado dia 4 de Junho presencialmente no Fórum Lisboa, das 14h00 às 00h00, contou com oradoras e oradores de diversas áreas, nomeadamente Romualda Fernandes, da esfera política; a apresentadora Nádia Silva, a atriz e modelo Ana Sofia Martins e a estilista Roselyn Silva, da moda, entre outras/os do empreendedorismo, coaching, consultoria de imagem, e não só.

O Chá de Beleza Afro é um evento genuinamente inclusivo e representativo que nos últimos anos tem promovido o encontro e aproximação entre a comunidade negra e afrodescendentes que vive e passa por Lisboa.

Através da sua dinâmica de relação próxima entre participantes e oradores, esta rede tem permitindo a criação de parcerias e sinergias para a valorização e promoção da africanidade em vários domínios, quebrando estigmas e preconceitos sociais em relação às pessoas e certas profissões, e colocando lado a lado, com todo o mérito e humanismo, exemplos tradicionais e improváveis de sucesso. A escolha do tema “Vive o Teu Sucesso” justifica-se numa altura em que muito se fala de autocuidado, aceitação, autoconhecimento, e cada vez mais temos acesso a informações que nos levam a questionar quem realmente somos e que caminho queremos seguir colocando o sucesso muitas vezes como algo intangível ou condicionado a fatores diversos.

“Mas, afinal o que é o sucesso?” A sexta edição ajudou os participantes a refletirem e encontrarem respostas sobre isso. O evento foi dividido entre palestras, dinâmicas adaptadas ao tema, testemunhos reais, momentos culturais, uma tarde e noite que proporcionou aos participantes uma tarde rica em debate e ação empoderadora com foco na mulher africana e afrodescendente,mas incluindo todos, independentemente do género ou nacionalidade, que se interessem sobre empreendedorismo, inclusão e humanismo.

Redes Sociais:

Instagram: @chadebelezaafro

Facebook @chadebelezaafro

15.06.2022 | par Alícia Gaspar | chá de beleza afro, espaço espelho d'agua, feminismo, fórum lisboa, jantar cba, negritude, networking, vive o teu sucesso

FesThink de 11 a 12 de junho

A Festa do Pensamento, parte integrante do New European Bauhaus Festival, vai debater temas como crise climática, justiça social, democracia ou racismo, através da música, poesia, leitura dramática e oficinas, no Solar dos Zagallos, em Almada.

 

No fim de semana de 11 e 12 de junho, o Solar dos Zagallos, na Sobreda, vai receber concertos, debates, oficinas e leituras dramáticas, que vão envolver o público diretamente na ação. 

Trata-se de uma festa para celebrar uma das principais características da humanidade: a faculdade de pensar. A Festhink - festa do pensamento - propõe uma reflexão conjunta de filósofos, atores, músicos, arquitetos, jornalistas e também do público, de todas as idades, sobre temas que, sendo profundos, tocam-nos da forma mais banal no nosso dia a dia, como a crise climática, a justiça social, o racismo ou a democracia.

A FesThink procura trazer a arte do diálogo para o centro das relações sociais e contribuir ainda para a disseminação do pensamento crítico na sociedade, como ação política, mas também de fruição.

O Comissário do Plano Nacional das Artes, o docente, ensaísta e curador Paulo Pires do Vale; o Professor Catedrático do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa, João Constâncio; o arquiteto e escritor vencedor do Prémio Leya 2021, José Carlos Barros; a ativista interseccional e artista multidisciplinar Nuna; a filósofa do ambiente Sofia Guedes Vaz; o filósofo e músico Bartholomew Ryan; a atriz Rita Durão; o autor da banda sonora da série “Coisa Mais Linda”, o brasileiro João Erbetta e a Academia de Música de Almada são alguns dos vários nomes que vão protagonizar uma programação transdisciplinar, que junta o exercício de pensar ao de imaginar. Confira a lista de todos os participantes aqui.

A programação abre com a palestra/oficina A Arte de Florescer, que vai explorar as possibilidades de uma vida ecológica na filosofia e na arte como uma forma de coexistência, criativa e crítica. No Jardim do Solar dos Zagallos, os participantes serão convidados à prática de pequenos exercícios de observação do que está à volta. Os debates serão entrecortados por música, leitura perfomática e de poemas. Confira a programação completa aqui.

Os dois dias da Festa serão apenas o início de um projeto que pretende envolver a comunidade de Sobreda ao longo do ano, levando a uma nova Festa em 2023, revela a Diretora da FesThink, Mirna Queiroz: “A convocação para a reflexão não se furta ao sentido prático do conhecimento. O que define a FesThink é a ideia de “Refazer o mundo”. Com isso, coleccionamos e, de certa forma, contamos projetos que buscam uma ideia de reconstrução a partir da cidade, do bairro, da escola, de casa, obedecendo a uma lógica que privilegie as relações nas suas múltiplas dimensões. Como propõe a filosofia andina do “bem viver”, o FesThink expressa-se através de uma noção de memória e horizonte. Tradição e Vanguarda. Passado e futuro. Sem perder de vista a urgência do agora. No final deste ano de ocupação, novamente a Festa, para celebrar o feito e apontar um novo desafio.”

Festa é um dos capítulos de Festival internacional

A FesThink integra o New European Bauhaus Festival, uma iniciativa da União Europeia que reúne pessoas de todas as esferas da vida para debater e moldar um futuro mais sustentável.

Os principais temas do Festival são beleza, sustentabilidade e inclusão. Compartilha os mesmos objetivos da FesThink, de construir conexões entre diferentes atividades e indivíduos, entre os mundos da pesquisa, ciência e tecnologia, aos da educação e engajamento civil, da arte e da cultura.

O quê?
Festhink - Festa do pensamento
Todas as sessões são gratuitas (sujeito a lotação do espaço)

Onde?
Solar dos Zagallos, 
Largo António José Piano Júnior, Sobreda, Almada

Quando?
Dia 11 das 10h às 18:30
Dia 12 das 15h às 19:45.

Nota. Por cortesia, a equipe do Zagallos oferece uma visita guiada pelo Solar, imponente edifício construído no século XVII, no dia 12, das 11h às 12h. As inscrições podem ser feitas pelo seguinte email: solar@cma.m-almada.pt 

10.06.2022 | par Alícia Gaspar | Almada, concertos, crise climática, cultura, debates, democracia, festa do pensamento, FesThink, justiça social, leituras dramáticas, oficinas, pensar em conjunto, racismo

Cosmos, espetáculo das autoras de "Aurora Negra"

Cosmos

23 jun - 3 jul 2022

qua - sáb, 19h > dom, 16h

Sala Garrett, D.Maria II

O que existiu, existe e existirá.

Cosmos é a segunda parte de uma trilogia em construção. Uma viagem interplanetária, onde se procura um tesouro para a criação de um novo mundo. Nesta viagem, será impossível não questionar a humanidade e o caminho percorrido até aos dias de hoje. Uma jornada de onde se extrapolam diferentes futuros possíveis. Do individual ao coletivo, do micro ao macro, este espetáculo tem a intenção de aprofundar as mitologias que circundam a criação do mundo. Uma epopeia onde o tempo e o espaço se confundem, dando origem a uma sobreposição de acontecimentos reais e/ou ficcionais.

Através do resgate da mitologia africana e da sua mistura com mitos europeus, Cosmos projeta-se num horizonte afrofuturista, enquanto questiona se somos apenas frutos das histórias que nos contam. Todo o Griot carrega como destino não deixar morrer a sua história.

direção artística e criação Cleo Diára, Isabél Zuaa, Nádia Yracemacom Ana Valentim, Ângelo Torres, Bruno Huca, Cleo Diára, Isabél Zuaa, Luan Okun, Mauro Hermínio, Nádia Yracema, Paulo Pascoal, Vera Cruzconsultoria artística Welket Bunguéapoio à dramaturgia Melissa Rodriguesapoio à criação Mário Coelho, Inês Vazmúsica original Nuno Santos (Chullage), Carolina Varela, Yaw Tembecenografia Tony Cassanellivídeo Felipe Drehmerfigurinos Eloísa D’Ascensão, Mónica Lafayette
fotografia e design de imagem de cartaz Marco Maiato
administração Cama A.C Daniel Matos, Joana Flor Duarteprodução executiva Maria Tsukamoto produção Cama A.Ccoprodução Teatro Nacional D. Maria IIresidências artísticas O Espaço do Tempo, Teatro Viriato

Sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e Conversa com artistas após o espetáculo

26 jun > dom, 16h

Sessão com Audiodescrição

3 jul > dom, 16h


10.06.2022 | par Alícia Gaspar | afrofuturismo, aurora negra, cleo diára, coletivo, cosmos, Isabél Zuaa, mitologia africana, Nádia Yracema, teatro, teatro dona maria

Novo EP do DJ Danifox "Dia não mata dia"

©Márcio Matos©Márcio MatosOut and about for some time now, under his own name but also as part of the long-standing Tia Maria crew, Danifox refreshes the scene in 2022 with this distinctive EP. In quasi-permanent flirt with the dancefloor, the producer unfolds organic textures, bass and very lively drums to pass along this feeling of spontaneous creativity. “I want to write this song again” is repeated over and over in “SOLO”, supported by suspenseful piano and various types of percussion. The bass appears to tie everything together, just occasionally grounding the groove.

“Sanidade” is similar in tone and construction, a brief, odd, 01:51 of loose vocals, brass and beats, a non-formatted structure, weird patterns, oozing style.

But the opener “Criança” already gives away all the science at work here. Bouncy yet introspective, Dani’s hands sounding like a virtual band of jamming musicians. A rich and unexpected dance tune.

Up one level in “Long Way Talk (Reprise)”: the organic core, by now clearly a signature, complemented by a discreet bleep, introducing a deep house sub-structure that suddenly vanishes 30 seconds before the end.

Still further on, “Lost” is the closest to a peak-time banger. Bleeps and hand drums go wild over a steady beat, the piano still keeping a circumspect tone, never giving the whole entirely away to a carefree dance mode.

A permanent game of body and soul acting out their respective claims over sound, we sense Danifox is fully present, respectful of a natural flow, and upon reaching “No Stage” it’s hard not to take note of the masterful balance between organic and synthetic, happy and sad, timid and confident. There’s definitely a voice here.

Listen here.

Danifox. ©Marta PinaDanifox. ©Marta Pina

Agenda: 

2 de Julho

Jardim de Verão na Fundação Gulbenkian

7 de Julho

Palco WTF do festival NOS Alive

A editora Príncipe apresenta 2 showcases no festival Primavera Sound

Sexta-feira na edição de Barcelona, Príncipe 10 Anos c/ DJ Firmeza, DJ Kolt, DJ Lycox e DJ Marfox

Sábado na edição do Porto, Príncipe 10 Anos c/ DJ Firmeza, DJ Kolt, DJ Marfox e Nídia, ambos no palco - e com transmissão - Boiler Room.

***

Artist: DJ Danifox

Title: Dia Não Mata Dia

Label: Príncipe

Formats: Digital

CAT#: P047

Release date: 10 June 2022 

Tracklisting

1. Criança

2. Long Way Talk (Reprise)

3. Sanidade

4. Lost

5. Solo

6. No Stage

Written and produced by PT Musik

Mastered by Pedro Cardoso (DJ N.K)

Artwork by Márcio Matos

10.06.2022 | par Alícia Gaspar | dia não mata dia, dj danifox, lançamento disco, música, tia maria crew

Temos de Falar — 11 junho

Sábado, dia 11 de junho, às 18h. Apareçam para ver, ouvir, sentir e participar em mais uma conversa dirigida por Gisela Casimiro, desta vez com a participação de Joana Von Bonhorst e Carmo Gê Pereira.

Na livraria barata, Av. de Roma 11-A, 1049-047 Lisboa.

08.06.2022 | par Alícia Gaspar | carmo gê pereira, debate, joana von bonhorst, livraria barata, temos de falar

Open Call - Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa

O CUMPLICIDADES – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa, convida à apresentação de projetos internacionais, para artistas estrangeiros residentes em Portugal, para integrar a programação da próxima edição, que terá lugar em Maio de 2023 em Lisboa.

A presente convocatória pretende recolher propostas de criadores estrangeiros residentes no país para a apresentação de espetáculos a realizar em espaços de cena convencionais ou não-convencionais, espaços expositivos ou em contexto de rua. 

Tratando-se de um festival de Dança, espera-se que as propostas apresentadas tenham em consideração esta especificidade, seja enquanto meio de reflexão crítica e teórica, seja enquanto forma de produção e prática artística.

Com uma curadoria distinta a cada edição, o festival destaca-se pelo fato de ver sempre renovada a sua linha programática, potenciando diferentes visões e abordagens no domínio da dança contemporânea. O tema estabelecido por Luiz Antunes, curador da programação nacional do  Cumplicidades em 2023, é Cara a Cara, Somos todos Sapiens, com uma interpelação implícita à reflexão sobre os aspectos conturbados dos tempos em  que vivemos. A sua programação contempla os limites e as fronteiras, nos planos da cultura e do território, assim como na experiência dos corpos e da interioridade. Esta open call vem lançar o desafio de abordar e expandir estas questões, a partir do ponto de vista de artistas internacionais que residem atualmente em território português.

A seleção dos projetos será feita pela equipa da EIRA, com vista a integrar a programação internacional – esta deverá ser articulada com a linha programática definida por Luiz Antunes, de forma a criar uma coesão temática de programação. 

  • Privilegiam-se os projetos que não tenham sido apresentados em Lisboa;
  • Cada proponente deverá enviar apenas um projeto;
  • A candidatura pode ser feita em termos individuais ou por coletivos artísticos (formais ou informais);
  • São aceitas candidaturas em Português, Espanhol e Inglês;
  • O festival cobre todos os custos inerentes à apresentação: cachet, gastos relativos a técnica, alojamento (quando não sediados em Lisboa), alimentação e transporte;

A contratação irá cumprir as regras do Estatuto do Trabalhador da Cultura.

Calendarização prevista:
Prazo de envio de propostas: 15 de Junho de 2022
Respostas por email: 1 de Julho de 2022
Período de apresentação: Maio 2023 (datas precisas a definir futuramente)

Como candidatar-se:
Enviar para o email producao@festivalcumplicidades.pt (peso máximo de 10 megas), com assunto “Convocatória_Nome do Artista” , a seguinte informação (arquivo em PDF):

* Dados de contacto (Nome, email, telemóvel)
* Sinopse do projeto
* Breve biografia dos elementos que compõem a equipa artística
* Rider técnico
* Condições financeiras
* Link para vídeo integral
* Imagens / Fotografias

Em caso de dúvidas ou questões, enviar por favor email para producao@festivalcumplicidades.pt

07.06.2022 | par Alícia Gaspar | arte, cultura, dança, dança contemporanea, festival cumplicidades, open call

CONDOMÍNIO – Propositário Azul

Um espetáculo criado com a comunidade, sobre cidadania, sobre pertença a lugares, sobre consciência política e sobre o conflito endémico entre interesses individuais e coletivos. A aparente austeridade funcional, balofa e monótona, de uma reunião de condomínio tolda uma variedade de acontecimentos e de revelações de natureza intrinsecamente teatral que este projeto propõe desmontar e expor.

As consequências podem ser sérias e provocar o riso ou a lágrima, ou perturbar convicções religiosas e políticas, mais ou menos enraizadas. O divertimento teatral surge dum amargo de boca e encontra reflexos na comédia negra, no thriller psicológico, no romance de faca e alguidar ou “telenovelístico”, e na tragédia. Neste Ágora, com paredes e teto, revela-se o que há de autêntico e de autorrepresentado nos indivíduos, expõem-se contradições, idealizações, a bondade e a rudeza, o cinismo, o desejo, a solidão, o egoísmo, os vazios da alma, os dogmas e os preconceitos. É um espaço para o debate e para a entreajuda, para o conflito aberto e para a resolução de tarefas banais, mas também para os “big statements” épicos.

“Condomínio” é a microescala da ação política e da praxis republicana. É o lugar de confluência da ação de natureza pública e do que é da ordem do privado, o lugar da organização social em que se manifestam, de forma explícita, as relações entre vontade e o dever. Nas reuniões de condomínio podemos observar um conjunto de interações humanas em que interesses individuais se disputam sob o plano da gestão do bem comum. A dimensão cívica e política dessas relações entra em confronto com a familiaridade entre as pessoas, com a banalidade dos hábitos ou a irrelevância dos episódios diários que disputam o protagonismo dessas sessões. A pretexto deste formato, tudo pode acontecer: debates ideológicos, momentos fraternais, confidências, discussões acesas e passionais, defesa da honra, conversas via Skype, interrupções arbitrárias (o mundo que corre em paralelo, lá fora – a vida da casa, o gato de estimação, os filhos, o telefonema do emprego, o atraso por causa do trânsito, etc.), discursos galvanizados, afirmações morais. É uma reunião que radiografa o corpo social expondo uma visão crua das complexas articulações que comandam os comportamentos e as interações humanas.

No Centro Cultural Malaposta, Rua Angola, 262O-492 Olival Basto.

Agenda

JUN 16 a 19

Qui a Sáb – 2OH3O
Dom – 16H3O

Auditório

12€ | Descontos aplicáveis

9O minutos

M/12

Bilhetes 

***

propositário azul, associação artística foi fundada em 2003, reunindo um grupo de criadores nas áreas do teatro, artes plásticas, música e vídeo, com o intuito de se constituir como plataforma dinamizadora de projetos, promovendo a troca de experiências e a autonomia artística e profissional de criadores de sensibilidades diferentes. Os espetáculos teatrais criados até ao momento resultam duma atenção dada ao conhecimento da dramaturgia universal, num compromisso privilegiado com obras de escritores portugueses e lusófonos, ensaiando práticas de trabalho e de pesquisa dramatúrgica, escrita e rescrita de textos, adaptações, recolhas e interpretação de determinados contextos e realidades.

06.06.2022 | par Alícia Gaspar | cidade, comunidade, condomínio, consciência política, sociedade, teatro

VI Encontro de Cinematecas Ibéricas

Entre 6 e 7 de junho de 2022, às 19h, a Cinemateca acolhe o VI Encontro de Cinematecas Ibéricas, dedicado ao tema Cinema e educação, que serve de pretexto para a exibição numa sessão pública, com apresentação, do filme Révolution École 1918-1939, de Joanna Grudzinska.


Sinopse:

A história de um sonho e da sua parcial (temporária?) derrota. Com base em documentos de arquivo hoje em grande parte esquecidos, Joanna Grudzinska analisa as tentativas radicais de concetualização e construção de uma nova escola que nasceram na Europa no rescaldo da Primeira Guerra Mundial, que foram rapidamente interrompidas pelo contexto da Segunda, e que só parcialmente foram retomadas depois. São abordadas as ideias e as experiências de Rudolf Steiner, Maria Montessori, Célestin Freinet, Alexander S. Neill, Ovide Decroly, Paul Geheeb ou Janusz Korczak – “estes pedagogos que, a contracorrente dos dogmas da sua época, inventam uma educação mista e livre em que a realização plena da criança triunfa sobre a disciplina” (Pierre Ancery).

06.06.2022 | par Alícia Gaspar | cinema, cinemateca, cinematecas ibéricas, educação, história

[RE]CANTOS: Pontes para o Encontro

Candidaturas abertas nas artes performativas até 15 de junho

Residência Artística inclui Caminhada com cantos por ruas de Lisboa


Residência Artística Internacional [RE]CANTOS: Pontes para o Encontro, idealizada pelo L.A.P. - Laboratório de Artes Performativas em conjunto com Graziele Sena, recebe candidaturas até 15 de junho, com sessões de trabalho em Lisboa.

A residência internacional inédita em Portugal decorre entre 01 e 13 de agosto de 2022, com Caminhada por ruas do centro de Lisboa em 10 de agosto. Os artistas Gustavo Antunes, Julia Medina e Miriam Freitas fundadores do L.A.P.- Laboratório de Artes Performativas convidam a artista brasileira Graziele Sena, ex-integrante do Open Program of Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards, e mais 11 artistas a serem selecionados por convocatória aberta, cujas candidaturas são até 15 de junho.

A chamada dirige-se a atores, performers, bailarinos, cantores, encenadores, coreógrafos e investigadores das artes cénicas interessados pela exploração da voz, do canto, da palavra falada e cantada. É para quem quer explorar o canto e o cantar como vias para um encontro com o outro e para a potencialização da presença em cena.

A Residência parte de um trabalho sobre cantos tradicionais afro-diaspóricos – e do ato de cantar em grupo – compreendidos enquanto pontes para um encontro não só intercultural, mas também um encontro entre passado e presente, entre tradição e contemporaneidade. Trata-se de perseguir uma das perguntas fundamentais da investigação da artista Graziele Sena: podem a vida, a memória e a experiência preservadas no canto antigo serem (re)cantadas através de uma nova oralidade? Ao longo do processo, o canto será abordado em sua relação com diferentes elementos do ofício performativo: a atenção, o contato, a ação, a intenção, a ação física, entre outros.

Em [RE]CANTOS: Pontes para o Encontro, o teatro, o canto – e o cantar juntos – são veículos para a interação humana, para a integração social e para a valorização de culturas e narrativas historicamente estigmatizadas no Portugal contemporâneo. Propõe-se como um gesto artístico - ao mesmo tempo social e político - que visa criar um espaço coletivo de trabalho e escuta, bem como de estímulo ao convívio e ao encontro intercultural.

Esta iniciativa integra o Programa do IBERCENA e está aberta a todos os integrantes dos seus países-membros. A participação na Residência Artística é gratuita.

***

L.A.P - Laboratório de Artes Performativas surge no início de 2020, em plena pandemia, a convergir interesses e esforços de seus fundadores Gustavo Antunes, Julia Medina e Miriam Freitas, no sentido de investigar, criar e promover projetos artísticos e pedagógicos na área das artes performativas. Em 2021, realiza a Residência Artística Entoar o Corpo Sensível com o apoio do IBERCENA, em sua primeira edição em Portugal, da Fundação GDA e do ICNOVA da NOVA de Lisboa. Sítio eletrónico do LAP.

03.06.2022 | par Alícia Gaspar | arte, cultura, graziele sena, IBERCENA, L.A.P, open call, teatro

Porto Summer School - 4 a 8 julho

Escola das Artes organiza semana internacional dedicada ao Brasil e à sua diversidade 


A 4ª edição da Porto Summer School of Art & Cinema, organizada pela Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, regressa de 4 a 8 de julho. O evento, este ano em parceria com a Kebraku (associação cultural sediada em Portugal que fomenta a diversidade da cultura brasileira), contará com a presença de Ana Vaz, João Salaviza, Renée Nader Messora, Kaê Guajajara, Kleber Mendonça Filho, Lilia Moritz Schwarcz, e de Susana de Sousa Dias. Tem como tema “Brasil – Dinâmicas Cruzadas de Alteridade”. 

“É muito importante para a Escola das Artes organizar anualmente uma Summer School internacional, permitindo uma maior exposição dos seus estudantes e docentes ao que de melhor se faz a nível nacional e internacional,” explica Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. “É uma oportunidade única onde os participantes estarão imersos em discussões sobre o Brasil e as suas dinâmicas culturais, entre práticas artísticas, atmosferas criativas e um mergulho histórico e contemporâneo nas epistemologias do Sul,” refere ainda.  

A 4ª edição da Porto Summer School on Art & Cinema contará com a presença de um grupo de convidados relevantes como historiadores, realizadores e cantores. Kaê Guajajara (compositora, atriz, fundadora do coletivo Azuruhu e autora do livro Descomplicando com Kaê Guajajara – O que você precisa saber sobre os povos originários e como ajudar na luta antirracista); Kleber Mendonça Filho (um dos mais importantes realizadores do cinema brasileiro contemporâneo); Ana Vaz (artista e cineasta brasileira cujo filmes, instalações e performances constroem relações entre o Brasil modernista e as comunidades indígenas) e João Salaviza + Renée Nader Messora (dupla de cineastas que se dedicou a documentar a comunidade indígena Krahô, dando origem ao filme “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”) serão alguns dos artistas presentes nesta semana dedicada à arte e ao cinema. Contará também com a presença de Lilia Moritz Schwarcz, uma académica que se tornou referência fundamental para pensar o Brasil de hoje. 

A Porto Summer School on Art & Cinema é organizada pela Escola das Artes e pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes, da Universidade Católica Portuguesa. Decorrerá em parceria com a Kebraku, a associação cultural baseada em Portugal que promove a diversidade da cultura brasileira. Este evento terá também um programa público, a divulgar em breve, e que será composto principalmente por sessões de cinema e abertura de exposições, nas quais participarão os realizadores/artistas.  

Mais informações.

01.06.2022 | par Alícia Gaspar | Brasil, cultura, escola das artes, porto, summer school

EcoImagens - Festival de Cinema Indígena da Amazônia

Em parceria com o Doclisboao Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra apresenta o EcoImagens - Festival de Cinema Indígena da Amazônia.

O festival, que decorre nos dias 1 e 2 de Junho (15h) na Casa de Cinema de Coimbra e no dia 3 de Junho (19h), na Cinemateca Portuguesaapresenta uma seleção de olhares cinematográficos sobre a Amazônia que se concentra no vínculo dos povos da região com a sua terra, em diálogo com produções indígenas do resto do Brasil. 

Numa época de globalização, desterritorialização e desmaterialização das relações humanas, este cinema chama a atenção para a centralidade dos laços físicos e emocionais com determinados lugares e seres humanos e não-humanos que dão sentido à nossa existência. Nas imagens que estes filmes nos trazem, a Amazônia deixa de ser um lugar longínquo, idealizado e objetificado pelo olhar externo ocidental, e transforma-se numa realidade concreta e palpável através do registo do quotidiano de povos indígenas intimamente ligados aos lugares e seres da sua região.

É através da imagem cinematográfica que as/os cineastas documentam as suas vidas e nos apresentam a sua perspetiva sobre a sua terra, reconfigurando a Amazônia e o Brasil como lugares onde pessoas, animais e plantas convivem há milénios e onde lutam por continuar a co-existir neste mundo ameaçado pela destruição ambiental.

A programação tem a curadoria de Graciele Guarani, Ailton Krenak, Rodrigo Lacerda, Martiniano Neto, Patrícia Vieira e conta ainda com a participação especial de Kamikia Kisêdjê.

Programa

Parentes na Resistência

1 de junho de 2022, 15h00, Casa do Cinema de Coimbra 

Parente – A Esperança do Mundo, de Graciela Guarani
A serpente e a Canoa, de Anne Dantes (em colaboração com Ailton Krenak) 
Última Volta do Xingu, de Kamikia Kisedje e Wallace Nogueira 
Mesa-redonda com: Ailton Krenak, Graciela Guarani e Kimikia Kisedje

Cosmovisões Indígenas

2 de junho de 2022, 15h00, Casa do Cinema de Coimbra

Shuku Shukuwe – A Vida é para Sempre, de Pajé Agostinho Manduca Mateus Kaxinawá e Ikã Nas Bai Muru Huni Kuin
Mulheres Indígenas Universo de um Novo Mundo, de Graciela Guarani
Wotko and Kokotxi – Uma História Tapayuna, de Kamikia Kisedje
Mesa-redonda com: Graciela Guarani, Kimikia Kisedje

Do Presente para o Futuro

3 de junho de 2022, 19h00, Cinemateca Portuguesa

Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20, de Kamikia Kisedje
Nossos Espíritos Seguem Chegando - Nhe’ẽ Kuery Jogueru Teride Kuaray Poty/Ariel Ortega e Bruno Huyer, com Pará Yxapy, Kerechu Miri/Elza Ortega e Pará Reté/ Elsa Chamorro
Nhemongueta Kunhã Mbaraete: Conversas n. 4, de Michele Kaiowá, Graciela Guarani, Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Sophia Pinheiro
Mesa-redonda com: Ailton Krenak, Graciela Guarani e Kimikia Kisedje

31.05.2022 | par Alícia Gaspar | amazônia, cinema, Cinema Indígena, ecolmagens, festival de cinema, kamikia kisêdjê

Festa do projeto ReMapping Memories Lisboa - Hamburg: Lugares de Memória (pós)coloniais

Com um passeio-áudio à cidade literária, uma festa com leituras visionárias e uma intervenção artística nos ferries entre Lisboa e a margem sul do Tejo, o Goethe-Institut Portugal, juntamente com muitos colaboradores e convidados, celebrou no passado dia 28 de Maio o fecho preliminar do projecto ReMapping Memories Lisboa - Hamburg: Lugares de Memória (Pós)Coloniais. As boas-vindas foram dadas por Susanne Sporrer e Marta Lança, responsáveis pelo projeto.

Decorreu uma tertúlia sob o lema “leituras visionárias”, com contribuições de autores, entrevistados, artistas e ativistas que participaram ao longo dos últimos anos no ReMapping Memories, como Jéssica Falconi, Inês Beleza Barreiros, José Baessa de Pina, Gisela Casimiro, Ariana Furtado, Joaquim Arena, Isabel Castro Henriques e João Pedro George. Com moderação de Mariama Injai.

Após dois anos de reflexão e intervenção sobre as diferentes facetas pós-coloniais das cidades portuárias de Lisboa e Hamburgo, é tempo de entregar o projecto às duas sociedades para que esta troca possa continuar a muitas vozes.

30.05.2022 | par Alícia Gaspar | ativismo, festa do projeto remapping, Goethe institut, pós-colonialismo, ReMappingMemories, tertúlia

Manuscrito P. António Vieira S.J. na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

 

Terá lugar, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a apresentação do manuscrito original da Clavis Prophetarum do P. António Vieira S.J..

Para mais informações poderá consultar a página Oggi Trovato.

Para se inscrever, por favor, clique aqui.

Uma colaboração entre a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
e a Universidade Gregoriana.

 30 de Maio de 2022

16h30

Anfiteatro I 

28.05.2022 | par arimildesoares | apresentação de manuscrito, faculdade de letras lisboa, padre antónio vieira s.j.

Chá de Beleza Afro — Vive o Teu Sucesso!

Chá de Beleza Afro prepara-se para receber cerca de 600 pessoas no maior evento de Afroempreendedorismo e networking feminino de Portugal!

 

Seja uma mulher que levanta outra mulher

Inspirar e ser fonte de inspiração

Sucesso não combina com desculpas

Vais querer o teu chá, com ou sem açúcar?

Junta-te ao Chá de Beleza Afro e sê AfroPower!

O Chá de Beleza Afro prepara-se para bater o recorde de participação e receber cerca de 600 pessoas na sua sexta edição, a realizar-se no dia 04 de junho, no Fórum Lisboa, sob o lema “Vive o Teu Sucesso”. Este é um evento que visa promover o afroempreendedorismo e networking, através de palestras e testemunhos de personalidades que inspiram e são fonte de inspiração. Conta também com momentos musicais de artistas afrodescendentes e com uma homenagem a uma figura de destaque.

O evento que vai decorrer presencialmente, das 14h00 às 20h00, conta com oradoras e oradores de diversas áreas, nomeadamente Romualda Fernandes, da esfera política;  a apresentadora Nádia Silva, a atriz e modelo Ana Sofia Martins e a estilista Roselyn Silva, da moda, entre outras/os do empreendedorismo, coaching, consultoria de imagem, e não só.

O Chá de Beleza Afro é um evento genuinamente inclusivo e representativo que nos últimos anos tem promovido o encontro e aproximação entre a comunidade negra e afrodescendentes que vive e passa por Lisboa. Através da sua dinâmica de relação próxima entre participantes e oradores, este rede tem permitindo a criação de parcerias e sinergias para a valorização e promoção da africanidade em vários domínios, quebrando estigmas e preconceitos sociais em relação às pessoas e certas profissões, e colocando lado a lado, com todo o mérito e humanismo, exemplos tradicionais e improváveis de sucesso.

A escolha do tema “Vive o Teu Sucesso” justifica-se numa altura em que muito se fala de autocuidado, aceitação, autoconhecimento, e cada vez mais temos acesso a informações que nos levam a questionar quem realmente somos e que caminho queremos seguir colocando o sucesso muitas vezes como algo intangível ou condicionado a fatores diversos.“Mas, afinal o que é o sucesso?” A sexta edição vai ajudar a refletir e encontrar respostas sobre isso.

O evento será dividido entre palestras, dinâmicas adaptadas ao tema, testemunhos reais, momentos culturais, proporcionando aos participantes uma tarde rica em debate e acção empoderadora com foco na mulher africana e afrodescendente,mas incluindo todos, independentemente do género ou nacionalidade, que se interessem sobre empreendedorismo, inclusão e humanismo.

Como toda boa festa, haverá música ao vivo e outras performances artísticas.

 Sobre o Chá de Beleza Afro

O Chá de Beleza Afro surgiu com o propósito de conectar mulheres africanas e afrodescendentes.

Há 6 anos, aquando da sua criação não existia nenhum espaço fora da academia que abordasse as problemáticas das mulheres negras. O CBA é um espaço pioneiro que congrega as mulheres negras, dando-lhes voz e contribuindo para a visibilidade e sucesso dos seus projectos de empreendedorismo.

O Chá de Beleza Afro é uma plataforma de networking que visa promover e empoderar as mulheres africanas e afrodescendentes em várias esferas da sociedade,  através de eventos, debates e ciclos de conversas.

Criado por Neusa Sousa, Mestranda em Estudo das Mulheres, Promotora cultural, apresentadora e produtora de Conteúdos do programa bem-vindos da RTP África, o Chá de Beleza Afro vai além deste evento, sendo um movimento de conexão, oportunidades e inspiração entre mulheres e homens, através de histórias de superação e sucesso.

Temas e oradores

Para o painel de oradoras nesta 6ª Edição, trazemos mulheres de diferentes nacionalidades, que se têm destacado nas mais diversas áreas da sociedade e na defesa e promoção das mulheres africanas e afrodescendentes.

●      Quem define sucesso e o que entendemos por sucesso;

●      Sucesso é uma coisa transversal para todos;

●      A visão homogéneo de sucesso;

●      A jornada da mulher no mercado de trabalho;

●      Realidade atual da mulher africana na esfera social, política, económica e na educação;

●      Falta de referência negra nos lugares de decisão;

●      O olhar discriminatório da formação e competências na ótica do sucesso.

●      Sociologia do sucesso

Como participar: Participação mediante inscrição obrigatória.

O valor da inscrição é 25,00€ e a lotação é limitada.

O Pagamento poderá ser feito por transferência bancária pelo NIB 0007 0386 0003 3170 0099 8 (Titular: Ednilze Luiz) ou através do MBWay pelo número 969641760

Os interessados devem enviar o comprovativo para o e-mail: eventochadebelezaafro2021@gmail.com

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Contactos

Neusa Sousa

Tlm 969 641 760

Local

Fórum Lisboa - Av. de Roma 14, 1000-143 Lisboa

26.05.2022 | par Alícia Gaspar | ana sofia martins, chá de beleza afro, comunidade negra, empreendedorismo, nádia silva, negritude, neusa sousa, romualda fernandes, roselyn silva