Afropeu | A diáspora negra na Europa, de Johny Pitts

Redescobrir a Europa pelo olhar das comunidades afropeias. Afropeu – A diáspora negra na Europa, de Johny Pitts, é uma viagem pelos locais do Velho Continente onde os europeus de ascendência africana jogam com obediências múltiplas e constroem novas identidades. A obra vencedora do Prémio Europeu de Ensaio 2021, traduzida pelo escritor Bruno Vieira Amaral, chega a Portugal pela Temas e Debates a 2 de junho, e a sessão de lançamento, que conta com a presença do autor e de Bruno Vieira Amaral, acontecerá no dia 4 de junho, às 18h, na livraria Ler Devagar, em Lisboa.
Fascinante e arrebatador, Johny Pitts traz a visibilidade necessária a comunidades negras que continuam a ser silenciadas. De Afropeu – A diáspora negra na Europa resulta um mapa alternativo, que nos leva da lisboeta Cova da Moura, com a sua economia clandestina, a Rinkeby, zona de Estocolmo onde oitenta por cento da população é muçulmana. Johny Pitts visita também a Universidade Patrice Lumumba em Moscovo, onde os estudantes oeste-africanos continuam a aproveitar ao máximo as ligações com a URSS surgidas durante a Guerra Fria, e Clichy-sous-Bois em Paris, onde nasceram os motins de 2005. Seja qual for a geografia, são os afropeus os protagonistas da sua própria história. Com um efeito quase cinematográfico, é notável a maneira como Johny Pitts capta o espírito de cada lugar, fazendo com que a perceção que o leitor tem da Europa seja desafiada e reimaginada.

Sobre o autor:

Johny Pitts, movido pela sua própria história, viajou por vários países europeus (França, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Suécia, Rússia e Portugal) em busca de comunidades negras que não tivessem a visibilidade merecida. Como resultado, Afropeu – A diáspora negra na Europa é um belíssimo estudo sobre a identidade negra na Europa. Venceu também os prémios Leipzig Book Award for European Understanding 2021,Jhalak Prize 2020 e Bread & Roses Award for Radical Publishing em 2020.

O autor vai estar em Portugal para o lançamento do livro e está disponível para entrevistas.

Sessão de lançamento, com a presença do autor e de Bruno Vieira Amaral

dia 4 de junho

18h00

Livraria “Ler Devagar”

Lisboa

30.05.2022 | por arimildesoares | A diáspora negra na europa, Afropeu, Bruno Vieira Amaral, Johny Pitts, lisboa, Livraria ler devagar

II Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África

II EJICPLP África | 25.26.27 maio de 22 |Evento Híbrido


As inscrições já se encontram abertas para a 2ª edição do Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África, que irá decorrer nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2022 em formato híbrido (presencial - ISEG em Lisboa e online – streaming), com entrada livre, mas mediante registo, disponível aqui. 

Neste 2º ano, o EJICPLP sobre África consolida-se como um espaço de promoção e divulgação de trabalhos de jovens investigadores na área de Estudos Africanos em Língua Portuguesa para debaterem a ciência numa perspetiva multidisciplinar relativamente a África.

Celebrando o Dia Internacional de África, que se comemora a 25 de maio, a 2ª edição do Encontro tem como temática a INOVAÇÃO, tendo como objetivo debater o papel da ciência na inovação em África. Visa-se aprofundar e saber até que ponto a investigação científica sobre África tem produzido ou trazido inovação ao continente Africano, bem como debater a possível necessidade de se reformular questões e metodologias de investigação científica, numa perspetiva inovadora e pragmática, que permita a apropriação dos resultados destes estudos no quotidiano das sociedades africanas.

O programa conta diariamente com dois momentos demarcados, sendo as manhãs dedicadas a especialistas de renome nas geografias onde se fala a língua portuguesa, num debate de ideias ao mais alto nível e as tardes destinadas à apresentação de trabalhos científicos por investigadores dos vários países da CPLP dando voz e promovendo novos estudos de investigação.

Destacamos a presença de personalidades distintas de toda a CPLP, como Filomeno Forte (Angola), Marina Alkatir (Timor-Leste), Leila Leite Hernandéz (Brasil), Miguel de Barros (Guiné Bissau), Fernando Jorge Cardoso (Portugal) e Isabel Castro Henriques (Portugal), entre várias outras, reforçando os princípios da diversidade, inclusão e representatividade de todos os países de expressão de língua portuguesa.

Os temas em análise são multidisciplinares e abordam questões como:
 

Empoderamento da mulher africana. (25 maio)

Aproximação da investigação científica à agenda de decisores políticos. (25 maio)

Inovação financeira e energética na investigação em África. (26 maio)

Inovação com a tradição. (26 maio)

Enquadramento científico da Rota da Lisboa Africana. (27 maio)

O Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África é um projeto fundado por Cristina Molares d’Abril, contando ainda com uma Comissão Organizadora e um Conselho Científico multinacional e multidisciplinar.

Programa

12.05.2022 | por Alícia Gaspar | Africa, CPLP, cultura, evento híbrido, iseg, lisboa

Debate: Quo vadis, Europa? Guerra contra a Ucrânia

No dia 27 de abril, pelas 19h00, terá lugar, no auditório do Goethe-Institut em Lisboa, o debate Guerra contra a Ucrânia: um ponto de viragem para a Europa?, com a participação da professora universitária e ex-secretária de Estado Ana Santos Pinto, da investigadora política Mónica Dias, do economista Janis Kluge e da investigadora e perita ucraniana Ljudmyla Melnyk. O debate será moderado por Ricardo Alexandre e tem tradução simultânea em português e alemão.

A guerra de agressão não provocada contra um país neutro e soberano fez tremer e realinhar a Europa. O que significa este “ponto de viragem no tempo” para a Europa? Como queremos lidar com instabilidade e incerteza na ordem internacional no futuro? De que vale a democracia ocidental se for ameaçada? E que impacto tem esta guerra em países tão diferentes como a Alemanha e Portugal?

Após o debate, haverá a oportunidade de conversar com os convidados.

Para mais informações, ver: Debate: Guerra contra a Ucrânia: um ponto de viragem para a Europa?

20.04.2022 | por Alícia Gaspar | debate, Goethe institut, guerra, lisboa, ucrânia

Proibido por inconveniente – Materiais das censuras no arquivo EPHEMERA

A partir do espólio do ARQUIVO EPHEMERA, biblioteca e arquivo do historiador José Pacheco Pereira, os curadores, Júlia Leitão de Barros e Carlos Simões Nuno, mostram nesta exposição exemplos das várias censuras do Estado Novo, eficaz arma do regime da ditadura. À volta da data do 25 de Abril de 2022, a exposição tem também uma intenção pedagógica, segundo Pacheco Pereira, “mostrar o que é a Liberdade, pela sua negação”.

A CENSURA E A DEFESA DO RESPEITINHO

“Só existe aquilo que o público sabe que existe” (Salazar)

O grande feito da Censura, existente durante 48 anos, foi deixar como herança, até aos nossos dias, uma nostalgia de um Portugal onde todos se entendiam, onde havia “consenso”, onde todos trabalhavam pelo “bem comum”, sem corrupção que não fosse o roubo do pão pelos necessitados, onde havia “respeito” e boa educação. Ou seja, uma nostalgia perversa do Portugal da ditadura.

Eu conheço bem a Censura que durou 48 anos, até por experiência própria. O país que não podia vir a público, ou seja, o país “real” como agora se diz, era muito diferente do que conseguia emergir nos jornais e nos livros, mesmo na imprensa clandestina. Um dos grandes sucessos da Censura foi criar uma imagem de Portugal pacificado, inerte, pouco conflitual, sem grandes violências, mais de bons costumes do que de maus, que foi eficaz mesmo com aqueles que lutavam contra a ditadura. E continua eficaz quando se lê o que se escreve hoje em dia sobre os malefícios da democracia, em particular a corrupção, com a sugerida e às vezes explícita ideia de que nada disto com esta dimensão existia antes do 25 de Abril. Uma das coisas que os atacantes do “sistema” fazem é acentuar a dimensão da corrupção em democracia, sugerindo inevitavelmente que ela vem com a forma do regime e, por isso, lutar contra a corrupção é também lutar contra o “sistema” de partidos e políticos corruptos.

Nunca ninguém se interroga por que razão nunca houve nada de parecido com a “operação Marquês” ao longo dos extensos 48 anos de ditadura? Não havia corruptos nos altos lugares da nação? Não havia corruptos na União Nacional? Nenhum general, embaixador, deputado à Assembleia Nacional, ministro ou secretário de estado, comandante da Legião ou graduado da Mocidade Portuguesa, nenhum governador colonial, bispo, “meteu a mão na massa”? Ou houve casos de corrupção que a Censura não nos deixou conhecer? Sem dúvida, como se vê nos cortes da Censura, do mesmo modo que havia pedofilia, violência contra as mulheres, violações, roubos, violências, e suicídios.

Mas a resposta é pior ainda: não havia corrupção porque não havia justiça para os poderosos do regime, e a pouca que havia era para os escalões intermédios para baixo. E, por isso, a corrupção entre os grandes da Situação, fossem políticos, com a mais que comum transumância da política para os negócios, decidida quase sempre pelo próprio Salazar, fossem os banqueiros e empresários do regime, estava naturalmente protegida porque ninguém sequer se atrevia a iniciar um inquérito. A excepção com os “ballets roses” foi um caso de costumes, e mesmo assim fortemente protegido pela Censura.

Neste sentido, a Censura foi talvez a mais eficaz arma do regime da ditadura, cujos efeitos ainda hoje estão submersos no nosso quotidiano. Muito mais do que a subversão do “político” o que a Censura protegia era o poder, todas as hierarquias que dele emanavam, exigindo mais do que respeito, “respeitinho”. Em 48 anos, em que não houve um único dia sem censura, foi este o seu legado.

A exposição sobre a Censura que o ARQUIVO EPHEMERA realiza em conjunto com a CM de Lisboa, à volta da data do 25 de Abril de 2022, tem por isso uma intenção a que podemos chamar pedagógica, mostrar o que é a Liberdade, pela sua negação.

Por: José Pacheco Pereira, abril de 2022

PROGRAMA PARALELO

Dia 9 | A Censura no cinema | 17h

“O que nem se podia ver”

Mesa redonda com:

António da Cunha Telles

António-Pedro Vasconcelos

Eduardo Geada

Fernando Matos Silva

Manuel Mozos

Paulo Trancoso

moderação: Paulo Portugal

Dia 21| A censura na música|18h

“O que nem se podia ouvir”

Dia 27 | 17h30

Apresentação do livro “Censura, a construção de uma arma política do Estado Novo”, da curadora da exposição, Júlia Leitão de Barros.

O livro é editado pela Tinta-da-China e será apresentado por Adelino Gomes.

18h30 | A censura do pensamento e do gosto

“O que nem se podia pensar”

Edifício Diário de Notícias

17.04.2022 | por arimildesoares | arquivo EPHEMERA, curadoria, exposições, José Pacheco Pereira, lisboa

A Liberdade Passa por Aqui

 

Imagem por José FradeImagem por José Frade

No âmbito das comemorações do 48.º aniversário do 25 de Abril, o quarto andar da antiga prisão do Aljube é agora um espaço de convívio e liberdade. Há um bar com cocktails revolucionários, uma pista de dança com música de intervenção e três murais – escrita, desenho e colagem – onde o público é convidado a deixar o seu contributo em forma de arte. Novas palavras, novas imagens, novas ideias, o que foi e o que é a revolução, 48 anos depois.

DJ
23 ABRIL
Luís Varatojo + Di Cândido aka DIDI

24 ABRIL
Surma + Tó Trips
VIDEO
Cristina Viana

MURAIS — Orientação
Escrita: Ondjaki
Desenho: Nuno Saraiva
Colagem: Inês Vieira da Silva

Museu do Aljube - Resistência e Liberdade

23 — 24 Abr - 2022
Sábado e domingo

Das 16h às 20h

Como lá chegar?

17.04.2022 | por arimildesoares | 48.º aniversário do 25 de Abril, A Liberdade Passa por Aqui, lisboa, museu do aljube

FALA SÓ

Fala Só reúne dez artistas angolanos, residentes essencialmente em Lisboa e Luanda que, num reencontro casual na cidade de Lisboa, decidem reunir obras que expressem ou traduzam as suas interpretações de vários temas globais, africanos, angolanos e outros assuntos que por várias razões não são abertamente abordados.

A expressão “Fala só” muito usada em Angola quer basicamente impulsionar o interlocutor a falar sem tabus, sem entraves, sem papas na língua, a expressar livremente os seus pensamentos. 

Com inspiração na fala livre de Bonga Kwenda na sua mais recente faixa “Ti Zuela” do álbum Kintal da Banda, lançado em 2022, que ao fim de cada estrofe diz “…estou falar só”, estes artistas decidiram também “falar só” sobre as suas inquietações, experiências e vivência, nestes tempos modernos cada vez mais desafiadores.

As obras são predominantemente em pintura e ainda escultura, cerâmica, fotografia e video-arte. Os artistas envolvidos representam várias gerações, várias formas de estar e de pensar, e desenvolvem os seus trabalhos recorrendo a técnicas diferentes umas das outras.

Curador: Lino Damião

Artistas: 

Lino Damião

Don Ruelas

Indira Mateta

Nelo Teixeira

Jorge Sistelo

Erika Jamece

Grácia Ferreira

Anna Rocheta

Armanda Alves

Silvestre Quizembe

8 de abril - 8 de maio 

Galeria Artistas de Angola | Rua Sousa Lopes 12 A | Lisboa 

31.03.2022 | por arimildesoares | Bonga Kwenda, Fala Só, Galeria Artistas de Angola, lisboa

JUSTLX – Feira de Arte Contemporânea de Lisboa

A JUSTLX – Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, irá regressar finalmente em Maio. Forçada a adiar as últimas edições nos anos da pandemia, a feira que aposta em artistas emergentes volta a acontecer nas datas normais, ou seja, em maio, entre os dias 19 e 22, desta vez no Centro de Congressos de Lisboa, em Belém.


A congénere lisboeta da feira JUSTMAD que se realiza em Madrid há 13 anos, é um evento especial com uma importante aposta em novas galerias e artistas contemporâneos que permitem descobrir novos talentos. A JUSTLX é já considerada uma feira muito relevante dentro daquela que se está a tornar a Art Week de Lisboa, coincidindo com outras eventos culturais na cidade, e que trazem um grande impulso e visibilidade ao panorama artístico português.

A terceira edição da JUSTLX conta com a direção artística de Semíramis González e Óscar García que também dirigem a feira JUSTMAD em Madrid. Ambos lideram um projeto curatorial de grande qualidade técnica e artística, e que aposta na excelência estética tanto na seleção de galerias como dos artistas que estas apresentam.

“Apesar das circunstâncias globais que nos obrigaram a adiar a JUSTLX, temos agora toda a energia concentrada numa grande edição em 2022 que fortaleça as vendas das nossas galerias em grandes coleções, e continue o trabalho de disseminar a arte contemporânea emergente entre colecionadores nacionais e internacionais.”, assinalam Semíramis González e Óscar García, Diretores Artísticos da Feira.

Para o espaço no Centro de Congressos de Lisboa, a JUSTLX irá trazer um máximo de 28 galerias oriundas de diversos países, nomeadamente Portugal, Espanha, França, EUA, Venezuela e China.

A edição contará ainda com uma instalação artística colaborativa que combina sustentabilidade ambiental e um compromisso com o mundo rural. Trata-se da obra “Acequia 41”, criada na residência artística RAS DE TERRA, em Villanueva de la Vera, Cáceres, por Isabel Flores, Tamara García, Natasha Lelenco e Rafael Blanco, sob a direção criativa da artista Mónica Sánchez-Robles. Ras de Terra faz parte da New European Bauhaus, um pacto verde promovido pela Comissão Europeia, que abre novas oportunidades de desenho e criação. A peça resultante do trabalho conjunto será exposta na feira JUSTLX de 19 a 22 de Maio.

Com esta presença diversificada, a JUSTLX consolida, uma vez mais, a internacionalização da cidade de Lisboa no âmbito das feiras de arte.

A JUSTLX é organizada pela Art Fairs, uma empresa espanhola promotora de feiras de arte e eventos culturais, e que organiza, desde 2009, as feiras Madridfoto (Feira Internacional de Fotografia), a JUSTMAD (Feira Internacional de Arte Emergente), a Justmadmia (Feira Internacional de Arte Emergente de Miami) e a Summa (Feira Internacional de Arte Contemporânea).

30.03.2022 | por Alícia Gaspar | arte, feira de arte contemporânea, JUSTLX, lisboa

O Poder da Palavra III

“Mulheres”: navegando entre a presença e a ausência

Antologia do Iskandar SultaoAntologia do Iskandar Sultao

A terceira edição do projeto O Poder da Palavra propõe uma intervenção expositiva na Galeria do Oriente islâmico do Museu centrada no tema Mulheres: navegando entre a presença e a ausência.

O Poder da Palavra é um projeto curatorial participativo no Museu que envolve um grupo diversificado de pessoas que se expressam em várias línguas – árabe, persa, turco e português – e vivem em Lisboa.

A terceira edição explora o tema

e manifesta-se na Galeria do Oriente Islâmico com uma intervenção expositiva que procura transformar este espaço num local de reflexão e de encontro com histórias de vida de mulheres que povoam os objetos da coleção, estendendo-se do Egito até à Índia, do século XII até aos dias de hoje.

24 junho 2021 a 31 março 2022

vários horários

Fundação Calouste Gulbenkian

04.03.2022 | por arimildesoares | cultura, Fundação Calouste Gulbenkian, lisboa, mulheres, O poder da palavra

Coreógrafo congolês Faustin Linyekula estreia espetáculo sobre Lisboa no D. Maria II

Esta quinta-feira, dia 3 de março, estreia-se na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II Lisbon, My Lisbon, nova criação do bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula, que procura explorar a relação íntima de vários artistas com a cidade de Lisboa.

Imagem de Filipe FerreiraImagem de Filipe Ferreira

Como as ondas que rebentam na costa, que recuam e voltam, múltiplos destinos encalharam em Lisboa, por escolha, acaso ou necessidade… Para criar Lisbon, My Lisbon, Faustin Linyekula foi ao encontro de artistas que um dia chegaram a Lisboa, vindos de outro local, para explorar a relação que têm tecido, cada um à sua maneira, com esta cidade. Diogo Cardoso, Fernando Chainço, Janice Iandritsky, Joana Pialgata, Nádia Yracema e Valentina Parravicini são os performers e cocriadores que, em palco, abordam essa relação com a capital portuguesa.

Lisbon, My Lisbon marca, assim, o regresso do coreógrafo congolês a Lisboa - onde foi já o “Artista na Cidade” de 2016, desta vez, para apresentar uma criação que parte da ligação à própria cidade.

Uma produção do Teatro Nacional D. Maria IILisbon, My Lisbon estará em cena na Sala Garrett de 3 a 13 de março.

No dia 6 de março, domingo, às 16h, haverá uma conversa com os artistas após o espetáculo.


Ficha artística

Conceito e direção: Faustin Linyekula

Cocriação e performance: Diogo Cardoso, Fernando Chainço, Janice Iandritsky, Joana Pialgata, Nádia Yracema, Valentina Parravicini

Cenografia: Faustin Linyekula

Figurinos: Aldina de Jesus

Desenho de luz: Daniel Varela

Desenho de som e vídeo: Franck Moka

Assistente de encenação: Mariana Cabral

Assistência de cenografia: Joana Sousa

Produção: Teatro Nacional D. Maria II

Apoio: Força Aérea Portuguesa, Museu do Ar

01.03.2022 | por arimildesoares | faustin linyekula, lisboa, Lisbon My Lisbon, Sala Garrett, Teatro Nacional D. Maria II

Artistas moçambicanas apresentam exposição pela primeira vez em Lisboa

Taíla Carrilho e Nália Agostinho exibem “Sinergia de Emoções” no Espaço Espelho D’Água


Dia 26 de fevereiro o Espaço Espelho D’Água inaugura a exposição “Sinergia de Emoções”, de Nália Agostinho e Taíla Carrilho, artistas plásticas e ativistas moçambicanas baseadas em Maputo.

É a primeira vez que as duas expõem juntas e também é a primeira vez em Portugal. Estão presentes nas obras as questões de género, discriminação, inclusão e exclusão social das mulheres em Moçambique e no continente africano como um todo, em um ambiente com transformação sociocultural acelerada, onde existe um processo de desvalorização e desqualificação da mulher em todos sectores. Faz ainda parte do interesse criativo das artistas temas relacionados com o isolamento e a emoção afetada pelas questões da crise atual.

São 20 obras – uma série de pinturas, desenhos e ilustrações com o uso de acrílico, pastel de óleo, carvão e tinta de óleo, tinta da China e aquarelas sobre a tela e papel. Para além dos pormenores indicados, elas usam a literatura em momentos de pausa para complementar o seu processo criativo, recorrendo, neste caso, à poesia e à prosa.

A exposição é resultado de um grande mergulho interno para a autoanálise fundamental, que comprova a necessidade de aprender a lidar com as mudanças, as perdas e os ciclos. Pela herança africana, Taíla e Nália percebem a morte como uma das poucas certezas da vida. De acordo com suas crenças, a morte não significa um ponto final e sim uma mudança de estado, deixando de lado o corpo físico para dar lugar a outra forma de estar no espaço. E isto se aplica no sentido literal e figurado. Não existe um fim, existe uma transformação.

É o que se vê em uma das obras de Nália, “Nobreza da Alma” – uma mulher em movimento, braços esticados ao ar em busca de um futuro, cheia de energia positiva, mas presa nos traços do passado. A obra reflete melhor a realidade corrente de Moçambique sobre a agonia e a passagem do tempo. Enquanto isso, um quadro de Taíla mostra uma mulher mergulhada no meio de um abismo colorido, cheia de angústia, mas também de esperança. Tudo à sua volta parece não fazer sentido, mas por baixo da tela nota-se uma diversidade de escolhas.

A exposição pode ser visitada até o dia 20 de março.

Sobre Taíla Carrilho

Nasceu em Maputo, em 1984, e é licenciada em Design Gráfico pela Cape Peninsula University of Technology, Cape Town. Vinda de uma família de artistas, cedo desenvolveu, naturalmente, o gosto por desenhar, pintar e cantar. Mais tarde veio a paixão por escrever poesia e, recentemente, por declamar. É co-fundadora da RUUM, desde novembro de 2013, uma galeria criativa de objectos de design, feitos à mão, com recurso a materiais locais. A concepção destes objectos surge da necessidade de criar peças artísticas à sua imagem e com o seu DNA.As peças, os objectos e as intervenções em que se envolve combinam características lúdicas, utilitárias e inovadoras.

Valores com os quais tenta buscar a exclusividade no trabalho que faz, um trabalho impregnado do lugar e do tempo em que está.  Um trabalho feito em Moçambique com os materiais e as sugestões encontradas à sua  volta.

Em 2018 fundou a CONFORME com a ajuda de amigos e familiares. Uma plataforma que tem o objectivo a consciencialização e educação sobre Anemia Falciforme em Moçambique.

Sobre Nália Agostinho

Nasceu em Maputo, em 1990.  As raízes da sua infância estão na Polana e no Chamanculo, bairros da Capital de Moçambique, repleto de texturas cruas, padrões, cheiros e o jeito caótico de ser. Seu amor pela arte começou durante sua infância, incentivada por seu falecido pai, que era um amante das artes e da música. 

Se formou em Ciências Políticas em Trento, Itália, onde viveu, estudou e trabalhou por quase uma década. Frequentou a Escola Nacional de Música, onde completou a sua formação com uma certificação em Dezembro de 2006. Em 2018 decidiu começar a pintar profissionalmente, como uma necessidade de expressão do seu verdadeiro eu.

Suas visões sobre a Pintura baseiam-se em uma percepção de osmose da vida, onde tudo o que ser humano tende a ser e expressar é fortemente movido entre as expectativas internas e externas, os cenários micro e macro, os pólos positivos e negativos.

Sobre o Espaço Espelho d’Água

O Espaço Espelho D’Água resulta de um concurso público organizado em 2012 pela Associação de Turismo de Lisboa – ATL para a exploração de parte de um edifício localizado na emblemática zona de Belém, em frente ao rio Tejo. O espaço compõe uma área de 1.200 m2 e foi inicialmente construído em 1940 durante a Exposição do Mundo Português.

O mote do projeto é o de que neste local, onde há cinco séculos os portugueses partiram para o mundo, seja agora uma plataforma de conexões culturais onde se traga as culturas contemporâneas das diferentes regiões por onde os portugueses andaram nessa aventura durante as grandes navegações.

Desta forma criou-se um espaço onde há atividades de gastronomia, exposição de arte e design, música, cinema e vídeo, entre outras formas de divulgação cultural. Tendo presente todo enquadramento histórico do local, e o que ele representa na atual conjuntura mundial, visa criar um ambiente artístico e cultural que reflita sobre a relação dos portugueses com o mundo e do mundo com os portugueses.

Apresentar neste local as mais variadas formas de expressão cultural contemporânea dos países que se relacionam historicamente com Portugal é a principal premissa do projeto que esteve na base da criação do Espaço Espelho D’Água.

SERVIÇO: Sinergia de Emoções

Local: Espaço Espelho D’Água

Endereço: Av Brasília, Edifício Espelho D’Água (ao lado do Padrão dos Descobrimentos) Inauguração: 26 de fevereiro, às 17h

Horário de visitação: diariamente, das 11h à 0h

Período: 26 de fevereiro a 20 de março de 2022

Entrada gratuita

 

24.02.2022 | por arimildesoares | espaço espelho d'agua, exposição, lisboa, Nália Agostinho, Sinergia de Emoções, Taíla Carrilho

Apresentação do livro "História e Pós-colonialismo", de Sanjay Seth

Lançamento da segunda obra da colecção “Trânsitos” da Imprensa de História Contemporânea: “História e Pós-colonialismo. Ensaios sobre Conhecimento Ocidental, Eurocentrismo e Ciências Sociais”, da autoria de Sanjay Seth.O livro será apresentado por Luís Trindade (CEIS20 — Universidade de Coimbra) e Manuela Ribeiro Sanches (HC — NOVA FCSH / IN2PAST).
Com a presença do autor.

Acesso ao livro: https://imprensa.ihc.fcsh.unl.pt/seths2022/

Sobre o livro:

Os ensaios reunidos neste livro interpelam assuntos tão diversos como as políticas educativas dos britânicos na Índia colonial ou a revolta camponesa de Naxalbari em 1967. O livro sugere que os conceitos e as categorias através das quais procuramos compreender o mundo nasceram no decurso da história moderna europeia e foram desenvolvidas para explicar esta história, nomeadamente para fazer sentido da transformação social e intelectual a que acabámos por chamar «modernidade». E porque tais conceitos e categorias, ao contrário do que tende a ser presumido pelas disciplinas que os empregam, não transcendem as suas particularidades históricas e culturais, precisamos de os submeter a uma crítica pós‐colonial. Esta crítica implica, não a rejeição da História e das Ciências Sociais, mas o dever de, ao praticarmos as nossas disciplinas e ao mobilizarmos os nossos conceitos e categorias, cultivarmos um elevado sentido de auto‐reflexividade…

Sobre o autor:

Sanjay Seth é professor no Goldsmiths College, Londres. É autor, entre outros, de Subject Lessons — The Western Education Of Colonial India (Duke University Press, 2006) e Beyond Reason — Postcolonial Theory and the Social Sciences (Oxford University Press, 2020).

Apresentação do livro “História e Pós-colonialismo”, de Sanjay Seth | Facebook

14.02.2022 | por arimildesoares | história, lisboa, livro, NOVA FCSH, pós-colonialismo

A África e o Mundo: circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos

Lançamento do livro A África e o Mundo: Circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos da autoria da Isabel Castro Henriques, numa edição Caleidoscópio, com apresentação de Miguel Bandeira Jerónimo.


A obra, que reúne um conjunto de textos escritos ao longo de quarenta anos, alguns inéditos, outros dispersos em publicações de natureza diversa, nem sempre de acesso fácil, tem como objetivo refletir sobre as muitas relações da África com outros mundos através de propostas, de objetos, de construções, de práticas introduzidas do exterior, numa pluralidade de situações históricas distintas, entre os séculos XV e XX, procurando no mesmo movimento sublinhar a natureza falsificadora de uma panóplia de ideias ocidentais que rotulavam os africanos como passivos, fechados ao mundo, sem vontade e capacidade de escolha e de mudança social.

O primeiro capítulo visa proceder a uma releitura das perspetivas historiográficas africanas, sublinhando as contribuições de formas do pensamento internacional e de inovações teórico-metodológicas pluridisciplinares, procurando igualmente pôr em evidência dinâmicas sociais inovadoras africanas, criadoras de uma África da modernidade emergente, ligada ao mundo atlântico.

Um segundo capítulo privilegia o documento iconográfico como fonte histórica, sublinhando a sua dimensão histórica e informativa, mostrando formas plásticas sobretudo portuguesas, que dão conta da integração de plantas, técnicas, símbolos, sistemas económicos, comerciais, habitacionais e urbanos, novas formas de organização e construção do espaço, introduzidos da Europa nos territórios africanos, e refletindo a criação de novidades sociais e culturais.

O terceiro e último capítulo pretende pôr em evidência a circulação e cruzamento dos conhecimentos nos séculos XIX e XX, conhecimentos introduzidos sobretudo no âmbito do facto colonial português, apropriados e reutilizados pelos africanos nas esferas do comércio, da habitação e do urbanismo, com o objetivo de renovar problemas historiográficos longamente abordados numa perspetiva colonial, possibilitando novas leituras, interpretações e interrogações.

Pensar as relações da África com o mundo permite desmontar conceitos redutores das realidades africanas, mostrar as dinâmicas africanas de integração das novidades vindas do exterior e a capacidade das sociedades de aderir à contemporaneidade, procedendo à emergência de novos espaços, novas realidades sociais, novos sistemas de pensamento, novas formas culturais, preservando valores seculares da sua identidade, no quadro de uma africanidade renovada e dinâmica.

Lançamento | A África e o Mundo: Circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos | 17 fev. ‘22 | 18h00 (bnportugal.gov.pt)

14.02.2022 | por arimildesoares | Caleidoscópio, ISABEL CASTRO HENRIQUES, lisboa, livro, Miguel Bandeira Gerónimo

Lisbonweek’22 elege marvila e lança Open call para residências artísticas

No ano em que celebra o seu 10º Aniversário, a Lisbonweek irá centrar as atenções no Bairro de Marvila. Durante todos os fins de semana de maio, Marvila será palco de uma intensa programação cultural e turística, com exposições, visitas guiadas, conferências, e muito mais.

Neste contexto, a Lisbonweek e o Prata Riverside Village - parceiro oficial da LW’22, lançam hoje uma convocatória direcionada a jovens artistas (até 35 anos) para quatro Residências simultâneas em Marvila que têm como objetivo chamar a atenção para o património histórico e contemporâneo, físico e humano deste bairro.

Inês Costa Monteiro. Vista de MarvilaInês Costa Monteiro. Vista de MarvilaO “Trabalho” será o tema de reflexão da próxima edição da Lisbonweek, sob a curadoria de Filipa Oliveira. Nos últimos anos, a ideia e as práticas de trabalho foram radicalmente questionadas e alteradas, e para as quais o confinamento foi, sem dúvida, um acelerador. Tomando como ponto de partida a história específica e incrivelmente rica de Marvila - e em particular a importância que teve a industrialização do séc. XIX no desenvolvimento deste bairro, a LW’22 desafia jovens artistas a refletirem sobre o que significa o trabalho hoje, e como será no futuro.

O Programa de Residências LW’22 é comparticipado financeiramente e pretende convocar uma diversidade de práticas artísticas contemporâneas que respondam ao tema central desta edição. Serão selecionados quatro artistas que durante um mês irão ocupar locais icónicos de Marvila. O resultado será uma exposição/performance que convida a um percurso artístico durante a edição da LW’22, e que ocupará edifícios históricos, espaços de trabalho, comércio local, e espaço público. 

As inscrições para a Open Call estão abertas até 07 março 2022, e para candidatar-se basta ir ao site da Lisbonweek - www.lisbonweek.com - e consultar o regulamento. Os resultados serão anunciados a 17 de março. 

Sobre a edição LW’22 – Marvila

O arranque da LW’22 será no dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador, data simbólica para esta edição já que “O Trabalho” é o tema de reflexão lançado aos artistas da Open Call e artistas convidados. O conceito do trabalho é central na sociedade contemporânea. O que significa verdadeiramente o trabalho nos dias de hoje? Como tem evoluído, e como será no futuro?

O Bairro de Marvila dará o mote a todas estas temáticas: a Marvila moderna, das artes, dos coworks, ligada ao rio e às suas linhas contemporâneas com os projetos de arquitetura que já a habitam, nunca esquecendo a sua origem industrial, das fábricas, dos operários, do porto, do ferro, dos tonéis de vinho, e dos mercados ambulantes. Em maio, a Marvila antiga e contemporânea dar-se-á a conhecer com a Lisbonweek.

“Já há alguns anos que tínhamos a intenção de destacar o Bairro de Marvila, uma zona em rápida transformação, com uma identidade muito ligada às artes e à criatividade, e que adquire agora a maturidade e o protagonismo para receber um outro olhar”, refere Xana Nunes, diretora da ACTU e fundadora da Lisbonweek.

A LW’22 é desenvolvida em parceria com o Prata Riverside Village em Marvila - o único projeto em Portugal do Prémio Pritzker Renzo Piano, e conta ainda com o apoio habitual da Câmara Municipal de Lisboa, e da Junta de Freguesia de Marvila nesta edição. 

“É com muito agrado que recebemos a 7ª edição da Lisbonweek em Marvila, uma freguesia com uma riqueza e diversidade cultural únicas na cidade. Com a Lisbonweek vai ser possível descobrir tesouros escondidos, por diversas zonas da denominada Marvila antiga, mas também encontrar novas tendências expressas das mais variadas formas como se pode encontrar nas diversas galerias de arte da freguesia. Nesta edição da Lisbonweek, Marvila mostrará, também, toda a sua riqueza social traduzida num enorme e fraterno encontro de culturas.”, refere José António Videira, Presidente da Junta de Freguesia de Marvila.

Segundo Luís Gamboa, Diretor de Operações da VIC Properties, “Nos últimos anos, a freguesia de Marvila tem vindo a despertar para os Lisboetas e para todos os que visitam a cidade. Para a VIC Properties, que assumiu a missão de requalificar uma parte da cidade que há muito se encontrava esquecida, promovendo projetos únicos como o Prata Riverside Village, faz todo o sentido apoiar iniciativas que realcem e deem a conhecer este território, quer pela sua história quer pelo futuro que consideramos bastante promissor. Estamos seguros de que projetos como o Prata Riverside Village e eventos como a Lisbonweek vão ajudar a transformar Marvila numa das melhores freguesias do País para viver e visitar.” 

Mantendo a premissa de dar a conhecer espaços nunca antes vistos e histórias nunca antes contadas, a Programação da 7.ª edição da Lisbonweek irá incluir as habituais visitas culturais quer a locais icónicos de Marvila, como a Fábrica do Braço de Prata, a Praia de Marvila, ou o Páteo Marialva, quer a espaços que não estão acessíveis ao público, como o magnífico Palácio da Mitra ou o edifício Abel Pereira da Fonseca. O percurso das visitas culturais será mais uma vez concebido pelo historiador Pedro Sequeira, em Português e Inglês.

Para além da descoberta do património de Marvila, haverá ainda o percurso das artes criado pela curadora Filipa Oliveira, e que terá duas dimensões: de um lado, a abertura da Open Call para realização de Residências no bairro, e cujo resultado será apresentado durante a LW’22, e o convite a artistas para intervenções site-specific que serão exibidas em locais centrais de Marvila. 

Mais do que uma exposição, a LW’22 propõe um projeto de pesquisa artística, resposta e ativação do próprio bairro que não só apresenta propostas inéditas, como procura envolver e colaborar com os diversos agentes e promotores artísticos de Marvila, como é o caso da ação Meet the Artist a decorrer em várias galerias, como a Francisco Fino e a Bruno Múrias, em que o público poderá contactar com o artista/curador que está a expor ou outra atividade em exclusivo para a Lisbonweek.

Um dos fins de semana da LW’22 será dedicado a duas conferências de relevo: uma sobre o trabalho, e outra sobre arquitetura e as cidades, e está prevista uma grande festa de encerramento num dos espaços de Marvila (a definir).

A programação completa do LW’22 ficará disponível no início de abril, assim como os bilhetes para algumas das visitas culturais, com a possibilidade de comprar bilhete individual ou combinado para cada uma das atividades, em Português e Inglês.

Os 10 Anos da Lisbonweek

Criada em 2012 pela associação sem fins lucrativos ACTU - Associação Cultural e Turística Urbana, a Lisbonweek conta já com seis edições de sucesso: Príncipe Real/Chiado (2012), Do Marquês ao Tejo (2013), Alvalade (2015), Lumiar (2017), Ajuda (2019), e Alcântara (2020/21). Ao longo dos últimos dez anos, a Lisbonweek tem deixado obra feita na cidade - instalações de arte urbana oferecida aos bairros que foram foco da sua pesquisa e intervenção, e que perduram até aos dias de hoje, tem colaborado com personalidades tão diversas como o historiador José Sarmento de Matos, o arquiteto Carrilho da Graça, o chef José Avillez, artistas de projeção internacional como Julião Sarmento, José Pedro Croft, Robert Panda ou Felipe Pantone, Curadores como Delfim Sardo, Ana Tostões ou Filipa Oliveira, e instituições como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Biblioteca Nacional, Palácio da Ajuda, entre tantos outros. 

Das diversas obras e acontecimentos levados a cabo pela Lisbonweek, são de realçar o lounge desenhado pelo Arquiteto Carrilho da Graça, que ocupou o Rossio na edição de 2013; a exposição na Biblioteca Nacional dedicada a Porfírio Pardal Monteiro na edição de 2015; a maior obra de arte urbana que ainda hoje existe em Lisboa - um mural de 45 metros criado pelo artista argentino-espanhol Felipe Pantone, os famosos “Estúpidos” de Robert Panda, que ainda podem ser vistos em Telheiras, e o gigante corredor do Corvo do artista RAF (Rui Alexandre Ferreira), na Alta de Lisboa – tudo projectos criados para a edição de 2017, no Lumiar. 

Mais recentemente, a LW’19 trouxe o projeto Inside Out do artista JR que levou a cabo uma instalação de arte urbana em empenas de edifícios do Bairro 2 de Maio, numa ação que pretendeu despertar mentalidades e chamar a atenção para a possibilidade de fazer do mundo um lugar melhor através da arte; e ainda a realização do Museu Efémero de Arte Urbana (EMUA) na LX Factory, na última edição 20/21, em tempos de pandemia.

Para mais informações consulte o site: www.lisbonweek.com 

Instagram / Facebook / Twitter

A iniciativa tem contado com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, das Juntas de Freguesia, de todos os parceiros e entidades públicas e privadas, e da generosidade de tantas pessoas que, desde o primeiro dia, nos acompanham.

Sobre a VIC Properties 

Sediada em Lisboa e liderada por uma equipa de gestão de elevada experiência, a VIC Properties é uma plataforma imobiliária totalmente integrada que cobre toda a cadeia de valor do processo de construção. Focada no mercado imobiliário residencial português, e especialista no desenvolvimento de empreendimentos residenciais totalmente integrados, a VIC Properties destaca-se pela capacidade de criar estilos, dinâmicas e vivências únicas e exclusivas em todos os seus projetos, inspirados pelo privilégio único de viver num dos mais belos e sedutores países em todo o mundo: Portugal. 

Sobre o Prata Riverside Village

Um Projeto de Autor, único e irrepetível no panorama da cidade de Lisboa.

Projeto da responsabilidade da VIC Properties, o Prata Riverside Village é uma vila urbana no coração de Lisboa, em Marvila, com um verdadeiro ambiente de bairro, tranquilo, mas cheio de vida, equipado com lojas, restaurantes, galerias, ciclovia e parques infantis capazes de servir não só a comunidade de residentes, mas também de atrair, só por si, visitantes de outros bairros lisboetas. Tudo isto, coroado pelo Parque Ribeirinho Oriente e por uma ligação ímpar ao Tejo.

Desenhado pelo Prémio Pritzker Renzo Piano, um dos mais aclamados arquitetos da atualidade, o Prata Riverside Village inspira a “uma nova forma de viver”, aliando modernidade e funcionalidade às tecnologias de materiais sustentáveis e duradouros. Inspirado pelo rio, pela história e pela beleza de Lisboa, o Prata Riverside Village, o único projeto de Renzo Piano em Portugal, marca já, de forma incontornável, o skyline da cidade.

Para mais informações consulte:

https://www.vic-properties.com/  https://www.pratariversidevillage.com...

https://www.lisbonweek.com/pt/opencall

10.02.2022 | por arimildesoares | 1 de Maio, lisboa, Marvila, open call, Prata Riverside Village

Visita Guiada - Ilha dos Negros

 

A Ilha dos Negros

 
Visita guiada de autocarro e caminhada de 10 km pela reserva natural do sado em memória e tributo aos vários povos africanos que por lá passaram.

Esta região com uma ancestral presença de vários povos africanos (tropas romanas compostas por africanos, mouros e seus califados africanos de marrocos e região da senegambia, e pessoas escravizadas da região da guiné e angola). Esta zona do Sado e as suas aldeias são das áreas que conservam na genética, gastronomia, arquitetura e toponímia, a memória dessa herança africana de vários estratos e condições sociais. Associados maioritariamente ao cultivo do arroz, recolha do sal e trabalho no desmatamento da floresta.

A visita é acompanhada pelos livros técnicos promovidos pela associação e realizados por vários escritores e historiadores como António Chainho, e Isabel Castro Henriques.A caminhada como potenciador de saúde nestes períodos difíceis de confinamento, em contacto com a natureza, de formaespiritual como as primeiras migrações humanas também o foram.
 

Gratuito para elementos BYP, custo de 25eur/pessoa não BYP, inclui refeição no final da caminhada. Devem trazer impermeável, calçado e roupa apropriada e pequeno snack com garrafa de água.
 

Sábado 11 de dezembro
 

8h30 - Pavilhão Carlos Lopes, junto à estação de metro parque, na avenida antonio augusto aguiar em Lisboa.

10h00 - Paragem em 2/3 aldeias do concelho de Alcácer do Sal acompanhados de um historiador local 

11h00 – Início de caminhada de 10km (nível médio) ao longo do estuário do sado, dos arrozais, e da natureza agro florestal composta maioritariamente por sobreiros.

13h30 – Término da caminhada, São Mamede

13h45 – Almoço em restaurante local (Gastronomia afro portuguesa como arroz de cabidela, torresmo, cozido à portuguesa ou outra local)17h30 – Chegada a Lisboa, pavilhão Carlos Lopes

Obrigatório o uso de máscara no autocarro ou outras medidas que venham a ser indicadas pela DGS.

O evento poderá ser filmado e fotografado pela associação

Inscrevam-se com indicação de nome e telemóvel para: batotoyetu@gmail.com

Segue o link do evento no facebook: https://fb.me/e/1nsX4q1Xj

 

02.12.2021 | por Alícia Gaspar | ancestralidade, angola, batoto yetu portugal, Guiné, ilha dos negros, lisboa, memórias, recordar, são Mamede, visita guiada

LUANDANDO / Kubanga Kukatula

Exposição de Lino Damião e Nelo Teixeira, com curadoria de Paulo Moreira.

Inauguração 29 Set . 18h - 22h +INFO

Galeria Antecamara, Rua de Cabo Verde 17.

“Kubanga Kukatula” significa “montar e desmontar” em kimbundu, referindo-se à condição de transitoriedade do percurso de vida dos artistas Lino Damião e Nelo Teixeira, ambos ex-moradores do bairro da Chicala, em Luanda.

Seguindo um processo de exploração do arquivo “Observatório da Chicala” e períodos de residência entre Lisboa e Porto, a exposição apresenta um corpo de trabalho sobre a identidade e memória dos artistas.

A exposição é a segunda apresentação pública de um projeto de criação artística e pesquisa, centrado em residências, produção de obras e exposições.

29.09.2021 | por Alícia Gaspar | arte, exposição, Lino Damião, lisboa, Nelo Teixeira, Paulo Moreira, porto

SOMBRAS DO TEMPO de MÁRIO MACILAU

Inauguração 23 de Setembro - 18h

Temos a honra de convidar para a inauguração da exposição Sombras do Tempo de Mário Macilau, no dia 23 de Setembro, quinta-feira, a partir das 18h, onde será apresentada uma série inédita de fotografias do artista, com curadoria de Ekow Eshun. 

Abertura 18h – 21h 

Até 11.11.2021

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We are honoured to invite you to the official opening of the exhibitionShadows of Time by Mário  Macilau, on Thursday, September 23, from 6pm, presenting a new series of photographs by the  artist, curated by Ekow Eshun. 

Opening 6–9 pm 

On view until 11.11.2021

Galeria MOVART 
Rua João Penha RC 14A 1250-131, Lisboa – Portugal

22.09.2021 | por Alícia Gaspar | arte, cultura, exposição, fotografia, lisboa, Mário Macilau, sombras do tempo

CAMPO DE TREINO: O QUE FAZER JUNTO?

18-22 Outubro 2021, 10h-18h, Beato (Lisboa)
Inscrições abertas até 30 de Setembro.12 vagas. Participação gratuita. Inclui almoço.


A SOS Racismo aliou-se a um grupo de activistas, pessoas da produção cultural e artistas para propor um projecto colaborativo e horizontal de auto-formação anti-colonial, antirracista e contra todos os tipos de discriminação e opressão de pessoas LGBTQIA+, com diversidade funcional e outras vítimas da violência heteropatriarcal branca. Pretende-se aqui reflectir sobre o papel que cúmplices e aliades branques/cis/hetero (etc.) podem ter no combate à discriminação e à violência. Este encontro interseccional inspira-se em modelos de “campos de treino” políticos, do passado e do presente, como espaços de auto-formação militante e de reflexão colectiva. 

Este encontro intensivo reunirá cerca de 10 participantes, acompanhades por um grupo diverso de intervenientes, durante cinco dias inteiros (10h-18h). Serão analisados coletivamente estudos de caso em torno de situações de violência, com o objetivo de imaginar possíveis estratégias para contornar ou combater essa mesma violência. Através da leitura, escuta, performance, exercícios, métodos de reparação, auto-investigação e análise militante colectiva… vamos procurar respostas a perguntas difíceis, não só para as comunidades afectadas pela violência e discriminação, mas para a sociedade no geral: Qual o papel de cada ume na luta activa contra todas as formas de opressão? Como reconhecer os nossos pontos-cegos e como combater a ignorância perante as formas sistémicas de reprodução da violência?

Como estabelecer e inventar relações de aliança, solidariedade e cumplicidade que propiciem a transformação efectiva das situações sociais em que estamos implicades? Como fazer do cuidado um método central na luta política e nos movimentos de resistência?

A equipa do projecto reúne as associações SOS Racismo e Casa T, Mamadou Ba (activista), Filipa César (cineasta e artista), Jota Mombaça (artista), Gisela Casimiro (escritora e artista), José Lino Neves (dirigente na associação Batoto Yetu), Rodrigo Ribeiro Saturnino (pesquisador da Universidade do Minho e artista) e a plataforma de produção de cinema Stenar Projects (com especial enfoque em temáticas queer e decoloniais).

A partir das experiências e ideias desenvolvidas durante o campo de treino, pretende-se criar uma publicação, com a coordenação de Gisela Casimiro. Serão igualmente produzidos conteúdos para campanhas de sensibilização, coordenadas pela SOS Racismo e pela Casa T, com vista a informar e alertar a comunidade para estas questões fulcrais.

NOTA: Os encontros terão lugar num espaço seguro, nos vários sentidos do termo, isto é, um espaço que assegure o devido distanciamento e circulação do ar, disponibilização de máscaras e gel desinfectante; mas também um espaço com privacidade, onde poderemos exprimir livremente e de maneira responsável diferentes subjectividades.

LINK INSCRIÇÃO: https://forms.gle/ChHwqEs6CyXhoyai8 

20.09.2021 | por Alícia Gaspar | evento, inclusão, LGBT, lisboa, SOS Racismo

29.ª edição da Quinzena de Dança de Almada

De 23 de setembro a 17 de outubro, as salas e espaços culturais da cidade da Quinzena de Dança de Almada acolhem a programação do festival, que se estende também ao Instituto Cervantes de Lisboa.

Num ano de forte aposta na criação artística de coreógrafos e companhias nacionais, e de expressiva parceria com a Mostra Espanha 2021, o programa do evento mantém, contudo, a dimensão internacional. Dos espetáculos aos programas da plataforma coreográfica, mas sobretudo nas sessões de videodança, será possível ver dança contemporânea proveniente de países como a Hungria, Itália, França, Países Baixos, Brasil, Grécia, Israel, Bélgica, Alemanha, Estados Unidos, Malásia, China, México, Argentina, México, Chile, Áustria, Equador ou Arménia.

Na abertura desta 29.ª edição, a anfitriã e organizadora Companhia de Dança de Almada estreia uma nova produção no Teatro Municipal Joaquim Benite. RGB resulta do convite da direção artística a dois jovens coreógrafos - Jon López e Martxel Rodriguez | Led Silhouette - que se têm vindo a destacar no panorama da dança contemporânea espanhola. Em residência artística desde meados de agosto, os criadores propõem uma peça que procura ser uma experiência artística caleidoscópica que usa os sentidos, a geometria, o movimento e a plasticidade, com grande ênfase na utilização da luz.

O cartaz de espetáculos segue com um programa bipartido da italiana Compagnia Bellanda, do qual se destaca Sono Solo Tuo Padre, segundo lugar do prémio Pina Bausch no FIDCDMX / Cidade do México, em 2018. É apresentado dia 25 de setembro, no Auditório Fernando Lopes-Graça. 

De 30 de setembro a 3 de outubro a Plataforma Coreográfica Internacional oferece, nesta edição, cinco diferentes programas, com 9 representantes portugueses e 8 de outros países. Por este dias, a cidade de Almada torna-se num importante ponto de encontro para coreógrafos e bailarinos, que partilham experiências e apresentam ao público os seus trabalhos no Auditório Fernando Lopes-Graça (Prog. 1 e 4), no Auditório Osvaldo Azinheira - Academia Almadense (Prog. 2 e 3) e na Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea (Prog. 5).

Dia 7 de outubro é dedicado aos filmes. De tarde, a proposta vai para um road movie (de dança), Bird Dog, sob a direção da coreógrafa espanhola Marina Mascarell. A viagem, ao vivo (não é pré-gravada), é um ato efémero que acontece nas ruas de quatro cidades diferentes - Tóquio, Lisboa, Nova York e Haia - numa peça site specific apresentada por quatro intérpretes conectados por meios técnicos. Para ver em streaming, no site da Quinzena de Dança de Almada, em http://quinzenadedancadealmada.cdanca-almada.pt/ e na página de Facebook do festival (@quinzenadedancadealmada).

À noite, chega à tela do Auditório Fernando Lopes-Graça o filme de dança Retrato,  criação do projeto LaB InDança, promovido pelo Município de Santa Maria da Feira, no âmbito da iniciativa PARTIS III – Práticas Artísticas para a Inclusão Social, da Fundação Calouste Gulbenkian. O filme tem direção artística e conceção de Clara Andermatt e realização de antónio gil. A projeção será seguida de conversa com os artistas.

Da húngara Góbi Dance Company, chega-nos Freestyle, uma coprodução nipo-húngara que não foge ao estilo geométrico e minimalista que caracteriza as obras da coreógrafa Rita Gobi. András Rényi, crítico da revista húngara Színház, realça isso mesmo: “Pode ser algo sintomático que o traço mais característico dos corpos dançantes seja uma touca, que transforma a cabeça na forma de uma esfera uniforme e reduz ao mínimo o rosto do bailarino. Um verdadeiro sucesso! Lembra-me as “figuras artificiais” de Oskar Schlemmer: como se pudéssemos ver os reflexos irónicos da sublime utopia teatral da centenária Bauhaus ao olhar os nadadores que em Freestyle vão mudando de forma.”. Para ver dia 9 de outubro, no Auditório Fernando Lopes-Graça.

A 10 de outubro é a vez do coreógrafo e bailarino espanhol Jacob Gómez subir ao palco para apresentar o solo For You, e Un Niño, peça resultante de uma semana de residência artística com a escola da Companhia de Dança de Almada | Ca.DA Escola, na qual participam os bailarinos alunos.

Da companhia PURGA.c, dia 15 de outubro, será possível ver no Auditório Osvaldo Azinheira - Academia Almadense, Longue Marche. Com coreografia e direção artística de Rodrigo Teixeira, o trabalho estreado no Clube Estefânia | Escola de Mulheres, em Lisboa, é o mais recente desta jovem companhia, que regressa à Quinzena depois de em 2018 se ter apresentado na Plataforma Coreográfica Internacional.

E a fechar o cartaz de espetáculos, dia 17 de outubro, a estreia de uma nova criação dos portugueses também repetentes no festival, Catarina Casqueiro & Tiago Coelho. Em Deux—Same, a dupla criativa propõe-se questionar a alteridade entre o começo individual e o coletivo, partindo de materiais cuja essência é o movimento.

Antes ainda, para os mais novos, o festival propõe a última criação da Companhia de Dança de Almada, O fio da Macaquinha, de Ana Lázaro e Inês Pedruco. Com entrada gratuita para grupos escolares, o espetáculo que fala sobre a relação entre pessoas, será apresentado nos dias 7 e 8 de outubro. Dia 16 de outubro, o coletivo EmbalArte estreará O Museu Andante | Visita Guiada ao Mundo de Júlio Pomar, uma criação de Ângela Ribeiro a partir do livro “Júlio Pomar”, da coleção “Artistas Portugueses do Século XX”, de Mafalda Brito e Rui Pedro Lourenço.

Na mais internacional secção do festival, a Mostra de Videodança, transversal a toda a programação, este ano é possível ver 37 vídeos de diferentes realizadores e coreógrafos representantes de 17 países, dos quais 12 portugueses. As diferentes sessões propostas poderão ser vistas no Instituto Cervantes de Lisboa (I Sessão), no Auditório Osvaldo Azinheira - Academia Almadense (II e IV Sessão) e na Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea (III e V Sessão).

Entre espetáculos, videos e filmes, workshops, mesas-redondas e conversas com criadores, são muitas as razões para assistir à 29.ª edição da Quinzena de Dança de Almada, que começa dia 23 de setembro.

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A programação do festival, bem como informação sobre datas, locais e modo de ingresso estão disponíveis online, em http://quinzenadedancadealmada.cdanca-almada.pt/ 

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O evento pode ser acompanhado no Facebook e Instagram, em https://www.instagram.com/quinzenadedancadealmada/  e http://www.facebook.com/companhiadedancadealmada.

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Organização:

Companhia de Dança de Almada

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Financiamento:

Câmara Municipal de Almada

Direção-Geral das Artes

República Portuguesa | Cultura

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Parceiros de programação:

Mostra Espanha 2021

Instituto Cervantes

MASH - Machol Shalem Dance House

Barnes Crossing

Irene K

CEAP - Centro de Estudos de Artes Performativas

INET-MD - Instituto de Etnomusicologia - Pólo da FMH

Up2DANCE

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Parceiros de comunicação:

Coffeepaste

TV Almada

Jornal Almadende

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Apoios:

Embaixada de Espanha em Portugal

Ministério da Cultura e do Desporto de Espanha

Câmara do Comércio Portugal - Israel

Embaixada de Israel em Portugal

Pousadas de Juventude

Cacilhas Guest Apartments

Mercure Hotels

Villa Batikano’s

Veg-e-tal - Restaurante Vegetariano

Annapurna - Cozinha Nepalesa

Burro Velho - Espaço Cultural, Pizzeria, Bar

Coisas degostar - Take Away & Delivery

Hamburguês - Hambúrgueres Artesanais

Nestlé Fitness

Fertagus

TST - Transportes Sul do Tejo

Almada Forum

UrbanInk

07.09.2021 | por Alícia Gaspar | Almada, arte, criação artística, dança, expressão corporal, festival, lisboa, quinzena de dança de Almada

Lisboa na Rua debate temas da atualidade por intermédio da arte

Até 19 de setembro, a música, o teatro, a dança, o cinema, as artes plásticas, o circo e a magia vão invadir as ruas da cidade lisboeta. As atividades advêm da iniciativa Lisboa na Rua, que este ano explora temas como o ambiente, o feminismo e o desporto.

Fotografia disponível via UnsplashFotografia disponível via Unsplash

Para encerrar o mês de agosto a videoarte, a dança e a magia prepararam um conjunto de apresentações ao ar livre em vários locais da cidade, através do festival Fuso, do ciclo Dançar a Cidade – que nesta edição transforma bibliotecas, museus e monumentos em pistas de dança seguras – e do Lisboa Mágica.

Em setembro é a vez da artista Grada Kilomba inaugurar no MAAT - Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia uma instalação. O objetivo do projeto é recordar histórias e identidades dos nossos antepassados. Simultaneamente, serão ainda resgatados feitos de mulheres portuguesas que marcaram a diferença nas suas épocas, no regresso das Antiprincesas à companhia dos mais novos.

Nesta linha, o CineCidade regressa ainda ao jardim do Museu de Lisboa com quatro filmes para ver ao ar livre. As sessões ocorrem todas as sextas e sábados, a partir das 21h30, numa edição dedicada aos direitos humanos no mundo do desporto. Neste local terá igualmente lugar o primeiro espetáculo escrito e encenado pela rapper Capicua, A Tralha, que nos recorda a urgência das preocupações ambientais.

Ao longo deste mês de programação, destaque ainda para os concertos O Conde de Monte Cristo, interpretado pela Orquestra Orbis, e o concerto de estreia do Maestro Martim Sousa Tavares a dirigir a Orquestra Gulbenkian, para uma “não-edição” do Festival Lisboa Soa, no Castelo de São Jorge, uma exposição de fotografia retrospetiva do projeto Parallel Review

No âmbito do Lisboa Soa será lançado um livro intitulado “Arte Sonora, Ecologia e Cultura Auditiva: Lisboa Soa 2016-2020”, que reúne o trabalho feito ao longo de cinco edições deste festival, por intermédio da arte sonora e de uma série de conversas e textos de artistas que participaram no festival. 

Podes consultar a programação na íntegra aqui

Realce-se que todos os eventos têm entrada gratuita, mas com lotações reduzidas de acordo com as normas de segurança em vigor anunciadas pela Direção Geral de Saúde.

Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) da Câmara Municipal de Lisboa é a responsável pela iniciativa Lisboa na Rua.

Texto de Isabel Marques, originalmente publicado por Gerador, a 27.08.2021

27.08.2021 | por Alícia Gaspar | ambiente, arte, desporto, EGEAC, feminismo, Grada kilomba, lisboa, maat

VI FESTIVAL DE POESIA DE LISBOA - 12 a 18 de setembro

Acontece em setembro a 6a edição do Festival de Poesia de Lisboa com participação do autor moçambicano Mia Couto.

O tema do VI FPL, que acontece de 12 a 18 de setembro de maneira virtual, é Terra: uma poética de nós, com o objetivo de amarrar as narrativas que estão pelos territórios da língua portuguesa. 

Poetas de 6 países diferentes participam desta edição. Entre os destaques, além do homenageado Mia Couto, estão nomes como Boaventura de Sousa Santos, Heloísa Buarque de Hollanda, Luz Ribeiro, Ondjaki, Fado Bicha, TRANSarau e Judite Canha Fernandes. Serão 9 mesas, 6 saraus, 3 oficinas e 3 espetáculos poéticos, além da Cerimônia de Premiação, que contemplará o primeiro lugar com o Troféu de participação, certificado e publicação de um livro de poesias com lançamento na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP de 2022).

A programação é aberta ao público geral através das redes sociais do Festival.  As inscrições, que encerraram em maio, oferecem aos poetas inscritos acesso às três oficinas de criação literária, um espetáculo poético exclusivo, participação no concurso de poesias, publicação do poema na antologia Terra: uma poética de nós e ainda três exemplares do livro. 

A sexta edição do FPL tem apoio do Instituto Camões, do Espaço Espelho D’Água, do Museu da Língua Portuguesa e da Associação ILGA de Portugal.

Sobre o Festival 

O Festival de Poesia de Lisboa é uma iniciativa sem fins lucrativos criada em 2016, que tem como principal objetivo a valorização da Língua Portuguesa e o incentivo à leitura. Ao longo dos últimos anos, ele tem fomentado a democratização da palavra através da participação de poetas lusófonos de diversas idades, classes, géneros e raças. 

É um Festival aberto ao público e a todas as nacionalidades, mas apenas pessoas que tenham a língua portuguesa como língua materna podem participar da antologia comemorativa e concorrer aos prémios nos termos e condições estabelecidos no regulamento.

Idealizado por Jannini Rosa e Carla De Sà Morais, o FPL tem apoio institucional do Instituto Camões desde 2018.

Sobre o curador

João Innecco é poeta, curador e educador em prisões. Editor da Antologia Trans (Invisíveis Produções, 2017), organizador do livro Sarau Asas Abertas : Penitenciária Feminina da Capital (Tietê, 2019) e autor das publicações artesanais Fumaça (2017), Tinto (2018), Solo (2019) e Baby (2019). Integra o TRANSarau, que recebeu o Prêmio Mix Brasil 2018, e foi um dos poetas do Sarau Asas Abertas, sarau indicado ao Prêmio Jabuti 2020. Participa como educador do Entre Versos e Vigas, laboratório de comunicação com LGBTs encarcerados no CDP III de Pinheiros.

29.07.2021 | por Alícia Gaspar | festival de poesia, lisboa, lusofonia, Mia Couto, poesia