Lisbon Art Weekend 13-15 Nov 2020

De 13 a 15 de Novembro, Sexta a Domingo, Lisbon Art Weekend (LAW) regressa para o seu segundo ano, mantendo a sua promessa de celebrar o panorama da arte contemporânea Portuguesa, juntando 26 espaços artísticos, que serão abertos ao público para exposições, visitas a estúdios, performances, conversas e muitos outros eventos.


Ao longo dos três dias, LAW ajudará a exibir e trazer para primeiro plano exposições individuais e colectivas - Ana Jotta (Galeria Miguel Nabinho), Fernanda Fragateiro (Galeria Filomena Soares), Rosana Ricalde (3+1 Arte Contemporânea), Horácio Frutuoso (Balcony Gallery), Ascânio MMM (Galeria 111), Adrien Missika (Galeria Francisco Fino), João Ferro Martins (Galerias Municipais - Pavilhão Branco), António Bolota (Galeria Vera Cortês), Ad Minoliti (Kunsthalle Lissabon), Rodrigo Hernández (Madragoa), Daniel V. Melim (MONITOR Lisbon), Ana Pérez - Quiroga (NO·NO Gallery), Kimiyo Mishima (SOKYO LISBON), Mário Belém e Ana + Betânia (Underdogs Gallery), tal como em AZAN, onde será revelado o trabalho de mais de 30 artistas.

Foto de exposição Galeria Filomena Soares, Fotografia de António Jorge SilvaFoto de exposição Galeria Filomena Soares, Fotografia de António Jorge Silva

São de realçar duas performances que irão acontecer este ano. O artista Gustavo Sumpta irá apre- sentar uma performance de 24 horas (Carpintarias de São Lázaro - Centro Cultural), a começar no dia 14 de Novembro e a acabar no dia seguinte, e Daniel V. Melim irá realizar uma performance sonora, de nome Canto das Imagens (MONITOR Lisbon) no dia 15 de Novembro, o último dia do evento.

A complementar as inaugurações de exposições de arte e visitas a estúdios, haverá também conversas com artistas, nas quais o público poderá deparar-se com os criadores das obras de arte apresentadas - Renzo Marasca e Paulo Brighenti (Galeria Belo-Galsterer), Fernanda Fragateiro (Galeria Filomena Soares), Ana Jotta (Galeria Miguel Nabinho), João Ferro Martins (Galerias Municipais - Pavilhão Branco), Rita GT (Movart), só para nomear alguns. E porque vivemos em tempos de restrições físicas e distanciamento social, algumas conversas e visitas ao redor de alguns espaços participantes serão ou de capacidade limitada, mediante reserva, ou irão acontecer online este ano. Dito isto, a Conversa do LAW e as Visitas Guiadas da ARCO GalleryWalk serão transmitidas online e poderão ser visualizadas nas plataformas de redes sociais do LAW (Instagram e YouTube).

Depois de um primeiro ano muito enriquecedor trazendo para Lisboa o tipo de iniciativa que até ali tinha estado apenas a florescer noutras capitais Europeias, Lisbon Art Weekend prepara-se para levar o público mais uma vez numa aventura em torno de uma colecção dos trabalhos mais diversos e multiculturais, num ano muito atípico.
A acrescentar, é importante salientar que estamos a prestar muita atenção para a situação pandémica em que o país se encontra e gostaríamos de reforçar que todas as medidas de saúde da DGS serão rigorosamente seguidas ao longo do evento.

Lisbon Art Weekend é de entrada gratuita em todas as actividades, e tem o apoio da Fundación ARCO, Art Across Europe, Turismo de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e Heden.

Programa completo aqui.

26.10.2020 | por martalanca | câmara municipal de lisboa, conversas, daniel melim, entrada gratuita, exposição, gustavo sumpta, LAW, lisbon art weekend, Performances, turismo de lisboa

Kiluanji Kia Henda | Something Happened on the Way to Heaven

Galerias Municipais – Galeria Avenida da Índia
Curadoria: Luigi Fassi
03.11.2020 – 10.01.2021
Visita com a presença do artista: 03.11.2020 – 17h
(marcação prévia: bilheteira@galeriasmunicipais.pt)


As Galerias Municipais têm o prazer de apresentar Something Happened on the Way to Heaven, primeira grande exposição individual dedicada a Kiluanji Kia Henda (Luanda, Angola, 1979), um dos mais relevantes artistas e ativistas de origem africana no panorama da arte contemporânea.
Something Happened on the Way to Heaven apresenta uma série de esculturas e instalações criadas especialmente por Kiluanji Kia Henda enquanto artista em residência na Fundação LUMA em Arles, França, e no Museu MAN em Nuoro, Sardenha (com o apoio da Sardegna Film Commission), às quais se associam trabalhos fotográficos anteriores. Nas novas peças do artista, a beleza idílica da paisagem mediterrânica contrasta com os traços arquitetónicos da Guerra Fria e com a história contemporânea dessa região entre a África e a Europa como lugar de migração e injustiça social.

Something Happened on the Way to Heaven é formulada como uma observação sobre o mundo mediterrânico com duplo sentido – um idílio aparentemente paradisíaco que revela a presença do seu oposto. Com efeito, as obras de Kiluanji Kia Henda evidenciam a dialética contraditória entre um esplendor natural dotado de traços idealizados e um obscuro reverso de ameaças históricas e atuais.
O primeiro elemento dialético é, evidentemente, a beleza. Representada pela natureza mediterrânica e pela idealização do mar e da costa, esta beleza tornou-se uma mercadoria massificada pelo turismo contemporâneo. O segundo elemento é representado pelos vestígios da Guerra Fria e pela imagem inquietante do Mediterrâneo nos dias de hoje, já não visto como uma ponte entre mundos, línguas e culturas diferentes, mas como uma miragem da esperança de uma nova vida que leva à morte milhares de pessoas que tentam atravessar o mar para o conseguir.

Este território entre a África e a Europa é, assim, interpretado no seu contraste discordante entre a beleza das suas paisagens costeiras e o drama contemporâneo do Mediterrâneo, considerado um lugar de conflito e de bloqueio, a fronteira de uma Europa que se fecha atrás de uma cortina de barreiras jurídicas e físicas cada vez mais rígidas. O tema do movimento e da migração é evocado através de imagens zoomórficas como os flamingos, que têm um estilo de vida nómada e sem regras sazonais rigorosas. Aqui, eles simbolizam a migração como um fenómeno livre, imprevisível e universal. O Mediterrâneo e os territórios subsarianos estão, assim, ligados entre si como geografias instáveis e em constante mudança, testemunhando as transformações recentes e futuras que afetam os respetivos continentes da Europa e de África.
Em colaboração com a Publitaxis & Publiroda e a CP – Comboios de Portugal a exposição Something Happened on the Way to Heaven de Kiluanji Kia Henda ainda conta com oitenta cartazes aleatoriamente distribuídos em algumas das carruagens dos comboios regulares da Linha de Sintra, com imagens da obra A Sina de Otelo / Othello’s Fate (Act I, II, III and IV) de 2013.

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Medidas preventivas Covid 19:
As Galerias Municipais têm uma lotação máxima; É proibida a entrada de grupos com mais de 10 pessoas; É obrigatório o uso de máscara dentro do edifício; Desinfete as mãos à entrada; Mantenha a distância de segurança de 2 metros; Evite o aglomerar de pessoas; Adote as medidas de etiqueta respiratória; Coloque máscaras e luvas nos caixotes do lixo reservados.

26.10.2020 | por martalanca | exposição, Galerias Municipais, kiluanji kia henda, luigi fassi

Galeria MOVART de arte contemporânea africana inaugura em Lisboa com AIR IHOSVA de Ihosvanny

Inauguração: 31 de outubro, 16h às 20h

Exposição patente até 10 de dezembro

MOVART Lisboa - Rua João Penha, RC 14A | 1250-131 Lisboa movart.co.ao

Terça a sexta, 14h – 18h30 

Sábado, 10h – 14h

A galeria MOVART, estabelecida em Luanda desde 2017, inaugura no dia 31 de outubro, entre as 16h e as 20h, um novo espaço em Lisboa com a exposição AIR IHOSVA do artista Ihosvanny.

O projeto nascido em 2015, e que em 2017 se tornou a primeira galeria comercial a surgir em Angola, abre em Portugal com trabalhos inéditos de Ihosvanny, um artista de origem angolana que é representado pela MOVART desde a sua fundação. No programa da galeria sucedem-se as exposições individuais de António Ole, em dezembro, e de Rita GT em Março de 2021.

Em AIR IHOSVA, Ihosvanny celebra a vida e as suas formas de resistência no mundo contemporâneo, criando poemas visuais que ganham forma através da pintura e da instalação. No dia 31 de outubro, durante a inauguração da exposição, o artista vai criar um mural no pátio do edifício da galeria e o processo poderá ser acompanhado pelos visitantes.

É na paisagem urbana da cidade de Luanda que Ihosvanny encontra habitualmente o seu material de trabalho. AIR IHOSVA amplia a investigação sobre a paisagem e as suas diferentes perspetivas à cidade de Lisboa, onde o artista desenvolveu o atual projeto, no âmbito de uma residência artística. No dia 29 de outubro, a partir das 20h, Ihosvanny realiza um open studio da sua residência no espaço MONO, na Rua Feio Terenas, 31A, em Lisboa.

A exposição AIR IHOSVA poderá ser visitada na MOVART até dia 10 de dezembro, de terça a sexta das 14h às 18h30 e aos sábados entre as 14h e as 19h, ou por marcação em qualquer outro horário. A admissão no espaço é livre, mas encontra-se limitada a 5 pessoas e é obrigatório o uso de máscara facial.

Ihosvanny (Angola,1975) vive e trabalha entre Barcelona e Luanda. É um artista autodidata, que pertence à geração de artista angolanos do período pós-independência de Angola.

Influenciado pelas dinâmicas urbanas das cidades por onde vive ou passa, Ihosvanny representa nas suas obras uma visão única e desfragmentada desses locais, onde explora as experiências do urbanismo em  pintura, fotografia, vídeo e instalação sob forma de apelar aos sentidos do espectador.

Ihosvanny participou conta com a participação em exposições individuais, coletivas e feiras de arte na África do Sul, Angola, Brasil, Cuba, EUA, França, Inglaterra, Itália, Portugal, São Tomé e Príncipe e Uganda. Entre as exposições e contextos em que já expôs, destacam-se: o Museu Judaico (Nova York, 2014); o Museu de Arte da Moderna da Bahia (Salvador, 2012); a 11ª Bienal de Havana (Cuba, 2012); Trienal de Luanda (2010, 2007); e o Pavilhão Africano na 52ª Bienal de Veneza (2007). 

O trabalho do artista está representado em várias coleções institucionais e privadas, entre elas a Fundação Sindika Dokolo, Fundação Elipse e Fundação PLMJ.

A galeria MOVART e a visibilidade de artistas das diásporas africana e lusófona

A MOVART abriu portas em 2017 na Marginal de Luanda, espaço que mantém até hoje, tornando-se a primeira galeria comercial a estabelecer-se em Angola. O projeto foi criado dois anos antes, em 2015, pela mão da então consultora Janire Bilbao, e dedicou-se à apresentação de exposições experimentais e itinerantes, de artistas locais e da diáspora contemporânea africana, na cidade de Luanda e fora desta.

A MOVART conta com mais de 40 exposições realizadas em diferentes formatos, desde projetos pop-up a projetos comissariados, que foram apresentadas em Luanda, Lisboa, Paris e Nova Iorque. Estes projetos ocuparam espaços incomuns, como o semiconstruído Maianga Office Park, espaços institucionais, como a Galeria Banco Económico e o Instituto Camões de Luanda, e espaços temporários, como o prédio Palais Castilho em Lisboa.

O projeto ganhou visibilidade, apoiou o desenvolvimento de um mercado local e internacional, viabilizou a instalação da galeria num espaço permanente e a participação regular em feiras de arte. “A missão da MOVART é garantir que o mundo conhece a produção de artistas oriundos de países do continente africano e das suas diásporas”, destaca Janire Bilbao, a fundadora e directora da galeria. Desde 2017, a MOVART tem participado regularmente em feiras internacionais, tais como a 1:54 Contemporary African Art Fair (Nova Iorque), Scope International Art Show (Miami Beach), FNB Joburg Art Fair (Joanesburgo), London Art Fair (Londres), AKAA Fair (Paris), ARCOMadrid e ARCOlisboa.

“Quando abri a galeria em Luanda sabia que o programa teria de ser focado na internacionalização e na visibilidade dos nossos artistas, que são muitas vezes sub-representados ou até exotizados, no cenário artístico mundial”, prossegue a galerista. Atualmente a MOVART representa IhosvannyKeyezuaKwame SousaMário MacilauRita GT e Thó Simoes, e desenvolve projetos com outros artistas. Com este grupo de artistas e com recurso a diferentes modelos de colaboração, a galeria procura promover a amplitude de atuação, as múltiplas esferas e representações, que hoje enquadram o universo de produção artística das diásporas africana e lusófona.

O impacto positivo da participação da galeria na edição de 2019 da ARCOlisboa, no contexto do África em Foco, que teve a curadoria de Paula Nascimento, foi determinante na decisão de Janire Bilbao de investir em Portugal. A MOVART instalou-se em Lisboa em maio de 2019 e tem operado nos formatos pop-up e showroom. O contexto de crise pandémica e a consequente retração económica, não desmotivaram a galerista de inaugurar o seu novo espaço e programa, que passa a articular Lisboa e Luanda.

“Esta nova fase da galeria permite para dar continuidade ao nosso trabalho e apoiar os nossos artistas, com abordagens de percurso mais sólidas e integradas. A MOVART Luanda passará a ser uma plataforma mais focada em projetos de residência artística e na descoberta de novos talentos, que depois poderão circular pela galeria de Lisboa e ser apresentados noutros contextos internacionais”, descreve Edna Bettencourt, diretora da MOVART Luanda.

No dia 31 de outubro, a MOVART abre portas no número 14A RC, da Rua João Penha, num edifício projetado pelo arquiteto Carrilho da Graça e que está localizado a poucos metros do Jardim das Amoreiras, do Museu da Água e do Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva. O novo espaço vai também ampliar o circuito galerístico Rato-Amoreiras, que integra atualmente a histórica galeria Diferença, a italiana Monitor e a 3+1 Arte Contemporânea.

A galerista que trocou o direito pela promoção da arte contemporânea no continente africano

Janire Bilbao nasceu na cidade de Bilbao, na Espanha. Atualmente, vive e trabalha entre Luanda e Lisboa.

Bilbao formou-se em Direito, trabalhou como jornalista e em agências de comunicação e foi, precisamente, a atividade profissional que a levou até Luanda em 2011. Já a viver na capital angolana, trabalhou na organização do Palanca Parade, um projeto de cariz solidário que envolveu a participação de vários artistas locais. Esta experiência deu-lhe a oportunidade de acompanhar o então crescimento da cena artística angolana, de conhecer e estabelecer relações próximas com artistas, sobretudo da geração que emergiu e começou a angariar visibilidade, após a independência de Angola. Foi o trabalho destes artistas e o desejo de projetar os seus discursos no cenário artístico internacional que motivou Bilbao a fundar o projeto MOVART.

Em setembro de 2020, Bilbao foi nomeada pela Apollo – The International Art Magazine uma das pessoas mais influentes do continente africano, com menos de 40 anos de idade.

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MOVART Lisboa | Rua João Penha, RC 14A | 1250-131 Lisboa

MOVART Luanda
Avenida 4 de Fevereiro
Espaço Comercial Baía de Luanda
Luanda – Angola

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Encerrado às segundas, domingos e feriados.

Visitas por marcação.

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Para mais informações, por favor contacte:

Sílvia Escórcio | silvia.escorcio@thisiscuco.com | +351 91 368 36 45

gallery@movart.co.ao

24.10.2020 | por martalanca | angola, exposição, Ihosvanny, movart lisboa, movart luanda

Museu de Arte Antiga mostra inédito de Almada, a "pedra no sapato" do seu espólio

Uma peça inédita de grandes dimensões, considerada pela família de Almada Negreiros “a pedra no sapato” do espólio do artista, foi restaurada e vai poder ser vista pelo público, a partir desta quinta-feira, no Museu Nacional de Arte Antiga.

Estudo em fio dos painéis de São Vicente (título atribuído)© Direitos reservadosEstudo em fio dos painéis de São Vicente (título atribuído)© Direitos reservados

Depois de 80 anos guardada no antigo atelier de Almada Negreiros (1893-1970) esta obra, datada de 1950, esteve nas mãos dos especialistas do Laboratório José de Figueiredo, em Lisboa, para ser restaurada, e tem como título atribuído Estudo em fio dos painéis de S. Vicente.

Guardada durante décadas a sofrer a degradação do tempo, tem quase dois metros de altura e largura, e apresenta desenhos e reproduções fotográficas dos icónicos painéis do século XV, fios de algodão e arame, características únicas agora enaltecidas por um restauro e estudo aprofundado.

“Do espólio que nós temos na família, esta é capaz de ser a ‘pedra no sapato’ mais complexa, porque tem uma dimensão bastante grande, necessitava de um restauro multidisciplinar, e de um estudo paralelo. Reunia muitas condições que nunca tínhamos conseguido até hoje”, disse à agência Lusa Rita Almada Negreiros, neta do artista, em setembro, durante uma visita ao Instituto José de Figueiredo.

Os quinze painéis na Capela do Fundador (título atribuído)© Direitos reservadosOs quinze painéis na Capela do Fundador (título atribuído)© Direitos reservados

A partir desta quinta-feira, esta peça, inspirada nos Painéis de São Vicente, obra maior da pintura europeia do século XV, da autoria do pintor português Nuno Gonçalves, é exibida pela primeira vez no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, no âmbito de uma exposição que resulta de uma investigação desenvolvida por Simão Palmeirim e Pedro Freitas.

“Esta peça esteve desde os anos 1950 no mesmo sítio, pousada onde Almada a deixou, e foi-se degradando, sofrendo com o passar do tempo, o envelhecimento dos materiais, num atelier prefabricado em madeira, em Bicesse, que ainda existe, e, onde havia oscilações de temperatura, e de humidade”, relatou a neta do artista, sobre as condições do espólio.”

Para grande contentamento das netas de Almada - Rita e Catarina - que guardam o espólio do artista multifacetado, falecido em 1970, esta peça foi finalmente restaurada, e pode ser exibida ao público, num museu. Esperam ainda que possa ficar em depósito no MNAA, para sua própria proteção, e ser estudada pelos interessados.

Rita Almada Negreiros mostrou uma grande satisfação pela concretização do restauro, uma oportunidade conseguida, “graças ao Laboratório José de Figueiredo, à equipa multidisciplinar, e à exposição que se vai realizar no Museu Nacional de Arte Antiga”.

Também sublinhou a importância da realização de exaustivos estudos prévios, pelos investigadores Simão Palmeirim e Pedro Freitas, especialistas nas áreas de pintura, geometria e matemática: “Há vários anos trabalham sobre o espólio [de Almada Negreiros], e já conseguiram deslindar estes traçados geométricos, para fazer o restauro ponto a ponto para esta peça”. “Foram muitos anos de espera, e já quase tinha perdido a esperança”, disse à Lusa, emocionada.

José de Almada Negreiros - figura ímpar do modernismo português do século XX - aplicou-se, ao longo da vida, a uma grande diversidade de meios de expressão artística, desde o desenho e a pintura, mas também o ensaio, romance, poesia, dramaturgia, e até o bailado.

Esta peça, que é agora exibida pela primeira vez, tem a particularidade de ter sido inspirada pelos Painéis de São Vicente, o políptico que fascinou Almada desde a primeira vez que a viu, de tal forma que fez um pacto com Amadeo de Souza-Cardoso e Santa-Rita para a estudarem até ao fim da vida.

Os outros dois artistas viriam a falecer em 1918, mas Almada continuou o seu propósito, e dedicou várias décadas à promessa, criando uma teoria para explicar os enigmas do conjunto de pintura antiga. Imaginou a disposição de mais de uma dezena de pinturas num só grande retábulo, que afirmava ter sido projetado para o Mosteiro da Batalha, resultando desses seus estudos uma vasta produção artística.

Estudo geométrico a propósito da obra Ecce Homo (título atribuído)© Direitos reservadosEstudo geométrico a propósito da obra Ecce Homo (título atribuído)© Direitos reservados

Rita Almada recordou que, infelizmente, devido ao seu estado, as peças não puderam ser exibidas na exposição antológica “José de Almada Negreiros - Uma Maneira de ser Moderno”, que a Fundação Calouste Gulbenkian lhe dedicou, em 2017, com mais de 150 obras.

“Agora, vai ter um destaque especial na Sala do Teto Pintado do Museu de Arte Antiga”, disse, sobre a exposição que abre esta quinta-feira ao público, com o título “Almada Negreiros e os Painéis - um retábulo imaginado para o Mosteiro da Batalha”, com peças em que o artista apresenta a sua interpretação geométrica de várias pinturas do museu, entre as quais os próprios painéis de São Vicente.

Pela primeira vez, serão apresentadas duas obras de grande dimensão - uma de 1950 e outra de 1960 - completas, que aliam fotografia, desenho e materiais têxteis, e marcam momentos importantes da pesquisa de Almada, bem como alguns estudos preparatórios do artista.

Esta exposição é complementada por uma outra, dedicada ao mesmo tema, no próprio Mosteiro da Batalha, a inaugurar, sob o título “Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha - quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado”, e tem também como comissário Simão Palmeirim.

Artigo publicado originalmente no jornal Diário de Notícias a 15/10/2020

16.10.2020 | por martalanca | almada negreiros, cultura, exposição, museu de arte antiga, pinturas

"1 Million Rosen für Angela Davis" | Kunsthalle im Lipsiusbau, Dresden

Local de emissão: https://www.skd.museum/besuch/lipsiusbau/

Tempo de execução: 10 Out. 2020 / 24 Jan. 2021

1 milhão de rosas para Angela Davis 


Nos trabalhos - fotografias, vídeos, esculturas, instalações sonoras e obras conceituais - uma jovem geração de artistas foca no compromisso contínuo de Davis com a justiça social, a sua luta contra o racismo e o sexismo, bem como a introdução da sua imagem icónica numa história global de resistência.

Curadora da exposição: Kathleen Reinhardt 

Mais informação disponível em: https://lipsiusbau.skd.museum/ausstellungen/1-million-rosen-fuer-angela-davis/

08.10.2020 | por martalanca | Angela Davis, exposição, feminismo, racismo, sexismo

ANDANDO EM TORNO DO SOL. MÁQUINAS, ARANHAS E CORSÁRIOS - curadoria de Eduarda Neves

Na mitologia grega, Europa, princesa filha de Agenor, rei da Fenícia, foi raptada por Zeus. Para evitar que Hera, a sua mulher ciumenta, soubesse, assumiu a forma de um touro branco de olhos azuis e deitou-se no prado enquanto Europa passeava com as suas damas de companhia. A princesa, encantada com a calma e o afecto do animal, aproxima-se e acarinha-o. Subitamente, o touro desata a voar raptando-a. Leva-a para Creta onde viveram desde então. Seja a história de um mito, que é também a história de um roubo, ou Eurasia de Beuys, é da complexa narrativa do Velho Continente que se trata: de uma Europa que foi roubada a uma Europa que roubou. Se na Idade Média uma das formas de exclusão seria a de embarcar os loucos em certos navios, foi no mar que os antigos navegadores procuraram a boa saúde que não encontravam em terra firme. Em comum têm esse parentesco, a possibilidade de ir e não voltar. Como limite entre a água e a terra, o embarque e o navio são figuras do além, a possibilidade de um dehors. Que intensidades encontramos, hoje, na Europa? Estaremos perante um modelo de repressão para as nossas máquinas desejantes que desinvestem no campo sócio-histórico? Como investir o desejo de força revolucionária e abandonar o homem superior, a gramática humanista de uma máquina de escrita envelhecida? Como destronar o Grande Império, o Grande Significante e manter a força activa do culto do erro, tal como Nietzsche chamou à invenção da arte? A libertação de Ariana, a aranha que mantém o fio no labirinto, supõe o apelo nietzscheano para que nos enforquemos com esse fio, ou seja, nos libertemos do ideal ascético, do disfarce moral. Manter a força activa do culto do erro, como chamou Nietzsche à invenção da arte e apropriarmo-nos do humor filosófico das Cartas Persas de Montesquieu, constitui a nossa “cozinha do sentido”. Sejamos Rica e Usbek, os persas imaginários desse livro prodigioso. Na mesma Terra mas com homens diferentes. A Terra gira em torno do Sol. E nós com ela, a ocidente e a oriente.

WALKING AROUND THE SUN. MACHINES, SPIDERS AND BUCCANEERS

In Greek mythology, Europa, a princess, daughter of Agenor, king of Phenicia, was kidnapped by Zeus. To prevent Hera, her jealous wife, from knowing about it, he took the form of a blue-eyed white bull and layed down in the meadow while Europa strolled with her ladies-in-waiting. Delighted with the calm and affection of the animal, the princess came close and caressed the bull. Suddenly, he grabed her and flew away, taking her to Crete where they lived since then. From the history of a myth, which is also the story of a theft, to Beuys’ Eurasia, it is the complex narrative of the Old Continent which is presented to us: from a Europe that was stolen to a stealing Europe. If in the Middle Ages one of the forms of exclusion would be to embark the madmen on certain ships, it was at sea that the old navigators sought the good health that they could not find on land. In common they have this kinship, the possibility of going and not returning. As a boundary between water and land, boarding and ship are figures of the beyond, the possibility of a dehors.Which intensities do we find in Europe today? Are we facing a model of repression for our desiring machines that disinvest in the socio-historical field? How to invest the desire for revolutionary force and abandon the superior man, the humanist grammar of an aged writing machine? How to dethrone the Great Empire, the Great Significant, and keep with the active force of the cult of error, as Nietzsche called the invention of art? The liberation of Ariana, the spider that holds the thread in the labyrinth, supposes the Nietzschean appeal that we hang with this thread, meaning that we free ourselves from the ascetic ideal, from moral disguise. To keep the active force of the cult of error, as Nietzsche called the invention of art, and to appropriate the philosophical mood of Montesquieu’s Persian Letters, is what constitutes our “kitchen of sense.” Let us be Rica and Usbek, the imaginary Persians of this prodigious book. On the same Earth but with different men. Earth rotates around the Sun. And we spin with it, west and east.

CASA DO INFANTE | INFANTE´S HOUSE | Porto | Inauguração | Opening | 13.09.19 | 18H

5 pm [13.09_13.10.19]    

07.09.2019 | por martalanca | exposição, máquinas, porto, sol

Exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas” até 7 de maio

Esta mostra conta com a presença de 63 importantes autores, oriundos de África (Angola, Cabo Verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe), Península Ibérica (Portugal e Espanha) e continente americano (Brasil, Chile, Argentina e Cuba), que são exemplo: Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Salvador Dalí, Pablo Picasso, Joan Miró, Malangatana, Wifredo Lam, Marcelo Grassmann, Fernando Botero, Eduardo Nery, Mito, entre tantos outros.

É uma iniciativa da UCCLA, com curadoria de Cabral Nunes, a exposição está organizada em três núcleos em torno de núcleos dedicados aos temas “Autoritarismo, Ditames e Resistência”, “O Dealbar das Democracias” e “Presente Futuro”, para refletir sobre os percursos e conexões que a arte, produzida num contexto Afro-Ibero-Americano, tem registado, em especial a que foi materializada a partir da década de 1940, até ao presente. 

Autoritarismo, Ditames e Resistência: O primeiro momento expositivo integra obras de autores cujo trabalho começou a afirmar- se durante o período em que vigoraram regimes autoritários fascistas na Península Ibérica (Estado Novo 1933-74 e Franquismo 1939-75), nos países colonizados em África e durante as ditaduras militares que vigoraram na América Latina no decurso da Guerra Fria, que medeia o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991). Esse foi um período de enorme violência à qual a generalidade dos artistas se opôs, resistindo e enfrentando, através da arte, o jugo ditatorial.

O dealbar das democracias: Segundo momento expositivo, integrando obras realizadas no decurso (e após) os processos revolucionários de afirmação democrática na América Latina, África e também em Espanha e Portugal, onde a liberdade que se seguiu a décadas de repressão se fez sentir de modo particular no desenvolvimento artístico.

Presente-Futuro: Terceiro e último momento da mostra, procura apresentar a criação artística que se tem vindo a verificar na contemporaneidade, fruto de uma geração que, felizmente, não passou pelas agruras das gerações precedentes mas que, num contexto de mundo interconectado, enfrenta desafios de validação e identidade quiçá nunca antes observados no meio artístico. Esta geração de autores tem conseguido precisamente isso: a sua afirmação no contexto de democracias consolidadas ou das que ainda estão em processo de consolidação, não fugindo à responsabilidade de enfrentar os (novos) desafios colocados pela era da Globalização.

Horário: De terça a domingo, das 10 às 18 horas. Até 7 de maio de 2017

02.05.2017 | por martalanca | Afro-Ibero-Americanas, exposição

Exposição | Imbamba ya muhatu | Coisas de mulher

até 20 de Outubro no Centro Cultural Português LUANDA

A expressão “coisas de mulher” é muitas vezes usada para apontar questões supérfluas: cabelos, unhas, comidas. Uma expressão que deliberadamente torna tudo supérfluo retirando elementos do mundo ao remetê-los ao espaço de intimidade das mulheres. Contudo, ao colocarmos essas mesmas questões de volta ao mundo (re) encontramos contextos políticos, económicos e sociais que as estruturam. Desde a construção histórica do feminino e do papel social da mulher ao seu lugar social ou à feminização do trabalho doméstico. Mas bom, estas não são mais coisas de mulher, pois não? O espaço de intimidade feminina para que são remetidas as unhas, os cabelos e as comidas são também o espaço social que a mulher ocupa.O circuito económico do cabelo que usamos e as noções de beleza que os acompanham não fazem parte desse espaço; senão por imposição, ainda que através de subtis mecanismos, estes sim do âmbito da intimidade entre mãe e filhas, tias e avós, onde se aprende a ser mulher, a cuidar, a não reclamar do trabalho doméstico e a fazê-lo bem.

Esta exposição pretende trazer para o espaço público da exposição algumas coisas de mulher e questionar o espaço que estas coisas ocupam através do trabalho de duas artistas. Keyezua, artista angolana e Wura-Natasha Ogunji, artista nigeriana. Ambas as artistas trabalham temas como o corpo feminino e a construção social da mulher. Wura e Keyezua têm ainda em comum a prática da performance, prática que pelas suas próprias características já coloca o corpo no centro da acção e do debate. Nesta exposição a performance será central para contextualizar os debates que as suas obras abordam oferecendo uma nova camada de interpretação e discussão sobre os temas propostos. 
Artistas:
Wura-Natasha Ogunji
Conhecida pelos vídeos em que usa o seu próprio corpo para explorar noções de movimento e de impressão em água, terra e ar. A sua mais recente série de performances intitulada ‘Mo gbo mo branch/I heard and I branched myself into the party’ explora a presença da mulher no espaço público em Lagos, Nigéria. Oguji já foi congratulada com uma série de prémios, incluindo o John Simon Guggenheim Memorial Foundation Fellowship (2012) e apoios do Idea Fund, Houston (2010), e do Pollock-Krasner Foundation (2005). Ogunji já apresentou o seu trabalho no Centro de Arte Contemporânea (Lagos), The Menil Collection (Houston) e a Fundação Pulitzer para as Artes (St. Louis). Licenciou-se em Antropologia pela Stanford University, Palo Alto, CA, em 1992 e um MFA em Fotografia pela San Jose State University, CA, em 1998. Ela vive entre Austin e Lagos.
Keyezua
Licenciada pela Real Academia de Artes em Haia, Holanda. ‘’Desde pequena fui a criança desobediente em casa, mudando as coisas para mostrar os meus sentimentos e de forma a provocar reacções. É algo que não desapareceu com os anos, cresceu em mim e tornei-me alguém que interage com questões humanas expondo-as para criar espaços de debate ou para uma segunda opinião da minha audiência. A minha arte entre o expressionismo, surrealismo e pan-africanismo. Gosto de definir-me como uma contadora de histórias.’’
Curadora
Suzana Sousa
Curadora e crítica de arte independente. Trabalhos recentes: 2015, co-curadoria com Bruno Leitão da exposição Love Me Love Me Not: Arte da colecção Sindika Dokolo na Biblioteca Almeida Garreth, Porto, Portugal; 2014, co-curadoria do projecto Sights and Sounds, Global film and Video no The Jewish Museum, Nova Iorque, EUA e curadoria de Tipo Passe, exposição de fotografia de Edson Chagas, em Luanda, no IC-Centro cultural Português. Trabalhos publicados em Contemporary&; Art+Auctions (NY) and Arterial Network/ Arts in Africa. Mestre em estudos culturais pela Goldsmiths College, Universidade de Londres e doutoranda em Antropologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, com o projecto de pesquisa ‘Da nacionalização da arte em Angola. Contextos políticos da constituição da categoria de arte angolana.’

14.10.2016 | por marianapinho | Coisas de Mulher, exposição, Keyezua, Wura-Natasha Ogunji

"Fuckin' Globo!"

A exposição colectiva “Fuckin’ Globo!” reúne um conjunto de artistas multidisciplinares que exibem obras envolventes e no limiar da disrupção no mítico Hotel Globo, âmago incontornável da vida cultural da baixa de Luanda.

Em “Fuckin’ Globo!”, o espaço expositivo está intimamente tecido ao conceito das obras desenvolvidas pelos artistas, gerando um uníssono das várias intervenções. Na intimidade dos quartos e num ambiente quase claustrofóbico, as obras exibidas funcionam como uma metáfora da inconformidade de viver num planeta profundamente caótico em constante estado de mutação.

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The collective exhibition “Fuckin’ Globo!” is an assemblage of multidisciplinary artists, where works will be displayed in an engaging and borderline disruptive form at the mythical Hotel Globo, a pivotal building on Luanda’s downtown cultural life.

On “Fuckin’ Globo!” the space of the exhibition will be an inseparable part from the general concept of the works being shown, generating an unison from the various interventions. At almost claustrophobic environment and within the intimacy of the rooms, the purpose of the works displayed is to set a metaphor on the unconformity set to all of us living in an environment submersed into a chaotic and advanced state of mutation.

29.06.2016 | por martalanca | artistas angolanos, exposição, Fuckin' Globo!, Globo

Apresentação de “Hello, my name is..." ...and... "Yes, I am fine”, de Gernot Wieland

“Seguramo-nos nos objetos da memória – ou serão os objetos que se seguram em nós?”  

Na sua primeira exposição individual em Portugal, de 11 de junho a 24 de julho, desenvolvida para o espaço Lumiar Cité, Gernot Wieland apresenta, entre outros trabalhos, o seu mais recente filme “Hello, my name is…” …and… “Yes, I am fine”. Nesta obra, o artista entrelaça narrativas pessoais, relatos históricos e factos científicos, elementos ficcionais e reais, de ironia e do absurdo, com acontecimentos trágicos e cómicos, incluindo “elementos ameaçadoramente estranhos”. Por outro lado, são evocados papagaios, a história dos drones, cenários psicoterapêuticos, análises de impotências e a infância católica do artista, complexificando as noções de interpretação da memória.  

No dia da inauguração, pelas 18h00, o artista apresenta a “Lecture Performance” intitulada “Speaking of Places”. Através da performance do artista e da projeção de imagens, a apresentação assume componentes relacionadas com o filme, alargando-o para especulações sobre cristais e Karl Farkas, ator e artista de cabaret austríaco.  

Gernot Wieland (Áustria) vive e trabalha em Berlim (Alemanha) e Brantevik (Suécia). Entre os seus eventos individuais e coletivos mais recentes destacam-se: “Objects Do Things“, CCA - Center for Contemporary Art, Varsóvia (2016); “Therapy for Drones“, Kunstverein am Rosa-Luxemburg Platz, Berlim (2016); “Midsummer Night Scream“, De Appel arts centre, Amsterdão (2015); “Grammatik“, Nationalmuseum, Berlim (2015); “Figures of Conjunction“, Kunstverein Nürnberg, Nuremberga (2014); “Videonale.14 - Festival for Contemporary Video Art“, Kunstmuseum Bonn (2013), entre outros. Desde 2011, Gernot Wieland  dirige atividades de docência na Berlin University of the Arts.  

Para mais informações, contactar:  

Carlos Alberto Carrilho | Tel + 351 21 352 11 55 | carlos.carrilho@maumaus.org | www.maumaus.org 

08.06.2016 | por claudiar | apresentação de filme, exposição

Exposição "Being and Becoming: Complexities of the African Identity"

No próximo dia 25 de maio, pelas 18h00, decorrerá a inauguração da exposição Being and Becoming: Complexities of the African Identity, na Unisa Art Gallery, em Pretória. A exposição, de Paula Assis Nascimento e Raphael Chikukwa, estará patente até ao dia 25 de junho de 2016.

24.05.2016 | por claudiar | arte africana, exposição, identidades africanas

Inauguração do projecto "Páginas Inquietas - sobre documentos insubmissos"

Dia 21 de maio, pelas 16h, irá decorrer a iauguração do novo projecto de Susana Gaudêncio e Mário Moura “Páginas Inquietas - sobre documentos insubmissos”, no espaço MIRA.

A entrada é livre.

Horário:

terça a sábado, das 15h às 19h

20.05.2016 | por claudiar | exposição, inauguração

Inauguração da exposição "Páginas Inquietas - sobre documentos insubmissos"

Inaugura-se no próximo dia 21 de maio a exposição “Páginas Inquietas - sobre documentos insubmissos” que estará patente no Espaço MIRA, no Porto, até 25 de junho de 2016.

Trata-se de uma exposição de publicações associadas a movimentos de activismo, a revoluções, sátira política e de costumes. Apresentam-se documentos inconformados, representativos de intenções utópicas, de éticas de existência marginal, e de resistência. Incluem-se, entre outras, publicações Situacionistas, dos Provo, dos Black Mask, foto-livros documentando a Revolução de Abril e o grafitti revolucionário, The Last Whole Earth Catalogue, o Buraco, a Paródia, etc.

PROGRAMA Espaço MIRA 2016

21 de maio 2016

16h | Inauguração da exposição Páginas Inquietas – sobre documentos insubmissos

Curadoria: Susana Gaudêncio e Mário Moura

25 de junho 2016

Finissage da exposição Páginas Inquiestas – sobre documentos insubmissos

Para mais informaões:

Facebook

contacto@espacomira.net 



17.05.2016 | por claudiar | activismo, exposição

Exposição de Kiluanji Kia Henda

No próximo dia 27 de Maio, pelas 18h30, dar-se-à a abertura da mais recente exposição de Kiluanji Kia Henda - “Concrete Affection”.

Para mais informações, ver aqui.

07.05.2016 | por claudiar | exposição, kiluanji kia henda

Movimento Liberdade Já! no Lx Factory

No próximo dia 7 de maio, pelas 17h, na sala Balneário da Lx Factory, realiza-se a inauguração da exposição e debate focados na solidariedade para com os ativistas angolanos no âmbito do movimento “Liberdade Já”.

Para mais informações, ver aqui.

05.05.2016 | por claudiar | activistas, angola, debate, exposição, liberdade já

Exposição “Do Sul e dos povos”

Na próxima sexta-feira, dia 29 de Abril a partir das 18h na Galeria Tamar Golan, será a inauguração da Exposição Individual de nome “DO SUL E DOS POVOS”, do artista Thó Simões.

 

A Galeria Tamar Golan encontra-se situada na histórica Baixa de Luanda, no prédio da SICCAL, na Rua Rainha Ginga, nº187.

26.04.2016 | por claudiar | angola, exposição

Exposição da escultura Makonde e pintura Tingatinga

Exposição em memória de Robert Jakobo, escultor tanzaniano de raízes moçambicanas, que se irá realizar na Polónia (Muzeum Podróżników im. Tony`ego Halika).

13.04.2016 | por claudiar | arte africana, escultura, exposição, pintura

Exposição "Casa dos Estudantes do Império, 1944-1965. Farol da Liberdade"

No próximo dia 25 de abril, pelas 18h30, será inaugurada a exposição “Casa dos Estudantes do Império, 1944-1965. Farol da Liberdade”, no Salão Júlio Resende do Centro Cultural Português do Mindelo, em Cabo Verde.

Desde outubro de 2014 que a UCCLA tem vindo a promover uma vasta homenagem à Casa dos Estudantes do Império - criada em 1944, pelo regime do Estado Novo, para responder ao reforço do convívio dos estudantes universitários das ex-colónias portuguesas, que não possuíam instituições de ensino superior nos seus países e que tinham que continuar a frequência universitária em Portugal.

Esta exposição pretende dar a conhecer um pouco melhor da história e da realidade vivida por estes jovens. Trata-se de uma mostra documental, com fotografias, publicações periódicas, livros, documentos oficiais, etc, cedidos ou disponibilizados pelos associados e por algumas instituições.

A exposição decorrerá no âmbito das comemorações da revolução dos cravos e estará patente até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12h30 e das 15 às 19 horas.

Importa referir que esta exposição já esteve patente nas cidades de Lisboa (Portugal), Maputo (Moçambique), Praia (Cabo Verde), seguindo, no próximo dia 25 de abril, para a cidade do Mindelo (Cabo Verde) e, posteriormente, para Luanda (Angola).

Entrada livre

07.04.2016 | por claudiar | cabo verde, Casa dos Estudantes do Império, exposição

Inauguração da exposição KIN

Kin é uma exposição que reúne 6 artistas contemporâneas internacionais: ruby onyinyechi amanze, Phoebe Boswell, Virginia Chihota, Mary Evans, Lebohang Kganye e Senzeni Mthwakazi Marasela. Com inauguração a 30 de Abril, às 19h, a exposição irá decorrer até 9 de Julho. As obras apresentadas debruçam-se essencialmente sobre narrativas pessoais, tomando como ponto de partida uma noção geral de família - aquela em que nascemos, aquela que fazemos para nós - e a história de família, para articular noções de eu no âmbito de contextos interpessoais e enquadramentos históricos e sociais mais amplos. Pesquisando genealogias, desvelando narrativas familiares que atravessam gerações, considerando a herança partilhada com familiares ou a experiência do comum com os nossos pares, as obras em exibição sublinham o papel central que as nossas relações têm para a nossa própria educação. Ao falar em parentesco e na ligação aos outros, as artistas participantes questionam os amplos processos de relato e interpretação dos acontecimentos e negoceiam o intervalo entre o universo do pessoal, do íntimo, da experiência subjetiva, e as narrativas coletivas ou aparentemente oficiais. Nas ciências sociais, a perceção de que as vidas dos indivíduos comuns têm um valor significativo no entendimento dos processos históricos de mudança e das sociedades contemporâneas adquiriu importância recentemente. Artistas e investigadores têm dado uma importância central às narrativas pessoais por estas permitirem olhar os acontecimentos sob uma nova luz, de formas frequentemente ignoradas pelos enquadramentos tradicionais da análise histórica. As obras nesta exposição são de natureza profundamente pessoal e sugerem uma história diferente, sussurrando verdades íntimas para lá de generalizações e declarações arrebatadoras. Sem remorsos e com uma honestidade constrangedora, as artistas em KIN fazem uso do eu como o seu principal objeto de estudo, olhando em profundidade para as suas histórias e convidando o espetador a refletir sobre a sua própria história.

HANGAR Centro de Investigação Artística
Rua Damasceno Monteiro, 12 r/c
1170-112 Lisboa
Tel. +351 218 871 481
Horários: quarta-feira a sábado, 15h – 19h
Entrada livre

Para mais informações:

Imprensa - Andreia Páscoa | 967 209 639 | andreia.pascoa@hangar.com.pt

Programa Educativo - Ana de Almeida | 938 439 060 | ana.almeida@hangar.com.pt

Dropbox [download high res images]

www.hangar.com.pt

www.africacont.org

01.04.2016 | por claudiar | arte contemporânea, exposição

Panos de Pente em Destaque no Centro Cultural Português

Até ao dia 8 de abril, o Centro Cultural Português expõe 19 trabalhos recebidos para o I.º Concurso Nacional de Panos de Pente.

O concurso foi criado pela Embaixada de Portugal e pelo Camões IP com o objetvo de incentivar a inovação de padrões e aplicações e apoiar a sua valorização económica como indústria têxtil e indústria cultural.

No dia 8 de abril serão atribuídos dois prémios (do melhor padrão de pano e do melhor conjunto de panos) na forma de financiamento de projetos para desenvolvimento das oficinas e marca dos artesãos vencedores.

30.03.2016 | por claudiar | arte africana, artesanato africano, exposição, panos de pente