Cinemas pós-coloniais e periféricos - ebook

Este é o terceiro volume da série de publicações  intitulada Cinemas pós-coloniais e periféricos, produzida no âmbito do GT homônimo da Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. Esta rede de pesquisadores dedica-se aos estudos pós-coloniais a partir do cinema e suas implicações políticas e estéticas no campo das artes em geral.

De acordo com pensadoras e pensadores latino-americanos, como Maria Lúgones, Walter Mignolo e Nelson Maldonado-Torres, o discurso central da suposta universalidade do projeto da modernidade trouxe como consequência a eliminação de saberes e culturas locais, ancestrais, comunitárias e não industriais ligadas aos antigos povos originários. A justificativa utilizada para tal epistemicídio corresponde à celebração da participação de tais grupos na “civilização ocidental” moderna, cuja composição social é marcada pelo racismo estrutural. Portanto, o que é entendido como periférico, subalterno ou marginal revela-se como um importante aparato, uma construção social amplamente demarcada pelo biopoder, um tipo de poder regulador de vidas (e de mortes) bem como um índice de determinação das ficções e das representações acerca da vida do “outro”.

É nessa ampla corrente epistêmica, intelectual e política dos estudos pós-coloniais que esta coletânea se insere, uma área interdisciplinar que agrega vários saberes das Humanidades, desde a Crítica Literária aos Estudos Artísticos. Grande parte dos pesquisadores e pesquisadoras reunidos tanto neste volume quanto nos dois anteriores mostra um esforço inédito no campo do cinema, no caso do Brasil, no questionamento de nossa historiografia, filmes, bibliografias e referências canônicas.

Download do livro disponível aqui.

23.04.2021 | por Alícia Gaspar | cinema, civilização ocidental, colonialismo, cultura, ebook, pós-colonialismo, racismo estrutural

Projeto Afrolink

“Porque é que quando ligo a televisão ou abro uma revista ou um jornal vejo sempre as mesmas caras, os mesmos nomes? Porque é que não existe esta diversidade que nós temos no país espelhada nos media?”

Paula Cardoso apercebeu-se deste problema e criou o Afrolink - um projeto online composto por artigos, galerias e serviços dedicado a promover a diversidade étnico racial na esfera social e laboral.

 

 

Na categoria Serviços, oferecem consultoria para a diversidade étnico-racial, produzem conteúdos afrocentrados, promovem educação intercultural, e auxiliam na organização de conferências e palestras.

“Nós temos uma série de investigadores na academia que se debruçou sobre as mais variadas áreas e eu não os vejo a serem chamados para produzir opinião.”

Deparando-se com a ausência de dados sobre quem são os afro descendentes que residem em Portugal, o Afrolink criou ainda uma base de dados de profissionais, da qual fazem parte:

Vítor Sanches - Criador da Bazofo & Dentu Zona

Georgina Angélica - Consultora e Formadora Educacional 

Gualter Vera Cruz - Fundador da PLP Serviços 

Helena Vicente - Investigadora 

Filipe Anjos - Criador da Afric-Us

Alice Marcelino - Fotógrafa 

Carlos Vieira - Designer Gráfico/Editorial 

Mariama Injai - Criadora do AfroMary 

Jelson Tavares - Estudante 

Neusa Sousa - Promotora Cultural e Repórter 

Fernanda Gameira  - Criadora da NandDolls 

Ivana Semedo - Terapeuta Espiritual 

Bárabara Wahnon - Marketing e Música 

Janaína Behling - Linguagem e Empoderamento 

Paula Cardoso - Afrolink e Força Africana 

Carla Santos - Fundadora da Capacitare 

Nelsson Rossano - Supervisor Concierge 

Elisabete Borges - Cozinheira e Líder comunitária 

”(…) falo em alianças que surjam fora da comunidade também, com pessoas que reconheçam que na cultura empresarial em que vivem é necessário diversificar os quadros. Não sabem como o fazer, mas sentem que existe essa necessidade e precisam de um interlocutor? O Afrolink facilita essas ligações.”

Paula Cardoso afirma que esta “embaixada” da força de trabalho afro em território português pretende promover uma maior representatividade negra no mercado laboral, e favorecer um maior conhecimento sobre a diversidade étnico-racial que o compõe.

“Acho que é importante e fundamental que se recolham os dados para que se perceba que Portugal não é branco. Que as pessoas comecem a retirar esse tipo de mindset que ainda hoje prevalece no país.”

Leia mais sobre a entrevista de Paula Cardoso para o Gerador aqui.

10.02.2021 | por Alícia Gaspar | Afrolink, cultura, divulgação, gerador, novo projeto, paula Cardoso, representatividade negra

Petição pelo Pagamento dos Subsídios de Natal, de Férias, de Almoço e o Trabalho Suplementar pago conforme a contratação coletiva e o Código do Trabalho

“Caros companheiros,

Segue o link, com o texto e os primeiros 112 subscritores da Petição Pública pelo Pagamento dos Subsídios de Natal, de Férias, de Almoço e o Trabalho Suplementar pago conforme a contratação coletiva e o Código do Trabalho!

A opção pela via online, em exclusivo nesta fase, deve-se à evolução das condições sanitárias impostas pela Covid19, que condicionam uma divulgação direta e alargada no terreno com quem a podia subscrever. Assim, solicitamos que todos a subscrevam, inclusive os primeiros 112 subscritores, porque assim requer a opção online. No mesmo sentido apelamos a que cada um dos 112 subscritores a possa divulgar pelo número mais alargado de contatos que entenda fazer. 

O resultado prático, final e efectivo, vai ser determinado pela capacidade de recolher as 15 mil subscrições que permitam que a mesma suba ao Plenário da Assembleia da República e a sua temática seja aí debatida.
Saudações associativas. Contamos com o vosso empenho, nesta causa por maior e justo reconhecimento do trabalho realizado!

P´los Órgãos Sociais da AOPIC:

Aldonça Ramos - Vice Presidente da Mesa da AG

Olávio Silva, Vice Presidente da Direção

Carlos Serrano, Secretário da Direção.

Nota final: o nosso email é o seguinte - aopic.contacto@gmail.com ”

09.02.2021 | por Alícia Gaspar | AOPIC, assembleia da república, cultura, direitos, petição pública, Portugal

Museu de Arte Antiga mostra inédito de Almada, a "pedra no sapato" do seu espólio

Uma peça inédita de grandes dimensões, considerada pela família de Almada Negreiros “a pedra no sapato” do espólio do artista, foi restaurada e vai poder ser vista pelo público, a partir desta quinta-feira, no Museu Nacional de Arte Antiga.

Estudo em fio dos painéis de São Vicente (título atribuído)© Direitos reservadosEstudo em fio dos painéis de São Vicente (título atribuído)© Direitos reservados

Depois de 80 anos guardada no antigo atelier de Almada Negreiros (1893-1970) esta obra, datada de 1950, esteve nas mãos dos especialistas do Laboratório José de Figueiredo, em Lisboa, para ser restaurada, e tem como título atribuído Estudo em fio dos painéis de S. Vicente.

Guardada durante décadas a sofrer a degradação do tempo, tem quase dois metros de altura e largura, e apresenta desenhos e reproduções fotográficas dos icónicos painéis do século XV, fios de algodão e arame, características únicas agora enaltecidas por um restauro e estudo aprofundado.

“Do espólio que nós temos na família, esta é capaz de ser a ‘pedra no sapato’ mais complexa, porque tem uma dimensão bastante grande, necessitava de um restauro multidisciplinar, e de um estudo paralelo. Reunia muitas condições que nunca tínhamos conseguido até hoje”, disse à agência Lusa Rita Almada Negreiros, neta do artista, em setembro, durante uma visita ao Instituto José de Figueiredo.

Os quinze painéis na Capela do Fundador (título atribuído)© Direitos reservadosOs quinze painéis na Capela do Fundador (título atribuído)© Direitos reservados

A partir desta quinta-feira, esta peça, inspirada nos Painéis de São Vicente, obra maior da pintura europeia do século XV, da autoria do pintor português Nuno Gonçalves, é exibida pela primeira vez no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, no âmbito de uma exposição que resulta de uma investigação desenvolvida por Simão Palmeirim e Pedro Freitas.

“Esta peça esteve desde os anos 1950 no mesmo sítio, pousada onde Almada a deixou, e foi-se degradando, sofrendo com o passar do tempo, o envelhecimento dos materiais, num atelier prefabricado em madeira, em Bicesse, que ainda existe, e, onde havia oscilações de temperatura, e de humidade”, relatou a neta do artista, sobre as condições do espólio.”

Para grande contentamento das netas de Almada - Rita e Catarina - que guardam o espólio do artista multifacetado, falecido em 1970, esta peça foi finalmente restaurada, e pode ser exibida ao público, num museu. Esperam ainda que possa ficar em depósito no MNAA, para sua própria proteção, e ser estudada pelos interessados.

Rita Almada Negreiros mostrou uma grande satisfação pela concretização do restauro, uma oportunidade conseguida, “graças ao Laboratório José de Figueiredo, à equipa multidisciplinar, e à exposição que se vai realizar no Museu Nacional de Arte Antiga”.

Também sublinhou a importância da realização de exaustivos estudos prévios, pelos investigadores Simão Palmeirim e Pedro Freitas, especialistas nas áreas de pintura, geometria e matemática: “Há vários anos trabalham sobre o espólio [de Almada Negreiros], e já conseguiram deslindar estes traçados geométricos, para fazer o restauro ponto a ponto para esta peça”. “Foram muitos anos de espera, e já quase tinha perdido a esperança”, disse à Lusa, emocionada.

José de Almada Negreiros - figura ímpar do modernismo português do século XX - aplicou-se, ao longo da vida, a uma grande diversidade de meios de expressão artística, desde o desenho e a pintura, mas também o ensaio, romance, poesia, dramaturgia, e até o bailado.

Esta peça, que é agora exibida pela primeira vez, tem a particularidade de ter sido inspirada pelos Painéis de São Vicente, o políptico que fascinou Almada desde a primeira vez que a viu, de tal forma que fez um pacto com Amadeo de Souza-Cardoso e Santa-Rita para a estudarem até ao fim da vida.

Os outros dois artistas viriam a falecer em 1918, mas Almada continuou o seu propósito, e dedicou várias décadas à promessa, criando uma teoria para explicar os enigmas do conjunto de pintura antiga. Imaginou a disposição de mais de uma dezena de pinturas num só grande retábulo, que afirmava ter sido projetado para o Mosteiro da Batalha, resultando desses seus estudos uma vasta produção artística.

Estudo geométrico a propósito da obra Ecce Homo (título atribuído)© Direitos reservadosEstudo geométrico a propósito da obra Ecce Homo (título atribuído)© Direitos reservados

Rita Almada recordou que, infelizmente, devido ao seu estado, as peças não puderam ser exibidas na exposição antológica “José de Almada Negreiros - Uma Maneira de ser Moderno”, que a Fundação Calouste Gulbenkian lhe dedicou, em 2017, com mais de 150 obras.

“Agora, vai ter um destaque especial na Sala do Teto Pintado do Museu de Arte Antiga”, disse, sobre a exposição que abre esta quinta-feira ao público, com o título “Almada Negreiros e os Painéis - um retábulo imaginado para o Mosteiro da Batalha”, com peças em que o artista apresenta a sua interpretação geométrica de várias pinturas do museu, entre as quais os próprios painéis de São Vicente.

Pela primeira vez, serão apresentadas duas obras de grande dimensão - uma de 1950 e outra de 1960 - completas, que aliam fotografia, desenho e materiais têxteis, e marcam momentos importantes da pesquisa de Almada, bem como alguns estudos preparatórios do artista.

Esta exposição é complementada por uma outra, dedicada ao mesmo tema, no próprio Mosteiro da Batalha, a inaugurar, sob o título “Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha - quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado”, e tem também como comissário Simão Palmeirim.

Artigo publicado originalmente no jornal Diário de Notícias a 15/10/2020

16.10.2020 | por martalanca | almada negreiros, cultura, exposição, museu de arte antiga, pinturas

Alkantara Festival apresenta programa para estimular a discussão pública

O Alkantara Festival apresenta o programa da edição de 2020, que de 13 a 29 de novembro traz às salas lisboetas 20 espetáculos e projetos artísticos, nove destes em estreia absoluta, e recebe online o Fórum Cultura.

Dança, teatro, performance, conversas e debates constituem a programação da edição de 2020 do Festival Internacional de Artes Performativas, que em novembro inaugura um ciclo anual e reúne em Lisboa duas dezenas de artistas de várias proveniências disciplinares e culturais.

O Alkantara apresenta-se como espaço de encontro, partilha e discussão pública e, entre edições, as questões, projetos e práticas abordadas no festival serão aprofundadas em residências artísticas, workshops e encontros públicos, programados maioritariamente no Espaço Alkantara. A direção artística do projeto, formada por Carla Nobre Sousa e David Cabecinha, pretende desta forma acompanhar os trabalhos artísticos de forma duradoura e dar continuidade às discussões que esta edição vai permitir partilhar com o público.

Joana Levi, Rasante (Terra Batida)Joana Levi, Rasante (Terra Batida)

No programa do Alkantara Festival 2020 vão estar em destaque projetos que contribuem para reflexões sobre a crise ambiental, que contrariam a invisibilização de identidades marginalizadas ou que investigam sobre a capacidade de construção e reinvenção de sentidos em cena.

Em estreia absoluta serão apresentados os espetáculos: Heading Against the Wall, de Cão Solteiro & André Godinho, que explora a possibilidade de fazer teatro fora do teatro e será apresentado em duas versões, para ver em casa ou ao vivo no TBA no Lux; Still Dance for Nothing (2020), criado pela coreógrafa Eszter Salamon em colaboração com a bailarina Vânia Doutel VazTafukt, que marca o regresso ao Alkantara do coreógrafo de origem marroquina Radouan MrizigaSexta-feira: O fim do mundo… Ou então não, o quinto capítulo do projeto “Sete Anos Sete Peças” da coreógrafa Cláudia DiasGrinding The Wind, um trabalho da artista palestiniana Dina Mimi com comissariado de The Consortium Comissions - uma iniciativa de Mophradat para promover artistas do mundo árabe; e The Anger! The Fury!, que procura uma mistura radical de otimismo alimentado pela raiva de querer mudar o mundo, da coreógrafa e dramaturga Sónia Baptista.

Ao longo do festival, no São Luiz Teatro Municipal, será possível descobrir e acompanhar a rede Terra Batida, proposta por Marta Lança e Rita Natálio, através de um conjunto de atividades com entrada livre. No âmbito desta rede serão apresentadas pesquisas, conversas e debates, com propostas de Ana Rita TeodoroMaria Lúcia Cruz CorreiaSílvia das FadasVera Mantero e, também em estreia absoluta, as performances Superintensiva de Marta LançaRasante de Joana Levi e ssil de Rita Natálio. A rede Terra Batida junta pessoas, práticas e saberes em disputa com formas de violência ecológica e políticas de abandono, envolve residências em vários locais do país, o lançamento de publicações e projetos artísticos com apresentação inédita no Alkantara Festival.

Em estreia nacional serão apresentados quatro espetáculos: Farci.e, de Sorour Darabi, artista de origem Iraniana, que encontra na dança uma forma de resistir à violência da língua que obriga a definir e separar o masculino e o feminino; CUTLASS SPRING que traz pela primeira vez a Portugal a coreógrafa canadiana Dana Michel, que prossegue a procura por compreender o mistério em que se tornou a sua identidade sexual; Histoire(s) du Théâtre II, do coreógrafo congolês Faustin Linyekula, que em 2016 foi Artista na Cidade de Lisboa e volta a subir ao grande palco da Culturgest; e L’Homme rare de Nadia Beugré, uma coreógrafa nascida na Costa do Marfim, que cria uma coreografia para cinco homens que parte de movimentos considerados femininos para confundir as nossas perceções de género.

O programa do Alkantara Festival 2020 acolhe ainda a antestreia de Glottis no Centro Cultural de Belém, uma espécie de concerto dançado da coreógrafa Flora Détraz, em que três figuras fantásticas comunicam com o desconhecido. O Teatro Nacional D. Maria II recebe também Coreografia, o mais recente trabalho de João dos Santos Martinsque traduz a procura do coreógrafo para construir uma dança que é um texto e escrever um texto que é uma dança.

Além do programa de espetáculos, no festival realizam-se duas sessões do Fórum Cultura, um espaço para discutir temas chave para o desenvolvimento profissional do meio artístico, organizado em parceira com o Polo Cultural das Gaivotas | Boavista/Loja Lisboa Cultura, no âmbito do programa PISTA. O primeiro encontro acontece no dia 16 de novembro, às 15h, será dedicado à Representatividade Negra nas Artes Performativas: Significados, Limites e Políticas de Ação Afirmativa e conta com a moderação da investigadora Raquel Lima. O segundo encontro realiza-se a 21 de novembro, às 15h, e terá por tema A coprodução nos bons e maus momentos e moderação da gestora cultural Vânia Rodrigues. Estas edições do Fórum Cultura, serão de participação livre, com transmissão online.

A partir do dia 13 de outubro, é possível adquirir o Cartão Alkantara que oferece descontos especiais na aquisição de bilhetes. O valor do cartão é de 10 euros, que revertem na totalidade para o Fundo de Solidariedade com a Cultura. O cartão pode ser adquirido até 12 de novembro em alkantara.bol.pt e utilizado antes e durante o festival para a compra de bilhetes online ou nas bilheteiras dos teatros. Cada cartão permite comprar um bilhete por espetáculo com desconto de 30% no CCB e de 50% na Culturgest, TBA no Lux, São Luiz Teatro Municipal e Teatro Nacional D. Maria II.

O programa detalhado do Alkantara Festival 2020 pode ser consultado em alkantara.pt.

––––—

Informações adicionais sobre o Alkantara Festival e a Associação Alkantara:

O Alkantara Festival apresenta em Lisboa, desde 2006, um programa experimental de dança, teatro, performances, conversas, concertos e outras atividades, contribuindo para a reflexão sobre práticas artísticas e a sua relação com questões das sociedades contemporâneas.

É um importante lugar de encontro para profissionais das artes performativas e promove a internacionalização da comunidade artística portuguesa, através da coprodução e apresentação de artistas de diferentes gerações, nacionais ou que desenvolvem a sua atividade a partir de Portugal.

Até 2018, o Alkantara Festival realizou-se com periodicidade bianual e habitualmente no mês de maio. Em 2020, ano em que se completam 27 anos de história do Danças na Cidade (1993-2004), festival fundado pela bailarina Mónica Lapa (1965-2001) e que antecedeu o Alkantara, o projeto passa a ser anual e a acontecer em novembro. O reforço da regularidade visa potenciar o envolvimento do projeto com artistas, organizações parceiras e públicos, capacitando a sua participação na discussão pública, na produção de conhecimento e no próprio tecido cultural da cidade de Lisboa.

Alkantara é uma associação cultural sem fins lucrativos, com atividade reconhecida de interesse público, centrada na promoção e desenvolvimento de projetos na área das artes performativas.

Organiza o Alkantara Festival, produz o projeto Sete Anos Sete Peças da coreógrafa Cláudia Dias, gere e programa o Espaço Alkantara desde 2007, edifício histórico em Santos, do município de Lisboa, onde a associação também se encontra sediada. No Espaço Alkantara acolhe residências artísticas, projetos e iniciativas de estruturas pares, promove formações para profissionais da cultura, apresenta espetáculos e diversas atividades que sustentam um programa continuado de pesquisa e investigação artísticas.

Dentro ou fora de portas, a Associação Alkantara coproduz e programa em diálogo com uma rede alargada de parceiros, que atuam em contextos nacional e internacional, sustenta práticas artísticas e de governação interdependentes, e institui-se uma organização cultural atenta, ativa e participante nas sociedades.

A Associação Alkantara é financiada pela República Portuguesa/Cultura — Direção Geral das Artes e pela Câmara Municipal de Lisboa.

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14.10.2020 | por martalanca | alkantara festival, cultura, discussão pública, fórum cultura

Terceiro Andar​, um filme de Luciana Fina / Estreia 15 de Junho no Cinema Ideal

Fatumata e Aissato Baldé são mãe e filha. Vivem no Bairro das Colónias e têm raízes na Guiné Bissau. Fatumata ensina à filha coisas do Amor e da Felicidade, Aissato traduz a mãe e dedica-se à escrita de uma carta para o primeiro amor. Luciana Fina vive no mesmo prédio, tem raízes em Itália. Três mulheres, três línguas e três formas de sentir, num filme que tece um espaço comum e conta de gerações, culturas, memórias, de relações e de afectos.

No próximo dia 15 de Junho pelas 19h30​, o filme Terceiro Andar terá a sua estreia comercial no Cinema Ideal, no âmbito do programa 4.doc | o Doclisboa no Cinema Ideal​.
O filme teve a produção da LAF studio e TERRATREME e a sua estreia mundial teve lugar no dia 23 de Outubro de 2016, no Doclisboa.4.doc | Doclisboa no Cinema Ideal.

15 > 21 Junho // 19h30 // Cinema Ideal // €5
Sessões diárias, seguidas de conversa com convidados

15 Jun / Quinta​ Paulo Pires do Vale [Professor, Ensaísta e Curador]
16 Jun / Sexta ​Maria João Cantinho [Ensaísta e Investigadora do Centro de Filosofia da FLUL]
17 Jun / Sábado Cíntia Gil [directora do Doclisboa] e Rita Fabiana [Curadora e Responsável de
programação do Museu Calouste Gulbenkian]
18 Jun / Domingo ​Ana Raquel Matias [Especialista em Sociologia das Migrações e da Linguagem
do CIES-IUL/ISCTE-IUL e do CES-UC]
19 Jun / Segunda ​Manuela Ribeiro Sanches [Especialista em Estudos Pós-Coloniais; Professora
Aposentada FLUL]
20 Jun / Terça​ José Manuel Costa [Director da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema]
Há Filmes na Baixa!​ |​ Porto/Post/Doc

21 Junho // 22h // Passos Manuel, Porto // €4
Sessão + Conversa
Com Cíntia Gil [Directora do Doclisboa] e Francisco Ferreira [Crítico de Cinema, Jornal Expresso]
Apordoc
Casa do Cinema, Rua da Rosa, no277, 2o

mais informações, aqui

11.06.2017 | por marianapinho | afectos, amor, cultura, Luciana Fina, memória, relações, Terceiro Andar, Terratreme

Passado e Presente - Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017

No próximo dia 28 de Abril, das 14h30 às 16h30, no Pólo Cultural - Gaivotas Boavista e no âmbito da iniciativa “Passado e Presente - Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017”, o Professor António Pinto Ribeiro irá dar uma aula aos colegas da Direcção Municipal de Cultura sobre as Américas.

Neste contexto, e considerando a presença da estrutura Baldio Habitado nas Gaivotas Boavista, gostaríamos de o convidar a participar.

25.04.2016 | por claudiar | cultura, lisboa

Conversations about development and culture: between politics, money, and meaning, 17 de junho, 18h, Aud. Silva Leal - Ala Autónoma, ISCTE-IUL

12.06.2013 | por martalanca | cultura

Protocolo entre Banco da Cultura e BIDC facilita financiamento a projectos culturais

Os agentes e artistas culturais cabo-verdianos podem a partir de esta segunda-feira submeter directamente os seus projectos ao Banco da Cultura, para financiamento, no âmbito do protocolo assinado com o Banco de Investimento para o Desenvolvimento da CEDEAO.

A assinatura do protocolo entre os presidentes do Banco da Cultura e do Banco de Investimento para o Desenvolvimento da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (BIDC), Carlos Horta e Ibashir Fo, respesctivamente, teve lugar esta segunda-feira no Palácio do Governo, na presença do ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa, e de vários artistas e agentes culturais.

Segundo o ministro da Cultura, a Organização Internacional da Francofonia colocou 650 mil euros sob a gestão do BIDC, que vai ser a garantia do Banco da Cultura junto dos Bancos Comerciais nacionais, para financiamento de projectos culturais.

“Significa que a partir de hoje os agentes culturais e os artistas cabo-verdianos podem submeter os seus projectos directamente ao Banco da Cultura, serão analisados e financiados. Os bancos comerciais serão parceiros mas não têm riscos na medida em que somos o garante em primeira-mão e quando os montantes ultrapassam os 15 mil euros, o BIDC é o nosso garante em primeira-mão junto dos bancos”, explicou.

Continuar a ler "Protocolo entre Banco da Cultura e BIDC facilita financiamento a projectos culturais "

22.11.2012 | por martalanca | banco cultural, cabo verde, cultura

Festival Berlinda: Literatura lusófona no contexto global

Debate: Literatura africana-brasileira-portuguesa no contexto global. Diversidade na unidade?

O debate é feito na sequência da sessão literária com Luiz Ruffato.
Com:
Marta Lança (Portugal), jornalista, editora do BUALA – Cultura Contemporânea Africana;
Luiz Ruffato (Brasil), escritor, editor da revista literária PESSOA;
Michael Kegler (Alemanha), editor, tradutor e crítico literário;
Idiomas: Português e alemão.

Quarta-feira, 14 de novembro de 201219.00h.

Embaixada do Brasil
Wallstr. 57
10179 Berlim

Entrada livre
Reserva obrigatória através do email: cultural.berlim@itamaraty.gov.br 

13.11.2012 | por herminiobovino | Berlim, cultura, festival, língua portuguesa, lusofonia

Revista (in)visível - 1ª Edição

Este projecto tem por objectivo principal a criação de uma Revista que dê prioridade novas interpretações acerca de temáticas culturais e sociopolíticas a partir de um tratamento multidisciplinar entre diversas formas de linguagens e, desta forma, alargar o acesso ao  conhecimento a um público mais vasto. A relevância de um projecto editorial neste âmbito, justifica-se a partir da constatação da ausência de espaços públicos de comunicação que estabeleçam um diálogo acessível sobre temas que aqui consideramos “invisíveis”.

A invisibilidade que aqui destacamos origina-se a partir de dois principais eixos: de um lado pela forma de tratamento descontextualizado e “espectacular” realizado pelos media, e de outro, pela rigidez excludente da linguagem científica. Diante do quadro exposto, a criação deste projecto surge também como tentativa de colaborar com a diminuição do afastamento entre as linguagens académica e jornalística que, em muitos casos, seja de um lado ou seja do outro, acabam por restringir o potencial comunicativo de suas produções textuais.

A Revista, na sua primeira fase, contemplará o espaço lusófono e terá sua apresentação em formato digital com participação de colaborares/as de diferentes orientações profissionais. A periodicidade será trimestral e sua distribuição gratuita.


Contacto | contato@revistainvisivel.com
web

14.10.2012 | por herminiobovino | cultura, revista online

“Aspectos da Cultura e História Africana”

“Cinema na África: tradição, modernidade e política”


Curso de Extensão: Aspectos da Cultura e História Africana (20 horas)
Sob a coordenação do Prof. Dr. Carlos Subuhana
Período do curso: 06/10/12 à 17/11/12 (somente aos sábados)
Horário: 09h às 13h
Local: Anfiteatro da UNILAB
(Avenida da Liberdade, 03. Centro- Redenção-CE-Brasil)
Curso gratuito e aberto ao público

O objetivo do Curso é construir ações de formação inicial que permitam reconhecer a diversidade e a complexidade das sociedades africanas e desmistificar de vez o olhar negativo sobre a África e os africanos. Durante as aulas, será apresentada uma visão ampla sobre a África, abordando diversos aspectos do continente, como a cultura, a política, a economia, a geografia, desde o período pré-colonial até a atualidade.

A proposta do Curso é oferecer aos seus participantes um panorama da produção africana contemporânea de filmes realizados por cineastas africanos ou de outras nacionalidades que abordem questões prementes do continente; sublinhar a originalidade e vitalidade das formas de expressão artísticas, filosóficas e científicas próprias da África, pouco conhecidas no Brasil; tecer considerações e/ou impressões sobre as práticas de recepção cultural que ocorrem em pequenas mostras dedicadas à temática do “cinema africano” no Brasil; criar espaço de recepção do cinema africano na Unilab; e ainda discutir a importância do uso do audiovisual como material didático no ensino de temáticas africanas.

CARLOS SUBUHANA

De nacionalidade moçambicana, concluiu o curso de graduação em Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1997. Obteve o grau de Mestre em Sociologia (com concentração em Antropologia) na mesma instituição em 2001. Seu doutorado foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2005. Em 2007 terminou um estágio de pós-doutoramento em Antropologia na Universidade de São Paulo (USP). É Bolsista de Desenvolvimento Científico B (FUNCAP/CNPQ) na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB); pesquisador da Casa das Áfricas (Instituto Cultural, de Formação e de Estudos sobre Sociedades Africanas) e membro fundador do SSIM – Southern Spaces in Mou vement.


Info | 
http://www.unilab.edu.br/cursos-da-extensao/

04.10.2012 | por herminiobovino | cinema africano, cultura, história de áfrica

Culturamóvel - Dialogos Culturais através das TIC em Cabo Verde

ulturamóvel é um projecto em curso que tem como principal objectivo a criação audiovisual através das tecnologias disponíveis que teve lugar nas cidades de Mindelo, Praia e São Domingos. 

Formação Audiovisual nas escolas, com professores e alunos, actividades paralelas e um concurso-festival de curtas-metragens marcou a primeira fase deste projecto cujo que resultou em 27 curtas a concurso.

Culturamóvel é um projecto em curso que tem como principal objectivo a criação audiovisual através das tecnologias disponíveis que teve lugar nas cidades de Mindelo, Praia e São Domingos.

Formação Audiovisual nas escolas, com professores e alunos, actividades paralelas e um concurso-festival de curtas-metragens marcou a primeira fase deste projecto cujo que resultou em 27 curtas a concurso.

 

vale a pena ver os trabalhos no site oficial do projecto 

 

23.07.2012 | por samirapereira | cabo verde, cinema, cultura

Escrita na Paisagem – festival de performance e artes da terra 2012

 9ª edição - 1 de Julho 2012 >> 31 de Agosto 2012
Évora

O Festival Escrita na Paisagem chega à 9ªedição com o tema cosmopolíticas. Tema complexo e de extrema actualidade, permite situar a criação artística contemporânea entre o Alentejo e o mundo, entre a condição local e o apelo global.

As relações entre as culturas portuguesa e africana ganharam forma e centralidade inequívocas, atravessadas pela inquirição sobre as identidades e as diferenças, sobre os processos de cruzamento e miscigenação, sobre, enfim, uma história que se partilha e anda mal resolvida nos planos ideológico e político, mas cujos frutos no campo artístico, e sobretudo no campo musical, são inquestionáveis: a música de raiz africana respira nas várias gerações de criadores musicais dos séculos XX e XXI em Portugal, seja pela circulação de protagonistas, seja pela indústria discográfica e da difusão musical, seja pelas profundas influências que as relações históricas potenciaram (entre os limites do período colonial, a circulação que as independências geraram e as contaminações que o mundo global continuamente (re)faz).
A abrir um espaço à ‘transnacionalização’ o Escrita na Paisagem, em parceria com Mural Sonoro, apresenta Africa Move, o programa de todas as quartas-feiras, dedicadas à música, no Largo de São Vicente, em Évora. Nove quartas-feiras e onze concertos a não perder!
 
A abrir o programa dia 4 de Julho, numa noite dedicada à multi-instrumentalidade, estão Skolah Bedja. Miguel Gomes, da Associação Gaita de Foles de Portugal, músico de gaita de foles e percussões,  e Sebastião Antunes, Mestre da Quadrilha e músico de guitarra, bouzouki, bandolim, bandoleta, percussão, flauta e tin whistle. Dia 11 de Julho vamos ouvir Bilan. Filho de uma família de músicos cabo-verdianos reconhecidos, o contacto com a cidade e uma certa saudade das ilhas da Morabeza, passam para a sua estética e execução sonora/musical. Segundo Bilan, a sua música “reforça uma miscigenação de estilos e influências mostrando, dentro da música urbana, um outro lado de viagem e de diáspora, banhado pela língua crioula e os contornos da ’sabura’ “. Múcio Sá e Francesco Valente tocam no dia 18 de Julho. Nascido no Brasil (Bahia) Múcio é um músico/instrumentista, que manuseia instrumentos como Mandolim, Ukelele, banjo, baixo, guitarra portuguesa. Francesco Valente, de conjuntos como os Terrakota ou Orquestra Todos, é também um multi-instrumentista, embora frequentemente o ouçamos e vejamos mais ligado ao contrabaixo. O Dj Leo Leonel, chega ao Largo de São Vicente no dia 25 de Julho. Nascido no Rio de Janeiro, é um apaixonado da música e trará a sua visão ao festival Escrita na Paisagem, num set preparado para o efeito, onde cruzará de forma natural a ‘lusofonia’ com a ‘cultura pop global’. Da ‘tradição à modernidade’, expressões dele. No 1º dia de Agosto, o festival recebe Cacique 97, o colectivo luso-moçambicano que dispensa apresentações e já marcou presença em prestigiados festivais. Há na sua música uma influência evidente do universo das percussões tradicionais/típicas da região em que assenta a música que produzem. Como os ‘yoruba’, ou estilos locais, como o ‘highlife’ e ‘juju’. Há as mesmas influências que se juntaram ao ‘afro-beat’  de uma época, como o ‘reggae’, o ‘jazz’, a ‘soul’ e ‘funk’.  
Dia para ouvir ainda Selma Uamusse, a voz de Gospel Collective, Movimento, Wraygunn e solista nas suas interpretações em tributos, como o recentemente feito a Nina Simone que irá apresentar em Évora. No dia 8 de Agosto vamos ouvir o grupo brasileiro em digressão por Portugal, Bemba Trio com um conjunto de músicas originais. O duo Irmãos Makossa, o italiano e o angolano que encerraram o Festival Músicas do Mundo do ano passado, num ambiente contagiante, chegam no dia 15 de Agosto. A cruzar raízes como poucos, os Irmãos Makossa são uma espécie de ‘autodidactas da procura de raridades’. A noite de 22 de Agosto é para ouvir o set do Dj Tiago Angelino, com sons que vão da ‘África Portuguesa’ (Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe) à ‘África Negra’ (como o Mali). 
Dia 29 de Agosto marca a última quarta-feira de Africa Move no festival Escrita na Paisagem, com o percussionista Marco Fernandes introduzido pelo músico e compositor Jaime Reis, na apresentação da obra percussion and tape commissioned by Frankfurt Ballet, dance entitled “Walking Music”, para dois percussionistas. Noite em que vamos poder voltar a ouvir mais o Dj Tiago Angelino, a encerrar com o imperativo: dançar!

Africa Move, de 4 de Julho a 29 de Agosto, no Festival Escrita na Paisagem. Em breve toda a programação do festival em www.escritanapaisagem.net

18.06.2012 | por martalanca | cultura, paisagem, transnacionalização

Câmara Municipal de Odivelas recebe Prémio "Pró-Autor" (lusofonia) - Sociedade Portuguesa de Autores

No âmbito da atribuição de Prémios no Dia do Autor e 87.º Aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores, que se realizou no passado dia 22 de Maio, a Câmara Municipal de Odivelas foi distinguida na categoria de “Pró-Autor” com a iniciativa “Encontros Lusófonos”, integrada na III Bienal de Culturas Lusófonas.

 

A referida Bienal realizou em 2011 a sua 3ª edição, contando com o Alto Patrocínio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e do Ministério da Cultura, com uma Comissão de Honra presidida por Maria de Jesus Barroso. O Encontro de Escritores Lusófonos agora premiado, faz parte de um conjunto de iniciativas desenvolvidas no âmbito da Bienal, nos mais variados campos das Artes, Música, Teatro, Dança, Exposições, destacando durante 3 dias a Literatura com apresentações ao público e algumas homenagens, e reunindo cerca de 50 autores oriundos de todos os cantos da lusofonia.

 

Para a Presidente da Câmara Municipal, Susana Amador, “Naturalmente, essa distinção, deixa-nos orgulhosos! O reconhecimento público da iniciativa, representa que Odivelas, afirmando-se também como capital da Lusofonia e sendo um concelho multicultural e inclusivo, onde vivem milhares de cidadãos oriundos de todas as partes da Lusofonia, é um concelho diferenciador também nas iniciativas de índole cultural que põe ao dispor dos seus Munícipes e Visitantes”.
A Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu ainda os Prémios:
MEDALHAS DE HONRA
Eduardo Geada
Lauro António
Francisco Nicholson
Jorge Barros
Isabel do Carmo
João Manuel Borges Antão
Mário de Carvalho
PRÉMIOS PRO-AUTOR
Carmen Dolores
Antena 2
Centro Nacional de Cultura
Silvina Munich
Museu do FADO
Plano Nacional de Leitura
Câmara Municipal de Odivelas - Encontros Lusófonos

04.06.2012 | por martacacador | cultura, lusofonia

Pós-graduação em Islão Contemporâneo, Culturas e Sociedades

Pós-graduação em Islão Contemporâneo, Culturas e Sociedades
Duração: 2 semestres
Horário: pós-laboral
Propinas: 1000 euros
Vagas: 25
Coordenadora do curso: Maria Cardeira da Silva

Candidaturas: 28 de Maio a 20 Julho e 10 a 18 Setembro (vagas sobrantes)

Local de Funcionamento:
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas- Universidade Nova de Lisboa
Av. Berna 26-C / 1069-061 Lisboa
Fundação Calouste Gulbenkian

Contactos: antrop@fcsh.unl.pt
Mais informações em: http://www.fcsh.unl.pt/futuro-aluno/pos-graduacoes

31.05.2012 | por joanapereira | cultura, islão, pós-graduação

Atividades do Centro InterculturaCidade de 25 a 27 de Maio

25 DE MAIO | Sexta-feira » DIA DE ÁFRICA
No Centro InterculturaCidade 
21:00 | DOIS CORAÇÕES UMA CALIGRAFIA
Adaptação de um conto de Mia Couto pelo Grupo de Teatro Quarto Crescente
Espectáculo de Teatro seguido de Jantar Moçambicano sujeito a inscrição prévia (com 24h de antecedência) por telefone para 21 820 76 57 ou e-mail para centro.interculturacidade@gmail.com.

21h45 | Jantar Moçambicano
Entrada: Abóbora Refogada
Prato: Matapa (camarões, pasta de amendoim, leite de coco e couve) com arroz branco
Sobremesa: Ananás com Gengibre

No Auditório Costa da Caparica:

21h 15 - Concerto: Djumbai Djazz
Antes do concerto projeção do vídeo “Terra Sabi: Eu acredito na Guiné-Bissau, e tu?”
Centro Comercial “O Pescador”, Largo da Liberdade 17, Costa da Caparica
Tendo em conta a história e o simbolismo da data, a ASSOCIAÇÃO GANDAIA e o CENTRO INTERCULTURACIDADE decidiram dedicar à GUINÉ-BISSAU esta sua primeira iniciativa conjunta de celebração da diversidade cultural e da cooperação entre os povos. Ao fazê-lo, pretendem as duas associações  enviar ao povo guineense (incluindo a sua numerosa comunidade em Portugal) que hoje vive momentos extremamente difíceis um abraço fraterno e  uma mensagem de confiança no futuro do país.
Foto: Jorge Joe Martins

26 de Maio | Sábado » Noite Temática de S. Tomé e Príncipe

19:30 - Projeção de vídeos sobre São Tomé e Príncipe

20: 00 - Jantar Tradicional de São Tomé e Príncipe
Entrada: Inhame Frito
Prato: Sooa (Peixe a S. Tomé e Príncipe) com arroz branco
Sobremesa: Arroz Doce (com leite de coco)

Jantar sujeito a marcação prévia (com 24h de antecedência) por telefone ou e-mail.

27 de Maio | Sábado » Ciclo de Jazz-Off

18:00 - Concerto: Abdoul Moi Meme (guitarra solo) e Tsuki (ricardo webbens_electronica / jose Lencastre-saxofone)
A partir das 20h há um Jantar sujeito a inscrição prévia (com 24h de antecedência)  por telefone ou e-mail

 

 


24.05.2012 | por joanapereira | actividades, cultura

Concurso de Fotografia: 'Portugal: Tradição e Modernidade'

Decorre até dia 31 de Maio o prazo para participação no Concurso de Fotografia ‘Portugal: Tradição e Modernidade’. Promovido pelo Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões na Universidade da Extremadura (Cáceres), o concurso foi criado no âmbito das Jornadas de Cultura Lusófona. 
Para mais informações consulte o regulamento do concurso aqui.

21.05.2012 | por joanapereira | concurso, cultura, fotografia, lusofonia, Portugal

Situação na Guiné Bissau: uma conversa

No passado dia 5 de Maio reunimos na Mouraria  guineenses da diáspora e pessoas ligadas ao país, para debater a situação actual na Guiné-Bissau. 

Num encontro promovido pelo Buala e Stress FM contámos com a presença de: Marina Tamudo e Ramon Sarró (professores); Bala Djaló (Faculdade de Direito de Lisboa); Marta Lança e Inês Luz (Buala), Meno Julio (produtor de eventos), Anselmo Godinho (pintor), Zeras Bunca e Maio Coopé (músicos); Manuel Bívar (investigador); e Vincent Foucher (International Crisis Group a partir de Dakar).

ouvir a conversa na íntegra


13.05.2012 | por martalanca | cultura, Estado-Nação, golpe de Estado, Guiné Bissau, guineenses, política

Saberes Étnico-Culturais e Saberes Científicos na Formação Intercultural - Congresso

Painel 11
11. Saberes Étnico-Culturais e Saberes Científicos na Formação Intercultural:

Maria Pombo Martins Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa (CFCUL) - Portugal ommartins@fc.ul.pt;
Darlinda Maria Pacheco Moreira Universidade Aberta – Portugal darmore@uab.pt;
José Manuel Cravo Pombeiro Filipe Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa (CFCUL) – Portugal josemanuelfilipe@sapo.pt.

A cooperação educacional entre dois países tem pressuposto uma assimetria pelo menos na medida em que os formandos têm sido exclusivamente de um dos países e os formadores exclusiva ou predominantemente do outro país. Quando os formadores cooperantes se interessam pelas culturas do país com que cooperam, podem fazê–lo movidos por interesses pessoais ou profissionais ligados às suas áreas de formação académica ou de investigação, ou induzidos por conceções educacionais que procuram fazer valer os significados das aprendizagens que propõem em função das culturas em que os seus formandos foram socializados, ou em articulação com representações conhecimentos, atitudes ou práticas dessas culturas. É a partir das culturas e sociedades dos formandos que nos propomos considerar a globalidade do processo educacional em que os cooperantes se envolvem, com destaque para os estatutos epistemológicos dos saberes e das culturas com que os formandos são confrontados e o caráter problemático da sua articulação, mas sem esquecer a relação com as dimensões sociais, económicas e políticas de tais estatutos. Uma tal abordagem pode passar pela discussão da existência de uma agenda internacional para estruturar a educação segundo princípios e finalidades generalizados a todos os países e culturas. O termo interculturalidade foi adotado por muitos que têm procurado um quadro global que supere as assimetrias e a antinomia modernidade da ciência ocidental vs ancestralidade e tradicionalidade culturais dos povos objeto de “cooperação”. Sem nos centrarmos nas questões teóricas em torno do termo “interculturalidade”, pretendemos dispor de um espaço para os que desenvolveram a sua prática sob a égide deste termo e daquele desígnio. Procuramos nomeadamente abrir este Encontro aos que no Brasil avançam com esse conceito no âmbito da formação de professores indígenas para a escola inígena diferenciada. É importante estar atentos a algumas questões que se colocam na formação intercultural no Brasil e a questões que se nos podem colocar a partir daí. Para os próprios brasileiros, pode ser interessante explorar as vantagens de um quadro de referência mais amplo – o mais amplo possível – para pensar a interculturalidade e a formação intercultural superando os ciclos viciosos resultantes de antinomias e assimetrias, sem deixar de as assumir onde elas existam. Para estes efeitos, é no mesmo quadro comparativo que nos propomos tratar estas relações entre saberes, desde o Brasil e América Latina à África e Ásia, e à Europa –– onde nos contextos escolares se colocam problemas semelhantes entre os saberes eruditos ou valores tipicamente escolares e os saberes, atitudes e valores adquiridos em culturas populares ou de grupos sociogeográficos por vezes designados como “subculturas”.

18.04.2012 | por herminiobovino | congresso, cultura, ISCTE, lisboa