Cinegeografia socialista: África - Europa de Leste

De 1 a 3 de outubro, o projeto BLEND-Desejo, Miscigenação e Violência: o presente e o passado da Guerra Colonial Portuguesa, do Centro de Estudos Sociais (Universidade de Coimbra) promove, em parceria com o Festival Internacional de Cinema BEAST, do Porto, a sessão especial de cinema e debates Cinegeografia Socialista: África - Europa de Leste

Esta programação procura ocupar um espaço, apesar de emergente, ainda pouco explorado na historiografia e no debate público sobre a história das relações entre os vários países do Leste Europeu e os países do continente africano, que adotaram modelos socialistas durante as guerras para a libertação nacional, como também no período pós-independência.  A panóplia de filmes selecionados e acompanhados de comentários informados, como também a masterclass sobre o tema em apreço, realizada pela Bojana Videkanic (Universidade de Waterloo, Canadá), pretende mostrar e problematizar a diversidade destas relações passadas no eixo Sul-Leste e os seus legados nos espaços pós-coloniais e pós-socialistas atuais. 

Os filmes escolhidos apontam para o leque das relações estabelecidas ao nível das microhistórias que foram forjadas pela macrohistória das relações estabelecidas pelos movimentos africanos de libertação com vários países da Europa de Leste, começando com os anos 1960. Assim, no 1 de outubro, às 19h, poderemos debater as ligações Moçambique-antiga Jugoslavia, através da solidariedade traduzida na coprodução da primeira longa moçambicana “O tempo dos Leopardos” (1985). O segundo dia, 2 de outubro, também às 19h, é dedicado à dois dos filmes do aclamado realizador Abderrahmane Sissako. Estes partem da história de vida do realizador mauritano que, na sua juventude, estudou na antiga União Soviética. Se “Octobre” [Outubro], (1982), fala sobre a história de amor entre um estudante africano na União Soviética e uma jovem russa, “Rostov-Luanda” (1997) explica a independência angolana de 1975 como um momento de busca, de transformação de um passado sempre presente. No último dia desta programação, 3 de Outubro, às 19h, assistiremos os newsreels que apresentam imagens de arquivo das visitas oficiais de “Tito em África” (1970) e da presença soviética no continente africano em “Our Africa” (2018). 

Todas as sessões serão seguidas de conversas com o público guiadas por Maria Paula Meneses, Isabel Noronha, Camilo de Sousa, Rui Lopes e Bojana Videkanic.

As sessões terão lugar na Casa das Artes do Porto (R. Ruben a 210).

Programação: Iolanda Vasile (Centro de Estudos Sociais, UC)

MODERNISMOS NÃO ALINHADOS NONALIGNED MODERNISMS

BOJANA VIDEKANIC

03.10 | 16H00 | OKNA (R. da Igreja de Cedofeita 27)| ENTRADA LIVRE | APRESENTAÇÃO EM INGLÊS

Tendo como ponto de partida a sua investigação sobre modernismo não alinhado, assim como surgiu das políticas do emergente Movimento dos Países Não Alinhados, Bojana Videkanic vai discutir como a cultura visual dos não alinhados, principalmente no cinema, mas também nas exposições e arte, celebrou, promoveu e construiu um novo sensorium visual que correspondeu às políticas de libertação, solidariedade e soberania das nações póscoloniais no século XX.

Bojana Videkanic é historiadora da arte e artista nascida na Bósnia e Herzegovina, antiga-Jugoslávia. Depois de se tornar apátrida, ela veio para o Canadá como refugiada patrocinada pelo governo em 1995. Videkanic é professora assistente de arte contemporânea e cultura visual no Departamento de Belas Artes da Universidade de Waterloo, Ontário, Canadá. Sua investigação concentra-se na arte socialista do século XX na Jugoslávia e nas contribuições desta para a ascensão dos modernismos globais, através da participação da Iugoslávia no movimento não-alinhado e em várias práticas culturais descoloniais.

Mais informações sobre o evento em: https://web.facebook.com/events/722586701496635/

Programa completo do Beast IFF 2019: http://twixar.me/hyc1

25.09.2019 | por martalanca | cinema

ERA UMA VEZ EM GOA: identidade e memórias no cinema

4, 8, 13, 18, 22, 27 e 29 Setembro Auditório do Museu do Oriente, 18h00 Comissária | Maria do Carmo Piçarra (entrada Gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete)

Este ciclo de filmes homenageia Paulo Varela Gomes – desvenda olhares sobre Goa antes e imediatamente após a integração do território na Índia, em 1961, além de olhares contemporâneos – documentais sobretudo –, de realizadores portugueses e goeses que problematizam cinematograficamente a sua complexidade identitária e cultural.
Nesse âmbito, são apresentados filmes de arquivos públicos – da  Rádio e Televisão Portuguesa, do Centro de Audiovisuais do Exército (CAVE), da Filmoteca Española –, por vezes desprovidos de som, que serão comentados por especialistas. Em contracampo aos filmes “oficiosos”, produzidos pela propaganda, serão mostradas investigações de realizadores não goeses, como o muito pessoal Eternal Foreigner (2003), de Paula Albuquerque, e Pátria Incerta (2005), de Inês Gonçalves e Vasco Pimentel ou A Dama de Chandor (1998), de Catarina Mourão (cópia apresentada após restauro apoiado pela Fundação do Oriente). Apresentar-se-ão ainda filmes goeses contemporâneos, documentais e um filme ficcional konkani, que fixam percepções pessoais mas que atestam quer a singularidade identitária goesa quer um cuidado em fixar as alterações culturais e da ecologia do território. O primeiro filme ficcional konkani, Mogacho Anvddo (1950) foi filmado, em Goa, por Jerry Braganza, ainda durante o colonialismo português. Digant (2012), de Dnyanesh Moghe, é um filme ficcional que participa no esforço de manutenção de uma produção de cinema local, em koncani, estando ligado, pela abordagem temática, às preocupações, pela via documental, de outros realizadores goeses. Agrupados sob o título “Comunidades goesas e culturas em filmes documentais”, Caazu (2015), de Ronak Kamak; Dances of Goa (2012), de Nalini Elvino de Sousa; Shifting Sands (2013), de Sonia Filinto e Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete (2018), de Vince Costa reflectem sobre práticas ancestrais que estão hoje ameaçadas. Neste encontro, entre Portugal e Goa através do cinema, I Am Nothing, de Ronak Kamat, fixa aspectos da vida e obra de Vamona Navelcar, um dos maiores vultos da pintura na Índia, que afirma a sua identidade goesa sem esquecer nunca a sua ligação a Portugal.

1ª SESSÃO
4 Setembro | 18.00 – Auditório
ETERNAL FOREIGNER (2003, 28’), de Paula Albuquerque
PÁTRIA INCERTA (2005, 52’), de Inês Gonçalves, Vasco Pimentel
Com a presença de Paula Albuquerque, Inês Gonçalves e Vasco Pimentel
Após a projecção, conversa com moderação de Maria do Carmo Piçarra
Nas palavras de Paula Albuquerque Eternal Foreigner é um curto e muito pessoal home movie de 2003 que filmei em Goa, enquanto estudante da Rietveld Academy em Amesterdão. Usando uma miniDV barata e minúscula como meio de pensar os meus encontros com pessoas várias relacionadas com o passado da minha família, acabei por descobrir surpreendentes aspectos da minha identidade cultural/emocional. Linhas de fuga que ainda hoje influenciam o meu trabalho”.
Pátria Incerta olha para o génio que o povo colonizado revela ao produzir uma síntese civilizacional própria. “Durante 450 anos, Goa fez parte do império colonial português, de costas voltadas para o resto da Índia. Nos primeiros 60 anos da ocupação, metade da população (intensamente culta, intensamente estruturada, intensamente hindu) foi forçada a converter-se à religião católica. Tal como o clima húmido de Goa dificulta o sarar das feridas, também o passado parece não conseguir cicatrizar. A memória da cultura portuguesa sobrevive em Goa e revela-se à vitalidade da cultura hindu, nunca enfraquecida, presente por toda a parte - até nos católicos goeses, descendentes de hindus convertidos”.

2ª SESSÃO

8 Setembro | 18.00 – Auditório
A DAMA DE CHANDOR (1998, 93’), de Catarina Mourão
Projecção de cópia nova, restaurada com apoio da Fundação Oriente, com a presença de Catarina Mourão
Após a projecção, conversa com moderação de Maria do Carmo Piçarra
Passadas três décadas sobre a sua integração na União Indiana e a sua libertação face ao poder colonial português, Goa surpreende por nela coexistirem culturas diversas e uma sociedade que se encontra estranhamente cristalizada no tempo. Aida, a “dama de Chandor”, tem oitenta anos e vive sozinha num palácio perdido numa aldeia goesa. Este documentário conta a sua história, acompanhando o seu esforço diário para preservar a todo o custo a casa onde vive, símbolo visível e palpável da sua identidade que ela sente ameaçada. A “dama de Chandor” e a sua casa confundem-se. Aida terá de viver até garantir que a casa lhe sobrevive.
3ª SESSÃO
13 Setembro | 18.00 – Auditório
VITÓRIA OU MORTE – QUEDA DA ÍNDIA PORTUGUESA  (2002, 54’20’’), de Pedro Efe
Com a presença de Catarina Efe
Após a apresentação, comentário por Nuno Vassallo e Silva e Jason Keith Fernandes, com moderação de Maria do Carmo Piçarra
No conturbado ano de 1961, um acontecimento, entre muitos outros, vem abalar profundamente as fundações do regime salazarista: a anexação de Goa, pelas tropas da União Indiana, a 17 de Dezembro.
Ao longo de 14 anos – desde que, pela primeira vez, a Índia passou a reivindicar a integração de Goa, Damão e Diu no país recentemente independente – a tensão cresce entre Portugal e a União Indiana, apesar da mediação da ONU e de outras instâncias internacionais.
Na crença de que o pacifista Nehru não usaria da força contra o “solo sagrado” da pátria portuguesa, Salazar fica profundamente abalado com o ataque.
Uma força de 50.000 homens com equipamentos modernos cercou as colónias portuguesas de Goa, Damão e Diu defendidas apenas por um efectivo de 3.500 militares portugueses.
4ª SESSÃO
18 Setembro | 18.00  – Auditório
I AM NOTHING (2019, 50’)*, de Ronak Kamat
Após a projecção, conversa com Rosa Maria Perez e outros convidados, com moderação de Maria do Carmo Piçarra.
I Am Nothing é uma investigação sobre a vida e obras do lendário e enigmático artista goês-português, Vamona Navelcar. O filme fixa o seu processo criativo e tenta compreender o pensamento por detrás das suas obras, enquanto recolhe opiniões profundas e perspicazes sobre e pelo homem conhecido informalmente conhecido como ‘o artista de três continentes’”.
*Filme em inglês
5ª SESSÃO
22 Setembro | 18.00 – Auditório
Comunidades goesas e culturas em filmes documentais *
Após a projecção, conversa com Jason Keith Fernandes, moderada por Maria do Carmo Piçarra
CAAZU (2015, 7’58’’), de Ronak Kamak
DANCES OF GOA (2012, 26’36”), de Nalini Elvino de Sousa
SHIFTING SANDS (2013, 28’47’’), de Sonia Filinto
SAXTTICHO KODDO – O CELEIRO DE SALCETE (2018, 37’50’’), de Vince Costa

Caazu, de Ronak Kamak, mostra a produção artesanal de fenim de caju, uma aguardente, nas remotas aldeias de Goa; Dances of Goa, de Nalini Elvino de Sousa, fixa os estilos de vida, rituais e costumes que se revelam nas danças tradicionais das aldeias de Goa; Shifting Sands, de Sonia Filinto, aborda a pesca tradicional, o modo de vida das comunidades piscatórias e as ameaças ao seu estilo de vida e ambientais com que se confrontam. Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete, de Vince Costa documenta os costumes da aldeia de Curtorim, na região de Salcete, subjacentes à sua herança agrária. Este documentário explora a relação da agricultura com a identidade Goesa e as ameaças à sua existência e própria subsistência dos seus habitantes.
*À excepção de Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete, com legendas em português, todos os filmes são falados /legendados em inglês.
6ª SESSÃO
27 Setembro | 18.00 – Auditório
RANMALE (10’)*
DIGANT (2012, 96’)
de Dnyanesh Moghe
Filme konkani, Digant conta a história de um pastor, chefe de uma família, que deambula na floresta com as suas ovelhas, acompanhado pelo filho pequeno. Pertence a uma tribo nómada e morar permanentemente numa casa é algo estranho para ele e para a comunidade a que pertence. Por insistência do um professor, o seu filho começa a frequentar a escola. Quando este cresce, sonha tornar-se arquitecto enquanto Pangim, onde estuda, se transforma também, rapidamente. É antecedido por Ranmale, também de Dnyanesh Moghe, sobre a dança ritual homónima integrada na celebração da invocação Garane, em que participa toda a aldeia.
*Filmes em inglês
7ª SESSÃO
29 Setembro | 18.00 – Auditório
Goa nos arquivos
Sessão comentada por Jacinto Godinho e Maria do Carmo Piçarra
CHUVAS DE MONÇÃO EM GOA
NATAL DOS SOLDADOS PORTUGUESES EM PANGIM
CHEGADA DE REFUGIADOS A LISBOA
MANUEL VASSALO E SILVA É DISTINGUIDO NA ÍNDIA

Blocos noticiosos do arquivo da RTP (total 15’)

EN LA INDIA PORTUGUESA: GOA DE AYER Y DE HOY (1952, 9’50”)
 Imagenes / Filmoteca Española

OPERAÇÃO DE SEGURANÇA NO ESTADO DA ÍNDIA (1955, 11’, sem som)
N/S | Centro de Audiovisuais do Exército Português

RUMO À ÍNDIA (1959, 19’, sem som)**
Miguel Spiguel | Centro de Audiovisuais do Exército Português

HONRA À ÍNDIA PORTUGUESA (1961, 19’, sem som)
Imagens de Portugal nº 239, Perdigão Queiroga | Centro de Audiovisuais do Exército Português

Sessão que reúne curtas-metragens de arquivo relativas a Goa. Alguns dos filmes, apresentados pelo valor histórico, apresentam degradação cromática e perderam a banda de som. Em todos os casos, as imagens serão comentadas pelos convidados.
Filmado por ocasião das comemorações do centenário de S. Francisco Xavier, En la India Portuguesa: Goa de Ayer y de Hoy atesta como o regime de Franco apoiou a política colonial do Estado Novo. Operação de Segurança no Estado da Índia conta a versão do Estado Novo sobre os acontecimentos junto à fronteira que, em 1955, aumentaram a tensão entre o regime português e o governo indiano. Miguel Spiguel foi o realizador que mais filmou o “Oriente português”. Em 18 de Maio de 1959 estrearam, no cinema Império, em Lisboa, várias curtas-metragens realizadas por Spiguel relativas à chegada a Goa de Vassalo e Silva, entre outros temas, sendo que Rumo à Índia mostra a chegada de tropas ao território. Honra à Índia Portuguesa é uma edição especial da série de actualidades cinematográficas de propaganda Imagens de Portugal, patrocinada pelo Secretariado Nacional da Informação, e evoca o historial da tensão relativo à “questão de Goa” para afirmar que o território foi anexado ilegalmente.
Parceria RTP

05.09.2019 | por martalanca | cinema, Goa

Doc’s Kingdom 2019 Floresta de signos 1 a 6 setembro, Arcos de Valdevez

Com a cabeça nas estrelas, envoltas em tecidos estampados coloridos, deambulemos pelas florestas em busca de territórios imaginários. Entre o céu e a terra, luz e trevas, memória e esquecimento, que cintilem as projeções e ressoem as palavras. Vamos abrir as janelas e deixar o vento entrar. Vamos mergulhar em águas intemporais refletindo as chamas vacilantes das nossas vidas multiplicadas. Vamos desbastar, cortar, cavar, tecer, desdobrar e desenhar mapas para nos perdermos, para melhor nos encontrarmos no mundo habitável do cinema.
Com a presença de Hiroatsu Suzuki, Ian Soroka, Jodie Mack, Johann Lurf, Rossana Torres, Laura Huertas Millán e mais cineastas a anunciar, o Doc’s Kingdom 2019 é programado por Agnès Wildenstein em colaboração com o diretor artístico Nuno Lisboa.
Entre 1 e 6 de Setembro, em Arcos de Valdevez, o Doc’s Kingdom reúne uma comunidade internacional de 100 participantes para um encontro intensivo de sessões e debates com a presença dos/as cineastas convidados/as ao longo de todo o seminário. O Doc’s Kingdom é a experiência integral e cumulativa que abarca as sessões de cinema, os debates e o encontro colectivo numa atmosfera informal e bucólica.

inscrições 

21.08.2019 | por martalanca | cinema, Doc’s Kingdom

Agora: dialogues autour des pratiques culturelles d’aujourd’hui

5 juin 2019 > 10h30 – 17h30 Fondation Calouste Gulbenkian – Délégation en France, 39 Boulevard de la Tour-Maubourg, 75007 Paris

Agora* est un espace de rencontre et de débat : une série de dialogues informels, avec des artistes et acteurs de champs divers (arts visuels, gestion culturelle, programmation, cinéma, édition, recherche) autour des pratiques culturelles les plus pointues entre le Portugal, la France et ailleurs.

Ben Russell Guillaume Mazeau Austerity Measures, 2007Ben Russell Guillaume Mazeau Austerity Measures, 2007

Agora est un moment de réflexion et de partage sur des processus de travail, des méthodologies d’enquête et expérimentales. Une invitation qui cherche à dessiner une nouvelle cartographie culturelle et à stimuler de nouvelles rencontres, une opportunité pour explorer des affinités et des influences réciproques et examiner possibles parallélismes thématiques, formels, méthodiques. 

* Agora c’est à la fois « maintenant » en portugais et le lieu de rassemblement social et politique de la cité grecque. 

Programme 

10h30 – 11h / Ouverture

11h – 12h

Françoise Parfait pour le collectif Suspended Spaces (collectif d’artistes et chercheurs) 

Tiago Hespanha pour le collectif Terratreme (collectif de cinéastes et producteurs)

« Problématiques de la production artistique collective »

> Discussion modérée par Alice Leroy.

12h – 13h

Wagner Morales (commissaire et artiste, La Maudite) 

Nataša Petrešin-Bachelez (commissaire, Contour Biennale) 

« Être commissaire indépendant aujourd’hui - défis et tendances »

> Discussion modérée par Lúcia Ramos Monteiro.

13h – 14h30 / Pause déjeuner

14h30 – 15h30

Federico Rossin (programmateur indépendant, critique) 

Raphaël Nieuwjaer (critique, revue Débordements)

« Engagements politiques par la programmation et la critique de cinéma »

> Discussion modérée par Mickaël-Robert Gonçalves.

15h30 – 16h / Pause café

16h Tables de travail collectives / Documentation disponible pour consultation, en présence des intervenants. Moment de discussion informelle avec le public.

17h30 / Clôture 

Biographies des participants

Françoise Parfait

Françoise Parfait est membre fondateur du collectif Suspended Spaces (2007), plateforme de recherche en arts qui s’intéresse à des espaces géopolitiques hérités de la modernité dont l’histoire et le devenir sont « incertains ». Critique, artiste, commissaire d’exposition et auteur de Vidéo : un art contemporain (Editions du Regard, 2001), elle est aussi Professeur à l’université de Paris 1 Panthéon Sorbonne, Centre Saint Charles, et responsable du Master Recherche Arts et Médias numériques.

Tiago Hespanha

Co-fondateur du collectif et société de production Terratreme filmes, créé en 2008 à Lisbonne par un groupe de jeunes cinéastes. Aujourd’hui, les films produits par Terratreme sont montrés dans les festivals de cinéma plus importants à l’international. Ils ont notamment réalisé et produit de manière collective le film L’Usine de Rien, en 2017. 

Réalisateur et producteur, Tiago Hespanha vit et travaille à Lisbonne. Diplômé en architecture de l’Université de Coimbra, il a obtenu un Master en Documentaire de Création, à Barcelone et suivi le cours de réalisation de films documentaires des Ateliers Varan. Il est professeur de réalisation du Master international en documentaire Docnomads et membre des Ateliers Varan.

Wagner Morales

Wagner Morales est artiste visuel, documentariste, chercheur et commissaire indépendant. Il est docteur en Études Cinématographiques et Audiovisuelles de l’Université Sorbonne Nouvelle, Paris. Il a été artiste résident au Fresnoy (Tourcoing), au Pavillon du Palais de Tokyo (Paris) et au Helsinki International Artist Programme (Finlande). Il a été l’un des commissaires de la 28ème Bienal de São Paulo, ainsi que co-fondateur de l’espace d’art indépendant La Maudite, à Paris. 

Raphaël Nieuwjaer

Raphaël Nieuwjaer est critique de cinéma. Il s’occupe depuis sa création en 2012 de la revue Débordements. Il a traduit Screening sex de Linda Williams (Capricci, 2014) et contribué à des ouvrages collectifs (Breaking Bad, Série Blanche ; Notre caméra analytique). Il est également chargé de cours à Paris et à Lille.

Nataša Petrešin-Bachelez

Nataša Petrešin-Bachelez est commissaire de la Contour Biennale 9 (Mechelen, Belgique, 2019) et prépare, avec Giovanna Zapperi, une exposition consacrée aux vidéos de l’actrice et militante féministe Delphine Seyrig. Son travail et ses écrits s’intéressent à des thématiques telles que les pratiques curatoriales situées, le féminisme transnational, l’écologie et la décroissance. Co-fondatrice et responsable du séminaire Something You Should Know à l’EHESS, avec Élisabeth Lebovici et Patricia Falguières, depuis 2006. Ces dernières années, elle a également été responsable de l’édition de L’Internationale Online (2014-2017) et du Manifesta Journal (2012-2014), co-directrice des Laboratoires d’Aubervilliers (2010-2012) et co-fondatrice de Cluster, un réseau européen d’institutions artistiques. 

Federico Rossin 

Federico Rossin est historien du cinéma, conférencier, formateur et passeur d’images. Il mène ses recherches dans le domaine du cinéma expérimental, documentaire et d’animation. Depuis 2007 il travaille comme programmateur indépendant pour de nombreux festivals et cinémathèques en Europe. Il intervient aussi dans des réseaux d’éducation populaire et dans des cadres universitaires.

Organisation

Catarina Boieiro – catarina.boieiro@gmail.com

Raquel Schefer – raquelschefer@gmail.com

Partenaires institutionnels

CEC/Universidade de Lisboa – CITCOM: Citizenship, 

Critical Cosmopolitanism, Modernity/ies, (Post)Colonialism

Hangar, Lisboa

  

 

03.06.2019 | por martalanca | agora, cinema, paris

Mostrar ou não mostrar, eis a questão - Censura e Sexualidade no Cinema. Curso de Verão

Mostrar ou não mostrar, eis a questão - Censura e Sexualidade no Cinema Início: 8 de julho

Datas: 8 a 12 de julho | dias úteis das 18h00 às 21h00

Docente Responsável: Bruno Marques

Docentes: Ana Bela Morais, Bruno Marques e Érica Faleiro Rodrigues

Áreas: História da Arte e Estudos Artísticos

 

As recentes polémicas em torno da censura – em museus, na imprensa, etc. – têm-se estendido também ao cinema. Pela sua reverberação histórica, estas têm gerado acesos debates na praça pública. Posições dividem-se entre a defesa da liberdade de expressão e os chamados “valores de decência”. O nexo Sexualidade e Censura surge assim como oportuno ponto de partida para repensar, retrospetiva e prospetivamente, muitas das tensões e dos paradoxos que caracterizam esta temática. Ao longo deste curso, pretendemos mostrar como a censura ao erotismo e à sexualidade influenciou a criação, circulação, exibição e interpretação de obras cinematográficas desde o seu nascimento até à década de setenta, influência esta que deixou marcas até à atualidade.

Programa Apresentando uma visão que passa por unidades abertas a uma panorâmica alargada do plano internacional, e unidades com um foco mais particular e específico no contexto Português, este curso propõe uma análise da censura ao cinema desde o cinema mudo até aos anos setenta:

(1) do início da história do cinema ao Código Hayes, na sua estrita relação com as profundas mudanças ao nível da revolução dos costumes na cultura popular;

(2) sobre o papel que o cinema experimental assume enquanto força transgressiva e de contracultura;

(3) sobre a forma como no Portugal marcelista estas mudanças foram sentidas, filtradas e cerceadas, nomeadamente através da existência de uma Comissão de Censura, que revia todos os filmes, nacionais e estrangeiros, antes de serem exibidos em território nacional;

(4) sobre a revolução de 1974 e o fim da censura estatal ao cinema em Portugal.

Neste contexto, procurar-se-á compreender de que forma, e por que razões, excertos, e até filmes inteiros, terão sido, em diferentes contextos e momentos, objecto de interdições. Para tal, abordar-se-ão os seguintes temas: as persistências vindas das antigas ortodoxias dominantes (a moral religiosa, o primado da procriação, o modelo social patriarcal, o controlo da comunidade); as conceções em torno da plasticidade ou maleabilidade das identidades sexuais; as contestações dos padrões de normalidade; os incentivos sociais a um experimentalismo sexual mais igualitário e liberto de preconceitos; a “revolução sexual”, a emancipação da mulher e os movimentos queer no cinema; as representações de práticas sexuais interditas, previamente marginalizadas e de carácter panfletário anti-homofóbico, como posição política em defesa da identidade queer; a objetificação da mulher dentro das estruturas capitalistas.
As aulas serão constituídas por apresentações expositivas, pela projecção de imagens e filmes e pelo debate com os alunos.

Aula 1: Cinema, Censura e Revolução dos Costumes
• O que é censurar?
• Censura institucional, censura social e auto-censura
• Liberdade de expressão: o direito de ofender e seus limites
• Cinema e arte, erotismo e pornografia, quais as fronteiras?
• “O pessoal é o político”

Objetivos: Enquadrar histórica e conceptualmente o tema em estudo
Duração: 3 horas

Aula 2: Da Censura no Cinema Primitivo ao Hayes Code
• O cinetoscópio e os primeiros beijos
• Transgressão e censura no cinema mudo
• Sexualidade e violência nas décadas que precedem o código Hayes
• O que foi e o porquê do código Hayes? Qual o seu impacto?

Objetivos: Compreender etapas importantes da história da censura ao cinema, num contexto internacional.
Duração: 3 horas

Aula 3: Art (core): A Vanguarda e o Corpo Fílmico.
• A cena nova-iorquina da década de 1960
• Os clássicos do Underground
• Os cineastas do Cinema of Transgression
• A Cultura Alternativa Queer.

Objetivos: Compreender a forma como, através do corpo explícito no género do filme experimental, alguns cineastas quebraram tabus e a censura da cultura popular nos Estados Unidos
Duração: 3 horas

Aula 4: Censura ao Erotismo no Cinema Durante o Período Marcelista
• “Primavera marcelista”: abertura dos critérios da Comissão de Censura aos filmes? A censura ao corpo nu e as cenas eróticas.
• Qual o tema mais censurado: o erotismo ou a violência?
• Censurados e proibidos: alguns exemplos concretos de filmes nacionais e estrangeiros
• Análise da evolução do sistema censório aos filmes no período do governo de Marcello Caetano (1968-1974)

Objetivos: Compreender o modo como os filmes eram censurados pela Comissão de Censura na época de Marcello Caetano (1968-1974), incidindo nos cortes respeitantes ao erotismo
Duração: 3 horas

Aula 5: Portugal Revolucionário, da Censura à Legislação
• Como acabou a censura em Portugal
• 74-76: anos de transgressão e cinema pornográfico?
• Produção e Exibição: comparação entre a transição democrática Portuguesa e a Espanhola.
• Os principais debates à volta da lei do cinema: censurar e legislar, que diferenças?
• O cinema dos anos 70 que reflecte sobre a censura

Objetivos: Mapear e analisar o período desde o fim da censura, com a revolução de 1974, até ao aparecimento da legislação para a exibição de cinema em Portugal em 1976.
Duração: 3 horas

 

 

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Bibliografia

DURAND, Pascal. La censure invisible. Paris : Actes Sud, 2016. // LEWIS, Jon, Hollywood V. Hard Core: How the Struggle Over Censorship Created the Modern Film Industry, NYU Press, 2000

BUSTARRET, Claire ; VIOLLET, Catherine. Génèse, censure, autocensure. Paris : CNRS, 2005

BILTEREYEST, Daniel and WINKEL, Roel Vande (eds.), Silencing Cinema_ Film Censorship around the World, Palgrave Macmillan US, 2013

CABRERA, Ana (Coordenação), Censura Nunca Mais - A Censura ao Teatro e ao Cinema no Estado Novo, Aletheia, 2013

MORAIS, Ana Bela, Censura ao Erotismo e Violência - Cinema no Portugal Marcelista (1968-1974), Húmus, 2017

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Ana Bela Morais é investigadora contratada de pós-doutoramento, com o projeto Cinema e Censura: amor e violência em Portugal e Espanha (1968-1974), no cluster DIIA (Diálogos Ibéricos e Ibero-americanos), do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem o doutoramento em Teoria da Cultura subordinado ao tema: Processos de cicatrização: qual a profundidade das feridas? Uma leitura de sete filmes contemporâneos. Entre outras publicações, nacionais e internacionais, publicou um livro pelos Livros Horizonte (2008) que resultou da sua dissertação de Mestrado: Virgílio Ferreira. Amor e Violência e outro, pelas Edições Húmus (2017), que corresponde à sua investigação de Pós-doutoramento: Censura ao Erotismo e Violência. Cinema no Portugal Marcelista (1968-1974). Leciona a disciplina Cinema e Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Bruno Marques é investigador contratado de pós-doutoramento no Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, onde coordena o cluster Photography and Film Studies. Foi Professor Auxiliar Convidado na FSCH (2016-2017), no ISCE (2010-2015) e na ESAD.CR (2014). Autor do livro Mulheres do Século XVIII. Os Retratos. Coordenou os livros Sobre Julião Sarmento e Arte & Erotismo. Entre outros projetos editoriais, co-editor do número especabial SEX AND CENSORSHIP IN ART da Revista de História da Arte. Co-coordenou as conferências internacionais Arte e Erotismo (NOVA FCSH, 2012), Tempos e Movimentos da Imagem (FCSH e ESAD.CR, 2018) e Whats love got to do with it? Performance, Affectivity, Intimacy (Culturgest, 2019). Autor de vários capítulos de livros e artigos científicos em revistas académicas nacionais (Revista de História de Arte, Aniki, Cultura, Convocarte) e internacionais (Photographies, Philosophy of Photography, RIHA Journal, Quintana e MODOS).

Érica Faleiro Rodrigues é licenciada em Realização para Cinema pela University of the Arts, London. Mestre na área das Ciências da Comunicação por Goldsmiths College e doutoranda em Cinema Português por Birkbeck College, com o projeto de tese Women in Portuguese Cinema Before and After the Revolution: Representation and Reality. É investigadora associada do Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa. O impacto social do seu trabalho como realizadora granjeou-lhe uma Skillset Millennium Fellowship do governo britânico pela realização de documentários sobre o papel da arte na vida de refugiados. Lecionou, como Associate Tutor da University of London, na cadeira de Desenvolvimento de Pensamento Crítico Académico e como professora convidada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na cadeira de Práticas Cinematográficas. É co-editora do futuro número temático da Revista de História da Arte do IHA da FCSH, número este dedicado ao tema Censura e Arte.

 

19.05.2019 | por martalanca | cinema, sexualidade

Coleção Cinemas Pós-coloniais e Periféricos

O primeiro volume da Coleção Cinemas Pós-coloniais e Periféricos, organizado por Michelle Salles, Paulo Cunha, Liliane Leroux, acabou de ser lançado no evento anual da AIM, Associação de Investigadores da Imagem em Movimento. Reúne aqui um grupo de pesquisadores que, no último encontro da Socine em 2018, pensou, de forma bem geral, novos agenciamentos da imagem e a potência de um cinema feito nas margens, a partir de deslocamentos, diásporas e novas disputas em torno do protagonismo daquele que narra/fala “com o outro”, “a partir do outro” e “ao lado do outro”. link para download gratuito 

 

17.05.2019 | por martalanca | cinema, pós-coloniais

“Bidon – Nação Ilhéu”

Este documentário, realizado pelos cabo-verdianos Celeste Fortes e Edson Silva, retrata a estória de três personagens femininas e vai mostrar como é que cada um vive a sua relação com o bidão que chega de fora. Um dos casos é de uma menina que vive permanentemente em contacto com a sua mãe, que vive nos Estados Unidos, através do envio de bidões. Outro caso é de uma senhora que tem o sonho de receber o bidão, mas nunca o recebeu. “Ao longo do documentário, vamos ver como é que ela alimenta este sonho de receber um bidão, inclusive porque ela já viveu nos Estados Unidos, mas apesar disso, nunca recebeu um bidão e a partir do percurso que ela faz por algumas lojas da ilha vai procurando as memórias dessa experiência de vida lá fora e vai alimentando este sonho de receber um bidão”. 

A terceira personagem é uma “rabidante” que compra os produtos que vêm nos bidões e a partir da venda desses produtos ela sustenta a sua família.

O “Bidon – Nação Ilhéu”, segundo a mesma fonte, costura essas três estórias para mostrar como é que o bidão é uma peça fundamental na economia e na sustentabilidade do país. Por razões logísticas e orçamentais toda a estória foi construída na Ilha de São Vicente, entretanto, sublinhou que o curioso é que a partir de São Vicente foi possível ter contacto com outras ilhas e outros países, a partir deste projeto.

10.05.2019 | por martalanca | cabo verde, cinema, “Bidon – Nação Ilhéu”

«Canhão de Boca» de Ângelo Lopes

Canhão de Boca, de Angelo Lopes é um documentário inserido no Programa CPLP Audiovisuall, produzido pela O2 Cabo Verde
No contexto de luta de libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral usava a expressão “Canhão de Boca” para se referir à Rádio Libertação como arma mais poderosa do que todo o arsenal de guerra que pudessem possuir. A partir da experiência cabo-verdiana e mas com um olhar sobre o mundo, o documentário “Canhão de Boca” ficciona um programa de rádio com Amélia Araújo, uma das vozes da Rádio Libertação que deu corpo aos programas de difusão dos ideais da luta entre 1964 e 1973; e Rosário da Luz, voz que incorpora a informação crítica como luta da desconstrução contemporânea em Cabo Verde. As suas lutas são próprias de cada tempo, mas são, na sua essência, lutas comuns.
Hoje porque lutamos? Um dos maiores legados filosóficos da luta pela independência é o princípio de que, para sermos livres, precisamos pensar pelas nossas cabeças. Para isso, é essencial combater qualquer tipo de colonialismo e a nossa subjugação a este(s).
Este documentário elege a rádio, meio de comunicação e expressão vinculado à voz, como veículo da discussão contemporânea em torno da utopia da liberdade. A partir de eventuais confrontos, interessam as relações que o espectador reconstrua a partir do seu próprio pensamento.
Com: Amélia Araújo, Rosário Luz e Nuno Andrade Ferreira
Realização: Angelo Lopes Direção de Produção: Samira Pereira Direção de Fotografia: Mamadou Diop Edição de Imagem e Assistente de Camêra: Edson Silva D Sonoplastia: Kisó Oliveira Técnico e Corrector de som: David Medina Correção de Cor: Manuel Pinto Barros Investigação: Celeste Fortes Assistente de Produção: Vanisia Fortes Assistente Administrativa-Financeira: Aldina Simão Design Gráfico: Oficina de Utopias Canhão de Boca é um documentário inserido do Programa CPLP Audiovisual e co-produzido pela O2 Cabo Verde e a (CPLP) Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, em parceria com a RTC - Rádio Televisão de Cabo Verde

10.05.2019 | por martalanca | Canhão de Boca, cinema

Residência Artística UPCYCLES - mobilidade nos PALOP

Iniciativa de incentivo à criação artística, à mobilidade e ao intercâmbio entre artistas emergentes dos PALOP, cuja 1.ª edição se realiza em 2019. Durante um período de 2 meses, num regime de desenvolvimento à distância, seguido de 10 dias intensivos de finalização e montagem, os participantes serão orientados para a concepção e criação de obras multimédia que “reciclem” imagens do arquivo audiovisual destes países e proporcionem novas interpretações da História e da Memória, a elas associadas, criando novas narrativas. O trabalho será acompanhado por dois formadores principais e por uma tutora e equipa técnica de apoio às questões de exibição dos trabalhos desenvolvidos. Os últimos 4 dias do programa são dedicados, exclusivamente, à montagem de uma exposição e sua inauguração pública, a 7 de Setembro de 2019, no espaço da Fortaleza de Maputo. 

Objectivos Fomentar a criação de uma rede de artistas emergentes dos PALOP;  Estimular o reconhecimento e a visibilidade internacional do trabalho autoral dos participantes; Incentivar a mobilidade de artistas e obras de arte; Promover a formação avançada ao nível da concepção, desenvolvimento e edição de projectos multimedia; Proporcionar um espaço dedicado de criação, diálogo e partilha entre artistas profissionais e emergentes, dos PALOP e lusófonos; Proporcionar o contacto dos participantes com curadores e educadores internacionais de destaque no âmbito da arte contemporânea Africana e Lusófona; Promover o conhecimento, o acesso e a reutilização dos arquivos audiovisuais dos PALOP e que a eles façam referência; Advogar pela urgência dos processos de preservação e conservação destes arquivos; Promover o emprego e a profissionalização do trabalho artístico.

Destinatários  Artistas visuais emergentes, dos PALOP, que desenvolvam a sua prática artística em campos vários de execução multimédia e que apresentem um ante-projecto para a re-utilização de recursos de arquivos audiovisuais públicos e/ou privados.

Candidaturas  A inscrição é feita via formulário online:

No formulário será solicitado o envio de dados pessoais e os seguintes documentos: Scan do Documento de Identificação; Portfólio em formato PDF (ficheiro não superior a 10MB); CV; Carta de Motivação; Ante-projecto; Link ou website para trabalhos anteriores;

Período de candidatura  30 de Março a 15 de Maio de 2019 

Divulgação dos resultados  25 de Maio de 2019 

Elementos do júri  Diana Manhiça (AAMCM), Ângela Ferreira (artista/formadora), Alda Costa (DC-UEM)

Número máximo de participantes Até 7 artistas emergentes dos PALOP, sendo 4 de Moçambique. 

Formadores Residência Criativa 2019 Ângela Ferreira (Portugal/África do Sul) e Maimuna Adam (Moçambique)

Tutoria Técnica e Montagem Diana Manhiça e Leonardo Banze (AAMCM - Moçambique) 

Condições de participação para os artistas dos PALOP* Oferta de 100% do valor da viagem internacional (até 800€), alojamento, apoio à alimentação e 100€ para materiais necessários à montagem exposição.  

Condições de participação para os artistas de Moçambique*  Oferta de apoio à alimentação e 150€ para materiais necessários à montagem exposição.

Todos os participantes deverão estar totalmente disponíveis durante os dias de formação à distância e presencial, o período de concepção do projecto e a apresentação dos resultados em exposição. 

Mais informações através do link

Qualquer pedido de esclarecimento deve ser enviado para: upcycles2019@gmail.com 

Organização 

AAMCM - Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique

Principal Entidade Financiadora  Fundação Calouste Gulbenkian 

Parceiro Institucionais Nacionais Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema

Fortaleza de Maputo - Direcção de Cultura da UEM

Centro Cultural Franco-moçambicano

Camões - Centro Cultural Português - Maputo

Parceiro Comunicação RTP África e RDP África

Parceiros Locais ZOOM - Produção Gráfica e Vídeo

* A AAMCM está empenhada em colaborar com os participantes para garantir a finalização das obras e o acesso a imagens de arquivo e poderá apoiar neste processo com o envio de carta-convite e o contacto com instituições parceiras. 

Biografias 

Associação Amigos do Museu do Cinema em Moçambique A AAMCM é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2016, que se dedica à pesquisa e comunicação sobre a(s) História(s) do Cinema em Moçambique. Anualmente, a AAMCM realiza um Seminário Internacional e uma Exposição Anual  Temporária, cujos temas vão compondo a base de dados de um futuro Museu Digital online. Este trabalho, com um objectivo essencialmente educativo, é realizado através de actividades que incluem estudantes e docentes de diferentes graus de ensino e aventura-se agora numa iniciativa de fomento à criação, através da reutilização do património dos arquivos audiovisuais dos PALOP.

Ângela Ferreira (1958) é uma artista plástica nascida em Moçambique, que cresceu e estudou na Cidade do Cabo (África do Sul) e, actualmente, vive e trabalha em Lisboa. Licenciou-se em escultura e obteve o seu Master of Fine Arts (MFA) na Michaelis School of Fine Arts, Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul. É doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa onde também lecciona. site da artista

Diana Manhiça (1975) é artista audiovisual, realizadora, produtora e curadora luso-moçambicana que reside e trabalha em Moçambique onde dirige o KUGOMA - Fórum de Cinema Moçambique, e preside à AAMCM que criou o projecto Museu do Cinema. Colabora na produção e consultoria para eventos e acções de formação ligados ao cinema. Coordenou a realização do Concurso Curtas PALOP-TL, em 2017/2018.

Completou o Bacharelato em escultura e é finalista de Mestrado em comunicação educacional e media digitais, na Universidade Aberta, em Portugal. 

http://kugomashortfilms.wixsite.com/kugoma

http://museucinemamoz.wixsite.com/museu-cinema-moz

Maimuna Adam (1984) é uma artista visual moçambicana que cresceu entre o país, a Suécia e a Suazilândia. Completou a licenciatura em Belas-Artes na Universidade de Pretoria, na África do Sul em 2008. Leccionou desenho no ISArC (Moçambique) entre 2010 e 2012. Participou em diversas exposições e bienais em Moçambique, Lisboa, Vitória, São Paulo, São Tomé, Bruxelas, Pretoria, Bayreuth e Le Port. Recebeu o prémio CPLP da PLMJ para um projecto de vídeo arte.

Trabalha com meios tão diversos como o papel e o vídeo e a sua temática é a migração e o acto de viajar.

Reside e trabalha a partir do Reino Unido.

https://maimunaadam.wordpress.com

Cronograma da Residência Criativa UPCYCLES 2019

Os 7 artistas seleccionados serão informados no dia 26 de Maio recebendo uma carta convite (para pedido de visto e outros procedimentos) e devem confirmar a sua total disponibilidade, enviando a cópia dos seus documentos pessoais actualizados até ao dia 30 de Maio, e um Termo de Compromisso assinado.

O módulo à distância tem início a 1 de Junho 2019.

a) Desenvolvimento de Projecto

MÓDULO DE TUTORIA À DISTÂNCIA

Este módulo consiste num processo de tutoria para o desenvolvimento da parte conceptual dos projectos assim como o desenho de uma proposta de execução.

Será dividido em 2 fases; sendo o início de cada fase marcado por um encontro Skype geral - os 7 artistas, os 2 formadores e a organização. No primeiro desses encontros, a 1 de Junho, serão agendados os restantes.

O processo de tutoria complementa-se, nesta fase, pela definição de metas e a entrega da documentação definida para cada meta, sobre a qual as tutoras emitirão um parecer com recomendações de seguimento, após o que, cada artista terá uma reunião Skype individual para esclarecimentos.

b) Finalização e Montagem de Projecto

MÓDULO DE TUTORIA PRESENCIAL

Este módulo consiste num processo de tutoria para a finalização e montagem/integração da obra no local de exposição. Será realizado de forma presencial, em Maputo, entre 26 de Agosto a 7 de Setembro, com acompanhamento diário das duas tutoras, culminando com a inauguração da exposição, a 7 de Setembro, pelas 18h30, na Fortaleza de Maputo.

A presença dos (as) artistas na inauguração é obrigatória.

Durante a fase presencial, que decorrerá nas instalações do Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema, os (as) artistas terão apoio técnico para a finalização de processos de edição de conteúdos audiovisuais e para o transporte e a montagem de quaisquer estruturas necessárias à exposição da obra.

Para além do apoio orçamental para materiais, cada artista poderá recorrer a 1 ecrã TV ou 1 projector de vídeo, fornecidos pela organização, para a exibição do material audiovisual no espaço de exposição.

O organização envidará esforços para apoiar os (as) artistas caso seja necessário algum material ou equipamento adicional fora do previsto, mas não pode garanti-lo.

30.03.2019 | por martalanca | ângela ferreira, cinema, PALOP, residências

Curso Cinema: leituras e contextos 8 a 10 de abril

3 dias de reflexão e interacção com o universo do cinema: visita ao Arquivo Nacional da Imagem em Movimento da Cinemateca Portuguesa, à Videoteca de Lisboa e à Cinemateca Portuguesa, em articulação com sessões sobre literacia audiovisual, a investigação em ou através de arquivos, e contextos de exibição. Cada um dos 3 módulos consiste numa sessão de discussão com base em apresentações de pessoas ligadas a festivais e cineclubes, ao mundo das artes e à academia, e visita a uma instituição que desenvolve actividade na área. O curso tem a duração de 20 horas, decorrendo entre 8 e 10 de Abril.
Inscrições até 3 de Abril. Lugares limitados.Mais informação  sobre o programa e inscrições: ICS Evento Facebook.

12.03.2019 | por martalanca | cinema, curso, leituras

Problematizar a realizar - encontros entre cinema e arte

PROGRAMA 6 28.02.2019 | 18h30

Goethe-Institut, Auditório, Campo dos Mártires da Pátria 37, 1169-016 Lisboa Une jeunesse allemande (2015, 93 Min.) de Jean-Gabriel Périot
Discussão: Alain Brossat, Jean-Gabriel Périot

As obras de arte, nomeadamente aquelas que trabalham a partir de material documental, podem oferecer um apelo particularmente desafiante para refletir sobre a realidade. Enquanto a ligação indexante à realidade que abordam garante ao som e à imagem uma credibilidade especifica, a postura do artista, a sua escolha estética, temática e política, bem como a posição autorreflexiva, podem gerar uma avaliação critica sobre a constituição dessa realidade. É neste ponto que a arte encontra a filosofia. A reflexão sobre a relação entre o mundo factual e a sua apropriação subjetiva, questionando as reivindicações hegemónicas de objectividade e autoridade e problematizando as contradições inerentes à sociedade, são, por imanência, questões filosóficas. Problematizar a realidade – encontros entre arte, cinema e filosofia é um conjunto de programas que decorre de uma parceria entre IFILNOVA (CineLab) / FCSH / UNL, Goethe-Institut Portugal e Maumaus / Lumiar Cité e em colaboração com Apordoc / Doc’s Kingdom. Estes encontros internacionais entre artistas e investigadores focam-se no momento em que a arte, o cinema e a filosofia se entrelaçam num diálogo produtivo.
No sexto programa o encontro é entre o filósofo Alain Brossat e o cineasta Jean-Gabriel Périot, numa discussão em torno do filme Une jeunesse allemande (Jean-Gabriel Périot,

2015). Através de uma complexa montagem de diversos materiais audiovisuais - incluindo filmes experimentais de estudantes da DFFB (Deutsche Film - und Fernsehakademie Berlin), excertos de programas de televisão e de atualidades, e extratos de proeminentes filmes de autor das décadas de 1960 e 1970 -, Une jeunesse allemande procura traçar a politização das gerações mais jovens da então Alemanha Ocidental. Em última instância, esta politização levou à formação do grupo Baader-Meinhof e à sua luta armada, bem como à sua ligação com a política de representação e a produção de imagens. Imagens de protestos por movimentos de esquerda contra as duradouras estruturas fascistas da Alemanha capitalista, no período pós-nazi, são entrelaçadas com declarações de intelectuais e artistas. Estes, por sua vez, são colocados perante imagens que denotam o enviesamento ideológico da comunicação social e as reações das autoridades, invariavelmente exigindo um aumento da repressão estatal. A constelação resultante não só permite uma abordagem dialética do clima político tenso da época, como também convida a uma reflexão crítica sobre o uso político das imagens e a instrumentalização de noções como terrorismo, democracia, esfera pública e resistência.

Alain Brossat (1946) vive e trabalha em Paris. É Professor no Departamento de Filosofia da Université Paris VIII. O seu trabalho abrange os campos da topografia do terror, da deportação e internamento na Europa de Leste e na União Soviética, dos regimes terroristas e pessoas desaparecidas, bem como da estética e das políticas do cinema, com foco em autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Hannah Arendt, Walter Benjamin, Norbert Elias, Pierre Clastres, Zygmint Bauman, Jacques Rancière, Alain Badiou e Giorgio Agamben. As suas publicações mais recentes incluem: “Ce que peut le cinéma – conversation” (com Jean-Gabriel Périot, 2018), “Interroger l’actualité avec Michel Foucault, Téhéran 1978 / Paris 2015?” (com Alain Naze, 2018), “Le plébéien enragé. Une contre-histoire de la modernité de Rousseau à Losey” (2013), “Autochtone imaginaire, étranger imaginé : Retour sur la xénophobie ambiante” (2012), “Biopolitics, ethics and subjectivation” (editado com Yuan-Horng Chu, Rada Ivekovic and Joyce C.H. Liu, 2011).

Jean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local FilmsJean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local Films

Jean-Gabriel Périot (1974) vive e trabalha em Paris. Entre o documentário, a animação e o cinema experimental, a maioria do seu trabalho aborda a violência e a história. Realizou diversas curtas-metragens, desenvolvendo um estilo particular no trabalho de montagem a partir de arquivos. O seu trabalho de curta duração, incluindo Dies Irae (2005), Eût-elle été criminelle… (2006), Nijuman no norei (2007) e The Devil (2012), foi exibido em inúmeros festivais e homenageado com prémios. Une jeunesse allemande (2015), o seu primeiro documentário de longa-metragem, abriu a secção Panorama da Berlinale 2015, recebeu prémios em vários festivais e foi posteriormente lançado nas salas de cinema francesas, alemãs e suíças. Natsu no hikari (Summer Lights, 2016), a sua primeira longa-metragem de ficção, estreou no Festival de Cinema de San Sebastian, em 2016, e foi exibido noutros festivais antes de ser lançado nas salas de cinema francesas, em 2017.

Duração da sessão: 150 Min. | M/12 | Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

Para mais informações, por favor contactar:
Tel: +351 21 352 11 55 | info@problematisingreality.com | www.problematisingreality.com www.facebook.com/ProblematisingReality

18.02.2019 | por martalanca | arte, cinema, filosofia

Alda e Maria: por aqui tudo bem, de Pocas Pascoal

Sessão do ciclo Ciências Sociais e Audiovisual: consequências da Guerra 24 de Janeiro, 18h Auditório Sedas Nunes (ICS-ULisboa) I Entrada Livre

A projecção da longa de ficção realizada por Pocas Pascoal, Alda e Maria: por aqui tudo bem é o mote para debater o cruzamento entre consequências da guerra civil de Angola (1976-2002), género e migração. Situado na década de 1980, o filme narra a história de duas irmãs adolescentes que rumam até Lisboa, na esperança de um futuro mais promissor.

A projecção é seguida de debate, entre a realizadora de origem Angolana e Marzia Grassi, investigadora em estudos africanos, género, migração. 

Alda e Maria: por aqui tudo bem foi produzido em 2011, Portugal, 94 min. Teve distribuição comercial em Portugal, circulou em vários festivais (Brasil, Alemanha, Burkina Faso, Suíça, França, Emirados Árabes Unidos), tendo sido premiado tanto no IndieLisboa em 2012, como a Melhor Longa Metragem Portuguesa de Ficção, como no Festival FIC Luanda em 2011 como a melhor Longa Metragem Angolana. Mais detalhes sobre o filme aqui.

Pocas Pascoal nasceu em Luanda em 1963, tendo migrado para Portugal (Lisboa) em 1983 e mais tarde França (Paris), onde estudou cinema. Memórias de Infância (2000), Há sempre alguém que te ama (2003), Amanhã será diferente (2009) são outros filmes que realizou. 

O ciclo Ciências Sociais e Audiovisual explora o valor analítico e metodológico das imagens em movimento para o trabalho desenvolvido por cientistas sociais. Mais informações sobre o ciclo aqui. Organização: Inês Ponte, Mariana Liz, Pedro Figueiredo Neto, Paulo Granjo; ICS-ULisboa: Rua Prof. Anibal Bettencourt 9, Lisboa. Metro: ENTRECAMPOS.

16.01.2019 | por martalanca | angola, cinema, Pocas Pascoal

Pele de Luz/ Skin of Light de André Guiomar

2018 • Moçambique, Portugal • 19’

Anifa sobrevive a um rapto. Isa cresce envolta no medo. No coração de Maputo, em Moçambique, as duas irmãs enfrentam juntas um lugar onde a crença na magia negra ainda persegue pessoas albinas.


20.11.2018 | por martalanca | albinos, cinema, Pele de Luz

Filmes africanos no Doclisboa 2018

Entre eu e Deus de Yara CostaMoçambique, 2018, 60’

Karen é uma mulher jovem e independente que defende a lei canónica muçulmana na Ilha de Moçambique, mas está cheia de dúvidas e contradições em relação à sua identidade e a comunidade multicultural em que vive, num local histórico de confluência de culturas. 
Link 28 Out (dom), 16h15, 60’

 

La Vie Sur Terre de Abderrahmane SissakoMali, Mauritânia, 1998, 61’Em vésperas do ano 2000, Abderrahmane Sissako, cineasta mauritano a viver em França, decide regressar a Sokolo, uma pequena aldeia do Mali, para se encontrar com o pai. Chega à aldeia, muda de roupa, monta numa bicicleta e vagueia pelas ruas e pelos campos. É então que se cruza com Nana, também ela de passagem. Estabelece-se algo de impalpável e lúdico entre eles, enquanto a vida na aldeia continua.
Link 21 Out (dom), 17h, Cinema São Jorge

La vie sur terre de Abderrahmane Sissako 1999La vie sur terre de Abderrahmane Sissako 1999
 

 


Fahavalo, Madagascar 1947 de Marie-Clémence, Andriamonta-PaesMadagáscar, Franca, 2018, 91’

Chamavam-lhes fahavalo (inimigos), porque se revoltaram contra as autoridades coloniais francesas em Madagáscar, em 1947. Hoje, a cineasta Marie-Clémence Andriamonta-Paes leva-nos ao local onde os acontecimentos tiveram lugar, numa viagem ao encontro das últimas testemunhas. Falam-nas da sua luta pela independência e dos longos meses de resistência na selva, armados apenas com lanças e talismãs.
Link 22 Out (seg), 19.00, Culturgest24 Out (qua), 14.00, Cinema São Jorge

O festival aceita reservas de grupos, ficando o bilhete a 1 euro por pessoa no caso do grupo perfazer 10 ou mais elementos.Só é necessária marcação para projecto.educativo@doclisboa.org ou através do número +351 910 951 160, ou até respondendo directamente a este email.  

17.10.2018 | por martalanca | cinema, DocLisboa

Mostra internacional de cinema na Cova da Moura

Organizada pelo Coletivo Nêga Filmes & Produções, em parceria com a Associação CulturalMoinho da Juventude, acontece, desde 2016, e durante o KOVA M FESTIVAL.

Indo para a sua terceira edição em 2018, a nossa intenção com a MOSTRA DE CINEMA NA COVA édar visibilidade a uma produção audiovisual que não alcança as salas comerciais de cinema em Portugal, realizada por cineastas negras e negros da contemporaneidade, tanto de África, quanto dasdiásporas.Temos como objetivo principal, disponibilizar este cinema à população que vive e frequenta a Covada Moura, bairro cuja população é majoritariamente negra, a fim também de estimular a produção denovos filmes e mais debates por artistas e estudiosas/estudiosos de cinema, que vivem no bairro, nacidade e que descendem de populações africanas.

Em clima de festival de bairro, o KOVA M FESTIVAL, que recebe a MOSTRA DE CINEMA NACOVA, foi criado em 2012, por jovens moradoras e moradores da Cova da Moura, a fim de incentivara produção cultural e a inclusão social na região, através da arte e do desporto, à população africanae afrodescendente que vive em Portugal e demais interessadas e interessados.Ao final de cada sessão de filme na MOSTRA DE CINEMA NA COVA, temos um espaço paraconversa sobre as obras exibidas, com profissionais das artes da cidade de Lisboa e arredores.

Desde a sua primeira edição, a MOSTRA DE CINEMA NA COVA tem possibilitado um interessante encontro entre África, Europa e Américas, trazendo para a Cova da Moura temas importantespara/sobre África e suas diásporas, através de filmes de diferentes origens, como Brasil, Cabo Verde,Gana, Moçambique, Portugal, Burkina Faso, Guiné Bissau, Kenya, Angola e Costa do Marfim.A programação da MOSTRA DE CINEMA NA COVA é totalmente gratuita para as pessoas queacompanham as atividades do Festival, algo que somente é possível graças ao trabalho comunitárioe de mutirão de moradoras e moradores do bairro.EQUIPE
Curadoria Geral: Maíra ZenunProdução: Flávio Almada e Luzia Gomes- Nêga Filmes https://www.facebook.com/negafilmes/.- Kova M Festival https://www.facebook.com/kovamfestival/.- I Mostra Internacional de Cinema na Cova https://www.facebook.com/events/637256526443894/.- II Mostra Internacional de Cinema na Cova https://www.facebook.com/events/1961063184182644/.- Moinho da Juventudehttps://www.facebook.com/pages/Associação-Cultural-Moinho-Da-Juventude/420091851427591.

23.07.2018 | por martalanca | cinema, Couva da Moura, negro

"Nas Dobras da Capulana"

3ªf, 29 de Maio, pelas 17h30 no ICS - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a última sessão dedicada a Moçambique entre Cinema e Ciências Sociais, exibição com a presença dos realizadores de “Nas Dobras da Capulana”
Realização e Produção: Camilo de Sousa e Isabel Noronha
Moçambique 2014, 30 min, Doc

Viagem aos encantamentos da “capulana”. Uma viagem do presente para o passado, que nos revela um universo tipicamente feminino através de situações e narrativas de um grupo de mulheres que, tal como todas as mulheres moçambicanas, usam a capulana para diversos fins e lhe atribuem diversas significações. Ao longo desta viagem, somos levados a descobrir o sentido de ser mulher em diferentes épocas, ligadas entre si pelos traços, cores, padrões, desenhos, dizeres e nomes de cada capulana, na dobra da qual se esconde uma história única, singular…

A exibição do filme será complementada por uma pequena mostra e explicação acerca de outras capulanas: as dos curandeiros.

25.05.2018 | por martalanca | cinema, Moçambique

Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual” I Maputo

O projecto Museu do Cinema em Moçambique, uma iniciativa da Associação Amigos do Museu do Cinema em parceria com o INAC e uma série de outras instituições, apresentou-se pela primeira vez, em exposição e mesas redondas em 2016, e tem vindo a desenvolver actividades de pesquisa com vista a um plano de trabalho plurianual a médio prazo.  

Em 2017, desenvolvidos alguns contactos iniciais com instituições académicas e, reforçadas as parcerias do ano passado, vamos realizar o Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual”, de 26 a 29 de Setembro, em Maputo, e a Exposição Museu do Cinema 2017, com inauguração a 20 do mesmo mês, ambos no Centro Cultural Franco-moçambicano.

Para além de inúmeros parceiros de produção locais sem os quais não seira possível realizá-las, estas acções contam com o apoio financeiro da Cooperação da Flandres, que nos permite convidar o historiador belga Guido Convents - autor do livro que dá título ao seminário - para uma série de 3 aulas sobre os períodos de 1896 a 2010.

Este seminário é desenvolvido para um público de estudantes e docentes universitários, em colaboração com a UEM, a UP e o ISArC, e vai igualmente apresentar comunicações, artigos e projectos de investigação - cujo prazo de envio é 1 de Agosto – contando com uma Comissão Científica convidada, formada pelos Prof.ª Dra. Alda Costa (DC/UEM); Prof. Dr. Eduardo Lichuge (ECA/UEM); Prof.ª Dra. Ute Fendler (Universidade de Bayreuth) e Prof. Dr. Jorge Jairoce (Biblioteca Nacional).

Este seminário tem como principal objectivo estimular o uso do referido livro como material de apoio ao estudo – desenvolvendo, a partir dele e com pesquisa complementar, diversos objectos de aprendizagem - e motivar para a pesquisa em Cinema, para a qual a associação organizadora pretende encontrar os parceiros financeiros que viabilizem a criação de um fundo anual específico.

Na exposição deste ano será apresentado o protótipo da App Galeria de Retratos - Museu do Cinema mobile - desenvolvido em parceria com a MOZApp - e um espaço de homenagem ao cineasta José Cardoso, onde serão exibidos, para além das suas 3 curtas em 8mm, artefactos e equipamentos da colecção particular da família.

+ info www.museudocinemamocambique.org

Diana Manhiça – 828659000 e Ivan Zacarias – 843645554

seminário2017@museudocinemamocambique.org

03.07.2017 | por martalanca | cinema, Moçambique, seminário

Africa is / in The Future I Bruxelles 19.05 > 20.05.2017

Deux journées interdisciplinaires qui portent un regard nouveau et décomplexé sur l’Afrique et sa diaspora.

 PointCulture Bruxelles, rue Royale 145 I  Cinéma Nova, rue d’Arenberg 3                    VENDREDI 19 MAI

  • 15h-16h : Fabio Vanin “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” (PointCulture Bruxelles)
  • 16h30-17h30 : Rebel Up ! et NGHE “Afrika Sound” (PointCulture Bruxelles)
  • 18h-19h : Performance OZFERTI (PointCulture Bruxelles)
  • 20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)
  • 22h : Projection « The Tower » (Cinéma Nova)

SAMEDI 20 MAI

  • 14h-15h : Pascale Obolo et Gato Preto « L’afrofuturisme, terrain d’expérimentation esthétique ou outil de déconstruction et d’émancipation ? » (PointCulture Bruxelles - en français/ anglais)
  • 15h30-16h30 : Oulimata Gueye « La science-fiction, une technique d’adaptation » (PointCulture Bruxelles)
  • 17h-18h : Jean-Christophe Servant « L’Afrique, entre futur et avenir » (PointCulture Bruxelles)
  • 19h30 : Table d’hôtes et microboutiek (Cinéma Nova)
  • 20h : Projection « I love kuduro » et « Woza taxi » (Cinéma Nova)
  • 22h : Concert Gato Preto (Cinéma Nova)
  • 00h00 : Rebel Up djset (Cinéma Nova)

PROGRAMME DÉTAILLÉ

VENDREDI 19 MAI

·         15h00 – 16h00 Conférence “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” de Fabio Vanin

Quels sont les défis environnementaux et sociaux auxquels les villes de Luanda et Nairobi sont confrontées ? Comment ces deux villes traitent l’idée d’avenir ? Comment les arts et l’utilisation de différents récits nous projettent vers le futur ?

Fabio Vanin est professeur d’urbanisme paysager à la VUB et cofondateur et directeur de LATITUDE Platform for Urban Research and Design. Ses recherches actuelles portent sur les menaces environnementales dans les zones urbaines, en particulier sur l’eau, et sur les modèles urbains émergents en fonction des problèmes de sécurité. Il a également un fort intérêt dans la recherche de la croissance des villes africaines, en particulier dans les pays lusophones.

·         16h30 – 17h30 Conférence “Afrika Sound ” de Rebel Up ! + Médiathèque NGHE

Rebel Up! & la NGHE Mediatheque proposent un voyage personnel et subjectif à travers les sons, ceux du passé et ceux de la musique électronique contemporaine en constante évolution, issus d’Afrique et de la diaspora. À partir de leur expérience et de leur travail singulier, Ils esquisseront les contours de plusieurs mouvements, styles, labels musicaux et autres manifestations culturelles de l’ère numérique, aidés d’une sélection de musiques et de vidéos YouTube. Attendez-vous à une session passionnée alliant faits musicaux et histoires personnelles à une énergie débordante.

NGHE est un espace de découverte et de partage de la musique localisé à Molenbeek. Sous forme d’une médiathèque subjective et ouverte à tous, nous voulons mettre en valeur la singularité musicale de certaines régions du monde et promouvoir le réseaux des labels indépendants.

Rebel Up ! est un collectif bruxellois diffusant des sons innovants, il s’est rapidement imposé comme expert en musique « du monde » folk et urban et en culture alternative globale. En 2010, Rebel Up! insuffle son concept « global » dans la vie culturelle bruxelloise à travers soirées, concerts et festivals.

·         18h00 - 19h00 Performance OZFERTI

Début 2016, après des mois de recherches graphiques et musicales, Florian Doucet se lance en solo et crée OZFERTI son alias venu de la planète NUBIA NOVA. En Mars 2016, il sort l’album ADDIS ABOUMBAP, un mélange envoûtant de Tezeta Ethiopien et de Beats Electronique. Suivrons les albums AFROGRIME vol.I & vol.II, mashups où la puissance de l’Afrobeat Nigérian rencontre le fracas du Grime Britanique. Ozferti accompagne son live de projections vidéo où s’entremêlent les images des légendes de l’Afrique de l’Ouest et des motifs géométriques psychédéliques.

https://soundcloud.com/ozferti

·         20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)

> Kin Kiesse

Mwezé Ngangura, 1983, CD, 16mm, vo ang st fr, 28’

Ce film “classique” réalisé par Mweze Ngangura, considéré comme le père du cinéma congolais, est un portrait de “Kin la belle quand elle était encore capitale du Zaïre. Tourné en pellicule, couleurs chaudes et superbes, la ville se découvre à travers les yeux de Chéri Samba, peintre populaire, aujourd’hui mondialement reconnu, alors à ses débuts. Quartiers animés, coiffeurs, immeubles, ambiance, on découvre une ville au rythme endiablé dans laquelle la musique, quelles que soient ses formes et ses origines, fait le lien entre des éléments disparates mais vivants. Et tout ceci à l’apogée d’une dictature…

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04.05.2017 | por martalanca | Africa, cinema, Future

B.leza Doc's em Abril

Em Abril, o cinema documental voltará a ocupar a sala de concertos do B.leza
B.leza Doc’s é uma iniciativa da associação B.leza, em colaboração com a cooperativa cultural Zebra (responsável pela organização da Mostra de Cinema e Culturas Africanas - África Mostra-se), que conjuga, no mesmo espaço, música e cinema.
A programação do ciclo foi pensada de forma integrada, tendo como foco central temáticas sociais, culturais e históricas relevantes sobre os países africanos representados bem como as suas comunidades.
Pretendemos, assim, reeditar a experiência anterior de exibição de filmes no B.leza, ainda na sua anterior morada, e que nos anos 90 foi marcante para os/as lisboetas. Mais tarde voltou a repetir-se mas desta vez através do África Mostra-se, já no atual espaço do B.leza.
Todas as quartas-feiras, pelas 19h00, ao pôr-do-sol, iremos mostrar ao público novas imagens e sons, num ambiente intimista e privilegiado pela paisagem sobre o Tejo. Acreditamos que o encontro de artistas e o intercâmbio de experiências saem favorecidos com a criação de um ciclo com estas características.


Organização e programação B.leza e Zebra – cooperativa cultural
Apoios RTP África, Apordoc – Associação pelo Documentário, Atera Filmes, Geração 80, Rádio AfroLis, Taluma Filmes

10.04.2017 | por marianapinho | B.Leza, cinema, Mostra de Cinema e Culturas Africanas - África Mostra-se

Colonialismo do Colonialismo: Um novo ciclo de cinema

2 de março / quinta-feira / 21h
Zona Franca dos Anjos (Rua de Moçambique, 52)

Colonialismo do Colonialismo:
Um novo Ciclo de Cinema na Zona Franca Nos Anjos desta vez focado no tema do Colonialismo e da “Descolonização”. O ciclo será composto por quatro filmes que decorrerão todas as quintas-feiras de Março.

O primeiro filme será “El Abrazo de la Serpiente” de Ciro Guerra, esta quinta-feira às 21h00. A cantina estará fechada para o evento mas teremos petiscos e bar aberto.

Entrada livre

Sinopse:
Theo (Jan Bijvoet) é um explorador alemão que, em 1909, procura a ajuda do xamã Karamakate (Nilbio Torres/Antonio Bolivar), o último sobrevivente conhecido da tribo dos Cohiuanos, para servir de guia no percurso do rio Amazonas. Gravemente doente, Theo busca a yakruna, uma planta sagrada com poderes curativos. Quase quatro décadas depois, o norte-americano Evans (Brionne Davis) lê os diários de Theo e resolve percorrer o mesmo trilho, de forma a descobrir e estudar a planta medicinal. Para isso, encontra-se com Karamakate. Durante todos estes anos, muita coisa mudou na paisagem amazónica e mais ainda no coração do velho índio…
Realizado pelo colombiano Ciro Guerra (“La Sombra del Caminante”, “Los Viajes del Viento”), um filme a preto e branco que se baseia nos diários de Theodor Koch-Grunberg (1872-1924), um explorador alemão que contribuiu para o estudo da mitologia, etnologia e antropologia dos povos indígenas da América do Sul (em particular dos Pemon, da Venezuela, e dos índios brasileiros da região da Amazónia). “O Abraço da Serpente” foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (Colombia).

27.02.2017 | por marianapinho | cinema, Ciro Guerra, colonialismo, Descolonização, El Abrazo de la Serpiente, zona franca dos anjos