Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André e Tita Maravilha trazem Outra Língua ao D. Maria II

Uma criação de Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André e Tita Maravilha, o espetáculo Outra Língua chega ao Teatro Nacional D. Maria II nesta semana, para ser apresentado na Sala Estúdio de 26 de maio a 12 de junho.

©Carlos Fernandes©Carlos Fernandes

A língua é portuguesa? Que língua falamos afinal? E a(s) nossa(s) língua(s), o que diz(em) sobre nós? Outra Língua é uma performance-conferência criada por mulheres de Angola, Brasil e Portugal onde, a partir da experiência de falantes de português de diferentes países, se procura questionar se a nossa língua mãe é a mesma e se, intervindo sobre ela, podemos alterar a realidade que a mesma descreve.

Uma criação conjunta de Keli Freitas, Nádia Yracema, Raquel André e Tita Maravilha, com texto de Keli Freitas e direção da mesma e de Raquel André, todas as sessões de Outra Língua contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, audiodescrição e legendagem para pessoas surdas integradas no espetáculo. No dia 5 de junho, domingo, haverá ainda uma conversa com as artistas após o espetáculo.

Uma coprodução do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Viriato e d’O Espaço do Tempo, o espetáculo teve estreia nacional na passada sexta-feira, dia 20 de maio, no Teatro Viriato, em Viseu. Esta semana chega a Lisboa, para três semanas de apresentações no D. Maria II, a partir de quinta-feira, dia 26 de maio.

Informações aqui.

24.05.2022 | by Alícia Gaspar | cultura, Keli Freitas, língua, Nádia Yracema, Raquel André, teatro, Teatro Nacional D. Maria II, Tita Maravilha

Noites Brancas - 27 e 28 maio - Teatro Meridional

Noites Brancas 

de Fiódor Dostoiévski 
113ª Criação

Sob as noites claras de verão, um Sonhador perpétuo caminha solitariamente pelas ruas desertas de S. Petersburgo, alimentando, incessantemente, o seu imaginário com a energia que encontra na inanidade do que o rodeia. Esta comunhão onírica é subitamente interrompida quando, certa noite, este se depara com Nástenka, uma jovem rapariga que chora sob a ponte do rio Nieva. Depois de a salvar, oportunamente, de uma tentativa de abordagem por parte de um transeunte suspeito, ambos estabelecem uma ligação amistosa que descortina as estórias de duas vivências tão díspares, mas que ascendem numa atração mútua. Une-os uma espera inquietante, que virá a definir os seguintes encontros noturnos, carregados de revelações, ansiedades, sonhos, medos, e um confronto enigmático de paixões.

Dois actores, Flávio Hamilton (Sonhador) e Carina Ferrão (Nástenka), interpretam, assim, um jogo de suspensão, que coloca signos oníricos de uma dimensão poética em confronto com os cânones realistas da comunicação pragmática. Daqui, emerge, simultaneamente, a contracena com uma ausência de desígnios incertos, que traz uma sombra à brancura destas longas noites de verão.

Ficha Técnica        

Texto: Fiódor Dostoiévski 

Tradução: Nina Guerra e Filipe Guerra 

Dramaturgia e Encenação: Pedro Carvalho 

Assistência de Encenação: Samuel Pascoal 

Interpretação: Carina Ferrão e Flávio Hamilton 

Cenografia, Figurinos e Imagem de Cartaz: Marta Silva 

Criação Musical e Sonoplastia: Carlos Adolfo 

Desenho de Luz: Pedro Carvalho 

Execução Cenográfica: Marta Silva e José Lopes 

Costureira: Alexandra Barbosa 

Apoio ao Programa: Fundo Teatral Art’Imagem/C.M.M Micaela Barbosa e José Pedro Pereira 

Fotografia: Nuno Ribeiro 

Vídeo: André Rabaça 

Design Gráfico: Tiago Dias 

Produção: Sofia Leal e Daniela Pêgo 

Direção Artística do Teatro Art’Imagem: José Leitão

M/12
80M

20.05.2022 | by Alícia Gaspar | cultura, Fiódor Dostoiévski, noites brancas, teatro, Teatro Meridional

Lançamento do livro "O que temos a ver com isto? O papel político das organizações culturais"

O novo livro de Maria Vlachou O que temos a ver com isto? O papel político das organizações culturais, um dos temas sobre o qual a autora mais tem reflectido nos últimos anos, será lançado nesta segunda-feira, 16 de maio, às 18h30, na Biblioteca Palácio Galveias (Lisboa)

O livro reúne textos de Maria Vlachou, que estavam dispersos no blog, de comunicações em conferências e artigos de jornal. Esta é uma edição Tigre de Papel (à qual o BUALA se junta), com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. 

O prefácio foi escrito por Tiago Rodrigues, ex-Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II e próximo director artístico do Festival de Avignon.

16.05.2022 | by Alícia Gaspar | Biblioteca Palácio Galveias, cultura, Fundação Calouste Gulbenkian, lançamento de livro, Maria Vlachou, política

II Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África

II EJICPLP África | 25.26.27 maio de 22 |Evento Híbrido


As inscrições já se encontram abertas para a 2ª edição do Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África, que irá decorrer nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2022 em formato híbrido (presencial - ISEG em Lisboa e online – streaming), com entrada livre, mas mediante registo, disponível aqui. 

Neste 2º ano, o EJICPLP sobre África consolida-se como um espaço de promoção e divulgação de trabalhos de jovens investigadores na área de Estudos Africanos em Língua Portuguesa para debaterem a ciência numa perspetiva multidisciplinar relativamente a África.

Celebrando o Dia Internacional de África, que se comemora a 25 de maio, a 2ª edição do Encontro tem como temática a INOVAÇÃO, tendo como objetivo debater o papel da ciência na inovação em África. Visa-se aprofundar e saber até que ponto a investigação científica sobre África tem produzido ou trazido inovação ao continente Africano, bem como debater a possível necessidade de se reformular questões e metodologias de investigação científica, numa perspetiva inovadora e pragmática, que permita a apropriação dos resultados destes estudos no quotidiano das sociedades africanas.

O programa conta diariamente com dois momentos demarcados, sendo as manhãs dedicadas a especialistas de renome nas geografias onde se fala a língua portuguesa, num debate de ideias ao mais alto nível e as tardes destinadas à apresentação de trabalhos científicos por investigadores dos vários países da CPLP dando voz e promovendo novos estudos de investigação.

Destacamos a presença de personalidades distintas de toda a CPLP, como Filomeno Forte (Angola), Marina Alkatir (Timor-Leste), Leila Leite Hernandéz (Brasil), Miguel de Barros (Guiné Bissau), Fernando Jorge Cardoso (Portugal) e Isabel Castro Henriques (Portugal), entre várias outras, reforçando os princípios da diversidade, inclusão e representatividade de todos os países de expressão de língua portuguesa.

Os temas em análise são multidisciplinares e abordam questões como:
 

Empoderamento da mulher africana. (25 maio)

Aproximação da investigação científica à agenda de decisores políticos. (25 maio)

Inovação financeira e energética na investigação em África. (26 maio)

Inovação com a tradição. (26 maio)

Enquadramento científico da Rota da Lisboa Africana. (27 maio)

O Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África é um projeto fundado por Cristina Molares d’Abril, contando ainda com uma Comissão Organizadora e um Conselho Científico multinacional e multidisciplinar.

Programa

12.05.2022 | by Alícia Gaspar | Africa, CPLP, cultura, evento híbrido, iseg, lisboa

The Green Line | Exposição Individual de Pedro Pires

05 maio 2022 - 25 junho 2022

Entrada Livre

THIS IS NOT A WHITE CUBE | Rua da Emenda, nº 72, Chiado, Lisbon

Contacto 

Graça Rodrigues  |  +351 96 72 604 72  |  press@thisisnotawhitecube.com

Equipa

Diretora Geral e Co-Diretora Artística  |  Sónia Ribeiro

Curadora e Co-Diretora Artística  |  Graça Rodrigues

Assistente de Galeria | Francisca Vaz

Design Gráfico e Audiovisual  |  Francisco Blanco e  Nelson Chantre

The Green Line

A galeria de arte contemporânea THIS IS NOT A WHITE CUBE, inaugurou a 5 de Maio, em Lisboa, “The Green Line” - a exposição individual do artista luso-angolano Pedro Pires, que assinala o seu regresso à capital portuguesa, após mais de uma década de presença crescente no circuito artístico internacional.

Com a curadoria de Lourenço Egreja, a mostra apresenta um conjunto de 15 trabalhos inéditos, de escultura e intervenção sobre papel, decorrendo, na designação, da apropriação do título da obra homónima de Francis Alys e do nome dado à fronteira do Armistício, definida no final do conflito armado Israelo-árabe em 1948. 

Através da referência à performance de Alys (2004) - na qual o artista percorre a fronteira do Armistício, derramando tinta verde no chão - Pedro Pires reintegra conceptualmente aos nossos olhos, uma reflexão que a sua obra propõe, desde há muito, em torno da noção de fronteira e de fragmentação da identidade.

Este movimento de apropriação é mote para uma interceção reflexiva com uma obra artística que, como a sua, se edifica através da reiterada integração de objetos ready-made, de que o artista se apropria com o intuito de fazer uso dos contextos a que pertencem. 

A obra de Pedro Pires tem sido premiada e regularmente integrada no espaço público. Entre os projectos recentes, destaca-se  a participação no POLDRA – Public Sculpture Project, no Parque do Fontelo, em Viseu, local onde está alojada a escultura 14.000 Newtons. Ressalta-se ainda a participação em 2022 na Biso Biennale, no Burkina Faso, onde a obra “Doppelganger Kit” foi distinguida pela Cuperior Collection.

Atualmente Pedro Pires assume especial destaque na exposição “Reflect #2 – FRAGMENTS, FRAGILITIES, MEMORIES” patente no Museum of African Art, em Belgrado, na Sérvia.

A mostra “The Green Line” está patente em Lisboa até 25 de Junho, de 3ª feira a sábado, entre as 14h30 e as 19h30, com entrada livre. Em paralelo, a obra de Pedro Pires pode ser visitada na delegação angolana da galeria THIS IS NOT A WHITE CUBE , em Luanda.

Sobre Pedro Pires

Pedro Pires preocupa-se essencialmente com questões de identidade, nomeadamente com o sentido de uma identidade nacional fragmentada, a qual o próprio artista experienciou ao longo da sua existência enquanto cidadão angolano e português. Recorrendo a diferentes técnicas e objetos, o artista constrói esculturas e instalações únicas de caráter figurativo e conceptual, marcadas por formas antropomórficas que emergem de materiais parcialmente destruídos, evocando os conceitos de destruição e reconstrução. Na sua obra, Pires reflete a sua singular posição sociopolítica relativamente a Angola e a Portugal, e ao contexto pós-colonial que marca a história entre estes dois países. Ao traçar paralelos com diferentes realidades, convida ainda o espetador a pensar sobre questões mais amplas, tais como a realidade contemporânea dos refugiados e direitos humanos. 

Pedro Pires concluiu um MFA na Central Saint Martins College of Art and Design (Londres) em 2010, e a licenciatura em Escultura, em 2005, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Em 2004, recebeu a Bolsa Erasmus de Belas Artes para a Universidade de Atenas. Com uma carreira artística que se prolonga há mais de dez anos, a sua obra já foi exposta em diversos locais, tais como o Museu de Arte Africana de Belgrado (Sérvia), Museu de História Natural de Angola, o Museu de Belas Artes de Montreal (Canadá), 1:54 Art Fair e Christie’s (Londres), Bienal de Lagos (Nigéria), Cape Town Art Fair (África do Sul), Grand Palais – ArtParis (França), Bienal de Lorne (Austrália) e ExpoChicago (Chicago, EUA). 

A sua obra está ainda representada em importantes coleções particulares e públicas, nomeadamente no Museu de Belas Artes de Montreal (Canadá), na Fundação PLMJ (Portugal), na Mishcon de Reya Collection (UK), na Edge Arts (Portugal), na Carpe Diem Edições (Portugal), na Coca Cola Collection (África do Sul), no Banco Económico (Angola), na S&A (Portugal), no Conselho de Viseu (Portugal), na Africana Art Foundation, na coleção de Fernando Figueiredo Ribeiro (Portugal), de João de Brito (Angola) e de Costa Lopes (Portugal). 

06.05.2022 | by Alícia Gaspar | cultura, exposição individual, pedro pires, the green line, this is not a white cube

Dia 7 de maio, Todos a Marvila!

A Lisbonweek arranca este sábado com passeios culturais, exposições, arte urbana, performances, obras site-specific, Tuc tuc’s por Marvila, Meet the Artists, DJ’Sunset, e muitas surpresas!

Viver e (re)descobrir os encantos da Marvila antiga e contemporânea é a proposta deste ano da Lisbonweek. A 7ª edição começa com o Open Day - “Todos a Marvila!” - um dia aberto ao público com muitas atividades gratuitas para conhecer a história e o património de Marvila, e promover o contacto com as artes e o talento que caracterizam este bairro.

O ponto de encontro será no Prata Riverside Village onde se concentram diversas atividades artísticas. Aqui vai poder visitar a retrospetiva “10 anos da Lisbonweek” com os melhores momentos de todas as edições, duas instalações site-specific dos artistas residentes da Lisbonweek (Maura Grimaldi e Catarina Lopes Vicente), e o circuito de arte pública criado pela Galeria Underdogs em parceria com a VIC Properties, em que os tapumes que circundam os edifícios em construção do Prata Riverside Village se transformam em grandes telas pelas mãos dos artistas Maria Imaginário, Jorge Charrua e Guga Liuzzi.

No pátio exterior do Prata Riverside Village e junto ao rio, assista às duas performances dos artistas residentes José Cereceda e Inês Neves. Ainda no Prata, vai poder encontrar dois novos “Estúpidos” – o projeto de instalação do artista Robert Panda - duas esculturas que a Lisbonweek e o Prata Riverside Village doaram à freguesia de Marvila. Os “Estúpidos” são figuras antropomórficas estilizadas, com uma conotação marcadamente amigável – o “estúpido” sentado convida a pessoa a sentar-se junto dele e a observar o rio, o “estúpido” de pé contempla a bela Lisboa. Aproveite ainda para descer até ao parque de estacionamento desta nova vila urbana e visitar a exposição “Brilha Rio” que mostra alguns dos melhores letreiros comerciais de Lisboa, e ali ao lado estará também a acontecer o Mercado P’LA Arte, um projeto de exposição e venda de obras de artistas.

Parta depois à descoberta de Marvila num dos vários TucTuc’s disponíveis que farão viajar pelas ruas e locais emblemáticos do bairro. O Palácio da Mitra vai estar aberto ao público, de forma gratuita, entre as 15h e as 16h45. A entrada será feita por grupos de 25 pessoas, a cada meia hora, e para garantir o seu lugar, basta inscrever-se através do email: contact@lisbonweek.com.

Vai poder conhecer as restantes obras site-specific dos artistas residentes Virgílio Pinto e Leonor Sousa, na Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, e as propostas das galerias de arte parceiras, como a Underdogs e a Francisco Fino, onde pode contactar com os artistas e curadores das exposições. Haverá ainda a rota drink & tapas Lisbonweek pelo bairro, com menus a 5€, que passará por locais como o Nãm - Fábrica de Cogumelos, a Fábrica de Cerveja Lince, o Bar das Colunas, e muitas outras surpresas! A festa termina na Rua Capitão Leitão ao som da DJ Adria Ming, para celebrar Marvila até ao pôr do sol.

Toda a programação disponível em www.lisbonweek.com

04.05.2022 | by Alícia Gaspar | arte, cultura, Lisbonweek, Marvila, openday, palácio da mitra

Entre Ideias e Reflexões — Podcast BUALA

Alícia Gaspar acompanha as diversas vozes críticas pós-coloniais através de entrevistas em formato podcast.

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No episódio de março, Alícia Gaspar conversou com a fotógrafa Alice Marcelino sobre comunidades negras, violência policial, e a celebração do cabelo. Bem como foram discutidos e explicados dois dos seus projetos: “Black Skin White Algorithms” e “Kindumba”. Podem acompanhar o trabalho de Alice Marcelino no seu website

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No episódio de Abril, Alícia Gaspar entrevista André Amálio e Tereza Havlíčková, fundadores e diretores artísticos da companhia de teatro Hotel Europa. Nesta conversa foram discutidos temas como o teatro documental, o rumo da companhia de teatro Hotel Europa, e a peça “Os filhos do Mal”. Oiça o episódio se quiser ficar surpreendido!

Acompanhe o trabalho do Hotel Europa em hoteleuropateatro.com

22.04.2022 | by Alícia Gaspar | alice marcelino, cultura, entre ideias e reflexões, fotografia, Hotel Europa, podcast, Portugal, teatro

Ciclo Visualidades Negras — Kenneth Montague

Kenneth Montague (Canadá) é um reputado curador e colecionador de arte, fundador e diretor da Wedge Curatorial Projects, uma organização sem fins lucrativos que apoia artistas africanos e da diáspora, emergentes e consagrados.

No dia 4 de maio, falará no CCB sobre a sua mais recente exposição e livro de fotografias da cultura da diáspora africana: As We Rise, eleito um dos 20 Melhores Livros de Fotografia de 2021 pela revista TIME. Criada a partir da sua própria coleção – The Wedge Collection, em Toronto, uma coleção dedicada a artistas de ascendência africana – a exposição, e a publicação que a acompanha, analisa as ideias multifacetadas da vida negra, abordando temáticas como diligência, beleza, alegria, pertença, subjetividade e autorrepresentação. Com mais de uma centena de obras de artistas negros do Canadá, Caraíbas, Reino Unido, Estados Unidos e continente africano e, portanto, diferentes perspetivas atlânticas, este projeto oferece uma exploração da identidade negra em todos os lados do Atlântico.

Esta conferência integra o ciclo Visualidades Negras, com curadoria e moderação de Filipa Lowndes Vicente (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), que propõe várias reflexões sobre a relação entre visualidade e negritude.

Com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Mais informações aqui. 

21.04.2022 | by Alícia Gaspar | arte, CCB, ciclo visualidades negras, cultura, debate, diaspora africana, kenneth montague

MOVART - Podcast project

With a podcast, visual art and especially the voice of the artists is made audible. In this way, we hope to create another level in the experience of and with art.

We are happy to announce the release of the MOVART Podcast Project. In this podcast, we talk to the artists of the MOVART Gallery.

We learn more about the story behind the artworks: About the inspiration, the motivation and the process from the artist‘s perspective. 

In the first episode we will meet Fidel Évora. We talk to him about street art, the power of social media to construct our own past and the role of music in visual art. Enjoy!

In the coming months we will be releasing more episodes with artists such as Kwame Sousa, Alice Marcelino, Sofia Yala, Mario Macilau and many more. Stay tuned

14.04.2022 | by Alícia Gaspar | cultura, galeria movart, movart, podcast

Marlene Monteiro Freitas regressa ao D. Maria II para mergulhar em clássico de Eurípides

Cinco anos depois de ter estreado Bacantes, Prelúdio para uma Purga no Teatro Nacional D. Maria II, a coreógrafa e bailarina Marlene Monteiro Freitas regressa à Sala Garrett com o espetáculo que mergulha neste clássico do teatro. A 13 e 14 de abril, quarta e quinta-feira, às 19h, será possível ver ou rever Bacantes, Prelúdio para uma Purga, o olhar de Marlene Monteiro Freitas sobre As Bacantes, de Eurípedes.

©Guidance©Guidance

No texto de Eurípides, estão presentes o delírio e o irracional, a ferocidade e o desejo de paz, a selvajaria e a aspiração a uma vida simples. Direções contraditórias, elementos que chocam, corpos íntegros que se desmembram e crenças testadas ao limite. Este é o mundo que Marlene Monteiro Freitas percorre em Bacantes, Prelúdio para uma Purga. Um autêntico combate de aparências e dissimulações, polarizado entre os campos de Apolo e Dionísio.

Estreado em Lisboa em 2017, Bacantes, Prelúdio para uma Purga é um espetáculo coproduzido pelo Teatro Nacional D. Maria II e por vários teatros e festivais europeus, que tem viajado internacionalmente nos últimos cinco anos. Cofundadora da estrutura de artes performativas P.OR.K, Marlene Monteiro Freitas recebeu recentemente o Chanel Next Prize, prémio internacional dedicado à inovação no âmbito das artes e da cultura, distinção que juntou ao Leão de Prata da Bienal de Veneza, que lhe foi atribuído em 2018.

Mais informações sobre Bacantes, Prelúdio para uma Purga aqui.

07.04.2022 | by Alícia Gaspar | arte, bacantes prelúdio para uma purga, cultura, eurípides, marlene monteiro freitas, teatro, teatro dona maria

CCB | Ciclo Visualidades Negras — 13 abril com o cineasta Billy Woodberry

©Joana Linda©Joana Linda

Cineasta, Billy Woodberry é um dos fundadores do movimento coletivo L.A. Rebellion (Los Angeles School of Black Filmmakers), uma geração de jovens cineastas afro-americanos que procuraram a construção de um novo cinema negro. Ficou conhecido por ter realizado a longa-metragem de ficção Bless Their Little Hearts (1984), que foi premiada no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Billy Woodberry é também professor de Cinema na Escola de Artes da Califórnia (CalArts) e ainda na UCLA.

O ciclo Visualidades Negrascom curadoria e moderação de Filipa Lowndes Vicente (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), propõe várias reflexões sobre a relação entre visualidade e negritude, abordando problemáticas que passam pela justiça racial, política e social.

Com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Descontos
Estudantes 20% 
Membros de associações 20%*
Preço de grupo: Mínimo de 10 pax – 20%*
*Estes descontos são válidos apenas na compra de bilhetes individuais e vendidos presencialmente no CCB.

06.04.2022 | by Alícia Gaspar | billy woodberry, CCB, ciclo visualidades negras, cultura, cultura visual, negritude

Apresentação da Conferência Internacional - Universidade de Bolso

Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, 27-29 maio, 2022

Terça, 29 março 19h30
Sala B 207 (Torre B)

A cargo de João Sousa Cardoso e de António Guerreiro 
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas | Universidade Nova de Lisboa
Avenida Berna 26 C, 1069-061 Lisboa


Em cada ano, a UNIVERSIDADE DE BOLSO propõe, ao longo de três dias, a criação de uma comunidade efémera de vivência, observação, reflexão e debate aberto em torno de questões atuais, locais e globais. 

Em cada edição, os participantes encontram-se com os Oradores: pensadores e artistas internacionais, relevantes do nosso tempo, convidados a proferirem uma aula pública; com os Habitantes: cidadãos e residentes locais que testemunharão um itinerário pessoal e saberes que religam com formas de inteligência necessárias à vida pública; e os Observadores: dois convidados que acompanharão no terreno todo o programa e, no último dia, devolverão o seu olhar numa perspetiva participante, crítica e propositiva sobre o trabalho desenvolvido.  

A primeira edição da UNIVERSIDADE DE BOLSO acontece entre 27 e 29 de maio de 2022, no Centro Cultura Vila Flor. Coabitação e novas temporalidades é o mote escolhido para a edição inaugural e concentra-se na atualidade dos direitos das minorias étnicas nas sociedades contemporâneas e na elaboração social, ética e estética de uma cultura cosmopolita e transtemporal.  

Na primeira edição, os Oradores são: Françoise Vergès, intelectual, escritora e militante francesa com origem familiar na Ilha da Reunião que tem desenvolvido um pensamento crítico sobre as relações entre anti-capitalismo, ativismo feminista e decolonização; Vladimir Safatle, filósofo brasileiro, docente na Universidade de São Paulo e músico, que tem produzido reflexão sobre a construção política das subjetividades entre a filosofia, a crítica da cultura e a teoria psicanalítica; Mary Enoch Elizabeth Baxter, que também assina com o nome hip-hop Isis Tha Saviour, artivista norte-americana baseada em Filadélfia, que trabalha a relação entre o sistema institucional da justiça (incluindo a justiça reprodutiva), a violência de estado e a comunidade afrodescendente nos Estados Unidos da América.  

Os Habitantes Svitlana Baptista e Niranjan Sapkota partilham connosco – num espaço especificamente relacionado com a sua história pessoal como lugar de encontro – a experiência de imigração da Ucrânia e do Nepal, respetivamente, para Portugal. 

Svitlana Fedynyak Baptista partilhará connosco a cultura cívica, tecnocientífica e política em que se formou na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o trauma coletivo da catástrofe ecológica de Chernobyl, a experiência migratória entre um regime autoritário do leste europeu e uma democracia em consolidação no extremo ocidente do continente. Niranjan Sapkota, por seu lado, mostrará como concilia a formação hindu e o território cultural de acolhimento, a carreira académica e o emprego fabril, além de - sendo os seus pais cantores folclóricos - o interesse pela música dos instrumentos tradicionais como uma prática familiar a que dá continuidade. Ambos os casos ajudarão a compreender as questões da alteridade, da inclusão política e das dinâmicas interculturais.   

Por último e como Observadores, a historiadora francesa Yvane Chapuis, responsável pelo Departamento de Pesquisa na escola de artes La Manufacture, em Lausanne (Suíça); e António Guerreiro, crítico cultural e professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, contribuirão como relatores da presente edição, analisando a qualidade das trocas havidas e as suas implicações num processo de construção coletiva de conhecimento. 

A Universidade, instituição centenária, encontra-se hoje implicada num processo imprevisível de profunda transformação política, cultural e económica, procurando os caminhos que lhe permitam reencontrar o seu fundamento – uma casa do conhecimento universal – e reinventar a capacidade de acompanhar os processos sociais e atuar produtivamente no mundo. Com a primeira edição da UNIVERSIDADE DE BOLSO queremos, juntos, dar a volta ao mundo em 3 dias! Será a primeira volta de muitas revoluções.  

21.03.2022 | by Alícia Gaspar | ativismo feminista, conferência internacional, cultura, decolonização, universidade de bolso

Workshop Ecótones – Zonas de Estudo em Criação Performativa

Este workshop faz parte do processo de investigação que está a ser desenvolvido por Leonardo Shamah (BR), em colaboração com Carolina Cantelli (BR) e Ves Liberta (PT), enquanto participantes do PACAP 5, com curadoria de João Fiadeiro, em colaboração com Márcia Lança, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio.

No âmbito do Bloco II do PACAP 5 do Forum Dança, este workshop acontece de 21 a 25 de Março, das 18h30 às 20h30 no Forum Dança, no Espaço da Penha, em Lisboa.

Cada dia é um módulo independente.

A participação é gratuita, com inscrição prévia para o email forumdanca@forumdanca.pt.

Sobre o Workshop

“Em Biogeografia, zona ecótona é uma área de transição ambiental, onde ecossistemas diferentes se encontram e reúnem uma grande biodiversidade com seres pertencentes de cada ecossistema e da própria zona. Para reconhecer um ecótone é preciso olhar as flores e as plantas, minuciosamente, e ainda assim não é uma tarefa fácil de ser feita.

Nesta oficina chamamos por Ecótones as zonas/corpos de estudos que reúnem práticas de educação somática, deslocamentos espaciais urbanos e atividades desviantes anticapitalistas para gerar estados de percepção disponíveis à matéria sutil e invisível que nutre a existência com sentidos de encantamento e aproximação da natureza.

Com a imaginação em exercício dizemos que nesta zona ecótona: respeitamos o acaso, a perda de tempo, a conversa fiada. Queremos demorar, vagar e afrouxar. Movemos o corpo para mover o mundo que inventamos a todo instante. Como água, com a ajuda da gravidade, corremos a um lugar baixo que nos acolha em ondas de criação em existência.

No lugar de uma palavra-chave sonhamos com uma palavra-fechadura para este processo de criação habitar.

Essa oficina acontece dentro do Bloco II do PACAP 5, onde os participantes estão a criar a partir de uma pergunta partilhada.

A oficina será acompanhada pelo artista de Teatro e performer Leonardo Shamah (BR), que está em colaboração com as artistas Carolina Cantelli (BR) e Ves Liberta (PT).” - Leonardo Shamah

Inscrições e mais informações 

Forum Dança
[+351] 925 103 596
forumdanca@forumdanca.pt
www.forumdanca.pt

16.03.2022 | by Alícia Gaspar | criação performativa, cultura, ecótones, forum dança, workshop

Pantera - Companhia Clara Andermatt

Ideia da homenagem Darlene Barreto

Direção artística Clara Andermatt

Cocriação Clara Andermatt e João Lucas

Assistência à criação Felix Lozano, Amélia Bentes

Intérpretes Avelino Chantre (Avê), Bruno Amarante (Djam Neguin), Diogo Picão Oliveira, Domingos Sá (Kabum), Jorge Almeida, José Cardoso (Zeca), Nickita Bulú, Sócrates Napoleão

Participação especial Mayra Andrade

CCB . 19 e 20 março . sábado e domingo . 19h00 . Grande Auditório


O músico e compositor Orlando Barreto, mais conhecido como Pantera, nasceu na ilha de Santiago, Cabo Verde, em 1967 e deixou-nos aos 33 anos.

A sua filha Darlene – que tinha apenas 6 anos à data de falecimento de seu pai – tem  levado a cabo, nos últimos anos, uma profunda pesquisa sobre a vida e obra de Pantera; foi nesse contexto que nos lançou o desafio de lhe fazer uma homenagem.

Pantera abriu novos caminhos na música do seu país. Na sua voz pulsava Cabo Verde e as suas gentes: explorando as formas da tradição, fazia brotar uma poesia repleta de amor, perspicácia e assertividade.

Sobre esses traços encontramos a nossa própria visão, através das vivências que pudemos partilhar com ele, como amigo e como artista. Para além deste reencontro no reviver da sua criatividade e do seu afeto, seguimos um caminho de exploração, mergulhando na sua terra, costumes e cultura, não deixando de as projetar num mundo contemporâneo onde ele também se posicionava.

Este é, assim, um espetáculo construído nas andanças da memória. E é, sobretudo, uma intensa e dinâmica experiência de colaboração. Cada um dos intérpretes estabelece uma relação pessoal no relembrar da sua própria experiência e devolve-nos uma riqueza criativa que se converte no valor e no sentido desta homenagem.

Entre o muito que ficou por fazer e o muito que ficará por dizer, este é o nosso recado para o Pantera.

Lisboa, outubro de 2021

Clara Andermatt e João Lucas

08.03.2022 | by Alícia Gaspar | arte, CCB, Companhia Clara Andermatt, cultura, pantera

Nova exposição - Europa Oxalá

Até 22 agosto, Galeria Principal – Edifício Sede

Seis dezenas de obras de pintura, desenho, escultura, filme, fotografia e instalação de 21 artistas afro-europeus (filhos ou netos de quem nasceu ou viveu em Angola, Madagáscar, Congo, Benim, Guiné e Argélia) vêm alimentar a reflexão sobre o racismo, a descolonização das artes, o estatuto da mulher na sociedade contemporânea ou ainda a desconstrução do pensamento colonial. Não perca a visita-conversa com o curador António Pinto Ribeiro e os artistas e curadores Katia Kameli e Aimé Mpane, marcada para sexta-feira, dia 4, às 17:00.

04.03.2022 | by Alícia Gaspar | cultura, europa Oxalá, exposição, Gulbenkian, visita conversa

Our (spatial) stories live in performative futures

Curadoria: Cindy Sissokho & Fabián Villegas

Inauguração: 25 de Fevereiro de 2022, das 18h às 21h

Datas: Exposição patente até 19 de Março 2022, Quarta a Sábado, das 15h às 19h

Local: R. Damasceno Monteiro, 12 R/C | 1170-112 – Lisboa

Artistas: Rafael De Oliveira, Désirée Desmarattes, Theo Gould, Henrique J. Paris, Lion
Maré Djaci, Odair Monteiro, Nuno Silas, Sofia Yala

Cada regime de representação colonial é construído sobre o apagamento, o silenciamento, a devastação dos ecossistemas culturais, as geografias existenciais, as cartografias emocionais. A imagem é precedida por sons, o olhar colonial apaga os sons, remove o contexto e os objectos de representação. Tira o objecto fora da representação da sua própria concepção de espaço e temporalidade.

Através da fotografia, textos, sons, performance e vídeo, os oito artistas criam espaços de intimidade para o quotidiano, criam coletivamente ferramentas que revelam narrativas familiares, itinerários diaspóricos e arquivam o eu em processos de auto-realização e reivindicação a sua existência fora de um olhar colonial e a temporalidade.

O artista fá-lo através do auto-retrato, ligando-se através de objectos familiares como sistemas de transmissão e recuperação histórica das memórias. Esta narração é trazida dentro de uma ‘casa’ – as casas de família, o quarto, o estúdio fotográfico como um espaço seguro e até mesmo o corpo – capturando o vernáculo da diáspora, reivindicando a presença negra na cidade entrincheirada dentro de narrativas/monumentos coloniais e aos projectos ‘casa’ como espaço para horizontes emancipatórios e utópicos de vida colectiva.

Através de exercícios de insurreição e imaginação política, o diálogo da diáspora com os espaços de monumentalidade na cidade, activando espaços de memória, cria viagens auto-cartográficas, arquivos monumentais de legado anticolonial.

Como é que o regime de imagens tem um papel na informação do planeamento futuro, visão utópica e dinâmica desejos em torno de viver em cidades para a diáspora?

Através da representação e compreensão dos movimento que ocorrem (estratificação laboral, migração, mobilidade social, cultural e económica zonificação, etc.) contra as narrativas actuais de rejeição, transformação, gentrificação, etc.

A exposição é uma viagem pedagógica que não só exibe mas procura o exercício de uma imaginação de narrativas diásporas no futuro. Faz-nos questionar quais são as metáforas de nós próprios no futuro.

As obras dos artistas são um convite à ficcionalização das narrativas, e uma possibilidade de procurar através da ficção uma ferramenta pedagógica para visualizar os futuros performativos. A exposição refere-se indiretamente ao conceito histórico de “Heterotopias” e a ressonância com a categoria de “utopias localizadas”, em que construímos mundos dentro de mundos, um novo sentido de espacialidade no regime colonial de espacialidade.

Permitem-nos também pensar, visualizar e experimentar o que significa criar e recuperar histórias espaciais através da lente das suas experiências pessoais que se infiltram através da narração visual de histórias. Elas reconsideram um sentido de espaço e lugar através da fugitividade, exílio e deslocamento e negociar um sentido de pertença contra a violência espacial.

Este projecto é apoiado por UCREATE um projecto de Creative Europe a decorrer na Bélgica, Hungria, Portugal e Itália liderado por 4 organizações artísticas (Fundação Internacional Yehudi Menuhin (BE); HANGAR (PT); Mus-e Hungary (HUN); BIG SUR (IT)) com o objectivo de utilizar as artes e a co-criação artística como um meio para criar laços sociais entre indivíduos.

21.02.2022 | by Alícia Gaspar | arte, cultura, Désirée Desmarattes, diáspora, fotografia, Henrique J. Paris, Lion Maré Djaci, Nuno Silas, Odair Monteiro, Rafael De Oliveira, Sofia Yala, Theo Gould

Temos de Falar, à conversa com Gisela Casimiro

Lia Pereira, Maria do Mar e Inês Magalhães. Mulheres da música e das comunidades que ela une. Mulheres que nos fazem sentir em casa.

Sábado dia 19 de Fevereiro às 17h, na Livraria Barata.

Venham! Entrada livre.

16.02.2022 | by Alícia Gaspar | cultura, debate, Gisela Casimiro, inês magalhães, lia pereira, livraria barata, lugar de cultura, maria do mar, temos de falar

Maráia Quéri no TNDM II

Maráia Quéri de Romeu Costa e Marta Carreiras

16 fev - 6 mar 2022
qua - sáb, 19h30 > dom, 16h30 Sala Estúdio

Maráia Quéri. Filipe FerreiraMaráia Quéri. Filipe Ferreira

Quando um prazer nos faz corar.

A passagem do prazer à culpa é, muitas vezes, mais rápida do que se deseja. Mas há prazeres que não nos furtamos apenas porque censurados socialmente. Prazeres vividos em segredo. Prazeres não- aceites. E se esses prazeres virem a luz do dia? Em Maráia Quéri, o conflito interno instala-se quando paira sobre o gosto de um investigador em ciências sociais o receio da desonra ou do ridículo. Pode ele ter Mariah Carey como objeto de estudo? Pode ele gostar de Mariah Carey? Neste espetáculo, Romeu Costa e Marta Carreiras mergulham no universo musical da cantora norte-americana, que configurou uma mudança de paradigma no mundo da música dos anos 90, para investigar a liberdade com que nos permitimos gostar de algo. Através da confissão da sua vergonha, o investigador procurará “entendê-la” e entender-se, traçando, neste processo, um retrato de Portugal e da relação do país com o mundo. Numa conferência-performance que pisca o olho às famosas Ted Talks, o cientista fará acompanhar a sua comunicação pública por um conjunto de músicas que distam dos anos noventa até à atualidade, tendo sempre a vida de Mariah Carey como referente.

> Conversa com artistas após o espetáculo

27 fev > dom, 16h30

> Sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

27 fev > dom, 16h30

> Sessão com Audiodescrição

6 mar > dom, 16h30

Ficha artística

direção artística e interpretação Romeu Costa
assistência artística e direção plástica Marta Carreiras
texto Raquel S.
assistência de encenação Tadeu Faustino e Ana Bento
desenho de projeção José Freitas
desenho de luz Nuno Meira
assessoria musical Isabel Campelo e Filipe Melo
produção executiva Maria Folque
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery apoio Teatro Meridional

A classificar pela CCE duração 1h30

07.02.2022 | by Alícia Gaspar | ciencias sociais, cultura, Maráia Quéri, teatro, tndm

Gina Diama (Meu nome minha história)

Pintura angolana de Grácia Ferreira e Silvestre Quizembe em exposição na galeria Artistas de Angola


A Galeria Artistas de Angola abre portas à exposição coletiva Gina Diama (Meu Nome Minha História) dos artistas plásticos angolanos Grácia Silva e Silvestre Quizembe, com curadoria do Fotógrafo António Silva. A inauguração será no dia 18 de fevereiro, sexta-feira, a partir das 17h, na Rua Sousa Lopes N.º 12A em Lisboa. A exposição ficará patente até 18 de março do mesmo ano.

Gina Diama (Meu Nome Minha História) é uma palavra de origem Kimbundo, língua nativa do norte de angola. É uma forma de apresentação, reveladora da identidade e da origem de alguém.  As peças em exposição revelam episódios da história pessoal dos autores — receios, traumas, pensamentos, sonhos, viagens e desejos, de forma eloquente e expressiva.

Na exposição poderão ser vistas e apreciadas várias obras de ambos os artistas nos formatos de pintura, baixo relevo e escultura, realizadas entre 2020 e 2022, em plena época de pandemia e dúvidas preocupantes para os artistas.

Sobre o artista Silvestre Quizembe

Quizembe 2022Quizembe 2022Nasceu em Angola (Uíge), em 1991 e atualmente é finalista do Curso de Artes Plásticas, na Escola Superior de Arte e Design em Caldas da Rainha. O seu trabalho é representativo das suas matrizes estéticas, ancoradas na arte Angolana.  

Percurso, Materiais e Expressão

Durante o seu percurso tem vindo a desenvolver objetos tridimensionais em cartão, metal, barro e tela, explorando amplamente a sua plasticidade e flexibilidade. Na sua prática artística, utiliza também objetos encontrados que adapta a novas funções estéticas e formais. Quizembe explora os materiais para projetar e materializar formas tridimensionais fragmentadas e expressivas do seu auto-retrato e que se podem identificar como máscaras. Algumas delas são por vezes ativadas através da prática da performance, próximas da ideia de ritual enquanto ação que catalisa a memória. A sua pintura, composta pela convivência de múltiplas linguagens pictóricas, é cromaticamente vibrante e figurativa, e explora fundamentalmente o auto-retrato num universo onírico e psicológico. 

Sobre a artista Grácia Ferreira

Grácia Ferreira 2021Grácia Ferreira 2021Engrácia Ferreira dos Santos, nome artístico Grácia Ferreira, 48 anos de idade é natural de Luanda - Angola. Concluiu o Ensino Secundário no Instituto de Formação Artístico e Cultural em Luanda (INFAC), defendendo o trabalho final de escultura com o tema “Diferença conceptual entre estatueta e estátua”. Como artista plástica as suas telas e peças já passaram por vários países e continentes, com exposições em Cabo Verde, Angola, Cuba e Portugal.

Percurso, Materiais e Expressão

Cedo descobriu que a sua disciplina favorita era a Educação Visual e Plástica. Desde sempre se recorda de fazer rabiscos nas paredes de casa. Formou-se em Escultura, mas a paixão pela pintura esteve sempre presente e o destino encarregou-se de a encaminhar para as telas, pincéis e tintas. A sua fonte de inspiração é a arte no geral, seja de anónimos ou famosos. Baseia-se muito em coisas do dia-a-dia, na realidade africana e a tudo isto soma a criatividade e imaginação que mora no seu subconsciente.

Privilegia os acrílicos, o óleo, e a aguarela, sobre os mais diversos suportes, nomeadamente a tela, o papel e muitos materiais reciclados. Também a cor e a multiplicidade pictórica são proeminentes na sua pintura, vivendo apaixonada pelo surrealismo e o pelo abstratismo, o que lhe possibilita viajar no tempo. As suas imagens e envolvente pictórica são muito belas.

02.02.2022 | by Alícia Gaspar | arte, cultura, exposição, Galeria Artistas de Angola, gina diama, grácia silva, silvestre quizembe

"Música da Terra" — novo EP do Dj Nigga Fox

No dia 11 de Fevereiro a Príncipe lançará o novo EP do Dj Nigga Fox, intitulado “Música da Terra”.

Capa do EP por Márcio MatosCapa do EP por Márcio Matos

O disco encontra-se já disponível em pré-venda na página da editora no Bandcamp, onde podem também ouvir a soberba faixa de abertura “Madeso”:

https://principediscos.bandcamp.com/album/m-sica-da-terra 

Agenda confirmada para o futuro próximo: 

Dj Nigga Fox por Marta PinaDj Nigga Fox por Marta Pina12 de Fevereiro - Plano B, Porto

3 de Março - Decca “B Side Series”, Filadélfia

5 de Março - Nowadays, Nova Iorque

11 de Março - Papi Juice, Nova Iorque

12 de Março - Flash, Washington D.C.

17 de Março - tba, Guadalajara

18 de Março - festa NAAFI, Cidade do México

26 > 31 de Março - residência artística em Bergen c/ Bjørn Torske para uma composição colaborativa & instalação Ambisonics a apresentar em Bergen e Lisboa

2 de Abril - Festival Gop Tun, São Paulo

8 de Abril - Sónar Lisboa, Príncipe no Coliseu (c/ Arca, Nídia, Total Freedom, Dj Lycox e Dj Marfox) * 

23 de Abril - Backsteinboot, Berlim + 

5 de Junho - Festival Lente Kabinet, NL *  

* ao vivo 

+ dj set

Créditos Marta PinaCréditos Marta Pina

30.01.2022 | by Alícia Gaspar | cultura, dj nigga fox, editora príncipe, EP, música