Dois livros sobre multiculturalismo na Banda Desenhada - Frederick Luis Aldama

Dois livros sobre multiculturalismo na Banda Desenhada - Frederick Luis Aldama Matérias como a homossexualidade, os afro-americanos, os asiáticos-americanos, os nativos americanos, os mestiços, o nacionalismo negro, a representação dos outros países, outras nacionalidades, os estereótipos clássicos ou contemporâneos, encontram o seu lugar em textos que se debruçam desde a banda desenhada da Marvel e o Vimaranama de Grant Morrison e Philip Bond a clássicos alternativos como Adrien Tomine a autores contemporâneos, como Derek Kirk Kim e Gene Luen Yang, passando por banda desenhada mais obscura...

10.08.2011 | por Pedro Moura

África e as trapalhadas financeiras internacionais

África e as trapalhadas financeiras internacionais É um artigo de 2009 mas vale a pena ler para se perceber melhor o que se seguiu. A primeira década do milénio acabava e a maioria dos Estados africanos cumpria meio século de existência: duas boas razões para fazer a revisão do «Estado das Nações» e do (in)cumprimento dos objectivos enunciados pelos «pais fundadores» e reiterados pelas Nações Unidas na viragem do século. Mas a crise económica mundial que começou nos Estados Unidos em 2007, quando o Gana comemorava com grande pompa os 50 anos da sua independência, atingiu em cheio o continente africano e a turvou o horizonte.

09.08.2011 | por Nicole Guardiola

África – Portugal – Brasil: trajetórias, memórias e identidades

África – Portugal – Brasil: trajetórias, memórias e identidades O Instituto Marroquino de Estudos Hispano-Lusófonos lança um convite à reflexão plural e multidisciplinar sobre a convergência dos espaços civilizacionais mediterrâneo e atlântico para a realização da obra “África – Portugal – Brasil: Trajetória, memória e identidade”.

05.08.2011 | por Mohammed ElHajji

Representação das artes na África desde o século passado, contributos para um estudo

Representação das artes na África desde o século passado, contributos para um estudo É sabido que não há relação direta entre desenvolvimento económico e criação artística e cultural. Contudo, sabemos que há uma relação direta entre criação cultural e a sua recepção em regimes onde a democracia se instala e o desenvolvimento económico acontece. Os melhores exemplos de produção em países africanos ilustram-no.

04.08.2011 | por António Pinto Ribeiro

O sal da terra

O sal da terra Passadas algumas décadas, a autora Margarida Paredes viria a confirmar mais uma vez o seu inconformismo criativo e político, com a publicação do romance "O Tibete de África". Editado numa década tão profundamente marcada pelo regresso de muitos escritores portugueses às memórias da “sua” África, O Tibete de África é muito diferente, pela multiplicidade de pontos de vista e pistas de leitura que oferece.

02.08.2011 | por Jessica Falconi

Tragicômico retrato dos filhos de Angola

Tragicômico retrato dos filhos de Angola Angola pós-independência, com seus conflitos e contradições, sua conturbada construção de uma identidade, as feridas abertas no período colonial e as dores e violências de uma guerra civil fratricida, os sonhos e pesadelos antagônicos de gerações, é o pano de fundo dos contos de Filhos da Pátria (Editora Record, 2008), do jornalista, poeta e professor universitário João Melo, editor da revista África 21.

22.07.2011 | por Salim Miguel

Panafricanismo e solidariedade com Angola

Panafricanismo e solidariedade com Angola No rescaldo do Dia de África, a ATD prossegue a evocação de acontecimentos de 1961 com a "Conferência dos líderes nacionalistas de países africanos não independentes" (Winneba, Ghana, 28 de Junho a 05 de Julho), homenageando assim um grande líder africano: Kwame Nkrumah (1909-1972).

21.07.2011 | por Associação Tchiweka de Documentação

Operação Carlota

Operação Carlota Este artigo de Gabriel García Márquez, extraído da 53ª edição da revista Tricontinental, de 1977, só inclui a primeira etapa da "Operação Carlota", pois o autor conclui com a derrota das forças que invadiram a nação angolana e o início da retirada gradual das tropas cubanas, em 1976, quando parecia que tudo tinha concluído. Contudo, tal como acordaram os presidentes Fidel Castro e Agostinho Neto, um número mínimo de tropas ficou em Angola para garantir sua soberania. A situação começou a complicar-se, e a luta se intensificou de novo, mais uma vez a África do Sul interveio, de maneira que se iniciou uma nova etapa da "Operação Carlota", que concluiu só 14 anos depois, com a derrota definitiva dos racistas sul-africanos. O último soldado cubano retornou no mês de maio de 1991.

20.07.2011 | por Gabriel García Márquez

Baltasar Lopes, um homem arquipélago

Baltasar Lopes, um homem arquipélago Texto de apresentação do livro "Baltasar Lopes, um homem arquipélago na linha de todas as batalhas", de autoria de Leão Lopes.

05.07.2011 | por Rui Figueiredo Soares

"Terceira Metade": Entre o mel e o veneno: os perigos do doce encanto da língua portuguesa

"Terceira Metade": Entre o mel e o veneno: os perigos do doce encanto da língua portuguesa ...incorporo a lusofonia como um debate, algo que se distancia de qualquer substância, um foco virtual que, tendo como referência a língua portuguesa, adquire uma dinâmica própria em distintos contextos nacionais. Longe de estarmos diante de um pensamento consensual, a lusofonia paira sobre situações de tensão que colocam estes distintos contextos em contato.

03.07.2011 | por Omar Thomaz Ribeiro

K3, crónica da Guiné

K3, crónica da Guiné Deixemo-nos de rodeios: K3, de Nuno Dempster, é um dos melhores livros de poesia publicados em Portugal nos últimos anos e a mais espantosa aproximação ao horror da Guerra Colonial desde Catalabanza, Quilolo e Volta, de Fernando Assis Pacheco (1976). Poema longo e de fôlego épico, K3 narra a experiência militar do autor na Guiné e procura arrancar às trevas do esquecimento os «anti-heróis» que combateram a seu lado, esses representantes involuntários das «gerações vencidas a quem coube / fechar impérios», homens usados como carne para canhão por um regime caduco.

29.06.2011 | por José Mário Silva

Literatura e a contínua reinvenção da identidade nacional: "Rio Seco" de Manuel Rui

Literatura e a contínua reinvenção da identidade nacional: "Rio Seco" de Manuel Rui Na minha comunicação parto do princípio de que a literatura está impregnada de ideologia e que a literatura, em particular dos países emergentes, foi e continua a ser o lugar de articulação da imagem da identidade nacional, literária, mas não só. Vários autores, insistem no poder de influência dos intelectuais sobre a construção/renovação e mesmo invenção da identidade nacional.

24.06.2011 | por Nazaré Torrão

A economia moral da feitiçaria: um ensaio em história comparativa - II

A economia moral da feitiçaria: um ensaio em história comparativa - II A figura retórica central das várias tentativas de definição de economia moral tem sido a oposição entre, por um lado, o indivíduo maximizador e o mercado da economia política clássica em constante expansão e, por outro, uma comunidade regida por normas de sobrevivência coletiva e acreditando num universo de soma zero: i.e. um mundo onde todo o lucro é ganho à custa do prejuízo de alguém. A soma comunal-zero desta equação é, de modo geral, consistente com crenças africanas que identificam capitalismo e feitiçaria como a perigosa apropriação de limitados recursos reprodutivos por indivíduos egoístas.

21.06.2011 | por Ralph A. Austen

António Pompílio – Fronteira: a passagem do limite

António Pompílio – Fronteira: a passagem do limite A angústia apodera-se do sujeito lírico, somente a poesia pode recompor o que o homem perdeu após tantos caminhos equivocados, decisões injustas refletidas no uso incorreto do verbo: “Apunhalaram a palavra. Feridas crónicas no reverso do verso. O sangue tem a cor da minha voz, no avesso do silêncio. Permite-me abrir a passagem do limite.// Repara. A palavra é uma fronteira. É uma meta fora. A poesia é a água sem a metáfora da mágoa”

21.06.2011 | por Ricardo Riso

A economia moral da feitiçaria: um ensaio em história comparativa - I

A economia moral da feitiçaria: um ensaio em história comparativa - I Duscitir duas ideias bem estabelecidas na literatura académica: economia moral e feitiçaria. A primeira é uma pura abstração que pressupõe explicar a resposta ao capitalismo de várias comunidades, enquanto africanos na era do comércio de escravos e após, insistindo que considerações outras que não as do mercado devem governar e governam a produção e distribuição de bens materiais. A secção do meio deste ensaio irá rever criticamente o debate sobre economia moral para considerar o quão útil poderá ser para compreender a história africana.

19.06.2011 | por Ralph A. Austen

E quão livres são os imigrantes?

E quão livres são os imigrantes? Redescobrimos no século XXI em Lisboa a cidade cosmopolita, desaparecido durante a maior parte do século XX. Somos morenos, somos louros, somos negros, somos mulatos, somos asiáticos, somos sul-americanos, somos de muitas nacionalidades, somos europeus, somos portugueses. Somos cada vez mais pessoas crescendo com diferentes coordenadas. Um em cada oito bebés que nascem no país tem pelo menos um dos pais estrangeiro. Falar sobre diversidade não é moda; é o nosso futuro. Este é um debate sobre “migração”, “discriminação”, “integração”, entre jovens para os quais estas palavras são o quotidiano.

15.06.2011 | por Susana Moreira Marques

Viagens da teoria antes do pós-colonial

Viagens da teoria antes do pós-colonial Os textos aqui publicados apontam para um modo alternativo de utilizar a diferença, na medida em que sublinham outros momentos distintivos, anti-coloniais, face a discursos legitimadores – na pós-colonialidade – de processos de interdependência inevitável, embora geradores de desigualdades económicas, sociais, políticas e raciais. Nesse sentido, os actuais debates em torno do multiculturalismo, da interculturalidade ou da hibridização/mestiçagem não transcendem, em parte, as premissas que enformaram os discursos coloniais e as reacções – anti-coloniais – a estes.

29.05.2011 | por Manuela Ribeiro Sanches

Nos Campos da Rebeldia

Nos Campos da Rebeldia "Disidentes, rebeldes insurgentes. Resistência indígena y negra em América Latina. Ensayos de historia testimonial" é sobre a rebelião contra o sistema instaurado por Espanha e Portugal no continente americano, firmado na servidão das populações autóctones – transformadas em índios – e na escravidão dos negros importados da África. O conceito central é a rebeldia; a dissidência remete a um antes da rebeldia aberta ou a uma rebeldia em estado latente; enquanto a insurgência, o estado supremo da rebeldia, remete para as suas manifestações mais radicais.

20.05.2011 | por Jeferson Bacelar

Julgamentos de feitiçaria, hegemonias locais e relativismos

Julgamentos de feitiçaria, hegemonias locais e relativismos Dizer que existe prática de feitiçaria em Moçambique é a mera constatação de um facto evidente e recorrente, quer o recurso a ela tenha em vista provocar efeitos activos ou proteger-se deles, seja para fins considerados legítimos ou ilegítimos, benéficos ou malévolos. A questão da eventual eficácia dessa prática já tenderá a dividir os leitores, entre um cepticismo assumido, atitudes de dúvida plausível, elaborados discursos acerca de eficácia simbólica e um receio ou concordância mais ou menos envergonhados.

18.05.2011 | por Paulo Granjo

As Milongas da Rainha Njinga

As Milongas da Rainha Njinga O «diálogo» entre portugueses e africanos nas guerras do Congo e de Angola (séculos XVI-XVII). A motivação principal para os portugueses iniciarem seus contactos com as populações da África central foi, oficialmente, a conversão dos reis autóctones ao cristianismo. De facto, a evangelização das populações autóctones fazia parte das condições impostas pelo Papa às potências ibéricas quando repartiu o «mundo» entre eles (Tratado de Tordesilhas: 1494). Ora, uma leitura mesmo superficial dos relatórios portugueses da conquista da Área Congo-Angola demonstra que as preocupações que ocupavam realmente a atenção dos conquistadores eram bem diferentes. Nos matos e nas savanas de Angola desenvolveu-se uma guerra permanente entre os portugueses, ávidos de conseguir o maior número possível de peças para a exportação, e os «reis» ou senhores autóctones, que procuravam, embora de maneira amiúde contraditória, defender a sua soberania e também, às vezes, a sua própria posição no comércio escravista.

16.05.2011 | por Martín Lienhard