Origem angolana

Origem angolana Minha preocupação não é dizer quem é ou quem não é angolano. Em Angola, como em qualquer outra sociedade moderna, o ser angolano é definido pela lei da nacionalidade. Portugal começou por nacionalizar todos os naturais das colónias durante a guerra colonial. Desnacionalizá-los foi um dos primeiros actos políticos do governo saído da revolução de Abril.

09.10.2011 | por António Tomás

Resenha a "Caderno de memórias coloniais", de Isabela Figueiredo

Resenha a "Caderno de memórias coloniais", de Isabela Figueiredo Trata-se de elaborar, pela narrativa, uma nova posição diante do passado, consolidando uma perspectiva singular (para além dos discursos prontos dos grupos envolvidos na ordem colonial; para além do silêncio e da vergonha paralisantes). Ao fazê-lo, Isabela demanda o reposicionamento dos outros, leitores. O caráter literário de sua escrita, que sabe imbricar esfera pessoal e coletiva, responde pela força dessa demanda.

08.10.2011 | por Anita Martins de Moraes

Torpor da nova poética cabo-verdiana

Torpor da nova poética cabo-verdiana E será com esta nova gente que nos alinhamos na nova África, na renascença de uma Africanidade diferente, outra e emancipada, que não tem pejos, nem esteios de colonizados, nem complexos encravados de identidade; será com esta gente de liberto pensamento e de discurso livre, enquanto África múlplica e plural, ao tempo que assume suas especificidades, que nos assumimos, transculturais e mestiços, prontos para a intermediação do diálogo entre todos os mundos, inclusive com aquele que também nos é de pertença, que é o da Cultura de matriz Ocidental, pela sua vertente também da lusofonia,

02.10.2011 | por Filinto Elísio

Corpo Voluntário Angolano de Assistência aos Refugiados

Corpo Voluntário Angolano de Assistência aos Refugiados No início do CVAAR, eram nove os postos de trabalho. Na sua trajectória, a organização chegaria a ter um total de 27 postos, distribuídos em quatro zonas geográficas. Estruturas criadas para apoio logístico à luta armada de libertação nacional em território de Angola e aos refugiados angolanos.

24.09.2011 | por Associação Tchiweka de Documentação

Febre Amarela e Vermelha

Febre Amarela e Vermelha Desde 20 de Setembro de 2011 que uma certa febre amarela e vermelha tomou conta da rede social Facebook. Várias pessoas de várias idades e nacionalidades, maioritariamente cidadãos moçambicanos partilham a mesma fotografia de perfil: Um flyer amarelo e vermelho com um gigantesco número 30 em destaque.

23.09.2011 | por Hindhyra Mateta

A África na literatura para crianças: por uma estética do cabelo

A África na literatura para crianças: por uma estética do cabelo Há uma literatura que tem abordado a África e tudo o que pode se atribuir a ela: a diversidade, a multiculturalidade, as etnias, as tradições milenares, as artes, a culinária, os rituais... Mas para falar da África não podemos esquecer que falamos de um continente antigo, com extensões gigantescas, de tradições culturais variadas, de muitos países, povos, línguas, dialetos, tribos, religiões.

17.09.2011 | por Letra Falante

Os porquês da fome em África

Os porquês da fome em África A emergência alimentar que afecta mais de 10 milhões de pessoas no Corno de África voltou a colocar na actualidade a fatalidade de uma catástrofe que não tem nada de natural. Secas, inundações, conflitos bélicos… contribuem para agudizar uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, mas não são os únicos factores que a explicam.

16.09.2011 | por Esther Vivas

Investigador da Universidade de York publica estudo sobre o Novo Paradigma Migratório Caboverdiano no contexto global

Investigador da Universidade de York publica estudo sobre o Novo Paradigma Migratório Caboverdiano no contexto global Pedro F. Marcelino, acaba de lançar em Agosto um livro dedicado à emergência de um novo paradigma migratório em Cabo Verde, subjacente a um contexto sócio-económico em que a emigração de caboverdianos para o estrangeiro convive já com uma imigração de africanos, chineses, e europeus para as ilhas, a par do regresso de muitos caboverdianos residentes no exterior. O estudo avança que as medidas anti-terroristas e de gestão migratória tanto nos EUA como na União Europeia no período pós-11 de Setembro terão alterado o mapa migratório da África Ocidental, sem no entanto mudar as aspirações de milhares de pessoas que continuam a querer partir.

16.09.2011 | por Pedro F Marcelino

Conversas à tardinha

Conversas à tardinha Conversas entre as crianças sobre temas que têm a ver com alguns dos obstáculos com que se confrontam no seu dia a dia, devidos à exclusão social: o tráfico e consumo de droga que algumas delas chegam a presenciar em certas zonas do seu bairro, a prisão onde podem encontrar-se familiares ou amigos destes; o roubo e o crime, acerca dos quais todas elas já ouviram falar, pelo menos enquanto acontecimento provável. Trata-se de perceber como é que a prática da Filosofia com Crianças pode abrir a reflexão para pensarem a sua situação de modo a sentirem-se mais integradas para além da comunidade em que vivem.

31.08.2011 | por Rita Pedro

António Pedro: a saga islenha de um poeta de caboverdianidade bissexta vista por Dionísio de Deus y Fonteana

António Pedro: a saga islenha de um poeta de caboverdianidade bissexta vista por Dionísio de Deus y Fonteana Em homenagem a António Pedro Costa, homem-teatro, pintor e artista plástico, poeta surrealista, e inventor do Diário fundador do modernismo poético nas nossas ilhas, para além de criador de muitos mal entendidos na historiografia das geneologias literárias caboverdianas

31.08.2011 | por José Luís Hopffer Almada

Como é que se escreve “Choriro”?

Como é que se escreve “Choriro”? Numa perspectiva contemporânea, Nhabezi personifica o projecto político do Ocidente que vem a África “reparar os danos e impactos historicamente causados pelo capitalismo na sua relação colonial com o mundo”. Do ponto de vista estritamente epistemológico, a metáfora aponta para o facto de o Ocidente estar disposto a ajudar a África a resgatar as suas formas de conhecimento e a potenciá-las para o avanço da humanidade.

18.08.2011 | por Lucilioja Manjate

A terceira diáspora

A terceira diáspora Terceira diáspora é conceito para tentar entender o estado mutante das trocas culturais das culturas negras pós-internet. A primeira diáspora foi criada pelo tráfico negreiro. A segunda aconteceu quando populações descendentes de africanos negros se deslocaram novamente por vários continentes, mudando a cara de muitas cidades do mundo: haitianos em Nova Iorque, senegaleses em Paris, surinameses em Roterdã e assim por diante. A terceira diáspora aconteceria agora, quando a comunicação entre todos esses mundos negros é facilitada por vídeos no YouTube, programas da rádio 1Xtra da BBC, arquivos torrent de cinema nigeriano, e muitos outros bytes.

17.08.2011 | por Hermano Vianna

Dois livros sobre multiculturalismo na Banda Desenhada - Frederick Luis Aldama

Dois livros sobre multiculturalismo na Banda Desenhada - Frederick Luis Aldama Matérias como a homossexualidade, os afro-americanos, os asiáticos-americanos, os nativos americanos, os mestiços, o nacionalismo negro, a representação dos outros países, outras nacionalidades, os estereótipos clássicos ou contemporâneos, encontram o seu lugar em textos que se debruçam desde a banda desenhada da Marvel e o Vimaranama de Grant Morrison e Philip Bond a clássicos alternativos como Adrien Tomine a autores contemporâneos, como Derek Kirk Kim e Gene Luen Yang, passando por banda desenhada mais obscura...

10.08.2011 | por Pedro Moura

África e as trapalhadas financeiras internacionais

África e as trapalhadas financeiras internacionais É um artigo de 2009 mas vale a pena ler para se perceber melhor o que se seguiu. A primeira década do milénio acabava e a maioria dos Estados africanos cumpria meio século de existência: duas boas razões para fazer a revisão do «Estado das Nações» e do (in)cumprimento dos objectivos enunciados pelos «pais fundadores» e reiterados pelas Nações Unidas na viragem do século. Mas a crise económica mundial que começou nos Estados Unidos em 2007, quando o Gana comemorava com grande pompa os 50 anos da sua independência, atingiu em cheio o continente africano e a turvou o horizonte.

09.08.2011 | por Nicole Guardiola

África – Portugal – Brasil: trajetórias, memórias e identidades

África – Portugal – Brasil: trajetórias, memórias e identidades O Instituto Marroquino de Estudos Hispano-Lusófonos lança um convite à reflexão plural e multidisciplinar sobre a convergência dos espaços civilizacionais mediterrâneo e atlântico para a realização da obra “África – Portugal – Brasil: Trajetória, memória e identidade”.

05.08.2011 | por Mohammed ElHajji

Representação das artes na África desde o século passado, contributos para um estudo

Representação das artes na África desde o século passado, contributos para um estudo É sabido que não há relação direta entre desenvolvimento económico e criação artística e cultural. Contudo, sabemos que há uma relação direta entre criação cultural e a sua recepção em regimes onde a democracia se instala e o desenvolvimento económico acontece. Os melhores exemplos de produção em países africanos ilustram-no.

04.08.2011 | por António Pinto Ribeiro

O sal da terra

O sal da terra Passadas algumas décadas, a autora Margarida Paredes viria a confirmar mais uma vez o seu inconformismo criativo e político, com a publicação do romance "O Tibete de África". Editado numa década tão profundamente marcada pelo regresso de muitos escritores portugueses às memórias da “sua” África, O Tibete de África é muito diferente, pela multiplicidade de pontos de vista e pistas de leitura que oferece.

02.08.2011 | por Jessica Falconi

Tragicômico retrato dos filhos de Angola

Tragicômico retrato dos filhos de Angola Angola pós-independência, com seus conflitos e contradições, sua conturbada construção de uma identidade, as feridas abertas no período colonial e as dores e violências de uma guerra civil fratricida, os sonhos e pesadelos antagônicos de gerações, é o pano de fundo dos contos de Filhos da Pátria (Editora Record, 2008), do jornalista, poeta e professor universitário João Melo, editor da revista África 21.

22.07.2011 | por Salim Miguel

Panafricanismo e solidariedade com Angola

Panafricanismo e solidariedade com Angola No rescaldo do Dia de África, a ATD prossegue a evocação de acontecimentos de 1961 com a "Conferência dos líderes nacionalistas de países africanos não independentes" (Winneba, Ghana, 28 de Junho a 05 de Julho), homenageando assim um grande líder africano: Kwame Nkrumah (1909-1972).

21.07.2011 | por Associação Tchiweka de Documentação

Operação Carlota

Operação Carlota Este artigo de Gabriel García Márquez, extraído da 53ª edição da revista Tricontinental, de 1977, só inclui a primeira etapa da "Operação Carlota", pois o autor conclui com a derrota das forças que invadiram a nação angolana e o início da retirada gradual das tropas cubanas, em 1976, quando parecia que tudo tinha concluído. Contudo, tal como acordaram os presidentes Fidel Castro e Agostinho Neto, um número mínimo de tropas ficou em Angola para garantir sua soberania. A situação começou a complicar-se, e a luta se intensificou de novo, mais uma vez a África do Sul interveio, de maneira que se iniciou uma nova etapa da "Operação Carlota", que concluiu só 14 anos depois, com a derrota definitiva dos racistas sul-africanos. O último soldado cubano retornou no mês de maio de 1991.

20.07.2011 | por Gabriel García Márquez