Das tragédias históricas do povo caboverdiano e da saga da sua constituição e da sua consolidação como nação crioula soberana

Das tragédias históricas do povo caboverdiano e da saga da sua constituição e da sua consolidação como nação crioula soberana Constituem os textos que ora se publicam a segunda parte de um longo ensaio de José Luís Hopffer C. Almada intitulado Das tragédias históricas do povo caboverdiano e da saga da sua constituição e da sua consolidação como nação crioula soberana. Uma versão muito abreviada da primeira parte do mesmo ensaio e referente ao período colonial foi integrada como “Notas preliminares” na “Introdução” ao livro O Ano Mágico de 2006 - Olhares Retrospectivos sobre a História e a Cultura Caboverdianas. Pretendem os presentes subsídios ser um modesto contributo para as, felizmente, cada vez mais frequentes e aprofundadas reflexões sobre a história política recente de Cabo Verde e, em especial, sobre as vicissitudes relativas à implantação do regime de partido único e da democracia plena no nosso país.

17.02.2012 | por José Luís Hopffer Almada

Cada escritor persegue um caminho próprio mas cada geração tem algumas questões colocadas a todos - entrevista a Anita Martins de Moraes

Cada escritor persegue um caminho próprio mas cada geração tem algumas questões colocadas a todos - entrevista a Anita Martins de Moraes Os que se viram implicados nas lutas pelas independências, mesmo os que não se integraram aos movimentos de luta armada, têm que lidar com as relações entre literatura e política, inevitavelmente, como também com uma idéia de nação, que podem querer formar ou questionar. Nesse sentido, a relação com as sociedades tradicionais e suas produções culturais se torna decisiva. As gerações que se viram, como no caso de Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, assoladas por guerras civis se vêem demandadas a lidar com seus escombros. Bem, posso dizer que, pelo que tenho lido, a denúncia da desigualdade social e da corrupção dos governos tem se tornado muito presente nessas literaturas africanas, desde os finais dos anos 1980.

09.02.2012 | por Cláudio Fortuna

“A radiação silenciosa" no norte do Níger: o escândalo de Arlit

“A radiação silenciosa" no norte do Níger: o escândalo de Arlit No norte do Níger, mais precisamente nas cidades mineiras de Arlit e Akokan, o urânio é explorado pelas sociedades SOMAIR e COMINAK, ambas filiais da multinacional AREVA, o 2º maior produtor de urânio a nível mundial,cuja produção maioritária vem do Níger onde o grupo está estabelecido há mais de 40 anos.

07.02.2012 | por Rita Damásio

A poética de Eneida Nelly

A poética de Eneida Nelly Globalmente, Eneida Nelly colocava uma forte expressão sentimental na sua poética, tanto quanto à memória colectiva e à natureza ainda que agreste, como quanto ao tema do amor

26.01.2012 | por Eurídice Monteiro

Preto e Branco

Preto e Branco Os corpos que Pierre Verger retratou são peitos, troncos e bundas enrijecidas pela história e pela vida dura. São homens açoitados pela escravidão numa Bahia que é graça, prazer, leveza, mas também luta. Após a idade de 30 anos, depois de perder a família, Verger assumiu a carreira de fotógrafo, usando uma máquina Rolleiflex.

18.01.2012 | por António Nahud Júnior

A profunda vinculação com a experiência humana das literaturas africanas

A profunda vinculação com a experiência humana das literaturas africanas Entrevista à professora Simone Schimidt: "estas literaturas começam a ganhar mais relevância, a se difundir para fora do círculo restrito da academia, e a conquistar um público leitor efetivo. O que mais cativa esse novo público, creio, é a vitalidade, a força, a profunda vinculação com a experiência humana que essas literaturas trazem para seus leitores."

17.01.2012 | por Cláudio Fortuna

A literatura angolana é das mais consolidadas

A literatura angolana é das mais consolidadas Jéssica Falconi está a fazer um pós-doutoramento em literaturas africanas. A professora italiana apresenta-nos aqui argumentos de força em torno da literatura e crítica literária em Angola, do papel que deve desempenhar as Universidade para o fomento da qualidade literária em Angola

13.01.2012 | por Cláudio Fortuna

Votar no ilegível?

Votar no ilegível? A casa já não é um abrigo: é um refúgio. Lá fora, prevalece um ambiente dominado por monstros e ameaças. Não há voto, não há eleição que altere este clima. O cerco é total e os muros que foram erguidos roubam-nos a visão de qualquer alternativa. Não vivemos apenas num mundo com mais velhos. O nosso mundo envelheceu, tem vergonha e medo de mostrar a sua idade. O nosso mundo já não tem que mudar. Tem apenas que sobreviver.

06.01.2012 | por Mia Couto

Para não esquecer o passado – Breve História Colonial em África, pinturas de Tchalê Figueira

Para não esquecer o passado – Breve História Colonial em África, pinturas de Tchalê Figueira A sangrenta experiência colonial em África consolidada durante a Conferência de Berlim (1884-1885) é retratada de forma corrosiva nas pinturas da série “Breve História Colonial em África”, do artista plástico Tchalê Figueira, que objetiva não deixar que esse triste passado seja revisto de forma branda ou rasurado da História.

06.01.2012 | por Ricardo Riso

A nova literatura africana - uma geração de 
escritores livres 
que almeja ser
 universal

A nova literatura africana - uma geração de 
escritores livres 
que almeja ser
 universal A nova geração de romancistas francófonos, cujos nomes de maior destaque são Abdourahman Waberi, Kossi Effoui, Alain Mabanckou e Jean-Luc Raharimanana, vai ainda mais longe negando-se a limitar-se aos assuntos afro-africanos. Eles reivindicam a liberdade de escrever como autor e de inscrever suas obras em filiações eletivas que desprezem a origem. Buscam ser universais e afirmam que “a literatura africana não existe”!

20.12.2011 | por Tirthankar Chanda

polémica acerca de literatura negra brasileira

polémica acerca de literatura negra brasileira Pode ser que os que falam em literatura negra pretendam valorizar a contribuição do negro à literatura brasileira. A intenção é boa, mas causa estranheza, já que o Brasil inteiro reconhece Machado de Assis como o maior escritor brasileiro de todos os tempos, Pelé como um gênio do futebol e Pixinguinha, um gênio da música. Contra toda evidência, afirmam que só quando se formar no Brasil um grande público afrodescendente os escritores negros serão reconhecidos, como se só quem é negro tivesse isenção para gostar de literatura escrita por negros.

10.12.2011 | por vários

A lusofonia como retrato de família numa casa mítica comum

A lusofonia como retrato de família numa casa mítica comum O discurso colonial hegemónico da ditadura do Estado Novo não desassociou a língua da representação e da narrativa do processo de construção imperial. Partindo da análise de um dos órgãos mais importantes da propaganda colonial Salazarista, inquirimos sobre as formas de representação apoteótica da língua como expressão do “sentido colonizador” português e a consequente sacralização da ideia de atrelar as então colónias à esfera de uma “tradição” expressa pela cultura da língua.

05.12.2011 | por Victor Barros

Expressões de Angola

Expressões de Angola Glossário de palavras e expressões comummente utilizadas em Angola.

28.11.2011 | por vários

A propósito das “línguas nacionais”

Deveria ser elaborada uma política linguística abrangente e articulada, de modo a fazer da diversidade nesse domínio uma mais-valia efectiva, o que pressupõe superar conceitos subjectivos, emocionais e equivocados, assim como eliminar os factores que apenas dificultam a desejada e necessária cooperação entre as línguas africanas e a língua portuguesa, como a dupla grafia.

25.11.2011 | por João Melo

Amor em tempos de cólera - recensão a "O Planalto e a Estepe" de Pepetela

Amor em tempos de cólera - recensão a "O Planalto e a Estepe" de Pepetela “A minha vida se resume a uma larga e sinuosa curva para o amor”, assim começa a viagem do livro O Planalto e a Estepe de Pepetela. Na infância prodigiosa na Huíla, onde um protagonista angolano de nome Júlio, branco e de olhos azuis, descendente de colonos madeirenses, começa a aperceber-se das estranhas categorias que sustentavam as mentalidades do tempo colonial.

22.11.2011 | por Marta Lança

Defesa da ‘correcção política’ em tempos de penúria económica e intelectual

Defesa da ‘correcção política’  em tempos de penúria económica e intelectual A recente crise mundial e os seus efeitos na Europa têm vindo a silenciar questões relativas ao modo como os portugueses se auto-representam, atolados que se vêem em sucessivos anúncios de medidas de excepção, sobrepondo-se a premência económica à não menos complexa tarefa de se repensar a forma como nos definimos em tempos pós-coloniais.

14.11.2011 | por Manuela Ribeiro Sanches

O horror também tem infância, notas sobre "Bestas de Lugar Nenhum" de Uzodinma Iweala

O horror também tem infância, notas sobre "Bestas de Lugar Nenhum" de Uzodinma Iweala "Bestas de Lugar Nenhum" é o primeiro romance de Uzodinma Iweala. É-nos dado a conhecer o universo dos pensamentos de uma criança, Agu, forçada a combater sem qualquer razão, por interesses de governantes dos quais nunca alcançará o entendimento.

20.10.2011 | por Marta Lança

Uma leitura de "O quase fim do mundo", de Pepetela

Uma leitura de "O quase fim do mundo", de Pepetela A trama aborda como seria a vida dos indivíduos sobreviventes em um mundo em que muitas das regras anteriores não fazem mais sentido. Há reflexões constantes acerca do futuro da humanidade a partir daquele reduzido grupo e suas novas condições de vida.

13.10.2011 | por Kelly Mendes Lima

Origem angolana

Origem angolana Minha preocupação não é dizer quem é ou quem não é angolano. Em Angola, como em qualquer outra sociedade moderna, o ser angolano é definido pela lei da nacionalidade. Portugal começou por nacionalizar todos os naturais das colónias durante a guerra colonial. Desnacionalizá-los foi um dos primeiros actos políticos do governo saído da revolução de Abril.

09.10.2011 | por António Tomás

Resenha a "Caderno de memórias coloniais", de Isabela Figueiredo

Resenha a "Caderno de memórias coloniais", de Isabela Figueiredo Trata-se de elaborar, pela narrativa, uma nova posição diante do passado, consolidando uma perspectiva singular (para além dos discursos prontos dos grupos envolvidos na ordem colonial; para além do silêncio e da vergonha paralisantes). Ao fazê-lo, Isabela demanda o reposicionamento dos outros, leitores. O caráter literário de sua escrita, que sabe imbricar esfera pessoal e coletiva, responde pela força dessa demanda.

08.10.2011 | por Anita Martins de Moraes