África Festival terminou há 10 anos. O que mudou?

África Festival terminou há 10 anos. O que mudou? A maioria dos eventos usam o rótulo de lusofonia para a auto-legitimação e crítica pós-colonial. Estes processos complexos de negociação de representação utilizam Lisboa como montra de misturas lusófonas e um hub de comunicação do seu potencial para o mundo exterior. Festivais de música interculturais como África Festival são ‘espaços cosmopolitas’ por excelência que funcionam como plataformas para a apropriação de determinados ambientes musicais e sociais.

Palcos

19.07.2017 | por Bart Paul Vanspauwen

10 anos África Festival. Conhecer a vitalidade da criação africana, entrevista a Paula Nascimento

10 anos África Festival. Conhecer a vitalidade da criação africana, entrevista a Paula Nascimento As visões aludiam quase exclusivamente a abordagens tradicionais das culturas africanas, sobretudo com carácter étnico, antropológico ou exótico. As artes contemporâneas que entretanto emergiam no continente africano e nas diásporas não tinham espaço nem visibilidade em Portugal, e pouca representação no conjunto da oferta cultural do país.(...) O África Festival deu a conhecer o melhor da criação artística nas músicas de África e das diásporas africanas, espetáculos de grande qualidade a um público alargado,

Palcos

19.07.2017 | por Marta Lança

As viagens lusófonas de Ariel de Bigault

As viagens lusófonas de Ariel de Bigault Do seu conhecimento sobre música popular angolana e caboverdiana resultaram duas Antologias que são discos fundamentais para compreender a História e a cultura de ambos os países. Ainda no interesse de divulgação musical (do samba ao semba passando pelas várias fusões musicais urbanas) realizou documentários.

Cara a cara

28.12.2015 | por Marta Lança

Vozes Globais - podcast

Vozes Globais - podcast Nesta edição experimental do programa Vozes Globais da Lusofonia, ampliamos para a rádio as vozes de quem vive na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, partilhando as histórias escondidas deste rendilhado de variações linguísticas, as mudanças políticas, o uso das redes sociais a favor dos direitos humanos e as transformações na sociedade.

Palcos

17.01.2014 | por Global Voices (Vozes Globais)

Lusophone hip-hop

Lusophone hip-hop Neste livro apresentam-se e complexificam-se os conceitos de lusofonia e “espaço lusófono” tendo em conta a história colonial, identidades locais e diáspora. Todos os artigos estão orientados para o entendimento da questão da juventude a partir de sua diversidade, em oposição à sua homogeneização, e todos confluem também para ressaltar o protagonismo juvenil nas diferentes modalidades.

Palcos

02.05.2013 | por Rosana Martins

Para acabar de vez com a Lusofonia

Para acabar de vez com a Lusofonia A lusofonia é a última marca de um império que já não existe. E o último impedimento a um trabalho adulto sobre as múltiplas identidades dos países que falam português. (...) Os portugueses não têm nenhum atributo de excepcionalidade mítica. Não precisamos de uma diplomacia lusófona; do que precisamos é de uma diplomacia de direitos e de igualdades. Este é o momento de conhecer e dar visibilidade às produções culturais e artísticas, às literaturas e aos trabalhos científicos destes países por aquilo que valem, por serem incontornáveis no mundo global, por conterem, até, uma estranheza que é, porventura, consequência da morte dessa mesma lusofonia.

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18.01.2013 | por António Pinto Ribeiro

“Façam uso de mim para valorizar o nosso património que é do mundo”

“Façam uso de mim para valorizar o nosso património que é do mundo” Abordando a música como um ponto de conexão social numa cidade pós-colonial onde empreendedores culturais utilizam o termo político de lusofonia, busco compreender como alguns músicos migrantes oriundos de países ‘lusófonos’ em Lisboa interagem neste processo, aos níveis de comunidade, associações voluntárias e instituições governamentais. De maneira geral, a minha pesquisa mostra uma falta de reconhecimento pela contribuição de músicos migrantes de língua portuguesa à cultura expressiva de Lisboa.

Palcos

16.01.2013 | por Bart Paul Vanspauwen

"Luso fonia"?

"Não é o desígnio, mas o que se faz com o desígnio"

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04.11.2012 | por Soraia Simões

"Estou lá" (crónica) – Festival da Lusofonia

"Estou lá" (crónica) – Festival da Lusofonia A Galiza acolheu pela primeira vez estes colóquios que já passaram pelo Brasil, Macau, China e agora visitaram a terra berço da língua galego-portuguesa. O nosso mais sincero agradecimento a todas as pessoas que o tornaram possível.

Palcos

12.10.2012 | por Xurxo Nóvoa Martins

A lusofonia como retrato de família numa casa mítica comum

A lusofonia como retrato de família numa casa mítica comum O discurso colonial hegemónico da ditadura do Estado Novo não desassociou a língua da representação e da narrativa do processo de construção imperial. Partindo da análise de um dos órgãos mais importantes da propaganda colonial Salazarista, inquirimos sobre as formas de representação apoteótica da língua como expressão do “sentido colonizador” português e a consequente sacralização da ideia de atrelar as então colónias à esfera de uma “tradição” expressa pela cultura da língua.

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05.12.2011 | por Victor Barros

O mundo está cheio de estórias, basta estar atenta - entrevista a Aline Frazão

O mundo está cheio de estórias, basta estar atenta - entrevista a Aline Frazão Muitos lhe admiram o profissionalismo e a consistência com uma idade tão jovem. Uma voz doce e firmeza na guitarra, alma de poeta e convicção no sonho de uma Angola com maior horizonte e igualdade, Aline Frazão já conquistou o coração de muitos ouvintes. Fala de uma particular forma de sentir e criar, da qual resulta o seu primeiro disco "Clave Bantu", cujo lançamento está em curso nas suas várias geografias afectivas.

Cara a cara

09.11.2011 | por Marta Lança

"Terceira Metade": Entre o mel e o veneno: os perigos do doce encanto da língua portuguesa

"Terceira Metade": Entre o mel e o veneno: os perigos do doce encanto da língua portuguesa ...incorporo a lusofonia como um debate, algo que se distancia de qualquer substância, um foco virtual que, tendo como referência a língua portuguesa, adquire uma dinâmica própria em distintos contextos nacionais. Longe de estarmos diante de um pensamento consensual, a lusofonia paira sobre situações de tensão que colocam estes distintos contextos em contato.

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03.07.2011 | por Omar Thomaz Ribeiro

Entrevista a Domingos Simões Pereira, Secretário Executivo da CPLP

Entrevista a Domingos Simões Pereira, Secretário Executivo da CPLP Se eu decidir vir trabalhar de fato e gravata ou de bubu, nenhuma das opções deve chocar ou ser inadequada. Todos temos de encontrar na pluralidade e diferença os elementos de escolha e de inclusão, e preparar a nossa mente para aceitar a diversidade.

Cara a cara

08.05.2011 | por Marta Lança

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte IV)

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte IV) Hall deslocou-se de uma posição de radical negro para o campo do híbrido, não existe um sujeito negro inocente que possa usar a etnicidade como uma força de resistência legítima, e o racismo é uma força ambivalente porque atravessada por posições de género, etnicidade e desejos especulares. Gilroy desafia tanto o essencialismo (por exemplo, as reivindicações de autenticidade dos afrocentrismos) quanto o anti-essencialismo que vê a negritude como uma construção; a sua alternativa é a contemplação de um Atlântico Negro como uma contracultura hibridizadora. Bhabha vê o nacionalismo como algo que nunca é homogéneo ou unitário, e localiza a agência no acto de enunciação interruptiva (interruptive enunciation) de Derrida, focando na intersticialidade das identidades criadas nos confrontos coloniais.

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08.05.2011 | por Miguel Vale de Almeida

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte II e III)

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte II e III) A crioulização tem claramente a sua base no estudo do complexo Afro-Americano e nas sociedades de plantação das Caraíbas, talvez apenas com ramificação para o Brasil como instância comparativa. Na sua review da antropologia da Afro-América Latina e Caraíbas, Yelvington (2001) diz que a actual preocupação antropológica com os processos de globalização, dispersão, migração e transnacionalidade, com o colonialismo, o hibridismo, etc., elide muitas vezes a produção fundacional que remete para os estudos da diáspora africana nas Américas.

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06.05.2011 | por Miguel Vale de Almeida