La Letteratura Portoghese. I testi e le idee

O projeto ERC MEMOIRS – Filhos de Império e Pós-memórias Europeias convida à apresentação da obra La Letteratura Portoghese. I testi e le idee, de Roberto Vecchi e Vincenzo Russo, irá decorrer no Auditório do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (Rua Rodrigues Sampaio, 113), em Lisboa, no dia 9 de Fevereiro pelas 17h, e estará a cargo do Professor Eduardo Lourenço.

A obra é uma antologia crítica de textos literários e ensaísticos da literatura portuguesa desde as origens até a contemporaneidade. Os textos, em edição bilingue português e italiano, têm todos uma nova tradução italiana. O livro, através de uma nova estrutura crítica e conceptual  pretende fornecer ao leitor italiano – não só universitário mas também a todos os que estiverem interessados na cultura e na história de Portugal – as fontes primárias e os contextos indispensáveis para «pensar», e não só para ler, a literatura portuguesa. O volume promove uma reperiodização dos materiais literários que são lidos à luz da abertura histórica para os novos mundos que Portugal  – através da relação colonial – contribuiu para fundar.

Dividida em três grandes partes – 1. Desde a formação de Portugal ao Império (1139-1580); 2. O Império português e os seus simulacros: da Índia ao Brasil e retorno (1580-1851); 3. O «esplendor de Portugal» e o seu além: desde a crise da monarquia constitucionalista ao Portugal contemporâneo (1851 até hoje) – a antologia contém 180 textos da literatura e do pensamento portugueses.

04.02.2018 | por martalanca | literatura portuguesa

METABOLIC RIFTS II

METABOLIC RIFTS é uma série de eventos organizados por PROSPECTIONS for Art, Education and Knowledge Production, uma assembleia peripatética de investigação em artes visuais e performativas, mobilizada por Alexandra Balona e Sofia Lemos. Ao investigar as ruturas do metabolismo nos sistemas da Terra, ancoradas em torno da lógica da acumulação capitalista e do modo como o raciocínio neoliberal corrompe as suas operações básicas de renovação, a assembleia encoraja abordagens transversais a fenómenos planetários.

Posicionamentos modernos e contemporâneos inscrevem o sujeito num presente fracturado de gestão financeira e desordem climática à escala planetária — desde as suas raízes “iluministas” até futuras rotas de extinção. Na atual era global, as narrativas soberanas, a identidade nacional e a produção curatorial perpetuam relações insustentáveis que condicionam intenções e afectações, reificando simultaneamente a distinção entre sujeitos e objetos. Quais as cesuras e contradições óbvias que operam nestes limites narrativos? De que forma se podem abordar urgências contemporâneas e protocolos de representação cujo predicado é indiscernível?

Na segunda assembleia METABOLIC RIFTS - 17 de fevereiro, no Porto - interrogamos morfologias do conhecimento, sistemas de colonização epistémica e de governança capitalista, bem como as presentes condições de delimitação política e corporativa que condicionam práticas curatoriais contemporâneas. Muito embora os projetos curatoriais possam produzir grandes narrativas ao serviço de agendas políticas inequívocas, estes têm também a potencialidade de descompactar as complexidades intrínsecas às próprias formas narrativas. Nesta assembleia, propomos projetos que vão além do contexto ou a ilustração e, por sua vez, investigam uma noção da curadoria produtora e implicada na descolonização do conhecimento.

A primeira assembleia realizada em 14 de outubro de 2017 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves convidou os seus participantes a descompactar assimetrias basilares em questões de direito de propriedade, direitos humanos, economia ambiental, bem como nos processos de singularidade e do comum, reunindo a dramaturga Ana Vujanovic, a académica de estudos legais Brenna Bhandar, a teórica cultural Ana Teixeira Pinto e a politóloga Nikita Dhawan, em articulação com a apresentação das performances PRIVATE: Wear a mask when you talk to me (2016) e Private Song (2017), em estreia nacional, da artista Alexandra Bachzetsis.Através de um programa de encontros discursivos, exposições, performances e publicações, PROSPECTIONS propõe uma escavação de ortodoxias metodológicas, de modo a fomentar a investigação como um encontro implicado, aberto e dialógico, mobilizando teoria e prática em colaboração interdisciplinar, de forma a examinar narrativas e contendas sobre as origens e ficções do sujeito.

Programa - 17/2/2018 Teatro Rivoli, Porto

14h30 Abertura

15h00 Boaventura de Sousa Santos. Epistemologias do Sul: Descolonização da Arte e do Conhecimento

16h30 Pausa

17h00 Maria Iñigo Clavo. O nosso método é a nossa agência: Notas sobre a descolonização do conhecimento através do curatorial

18h00 Vivian Ziherl. 790 anos de Natural

19h00 Mesa redonda. Moderação: Alexandra Balona e Sofia Lemos20h30 Pausa

21h30 Fabrizio Terranova. Donna Haraway: Storytelling for Earthly Survival (2016, cor, som, 81min)

As palestras e o filme serão apresentados na íntegra em idioma inglês

04.02.2018 | por martalanca | Boaventura Sousa Santos, descolonizar pensamento, Donna Haraway, METABOLIC RIFTS

Carlos Garaicoa: being urban I SÃO PAULO

To what extent can architecture be understood as a society’s “frame”? What roles does architecture play in a context of urbanization? How does it bend to eventual political, ideological or even social pressures? These are some of the questions that surround and structure the work of Carlos Garaicoa, a multidisciplinary Cuban artist whose work is being celebrated at  Porto Seguro Cultural Space from February 7 through May 6.
 
With Rodolfo de Athayde as curator, the exhibition Carlos Garaicoa: being urban brings together 8 works by the artist. Between installations, videos, photographs, scale models and drawings, the works present the creative journey of the author, for whom the city plays a fundamental role. The Cuban constructs a poetics in which to contrast social, economic and political issues that directly impact the formation of the subjectivities and knowledge of the contemporary world.

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31.01.2018 | por martalanca | carlos garaicoa

Now it is Light - Open Call Jovens Curadores 2016

Curadoria: Sofia Lemos I Amélie Bouvier, Ana Manso, Ana Mazzei, Andreia Santana, Bernard Lyot, Davide Zucco, Elias Heuninck, Ester Fleckner, Haris Epaminonda, Jeronimo Voss, Pedro A.H. Paixão

Now it is Light, com curadoria de Sofia Lemos, inaugura na Galeria Boavista no próximo dia 25 de janeiro às 18h30. Envolvendo práticas artísticas que abordam o “geocosmos” como um agente em movimento, a exposição reúne trabalhos dos artistas Amélie Bouvier, Ana Manso, Ana Mazzei, Andreia Santana, Bernard Lyot, Davide Zucco, Elias Heuninck, Ester Fleckner, Haris Epaminonda, Jeronimo Voss e Pedro A.H. Paixão, muitos deles mostrados pela primeira vez em Portugal.

Inspirada na demanda de um astrónomo convertido em geólogo mineiro por matéria radiante, esta exposição explora a ebulição cósmica através de uma trama política, científica e narrativa. Enquanto as efusões cósmicas são progressivamente mediadas sob a forma de bens e ativos, metais e minerais permanecem capturados em delimitações políticas e corporativas. E ainda assim, encrostados na superfície planetária como registros sedimentares, estes elementos evidenciam-se em diversas posições artísticas que os reclamam em contínua emergência. De título homónimo ao poema de 1955 de Frank O’Hara e de forma a evidenciar processos e manifestações, Now it is Light ficciona a luminescência do mundo enquanto substância narrativa para interrogar o pulsante encontro entre a observação astronómica e as economias de extração.

Esta exposição apresenta trabalhos de imagem em movimento, desenho, instalação e contribuições de arquivos científicos que investigam a luminosidade do mundo, ou as qualidades através das quais a luz se contrai, reflete, refrata, difrata ou atravessa sem afetação aparente a verticalidade do tempo “geocósmico”. Da perenidade do plano astronómico à acelerada cadência da extração de recursos, Now it is Light é um espaço de materializações inanimadas, de metais, minerais e estrelas cuja magnitude é apenas parcialmente apreendida.

Uma apresentação complementar de investigação curatorial e de materiais de arquivo reunirá referências de levantamentos astronómicos, geológicos e económicos que existem como ponto de partida desta exposição. Uma publicação a ser editada incluirá um ensaio visual de Coco Piccard, e um prefácio curatorial sob a forma de ensaio abordando a emergente inseparabilidade entre as contribuições artística e arquivística. Now it is Light é comissariada por Sofia Lemos, com o apoio da EGEAC – Galerias Municipais – Open Call para Jovens Curadores 2016.

Amélie Bouvier (1982, França) vive e trabalha em Bruxelas. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais: Museo Patio Herreriano, Valladolid; e Carpe Diem, Arte e Pesquisa, Lisboa; bem como em numerosas exposições coletivas: Plataforma Revólver, Lisboa; Verbeke Foundation, Kemzeke; 16ª Bienal Internacional de Arte de Cerveira; e 6ª Bienal de Arte e Cultura de São Tomé e Príncipe. Obteve os prémios: Hors d’OEuvre, ISELP; e Best Emerging Artist, Just Mad Fair. Bouvier é cofundadora do projeto de investigação “Uncertainty Scenarios” no EfRS Enough Room for Space, Bruxelas.

Ana Manso (1984, Portugal) vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais: art3, Valência; Museu de Serralves, Porto; Uma certa falta de coerência, Porto; bem como em numerosas exposições coletivas: Futura Centre for Contemporary Art, Praga; Ar Sólido, Lisboa; Palazzo Milio, Ficarra; Fondazione Rivolidue, Milão; Museo Di Capodimonte, Nápoles; Plataforma Revólver, Lisboa; Spike Island, Bristol; e Museu da Eletricidade da EDP, Lisboa.

Ana Mazzei (1979, Brasil) vive e trabalha em São Paulo. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais: Saludarte Foundation, Miami; Pivô, São Paulo; CCSP, Centro Cultural São Paulo; e La Maudite, Paris; bem como em numerosas exposições coletivas: Sesc_Videobrasil 20, São Paulo; CAC, Vilnius; 32ª Bienal de São Paulo; Sunday Painter, Londres; BFA Boatos, São Paulo; Fondación Rac, Madrid; Museu de Arte Brasileira/Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo, entre outros. Mazzei é docente no Istituto Europeo di Design São Paulo.

Andreia Santana (1991, Portugal) vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais no Museu de Serralves, Porto; bem como em numerosas exposições coletivas: Old School, Lisboa; MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa; Zaratan – Arte Contemporânea, Lisboa. Santana obteve o Prémio Revelação do Novo Banco, bem como as residências: Residency Unlimited, Nova Iorque; Panal 360, Buenos Aires; Mieszkanie Gepperta, Breslávia; e Gasworks – Triangle Network Hangar, Lisboa.

Bernard Lyot (1897-1952) foi um astrónomo francês que trabalhou no Observatório Meudon em Paris. Em 1939, utilizando o seu cornógrafo e filtros captou as primeiras imagens em movimento de proeminências solares e da coroa sem ser numa situação de eclipse total do sol. No mesmo ano foi eleito membro da Academia de Ciências e galardoado com a Medalha de Ouro da Real Sociedade de Astronomia em Inglaterra.

Davide Zucco (1981, Itália) vive e trabalha em Berlim. O seu trabalho foi apresentado em exposições individuais: NURTUREart, Nova Iorque; bem como em numerosas exposições coletivas: Fondazione Bevilacqua La Masa, Veneza; ARCOS, Benevento; State Institute of Sofia, Bulgária; Museo de la Ciudad de México, Cidade do México; Jaus, Los Angeles; e Katzen Arts Center, Washington, D.C. Zucco participou das residências: Lower Manhattan Cultural Council’s Process Space, Nova Iorque; ISCP, Nova Iorque; e Bevilacqua, La Masa, Veneza.

Elias Heuninck (1986, Bélgica) vive e trabalha em Ghent. O seu trabalho foi projetado no IFFR, International Film Festival Rotterdam; Beursschouwburg, Bruxelas; e iMAL, Bruxelas, entre outros. Desde 2015 Heuninck sustem uma colaboração com Sofia Lemos e numerosos investigadores e instituições artísticas e científicas em Bruxelas sobre o astrónomo belga Jean-Charles Houzeau de Lehaie. Os seus filmes são distribuídos por August Orst e Werktank.

Esther Fleckner (1983, Dinamarca) vive e trabalha em Berlim. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais: Malmö Konsthall; Overgaden Institute of Art, Copenhaga; bem como em numerosas exposições coletivas: Kunstnernes Hus, Oslo; KH7 Artspace, Aarhus; Schwules Museum, Berlim; LWL – Museum für Kunst und Kultur, Münster; National Art Museum of Ukraine, Kiev; Latvian Centre for Contemporary Art, Riga; e Dalian Art Museum, Liaoning Sheng, entre outros. Fleckner obteve o Art Brussels Solo Prize.

Haris Epaminonda (1980, Chipre) vive e trabalha em Berlim. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais: FRAC Île-de-France, Paris; Point Centre for Contemporary Art, Nicósia; Modern Art Oxford; Kunsthaus Zürich; e Museum of Modern Art, Nova Iorque, entre outros; bem como em numerosas exposições coletivas: Hammer Museum, Los Angeles; Fondazione Prada, Milão; Museu de Serralves, Porto; Hamburger Bahnhof, Berlim; e Kunsthalle Lissabon, Lisboa, entre outros. Epaminonda correpresentou Chipre na 52ª Bienal de Veneza e participou na dOCUMENTA 13.

Jeronimo Voss (1981, Alemanha) vive e trabalha em Frankfurt am Main. O seu trabalho tem sido exibido em exposições individuais: Stedelijk Museum Bureau Amsterdam; Bielefelder Kunstverein; e MMK Museum für Moderne Kunst Frankfurt am Main; bem como em numerosas exposições coletivas: FACT Liverpool; Clark House Initiative, Bombaim; Haus der Kulturen der Welt, Berlim; Fondazione Nicola Trussardi, Milão; e Secession, Viena, entre outros. Voss participou na dOCUMENTA 13 e é docente no Art Institute HGK FHNW Basel.

Pedro A. H. Paixão (1971, Angola) vive e trabalha em Milão. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais: Fundação Carmona e Costa, Lisboa; Ar Sólido (com Catarina Dias), Lisboa; Museu do Dinheiro, Lisboa; bem como em numerosas exposições coletivas: Centro de Arte Manuel de Brito, Lisboa; Centro Internacional de Artes José de Guimarães, Guimarães; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; e Centro Cultural de Belém, Lisboa. Paixão é editor, tradutor e fundador do projeto editorial disciplina sem nome para a editora Documenta.

Sofia Lemos (1989, Portugal) vive e trabalha em Berlim e no Porto. Atualmente é curadora associada da Galeria Municipal do Porto, tendo recentemente trabalhado como investigadora associada na Haus der Kulturen der Welt, Berlim e como coordenadora do programa público da Contour Biennale of Moving Image 8. Anteriormente, coordenou projetos de investigação artística com o Massachusetts Institute of Technology e com o Max Plank Institute, e esteve envolvida na investigação e preparação de exposições e publicações em várias instituições, incluindo Museo de Arte Moderno de Buenos Aires; CCA Singapore; PRAXES, Berlim; The David Roberts Art Foundation, Londres; e MACBA, Barcelona. Lemos é cofundadora (com Alexandra Balona) de PROSPECTIONS for Art, Education and Knowledge Production, uma assembleia peripatética de investigação em artes visuais e performativas, e editora associada da publicação Drawing Room Confessions. Escreveu textos para vdrome, art-agenda, …ment, e Archis/Volume, entre outros.

No âmbito do Open Call Jovens Curadores lançado pela EGEAC - Galerias Municipais em 2016, com o objetivo de acolher, divulgar e apoiar a produção e pensamento artístico contemporâneo na cidade de Lisboa, e reforçar a importância dos jovens curadores como agentes de mediação junto das novas gerações de artistas, a Galeria Boavista acolhe os quatro projetos curatoriais vencedores. As participações anteriores envolveram Alejandro Alonso Diaz, Sara De Chiara e Inês Geraldes Cardoso. A edição final acolhe Sofia Lemos.

Galeria Boavista Rua da Boavista, 501200-066 Lisboa I
Inauguração: 25 janeiro 2018, 18h30 26 janeiro - 10 março 2018 I Terça a Sexta-feira, 10h-13h/14h-18h Sábado e Domingo, 14h-18h Entrada gratuita Organização GALERIAS MUNICIPAIS DE LISBOA/EGEAC

22.01.2018 | por martalanca | arte contemporânea, Now it is Light, Sofia Lemos

"Uma Ópera do Mundo", filme de Manthia Diawara

Estreia nacional do filme-ensaio Uma Ópera do Mundo de Manthia Diawara, produzido por Maumaus / Lumiar Cité, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, 02/02/2018, e na Fundação de Serralves, no Porto, 03/02/2018.
O filme é baseado na ópera africana ” Bintou Were, a Sahel Opera”, uma narrativa do eterno drama da migração. A ópera filmada em Bamako em 2007, serve de espelho para Manthia Diawara construir uma história estética e reflexiva, através da música e da dança, sobre a atual crise dos refugiados e a tragédia intemporal da migração entre Sul e Norte, examinando a realidade dos encontros culturais através dos conceitos de mestiçagem e hibridismo. O sucesso e o limite da fusão das perspetivas africana e europeia são testados pelas interpretações entrelaçadas da ópera “Bintou Were, a Sahel Opera” com arquivos do passado e do presente relativos a imagens de migrações, com árias clássicas europeias e com entrevistas a intelectuais, artistas e ativistas sociais, europeus e africanos.

A sua estreia internacional aconteceu na documenta 14 (Atenas e Kassel), tendo sido posteriormente apresentado no ICA - Institute of Contemporary Arts (Londres), Centre Pompidou (Paris) e Serpentine Galleries (Londres), entre outros espaços e eventos dedicados à arte contemporânea. 

15.01.2018 | por martalanca | documenta 14, MANTHIA DIAWARA, Uma Ópera do Mundo

Portuguese-Speaking Africa Beyond Borders:

Comparative and Intercultural Approaches Dr Eleanor K. Jones (Univ. Southampton, e.k.jones@soton.ac.uk) Dr Emanuelle Santos (Univ. Birmingham, e.santos@bham.ac.uk)

In a global climate that has seen the language of internationalisation come to rely on the practice of isolationism, it is more important than ever for cultural scholarship and critique to look beyond borders of all kinds: national, political, affective, linguistic and disciplinary. The study of Portuguese-speaking cultures, and particularly those of Portuguese-speaking Africa, is no exception. While recent years have seen the study of Portuguese-speaking African cultures established as a legitimate field, work that puts these cultures into dialogue with those of the wider world remains limited, leaving research and teaching in the field largely confined to within the disciplinary borders of Portuguese Studies. With a view to both stimulating the development of such scholarly dialogue and locating the study of Portuguese-speaking Africa more firmly within African Studies, this stream seeks contributions that engage the cultures of Portuguese-speaking and/or Portuguese-writing Africa — including subcultures, communities and diasporas — with those outside of that remit, through comparative, intercultural or transnational approaches. We wish to look beyond disciplinary boundaries, and we thus encourage contributions from colleagues in all areas of the humanities, including the social sciences. Likewise, we are keen to hear not only from scholars who consider themselves part of the field of Portuguese-speaking African studies, but also from those who engage with the cultures of Portuguese-speaking Africa as a secondary or minor element of their research.

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09.01.2018 | por martalanca | Comparative and Intercultural Approaches

Migrant Dramaturgies Network

Happy to announce a new international research network in the area of theatre and migration.Migrant Dramaturgies Network is a platform for exchange and knowledge sharing between academics, theatre-makers and organisations involved in migrant theatre on various levels of artistic and cultural creation and development.
We aim to explore emerging dramaturgies of theatrical responses to migration in light of recent migration and shifts in global politics and economics. We wish to map new theatrical forms of migrant representation and identify their impacts on national theatre cultures in shaping the perception of non-European migrants and migrant cultures. 
As a collaborative venture, we are planning to facilitate research meetings, workshops and various outreach programmes together with international partner organisations and theatre-makers in order to bring together academic and practitioners’ perspectives and expand understanding on migration and theatre.
For more details on the network board and upcoming research meetings, please follow our microblog at: https://migrantdramaturgies.tumblr.com/
Dr Szabolcs Musca Research Fellow Centre for Theatre Research (CET) | University of Lisbon, Portugal: academia.edu/SzabolcsMusca

09.01.2018 | por martalanca | Migrant Dramaturgies Network

MAÍRA ZENUN ALMADA, performance/lavagem

A TERRA TREMEU DENTRO DE MIM E EU FIQUEI SEM CASA
15 dez | 19hLavadouro Público de Carnide | LisboaEntrada Livre


Apresentação final do trabalho realizado pela artista Maíra Zenun Almada, durante a residência artística no Lavadouro Público de Carnide seguida de conversa sobre como as marcas de uma cidade afectam e reflectem os corpos que nela habitam. A acção performática foi desenvolvida a partir de pesquisas e registos de grafites/pixações inscritas na área da Grande Lisboa, pela população negra portuguesa e afrodescendente; e de reflexões da própria artista sobre o que significa ocupar um corpo-território negro feminino, imigrante, desterrado, de descendências partidas e no fluxo de tantas fronteiras inventadas.

*

As residências inserem-se em A SUL – Plataforma de criação para artistas que habitam ou cruzam o espaço Ibero-americano, direccionada para a pesquisa, a investigação e a experimentação artísticas. A Sul pretende ser ainda um lugar de encontro e de reflexão entre artistas, e entre artistas e a cidade de Lisboa.

Coordenação: Maria Gil | Acompanhamento: Maria Gil, Marta Lança e Sara Anjo | Produção: Teatro do Silêncio 2017 | Parceria: Projecto Pulsar da Junta de Freguesia de Carnide | Projecto apoiado no âmbito do RAAML – Regulamento de Atribuição de Apoios no Município de Lisboa pela Câmara Municipal de Lisboa e inserida na Passado e Presente - Lisboa Capital Ibero-americana de Cultura 2017.

+INFO: teatrodosilencio@gmail.com | + 351 91 463 26 75 – Teatro do Silêncio (Maria Gil)

12.12.2017 | por martalanca | Carnide, Maíra Zenum, performance, residências, Teatro do silencio

Blackyva

Atriz. Cantora. Compositora. Performer. Foi criada na favela da Rocinha.  Aos 19 anos abandonou o emprego de atendente em uma copiadora e foi estudar teatro na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna, no Rio de Janeiro. Seu nome artístico é derivado da junção das palavras black e diva. Com visual andrógeno, a transsexual trouxe temas como violência doméstica, homofobia, sexismo, desigualdades sociais, entre outros.

Will Lopes: Ator - Performer
Em 2012, ingressou no curso livre de Produção Cultural pelo Observatório de Favelas na Rocinha. No mesmo ano, entrou para o coral do Instituto Reinaldo Delamare. Em 2013, ingressou na Oficina Livre, orientada por Anselmo Vasconcellos e, no mesmo ano, ingressou na Escola de Teatro Martins Penna. Em 2015, criou a performance Funk-Teatral “Blackyva”, tendo a oportunidade de se apresentar diversas vezes, além de conquistar uma viagem a Brasília para se apresentar na Conferência Nacional da Juventude ao lado de Karol Conka e Emicida. Em 2016 ingressou na Oficina ”Gênero, Teatro, e Performatividade - movimentos para corpos desviantes” ministrada por Silvero Pereira e Jezebel de Carli. 2017 integrou o elenco do espetáculo ”Balé Ralé” com contos de Marcelino Freire e direção de Fabiano Freitas (Teatro de Extremos). Integrou a mesa de debates da GLOBO na FLIP 2017. Foi convidado para fazer participar da co-criação do programa “Lazinho Com Você” no Globo LAB 2017. E ainda em 2017 integrou o elenco do espetáculo A Comédia e a Tragédia da América Latina (Teatro Municipal RJ) e SELVAGERIA do diretor Felipe Hirsch (Ultraliricos).

Música tocando na Rádio alemã EINS

Matéria O Globo

Matéria no Site A Coisa Toda (SP)

Matéria no Teatro Em Cena

Dicionário da MPB

Mídias socias: Facebook /  Instagram

06.12.2017 | por martalanca | Blackyva, funk, movimento negro, queer, teatro

Viejo, solo y puto, do argentino Sergio Boris I LISBOA

Teatro Maria Matos, 28 A 30 NOVEMBRO - 21h30
Sergio Boris, figura incontornável do teatro argentino, estreia-se em Portugal (28 a 30 novembro no Teatro Maria Matos e 2 dezembro no Teatro Municipal do Porto) com Viejo, Solo y Puto, uma viagem aos confins da noite de Buenos Aires e à sua exuberante, mas duríssima, cena trans, reitera a atenção de Boris à vida nas margens da pobreza, da exclusão, da doença e da exploração. Na Argentina, manteve-se em cena por mais de seis temporadas consecutivas.

 

27.11.2017 | por martalanca | Sergio Boris, teatri argentino

Projeto Memoirs no Porto/Post/Doc 2017

29 Nov-3 Dez 2017 | Teatro Rivoli/FBAUP (Porto)

O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, através do projeto de investigação Memoirs: Filhos de Império e Pós-Memórias Europeias (patrocinado pelo Concelho Europeu de Investigação), irá estar presente, pela segunda vez, no Festival Porto/Post/Doc. Na continuidade da parceria criada em 2016 a proposta de 2017 integrará uma programação com seis filmes e um fórum de debate dedicados aos temas memória e pós-memória, representações artísticas e arquivos.
Memoirs é um projeto europeu coordenado por Margarida Calafate Ribeiro, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação, sediado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e conta com uma equipa interdisciplinar e internacional. O projeto estuda o impacto nas gerações seguintes das heranças do império e, em particular, dos momentos da fratura que, nos casos em estudo – Portugal, França e Bélgica – se caraterizam por insurreições, guerras, descolonizações, com grandes deslocações populacionais entre os territórios e grandes mudanças nos países.

Avó (Muidumbe), Raquel Shefer 2009Avó (Muidumbe), Raquel Shefer 2009Qual o impacto, na Europa atual, da transferência de memórias do fim do colonialismo para as gerações seguintes? Em que medida é que os artistas contemporâneos revisitam o passado colonial, os regimes totalitários e as suas heranças? O que é que os motiva a evocar acontecimentos que ocorreram na sua infância ou precederam o seu nascimento? Em que medida tais abordagens influenciam a construção das democracias em que cresceram? Em parceria com o Porto/Post/Doc, o Memoirs e o seu investigador e Programador Cultural, António Pinto Ribeiro, propõem uma programação que oferece um Foco de Filmes onde serão apresentados filmes de Ramón Lluís Bande, Raquel Schefer, Filipa César, José Miguel Ribeiro, Albertina Carri e Paz Encina.

O programa oferece ainda o Fórum do Real que acontecerá no dia 30 de novembro, na Aula Magna da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e que contará com três painéis: um sobre o arquivo, outro sobre a memória ditatorial, e um terceiro sobre a memória colonial. O Fórum será orientado por dois investigadores da equipa Memoirs, Margarida Calafate Ribeiro e António Sousa Ribeiro, e por Paulo Cunha. Entre os convidados estarão: Tiago Baptista (diretor do ANIM), Vicente Sanchez Biosca (investigador espanhol), Filipa César e José Miguel Ribeiro (realizadores), Jorge La Ferla (crítico cultural), Paulo Faria e Raquel Ribeiro (escritores), entre outros.

O Porto/Post/Doc 2017 contará com mais de 70 sessões de cinema e serão apresentados cerca de 100 filmes, 5 concertos, 7 festas, 4 aulas de cinema, 15 sessões para escolas, e vários fóruns e debates que promoverão conversas entre artistas, académicos e o público em geral. O festival ocupará quatro espaços do Porto: Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Cinema Passos Manuel, a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e o Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural.

26.11.2017 | por martalanca | Porto/Post/Doc, Projeto Memoirs

“Explosão. Romance da Etnologia” I São Paulo

O Goethe-Institut São Paulo convida para a festa de lançamento de um dos livros seminais para compreensão do trabalho do poeta e etnólogo alemão Hubert Fichte, Explosão. Romance da Etnologia ganha tradução para o português de Marcelo Backes pela Editora Hedra. O lançamento é seguido de pocket show com o compositor e instrumentista Negro Leo e apresentação da cantora Linn da Quebrada, no dia 28 de novembro, às 19h30, no Goethe-Institut São Paulo (Rua Lisboa, 974 Pinheiros), com entrada franca.

Mestiço judeu na Alemanha nazista, protestante em orfanato católico e homossexual numa sociedade machista, Hubert Fichte corporificou a inadequação de sempre estar no tempo ou no lugar errado. Por isso, durante toda sua vida, sentiu na pele a violência das ideologias. Poeta maldito e cronista do underground literário dos anos 1960, depois de se tornar famoso com seu romance “Die Palette” (1968), decidiu gastar seu dinheiro viajando pelo mundo, seguindo as rotas da diáspora africana e escrevendo seu ciclo de romances sob o título “A História da Sensibilidade”. Entre 1969 e o fim de sua vida, Fichte viaja várias vezes pelo Brasil e torna-se conhecido ao expressar o saber antropológico a partir da literatura – arte denominada, pelo próprio autor, como etnopoesia. Fichte por várias vezes visitou a capital baiana nas décadas de 1970 e 80, onde pesquisou sobretudo as tradições afrodescendentes. Descreveu os altares do candomblé em seu colorido e sua plasticidade, em seu hibridismo e seu sincretismo. Isso o estimulava muito, e ele acabou entrando em uma espécie de rivalidade com o “papa” do candomblé em Salvador, o etnólogo francês Pierre Verger, que fazia suas pesquisas por lá com interesses semelhantes aos de Fichte. Percebido em sua maior parte como escritor polêmico, Hubert Fichte herdou ao mundo literário um dos maiores compêndios de pesquisa sobre rituais das religiões Iorubá. Uma “outra” poesia, uma “outra” etnografia, uma “outra” forma de jornalismo e comentário político; e uma magnífica obra por descobrir. Hubert Fichte ganha exposições de arte e edições de sua obra em diversos países. O projeto “Hubert Fichte: Amor e Etnologia”, concebido por Anselm Franke e Diedrich Diederichsen, lançado na Alemanha pela Haus der Kulturen der Welt (HKW) em parceria com o Goethe-Institut, leva o legado de Fichte às cidades que ele visitou e sobre as quais escrevia: Lisboa, Salvador, Rio de Janeiro, Dakar, Nova Iorque, Santiago do Chile, entre outras.

Sobre o Livro
“Explosão. Romance da Etnologia” é um dos romances centrais da “História da Sensibilidade”. O livro resume as viagens e andanças de Fichte pelo Brasil – Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, Recife, Belém, Manaus –, visitando terreiros, mães de santo, celebridades da antropologia, banheiros públicos, os “cinemões” da época – lugares de encontro gay –, ladeiras estreitas e praças escuras. No Brasil, ele tem sua primeira edição pela editora Hedra, com tradução do escritor, professor, tradutor e crítico literário Marcelo Backes.

Negro Leo
Compositor e instrumentista, tem oito discos lançados. Entre 2014 e 2015, lançou “Ilhas de Calor” e “Niños Heroes”, discos que lhe renderam resenhas no The New York Times, na revista Playboy norte-americana e o levaram a palcos prestigiados no mundo, como Cafe Oto e Counterflows Festival. Atuou como compositor da trilha sonora do filme “Intuito”, de Gregorio Gananian.

Linn da Quebrada
Artista multimídia e bixa travesty, Linn encontrou na música uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. Em 2016, a artista se jogou na música com o hit “Enviadescer” e de lá pra cá não parou mais, incluindo aí a direção do experimento audiovisual “blasFêmea”, da música “Mulher” e a realização de uma campanha de financiamento coletivo para a produção de Pajubá, seu disco de estreia, lançado em Outubro de 2017. Nos shows, Linn da Quebrada é acompanhada pela produtora musical BadSista, a cantora e persona Jup do Bairro, o percussionista Valentino Valentino e o DJ Pininga.

24.11.2017 | por martalanca | afrodescendentes, etnologia, Hubert Fichte, Negro Leo

Cem anos que abalaram o Mundo: hipóteses emancipatórias

24 e 25 de novembro de 2017, 9h Faculdade de Economia da UC

Apresentação

O centenário da Revolução Russa serve de ocasião para o CES promover uma reflexão alargada sobre os caminhos emancipatórios que atravessaram o mundo no século XX e sobre as suas heranças, legados e limites. Enquanto lugar-símbolo das esperanças e dos impasses de um novo modelo socialista, 1917 constitui uma oportunidade analítica para pensar experiências e projetos que, na sua esteira e fora dela, foram construindo trajetórias alternativas ao capitalismo, ao colonialismo e ao patriarcado. Num tempo em que as hipóteses emancipatórias parecem pulverizadas, este encontro internacional procurará refletir criticamente sobre as mudanças ocorridas ao longo do século XX e sobre o lugar e a natureza dos imaginários de transformação social e libertação nos dias de hoje. 

Mesas

É tão difícil imaginar o fim do capitalismo como imaginar que o capitalismo não tenha fim?
Esta sessão transforma em pergunta uma constatação feita por Boaventura de Sousa Santos. A experiência soviética inscreveu as alternativas sistémicas ao capitalismo no campo das possibilidades. O colapso da União Soviética pareceu validar a ideia de que o capitalismo seria afinal o último estádio da evolução histórica. Praticamente sem freios e contrapesos, o desenvolvimento do capitalismo alimentou desde aí crises sem fim. A catástrofe ambiental eminente é naturalmente uma das mais importantes, mas não é a única. Torna-se de novo urgente pensar criticamente sobre o capitalismo e sobre outros ismos, esconjurando o espectro da barbárie.

Litografia 'Beat the Whites with the red wedge!' de El Lissitzky (1920)Litografia 'Beat the Whites with the red wedge!' de El Lissitzky (1920)

Adeus Lenine?
A história dos ideais socialistas é uma história feita de vitórias e derrotas, de esperanças e tragédias, de conquistas e de bloqueios. A evocação do nome do líder soviético - e do conhecido filme de Wolfgang Becker - permite-nos aqui equacionar as heranças políticas e ideológicas que a revolução russa pode suscitar, bem como reimaginar a possibilidade das hipóteses socialistas nos tempos de hoje.

Colonialismo, não passará?
As lutas anticoloniais têm outro nome que não pode ser esquecido: as lutas de libertação nacional. Este jogo de espelhos reflete os lugares de enunciação a partir dos quais se olham e se pensam essas dinâmicas de emancipação que foram decisivas para a história do século XX e para a reimaginação do mundo no nosso século. Nessas lutas de libertação nacional e nas independências que se lhe seguiram estão inscritas muitas das energias criadas e alimentadas pelos ideais do socialismo e da revolução russa. Contudo, hoje em dia, a pergunta sobre se o ciclo colonial já passou adquire novos sentidos face aos desenlaces pós-democráticos e neoliberais que invadem e povoam os horizontes políticos de uma boa parte da humanidade.

Pode a subalterna falar?
Ainda que os ideais emancipatórios propagados pela revolução russa e pelos seus legados tivessem dado atenção à subalternidade das mulheres nas várias esferas da vida, não conseguiram tornar irreversível um imaginário feminista capaz de romper com os múltiplos sexismos que continuam a permear as sociabilidades. Partindo da assunção de que as mulheres não são uma minoria entre outras que têm sido oprimidas e discriminadas, colocar a questão no feminino, tal como é feito, obriga-nos a uma atenção epistemológica sobre todos os sistemas de opressão. Neste sentido, esta é a abordagem feminista que propomos e que, qualquer revolução, de ontem ou de hoje, deveria assumir como sua.

Comissão organizadora
João Rodrigues, Miguel Cardina, Teresa Almeida Cravo e Teresa Cunha

Comissão científica
António Sousa Ribeiro, Boaventura de Sousa Santos, Carlos Fortuna, Catarina Martins, Diana Andringa, Elísio Estanque, Isabel Caldeira, José António Bandeirinha, José Manuel Mendes, José Reis, Licínia Simão, Manuel Carvalho da Silva, Maria Paula Meneses, Nuno Teles, Pedro Hespanha, Rui Bebiano, Sara Araújo, Silvia Rodríguez Maeso e Teresa Maneca Lima

Programa

23.11.2017 | por martalanca | CES, colóquio, Revolução Russa

Augusta Conchiglia Luttes de libération en Angola et enjeux géopolitiques.

Témoignage d’une journaliste et cinéaste dans la guérilla angolaise

Augusta Conchiglia, Moxico. Angola, 1968Augusta Conchiglia, Moxico. Angola, 1968

Quand lun, 20 novembre, 2017  18:30 Jusqu’à 20:00

Fondation Calouste Gulbenkian Paris, Salle de conférences 39 Boulevard de la Tour Maubourg, Paris 

Billets Entrée libre

En 1968, deux ans après l’ouverture du Front Est par le Mouvement populaire de libération de l’Angola, Augusta Conchiglia se rend sur les zones de guérilla et coréalise un documentaire sur la guerre anticoloniale pour la télévision italienne (RAI) dont une version longue sera projetée au festival panafricain d’Alger de 1969. Elle réalisera un deuxième documentaire en 1970. Sa conférence partira de ces expériences pour penser les enjeux géopolitiques de ces luttes.

Cycle d´études interdisciplinaires sur l’Afrique Lusophone, organisé par Maria-Benedita Basto, Agnès Levécot, Olinda Kleiman, Egídia Souto e Irene dos Santos, en partenariat avec l’université Paris Sorbonne/CRIMIC – Centre de recherche sur les mondes ibériques et ibéro-américains contemporains, l’université Sorbonne Nouvelle/CREPAL – Centre de recherches sur les pays lusophones et le Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS).

20.11.2017 | por martalanca | Augusta Conchiglia, Luttes de libération, Maria-Benedita Basto

Caçando Histórias

Com nove anos de existência, o projeto itinerante Caçando Histórias promove espetáculos com atividades lúdicas e narrativas afro-brasileiras para o público infantil. A ideia vem de Kemla Baptista, pedagoga pernambucana que viveu um período no Rio de Janeiro. Kemla é uma equede, nome dado no candomblé ao posto de “zeladora dos orixás”.

As apresentações têm como objetivo difundir a cultura afro-brasileira. O trabalho permite que as crianças tenham contato com obras e contos clássicos de tradições de origem africana. A musicalidade também é desenvolvida por meio da inclusão de ritmos como o samba, o jongo e o maracatu. Após os espetáculos, acontecem atividades em grupos com base em técnicas de arte-terapia e ligadas à dança e expressão corporal.

O projeto começou entre as crianças de axé nas comunidades de terreiro no Rio de Janeiro. Hoje também ocorrem oficinas em escolas, organizações não-governamentais e espaços públicos. Kemla está agora em Pernambuco e nessa nova temporada propõe, por meio dos contos míticos, o encontro das tradições do candomblé Ketu com a tradição Nagô Egbá, tão forte no estado. O local que vai acolher a temporada é o Ilê Axé Orixalá Talabí, terreiro reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), situado no município de Paulista, na região metropolitana de Recife.

17.11.2017 | por martalanca | Caçando Histórias, cultura afro-brasileira

Fazer pela Vida na Estação Seca

No âmbito da semana da Ciência e Tecnologia, o ICS-ULisboa promove a exibição do documentário Fazer pela Vida na Estação Seca (35’, Angola, Reino Unido, Portugal), com a presença da realizadora, Inês Ponte.

A sessão decorrerá na 3ª, 21 Novembro, pelas 18h, no Auditório Sedas Nunes (ICS-ULisboa). O filme será projectado com legendas em português.

Fazer pela Vida na Estação Seca é um documentário realizado no contexto de uma pesquisa de doutoramento em “Social Anthropology with Visual Media”, na Universidade de Manchester. Usando todas as fases de realização de um filme como método de pesquisa, o produto final retrata dois labores numa aldeia de montanha no Sul de Angola durante a estação seca: o usual fazer pela vida, e uma excepcional boneca, a pedido da realizadora.

 

 

16.11.2017 | por martalanca | angola, antropologia, Inês Ponte

“(Des)construção” de Mónica Anapaz, Companhia de Dança Contemporânea de Angola

A Companhia de Dança Contemporânea de Angola realiza este mês de Novembro uma digressão europeia, apresentando-se em Portugal e Espanha com a peça da sua última temporada, “(Des)construção” de Mónica Anapaz.

Sem recursos financeiros para honrar os convites, a direcção da CDC Angola envidou todos os esforços para compensar o trabalho investido pelos seus bailarinos e demais equipa, tendo a agradecer publicamente à TAAG Linhas Aéreas Angolanas, que assegurou as viagens para podermos deslocar-nos e ao banco BFA o apoio que permitirá o tempo de permanência desta companhia no estrangeiro.

Recordamos que esta companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991, é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com dezenas de obras originais e já actuou em diversos países em todos os continentes, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no estrangeiro.

Cabe ainda referir que, passadas várias edições do mesmo, a CDC Angola foi contemplada este ano com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria Dança.

foto de Rui Tavaresfoto de Rui Tavares

Teatro Lethes | Novembro | Faro

Sexta, dia 17 - 19.00

Livro: Máscaras Cokwe: a linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo

Sábado, dia 18 - 21h30

Domingo, dia 19 - 16h00

 

Segunda, dia 20 - 18.30H  

Bertrand Picoas Plaza | Lisboa  

Livro: Máscaras Cokwe: a linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo

Teatro da Comuna | Novembro | Lisboa

Quinta, dia 23 - 21h30

Sexta, dia 24 - 21h30

Sábado, dia 25 - 21h30

Domingo, dia 26 - 17h00

13.11.2017 | por martalanca | Companhia de dança contemporânea de Angola

Unforgettable (you!)

Curated by Inês Valle I opening: 17.NOV | 6 pm17. I Nov. 017 - 19. Jan. 2018

This art Exhibition that focus on how tattoo art can have a impact in someone’s life. As a form of self confidence, identity, an exhibition will present multiple layers of understanding and reflecting about the subject, from modern sex slavery, tribal marks, auto confidence, tattoo&science…etc.

The famous Tattoo Artist Chaim Machlev (Israel) will present an unique video body mapping tattooed.
Joana Choumali (Ivory Coast) with the awarded photo project “Hââbré, the last generation” 
Chibuike Uzoma (Nigeria) with his series of self-portraits
Christophe Beauregard (France) showing for the 1st time in UK his series Pentimento, that was shown this year in Arles Photo Festival and will be at in Paris during Paris Photo.
Also for the 1st time, Survivor’s INK will disclose to the public their archive, that contains more than 100 photos of women that received a tattoo to cover the marks of being trafficked and Statements that reflect the impact of tattoo in their lives ,along to other documents.
Also for the 1st time inside of an Art Space the Documentary: Rebranded: how Survivors Ink is erasing the marks of the US sex trafficking industry “done by Almudena Toral, Annie Kelly and Claudine Spera for the Guardian. 
Projects that will disclose powerful and real stories of human trafficking survivors and how tattoo art can have a bigger purpose in someone’s skin. 
Also, on the 17th November: Survivor’s Ink and human trafficking survivors will be having a conversation at the gallery, disclosing what they do and how their work have been impacting peoples lives. Also the musician Scott McFarnon will perform the music “Crazy Heart” that is inspired in Jennifer’s life as a survivor of human trafficking. 
The Artists and Survivor’s INK will only be in London for 3 days, and I feel that is such an important theme, that unfortunately many people still aren’t aware, and  I would love to reach as many people as possible.

Muse, Christophe BeauregardMuse, Christophe BeauregardDarkness, Christophe BeauregardDarkness, Christophe Beauregard

13.11.2017 | por martalanca | Unforgettable (you!)

Residência ROOTS

O LAC trás de volta a Lagos ROOTS ROOTS é uma residência artística que aborda o tema da escravatura através de uma visão contemporânea, criando novas rotas e fluxos transculturais, através da reflexão da diversidade cultural dos países outrora colonizadores e colonizados e as suas influências na criação de uma miscigenação global e plural, questionando e identificando as raízes desse processo. Partindo da descoberta de um “cemitério” de antigos escravos – tratando-se na realidade de uma “lixeira” com 155 esqueletos amontoados uns sobre os outros no Vale da Gafaria – o LAC decidiu levar a cabo o projeto ROOTS, convidando artistas das artes plásticas, música, dança e performance para, em residência artística,desenvolverem um trabalho que tenha como ponto de partida a realidade esclavagista, sendo estes livres para desenvolverem o seu trabalho, individual ou coletivamente.Artistas Convidados: El Conguito (França), Kwame Sousa (S. Tomé ePríncipe), Mikko Angesleva (Finlândia), Valdemar Doria (S. Tomé ePríncipe), M-PeX (Portugal).

+ infos

09.11.2017 | por martalanca | Residência ROOTS

Fuck it’s too late, de Binelde Hyrcan

Primeira exposição individual do artista Binelde Hyrcan em Portugal. Com curadoria de Ana Cristina Cachola, a exposição fuck it’s too late reúne um conjunto alargado de trabalhos, na sua maioria inéditos e criados entre o atelier do artista em Luanda e a cidade de Lisboa.

Com instalação, pintura, fotografia, vídeo e outros “mambos”, Hyrcan traz até à Balcony toda a “sua banda” – candongueiros, jacarés e artefactos “hidráulicos”, histórias de rua e vozes dos manos e manas que com ele criam economias de afetos na Luanda contemporânea. Entre os novos trabalhos, destaca-se a frase que dá título à exposição - fuck it’s too late, escrita a néon e que Hyrcan quer manter aberta à pontuação de cada visitante.

“fuck it’s too late para que um artista angolano possa enviar uma galinha para o espaço, uma história que só faz sentido se contada por Binelde Hyrcan em discurso directo. Contudo, Fuck is too late  refere também a  ambiguidade latente da ideia de tempo e temporalidades na sua relação com a dimensão sócio-local da economia. Partindo do contexto da Luanda contemporânea, aliás, da ilha de Luanda, onde Hyrcan reside com a sua família, o artista recupera diversas camadas biográficas, configuradas em conversas, visualidade vernácula, e um comércio benigno de afetos e produtos distintos. Hyrcan, que nunca abandona o registo tragicómico, traz à discussão uma economia angolana obliterada do discurso mediático: o comércio local, os candongueiros, as relações pessoais que permeiam as trocas ou as vontades comerciais”, descreve a curadora Ana Cristina Cachola.

Binelde Hyrcan (Luanda, 1982). Vive e trabalha em Luanda. Estudou artes plásticas no Mónaco e a sua produção cruza escultura, pintura, design, vídeo-arte e performance. Os diferentes suportes são os mecanismos utilizados pelo artista para refletir paradoxos e complexidades, de costumes e atitudes político-sociais, criticando, desta forma, estruturas de poder e vaidade humana. O artista tem vindo a desenvolver projetos artísticos em várias cidades por todo o mundo. Das suas exposições individuais, destacam-se a abertura da 2ª Trienal de Luanda - Angola (2016) e No Restriction, II Columbia Gallery, Mónaco (2014). Uma seleção das suas exposições coletivas inclui: How to Live Together, Kunsthalle Vienna - Áustria (2017); Gran Turismo no Centre Pompidou - Paris, França, Capital Debt – Territory – Utopia na Nationalgalerie im Hamburger Bahnhof - Berlin, Alemanha, (2016); 56ª Edição da Bienal de Veneza, artista representante de Angola com o tema, All the World ́s Futures (2015); No Fly Zone, no Museu Berardo - Lisboa, e Transit, na Bienal de São Paulo - Brasil (2013).

A galeria Balcony inaugurou no dia 20 de setembro com a exposição New Work, que até 11 de novembro mantém patente uma seleção de trabalhos dos cinco artistas que inspiraram a criação do projeto, são eles Binelde Hyrcan, DeAlmeida ESilva, Horácio Frutuoso, Nikolai Nekh e Tiago Alexandre. A inauguração da exposição fuck it’s too late, no dia 16 de novembro, insere-se no roteiro das arte do Bairro de Alvalade, com a Galeria Vera Cortês a inaugurar no mesmo dia 2 desenhos, 2 esculturas de José Pedro Croft, a Fundação Leal Rios, a galeria Maisterravalbuena e a nova Uma Lulik, com horários alargados. 

BALCONY CONTEMPORARY ART GALLERY Rua Coronel Bento Roma 12A, Alvalade - Lisboa

17 de novembro de 2017 a 13 de Janeiro de 2018 - Inauguração: 16 de novembro, 22h

www.balcony.pt

06.11.2017 | por martalanca | angola, arte contemporânea, Binelde Hyrcan