residência artística Catchupa Factory – Novos Fotógrafos

A convocatória para a residência artística Catchupa Factory – Novos Fotógrafos, dirigida a fotógrafos e artistas emergentes dos PALOP, termina no próxima dia 20 de Maio. Assim, solicitamos a divulgação desta nota através dos vossos canais e junto de potenciais interessados.

 

Destinatários
Fotógrafos e artistas emergentes dos PALOP que desenvolvam a sua prática autoral no campo da fotografia.
Candidaturas
Envio de portfólio em formato PDF (ficheiro não superior a 10MB), CV e carta de motivação para aoje.cv@gmail.com.
Período de candidatura
2 a 20 de Maio de 2018
Comunicação dos resultados
25 de Maio de 2018
Condições oferecidas a fotógrafos e artistas dos PALOP
50% do valor da viagem internacional (até 500€);
Estadia;
Apoio à alimentação;
Verba para produção.
Condições oferecidas a fotógrafos e artistas de Cabo Verde
Estadia;
Apoio à alimentação;
Verba para produção.
Todos os participantes deverão estar totalmente disponíveis e comprometidos durante os dias de formação, concepção do projecto e apresentação dos resultados.
Mais informações no PDF em anexo ou através do e-mail aoje.cv@gmail.com

 

15.05.2018 | por martalanca | Catchupa Factory – Novos Fotógrafos

Programa DOCTV CPLP - aprovados

Ficou concluída a etapa de seleção de projetos do Programa DOCTV CPLP III. Projectos selecionados: Angola - “ELINGA TEATRO 1988/2008” de Paulo Azevedo Brasil - “Entre a Porta e a Rua” de Rafael Figueiredo Cabo Verde - “Bidon: Nação Ilhéu” de Celeste Fortes Guiné Bissau - “Bijagó o Tesuro Sagrado” de Domingos Sanca Guiné Equatorial - “Ritmo de Ida e Volta” Ngolo Leticia Idabe Makuale Moçambique - ” A experiência de Moçambique na Gestão de mudanças climáticas 2000-2018” de Tânia Machonisse Portugal - ” Margot Dias, uma viagem aos Macondes de Moçambique” de Catarina Alves Costa São Tomé e Príncipe - ” O Estado Crioulo de África” de Teodora de Ceita da Luz Martins Timor Leste - “Música da Resistência” Francisca Maia

12.05.2018 | por martalanca | Programa DOCTV CPLP

Artistas: ARTAFRICA em atualização

CEC-FLUL-Universidade de Lisboa

O website ArtAfrica foi criado em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e está actualmente sob a responsabilidade do CEC-FLUL-Universidade de Lisboa. O site já não é revisto há bastante tempo e é urgente actualizar os dados sobre cada artista, eventos, novos artistas, etc. Pedimos aos artistas e agentes culturais que verifiquem na sua ficha completa o que pode ser actualizado. Se é artista visual afrodescendente ou africano (de países de língua portuguesa) e não consta na lista, envie-nos por favor os seus dados: nota biográfica e informações sobre o seu trabalho artístico com destaque para exposições ou intervenções mais relevantes, imagens de obras devidamente identificadas e qualquer outra informação que considere importante. Informem-nos também de artistas cujo nome e dados não se encontrem no site, de modo a podermos contactá-los e actualizar também a listagem e a base de dados. Toda a informação da base de dados do ARTAFRICA destina-se somente a divulgação artística e cultural.

Agradecemos que toda a informação seja enviada para a equipa do ARTAFRICA: beatrizalmeidapisa@gmail.com, sara.leme13@gmail.com,maria-saraiva@campus.ul.pt

 

 

 

10.05.2018 | por martalanca | artafrica

Modernismo Africano

Nairobi, Ivan BaanNairobi, Ivan Baan

Quando Angola se tornou independente em 1975, já muitos países da África subsaariana tinham conquistado a sua independência há vários anos. A arquitectura moderna dos anos 1960 e 1970 representava a liberdade e a autodeterminação nacional nesses países. Este novo estilo - moderno, futurista e experimental – deve assim ser interpretado como um símbolo pela busca da identidade destas jovens nações.

Em Angola, a arquitectura modernista também era generalizada. Ainda hoje existem inúmeros exemplos de edifícios modernos dos anos 1950 - 1970 de alta qualidade, em Luanda e outras cidades do país. Mas estes edifícios foram construidos por arquitectos portugueses que, durante o regime de Salazar, foram impedidos de alcançar os seus sonhos e os ideais políticos a eles associados, no seu país de origem.

Esta exposição do Goethe-Institut já exibida no Senegal, no Quénia, na África do Sul e em Ruanda foi desenvolvida e curada pelo arquitecto alemão Manuel Herz e apresenta edifícios do Quênia, Gana, Zâmbia, Costa do Marfim e do Senegal.

Entrada livre

Inauguração Quarta-Feira  16.05.2018 às 18.30 horas

de 17.05.2018 a 25.05.2018

Segunda.- Sexta: 12 h – 19 h 

Sábado. 10 h – 13 h

Domingos. e feriados encerrado

Galeria do Banco Económico – Edifício Sede

Rua 1˚ Congresso do MPLA, 8

Ingombota - Luanda

 

08.05.2018 | por martalanca | África subsaariana, Modernismo Africano

Leitura Furiosa na Casa da Achada | 27 de Abril

Dia 27 de Abril, pelas 18h30, vai ser apresentada na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio a obra «Leitura furiosa. Antologia (2000-2016)», uma antologia de textos seleccionados por Luiz Rosas e Regina Guimarães. 

Pretende-se com esta Antologia de textos e ilustrações, seleccionados entre os muitos mais que foram sendo produzidos ao longo de 16 anos no âmbito da Leitura Furiosa em Portugal, tornar mais alargadamente públicos os rastos de encontros singulares entre escritores e pessoas zangadas com a leitura e a sociedade. A Leitura Furiosa nasceu na Association Cardan de Amiens (uma associação dedicada à luta contra a iliteracia) em 1992; chegou a Lisboa, à Associação Abril em Maio, pelas mãos de Luiz Rosas e Eduarda Dionísio no ano 2000 (actualmente realiza-se na Casa da Achada, Centro Mário Dionísio). Tem tido, desde 2007, edições anuais no Porto e vai acontecendo, menos regularmente, noutras cidades portuguesas (Beja, Guimarães). Na presente obra, reunimos os contributos de mais de 60 artistas que, com os seus textos e as suas ilustrações, prestam testemunho das sessões realizadas, entre 2000 e 2016.
A Leitura Furiosa é uma iniciativa anual lançada e apoiada pela Association Cardan, cuja atividade está centrada no combate ao iletrismo. Trata-se de encontros singulares e intensos entre escritores e pequenos grupos compostos por pessoas “zangadas com a leitura”. Neles acontecem diálogos que servem de mote para textos literários a cujo parto os participantes praticamente assistem, ao mesmo tempo que artistas plásticos ilustram livremente (a preto e branco) o seu teor.
A aventura prossegue com um passeio pelas livrarias e desagua numa apresentação pública, durante a qual são dados a conhecer os objetos localmente produzidos, bem como uma seleção dos textos vindos dos outros parceiros envolvidos na Leitura Furiosa. Para essa apresentação, além de todos os participantes e as instituições em parceria, são convidados os autores, os ilustradores, atores e músicos que, em conjunto e quase de improviso, abrilhantam a sessão. 

26.04.2018 | por martalanca | casa da achada, cooperativa outro modo, leitura furiosa

Racismo no país dos brancos costumes

5 de maio, Teatro São Luiz I Lisboa

26.04.2018 | por martalanca | Joana Gorjão Henriques, racismo

METABOLIC RIFTS III

29 de Abril / Teatro Campo Alegre, PortoCuradoria: PROSPECTIONS for Art, Education and Knowledge Production [Alexandra Balona e Sofia Lemos]

A terceira e última assembleia METABOLIC RIFTS questiona protocolos de representação e estratégias de apoio presentes em infraestruturas tecno-culturais, em articulação com a apresentação da performance minor matter (2016) de Ligia Lewis no Festival DDD – Dias da Dança 2018. Perante o exacerbar dos nacionalismos, a crescente autonomia corporativa e das redes de informação, a desregulação laboral e somatização da ansiedade, refletimos sobre a distribuição de energia, matéria e informação do capitalismo em rede, propondo estratégias de atenção diferenciada, de crítica institucional, e éticas de sociabilidade. Com Helena Rickett, Susana Caló, Ligia Lewis e Matteo Pasquinelli.
METABOLIC RIFTS é uma série de eventos organizados por PROSPECTIONS for Art, Education and Knowledge Production, uma assembleia peripatética de investigação em artes visuais e performativas, mobilizada por Alexandra Balona e Sofia Lemos. Ao investigar as ruturas do metabolismo nos sistemas da Terra, ancoradas em torno da lógica da acumulação capitalista e do modo como o raciocínio neoliberal corrompe as suas operações básicas de renovação, a assembleia encoraja abordagens transversais a fenómenos planetários. PROSPECTIONS é apoiado pelo “Criatório” da Câmara Municipal do Porto.

21.04.2018 | por martalanca | Ligia Lewis, METABOLIC RIFTS

Worlds of Cultural Heritage

CALL FOR PAPERS INTERNATIONAL CONFERENCE 7-8 February 2019

Coimbra | Portugal

Worlds of Cultural Heritage(s) aims to contribute to the ongoing international debates about the history and politics of cultural heritage. Addressing the most vital conceptual and methodological critical assessments of the ways in which Cultural Heritage Studies can evolve as a discipline and dialogue with others, the conference aspires to provide a global empirical engagement with the history of its
languages and programs, but also with its place in international agendas.

PROPOSALS SUBMISSION
31 July 2018 - Abstract with c.500 words, which must include a clear demonstration of the relation between the proposal
and the CFP 30 September - End of the selection process (blind peer review) and communication of the results

31 December 2018 - Submission of full draft papers (10-12 pages)

15 January 2019 - Circulation of draft papers

GUIDELINE TOPICS

  • The history of heritage politics and policies: national and international
  • Colonial/post-colonial heritage(s)
  • The globalization of heritage: past, present, future
  • Critical Heritage Studies: challenges and opportunities
  • Heritage, sustainability and development
  • Heritage cultures: genealogies, dynamics, infuences
  • Heritage and tourism
  • The language of heritage: taxonomies and methodologies

SCIENTIFIC COMMITTEE
Ambe Njoh | University of South Florida (keynote)
Laurajane Smith | Australian National University (keynote)
Margarida Calafate Ribeiro | CES & III, University of Coimbra
Miguel Bandeira Jerónimo | CES & III, University of Coimbra
Wallace Chang | University of Hong Kong (keynote)
Walter Rossa | DARQ, CES & III, University of Coimbra

PROGRAMME
Two days: 21 papers and 3 keynote adresses

7 February
09.00 Registration
09.30 Opening Session
10.00 Keynote Conference 1
11.30-13.00 Session 1
13.00-14.30 Lunch
14.30-16.00 Session 2
16.00-17.30 Session 3
17.30-18.00 break
18.00 Keynote Conference 2
20.00 Conference dinner

8 February
09.00-10.30 Session 4
10.30-12.00 Session 5
12.00 Keynote Conference 3
13.30-15.00 Lunch
15.00-16.30 Session 6
16.30-18.00 Session 7
18.00 Concluding remarks

INSCRIPTIONS
e-mail: worldsofheritages@gmail.com
Open at 1 October | Limited to the number of room seats
Till 15 January - €60 to all participants
(except students and professors of Patrimónios)
From 16 January - €90 to all participants
Includes lunch and conference dinner for those who present communications

Contact Info: 

Offered by the University of Coimbra since 2010, Heritages of Portuguese Infuence (patrimonios.pt) is an international doctoral programme since 2012. With an interdisciplinary nature and scope, it studies the cultural heritages of the communities and territories that were infuenced by the Portuguese diasporas, focusing on landscape and language, the cornerstones of living heritages. Mobilizing approaches coming from Architecture, Urbanism, Cultural Studies, Arts and History, it provides a multidisciplinary and multifaceted assessment of heritage as a cultural as well as a political argument and practice, placing its history and its potential as a tool for sustainable development at the
forefront of all enquiries.

ORGANIZED by the PHD PROGRAMME HERITAGES OF PORTUGUESE INFLUENCE
www.patrimonios.pt/

Patrimónios de Influência Portuguesa
Centro de Estudos Sociais
Universidade de Coimbra 
Tel. +351 239 855 570/80
E-mail worldsofheritages@gmail.com
Adress: Colégio da Graça, Rua da Sofia 136
3000-385 Coimbra
Portugal 

Contact Email: worldsofheritages@gmail.com

 URL: http://www.patrimonios.pt

06.04.2018 | por martalanca | Patrimónios de Influência Portuguesa

Moçambique – José Cabral

11 de abril | 18h00 | Camões – Centro Cultural Português em Maputo

A exposição Moçambique – José Cabral, uma apresentação antológica inédita do trabalho do fotógrafo moçambicano José Cabral, resulta de uma parceria entre o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Associação Kulungwana.

Com curadoria de Filipe Branquinho e Alexandre Pomar, a exposição Moçambique- José Cabral reúne um conjunto alargado de fotografias, entre provas de autor e novas impressões, apresentadas em dois espaços da cidade: o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Galeria da Associação Kulungwana, onde a segunda parte deste projeto inaugurará no dia 26 de abril.

A exposição é acompanhada do livro Moçambique – José Cabral, uma edição bilingue (português/inglês) da XYZ Books e da Associação Kulungwana, coordenada por Alexandre Pomar. O livro reúne mais de 100 fotografias de José Cabral e inclui textos do coordenador e de DrewThompson (Estados Unidos da América).

Nas palavras de Alexandre Pomar, «José Cabral é o outro mestre da fotografia moçambicana, localizável entre a dinâmica coletiva interrompida e a nova geração. Um mestre original, irreverente, individualista, indisciplinado. Por vezes revoltado e irascível, o que as suas fotografias não deixam adivinhar, na serenidade dos seus itinerários e na ternura com que olha as pessoas, todas elas, nos seus inúmeros retratos. (…) Fotógrafo culto, informado pela literatura e o convívio literário, viajado, (…) Cabral tem um perfil de exceção e de rutura original e crítico.

A exposição Moçambique – José Cabral conta com o apoio da Brand Lovers, Embaixada da Noruega, Embaixada da Tailândia, Fundação Calouste Gulbenkian, LOGOS, Nuno Lima e PWC. Para mais informação, por favor contactar:

Camões – Centro Cultural Português em Maputo:

Mariana Camarate de Campos - mariana.campos@mne.pt  (+258)21493892

 

Av. Julius Nyerere, nº 720 Maputo

06.04.2018 | por martalanca | fotografia, José Cabral, Moçambique

Encontro "Em defesa da democracia brasileira" | Teatro Capitólio, Lisboa [12 ABR, 18h]

O Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e a Fundação José Saramago (FJS) têm a honra de convidar V. Exa. a participar no encontro“O Futuro das lutas democráticas: Em defesa da democracia brasileira”, que terá lugar no dia 12 de abril, no Teatro Capitólio (Lisboa), às 18h00.

Neste encontro em defesa da democracia brasileira reunir-se-ão representantes políticos do Brasil, Espanha e Portugal, entre os quais Guilherme Boulos eManuela D’Ávila (ambos pré-candidatos à Presidência do Brasil pelo PSOL e PCdoB, respetivamente), Tarso Genro (PT), Cristina Narbona (Presidenta do PSOE), Pablo Iglesias (Secretário-Geral do Podemos), Ana Catarina Mendes(Secretária-Geral adjunta do PS) e Catarina Martins (Coordenadora do Bloco de Esquerda).

A sessão será coordenada por Pilar del Río (FJS) e Boaventura de Sousa Santos (CES).

A entrada é livre e não serão feitas reservas antecipadas de bilhetes.

05.04.2018 | por martalanca | Brasil, CES, democracia

BIENAL 11 O Triângulo Atlântico - Bienal de Artes Visuais do Mercosul

5 DE ABRIL DE 2018
Centro Histórico de Porto Alegre / RS / Brasil
Celebração à Bienal de Artes Visuais do Mercosul
19h30 Palco na Praça da Alfândega
DE 6 DE ABRIL A 3 DE JUNHO DE 2018
www.fundacaobienal.art.br

Sob o título O Triângulo Atlântico, a 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul pretende lançar um olhar sobre o triângulo que, há mais de 500 anos, interliga os destinos da América, da África e da Europa.

Reunindo 70 artistas e coletivos de artistas – além de ações pontuais realizadas em comunidades remanescentes de quilombos localizados nas cidades de Porto Alegre e Pelotas –, a exposição acontece de 06 de abril a 03 de junho de 2018 nos espaços do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Praça da Alfândega e Igreja Nossa Senhora das Dores, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Tendo como base os referenciais históricos elencados durante a preparação da mostra, o projeto curatorial conta com obras e artistas oriundos dos três continentes que compõem o triângulo atlântico. Ao tornar estes artistas os protagonistas de uma exploração das relações de tensão cultural e da interdependência contextual dentro desta triangulação, a exposição procura, entre outras questões, analisar quais são as forças inovadoras que mobilizam a interação entre América, África e Europa.

Dando destaque para a arte africana e afro-brasileira – ambas apresentadas com grande densidade - O Triângulo Atlântico se interessa pelos pontos de contato que propiciam o encontro entre as culturas indígena, europeia e africana que formam um novo amálgama americano.

Oferecendo-se, pois, como uma experiência oportuna de visibilidade, sob a perspectiva artística e cultural da diáspora (termo que define o deslocamento, normalmente forçado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas), a11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul almeja também dar ênfase à reflexão sobre o quanto o êxodo do Atlântico Negro alimentou um vigoroso processo de crioulização, que levou a um intenso trânsito de religiões, idiomas, tecnologias, artes e culturas.

Além disso, ao apontar que a diversidade cultural dos africanos, composta por centenas de grupos étnicos e línguas, demonstrava-se tão plural quanto a indígena, a exposição busca ainda refletir sobre o fato de que mesmo após uma árdua tentativa de apagamento dessas culturas, fenômenos como o sincretismo e a mestiçagem – ainda que sejam reflexo direto da violência histórica – representam uma forma de resistência e enriquecimento cultural.

Sem almejar dar respostas imediatas a questões que se expandem para além dos âmbitos artísticos e culturais, a exposição alinha-se com reflexões dos campos filosóficos, políticos e antropossociais ao considerar que devido a constante influência de outras culturas o transcurso da fusão do triângulo ainda está longe de ser concluído.

Considerando que no campo artístico – como talvez em nenhum outro terreno de reflexão –, diferentes concepções de natureza, tempo e espaço seguem transmudando-se em um sistema altamente dinâmico, a 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul aposta que a arte contemporânea, ao apontar conflitos e distúrbios que surgem no choque entre diversas civilizações e camadas sociais, pode se constituir, além de instância de apresentação de expressões e técnicas artísticas inovadoras, também como um poderoso instrumento de reflexão e crítica – capaz, quiçá, de colocar o dedo nas feridas abertas pelo triângulo atlântico.

05.04.2018 | por martalanca | Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Le « Colonial abyssal » Cycle de projections et de tables-rondes

Boaventura de Sousa Santos nomme le colonial qui revient comme 
« abyssal » : le colonial retourne non seulement aux anciens territoires colonisés, mais il pénètre aussi dans les anciennes métropoles. Ce cycle de projections et de tables-rondes part de ce concept pour interroger ses configurations historiques et actuelles – le système colonial et les luttes d’émancipation anticoloniales, la colonialité des relations de savoir et de pouvoir, les flux migratoires et la problématique des réfugiés. Le cycle rassemble une sélection d’archives coloniales des collections de la Cinémathèque Portugaise, une rétrospective de films anticoloniaux et une série d’œuvres cinématographiques autour de la question migratoire.

'Ocidente', de Ana Vaz'Ocidente', de Ana VazProgramme :
MERCREDI 4 AVRIL / Khiasma
15 rue Chassagnolle, 93260 Les Lilas - Entrée libre
18h30 > Repas convivial
19h30 > Projection de courts-métrages : Ana Vaz, Occidente, 2014 / Filipa César, The Embassy, 2011 / Daniel Barroca, Soldier Playing With Dead Lizard, 2008 / Sylvain George, No Border (Aspettavo Che scendesse la sera), 2005-2008 / Nicolas Klotz et Elisabeth Perceval, Le Gai savoir (fragments d’un film à venir), 2016
21h > Discussion avec Filipa César (via skype), Jonathan Larcher, Sylvain George
22h > Projection : Uma Ficção Inútil (Une fiction inutile), Cheong Kin-Man, 2014 
JEUDI 5 AVRIL / Fondation Calouste Gulbenkian - Délégation en France
(39 boulevard de la Tour-Maubourg, 75007 Paris) - Entrée libre
10h > Introduction
10h30-12h > Session 1 - La littérature et les arts « abyssaux »
Jacinto Lageira, « Vers une esthétique cosmopolitique »
Livia Apa, « Dans l’abîme de la langue commune : littérature et représentation »
Roland Béhar, « Imiter, est-ce être colonisé ? »
Olivier Hadouchi, « Circulation d’images & archives des luttes de libération tricontinentales (Boubacar Adjali, José Massip, Santiago Álvarez…) »
Modération : Catarina Boieiro 
13h30-15h30 > Session 2 - Un cinéma « abyssal »
Maria do Carmo Piçarra, « Mise en Abyme - Violence au “Pays 
Barbare” »
Beatriz Tadeo Fuica, « L’accès au passé : les enjeux des archives filmiques en Amérique latine »
António Pinto Ribeiro, « Images sans territoires: quatre films en discordance »
Maria-Benedita Basto, « Persistance de l’empire dans la société portugaise: cinéma et “archive impériale” ou le retournement, détournement, déplacement d’une caméra épistémique »
Modération : Raquel Schefer
16h > Masterclass de Boaventura de Sousa Santos, « Epistémologies du Sud. La ligne abyssale entre la sociabilité métropolitaine et la sociabilité coloniale »
17h > Projection de films coloniaux et anticoloniaux. Séance programmée par Maria do Carmo Piçarra, suivie d’une discussion en présence de Sarah Maldoror (sous-réserve) et d’Annouchka de Andrade.
Voyage en Angola, Marcel Borle, 1929 
Carnaval en Guinée-Bissau, Sarah Maldoror, 1980 
Fogo, Ile de Feu, Sarah Maldoror, 1977
(Inscription obligatoire : https://gulbenkian.pt/paris/evento/le-colonial-abyssal/)
VENDREDI 6 AVRIL / Studio Luxembourg-Accatone 
(20 rue Cujas, 75005 Paris) 
19h30 > Projection : Casa de Lava (La Maison de lave), Pedro Costa, 1994. En présence d’António Pinto Ribeiro et d’Olivier Schefer.
(Prix unique : 7,50€)
Organisé par Catarina Boieiro et Raquel Schefer.
Partenaires : Fondation Calouste Gulbenkian - Délégation en France ; Instituto Camões / Ambassade du Portugal ; Espace Khiasma ; Studio Luxembourg Accattone ; Cinemateca Portuguesa ; Cinémathèque 
Suisse ; Bibliothèque de la Ville La Chaux-de-Fonds.

04.04.2018 | por martalanca | conferência, Raquel Schefer

Rock in Riot contra a especulação

A Rock in Riot, uma manifestação em tom de festa, pretende demonstrar a discordância “com as políticas e a gestão que os poderes públicos têm feito da cidade” de Lisboa. 

Encontra-se convocada para dia 24 de março uma manifestação, em tom de festa, contra a lógica de gestão que, nos últimos anos, tem sido aplicada na cidade de Lisboa.

Sob o mote “Ocupar a rua, reclamar a Cidade”, o Rock in Riot, nome dado à iniciativa, defende que a modernização da capital tem sido inseparável do seu desenho “enquanto um gigantesco negócio”. Neste processo, segundo o texto de convocatória da ação, espaços “que outrora eram vividos colectivamente” tornaram-se num mero “meio de criar dinheiro”. 

As condições de habitação são apresentadas como um dos exemplos desta tendência, conforme visível no aumento dos seus preços, do número de despejos ou das casas emparedadas. “A habitação deixou de ser o local onde vivemos para se tornar num investimento”, pode ler-se no comunicado. 

A organização do Rock in Riot refere ainda outros problemas inerentes à transformação da cidade num negócio, como a “expulsão das populações mais pobres e marginalizadas do centro”, “a gestão policial dos bairros das periferias” ou ainda “a privatização de ruas, praças, jardins e teatros municipais”. 

O objetivo da iniciativa, nas suas próprias palavras, é demonstrar a discordância “com as políticas e a gestão que os poderes públicos têm feito da cidade e metrópole de Lisboa, nem com o papel que essas políticas nos atribuem. Fazendo uso da rua, afirmamos uma reapropriação da cidade”.

A manifestação irá percorrer a Avenida Almirante Reis, entre a Alameda e o Intendente, encontrando-se prevista, segundo o apelo realizado, a participação de carrinhas alegóricas com DJs e concertos de bandas. 

Tirado do Esquerda.net

20.03.2018 | por martalanca | especulação, Rock in Riot

O único festival de cinema celebrado em simultâneo na Europa e na África faz 15 anos

O ator santomense Ângelo Torres representará a comunidade de atores negros lusófonos no Festival de Cinema Africano de Tarifa-Tânger. 

Madrid 16 de março de 2018. O Festival de Cinema Africano de Tarifa-Tânger (FCAT) comemora 15 anos dando a conhecer as cinematografias do continente africano em Espanha e na América Latina. Através de filmes que falam da cotidianeidade e não só de direitos humanos, o FCAT tem conseguido divulgar a riqueza e a diversidade das realidades africanas do ponto de vista dos próprios cineastas.


Os 15 anos do FCAT foram comemorados na sexta-feria pasada em Madrid, na livraria Ocho y Medio, onde foi apresentada a próxima edição, que terá lugar de 27 de abril a 5 de maio em Tarifa, cidade mais a sul da Espanha, e Tânger, ponto geográfico mais a norte de Marrocos. 14 quilómetros de Mar Mediterrâneo separam estes dois municípios, uma das rotas migratórias mais perigosas e frequentados por africanos que desde a costa marroquina esperam atingir o sonho europeu.  A diretora do festivalMane Cisneros, destacou que o FCAT “realiza o antigo sonho de unir dois continentes através da cultura, tornando-se o único evento cinematográfico transfronteriço e transcontinental celebrado em simultâneo na Europa e na África”.  
A apresentação començou com demonstrações de apoio à comunidade senegalesa em Madrid e com um apelo à calma para que seja respeitada a diversidade de Lavapiés, um bairro multicultural único na Europa. Na quinta-feira passada um cidadão senegalês faleceum de um infarto após um acto de persecução policial que ainda deve ser investigado e esclarecido, segundo Manuela Carmena, presidenta da Câmara Municipal de Madrid.
O presidente da Câmara de Tarifa, Francisco Ruiz Giráldez, para quem a cultura é “a melhor ferramenta” para a união, participou do encontro em Madrid e destacou que “acreditar nas alianças culturais, no atrativo das fronteiras significa investir tempo e recursos”. O politico acrescentou que “quinze anos não são suficientes para mudar dinâmicas, mas são um início para atenuar as fronteiras”. 
Durante a apresentação desvendou-se do cartaz oficial da edición de 2018, que este ano é protagonizado pelo ator espanhol Emilio Buale, que iniciou a sua carreira no âmbito do cinema sob a direção de Imanol Uribe no filme Bwana. A imágem deste ano reivindica a afrodescendência espanhola no cinema, nas artes cénicas e na música, num um cartaz que também simboliza os 15 anos do FCAT e a sua contribuição para a visibilização desta comunidade e do cinema africano em geral. Segundo Mane Cisneros, “O FCAT tornou-se uma escola de especialistas em cinema africano na Espanha”.
De facto, a afrodescendência será o centro de atenção da VI edição da Árvore das Palavras, o espaço de encontro e debate do FCAT, no quadro do Programa ACERCA da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). O festival será o lugar de encontro, de conhecimento, de intercâmbio e de comunicação entre atores e artistas européus de origem africana de países como Portugal, Reino Unido, França, Espanha ou Itália. Entre os convidados, o ator santomense Ângelo Torres  explicará a situação dos atores e realizadores negros em Portugal e no Brasil.

Na Árvore das palavras debater-se-á sobre a complexidade do setor nas suas diferentes realidades e contará com a participação de artistas, e os espectáculos de poesia, teatro e afro-flamenco contemporâneo da artista Yinka Esi Graves (Reino Unido-Nigéria) serão a cereja no bolo deste espaço de reflexão. 
Igualmente, o FCAT anunciou que dedicará uma retrospetiva ao cineasta marroquino Ahmed Bouanani (1938–2011) que, apesar de ter nascido em Casablanca, estudou cinema no Instituto des Hautes Études Cinématographiques (IDHEC) em Paris. Bouanani não só trabalhou como realizador, mas também como editor e roteirista para outros realizadores de Marrocos e, além disso, publicou vários livros de poesia. Esta retrospetiva foi apresentada pela primeira vez no quadro da Berlinale 2017. 
A cantora Biselé, nascida nas Ilhas Canárias de origem equato-guineense e cujo nome artístico foi inspirado na etnia da mãe, encarregou-se de pôr música na apresentação do festival, num concerto acústico onde se escutaram canções com sabor internacional: jazz, flamenco e influências guineenses.
programação completa do FCAT 2018 estará disponível no início do mês de abril.
Cartazes do FCAT
Fotos da apresentação em Madrid 

20.03.2018 | por martalanca | Festival de Cinema Africano de Tarifa-Tânger (FCAT)

Urban Realignments: Ethnographic and Artistic Ventures into Congo’s Cityscapes, conversa com Sammy Baloji e Filip De Boeck

SAMMY BALOJI e FILIP DE BOECK, foto de Dieter TelemansSAMMY BALOJI e FILIP DE BOECK, foto de Dieter TelemansSammy Baloji e Filip De Boeck falarão do seu livro Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016) e da sua exposição Urban Now: City Life in Congo, que estará patente em Lisboa a partir do final de Março (Galeria Av. da Índia).

Sammy Baloji (b. 1978, Lubumbashi, República Democrática do Congo) é um artista visual que vive entre Bruxelas e Lubumbashi. É o co-fundador da Bienal de Lubumbashi, organizada por Picha Asbl. Reconhecido internacionalmente, o trabalho de Baloji tem sido exibido em espaços relevantes, tais como o Musée du Quai Branly, Paris; Muzee, Ostend; the Royal Museum for Central Africa, Tervuren; Museum for African Art, Nova Iorque; WIELS, Bruxelas; Bienal de Arte de Veneza, Veneza; e Documenta 2017, Kassel e Atenas. Publicações recentes incluem Mémoire/Kolwezi (2014), Hunting and Collecting (2016), e Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016, com Filip De Boeck).

Filip De Boeck (b. 1961, Antuérpia, Bélgica) é Professor de Antropologia no Institute for Anthropological Research in Africa (IARA) da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica. As suas publicações incluem Kinshasa: Tales of the Invisible City (2004, com a fotógrafa Marie-Francoise Plissant), e mais recentemente Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016, com Sammy Baloji). De Boeck também realizou Cemetery State (2010), um documentário sobre um cemitério de Kinshasa, e produziu várias exposições. A sua exposição Kinshasa: Imaginary City(2014), co-comissariada com Koen Van Synghel para o pavilhão belga da 9ª Bienal de Arquitectura de Veneza, recebeu um Leão de Ouro.

Em 2016, De Boeck e Baloji apresentaram a exposição Urban Now: City Life in Congo no WIELS Contemporary Art Centre, Bruxelas, em colaboração com a Open Society (Nova Iorque) e The Power Plant (Toronto). A 23 de Março de 2018, a exposição inaugura na Galeria Avenida da Índia/EGEAC (Lisboa).

Data: 24 de Março de 2018

Local: Hangar – Centro de Investigação Artística

Horário: 18:00 – 20:00

Moderação: Ana Balona de Oliveira

Organização:

Ana Balona de Oliveira, Pensando a Partir do Sul: Comparando Histórias Pós-Coloniais e Identidades Diaspóricas através de Práticas e Espaços Artísticos, Transnational Perspectives on Contemporary Art: Identities and Representation, CASt-IHA-FCSH-NOVA e Visual Culture, Migration, Globalization and Decolonization, CITCOM-CEC-FLUL.

Mónica de Miranda, Post-Archive: Politics of Memory, Place and Identity, CITCOM-CEC-FLUL.

Apoio: DG Artes, FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, IHA-FCSH-NOVA, CEC-FLUL.

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URBAN REALIGNMENTS: ETHNOGRAPHIC AND ARTISTIC VENTURES INTO CONGO’S CITYSCAPES

TALK WITH SAMMY BALOJI AND FILIP DE BOECK

Date: March, 24

Venue: Hangar – Artistic Research Centre, Lisbon

Schedule: 6 pm – 8 pm

Sammy Baloji and Filip De Boeck will discuss their book Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016) and their exhibition Urban Now: City Life in Congo, which will be on view in Lisbon from the end of March (Galeria Av. da Índia).

Sammy Baloji (b. 1978 Lubumbashi, Democratic Republic of Congo) is a visual artist based in Brussels and Lubumbashi. He is the co-founder of the Lubumbashi Biennial organized by Picha Asbl. Internationally renowned, Baloji’s work has been exhibited in prestigious venues such as the Musée du Quai Branly, Paris; Muzee, Ostend; the Royal Museum for Central Africa, Tervuren; Museum for African Art, New York; WIELS, Brussels; the Venice Art Biennial, Venice; and Documenta 2017, Kassel and Athens. Recent book publications include Mémoire/Kolwezi (2014), Hunting and Collecting (2016), and Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016, with Filip De Boeck).

Filip De Boeck (b. 1961, Antwerp, Belgium) is Professor of Anthropology at the Institute for Anthropological Research in Africa (IARA) at the Catholic University of Leuven, Belgium. His book publications include Kinshasa: Tales of the Invisible City (2004, with photographer Marie-Françoise Plissart), and most recently Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016, with Sammy Baloji). De Boeck also directed Cemetery State (2010), a documentary about a Kinshasa graveyard, and produced several exhibitions. His exhibition Kinshasa: Imaginary City (2014), co-curated with Koen Van Synghel for the Belgian Pavillion at the 9th Venice Architecture Biennial, was awarded a Golden Lion.

In 2016, De Boeck and Baloji presented the exhibition Urban Now: City Life in Congo at WIELS Contemporary Art Centre, Brussels, in collaboration with the Open Society (New York) and The Power Plant (Toronto). On March 23 2018, the exhibition will open at Galeria Av. da Índia/EGEAC (Lisbon).

Chair: Ana Balona de Oliveira

Organization:

Ana Balona de Oliveira, Thinking from the South: Comparing Post-Colonial Histories and Diasporic Identities through Artistic Practices and Spaces, Transnational Perspectives on Contemporary Art: Identities and Representation, CASt-IHA-FCSH-NOVA and Visual Culture, Migration, Globalization and Decolonization, CITCOM-CEC-FLUL.

Mónica de Miranda, Post-Archive: Politics of Memory, Place and Identity, CITCOM-CEC-FLUL.

Support: DG Artes, FCT – Foundation for Science and Technology, IHA-FCSH-NOVA, CEC-FLUL

08.03.2018 | por martalanca | Filip De Boeck, Sammy Baloji

Equatorial Guinea: Artist Freed from Prison

Officer Admits Superiors Ordered Dubious Charges

 Ramón Esono Ebalé Ramón Esono EbaléAn Equatorial Guinean court on March 7, 2018 released an artist imprisoned on dubious charges for nearly six months, 18 human rights groups said today. The prosecution dropped all charges against Ramón Esono Ebalé, a cartoonist whose work is often critical of the government, at his February 27 trial after the police officer who had accused him of counterfeiting $1,800 of local currency admitted making the accusation based on orders from his superiors.  

“It is a huge relief that the prosecution dropped its charges against Ramon, but they should never have been pressed in the first place,” said Salil Tripathi, chair of PEN International’s Writers-in-Prison Committee. “We urge the authorities to guarantee his safe return to his family, allow him to continue creating his hard-hitting cartoons, and ensure that Equatorial Guinea respects the right to freedom of expression.”

The global #FreeNseRamon coalition, consisting of hundreds of artists, activists, and organizations devoted to protecting artistic freedom, freedom of expression and other human rights, carried out a campaign to direct international attention to his situation.

“Ramon’s release from prison is a testament of the power of collective work of hundreds of artists, concerned citizens, and NGOs,” said Tutu Alicante, director of EG Justice, which promotes human rights in Equatorial Guinea. “But we must not forget that dozens of government opponents who are not as fortunate fill Equatorial Guinea’s jails; thus, the fight against human rights violations and impunity must continue.”

Esono Ebalé, who lives outside of his native Equatorial Guinea, was arrested on September 16, 2017, while visiting the country to request a new passport. Police interrogated him about drawings critical of the government, said two Spanish friends who were arrested and interrogated alongside him and were later released.

But a news report broadcast on a government-owned television channel a few days after the arrest claimed that police had found 1 million Central African francs in the car Esono Ebalé was driving. On December 7, he was formally accused of counterfeiting. The charge sheet alleged that a police officer, acting on a tip, had asked him to exchange large bills and received counterfeit notes in return.  

“Equatorial Guinea’s government has a long record of harassing and persecuting its critics,” said Mausi Segun, Africa director at Human Rights Watch. “Ramon’s release is an important victory against repression.”

At the trial on February 27 in Malabo, Equatorial Guinea’s capital, it became clear that the police officer who had made the accusations had no personal knowledge of Esono Ebalé’s involvement in the alleged crime, according to his lawyer and another person present at the trial. After offering details that conflicted with the official account, the officer admitted that he had acted on orders of his superiors, they said. The prosecution then withdrew the charges.

“We are delighted that Ramón was acquitted and is finally free,” said Angela Quintal,Africa Program Coordinator, Committee to Protect Journalists. “The fact that the state’s main witness recanted, underscores the point that authorities manufactured the charges in the first place. Ramon should never have spent a single day behind bars and we trust that he will not be subjected to any further reprisal.” 

“Now that Ramon has been released, the authorities must launch a thorough and effective investigation into whether the charges against him were fabricated, and ensure that the criminal justice system is no longer misused to target and harass human rights defenders,” said Marta Colomer, Amnesty International’s Campaigner on Equatorial Guinea.

07.03.2018 | por martalanca | Equatorial Guinea, Ramón Esono Ebalé

LIMPAR SANTANA, Quilombo de Santana - campanha

O projecto LIMPAR SANTANA consiste na construção de um sistema de saneamento básico sustentável que garantirá a limpeza das linhas de água do Quilombo de Santana para melhorar o actual nível da qualidade de água de consumo da totalidade das suas habitações.

Avaliada a situação topográfica, geotécnica e geográfica existente, propõe-se utilizar bacias evapotranspiradoras, sistema que permite o tratamento de efluentes através de um filtro natural e da evaporação pela folha de bananeiras; e sistemas de caixas de água biodigestoras que transformam as águas num resíduo utilizável para a agricultura.

Abrir-se-á, ainda, a possibilidade de construção posterior de uma cozinha comunitária certificada, que permitirá introduzir a actual produção alimentar quilombola no circuito de mercado da região, feiras e mercados populares.

O projectos LIMPAR SANTANA é essencial para o desenvolvimento local do quilombo e terá influência directa tanto na qualidade de vida da população, como no fortalecimento da economia local.

SOBRE O PROMOTOR

A associação de moradores do Quilombo de Santana representa a sua população, interna e externamente, e é constituída na sua totalidade por moradores da comunidade.

No ano de 2016, através da participação directa de dois cidadãos próximos em algumas acções da comunidade, Nuno Flores e Thiago Coqueiro, iniciou trabalhos de reabilitação do sistema de saneamento básico de uma casa da comunidade.

Desta acção surgiu uma parceria com a associação de moradores que consiste na construção de um sistema de saneamento básico sustentável que garantirá a limpeza das linhas de água do Quilombo de Santana e, consequentemente, melhorar o actual nível da qualidade de água de consumo da totalidade das habitações.

No caso de não se atingir o objectivo de 7500€, o montante doado incodicionalmente servirá para melhorar a rede de saneamento existente através do mesmo processo, após reavaliação e redesenho dos objectivos do projecto em função do orçamento disponivel.

ORÇAMENTO E PRAZOS

Prazo: 365 dias

Orçamentos:  5354.25 € - construção de sistema de sanemaneto - fossas

1500€ - logística

 

07.03.2018 | por martalanca | Brasil, Limpar Santana, quilombos

Amílcar Cabral: O “Combatente Anónimo” pelos Direitos Fundamentais da Humanidade

Conferência Internacional, Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, Salas Multiusos 3 e 2, Edifício I&D, Piso 4, 1, 2 e 3 de março de 2018

PROGRAMA

1 de MARÇO

9:00h-9:30h – Sessão de abertura

9:30h-10:15h – Conferência inaugural

Julião Soares Sousa – Universidade de Coimbra; Universidade Nova de Lisboa

Amílcar Cabral, a “Justum Bellum” e o Direito (Jus) dos Povos Oprimidos à Solidariedade e à Felicidade

10:15h-10:30h – Coffee break

10:30h-11:30h – Painel I

Helena Wakim Moreno – Universidade de São Paulo

Amílcar Cabral na Casa dos Estudantes do Império: Circulação de Ideias, Atividade Política e Produção Literária

Luciana Bastos – Universidade de Lisboa

Entre Vários Fogos: O Lugar da Ideologia Marxista no Discurso de Amílcar Cabral

11:30h-12:30h – Painel II

Aharon Grassi – University of California

Amílcar Cabral as an Early Engaged Political Ecologist: Relational Studies of Lusophone Land, Production and Capital Circulation, 1948-61

Maria-Benedita Basto – Institut des Mondes Africains

(Título a definir)

12:30h-14:00h – Almoço livre

14:00h-15:00h – Painel III

Suzana Martins – Universidade de Coimbra; Universidade Nova de Lisboa; Escola Superior de Educação de Lisboa 

Amílcar Cabral e a Construção da Unidade Contra o Colonialismo Português

Artemisa Monteiro e Basualdo Gomes – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

Processo de Mobilização para Adesão à Luta Armada do PAIGC 

15:00h-16:00h – Painel IV

Branwen Gruffydd Jones – Cardiff University

The Weapon of Culture: Anticolonial Thought and Practice from Paris and Dakar to Havana and Algiers

Vincenzo Russo – Universidade de Milão

“A Resistência Continua!”: Amílcar Cabral e o Terceiro-Mundismo da Esquerda Italiana

16:00h-16:15h – Coffee break

16:15h-17:00h – Conferência final

Mamadou Kabirou Gano – Université Cheikh Anta Diop

Amílcar Cabral, Anthropologue de la Tension

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 de MARÇO

 

 

9:00h-9:45h – Conferência de abertura

 

Mustafah Dhada – California State University

Amílcar Cabral as an Object of Academic Studies

 

9:45h-11:10hPainel V

 

Luís Carvalho – Universidade Nova de Lisboa

Sofia Pomba Guerra, Uma Mulher Portuguesa na Oposição ao Colonialismo e a Relação de Amílcar Cabral com o Movimento Operário Português 

 

João Manuel Neves – Université Sorbonne Nouvelle-Paris 3

Amílcar Cabral, o Homem: Um Testemunho de Tomás Medeiros 

 

José Augusto Pereira – Universidade Nova de Lisboa

Amílcar Cabral e a Luta de Libertação Nacional nas Ilhas de Cabo Verde na Encruzilhada da(s) Memória(s)

 

11:10h-11:30h – Coffee break

 

11:30h-12:50hPainel VI

 

Frank Gerits – Utrecht University; University of the Free State

Amílcar Cabral, the Diplomat and the PR Threat (1964-1974)

 

Marcos Cardão – Universidade de Lisboa

Amílcar Cabral, PAIGC e os Black Panthers. História de uma Ligação Imaginária

 

Leonor Pires Martins – Universidade Nova de Lisboa

As Pequenas Biografias de Cabral

 

12:50h-14:00h – Almoço livre

 

14:00h-15:20h Painel VII

 

Renata Flavia da Silva – Universidade Federal Fluminense

De Nunga a Himba: A Propósito do Homem Novo

 

Erica Bispo – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro

Cabral Vive: A Permanência do Discurso de Amílcar Cabral na Literatura da Guiné-Bissau

 

Jusciele Oliveira – Universidade do Algarve

”Nossa Inspiração Deve Vir dos Aspectos Positivos da Nossa Sociedade”: Discurso e Memória de Amílcar Cabral nas Representações Cinematográficas de Flora Gomes

 

15:20h-16:00h – Conferência final 

 

Natalia Telepneva – Warwick University

Amilcar Cabral and the Socialist Countries: New Findings 

 

16:00h-16:15h – Coffee break

 

16:15h-17:00h – Filme 

 

Apresentação: Rui Lopes – Universidade Nova de Lisboa

 

Labanta Negro (1966) – Pierro Nelli 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3 de MARÇO

 

9:00h-9:45h – Conferência de abertura

 

Ângela Coutinho – Universidade Nova de Lisboa

Amílcar Cabral e a Participação de Mulheres no Movimento Independentista Liderado pelo PAIGC (1963-1973)

 

9:45h-10:45h – Painel VIII

 

Redy Lima – Universidade Nova de Lisboa; Universidade de Lisboa; Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais

Street Soldjas”: Uma (Re)Leitura do Pensamento de Cabral a Partir das Narrativas dos Jovens em Situação de Marginalidade em Cabo Verde

 

Davidson Gomes e Paulino Canto – Universidade de Cabo Verde

O Legado de Amílcar Cabral Reproduzido em Jovens Líderes Comunitários Cabo-Verdianos

 

10:45h-11:00h – Coffee break

 

11:00h-12:20h – Painel IX

 

Adilson Barbosa A. Neto – Universidade de Cabo Verde 

A Integração Económica dos Estados da África Ocidental na Perspetiva de Amílcar Cabral: O Exemplo da Unidade Guiné-Cabo Verde

 

Sílvia Roque – Universidade de Coimbra; ISCTE-Instituto Universtário de Lisboa 

Amílcar Cabral: Memórias Transgeracionais

 

Paulo Cunha e Catarina Laranjeiro – Universidade de Coimbra

Amílcar Cabral: Representações, Imagem e Memória no Cinema

 

12:20h-14:00h – Almoço livre

 

14:00h-14:30h Painel X

 

José Neves – Universidade Nova de Lisboa

Apresentação do Projecto “Amílcar Cabral, da História Política às Políticas da Memória”

 

14:30h-17:00hMesa Redonda: Fontes e Preservação da Memória de Amílcar Cabral

 

Moderador: António Leão Correia e Silva – Universidade de Cabo Verde

 

Pedro Verona Pires – Fundação Amílcar Cabral

Alfredo Caldeira

Centro de Investigação Para o Desenvolvimento Amílcar Cabral

Leopoldo Amado

21.02.2018 | por martalanca | Amílcar Cabral

Sacro Efabulações em torno de mapas intensivos - Sara Anjo

28 de Fevereiro a 4 de Março - Quarta a Domingo às 21.30

Sacro é uma peça que parte do encontro de cinco artistas num processo de efabulação em torno do mecanismo de caminhada. Com base em processos simbióticos de transformação e mutação, apresentam-se cinco danças que propõem mapear o papel do sacro nesse movimento. Este osso localizado no centro do corpo e com uma forma triangular invertida, funde cinco vértebras chamadas sagradas e une o cóccix, o vestígio de uma cauda animal, ao cérebro, um mapa intensivo.

Foto de Laís PereiraFoto de Laís Pereira

Coreografia Sara Anjo

Criação e interpretação Flora Detraz, Madalena Palmeirim e Sara Anjo

Sonoplastia Artur Pispalhas e Madalena Palmeirim

Música ao vivo Madalena Palmeirim

Desenho de Luz Artur Pispalhas

Cenário Daniel Melim

Figurinos Sara Anjo

Apoio dança e filosofia Ana Mira

Gestão e Consultoria ORGIA

Apoio à residência Devir-Capa, Espaço do Tempo, Fórum Dança, Largo das Residências

Apoio à criação Câmara Municipal de Lisboa, Instituto Camões, Grupo Dançando com a Diferença, Raiz di Polon

Co-produção Negócio-ZDB

Projecto financiado por República Portuguesa-Cultura/Direção-Geral das Artes

Classificação etária: Maiores de 6 anos

Duração: aproximadamente 1h

 

Sara Anjo (Funchal, 1982), trabalha na área da dança sobretudo como bailarina e coreógrafa, explorando práticas meditativas e extáticas, sendo a caminhada uma das principais. Questiona-se permanentemente acerca: do que nos move? Como nos movemos? e para onde nos movemos? Desenvolve ainda o seu trabalho através mapas e partituras que registam as múltiplas direcções e afectividades do corpo. Fez formação em dança pela Academia de Dança Contemporânea, Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras e Arte Contemporânea na Universidade Católica de Lisboa. Concluiu em 2016 mestrado em coreografia pela DasGraduate School em Amesterdão. Anna Halprin, com quem estudou pontualmente em 2010 é uma das suas maiores referências artísticas.Desenvolveu o seu trabalho entre Lisboa, Berlim e Amesterdão. Desenvolveu Ninguém Sabia Contar Aquela História, um espectáculo sobre o feminino (BoxNova CCB 2011). Paisagens Líquidas, uma dança que viaja pelo Lavadouro Público de Carnide  (Teatro do Silêncio 2012). Em Forma de Árvore, um solo de dança extática (Negócio-ZDB 2016).  Participou no projecto Caminhada pela Fronteira Teatro do Silêncio (Teatro do Silêncio 2017). No último ano preparou esta nova peça no contexto do projecto Mapas Intensivos, com o qual ganhou a 1ª edição de Residências Artísticas em Cabo Verde, apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa e o Instituto Camões.

 

Residência de 8 a 27 de Fevereiro de 2018

Apresentações de 28 de Fevereiro a 4 de Março

Entrada: 7,5€

Entrada estudante em grupo: 5€

reservas@zedosbois.org | Tel: 00351 21 343 02 05

 

19.02.2018 | por martalanca | dança, Mapas, Sacro, Sara Anjo

Que Ainda Alguém Nos Invente - Teatro Griot

Francisco VidalFrancisco VidalO espectáculo é um ritual que vacila entre o orgulho e o remorso. Entre o conflito e a confidência fundem-se os papéis de rainha e mulher. Deixa-se de se distinguir quem é quem na glória e na vaidade, pois o atrevimento também é próprio da conquista.Njinga Mbandi invoca os seus mortos numa conversa consigo mesma, fala do que foi e do que poderá nunca ter sido, não esgota o seu transe em estórias reféns do seu tempo. Resistindo sempre, dissimuladamente. Atormentando e perseguindo à vez ora homens ora vontades, as suas e as dos a si entregues, guerreiros, escravos e traidores. Filha, irmã e amante, Njinga terá tempo de contar a sua versão, escusando-se ao logro de um passado forjado, divinizado e imaculado no seu desígnio.

Texto dramático inédito Ricardo P. Silva - encenação Paula Diogo - coreografia Vânia Gala - actores Daniel Martinho, Gio Lourenço, Matamba Joaquim, Zia Soares - espaço cénico e figurinos Mariana Monteiro - materiais cénicos Francisco Vidal - luz Pedro Correia - música original DJ Marfox e DJ N.K. - desenho de som Chullage -assistência de encenação Carlos Alves - fotografia Sofia Berberan - produção executica Urshi Cardoso

Co-produção Teatro GRIOT e Teatro Municipal do Porto

2 Março, 21h30 - Conversa pós-espectáculo com Ana Paula Tavares (historiadora e poetisa)

3 Março,19h00

Teatro Campo Alegre

M/14

1h30 aprox. 

 

RESERVAS E INFORMAÇÕES 

Rua das Estrelas, 4150-762 Porto

Tel. 22 606 30 00 (Seg a Dom: 14h30 – 19h00; 19h30 – 22h30)

Email - bilheteira.tmp@cm-porto.pt

11.02.2018 | por martalanca | teatro griot