"No problems in Africa", onda xenófoba na Africa do Sul

na Cidade do Cabo, Junho 2008

 

bar Kimberleybar KimberleyHow’s it man?, cumprimentam-se os recém-chegados ao bar-hotel Kimberley, centro da Cidade do Cabo. Esta antiga casa de um proprietário de minas de diamantes da zona de Kimberley é hoje ponto de encontro para artistas, professores, anarquistas, corações partidos e ex-combatentes que, entre o special drink, discutem arte, política e cantam as músicas oldschool que o ecrã de TV passa. Entre a convivialidade de bar, jorram insultos, ironias, projectos artísticos e planos de vida. Em alguns, o desânimo e a vontade de sair de uma África do Sul que dá tenebrosos sinais de crise, depois da violência, em Maio (de 2008), contra imigrantes e refugiados; em outros, a necessidade de lutar pela cidade cosmopolita e multicultural, de brancos, negros, mestiços, asiáticos, muçulmanos, judeus, protestantes e católicos que compõem a Cidade do Cabo. Em todos a certeza de que no Kimberley, a qualquer hora do dia, há sempre alguém interessante para conversar.

Entre edifícios vitorianos e experiências recentes de arquitectura, o centro da cidade vive numa sociedade do primeiro mundo onde prima a organização. Com as regras da Commonwealth, os carros à esquerda, a politeness com os turistas, a África do Sul prepara-se para o Mundial de 2010 bem apetrechada de estádios, comboios rápidos e infra-estruturas de turismo (num país banido dos Jogos Olímpicos, por razões políticas, até 1992).

A Cidade do Cabo ainda vive como no slogan para carros dos anos 60 que mostrava a ligeireza da vida de uns poucos sul-africanos: barbecues, rugby, sol, Chevrolet… Porém, fora da África funcional que cuidadosamente afastou a miséria para trás da luz que desce das montanhas com nome de mesa, desalojando os pobres do centro, a realidade é outra. Percebemos o sentimento de Mandela quando, nos anos 40, descobriu o lado negro da exploração na golden city Joanesburgo e entregou a vida à luta política. E agora, nesse mesmo país de Nadine Gordimer e J. M. Coetzee, queimam-se e matam-se africanos ou Kwere kwere - termo pejorativo para “estrangeiros”.

 

Do shebeen para a galeria

Em Gugulethu, que não é um subúrbio problemático nem oferece visitas guiadas a turistas “étnicos” ávidos do “diferente” como acontece no simbólico Soweto, só vivem negros. As casas de zinco e materiais baratos ostentam murais à moda do realismo soviético mas com ídolos jamaicanos e frases de promessas falhadas do Congresso Nacional Africano (ANC): “Um contrato com o povo para criar trabalho e combater a pobreza”.

Ali conhecemos o Gugullective (“gugu”, orgulho na língua xhosa) e o artista curador que o dinamiza, Onati. Por trás do boné rastafari, sobressai o entusiasmo pela criação de um espaço onde, desde 2006, jovens do subúrbio (e uma ou outra americana de alguma ONG) se reúnem para concertos, conversas e exposições. O colectivo, alargado a artistas dos bairros Langa e Khayelitsha, pretende realizar projectos criativos, praticando arte como coesão social nas comunidades, “coisa difícil e negligenciada num quotidiano de crime e de problemas financeiros”, conta Onati. Para tal, foi construído um cubo branco e preto que faz as vezes de galeria no quintal de um bar. Numa exposição colectiva em diálogo com o centro, co-produção com a galeria Blank Projects, desafiou-se a representação pejorativa e inestética dos shebeens, espaços informais de bebida, levando peças de um desses bares, o Mlamli’s shebeen, para uma galeria da cidade. Evocava-se assim a ausência de artistas negros nas galerias e espaços institucionais, aos quais também as estruturas móveis e os residentes de bairros como Khayelitsha e Gugulethu têm pouco acesso.

Onati vai interrompendo a conversa sobre o racismo nos locais de trabalho, sem perder o entusiasmo, para cumprimentar amigos pontuando as palavras com aquele estalo de língua xhosa, uma das nove línguas nativas oficiais praticadas e aprendidas além do inglês ou afrikaans. As etnias são bem demarcadas pela língua. Talvez por isso na África do Sul não se compreenda o facto de angolanos ou moçambicanos falarem entre si em português, a “língua do colono”. Ao lado, uma enorme fila de gente espera vez para pagar a electricidade, comprada a retalhos por dias e zonas da casa: pode-se pagar 10 rands que dá apenas para uma lâmpada, um bocadinho mais já dá para o frigorífico ou para a televisão.

Kiluanji Kia Henda, 2008. New Shipment, photomountage,  130cm x130cm.  Cortesia da Colecção Rui Costa Reis Kiluanji Kia Henda, 2008. New Shipment, photomountage, 130cm x130cm. Cortesia da Colecção Rui Costa Reis

Estrangeiros fora de prazo

Financiada pela fundação suíça Pro Helvetia, que coordena projectos de interacção cultural em vários países da África Austral e no Egipto, a residência artística do angolano Kiluanji Kia Henda insere-se nesta linha de diálogo centro-periferia e culmina na exposição em simultâneo em duas galerias: a Blank Projects e a do bairro Gugulethu. Com um estúdio montado na pitoresca Bo-Kaap, zona originalmente habitada por escravos da Índia, Madagascar e Sri Lanka, Kiluanji fotografa imigrantes.

Agora que crescem interrogações sobre os efeitos das mobilidades e identidades na passagem de regimes opressivos para democracias pós-conflito, não poderia ser mais actual questionar o tratamento dos imigrantes como “produtos perecíveis que, uma vez caducados, retornam ao ponto de origem, enterrados ou incenerados” - são palavras do artista. Já nos anos 90, em Joanesburgo, Kiluanji sentira a sociedade racista, e vive os dias de hoje, na ressaca da explosão de violência contra os estrangeiros, de coração apertado pelos amigos angolanos que acordaram no “gueto” com o cheiro de casas queimadas.

Kiluanji Kia Henda, 2008. Nuclear Barbecue (da série Nuclear Garden of Mr.Young), Cape Town, digital chromogenic print on matt paper, 120cmx188cm.Kiluanji Kia Henda, 2008. Nuclear Barbecue (da série Nuclear Garden of Mr.Young), Cape Town, digital chromogenic print on matt paper, 120cmx188cm.Além do projecto Nuclear Garden of Mr. Young, sobre a proliferação nuclear e os seus usos, Kiluanji imprimiu, em sacos de produtos comerciais que trouxe de Angola, fotografias de imigrantes africanos, como a de um angolano, porteiro numa discoteca após grande temporada de combates, numa das mais sangrentas batalhas das Lundas, e “hoje faz planos de voltar para Angola, pois sente que a sua presença aqui já caducou.” Lamenta que, “num contexto de crise económica e corrupção, a corda rebente sempre para o lado mais fraco, como bode expiatório da miséria do povo. Revolta especialmente por ser na África do Sul, que, na sua História, foi acolhida por imensos países africanos.”

Nação arco-íris

Impossível não pensar na grande ironia que é a África do Sul, a “nação arco-íris” segundo o arcebispo anglicano Desmond Tutu, se transformar no país mais xenófobo da África contemporânea. Lembremos a viagem pelo continente que Nelson Mandela fez em 1961 em busca de solidariedades para a luta anti-“apartheid”, apoiada pelo Botswana, Tanzânia, Gana, Etiópia, Guiné, Serra Leoa, Senegal, Tunísia, Marrocos. Lembremos a Comissão da Verdade e Reconciliação que amnistiou os crimes cometidos durante o “apartheid” para todos poderem permanecer em paz. Que se passa, então?

Os jornais falam de uma grave crise de liderança. A geração que fez a luta - professores, advogados, clérigos - pensou que, com a democracia em 1994, tudo estava ganho e voltou para as suas vidas (muitos são empresários), deixando, eles que têm educação e que são (com os seus filhos) a classe média de hoje, o país entregue à corrupção. “Andou-se a brincar com o fogo”, comenta-se na rua. As estruturas civis são fracas para colmatar a pobreza, a sida, o crime, a falta de alojamento, e a revolta é violenta.

Sucedem-se debates na rádio, nos jornais, apelos à união dos africanos, a vergonha da imagem que o mundo criou de uma África do Sul xenófoba e negrófoba. Mas, por muito que se tente compreender as razões, há toda uma perplexidade, um lado irracional nisto tudo. Uma incapacidade de falar dos problemas uns dos outros, quando são realidades verdadeiramente paralelas que se acotovelam mas nunca se encontram. É recorrente o comentário de que os negros sul-africanos são preguiçosos, que só as mulheres - as mais prejudicadas numa sociedade machista e racista - trabalham e que eles não sabem comunicar por não terem educação. Já o malawiano ou zimbabweano que escolha a África do Sul para viver facilmente arranja trabalho de atendimento ao público: restaurantes, hotéis, táxis, despertando mais confiança nos patrões (e mais permeabilidade à exploração). O desemprego, que ronda os 40 por cento, afecta maioritariamente a população negra, que, em consequência do “apartheid”, ficou para trás profissionalmente e hoje acusa os estrangeiros de lhe roubar trabalho - até os professores de Matemática e Ciências têm de vir do Uganda, Índia e Egipto. Já os estrangeiros, na lógica de “começar tudo de novo” que há nas terras enérgicas de possibilidades, agarram as oportunidades - e são cinco milhões os estrangeiros africanos na África do Sul.

Kiluanji Kia Henda, 2008. Expired Trading Products, mixed media, photography print on woven bag,  120cm x144cm. Cortesia da Colecção Rui Costa Reis Kiluanji Kia Henda, 2008. Expired Trading Products, mixed media, photography print on woven bag, 120cm x144cm. Cortesia da Colecção Rui Costa Reis

Em Campus Bay, praia que mistura águas do Atlântico e Pacífico, perto do Cabo da Boa Esperança, avistam-se gaivotas e crianças loiras, mas também japoneses a tirar fotografias, negros ao estilo MTV, esplanadas de brancos que bebem “cocktails” e batidos. Poderia ser Miami, não fosse ao longe a visão da ilha Robben, onde Mandela esteve anos encarcerado. No areal caminha Spelila, arrastando um cesto e um vestido de panos africanos. Senta-se a mostrar o seu ganha-pão que são tartarugas e hipopótamos feitos com arame e missangas. É zimbabweana, o marido ficou em Harare e ela, apesar do medo da violência física ou de lhe roubarem o pouco que tem, abdicou do campo de refugiados porque não pode deixar de trabalhar para alimentar os cinco filhos e diariamente apanha o autocarro desde Khayelitsha (que, ironicamente, em xhosa quer dizer “a nossa nova casa”), no Cabo Ocidental, para vender naquela praia.

É a persistência dos estrangeiros. Todos os meses chegam 15 mil zimbabweanos à África do Sul, muitos ilegais pela fronteira de Musina, junto do rio Limpopo. Fogem da ditadura, pobreza e, quando são apanhados, voltam para trás e “começam tudo de novo”. O artista Pieter Hugo, cujo trabalho é sempre muito político, apresenta uma série fotográfica sobre a fronteira, “Mesina/Musina”, captando a vida tensa em transição: os que estão de passagem e os habitantes de uma cidade de fronteira, o arame farpado, os tropas, o papelão que se usa para dormir num lugar temporário, a prostituição, os negócios.

De volta à cidade acontece uma manifestação de somalis, o grupo mais atacado na zona do Cabo, que apelam à ONU para os ajudar a sair do país que os ameaça. Queixam-se de que, ao todo, já foram assassinados 472 e as suas lojas saqueadas por uma fúria desesperada que acaba por se prejudicar a si mesma: o leite mais barato no bairro de lata é vendido pelos somalis, e agora eles estão a ir-se embora. Estes pequenos negócios e a experiência dos negociantes criam invejas, porque rapidamente os imigrantes se instalam, abrem um boteco, arranjam produtos muitas vezes não pagando taxas, e em breve alugam uma pequena loja no centro - o que revolta os outros comerciantes.

manifestação de somalismanifestação de somalis

Pan-africanismo: utopia?

Os bairros em redor da Cidade do Cabo não sofreram tanta violência como em Joanesburgo ou Pretória, onde se cometeram as maiores atrocidades humanas em Maio. Certas zonas do país continuam um barril de pólvora. Para onde foi o grito de união daqueles a quem Frantz Fanon (1925-1961), o pensador francês que escreveu sobre a condição do colonizado, chamou Os Condenados da Terra, os “negros”, que não são uma cor em especial (tal como o termo “black” na Inglaterra dos 80 incluía todos de origem não britânica), mas metáfora de uma humanidade oprimida? Que aconteceu à tomada de consciência que provocava a “emoção de ser visto” de que falava Sartre em “Orfeu Negro”, prefácio da Antologia da poesia negra e malgaxe, organizada por Léopold Senghor (1906 -2001), poeta, político e, entre 1960 e 1980, presidente do Senegal? E o desejo de desalienação que os outros escritores da Negritude, como o afro-americano W.B. Dubois e o martinicano Aimé Césaire, cantaram, empenhados em resgatar a auto-estima dos africanos?

Kiluanji Kia Henda, 2008. Some say we are in África, digital chromogenic print on matt paper, 150cm x100cm.Kiluanji Kia Henda, 2008. Some say we are in África, digital chromogenic print on matt paper, 150cm x100cm.

Se em termos económicos e políticos são imensas as contradições dos processos emancipatórios dos países africanos, a reflexão cultural dá pistas para o debate. Estruturas como as bienais de Dacar, Bamako e, recentemente, a Trienal de Luanda, e publicações como “Revue Noire”, “Drum”, “Presence Africaine”, “Transition”, “CoArt News”, “Nka” ou a “Art South Africa” criaram condições para que a discussão da arte africana contemporânea deixasse de ser uma abstracção ou um debate feito pelos outros.

Ntone Edjabe, além de DJ nos bares da Long Street cujas noites de afro-jazz fazem jus à memória de Miriam Makeba, é editor da revista “Chimurenga”, publicação pan-africana com sede no Cabo cujo nome quer dizer “luta contra a injustiça” em zimbabuano. Neste momento constrói um arquivo “on-line” das revistas africanas, culturais e literárias, vivas ou extintas, que tenham sido plataformas para a oposição, ou veículos de publicação de arte, novas escritas e ideias sobre África. Argumenta ao BUALA: “Se o pan-africanismo é uma utopia, estou totalmente imerso nele, não como ideologia exclusiva mas como modo de falar para si sem se desligar de falar com e sobre o mundo”. Quanto aos recentes ataques não tem nada a acrescentar ao que Fanon disse, por isso publicou uma peça do egípcio Hassan Khan, “Read Fanon You Fucking Bastards”.

Para Sue Williamson, artista, crítica de arte e fundadora da revista “Arthrob”, o pan-africanismo é possível. No seu livro Untitled South African Art, contempla o percurso das artes desde o início do movimento de resistência (anos 60) até à vertente mais experimental de hoje. Kendell Geers, Marlene Dumas, Mushekwa Langa, Berni Searle ou William Kentridge são nomes conhecidos no mercado internacional de arte. A autora explica que o fascínio que a arte sul-africana exerce hoje no mundo, depois dos essencialismos das relações de raça, do engajamento com questões sociais, da experimentação e laboratório de relações humanas pós-1994 com o a democracia e o fim do apartheid, não pode ser separado da onda de entusiasmo com a arte da periferia, do “boom” global das artes não-ocidentais, da China, Índia, Brasil ou África.

Com o colonialismo e o “apartheid”, a xenofobia é já um fenómeno com longa história neste país, e a violência não surpreende Sue Williamson, confidencia-nos. “Dada a enorme desigualdade entre os que têm e os que não têm, estar num constante estado de pobreza pode levar à loucura.” Já em 2002 tinha produzido uma série de vídeos, “Better Lives”, que contava histórias das dificuldades dos imigrantes. Também em 2002 o historiador de arte Rory Bester comissariou a exposição multimedia “Kwere Kwere: Journeys into Strangeness” (Kwere kwere, o tal insulto para os estrangeiros). Tratava-se de uma intervenção sobre a crescente violência contra os estrangeiros, a partir de experiências de refugiados e exilados políticos, e incluía trabalhos entre o fotojornalismo e o documentário de artistas como Penny Siopis, David Goldblatt, Paul Wienberg, Santu Mofokeng, Temba Hadabe e Zola Maseko. Algumas imagens foram feitas pelos próprios refugiados do projecto “Roll Back Xenophobia”, questionando precisamente a noção de representação do estranho e do estrangeiro: quem representa quem, quem é silenciado. Como se cria o ‘outro’ numa lógica de exclusão ou inclusão? É tudo uma questão de fronteiras, uma vez mais.

galeria em Woodstock, Cape Towngaleria em Woodstock, Cape Townlong street, Cape Townlong street, Cape Town

As galerias programam fazer as suas inaugurações em simultâneo. E é nessa correria entre espaços que vamos parar à Goodman Gallery, uma das mais antigas que agora se instalou em Woodstock, seguindo o êxodo de outras do centro para aquela zona industrial da cidade. Aí tem lugar a exposição “Power Play” que reúne artistas consagrados e emergentes que “brincam”, com propósitos sérios ou subversivos, com questões ideológicas, religiosas e ambiguidades culturais. Entre outras peças, há serigrafias de Moshekwa Langa sobre as relações entre desejo e sexualidade, migrações e tráfico, desporto e arte. Imagens de muçulmanos a rezar e fardados a beber Coca-Cola poderia ser um anúncio de publicidade mas é uma das fotografias dos gémeos Hasan and Husain Essop que trabalham as oposições entre crenças e sistemas culturais, entre políticas do espaço público na Cidade do Cabo e conflitos globais, pela perspectiva da juventude muçulmana. Um trabalho do artista zimbabweano Dan Halter é tão minúsculo que só à lupa pode ser visto: um bago de milho com a inscrição “só com a barriga cheia se pode pensar em arte”, na linha da sua habitual reflexão sobre a crise de poder que precipitou a fome e a migração maciça de zimbabweanos.

Os trabalhos reflectem preocupações do mundo político, mas o mais comum na nova geração é a abordagem irónica pós-moderna que anuncia um certo cansaço com o problema de conviviabilidade e, sobretudo, com a questão da raça, preferindo deixar a História de lado para olhar o presente e futuro. Um crítico de arte sul-africano, Andrey Lamprecht, dizia numa conferência na Trienal de Luanda em 2006 que, para esta geração, “já não há um edifício enorme a ser destruído e as batalhas têm de ser individuais”. O que é um novo tipo de intervenção - “more refreshing”, adjectivo que muito se ouve por lá. Optimista, talvez. Entretanto volta-se ao bar para mais uma conversa e o último projecto que de lá sai é da autoria de Ed Young, que fundou com amigos o colectivo Happy Artists. Chama-se “No problems in Africa”. Esperamos para ver como resolverão este grande problema. 

 

artigo originalmente publicado no Ipsilon, Público, Junho 2008

por Marta Lança
Vou lá visitar | 27 Abril 2011 | Africa do Sul, kiluanji kia henda, panafricanismo, Pieter Hugo, xenofobia