Mamadou Ba, OBRIGADA/O!

Mamadou Ba, OBRIGADA/O! Estes últimos acontecimentos, que põem a nu o sistema racista em que vivemos através do comportamento das forças policiais, da violência naturalizada sobre pessoas negras, jovens, homens e mulheres, e da impunidade permanente de tais actos, chega ao nível do intolerável.

Mukanda

23.01.2019 | por vários

Carta do Bailundo para a Jamaica: amor em tempos de ódio

Carta do Bailundo para a Jamaica: amor em tempos de ódio “Jamaica, Jamaica, veio só mostrar que a situação está bem malaica, depois de anos na miséria, foi preciso surra da bofia para nos levarem à séria. Racismo no café, no MNE e no SME Não não casos isolados como dizem os deputados que vetam fazer um censo racial para mostrar em números reais o que está mal, Discriminação, habitação e violência policial”

Cidade

23.01.2019 | por Sílvia Norte

(RE)MEMBERING / (FOR)GETTING de Rita GT

(RE)MEMBERING / (FOR)GETTING de Rita GT No centro de todos os poderes imperialistas, Portugal incluído, existiu sempre uma incrível habilidade para esquecer, uma fábrica incrível de esquecimento. A tarefa dos artistas, escritores e pensadores é de analisar este processo de ‘lembrar e esquecer’.

Vou lá visitar

22.01.2019 | por George Shire

A continuação da África através das mobilidades de Sotigui Kouyaté e Maud Robart

A continuação da África através das mobilidades de Sotigui Kouyaté e Maud Robart pretendemos abrir possibilidades de reflexões em torno das mobilidades de artistas africanos e afrodescendentes em contextos artísticos da Europa e das Américas. Nestas mobilidades serão considerados as pressões sociopolíticos que dispararam seus movimentos intercontinentais, considerando também o efeito de movência dessa agência impactando os sistemas culturais que carregavam a partir de suas ligações de nascença com fontes de tradição que os conformavam como herdeiros de matrizes culturais sólidas, antes mesmo de suas definições como artistas, dentro da visão comum de leitura do Ocidente.

Palcos

22.01.2019 | por Luciano Mendes de Jesus

Entenda as referências de APES**T, videoclipe da Beyoncé e Jay-Z

Entenda as referências de APES**T, videoclipe da Beyoncé e Jay-Z Apeshit, uma gíria americana que possui conotação racista e cuja denotação é no sentido de “furioso, louco e/ou selvagem”. Seja com a intenção de ressignificar a palavra ou ironizar seu sentido, eles literalmente FECHARAM O LOUVRE. The Carters conseguiram fazer de Apes**t uma obra de arte em si, que conversa com o presente, afronta o passado e nos mostra o futuro por um novo ângulo.

Palcos

22.01.2019 | por Ticiane Vitória

Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos

Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos A actual geração de activistas, que já nasceu em Portugal ou cá cresceu, coloca novas questões na agenda do movimento negro feminino em Portugal. Recuamos no tempo... recuamos séculos... falta contar esta história.

A ler

21.01.2019 | por Cristina Roldão

Ancestralidade, da exposição Contar Áfricas

Ancestralidade, da exposição Contar Áfricas As máscaras Cihongo, representam um espírito ancestral masculino, que providencia riqueza, prosperidade e saúde às comunidades, quando devidamente evocado e cultuado nos rituais iniciáticos dos filhos de chefes Tshokwe, para legitimar e confirmar a natureza e origem divina do seu poder.

Cara a cara

21.01.2019 | por Ana Isabel Palma Santos

Mais um dia de vida: memorialização do jornalista, esquecimento de Angola

Mais um dia de vida: memorialização do jornalista, esquecimento de Angola Em Mais um Dia de Vida, encontramos uma estética hollywoodesca, de construção e celebração do herói Kapuscinski. Terá a mais valia de dar a conhecer a outros públicos (em particular ao mais jovem, pelo estilo de filme de ação) o xadrez político regional e internacional que se jogava em Angola. Porém, ao centrar a narrativa de forma tão redutora na figura do ‘herói jornalista’, o filme não responde à evocação de Carlota, ficando suspenso num jogo dúbio de uso (e abuso) da memória e do esquecimento.

Afroscreen

21.01.2019 | por Hélia Santos

Cara Fabiana, cara Denise,

Cara Fabiana, cara Denise, Fazia sentido focar numa dança que se originou no contexto colonial, através de um processo de troca e influência acomodado por um sensível engajamento físico, mas também dentro de um sistema de exploração global e local. Lundu é uma dança de sedução e prazer que se desenvolveu devido ao intercâmbio entre africanos, espanhóis e portugueses no Brasil dos séculos XVII e XVIII.

Palcos

16.01.2019 | por Camila Sposati e Falke Pisano

Aquilo que existe nos museus e nos arquivos pode ser dito de outra maneira, conversa com António Camões Gouveia

Aquilo que existe nos museus e nos arquivos pode ser dito de outra maneira, conversa com António Camões Gouveia É uma exposição muito aberta. Passa por uma chamada de atenção sobre os tesouros, no sentido da acepção da palavra, de África. Por isso museologicamente cada peça assume uma unidade. Não é uma exposição de totalidade, mas de casos individuais: são 41 peças, 41 curadores, 41 palavras e nunca as quisemos mexer ou misturar. A ideia é que se possa contar e não dizer África, recuperar o que já se traz, o que se sabe e não se sabe e poder, não tanto “acrescentar um ponto” mas “rever um ponto”.

Vou lá visitar

14.01.2019 | por Marta Lança

Luta ca caba inda: do arquivo ao fragmento

Luta ca caba inda: do arquivo ao fragmento Este livro traz-nos, pois, o registo escrito de um processo de resgate e releitura de um tempo que surge vivo na exata medida em que a sua dimensão de ruína envolve o cuidado para que se recuperem os fragmentos existentes e, simultaneamente, um exercício hermenêutico que os torna visíveis e contemporâneos.

Afroscreen

13.01.2019 | por Miguel Cardina

Do nomadismo

Do nomadismo Os nómadas podem ser entendidos em diversos contextos, nómadas na acepção antropológica, nómadas como um novo conceito na filosofia e nómadas como um conceito real e metafórico para novas práticas artísticas, tanto no sentido real como metafórico. Na acepção real refere-se à arte existente entre os povos nómadas, ao passo que o uso metafórico diz respeito à apropriação do nomadismo em novas criações artísticas e teatrais.

A ler

11.01.2019 | por Knut OveArntzen

"E manda ainda o Senhor Deus pretos a este mundo"

"E manda ainda o Senhor Deus pretos a este mundo" Relatórios da administração colonial que denunciam "o bafio da escravatura" e uma diplomacia que tenta negar as acusações internacionais e adiar ao máximo a mudança: Portugal e a Questão do Trabalho Forçado, de José Pedro Monteiro, é um testemunho poderoso sobre o ocaso do Império português.

Cara a cara

08.01.2019 | por Fernanda Câncio

As origens do movimento negro e da luta antirracista em Portugal no século XX: a geração de 1911-1933

As origens do movimento negro e da luta antirracista em Portugal no século XX: a geração de 1911-1933 Entre 1911 e 1933 surgiu um movimento negro no país, directamente influenciada pelo pan-africanismo, que lutou contra o racismo e iniciou um processo de contestação embrionária à opressão colonial. Entre a Primeira República e o Estado Novo, esta geração vai fundar diversos títulos de imprensa e várias organizações em Lisboa.

Mukanda

08.01.2019 | por Pedro Varela e José Pereira

Fórum Humboldt ou Fórum de Benim?

Fórum Humboldt ou Fórum de Benim? É indesmentível que o ano de 2018 não só conheceu avanços consideráveis no debate como assistiu a tomadas de posição políticas de uma clareza pouco usual. O caso alemão é, neste particular, um dos mais interessantes.

A ler

05.01.2019 | por António Sousa Ribeiro

Três comentários ao filme Enjoy Poverty, de Renzo Martens

Três comentários ao filme Enjoy Poverty, de Renzo Martens Durante dois anos, o artista holandês, qual Conrad, viaja pelo profundo Congo, ferida aberta do xadrez de interesses em mais uma das suas guerras civis. De câmara à mão, foi escarafunchar na indústria da pobreza que beneficia tanta gente à excepção dos pobres: empresas que enriquecem à custa dos recursos que os pobres não podem reivindicar, o ouro e coltan, ong’s que empregam os jovens sem trabalho na Europa, os media que vendem essas imagens e os especialistas em resolução de conflitos. Vimos o filme em tempos diferentes e juntamos aqui os nossos comentários.

Afroscreen

05.01.2019 | por Ricardo Falcão, Marta Lança e Joana Areosa Feio

O Tempo das Huacas

O Tempo das Huacas Apesar do papel social dos museus ter um crescente escrutínio público, muitos museus europeus de arqueologia e etnografia continuam a deter nas suas colecções objectos de outras culturas adquiridos em contextos coloniais e imperiais, em situações de desigualdade entre os coleccionadores, investigadores ou curiosos europeus e as comunidades locais. Esta é uma história com quase dois séculos.

A ler

04.01.2019 | por Filipa Cordeiro e Rui Mourão

Mudanças na percepção do kuduro

Mudanças na percepção do kuduro O kuduro em Angola é intervenção urbana e social. Além da música e dança tão potentes que não deixam ninguém indiferente, é “forma” de contar uma estória. Se repararmos na questão linguística, a linguagem kudurista reveste-se de grande criatividade, absorve qualquer gesto do quotidiano, ironias e falas de rua, inventando até idiolectos como o "burguês", performatizando uma certa loucura da vida urbana.

Palcos

02.01.2019 | por Marta Lança

A restituição das obras: um passo decisivo no processo de descolonização

A restituição das obras: um passo decisivo no processo de descolonização Nas duas últimas décadas têm vindo a irromper no campo artístico obras e discursos que vêm sinalizando a urgência de questionar a presença do património artístico e cultural dos africanos, asiáticos e latino-americanos na Europa, problematizando e apelando para o fim deste “exílio forçado” como o designou um historiador senegalês, que representava o Ministro da Cultura do Senegal, Abdou Latif Coulibaly, no colóquio “Sharing Past and Future – Strengthening African-European Connections”, realizado no passado mês de Setembro, em Bruxelas, e organizado pelo AfricaMuseum e pelo Egmont – Royal Institute for International Relations.

A ler

23.12.2018 | por António Pinto Ribeiro e Margarida Calafate Ribeiro

Uma implosiva geografia exílica

Uma implosiva geografia exílica O que escreve Djaimilia Pereira de Almeida pode entender-se como poderosa ferramenta de transformação da visão da paisagem humana portuguesa, não se rasurando - antes reunindo-os um curativa convivência - os fragmentos dolorosos de uma história feita de frustrações e desilusões , de fracturas e distanciamentos e de ambíguos sentimentos.

A ler

21.12.2018 | por Inocência Mata