Entre 27 e 29 de Junho, o ISCTE-IUL irá a acolher a quinta Conferência Europeia de Estudos Africanos. Paralelamente aos painéis temáticos haverá uma mostra de cinema africano, o ECAScreenings, e uma mesa-redonda, The State of the Art: African Contemporary Cinema in Focus. BUALA colabora com o ECAScreenings e inicia hoje a publicação de artigos sobre o cinema africano.
ECAScreenings 1: Entrevista com Manthia Diawara professor de Estudos Africanos e literatura comparada da New York University (NYU) e realizador dos documentários: Sembéne: The Making of African Cinema (1994), Rouch in Reverse (1995), In Search of Africa (1997), Bamako Sigi-Kan (2002) e Conakry Kas (2003), Who’s Afraid of Ngugi? (2006), Masion Tropicale (2008).
Afroscreen
15.05.2013 | por João G. Rapazote
A forma com que determinado instrumento é construído tem em atenção algumas limitações anatómicas e fisiológicas do indivíduo.
Os materiais usados para conceber alguns instrumentos têm em conta razões de ordem acústica e prática, como por exemplo a forma e tamanho da mão do executante.
Os instrumentos classificam-se em algumas categorias e sub-categorias.
Mukanda
07.05.2013 | por Soraia Simões
Neste livro apresentam-se e complexificam-se os conceitos de lusofonia e “espaço lusófono” tendo em conta a história colonial, identidades locais e diáspora. Todos os artigos estão orientados para o entendimento da questão da juventude a partir de sua diversidade, em oposição à sua homogeneização, e todos confluem também para ressaltar o protagonismo juvenil nas diferentes modalidades.
Palcos
02.05.2013 | por Rosana Martins
A compreensão dos hábitos de morar dá pistas acerca do meio físico e da organização social: a divisão dos cômodos da casa, ao separarem, por exemplo, servos de senhores ou homens de mulheres, indicam a construção hierárquica de uma dada sociedade. Assim como a pedra, o barro, a madeira, os vãos (muitos ou poucos), estão em acordo com o clima e a disponibilidade de material em cada região do globo terrestre.
Cidade
02.05.2013 | por Andréia Moassab
Em Cabo Verde vive-se, actualmente num contexto que insiste em cristalizar discursos e pertenças heterossexuais, dando protagonismo a corpos masculinos legitimadores daquele projecto patriarcal e machista. Muitos, inquietados com o olhar sentenciador e/ou aprovador, dos outros, rendidos à normatividade social, vivem na clandestinidade dos corpos, fechando-se para dentro de si.
Contudo os quadros normativos muitas vezes acabam por desencadear contestações. Encontramos corpos, Outros, que assumem o desafio de uma participação não passiva. Sujeitos a um corpo sem voz, sujeitos de um corpo voz.
Corpo
30.04.2013 | por Celeste Fortes e Rita Rainho
Perguntávamos a um moçambicano albino se tinha alguma anedota sobre portugueses, riu-se, chegou um português aqui a Maputo e surpreendido com tudo isto perguntou a um moçambicano com um ar simpático e bem parecido como se chamavam os filhos da puta em Moçambique, meu senhor, nós não os chamamos, eles é que vêm sozinhos de Lisboa. E lá estávamos nós, dois filhos da puta em Maputo 38 anos depois da independência 20 anos depois da guerra civil, a velha bêbada aos berros, os olhos dela raiavam sangue e miséria, dá-me um mulato, dá me um mulato ou dinheiro meu filho da puta.
A ler
24.04.2013 | por João Maria Gusmao + Pedro Paiva
Directamente da Lama é o primeiro single do Rapper e Poeta conhecido pelas “leads” do Mercado HiPHop e de outras áreas por Mano António, o integrante do colectivo Jazzmática (JM).
Palcos
23.04.2013 | por Faradai e Chrisguy Oliveira
Sofia vive isolada num velho apartamento de família onde até o pó parece ser preservado. A pedido da sua mãe chega Mariama, uma jovem guineense, para ajudar a cuidar da casa e do seu filho. Mas onde está este filho que nunca vemos?
Bobô, irmã mais nova de Mariama, vai despertar em Sofia uma vontade de sair do casulo. Atrás do seu sorriso confiante, Mariama atormenta-se com a ameaça da mutilação genital feminina a que Bobô está prestes a ser submetida...
O encontro entre Sofia e Mariama fá-las confrontarem-se com os seus fantasmas.
Afroscreen
20.04.2013 | por Inês Oliveira
On Safari conta as suas peripécias com os animais. Armand Denis era de certa forma um mágico do improviso, pois inventou muitas técnicas de filmagem e tornou-se um ativista pelos direitos dos animais e contra a caça, defendendo um mundo que já estava na altura em vias de extinção.
Considero também que a minha implicação física no filme é importante, para resgatar e confrontar de certa forma a invasão de que falava. Assim, enquanto não obtenho o apoio financeiro necessário à sua realização, tenho-me vestido com um fato de tigre em alguns lugares da cidade, em performances de curta duração: pendurei-me numa árvore em super8, fiz dupla com um homem-estátua para os turistas, passeei de gaivota no jardim zoológico, fui esquiar com um macaco nos Alpes, entre outras coisas.
Corpo
18.04.2013 | por Rita Brás
A procura do buraco
a procura do branco
a procura do banco
Sentada, branca, lívida, caída no buraco.
De manhã a vida tranquila
de manhã o café preto,
a sensação de ingerir preto numa sensação de manhã,
de cócoras, agachada na casa-de-banho
de manhã ou de pé, lívida, fazendo uma torrada
de manhã ou de perfil, olhando o espelho
Corpo
18.04.2013 | por Rita Natálio
O meu corpo não está à venda, o meu corpo está vivo. O meu corpo partilha-se, troca-se, empresta-se e até se dá por uma boa causa. O meu corpo está frio. O meu corpo está quente. O meu corpo precisa de martelada, de cair à bruta ou de cair facilmente nas mãos de um monstro. O meu corpo não é meu.
Corpo
18.04.2013 | por Rita Natálio
O presente artigo lança o desafio de desconstruir as perceções e os discursos poéticos mais expressivos projetados sobre o corpo feminino e a sexualidade nas narrativas poéticas guineenses tomando em consideração quatro dimensões analíticas: a) “repressão e controlo social do corpo feminino”; b) “erotismo singelo”; c) “celebração orgásmica do corpo feminino”; d) “descolonização e desmasculinização do corpo e da sexualidade feminina”.
Corpo
14.04.2013 | por Miguel de Barros
A forma particular, histórica, como aparece a regulação das posições de gênero em Moçambique, não dissimula, é óbvio, o caráter estrutural das disposições simbólicas que são necessárias para produzir a sujeição/subjetificação de um sujeito dispersivo e heteróclito que chamaríamos “a mulher”. Desse modo, ampla engenharia social e todo o poder das disposições simbólicas, e da violência, foram mobilizados para reconformar/reconhecer a mulher como um sujeito (assujeitado) no interior das estruturas em transformação do Estado em construção.
Corpo
09.04.2013 | por Osmundo Pinho