29 de outubro de 1936: chegam ao Tarrafal os primeiros presos políticos

29 de outubro de 1936: chegam ao Tarrafal os primeiros presos políticos Esta prisão chama-se ‘frigideira’. A luz e o ar entram através de três buracos feitos na pesada porta de ferro e por um pequeno rectângulo, aberto junto ao tecto. Durante o dia, o sol quente dos trópicos aquece as portas e as paredes deste pequeno túmulo. O ar aquece lá dentro. O calor torna-se insuportável. Os presos despem-se, mas o calor não deixa de os torturar. Dos seus corpos cansados cai o suor em bica. Se são muitos, condensam-se no tecto gotas de água, e quando caem, longe de serem um alívio, são uma tortura. (…) De noite, os mosquitos vêm. Da picada do mosquito surge a febre, da febre vem a morte pela biliosa e pela perniciosa. Não são raros os casos de presos levados dali em braços ou amparados.

A ler

30.10.2020 | por Mariana Carneiro

Não Podemos Todos Morrer na Cama

Não Podemos Todos Morrer na Cama O texto que se segue é escrito aquando a morte de Pasolini e no seguimento de uma mais abrangente discussão sobre a natureza do assassinato. Pela a importância actual da crítica feroz que faz ao processo de assimilação, higienização, e mesmidade da homossexualidade tardia — um processo que só 30 anos depois tomaria o nome de ‘homonormatividade’ —decidimos publicar a sua tradução.

Corpo

13.10.2020 | por Guy Hocquenghem

Chega de ódio, pela democracia no Brasil e no mundo

Chega de ódio, pela democracia no Brasil e no mundo Não se trata de mais um acto eleitoral, assistimos ao sintoma de uma preocupante escalada de forças e movimentos de extrema-direita no mundo. Lançamos por isso um alerta para o sério risco de retrocessos sociais, ecológicos, políticos e humanos, que estão em jogo nas eleições brasileiras.

Mukanda

15.10.2018 | por vários