Maio Doc - Ciclo de Cinema Documental

De 1 a 7 de Dezembro 

Enquadrado num futuro simpósio que pretende impulsionar uma reflexão sobre os processos do colonialismo português, o Maio Doc vem trazer visualidades e distintas abordagens ao debate sobre este grande capítulo da história de África e da Europa. A seleção de filmes tem como denominador comum o âmbito colonial mas expande-se para assuntos ligados aos processos de contacto, de ocupação, de violência, às relações germinadas por este nó da história que se impregnou no nosso quotidiano. 

Em Portugal tornou-se senso-comum branquear a História ou naturalizar a violência, repetindo narrativas fundadoras de uma certa ideia de Portugal (o país dos Descobrimentos, do colonialismo brando, da lusofonia, etc) que, felizmente tem sido disputadas, debatidas e desconstruídas, por exemplo lembrando os aspetos trágicos da expansão ultramarina, como a escravatura e a devastação de culturas e de recursos, os danos do colonialismo mais recente e o processo de descolonização. Por mais vozes críticas que existam, desde sempre mas agora com mais vigor no debate público, as histórias atenuadoras, revestidas de feitos gloriosos de um povo aventureiro, muitas vezes capitalizadas para o turismo, continuam a não permitir pensar a fundo o impacto de tudo isto.

As consequências das continuidades da ampla e violenta história colonial portuguesa, sobretudo o racismo que incide sobre a população negra e cigana, são relativizadas e inclusive negadas. No entanto, p espaço para debater e agir em torno da descolonização da sociedade portuguesa e das cidades está em curso. As vozes pós-coloniais (num sentido alargado que integra vários momentos e teorias) e anti-racistas têm-se fortalecido na arte, na academia e no debate público, como resultado do persistente trabalho de coletivos, de iniciativas institucionais ou independentes mas, sobretudo, por parte do activismo de sujeitos racializados
O passado inscreve-se no imaginário colectivo frequentemente regido por poderes públicos e sustentado pelos meios de comunicação e de transmissão. Ou seja, o passado é selecionado e reinterpretado segundo as sensibilidades culturais, as interrogações éticas e as conveniências políticas do presente, transformando-se em memória coletiva. Assim, os debates em torno da memória são tensos, porque ligados aos anseios da atualidade, às expectativas do futuro e ao desvelar de histórias memorizadas ou silenciadas. 

Como escreve o filósofo camaronês Achille Mbembe em Brutalisme “o dever de restituição e de reparação [são] os primeiros passos para uma verdadeira justiça planetária”. Assim, propomos estes filmes para acrescentar pontos de vista às ramificações da memória colonial ao debate a partir de Cabo Verde. MOIA, último filme que Ruy Duarte de Carvalho fez, filmado em Cabo Verde, “é uma indagação dos traços de uma crioulidade sedimentada numa dinâmica africana, atlântica e lusófona.” Passamos pelo Independência, da promissora Geração 80 de Angola, que conta entre tantos testemunhos a dificuldade e conquistas da luta anti-colonial. A arte que faz mal à vista interpela a estátua de Padre António Vieira, erguida em Lisboa em 2017, inscrevendo-se no intenso debate sobre monumentos e memorialística imperial.

O realizador belga Matthias De Groof problematiza, em Palimpseste du Musée d’Afrique, a tentativa de descolonizar um símbolo colonial por excelência: o Museu Real da África Central, em Tervuren, Bélgica, que inaugurou como AfricaMuseum em 2018 após cinco anos em remodelações. Em A Story for Africa Billy Woodberry anima, numa narrativa sonora e visual, o arquivo fotográfico destinado a comprovar a conquista do território Cuamata, através da trágica história do soba Calipalula, essencial ao desenrolar desta campanha de pacificação do início do século XX que parecem imagens do século XVII. Vamos ainda aos tempos pós-independência com o filme Yvone Kane, de Margarida Cardoso, onde a figura de uma ex-guerrilheira e ativistade grande determinação é pretexto para se indagar as causas revolucionárias e os anseios de mudança, assim como as relações Europa-África. O filme de Ariel de Bigault desbrava um vasto arquivo audiovisual do colonial desvendando “máscaras da violenta dominação colonial, que ainda hoje assombram as memórias. A dinâmica de contrastes entre as imagens e as atitudes revela interrogações muito actuais.” E é muito interessante quando os atores Orlando Sérgio e Ângelo Torres questionam a falta de protagonismo dos negros e o “fora de campo”. Será nestes insinuações e pontos não tão conhecidos das memórias coloniais, anti e pós, que nos interessa debate e inscrever novas memórias com o que o público cabo-verdiano tem a dizer. 

15º Maio Doc – CICLO DE CINEMA DOCUMENTAL

Curadoria Marta Lança
Centro Cultural Português do Mindelo, Sala José Afonso

PROGRAMAÇÃO

Dia 4 - 18h30

Fantasmas do Império, Ariel de Bigault (Portugal, França 2020), 112’

Dia 5 - 18h30

Independência, de Mário Bastos (Angola 2015) 110’

Dia 6 - 18h30

A Arte que faz mal à vista, de Pedro Neves Marques (Portugal 2018) 18’49

A Story from Africa, de Billy Woodberry (EUA 2019) 33’

Palimpseste du Musée d’Afrique, de Matthias De Groof (Bélgica 2019) 69’

Dia 7 - 18h30
Yvone Kane - Margarida Cardoso (Portugal, 2014) 118’

Dia 08 - 18h30
MOIA: o recado das ilhas, de Ruy Duarte de Carvalho (Portugal, Cabo Verde 1989) 62’

SINOPSE MOIA: o recado das ilhas, de Ruy Duarte de Carvalho (Portugal, Cabo Verde, 1989) 62’ “Ficção poética mais que ficção dramática, MOIA é uma indagação dos traços de uma crioulidade sedimentada numa dinâmica africana, atlântica e lusófona.

O perfil e o percurso da protagonista, a convergência das muitas componentes que podem perturbar e reordenar os fundamentos de uma identidade que tende a exceder as categorias políticas, geográficas e históricas. Assim é que a circunstância insular e a exuberância vulcânica da terra e da expressão Cabo-verdianas acolhem as inquietações personalizadas de uma insularidade psicológica e social que veicula o eco de uma África que leva às suas últimas consequências o confronto shakesperiano entre Próspero e Caliban. Uma indagação cinematográfica acerca de tal ordem de emoções não poderia dispensar o recurso ao fantástico, ao delírio e ao arrojo poético. É disso que se faz qualquer futuro. A mestiçagem traduzida em planos.”
Ruy Duarte Independência, de Mário Bastos (Angola 2015) 1h 50’ A 11 de Novembro de 1975 Angola proclamou a independência, 14 anos depois do início da luta armada contra o domínio colonial português. O regime de Salazar recusava qualquer negociação com os independentistas, aos quais restava a clandestinidade, a prisão ou o exílio.

Quando quase toda a África celebrava o fim dos impérios coloniais, Angola e as outras colónias portuguesas seguiam um destino bem diferente. Só após o golpe militar de 25 de Abril de 1974 ter derrubado o regime, Portugal reconheceu o direito dos povos das colónias à autodeterminação. Os anos de luta evocados em “Independência” determinaram o rumo de Angola após 1975. Opções políticas, conflitos internos e alianças internacionais começaram a desenhar-se durante a luta anti-colonial. As principais organizações (FNLA e MPLA e, mais tarde, UNITA) nunca fizeram uma frente comum e as suas contradições eram ampliadas pelo contexto da Guerra Fria. A independência foi proclamada já em clima de guerra, mas com muita emoção e orgulho, como é contado no filme A Arte que faz mal à vista, de Pedro Neves Marques (Pt 2018) 18’49 Lisboa é uma cidade em mudança. À medida que jovens afrodescendentes assumem o seu direito à cidade, assiste-se a um intenso debate sobre monumentos e símbolos públicos que lembrem o passado colonial de Portugal. No Outono de 2017, deu-se um confronto entre um protesto pacífico e grupos neonazis frente a uma estátua recentemente erguida em memória de Padre António Vieira, representado num gesto de conversão com três crianças indígenas aos pés.

Palimpseste du Musée d’Afrique, de Matthias De Groof (Bélgica 2019) 69’ Em 2013, o Museu Real da África Central (Bélgica) fecha para renovações. É uma oportunidade para conferir uma visão moderna à existência e à missão do museu. O processo de descolonização leva a discussões acesas. É preciso colocar questões fundamentais: quem está a olhar para quem? E está-se a contar a história de quem?A Story from Africa, de Billy Woodberry (EUA 2019) 33’Na sequência da resolução da Conferência de Berlim de 1885 quanto à divisão de África, o exército português usa um oficial talentoso para registar a ocupação efectiva do território conquistado em 1907 ao povo cuamato, no sul de Angola. A Story from Africa dá vida a este arquivo fotográfico raramente visto através da história trágica de Calipalula, o fidalgo cuamato que foi decisivo no desenrolar dos eventos desta campanha de pacificação portuguesa.

Yvone Kane - Margarida Cardoso (Portugal, 2014) 118’ Depois de uma tragédia que lhe roubou a vontade de viver, Rita decide voltar a África, ao país onde cresceu, e reencontrar Sara, a sua mãe. Enquanto Sara vive os últimos dias da sua vida procurando encontrar um sentido para o seu passado, Rita decide investigar o percurso de Yvone Kane, uma ex-guerrilheira e ativista política cuja coragem e determinação marcou várias gerações e cuja morte nunca ficou esclarecida. Porém, apesar dos esforços, nenhuma das duas parece conseguir a redenção de que necessita?

 

Fantasmas do Império, Ariel de Bigault (Pt, Fr 2020), 112’ Fantasmas do Império explora o imaginário colonial no cinema português desde o início do século XX… 100 anos de cinema. Às imagens e narrativas que sustentam o enredo imperialista, contrapõem-se filmes e olhares de cineastas de várias gerações assim como pontos de vista de pesquisadores e testemunhas. Desvendam-se ficções e mitos, máscaras da violenta dominação colonial, que ainda hoje assombram as memórias. A dinâmica de contrastes entre as imagens e as atitudes revela interrogações muito atuais.

03.12.2021 | por Alícia Gaspar | a arte que faz mal a vista, a story from africa, Africa, centro cultural português do mindelo, Cinema Documental, Fantasmas do Império, independência, maio doc, Mindelo, palimpsest, Portugal, Yvone Kane

OFICINAS BUALA MINDELO

Inscrições gratuitas, basta enviar email para buala@buala.org


IMAGEM - dias 17 e 18 maio das 15 às 19h 

Pedro Castanheira - Director de fotografia e cineasta. Realizou o filme Rogério de Carvalho - Um Nómada Fiel  (2015) e dirigu a imagem de inúmeros filmes. 

JORNALISMO CULTURAL 20 e 21 das 15 às 19h  no Centro Cultural Português 

 Marta LançaJornalista, programadora, investigadora em Estudos Artísticos. Lançou as revista V_ludo (1999),  Dá Fala (2004, Mindelo) e o portal BUALA (2010). 

*Conceitos e práticas de imagem, direção de fotografia e história do cinema * Dinâmica e conteúdos do BUALA * Publicações independentes e interdisciplinares * Jornalismo cultural nas suas diversas manifestações e formatos * Mediação cultural * Circuitos artísticos nos países de língua portuguesa * Exercícios práticos de escrita e imagem * Promoção de debate.

Objetivo: produzir material escrito e visual com os participantes a publicar no portal www.buala.org/pt

Alexandre Diaphra #afdiaphra - Rapper, poeta, beatmaker e artista multimídia

 SLAM POETRY I Spoken Word Mindelo #13 Txon-poesia, festival internacional de poesia do Mindelo I dia 17 I 21h30 I quiosque da Praça Nova 

SHOWCASE/ Lançamento de ep #IKENGA I dia 19, às 18h30 I Centro Cultural do Mindelo.

 

Co-organização: BUALA e Centro Cultural Português do Mindelo I

Parceria de programação: Txon - Festival de poesia do Mindelo I Apoio: Dg-Artes.

02.05.2019 | por martalanca | Diaphra, internacionalização, jornalismo cultural, Mindelo, Oficinas do Buala

Chã Cricket - Filme de Pedro Faria‏

Trabalho em vídeo de Pedro Faria desenvolvido durante uma residência artística na ilha de São Vicente, Cabo Verde. Pedro Faria estudou Arquitectura na Universidade de Coimbra e Artes Visuais na Glasgow School of Art, frequentando em 2006 o Curso de Artes Visuais da Fundação Calouste Gulbenkian. Desde então tem vindo a desenvolver o seu trabalho como artista plástico – participando em diversas exposições, colaborando com profissionais das artes performativas e dando início a projectos colectivos com outros artistas.

14.05.2013 | por herminiobovino | Cabo-verde, cinema, Mindelo

Performance e exposição de video-arte - Galeria ZeropointArt, Mindelo

Performance de dança contemporânea: “Ao caírem as abas”
Grupo Mogno
Intérpretes-criadores: Aline Brasil, Anna Behatriz Azevêdo e Jeferson Leite (músico).
Adaptação com interprete criadora anna behatriz azevêdo
Goiânia/Goiás/Brasil
Horário: 19h30
Dia: 15 de março
Local: galeria zeropointArt
Mindelo - Cabo Verde

“Ao caírem as abas” é um trabalho artístico que articula dança e música em cena. Tem como referência central o conto “Cadeira” de José Saramago, de onde foi feito um recorte temático que gira em torno da idéia dos “coleópteros” (pequenos insetos que se instalam dentro de objetos de madeira e canais por onde transitam, vivem e sobrevivem). Uma das reflexões importantes dentro do processo está na questão desses “coleópteros” habitarem uma cadeira durante anos sem serem notados e, a sua presença ser apenas percebida a partir do momento em que a cadeira não mais suporta a sua estrutura corroída, e cai”.

O Grupo Mogno nasceu em 2011, a partir do diálogo entre três artistas para a concepção de um trabalho que vinculasse dança e música em cena: a artista plástica e bailarina Anna Behatriz Azevêdo, a bailarina Aline Brasil e o músico Jeferson Leite. O primeiro trabalho do grupo é intitulado “Ao caírem as abas” e tem como mote de criação a imagem, o movimento e a música. A improvisação é uma das ferramentas utilizadas pelos artistas, que já apresentam uma trajetória própria de estudos e pesquisas dentro desta concepção.

Exposição de videoarte: “O que coso, carne quebrada… entre o que se sabe e o morto”. (Intermitência).
Artista: Anna Behatriz Azevêdo.
Goiânia/Goiás – Brasil.

“No pulsar intermitente existimos e, ao fim, esvaziamo-nos. Passamos, então, a preencher lugares enquanto a nossa ausência puder reverberar noutros corpos vivos. A ausência se faz num instante e, em seguida, preenche todos os espaços, tornando-se quase matérica à medida que o tempo passa.” Manoela dos Anjos Afonso.
Horário: 20h30.
15 de Março – Zeropointart

web

14.03.2013 | por herminiobovino | dança contemporanea, Mindelo, performance, videoarte

Grupo de teatro do Centro Cultural Português do Mindelo celebra 20 anos

O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo – GTCCPM - está a preparar duas produções para assinalar o seu vigésimo aniversário: “A Escola de Mulheres”, de Molière, que sobe ao palco a 22 de Março; e “A Tempestade”, de Shakespeare, com estreia marcada para o mês de Setembro.

Estas novas peças vêm marcar os 20 anos do GTCCPM, considerado o mais produtivo e internacional da história do teatro cabo-verdiano, com 47 produções e mais de 40 actuações em festivais e eventos internacionais.

“O grupo mudou os paradigmas do teatro cabo-verdiano. A qualidade plástica das encenações, a ousadia experimental das montagens, a diversidade dramatúrgica na escolha das peças e a promoção do teatro cabo-verdiano além-fronteiras são apenas alguns dos aspectos que saliento”, avalia o director, João Branco, ao 
Jornal A Semana.

“O GTCCPM conquistou um público novo e exigente para o teatro cabo-verdiano e contribuiu para o aparecimento de novas companhias”, salienta ainda o actor e encenador.

O Grupo de Teatro do CCP do Mindelo nasceu em 1993, tendo imprimido uma forte dinâmica teatral em S. Vicente. Começou por ser um Curso de Iniciação Teatral, nasceu como grupo, sem nunca ter posto de parte a vertente da formação, que continua a ser ministrada no CCP do Instituto Camões em paralelo com as actividades do grupo teatral.

fonte

05.03.2013 | por herminiobovino | Mindelo, teatro, teatro caboverdiano

TERRA DE FOGO – um projeto que desenvolve a criação artística em S.Vicente

Residência Artística Internacional em Mindelo 

www.terradefogo.xerem.org

É já no próximo dia 8 de Fevereiro que terá início o TERRA DE FOGO,uma ação artística promovida pela Galeria ZeroPointArt em conjunto com a Xerem, de Portugal, com um financiamento parcial da dgARTES.

Com a curadoria do curador e artista plástico Alex da SilvaTERRA DE FOGO, que estará assente numa Residência Artística de 10 dias, promete trazer uma oferta artística de qualidade ao público Mindelense, com a participação de três artistas portuguesas - Cristina Ataíde, Susana Anágua e Alexandra Sargento. Tendo uma significativa experiência pessoal e profissional na sua área artística, estas três artistas actuarão numa dinâmica transdisciplinar, desafiando a sua criatividade para responder à especificidade e mística da ilha de S.Vicente.

O programa terá início no dia 9 de Fevereiro, com o Vernissage da Exposição Terra de Fogo, na Galeria ZeroPointArt, que será uma instalação onde serão apresentadas peças seleccionadas pelo curadorAlex da Silva. Durante a Residência Artística, serão ainda desenvolvidas actividades de formação e reflexão sobre a arte contemporânea, nomeadamente workshops para crianças, tertúlias com artistas locais e público interessado, criação de peças artísticas com o acolhimento do Atelier de Pintura do artista Alex da Silva.

Integrando-se na postura de abordagem da Arte que tem vindo a ser seguida pela ZeroPointArt, TERRA DE FOGO irá promover a inter-relação dos diversos públicos, encarando as trocas relacionais como veículo da contemporaneidade, tendo como foco o público de S. Vicente. O incentivo à aprendizagem, à discussão, ao desenvolvimento e à produção de arte fora dos circuitos comerciais será a tónica desta dinâmica artística em Mindelo. Trata-se de explorar outras direções dentro das artes visuais, integrando práticas colaborativas entre diferentes áreas artísticas - artes-plásticas, vídeo, performance e teatro - potenciando o desenvolvimento de intercâmbio cultural.

Ações da Residência Artística Internacional TERRA DE FOGO – de 8 a 18 de Fevereiro

- Vernissage da Exposição “Terra de Fogo” na Galeria ZeroPointArt – de 9 a 17 de Fevereiro

- Workshops de arte e educação realizados pelas três artistas participantes, com as crianças do agrupamento de Escolas de Calhau, Ribeira de Calhau e Madeiral – 14 de Fevereiro

- Artist talk sobre os trabalhos dos artistas participantes

– 14 de Fevereiro - Tertúlias de reflexão sobre arte contemporânea – 14 e 15 de Fevereiro

-Produção de um documentário visual e de material videográfico – de 8 a 18 de Fevereiro

Ficha técnica:

Organização: ZeroPointArt e Xerem

Coordenação: Fernando Cruz

Produção: ZeroPointArt e Xerem Curadoria: Alex da Silva

Artistas participantes: Cristina Ataíde, Susana Anágua e Alexandra Sargento.

Contatos: ZeroPointArt Horário de abertura: 10:00 – 12:30 | 18:00– 02:00 Segundas, Quartas, Quintas e Sextas 10:00 – 13:00 | 20:00– 02:00 Sábados Encerras à Terças

Endereço Galeria ZeroPointArt, Rua Unidade Africana 62, Mindelo, São Vicente, Cabo Verde Telf. + 238 2312525; Email: info@zerpointart.org

Apoios:

Governo de Portugal/Secretário de Estado da Cultura | Direção Geral das Artes

TACV

Fundação António Canuto

31.01.2013 | por martalanca | alex da silva, Mindelo, Xerem

Carmen Souza actua amanhã no Mindelo

 

23.08.2012 | por samirapereira | carmen souza, jazz, Mindelo, música

Casalata, MINDELO

O projecto CASALATA iniciou com uma curta-metragem realizada no âmbito da pós-graduação de cinema no  M_EIA - Instituto Internacional de Arte, Tecnologias e Cultura, em Mindelo – Cabo Verde.
Debruçada na problemática do défice habitacional e nas carências dos bairros espontâneos de lata, o projecto evoluiu para uma estratégia arquitectónica viável, com capacidade de acção imediata no panorama da escassez de habitação em Cabo Verde.

CASALATA

12.07.2012 | por franciscabagulho | habitação, Mindelo

ciclo de formações na praia e mindelo

29.09.2011 | por samirapereira | Mindelo, praia

reggae kriolu DomuAfrikaDubSquad

 tó gomesDomu Afrika Dub Squad estiveram na cidade da Praia no passado dia 9 a fechar com chave de ouro a segunda edição do concurso vis-a-vis.

 

A banda reggae mindelense conquistou o júri e foi seleccionada para ir actuar em vários palcos espanhóis de onde se destaca o festival WOMAD e o África Vive, em Madrid.

 

Domu Afrika Dub Squad é um projecto reggae music de três irmãos: Luis Karantónis (baixo), Jorge Karantónis (bateria) e Nuno Karantónis (guitarra) que irá para estúdio em breve.

 

Sem dúvida uma lufada de ar fresco na cena musical de Cabo Verde.

 

Oiçam aqui Domu Afrika Dub Squad

12.04.2011 | por samirapereira | domuafrikadubsquad, Mindelo, reggae

MINDELO, CABO VERDE: ESTREIAS, PRÉMIOS E ALERTA SOBRE O ÉDEN-PARK NO MÊS DO TEATRO

O Dia Mundial do Teatro foi assinalado no Mindelo (São Vicente, Cabo Verde) com a estreia de dois novos espectáculos, a entrega do prémio de Mérito Teatral a João Branco e um apelo em relação à reactivação do Cine-Teatro Éden-Park.

No dia 26 de Março, o grupo Craq’Otchód estreou a peça “A2”, de Di Fortes e Idá Delgado, no Auditório do Centro Cultural do Mindelo. “Trata-se de uma peça de clown sem uma história concreta, é uma série de cenas com dois clowns, seres humanos, que transportam o público para os seus mundos imaginativos e emotivos”, revela Verónica Bestetti, mentora do grupo e co-encenadora, no portal de notícias de Cabo Verde. 
“São seres humanos dotados de um pequeno nariz vermelho. A máscara mais pequena do mundo, que não esconde mas revela. São seres que aceitam a sua estupidez (divertida) e a compartilham com o público”, acrescenta Bestetti. 
A 27 de Março, o encenador João Branco recebeu, no salão nobre da Câmara Municipal de São Vicente, o prémio de mérito teatral. No final da cerimónia, os actores do Mindelo reuniram-se numa acção de teatro de rua junto ao Cine-Teatro Éden-Park, edifício que permanece ameaçado de demolição. “O projecto surgiu de uma ideia inicial de João Branco: fazer uma manifestação, no dia 27, a favor do cinema do Mindelo. Chegámos à conclusão que apenas uma manifestação seria algo muito vago”, explica a actriz Zenaida Alfama. “Decidimos montar a peça “A Última Estreia”, com a participação de actores e técnicos de todos os grupos de teatro de São Vicente. Fizemos um grupo de sketch’s ao estilo de “Mancarra”, uma peça do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português sobre o mesmo tema”, relata.
Este acto serviu para para chamar a atenção do público e dos responsáveis culturais: “o objectivo é alertar as pessoas para o facto de que o cinema faz muita falta por motivos que vão desde o divertimento ao ganha-pão e pela importância histórica do Éden-Park. Afinal, só quando deixamos de ter algo é que temos a consciência da sua real importância”, concluiu Zenaida Alfama.
As comemorações terminaram no dia 28, com a apresentação da peça “É sempre êssin”, do grupo de teatro dos alunos do liceu José Augusto Pinto.

cenaberta

06.04.2011 | por martalanca | Éden-Park, João Branco, Mindelo, teatro caboverdiano

6ª Sessão dos Encontros MINDELO… temos cultura?

Mindelo, uma cidade no arquipélago do Mundo

Sessão de encerramento

Dia 15 de Março, 3ª feira às 18h no M_EIA (Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura)

António Pinto Ribeiro (ensaísta e programador cultural)

Abertura de Irineu Rocha da Cruz e Rita Lobo

14.03.2011 | por martalanca | antónio pinto ribeiro, Mindelo

MINDELO… temos cultura? Cultura, economia e turismo

5ª Sessão dos Encontros

Dia 15 de Fevereiro, 3ª feira às 18h00 na Universidade Lusófona

 

A cidade de Mindelo está em constante transformação. Nos últimos anos têm surgido novos espaços e agentes culturais e o desenvolvimento do ensino superior povoou a cidade com estudantes universitários. Para uns, a identidade cultural da cidade tem-se reforçado enquanto que, para outros, a cidade está a definhar tanto do ponto de vista económico como cultural. Mindelo ainda é capital da cultura ou a cidade perdeu o seu mais importante capital?

O ciclo de encontros Mindelo… temos cultura?  enquadra-se num projecto de investigação sobre o contexto cultural e criativo do Mindelo, que está a ser realizado pela antropóloga Rita Lobo desde Junho de 2010, e tem como objectivo criar um espaço de reflexão e discussão sobre Mindelo enquanto cidade que se afirma e se identifica como cidade cultural. O Ciclo será constituído por seis encontros com temas e convidados diferentes. Porque se pretende uma ampla participação do público, não se escolheu o modelo de palestras mas sim de conversas que serão moderadas por Rita Lobo e Irineu Rocha.

Os encontros resultam duma parceria entre o Instituto Camões/Centro Cultural Português, o Centro Cultural do Mindelo e o M_EIA, Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura e contam com o apoio da Universidade Lusófona, Casa Senador Vera Cruz, Universidade de Cabo Verde e TCV.  

14.02.2011 | por martalanca | cultura, Mindelo, turismo

MINDELO… temos cultura? - 4ª Sessão dos Encontros

A oferta cultural da cidade. Que balanço?

Dia 8 de Fevereiro, 3ª feira às 18h00 no M_EIA (ex-Liceu Velho)


A cidade de Mindelo está em constante transformação. Nos últimos anos têm surgido novos espaços e agentes culturais e o desenvolvimento do ensino superior povoou a cidade com estudantes universitários. Para uns, a identidade cultural da cidade tem-se reforçado enquanto que, para outros, a cidade está a definhar tanto do ponto de vista económico como cultural. Mindelo ainda é capital da cultura ou a cidade perdeu o seu mais importante capital?



04.02.2011 | por martalanca | cidade, cultura, Mindelo

Mindelo… temos cultura? - 2ª Sessão dos Encontros

Dia 18, 3ª feira às 18h00 no M_EIA (ex-Liceu Velho)

Ciclo de encontros

A cidade de Mindelo está em constante transformação. Nos últimos anos têm surgido novos espaços e agentes culturais e o desenvolvimento do ensino superior povoou a cidade com estudantes universitários. Para uns, a identidade cultural da cidade tem-se reforçado enquanto que, para outros, a cidade está a definhar tanto do ponto de vista económico como cultural. Mindelo ainda é capital da cultura ou a cidade perdeu o seu mais importante capital?

O ciclo de encontros Mindelo… temos cultura?  enquadra-se num projecto de investigação sobre o contexto cultural e criativo do Mindelo, que está a ser realizado pela antropóloga Rita Lobo desde Junho de 2010, e tem como objectivo criar um espaço de reflexão e discussão sobre Mindelo enquanto cidade que se afirma e se identifica como cidade cultural. O Ciclo será constituído por seis encontros com temas e convidados diferentes. Porque se pretende uma ampla participação do público, não se escolheu o modelo de palestras mas sim de conversas que serão moderadas por Rita Lobo e Irineu Rocha.

Os encontros resultam duma parceria entre o Instituto Camões/Centro Cultural Português, o Centro Cultural do Mindelo e o M_EIA, Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura e contam com o apoio da Universidade Lusófona e Casa Senador Vera Cruz e TCV.  

17.01.2011 | por martalanca | Mindelo

MINDELO … temos cultura? Ciclo de encontros sobre o panorama cultural do Mindelo

A cidade de Mindelo está em constante transformação. Nos últimos anos têm surgido novos espaços e agentes culturais e o desenvolvimento do ensino superior povoou a cidade com estudantes universitários. Para uns, a identidade cultural da cidade tem-se reforçado enquanto que, para outros, a cidade está a definhar tanto do ponto de vista económico como cultural. Mindelo ainda é capital da cultura ou a cidade perdeu o seu mais importante capital? 

Temas dos encontros:

A CIDADE E A CULTURA

Data: 11 de Janeiro, 18H00

Convidados: Germano de Almeida, Leão Lopes, Teresa Fortes

Local: Casa Senador Vera Cruz

 

  AS PERIFERIAS DA CULTURA

Data: 18 de Janeiro, 18h00

Convidados: César Schofield, Silvino Benetti, Helmer Fortes e outros representantes de associações e instituições culturais

Local: M_EIA, Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura

 

EDUCAÇÃO CULTURAL E FORMAÇÃO DE NOVOS PÚBLICOS

Data: 25 de Janeiro

 

A OFERTA CULTURAL DA CIDADE. QUE BALANÇO?

Data: 8 de Fevereiro

 

CULTURA, ECONOMIA E TURISMO

Data: 15 de Fevereiro

 

MINDELO, UMA CIDADE NO ARQUIPÉLAGO DO MUNDO

Data: 15 de Março

Continuar a ler "MINDELO … temos cultura? Ciclo de encontros sobre o panorama cultural do Mindelo"

04.01.2011 | por martalanca | cabo verde, cultura, Mindelo

Mindelact 2010

O Mindelact 2010 tem tudo para que nos enchamos de orgulho do árduo trabalho que a sua equipa tem à frente durante todo o ano. Cada espectáculo, protagonizado por conceituadas companhias a nível mundial, é um brinde à qualidade e um presente à ilha que respira teatro e da cultura e da arte vive.

 

faça dowload do programa do festival no site do Mindelact

05.09.2010 | por martalanca | Mindelact, Mindelo, teatro caboverdiano

25 anos do Pólo do Mindelo: Mudar as coisas

Nestes 25 anos de existência, o que dá satisfação a Ana Cordeiro é constatar que algumas das realizações pioneiras do ‘seu’ centro trouxeram realmente mudanças à sociedade cabo-verdiana. «Não são os grandes espectáculos que enchem páginas de jornais, mas são as coisas que ajudam a mudar a vida das pessoas», diz a responsável do pólo do Mindelo do Centro Cultural Português em Cabo Verde, há 23 anos à frente desta instituição integrada na rede do Instituto Camões (IC).

Pólo hoje, porque ao ser criado era originalmente um centro cultural, tutelado pela Cooperação Portuguesa (actual Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ana Cordeiro, 56 anos, licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra e com um mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes pela Universidade do Porto, não se recorda do nome de quem o fundou. E não ficou registo no arquivo do pólo do Mindelo. Mas, entretanto, quando da criação da rede de centros culturais do IC, em 1995, foi estatuído que, por cada país, apenas haveria um centro cultural e o do Mindelo foi integrado como pólo do Centro Cultural Português (CCP) da Praia, a cidade capital do arquipélago, explica. Enquanto pólo, o Mindelo não é caso único. Existem pólos de centros culturais portugueses na Beira (Moçambique), na Ilha do Príncipe (São Tomé e Príncipe) e em Casablanca (Marrocos).

 

continue a ler

15.06.2010 | por martalanca | Ana Cordeiro, Centro Cultural portugues, Mindelo